segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

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Ibovespa fecha em queda de 2,22%, e dólar comercial sobe a R$ 5,06


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quarta-feira (3) em baixa, com queda de 2,22% do Ibovespa, que fechou aos 170.330,63 pontos, e alta de 1,14% do dólar comercial, vendido a R$ 5,0668. O volume negociado na bolsa somou R$ 28,28 bilhões. No exterior, os índices norte-americanos também recuaram, com perdas de 1,21% no Dow Jones e de 0,89% no Nasdaq.

Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre a máxima estável de 174.192 pontos e a mínima de 170.008 pontos, equivalente a recuo de 2,41%. No acumulado de 2026, o índice ainda registra alta de 5,71%, mas passou a mostrar perda de 1,99% no mês. O Ibovespa futuro, com vencimento mais próximo, caiu 2,54%, aos 170.710 pontos, após tocar máxima de 174.635 e mínima de 170.660 pontos.

Entre as ações de maior peso, Vale ON e Vale PNA recuaram 3,72%, ambas cotadas a R$ 81,84. Petrobras PN caiu 0,87%, a R$ 41,21, enquanto Petrobras ON cedeu 0,19%, a R$ 46,38. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN fechou a R$ 38,79, com baixa de 1,95%, e Bradesco PN caiu 1,97%, para R$ 17,40. BRF ON terminou a sessão a R$ 15,78, com recuo de 0,44%.

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No câmbio, o dólar Ptax subiu 0,51%, com venda a R$ 5,0415, e o dólar futuro para julho avançou 0,99%, a R$ 5,0910. O euro comercial fechou vendido a R$ 5,8770, alta de 0,82%. Nos juros, o CDI ficou em 14,40% ao ano, mesmo patamar do over, enquanto o CDB prefixado de 30 dias marcou 14,34% ao ano. As taxas de capital de giro e hot money não foram informadas no fechamento disponível.

Para o setor agropecuário, o movimento do câmbio e dos juros é um indicador relevante para exportações, custo financeiro e decisões de comercialização. A variação diária, no entanto, precisa ser acompanhada em conjunto com preços de commodities, crédito e demanda externa para uma leitura mais completa.

Os dados do dia mostram um ambiente de aversão a risco, com pressão sobre bolsa e câmbio e manutenção de juros elevados. Sem informações adicionais sobre os fatores que moveram a sessão, não há base técnica suficiente para projetar tendência de curto prazo além do comportamento observado neste fechamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Estudantes do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar em Juazeiro/BA colhem 750 kg de melão premium


Os estudantes do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar (CEF), em Juazeiro/BA, participaram de um projeto pedagógico e alcançaram um resultado que comprova a eficiência da formação técnica aplicada ao campo. No projeto Escola Viva, Pomar Frutifica, os alunos colheram aproximadamente 750 quilos de melão com padrão de qualidade compatível com os mercados mais exigentes, alcançando 14° Brix, índice que classifica a fruta na categoria premium.

A iniciativa envolveu estudantes dos cursos Técnicos em Fruticultura e Agronegócio, além de participantes do Programa de Aprendizagem, em uma experiência integrada que simulou todas as etapas de uma produção comercial. Desde o preparo da área até a seleção dos frutos após a colheita, os alunos assumiram responsabilidades dentro de um ciclo produtivo completo, vivenciando na prática os desafios e as exigências da atividade agrícola.

Projeto Escola Viva, Pomar Frutifica | CEF Juazeiro

A área experimental do Centro de Excelência tornou-se um verdadeiro laboratório de aprendizagem, onde cada etapa do processo produtivo foi conduzida pelos estudantes sob orientação técnica. O trabalho incluiu a preparação e correção do solo, implantação do sistema de irrigação, plantio, manejo da cultura, colheita e processos de pós-colheita.

A cultura escolhida para o projeto foi o melão, nas variedades Gladial e Canarinho. Esta última segue em fase de experimentação no Vale do São Francisco – uma das principais regiões produtoras de frutas do país. Após um ciclo de aproximadamente 70 dias, a colheita realizada no último sábado (30) superou as expectativas não apenas pelo volume produzido, mas principalmente pela qualidade dos frutos.

Certificação pós-colheita

Como forma de valorizar a experiência educacional, os frutos receberam o Selo Senar CEF Semeia, criado para identificar produtos oriundos das atividades pedagógicas desenvolvidas pela instituição. A certificação registra a origem da produção, o ciclo da cultura e a participação dos estudantes no processo produtivo.

Para o diretor do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar Bahia, Murillo Alencar Bezerra, o resultado demonstra a importância de uma formação técnica conectada à realidade do setor produtivo.

“Os estudantes participaram de um processo integrado de produção, no qual cada etapa dependia do trabalho realizado anteriormente. Essa dinâmica fortalece o aprendizado, desenvolve o senso de responsabilidade e aproxima o aluno das condições que encontrará no mercado de trabalho. O resultado alcançado, com frutos de 14° Brix, comprova que uma formação técnica de qualidade gera produtos de qualidade. Esse é o padrão que o CEF e o Senar Bahia entregam ao campo e à sociedade”, destacou.





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BNDES barra R$ 1,1 bilhão em crédito rural por indícios de desmatamento ilegal


BNDES barra R$ 1,1 bilhão em crédito rural por indícios de desmatamento ilegal

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quarta-feira (3) que rejeitou mais de R$ 1,1 bilhão em pedidos de financiamento rural de produtores donos de propriedades com indícios de desmatamento ilegal nos últimos três anos. Segundo o banco, foram registrados 5.592 alertas ativos entre fevereiro de 2023 e abril de 2026. Esse volume corresponde a cerca de 1% das 551,7 mil solicitações de crédito rural encaminhadas ao BNDES no período.

De acordo com o BNDES, o monitoramento das propriedades rurais é feito em parceria com o MapBiomas para evitar a liberação de recursos a imóveis com indícios de irregularidade ambiental. Em nota, o banco afirmou que adota regras mais rígidas do que as definidas pelo Banco Central (BC) para a concessão de crédito rural.

Segundo a instituição, em regra, é vedado o financiamento em propriedades com indícios de desmatamento ilegal. O banco também informou que, desde 2023, o volume de financiamentos evitados equivale a quase R$ 1 milhão por dia em solicitações de crédito não contratadas por esse motivo.

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O BNDES considera como crédito rural as operações dos programas agropecuários do governo federal com juros equalizados, as contratações da linha BNDES Crédito Rural e as operações com marcação de crédito agrícola pelo BC.

No recorte regional, o Nordeste apresentou a maior proporção de recursos evitados: 1,7% dos R$ 7,8 bilhões solicitados. No Norte, o percentual também foi de 1,7% sobre R$ 6,2 bilhões demandados. No Centro-Oeste, foram bloqueados 0,7% dos R$ 29,7 bilhões pedidos. No Sul, a fatia vetada chegou a 0,8% de R$ 73,2 bilhões. Já no Sudeste, o percentual foi de 0,5% sobre R$ 23 bilhões solicitados.

Os dados indicam que o controle socioambiental passou a integrar de forma mais direta a análise de crédito rural. Na prática, produtores com alertas ativos podem ter acesso restringido a linhas financiadas ou operadas pelo banco, conforme os critérios adotados pela instituição.

Até o momento, o BNDES não detalhou, no material divulgado, a distribuição dos vetos por cadeia produtiva, porte de produtor ou área envolvida, o que limita uma avaliação mais específica dos efeitos sobre cada segmento do agro. Os números, no entanto, mostram que critérios ambientais seguem como parte da triagem para concessão de recursos no crédito rural.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AIPC considera prematura avaliação sobre investigação dos EUA no cacau


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) informou, nesta quarta-feira (3), que considera prematuro fazer uma avaliação conclusiva sobre os efeitos da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) contra o Brasil. Segundo a entidade, ainda não houve publicação de medida definitiva nem definição sobre eventual aplicação de tarifas adicionais a produtos brasileiros. O tema é acompanhado pela indústria por seu possível alcance sobre a cadeia do cacau e o comércio bilateral.

Em nota divulgada em São Paulo, a AIPC afirmou que monitora os desdobramentos da apuração aberta com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. A entidade destacou que, até o momento, o cacau e seus derivados aparecem na lista de exceções divulgada na frente relacionada a práticas comerciais restritivas.

No entanto, segundo a associação, ainda não está claro quais produtos poderão ser atingidos no eixo da investigação ligado a alegações de trabalho forçado. Por isso, a avaliação sobre efeitos concretos para o setor permanece em aberto. A AIPC informou que o alcance das medidas, a abrangência de eventuais exceções e as condições de implementação dependerão de decisões formais das autoridades norte-americanas ao fim do processo.

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A entidade também declarou que mantém diálogo com o governo federal e com os demais segmentos da cadeia produtiva para acompanhar possíveis reflexos sobre a indústria processadora, os produtores rurais e o fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Na manifestação, a associação citou a atuação do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A AIPC afirmou confiar na condução das negociações com as autoridades dos Estados Unidos.

Do ponto de vista setorial, o caso é acompanhado porque eventual mudança tarifária ou restrição comercial pode alterar as condições de exportação e de competitividade dos produtos derivados do cacau. Até agora, porém, a entidade ressalta que não há base oficial para mensurar impacto econômico, operacional ou comercial sobre a cadeia brasileira.

A AIPC informou que continuará monitorando a investigação e voltará a se manifestar à medida que houver definições oficiais. No estágio atual, a limitação central é a ausência de decisão final das autoridades norte-americanas, o que impede estimativas técnicas conclusivas sobre efeitos para produtores, indústria e comércio bilateral.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Às vésperas de feriado no Brasil, saiba como as cotações de soja fecharam o dia


Reprodução Aprosoja Brasil

O mercado brasileiro de soja registrou uma sessão de bons negócios nesta quarta-feira (3), impulsionado principalmente por prazos de pagamento mais longos e pela valorização do dólar, que ajudaram a sustentar as operações mesmo diante da queda na Bolsa de Chicago.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o diferencial dos prazos alongados chegou a variar entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca ao mês, em alguns casos até mais, o que estimulou a comercialização ao longo do dia. No mercado interno, houve momentos de melhora nas cotações, enquanto nos portos também foram registrados negócios para embarques em julho.

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Silveira destacou ainda que a forte queda em Chicago acabou parcialmente compensada pela valorização do dólar e pelos bons níveis dos prêmios na curva de exportação. “Foi uma sessão com bons negócios”, resumiu o analista.

Soja no Brasil (preços):

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 114,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após iniciar o dia com bons ganhos, seguindo a alta de mais de 2% do petróleo, o mercado sucumbiu ao cenário fundamental.

As condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, a ampla oferta mundial e a falta de demanda pelo produto americano compuseram um quadro de pressão. Os fundamentos suplantaram o desempenho do petróleo, em meio à renovada tensão no Oriente Médio.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar, ou 0,96%, a US$ 11,54 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,58 1/4 por bushel, com retração de 10,25 centavos de dólar ou 0,91%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 5,40 ou 1,65% a US$ 320,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 78,71 centavos de dólar, com ganho de 0,30 centavo ou 0,38%.

Câmbio

O câmbio, por sua vez, fechou em alta, com o dólar comercial avançando 1,11% e encerrando o dia a R$ 5,0658, fator que contribuiu para sustentar parte dos preços no mercado interno brasileiro.

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Dirigente do Federal Reserve indica possível alta de juros nos Estados Unidos


PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura

A presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan, afirmou nesta quarta-feira (3), em El Paso, no Texas, que a inflação nos Estados Unidos está demorando mais do que o esperado para retornar à meta de 2%. Segundo a dirigente, o quadro pode exigir taxas de juros mais elevadas ao longo deste ano. A declaração foi feita em um momento em que a inflação, de acordo com Logan, permanece próxima de 4% nos últimos meses.

Ao comentar o cenário inflacionário, Logan disse que houve queda significativa em relação aos picos observados na pandemia, mas avaliou que o processo de desinflação perdeu força. Na leitura da dirigente, esse comportamento indica dificuldade para uma convergência sustentada até a meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano.

A dirigente também afirmou que a política monetária atual “não está restringindo a economia”, o que, segundo ela, mantém aberta a possibilidade de novas altas de juros. A avaliação foi acompanhada de sinais de resiliência da atividade econômica dos Estados Unidos, com mercado de trabalho descrito como estável e balanceado, além de crescimento dos lucros corporativos.

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Esse tipo de sinalização do Federal Reserve é acompanhado de perto pelos agentes do agronegócio porque os juros nos Estados Unidos influenciam o comportamento do dólar, o custo do crédito internacional e o apetite por ativos ligados a commodities. Movimentos dessa natureza também podem alterar a competitividade das exportações brasileiras e a formação de preços em mercados globais de grãos, proteínas e energia.

O conteúdo disponível, no entanto, não traz estimativas de reação do câmbio, das bolsas ou das commodities após a fala de Logan. Também não há indicação de prazo exato para eventual decisão do Federal Reserve nem projeções atualizadas para os próximos encontros da autoridade monetária.

No momento, a sinalização do Fed reforça que a trajetória da inflação norte-americana seguirá no centro das decisões de política monetária. Para o setor agropecuário, a variável mais relevante será o efeito dos juros dos Estados Unidos sobre dólar, crédito e preços internacionais, embora ainda faltem dados de mercado para medir o impacto imediato da declaração.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Operação Procedência apreende mais de 900 kg de alimentos impróprios para consumo


Foto: Divulgação/Ascom-PCBA

Mais de 900 quilos de carnes, queijos e outros produtos de origem animal considerados impróprios para o consumo foram apreendidos nesta quarta-feira (3), no município de Lauro de Freitas, durante a Operação Procedência, deflagrada em conjunto pela Polícia Civil da Bahia e pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Durante as fiscalizações realizadas no período da manhã, foram constatadas diversas irregularidades sanitárias em estabelecimentos comerciais localizados no bairro de Itinga, investigados por produzir e comercializar alimentos sem a devida autorização dos órgãos competentes.

Dando prosseguimento às diligências, as equipes retornaram às inspeções e fiscalizaram outros dois estabelecimentos que funcionavam na mesma localidade.

Nessas novas ações, técnicos da Adab identificaram outra grande quantidade de produtos de origem animal sem comprovação de procedência, com indícios de utilização de registros sanitários falsificados, além de alimentos armazenados em condições inadequadas de conservação e higiene.

carne imprópria para consumo apreendida pela Polícia Civil e Adab
Foto: Divulgação/Ascom-PCBA

De acordo com a Polícia Civil da Bahia, ao final da operação, foram apreendidos aproximadamente 975 quilos de carnes, queijos e outros produtos de origem animal considerados impróprios para o consumo humano.

Além disso, medidas administrativas cabíveis foram adotadas para a inutilização e o descarte do material.

Ação conjunta

A ação contou com a participação de policiais civis da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), fiscais e médicos-veterinários da Adab, além do apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (49ª CIPM), que prestou suporte operacional durante toda a fiscalização, contribuindo para a segurança das equipes e o regular desenvolvimento das diligências.

carne imprópria apreendida em Lauro de Freitas
Fotos: Divulgação/Ascom-PCBA

As investigações prosseguirão para apurar a responsabilidade dos envolvidos e a eventual caracterização de infrações penais e administrativas relacionadas à comercialização clandestina de alimentos.


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Exportações do Brasil aos EUA caem 14% em maio, enquanto vendas à China sobem 9,5%


Dólar sobe no Brasil com petróleo em alta e tarifas dos EUA no radar

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 14,0% em maio de 2026, para US$ 3,090 bilhões, na comparação com igual mês de 2025. No mesmo período, as vendas para a China cresceram 9,5% e somaram US$ 10,497 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No caso dos Estados Unidos, as importações brasileiras de produtos norte-americanos caíram 11,0% em maio, para US$ 3,211 bilhões. Com isso, a balança comercial bilateral registrou déficit de US$ 121 milhões no mês. No acumulado de janeiro a maio, as exportações para os EUA recuaram 16,0%, para US$ 14,012 bilhões, enquanto as importações caíram 12,6%, para US$ 15,478 bilhões, resultando em déficit de US$ 1,47 bilhão.

Com a China, o movimento foi diferente. Além da alta de 9,5% nas exportações em maio, as importações cresceram 24,2%, para US$ 6,799 bilhões. Ainda assim, o Brasil teve superávit de US$ 3,70 bilhões com o país asiático no quinto mês do ano. De janeiro a maio, as vendas ao mercado chinês avançaram 21,8%, para US$ 43,263 bilhões, e as compras subiram 4,1%, para US$ 30,759 bilhões. O saldo positivo no período foi de US$ 15,50 bilhões.

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Na União Europeia, as exportações brasileiras cresceram 8,8% em maio e atingiram US$ 4,908 bilhões, enquanto as importações caíram 6,9%, para US$ 4,010 bilhões. O superávit com o bloco foi de US$ 898 milhões no mês. No acumulado do ano, as vendas subiram 6,7%, para US$ 21,814 bilhões, e as compras recuaram 3,4%, para US$ 19,555 bilhões.

Para a Argentina, as exportações caíram 21,7% em maio, para US$ 1,326 bilhão, e as importações cresceram 2,8%, para US$ 1,194 bilhão, com saldo positivo de US$ 132 milhões. O material divulgado pela Secex não detalha, nesta base apresentada, quais setores ou produtos explicaram as variações por destino.

Os números indicam comportamentos distintos entre os principais parceiros comerciais do Brasil em maio, com retração nas vendas aos Estados Unidos e avanço para China e União Europeia. Sem a abertura por produto nesta divulgação, a avaliação setorial sobre efeitos para cadeias específicas, incluindo o agronegócio, depende de detalhamento adicional da pauta exportadora.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mdic cita Lei de Reciprocidade após proposta dos EUA de tarifas ao Brasil


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou nesta quarta-feira (3) que o Brasil poderá recorrer aos instrumentos da Lei de Reciprocidade em resposta à investigação comercial dos Estados Unidos sobre trabalho forçado. A manifestação veio após o governo norte-americano propor, na terça-feira (2), tarifa adicional de 12,5% contra o Brasil, além de outra sugestão de 25% para uma série de produtos no âmbito da seção 301. O alcance setorial completo das medidas ainda não foi detalhado na nota divulgada pelo ministério.

Na nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) afirmou discordar da conclusão dos Estados Unidos e classificou como indevida a associação entre a competitividade da economia brasileira e o uso de insumos obtidos em violação à dignidade humana. O texto também registra que o Brasil se reserva o direito de reagir com os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo o comunicado, os acordos firmados por Brasil e Mercosul incluem compromisso de eliminação do trabalho forçado. A pasta informou ainda que o Ministério do Trabalho e Emprego permanece à disposição para manter a cooperação bilateral sobre o tema.

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A proposta norte-americana foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que incluiu o Brasil, a União Europeia e outros 58 países em questionamentos por suposta falha na proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Além da tarifa de 12,5% ligada a essa investigação, há recomendação separada de 25% sobre um conjunto de produtos brasileiros, também no âmbito da seção 301.

Até o momento, a nota do governo brasileiro não detalha quais mercadorias podem ser atingidas nem informa cronograma definitivo para eventual aplicação das tarifas. Esse ponto é relevante para exportadores porque o efeito econômico dependerá do escopo final da medida, dos setores alcançados e da reação comercial brasileira.

Se confirmadas, as tarifas podem alterar condições de acesso de produtos brasileiros ao mercado dos Estados Unidos, com reflexos sobre cadeias exportadoras, inclusive agroindustriais, caso bens do setor estejam entre os itens atingidos.

No momento, o cenário segue condicionado à conclusão da investigação norte-americana e à definição formal dos produtos sujeitos às tarifas. Sem essa delimitação, ainda não é possível mensurar com precisão o impacto por cadeia produtiva, mas a evolução do caso deve ser acompanhada por exportadores e entidades setoriais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

NOVA Vinhos e Espumantes aproxima tradição italiana e cultura do vinho no Alto Uruguai


A NOVA Vinhos e Espumantes, unidade de negócios da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, esteve em Frederico Westphalen no dia 28 de maio, em uma ação voltada à valorização da cultura italiana e da tradição vitivinícola que marca a história do Alto Uruguai. A programação reuniu integrantes da Associação dos Enófilos do Alto Uruguai, lideranças regionais, representantes da imprensa e apreciadores do vinho em um encontro que celebrou origens, identidade e legado.

Durante o evento, o CEO da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, Heleno Facchin, apresentou o portfólio da NOVA Vinhos e Espumantes e destacou o papel da cultura do vinho como elemento de integração entre gerações e territórios. A iniciativa também fortaleceu a aproximação da cooperativa com uma região historicamente formada por descendentes de imigrantes italianos e reconhecida pelo apreço aos vinhos e espumantes.

Entre os momentos simbólicos da programação esteve a entrega do livro Troncos da Família Botton no Sul do Brasil com a presença do cônsul honorário da Itália em Santa Maria, José Zanella. A homenagem foi acompanhada de exemplares da linha especial NOVA 150 Anos – Edizione Speciale, criada para celebrar os 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul.

Com produção limitada e chancela oficial do Consulado Geral da Itália, a coleção presta homenagem às famílias que ajudaram a construir a história da vitivinicultura brasileira, reconhecendo o trabalho, a tradição e os valores trazidos pelos imigrantes italianos que transformaram a cultura da uva e do vinho em parte da identidade do Rio Grande do Sul.

A presença da NOVA Vinhos e Espumantes no Alto Uruguai também reconhece o trabalho realizado pela Associação dos Enófilos do Alto Uruguai, entidade que há anos contribui para a formação de consumidores, promovendo encontros, cursos, degustações e ações voltadas à difusão da cultura do vinho na região.

Para a vinícola cooperativa, iniciativas como esta fortalecem os vínculos entre diferentes regiões do Estado que compartilham as mesmas raízes culturais e ajudam a ampliar o conhecimento sobre o vinho brasileiro, aproximando consumidores das histórias, dos territórios e das mais de 600 famílias cooperadas que dão origem aos produtos da Nova Aliança.

 





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