sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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Embrapa firma protocolo para estudar implantação de unidade de pesquisa em Jequié


Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) assina neste sábado (23) um protocolo de intenções com o governo da Bahia para realizar um estudo de viabilidade sobre a implantação de uma Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) em Jequié, no sudoeste baiano. A cerimônia será realizada na Estação de Piscicultura do município. A iniciativa está voltada à estruturação de cooperação técnica para pesquisa agropecuária e inovação regional.

Segundo as informações divulgadas, o levantamento será liderado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, unidade sediada em Cruz das Almas e referência em pesquisas sobre mandiocultura, fruticultura tropical, agricultura familiar e tecnologias para o semiárido. A coordenação institucional ficará sob a Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, responsável pelo modelo das Umipis.

As Unidades Mistas de Pesquisa e Inovação são estruturas de cooperação científica formadas em parceria com governos, universidades, institutos e outras entidades públicas e privadas. Nesse formato, a Embrapa compartilha infraestrutura, pesquisadores, equipamentos e conhecimento técnico com instituições locais. De acordo com a empresa, atualmente há 11 Umipis coordenadas pela estatal, incluindo uma unidade internacional no Uruguai.

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A proposta para Jequié ainda está na fase de estudo de viabilidade. Por isso, não foram informados, até o momento, valores de investimento, cronograma de implantação, escopo de pesquisas nem a estrutura operacional prevista para a unidade. O protocolo assinado nesta etapa formaliza a intenção de cooperação e abre espaço para análise técnica da demanda regional.

Pelo conteúdo apresentado, a futura unidade poderá concentrar ações voltadas ao fortalecimento da agropecuária no interior baiano, com atenção ao suporte tecnológico para a agricultura familiar, à inclusão socioprodutiva, à segurança alimentar e ao desenvolvimento econômico regional. A efetivação desses desdobramentos, porém, dependerá do resultado do estudo e das definições posteriores entre os parceiros.

Do ponto de vista técnico, o próximo passo será a conclusão do estudo de viabilidade, que deverá indicar se há base operacional, científica e institucional para a implantação da Umipi em Jequié. Sem essa etapa, ainda não é possível dimensionar o alcance prático da iniciativa sobre a produção agropecuária da região.

Fonte: embrapa.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Algas marinhas ganham espaço na agricultura


O uso de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas tem ganhado espaço nas lavouras brasileiras diante da busca por maior produtividade, redução de custos e adoção de práticas sustentáveis. Em artigo intitulado “Tecnologia à base de algas melhora desempenho da soja, milho e algodão no Brasil”, Bruno Carloto afirma que produtores de culturas como soja, milho e algodão têm ampliado o interesse por soluções que contribuam para a estabilidade e eficiência das lavouras ao longo do ciclo produtivo.

Segundo o autor, o avanço dessas tecnologias ocorre em um momento de forte crescimento da produção agrícola brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que a produção nacional de grãos gira em torno de 355 milhões de toneladas por safra. A soja responde por cerca de 178 milhões de toneladas, enquanto o milho supera 138 milhões. Já o algodão se aproxima de 4 milhões de toneladas produzidas.

No artigo, Bruno Carloto destaca que fatores como disponibilidade de água, equilíbrio nutricional e condições ambientais influenciam diretamente o metabolismo das plantas. Segundo ele, situações de estresse podem comprometer processos importantes, como absorção de nutrientes e fotossíntese, afetando o rendimento final das lavouras. “Por isso, o manejo precisa ser cada vez mais técnico e integrado, com soluções que ajudam a manter o bom desempenho das lavouras”, afirma.

Nesse cenário, os bioestimulantes à base de algas marinhas têm ampliado presença no manejo agrícola. O autor ressalta que os extratos da alga Ascophyllum nodosum possuem compostos naturais capazes de atuar no equilíbrio fisiológico das plantas, favorecendo crescimento mais uniforme e fortalecimento do sistema radicular.

De acordo com o artigo, os efeitos variam conforme a cultura. Na soja e no milho, a tecnologia auxilia na formação inicial das plantas e aumenta a eficiência da absorção de nutrientes. Já no algodão, contribui para a uniformidade dos talhões e para a recuperação das plantas após períodos de estresse climático.

O texto também aponta que os bioestimulantes podem melhorar o aproveitamento dos insumos agrícolas. Com um sistema radicular mais ativo, as plantas conseguem utilizar melhor os nutrientes disponíveis no solo, reduzindo perdas e aumentando o retorno sobre o investimento realizado pelo produtor.

Para Bruno Carloto, o uso de bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum se consolida como uma ferramenta do manejo agrícola moderno. “Ao favorecer o equilíbrio fisiológico das plantas e impulsionar o desempenho de culturas importantes para o Brasil, as algas contribuem para uma produção mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios atuais e futuros do setor”, conclui.





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Ventos de 100 km/h e muita chuva são esperados para áreas de 4 regiões do país


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Foto: Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou alerta de perigo para chuvas de 50 mm a 100 mm por dia e ventos que podem variar de 60 km/h a 100 km/h para estados de três regiões brasileiras: Sul, Sudeste, Nordeste e Norte.

Começando pela parte de baixo do mapa, o órgão avisa que entre esta quinta e sexta (21 e 22), as condições meteorológicas severas podem afetar 248 municípios entre Santa Catarina e o Paraná (confira a lista), com destaque para o noroeste, sudoeste, oeste, norte, sudeste e centro-sul paranaenses, além do oeste e norte catarinense.

Mapa alerta laranja
Foto: Reprodução Inmet

Assim, nas áreas em laranja do mapa acima, existem riscos de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

Também deve chover e ventar com as mesmas intensidades no sul baiano e no litoral norte espírito-santense, atingindo os seguintes municípios:

  • Alcobaça (BA)
  • Caravelas (BA)
  • Mucuri (BA)
  • Nova Viçosa (BA)
  • Porto Seguro (BA)
  • Prado (BA)
  • Santa Cruz Cabrália (BA)
  • Conceição da Barra (ES)
alerta laranja ES e BA
Foto: Reprodução Inmet

Com isso, o Inmet alerta que nessas áreas, detalhadas no mapa acima, o aviso é voltado para toda esta sexta-feira, também trazendo riscos de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

Por fim, o Instituto notifica a possibilidade de chuva de até 100 mm e ventos que podem chegar a 100 km/h no Norte do país entre esta quinta e sexta, atingindo todo o estado de Roraima, além de áreas do Pará e Amazonas:

Norte alerta laranja
Foto: Reprodução Inmet

Ao todo, quase 30 municípios podem ser afetados (veja a lista completa). O alerta laranja do Inmet simboliza perigo, o segundo maior grau de severidade emitido pelo órgão, atrás, apenas, do vermelho (grande perigo).

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Preço médio do café cai mais de 15% em 2026 e consumo aumenta, segundo Abic


Café, xícara de café, café solúvel
Foto: Freepik

Com a proximidade do Dia Nacional do Café, comemorado no próximo domingo (24), a indústria cafeeira e os consumidores têm motivos para celebrar. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o primeiro quadrimestre de 2026 terminou com aumento nas vendas e queda nos preços da maior parte dos tipos de café.

De acordo com a entidade, entre janeiro e abril deste ano, o café tradicional/extraforte, categoria mais consumida no país, registrou crescimento de 2,4% nas vendas no varejo. Ao mesmo tempo, o preço médio caiu 15,51% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo executivos da Abic, a redução nos preços está ligada à maior disponibilidade de café cru no mercado, reflexo da boa safra brasileira. Com mais oferta de matéria-prima, a indústria conseguiu ampliar as compras e a produção, repassando parte da queda de custos ao consumidor final.

A queda ocorre após um período de forte pressão sobre o mercado cafeeiro, marcado pelas dificuldades de abastecimento causadas pelos problemas climáticos que afetaram as safras de 2024 e 2025. Na época, a menor oferta provocou oscilações expressivas nos preços do café nas gôndolas dos supermercados ao longo do ano passado.

Segundo a Abic, a perspectiva para 2026 é de manutenção dos preços em níveis mais estáveis, desde que a expectativa de boa colheita se confirme. O cenário pode estimular o aumento do consumo de café no Brasil, diz a Abic.

As ressalvas ficam para problemas pontuais observados em algumas regiões produtoras de Minas Gerais e Espírito Santo. Outro fator de atenção é o possível avanço do El Niño. Segundo executivos da entidade, caso as previsões para o fenômeno climático se confirmem, a safra brasileira de café de 2027 poderá ser impactada.

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Chuva deve continuar na Zona da Mata Mineira nos próximos dias


A previsão do tempo para a Zona da Mata Mineira indica que a região continuará a experimentar chuvas nos próximos dias, devido ao avanço de uma frente fria. A umidade deve se manter canalizada, resultando em um período de nebulosidade e precipitações típicas da estação.

Condições climáticas

Nos próximos dias, a região deve enfrentar:

  • Mais nebulosidade e chuvas, com volumes entre 25 e 30 mm ao longo do mês.
  • Chuvas típicas de outono e inverno, com garoas e precipitações mais volumosas.
  • Sem risco de geadas nos próximos 30 dias.

Expectativas para os próximos meses

Para os próximos meses, a previsão é de que:

  • As chuvas continuem dentro da normalidade, com volumes mensais variando entre 30 e 40 mm.
  • A temperatura deve se manter acima da média, especialmente com a transição para o fenômeno El Niño.
  • A expectativa é de chuvas mais volumosas a partir de meados de outubro.

Os produtores da região devem se preparar para um período de clima mais quente e seco nos meses de inverno, com risco elevado de incêndios florestais devido à falta de chuvas volumosas.

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Aneel homologa produtos de 2026 do leilão de reserva de capacidade


Estudo aponta manutenção do carvão no Brasil apesar do fim de novos projetos

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quinta-feira (21) a homologação dos produtos de 2026 do leilão de reserva de capacidade, realizado em março e voltado a usinas termelétricas. A decisão formaliza o resultado para 13 unidades geradoras de diferentes companhias. Segundo a agência, os produtos com entrega nos anos seguintes ainda serão votados dentro do cronograma previsto em edital.

A homologação contempla as unidades Petrolina, da Companhia Energética de Petrolina; Xavantes Aruanã, da Usina Xavantes S.A.; Canoas Diesel, Juiz de Fora, Nova Piratininga, Seropédica e Termobahia, da Petróleo Brasileiro S.A.; Luiz Oscar Rodrigues de Melo, Povoação 1 e Viana 1, da Eneva S.A.; CT Santa Cruz, da J&F S.A.; Paulínia Verde, da UTE Paulínia Verde Ltda.; e EDF Norte Fluminense, da Usina Termelétrica Norte Fluminense S.A.

A decisão da Aneel ocorreu após a Justiça Federal negar, na quarta-feira (20), pedido cautelar para suspender o processo de homologação. A 6ª Vara Federal Cível de Brasília manteve o indeferimento da tutela de urgência em ação civil pública apresentada no início de maio pela Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes das Indústrias de Energias (Abraenergias).

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No voto aprovado, o diretor Fernando Mosna incluiu dispositivo para comunicar a decisão ao Tribunal de Contas da União (TCU). Durante a sessão, o procurador da Aneel, Eduardo Ramalho, afirmou que permanece a presunção de legitimidade dos atos administrativos, uma vez que, até o momento, o Judiciário não reconheceu fato que afastasse essa condição.

O leilão de reserva de capacidade é um instrumento voltado à contratação de potência para atendimento do sistema elétrico. Para o setor produtivo, a definição desses contratos é acompanhada por seu efeito potencial sobre a segurança do suprimento de energia. O material disponível, no entanto, não detalha os volumes contratados, os valores envolvidos nem eventual impacto tarifário para consumidores.

Com a homologação dos produtos de 2026, a tramitação regulatória do certame avança para essa etapa específica. Ainda não há, nas informações divulgadas, detalhamento sobre efeitos econômicos diretos para consumidores ou setores eletrointensivos, o que depende das próximas fases do processo e de dados complementares da Aneel.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil espera flexibilização da cota de exportação de carnes para a China


A expectativa de flexibilização da cota de exportação de carnes do Brasil para a China gera otimismo no setor, que se mostra menos dependente do mercado chinês. A proximidade do esgotamento da cota atual tem gerado tensão, mas especialistas acreditam que a demanda interna da China pode levar a uma revisão nas tarifas.

Demanda e dependência

O comentarista Miguel Daú destacou que a China continua sendo um mercado estratégico para o Brasil, mas que o setor de carnes está se diversificando, reduzindo a dependência de um único comprador. Entre os pontos abordados, estão:

  • A China enfrenta dificuldades em suprir a demanda por carne bovina.
  • O consumo de carne suína é predominante na China.
  • A flexibilização das tarifas pode ocorrer, com redução de 25% a 30% nas taxas atuais.

Visita do ministro André de Paula

A visita do ministro da Agricultura, André de Paula, à China é vista como uma oportunidade para discutir a flexibilização das cotas. A reunião com autoridades chinesas pode abrir portas para novos frigoríficos brasileiros e facilitar as exportações. No entanto, ainda não há garantias concretas sobre as mudanças nas tarifas.

Perspectivas do mercado

O setor de carnes brasileiro se mostra confiante, com a capacidade de redirecionar a produção sem grandes perdas. O Brasil é considerado um fornecedor confiável, com qualidade e produtividade. A expectativa é de que, independentemente das tarifas, o mercado continue forte, exportando para cerca de 200 países.

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IBGE detalha testes de campo para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola


IBGE agenda reuniões do Censo Agropecuário e coleta de pesquisas no campo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, nesta quinta-feira (21), que concluiu a 2ª Prova Piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. A etapa ocorreu nas últimas duas semanas em seis municípios do país, com testes de equipamentos e do questionário que será aplicado aos produtores. Em paralelo, o instituto lançou uma série especial do IBGE Podcast para apresentar os detalhes da operação censitária.

Segundo o IBGE, a prova piloto envolveu recenseadores e observadores de outras instituições em visitas a estabelecimentos rurais e comunidades tradicionais. O objetivo foi avaliar o funcionamento dos dispositivos eletrônicos de coleta e a consistência do questionário antes da fase operacional mais ampla. O instituto não informou, no material divulgado, quais foram os seis municípios selecionados para esta etapa.

De acordo com o coordenador do Censo Agro, Vando da Paz Nascimento, o levantamento é realizado a cada 10 anos e reúne informações sobre produção, características dos estabelecimentos, perfil dos produtores, uso do solo e condições ambientais. A pesquisa terá 48 blocos temáticos, incluindo recortes de gênero e questões ligadas à sucessão familiar.

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O IBGE também informou que o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola deverá mobilizar quase 40 mil profissionais temporários em todas as unidades da federação. A operação depende de planejamento logístico, articulação com cooperativas e entidades parceiras e validação prévia dos instrumentos de coleta.

O cronograma prevê duas provas piloto, realizadas em dezembro de 2025 e maio de 2026, além de uma operação experimental programada para novembro deste ano. Na avaliação do instituto, a base de dados do censo servirá para estudos e planejamento tanto no setor público quanto no privado.

Para o setor agropecuário, o levantamento é uma referência estatística para análise da estrutura produtiva, da invasão no campo e das condições de produção nas diferentes regiões do país.

A etapa de testes indica que o IBGE mantém o calendário preparatório do censo. Ainda não foram divulgados, no material apresentado, detalhes sobre a data de início da coleta nacional nem a lista completa das áreas testadas, o que limita projeções sobre o cronograma final da operação.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Pesquisadores destacam papel da biodiversidade para sustentar a agricultura


Pesquisadores destacam papel da biodiversidade para sustentar a agricultura

Uma roda de conversa realizada nesta terça-feira (20) na Embrapa Meio Ambiente marcou as discussões sobre o Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado mundialmente nesta sexta-feira (22). Pesquisadores e convidados abordaram a relação entre conservação ambiental, segurança alimentar e produção agrícola. O ponto central do encontro foi que serviços ecossistêmicos, como água limpa, polinização e solo fértil, dependem do equilíbrio da biodiversidade.

Na abertura, a pesquisadora Rachel Bardy afirmou que o Brasil reúne entre 15% e 20% de todas as espécies vivas do planeta. Segundo ela, o país lidera o ranking mundial de biodiversidade e abriga cerca de 124 mil espécies animais catalogadas, com destaque para mamíferos, peixes de água doce e anfíbios. Rachel ressaltou que o tema tem efeito direto sobre a produção de alimentos. “Sem biodiversidade em equilíbrio não há serviços ecossistêmicos essenciais, como água limpa, polinização das culturas e solo fértil. E, sem esses serviços, não existe agricultura”, afirmou.

A pesquisadora Katia Braga relacionou a diversidade de abelhas à qualidade ambiental e à alimentação humana. Ela destacou que o Brasil tem mais de 1.700 espécies nativas de abelhas, grupo considerado central para a polinização de florestas e de culturas agrícolas. Segundo Katia, essa interação entre insetos e plantas sustenta parte importante da produção de alimentos e da vegetação nativa.

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Representando o Instituto Kairós, Guilherme Vale Verde apresentou o potencial das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Ele informou que o Brasil possui cerca de 5 mil espécies com potencial alimentício e afirmou que muitas apresentam maior resistência a pragas e melhor adaptação a seca, calor, frio e doenças. De acordo com o pesquisador, essas plantas podem ampliar a diversificação produtiva nas propriedades, abrir nichos de mercado e agregar valor à produção.

No encerramento, Ladislau Skorupa apresentou espécies arbóreas existentes na unidade e mostrou a implantação de QR Codes em árvores do parque, com informações botânicas e de uso. A programação também inclui um novo debate sobre o tema nesta sexta-feira (22), promovido pela Embrapa. O material divulgado não informa detalhes adicionais sobre horário e formato do evento.

As discussões reforçam que biodiversidade, polinizadores e conservação vegetal não são temas dissociados da produção rural. Com base nas informações apresentadas no encontro, a manutenção desses recursos está ligada à estabilidade dos sistemas produtivos, à oferta de alimentos e à diversificação de espécies com potencial agronômico e econômico.

Fonte: embrapa.br

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Complexo soja amplia exportações do Paraná no primeiro quadrimestre


Missão do Mapa à China reforça diálogo sobre comércio agropecuário e fertilizantes

O complexo soja foi o principal destaque da balança comercial agropecuária do Paraná no primeiro quadrimestre de 2026, segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (21). No período, o estado embarcou mais de 5,3 milhões de toneladas de grão, farelo e óleo, alta de 3,2% sobre o mesmo intervalo de 2025, com faturamento de US$ 2,3 bilhões, avanço de 10,6%.

De acordo com o boletim, a China respondeu por 59% do volume exportado pelo Paraná, reforçando o peso do mercado externo na comercialização da soja paranaense. Os números consolidam o complexo como principal produto da agricultura estadual no início de 2026.

No mesmo levantamento, o Deral indicou atenção para a segunda safra de milho após as primeiras geadas no estado. O percentual de lavouras em boas condições caiu de 84% para 82%. As áreas avaliadas como regulares passaram a 13%, enquanto as classificadas como ruins subiram de 4% para 5%. Segundo o analista do Deral Edmar Gervasio, os danos foram pontuais e concentrados principalmente na região Sul. “Apesar de alguns produtores relatarem perdas, as condições gerais da produção do Estado como um todo, por enquanto, não sofreu perdas significativas”, informou.

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O boletim também detalha que a região Norte concentra 35,7% da área de milho do Paraná, com pouco mais de 1 milhão de hectares, enquanto o Oeste reúne cerca de 933 mil hectares. Nessas regiões, os efeitos das geadas foram menos evidentes até o momento.

Na pecuária, as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 15% no quadrimestre, mas a maior oferta de animais para abate pressionou os preços no mercado interno. No Paraná, a arroba bovina teve queda de 2,72% no mês, com média de R$ 343,00. Na avicultura, o frango vivo foi pago em média a R$ 4,62 por quilo em abril, abaixo do custo médio de produção estimado em R$ 4,70 por quilo. Entre os insumos, o milho no atacado foi cotado a R$ 63,58 por saca de 60 quilos e o farelo de soja a R$ 1.885,50 por tonelada.

Os dados do Deral indicam, no curto prazo, um cenário de sustentação das exportações de soja e de monitoramento climático sobre o milho safrinha. Para proteína animal, a relação entre preços de venda e custo de produção segue como ponto de atenção para produtores e agroindústrias. O boletim não apresenta projeção consolidada para o restante do ano.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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