sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Bactérias encontradas na macadâmia podem gerar bioinsumos contra doenças da cultura


Pesquisas conduzidas pela Universidade Estadual Paulista, em parceria com a QueenNut e a Embrapa Meio Ambiente, identificaram que duas bactérias naturalmente associadas à macadâmia — Serratia ureilytica e Bacillus subtilis — apresentam potencial para o controle de doenças que atingem a parte aérea da planta. Problemas nas flores e no caule comprometem a produtividade, reduzem a vida útil dos pomares e afetam a rentabilidade da cultura, que vem ampliando espaço no mercado brasileiro. Os estudos avançam agora para o desenvolvimento de bioinsumos à base desses microrganismos.

A identificação e o isolamento dessas bactérias representam um avanço nas pesquisas voltadas ao controle biológico de dois dos principais problemas sanitários da macadâmia no Brasil: a queima dos racemos, estruturas que agrupam as flores em forma de cacho, e a podridão do tronco.

Os resultados integram a tese de doutorado de Marcos Abreu, desenvolvida na Universidade Estadual Paulista, sob orientação do pesquisador Bernardo Halfeld, da Embrapa Meio Ambiente. As pesquisas surgiram a partir de um levantamento iniciado em 2018 e divulgado pela Embrapa em 2024, que mapeou as principais doenças presentes em plantios comerciais de macadâmia na principal região produtora do país.

De acordo com Abreu, o diagnóstico foi considerado um marco para a cadeia produtiva por reunir, pela primeira vez, informações organizadas sobre os principais patógenos da cultura no Brasil. A partir desse cenário, os pesquisadores passaram a buscar alternativas de manejo mais sustentáveis e alinhadas às exigências de mercados consumidores atentos à redução do uso de agroquímicos.

Segundo Halfeld, o controle de doenças da parte aérea é um dos principais desafios do manejo sanitário da macadâmia. “Os resultados mostram que microrganismos naturalmente associados à cultura são capazes de reduzir os danos causados por doenças importantes e contribuir para um sistema de produção mais profícuo, resiliente e sustentável”, afirma.

Um dos estudos teve foco na queima dos racemos, causada pelo fungo Cladosporium xanthochromaticum. A doença afeta diretamente as estruturas florais da macadâmia e compromete a formação dos frutos. Em condições favoráveis ao fungo, as perdas podem ser significativas.

Os pesquisadores buscaram alternativas biológicas utilizando bactérias naturalmente presentes no ambiente da cultura. A proposta foi utilizar a própria microbiota da macadâmia como aliada no combate ao patógeno.

Foram obtidos 104 isolados bacterianos das flores, sem direcionamento para gêneros específicos, avaliados quanto à capacidade de inibir o desenvolvimento do fungo. Entre os materiais mais promissores, destacaram-se Serratia ureilytica e Bacillus subtilis pelo potencial de reduzir a incidência da doença nas flores e a esporulação do patógeno.

A redução da produção de esporos é considerada estratégica porque interfere diretamente na disseminação da doença dentro do pomar. Na prática, isso significa diminuir os sintomas nas flores e limitar a capacidade do fungo de provocar novas infecções.

Os cientistas também observaram que o efeito benéfico promovido pelos microrganismos ocorre por diferentes mecanismos simultaneamente. Entre eles estão a produção de compostos antifúngicos voláteis e não voláteis e a competição por nutrientes, fatores que interferem diretamente no desenvolvimento do fungo causador da doença. Segundo os pesquisadores, essa combinação de mecanismos amplia o potencial de controle.

Outro aspecto considerado estratégico é o fato de as bactérias serem nativas da própria cultura. Como já estão adaptadas aos órgãos da macadâmia, apresentam maior capacidade de sobrevivência e atuação em condições reais de campo. “Trata-se de uma abordagem bastante promissora porque utiliza microrganismos naturalmente presentes na planta como ferramenta de proteção da própria cultura”, ressalta Abreu.

Os testes também indicaram que a maioria das bactérias apresentou compatibilidade com defensivos agrícolas utilizados na cultura, demonstrando potencial para aplicação em programas de manejo integrado de doenças. A única restrição observada foi em relação ao uso de cobre, ao qual Serratia ureilytica apresentou sensibilidade.

O segundo estudo concentrou-se na podridão do tronco, causada pelo fungo Lasiodiplodia pseudotheobromae. Considerada uma das doenças mais severas da macadâmia, ela provoca lesões em tecidos lenhosos, morte de ramos e, em situações mais graves, perda completa da planta.

Nesse trabalho, os pesquisadores avaliaram o potencial de diversas bactérias, com destaque para espécies do gênero Bacillus, já conhecidas pela atuação no controle biológico de doenças.

Os experimentos foram conduzidos em mudas enxertadas, considerando diferentes combinações entre copa e porta-enxerto. O objetivo foi compreender o efeito das bactérias e sua interação com materiais vegetais de diferentes níveis de resistência genética.

Os resultados mostraram que espécies como Bacillus velezensis e Bacillus subtilis reduziram de forma significativa a severidade das lesões provocadas pelo fungo. As bactérias atuaram inibindo o desenvolvimento do patógeno por meio da produção de metabólitos antifúngicos.

Os pesquisadores também observaram que a combinação entre cultivar e porta-enxerto influencia diretamente os níveis de suscetibilidade à doença e o sucesso do controle biológico. Algumas combinações apresentaram menor severidade da podridão do tronco, indicando potencial para seleção de materiais mais resistentes e para ampliar a eficiência do biocontrole.

Para Luana Vieira, da Universidade Estadual Paulista, os resultados reforçam a importância de estratégias integradas de manejo, associando controle biológico, escolha adequada de materiais genéticos e boas práticas agronômicas.

Outro diferencial apontado pelos pesquisadores foi a confirmação do potencial de controle biológico diretamente em plantas, e não apenas em testes laboratoriais. Os ensaios realizados em casa de vegetação com mudas enxertadas aproximam os resultados das condições reais de produção, especialmente porque a doença pode causar a morte de plantas jovens com caule de pequeno diâmetro.

Segundo Halfeld, os resultados demonstram que o controle biológico pode atuar em diferentes órgãos da planta, como flores e caule, ampliando as possibilidades de uso de bioinsumos para o controle de doenças da parte aérea.

A análise conjunta dos estudos aponta um avanço para a macadamicultura brasileira. Pela primeira vez, os pesquisadores demonstraram de forma consistente o potencial do controle biológico contra doenças que atingem diferentes fases e estruturas da planta.

Enquanto a queima dos racemos afeta diretamente as flores e compromete a produção de frutos, a podridão do tronco reduz o estabelecimento de mudas em campo e diminui a longevidade dos pomares. A existência de microrganismos capazes de controlar doenças em diferentes órgãos da planta amplia as perspectivas de adoção em programas de manejo integrado.

Os trabalhos também reforçam a importância do uso de microrganismos nativos ou adaptados à cultura. Além de aumentar as chances de sucesso no campo, essa estratégia pode favorecer o desenvolvimento de bioinsumos mais específicos e eficientes para a macadâmia.

Outro ponto destacado é a possibilidade de integração entre controle biológico, manejo químico e resistência genética. Os estudos indicam que o manejo sanitário da cultura tende a evoluir para sistemas combinados, capazes de reduzir perdas com maior estabilidade e menor impacto ambiental.

Apesar dos resultados considerados promissores, os pesquisadores ressaltam que ainda existem etapas importantes antes da adoção comercial em larga escala. Entre os próximos desafios estão o desenvolvimento de formulações dos bioinsumos e a avaliação da viabilidade econômica da tecnologia.

Ainda assim, os cientistas avaliam que os estudos representam um passo importante para a construção de sistemas produtivos mais sustentáveis para a macadâmia. “A tendência é que o manejo de doenças evolua para abordagens integradas, combinando biologia, genética e práticas agronômicas. O controle biológico tem potencial para ocupar papel central nesse processo”, conclui Halfeld.

Com isso, a cadeia produtiva da macadâmia passa a contar com novas perspectivas para ampliar a produtividade, reduzir impactos ambientais e fortalecer a competitividade da cultura no Brasil.

Os resultados estão publicados em dois artigos:

– Efficacy of indigenous bacterial antagonists from the anthosphere of Macadamia integrifolia in controlling Cladosporium raceme blight – autores: Marcos Giovane Pedroza de Abreu, Luana Laurindo de Melo, Vanessa Rafaela de Carvalho (Universidade Estadual Paulista – Unesp), Leonardo Massaharu Moriya (QueenNut Macadâmia), Sonia Claudia do Nascimento de Queiroz e Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira (Embrapa Meio Ambiente).

– Biocontrol potential of stem blight in macadamia by Bacillus spp. in plantlets with different scion-rootstock combinations – autores: Marcos Giovane Pedroza de Abreu, Luana Laurindo de Melo, Vanessa Rafaela de Carvalho (Universidade Estadual Paulista – Unesp), Leonardo Massaharu Moriya (QueenNut Macadâmia) e Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira (Embrapa Meio Ambiente)





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Paraná autoriza ponte sobre o Rio Corumbataí entre Godoy Moreira e Barbosa Ferraz


Paraná autoriza ponte sobre o Rio Ivaí entre Jardim Alegre e Grandes Rios

O governo do Paraná autorizou, nesta sexta-feira (22), a construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Corumbataí entre Godoy Moreira e Barbosa Ferraz, no Vale do Ivaí. A estrutura terá cerca de 135 metros de extensão e investimento de R$ 29,9 milhões. Segundo o anúncio oficial, a obra substituirá a travessia por balsa usada há mais de 20 anos e encurtará o trajeto entre os municípios.

De acordo com informações divulgadas pelo governo estadual, o convênio foi firmado entre a Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) e a Prefeitura de Godoy Moreira. A licitação está em fase final para o início da execução.

Atualmente, a ligação direta entre os dois municípios depende de balsa. Quando a travessia é interrompida ou o nível do rio compromete o acesso, moradores e transportadores precisam utilizar uma rota alternativa de aproximadamente 70 quilômetros. A estimativa oficial é de redução de cerca de 75% no tempo de deslocamento com a nova ponte.

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Para o setor agropecuário, a mudança está ligada à logística regional. A obra tende a facilitar o transporte de produção agrícola, trabalhadores e serviços entre propriedades rurais e centros urbanos do entorno, além de reduzir a dependência de uma estrutura com manutenção frequente.

No mesmo anúncio, o Estado informou outros R$ 17,9 milhões em investimentos para Godoy Moreira. Entre eles, R$ 7,2 milhões para a pavimentação de 6,5 quilômetros da Estrada Ferradura, via rural usada no escoamento da produção. Também foram anunciados equipamentos para apoio a serviços no campo. Godoy Moreira recebeu pá carregadeira, retroescavadeira, rolo compactador, escavadeira e motoniveladora, em aporte superior a R$ 4,1 milhões. Barbosa Ferraz foi contemplada com caminhão, pá carregadeira, retroescavadeira, escavadeira e motoniveladora, somando R$ 4 milhões.

Com a ponte e a pavimentação rural anunciadas, a região pode ganhar maior previsibilidade de tráfego e melhor condição de escoamento. O cronograma detalhado de execução da obra, porém, não foi informado no material divulgado pelo governo estadual.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Relatório eleva gasto previdenciário e revisa Selic, câmbio e inflação para 2026


Relatório eleva gasto previdenciário e revisa Selic, câmbio e inflação para 2026

O segundo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas de 2026, divulgado nesta sexta-feira (22) pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, revisou para cima a previsão de gastos com benefícios previdenciários e alterou estimativas de indicadores macroeconômicos. O documento elevou em R$ 11,8 bilhões a despesa previdenciária prevista para o ano e atualizou projeções para Selic, câmbio, inflação e preço do petróleo, variáveis acompanhadas por agentes do setor produtivo.

Segundo o relatório, a estimativa de gastos com benefícios previdenciários passou de R$ 1,124 trilhão, prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA), para R$ 1,136 trilhão. Já a projeção para pessoal e encargos sociais foi reduzida de R$ 457,6 bilhões para R$ 454,1 bilhões. Os valores para precatórios e sentenças judiciais foram mantidos em R$ 45,3 bilhões.

Pelo lado das receitas, a previsão com royalties caiu R$ 4,6 bilhões, de R$ 177,1 bilhões para R$ 172,5 bilhões. As receitas com dividendos de estatais subiram de R$ 54,6 bilhões para R$ 55,4 bilhões. As concessões tiveram ajuste de R$ 6,5 bilhões para R$ 6,6 bilhões.

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No cenário macroeconômico, a projeção para a taxa Selic acumulada em 2026 subiu de 13,53% para 13,96%. O câmbio médio estimado para o ano recuou de R$ 5,32 para R$ 5,16 por dólar. O preço médio do barril de petróleo no mercado internacional avançou de US$ 73,09 para US$ 91,25.

As estimativas de inflação também foram elevadas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,74% para 4,49%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu de 3,76% para 4,57%. A projeção para a massa salarial nominal foi de 10,32% para 10,38%.

Para o agronegócio, esses parâmetros servem de referência para custo de capital, financiamento, formação de preços e despesas com energia, fertilizantes, combustíveis e frete. A alta do petróleo e dos índices de inflação, por exemplo, tende a ser acompanhada de perto por produtores, cooperativas e agroindústrias.

O relatório não detalha, neste recorte, impactos setoriais específicos sobre o agro. Ainda assim, a combinação de juros projetados em nível elevado, inflação mais alta e petróleo revisado para cima reforça a necessidade de monitoramento das condições de crédito, dos custos operacionais e das margens das cadeias produtivas ao longo de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Campo Futuro aponta margens apertadas e negativas em hortaliças, camarão e cana


Campo Futuro aponta margens apertadas e negativas em hortaliças, camarão e cana

O Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizou entre segunda-feira (19) e quinta-feira (22) painéis de levantamento de custos de produção para batata, camarão e cana-de-açúcar. As análises abrangeram propriedades modais em Perdizes (MG), Guarapuava (PR), Itabaiana (PB) e Nova Alvorada do Sul (MS). Os resultados indicaram margens apertadas ou negativas em parte das atividades avaliadas.

Na aquicultura, o painel em Itabaiana (PB), realizado na segunda-feira (19), considerou uma propriedade modal com 20 hectares de área total, 2,3 hectares de área produtiva em viveiro escavado e produção de 6 toneladas por ciclo, com duração média de 90 dias. Segundo o levantamento, ração representa 40% dos custos, forma jovem 36% e energia elétrica 8%, concentrando mais de 80% do gasto total. A taxa de mortalidade de 50% foi apontada como um dos principais gargalos, com efeito direto sobre produtividade e rentabilidade.

Na cana-de-açúcar, o painel em Nova Alvorada do Sul (MS), também na segunda-feira (19), analisou uma propriedade modal de 1.000 hectares, com 80% da produção em áreas arrendadas. A expectativa para a safra 2026/2027 é de 80 toneladas por hectare, com seis cortes por ciclo produtivo e cerca de 130 quilos de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana. De acordo com a CNA, o cenário econômico regional indica margens negativas, com piora na análise de longo prazo.

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Em hortaliças, o painel de batata indústria em Perdizes (MG) avaliou uma propriedade modal com 200 hectares cultivados e produtividade média de 42 toneladas por hectare. Desse volume, 85% seguem para a indústria e 15% para o mercado in natura. A análise de custos e preços no momento da comercialização indicou margens apertadas.

Em Guarapuava (PR), na quarta-feira (21), o levantamento considerou 50 hectares no ciclo das águas e outros 50 hectares no plantio da seca, com produtividades médias de 40 toneladas por hectare e 30 toneladas por hectare, respectivamente. Segundo os produtores, o ciclo das águas tem maior produtividade, mas registra preços mais baixos e maior pressão de pragas e doenças, o que eleva o custo de manejo. O painel apontou margens negativas para a cultura.

O material divulgado informa, no cabeçalho, a realização de painéis em Sergipe, mas o detalhamento do evento de camarão cita Itabaiana, na Paraíba. A CNA não esclareceu essa divergência no conteúdo disponibilizado.

Os levantamentos do Campo Futuro mostram que custo operacional, produtividade, sanidade e preço de comercialização seguem como variáveis centrais para a viabilidade dessas atividades. Sem detalhamento adicional sobre preços, receitas por unidade ou séries históricas, não é possível projetar mudança de margem no curto prazo além do diagnóstico apresentado nos painéis.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Paraná autoriza ponte sobre o Rio Ivaí entre Jardim Alegre e Grandes Rios


Paraná autoriza ponte sobre o Rio Ivaí entre Jardim Alegre e Grandes Rios

O governo do Paraná autorizou nesta sexta-feira (22) a construção de uma ponte sobre o Rio Ivaí para ligação terrestre entre Jardim Alegre e Grandes Rios, no Vale do Ivaí. Segundo as informações divulgadas no evento, a obra terá investimento de R$ 27,8 milhões e deve substituir a dependência atual da travessia por balsa. Com a nova estrutura, o trajeto entre os municípios passará de 75 quilômetros para 29 quilômetros.

De acordo com o anúncio oficial, o percurso que hoje leva cerca de 1 hora e 10 minutos, com passagem por municípios como Lidianópolis e Cruzmaltina, poderá ser feito entre 20 e 30 minutos após a conclusão da ponte. O projeto foi elaborado pela Prefeitura de Grandes Rios e o convênio foi firmado com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seil), com apoio da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi).

No contexto regional, a obra tem relação direta com a circulação de insumos, máquinas e produção agropecuária. O material divulgado pelo Estado informa que agricultores e caminhoneiros devem ter redução de custos logísticos no escoamento da safra, embora não tenham sido apresentados cálculos detalhados de economia por tonelada, frete ou produto.

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No mesmo evento, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) informou investimentos de R$ 3,5 milhões em maquinário para Jardim Alegre e de R$ 3,7 milhões para Grandes Rios. Entre os equipamentos entregues estão caminhão caçamba, escavadeira, motoniveladora, pá carregadeira e rolo compactador. Segundo o governo estadual, os equipamentos integram o programa Estrada Boa, voltado à melhoria da trafegabilidade rural.

Para o setor agropecuário, a combinação entre nova ligação viária e reforço em maquinário municipal pode ampliar a capacidade de manutenção de estradas rurais e reduzir o tempo de deslocamento entre propriedades, centros urbanos e polos de atendimento regional. O cronograma de início e conclusão da ponte, no entanto, não foi informado no conteúdo disponibilizado.

A autorização formaliza uma intervenção de infraestrutura com potencial de alterar a logística local, especialmente para transporte rural e circulação de serviços. A dimensão efetiva desse efeito dependerá da execução da obra, das condições de acesso viário complementar e da manutenção das estradas rurais da região.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Petróleo fecha em alta no dia, mas acumula queda na semana com negociações entre EUA e Irã


Juros futuros recuam com reabertura parcial do Estreito de Ormuz

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (22), mas encerraram a semana em queda, em meio ao monitoramento do mercado sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para julho subiu 0,26%, para US$ 96,60 o barril. Em Londres, o Brent para o mesmo mês avançou 0,94%, a US$ 103,54, segundo os dados de fechamento do pregão.

Apesar da alta no dia, os dois contratos acumularam perdas expressivas na semana. O WTI recuou 4,37% no período, enquanto o Brent caiu 5,23%. O movimento ocorreu em um ambiente de oscilação, com os agentes financeiros acompanhando os desdobramentos diplomáticos entre Washington e Teerã e os riscos para a oferta global da commodity.

Segundo a Sky News Arabia, as negociações em Teerã avançaram para um entendimento em linhas gerais sobre a questão nuclear. Ao mesmo tempo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta sexta-feira (22) que ainda existem “divergências profundas e extensas”, indicando que um acordo não pode ser tratado como iminente. Nos Estados Unidos, o secretário de Estado, Marco Rubio, também reconheceu avanços, mas disse que o desfecho segue incerto.

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No campo logístico, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que 35 embarcações comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas sob coordenação naval iraniana. A passagem é estratégica para o fluxo global de petróleo. Analistas do Swissquote afirmaram que, se o tráfego por Ormuz não for totalmente restabelecido em julho, os estoques podem recuar. A instituição também mencionou risco de desaceleração econômica global até setembro, mas sem detalhar estimativas numéricas adicionais no material disponível.

O mercado também acompanhou declarações dos Emirados Árabes Unidos sobre a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), apresentada pelo país como uma decisão voltada à maximização de receitas.

Para o agronegócio, o comportamento do petróleo é um indicador relevante porque influencia diesel, transporte, armazenagem e parte dos custos industriais ligados a fertilizantes e insumos. No entanto, o repasse para o mercado interno de combustíveis depende de fatores adicionais, como câmbio, política de preços e condições de refino.

No curto prazo, a trajetória do petróleo seguirá condicionada ao andamento das negociações entre Estados Unidos e Irã e às condições de navegação no Estreito de Ormuz. Sem definição sobre esses dois fatores, não há base técnica suficiente para projetar uma tendência mais estável para os preços nas próximas sessões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Massa de ar polar mais intensa de 2026 derrubará temperaturas nos próximos dias


frente fria - frio intenso - inmet, baixas temperaturas
Foto: Agência Brasil

Uma massa de ar frio de origem polar, a mais intensa de 2026 até o momento, deve avançar sobre o Sul do Brasil nos próximos dias e provocar uma queda significativa nas temperaturas, prevê a Climatempo.

O sistema começa a ingressar pelo Rio Grande do Sul na noite de domingo (26), mas os efeitos mais expressivos serão sentidos entre segunda (27) e terça-feira (28).

Assim, a terça-feira deve ser o dia mais frio do ano até agora em diversas áreas do território gaúcho. De acordo com a empresa, mesmo com a presença do sol ao longo do dia, o ar frio mantém as temperaturas baixas, especialmente durante as madrugadas e no início das manhãs.

Além disso, as tardes de segunda e terça-feira também devem ser mais geladas, com sensação térmica mais baixa, principalmente por conta do vento e da entrada de ar frio. Esse cenário contrasta com os últimos dias, que foram marcados por calor e tempo abafado em grande parte da região.

Míninas de 0°C

A Climatempo indica que as temperaturas mínimas podem se aproximar de 0°C em algumas regiões em diferentes regiões do Sul, com destaque para:

  • Entre 0°C e 2°C: Campos de Cima da Serra (RS) e Planalto Sul Catarinense
  • Entre 3°C e 5°C: Fronteira com o Uruguai e áreas de planalto do RS
  • Entre 5°C e 7°C: Região central e vales do RS
  • Entre 8°C e 10°C: Região Metropolitana de Porto Alegre

Com a combinação de ar frio e céu mais aberto durante a madrugada, não se descarta a formação de geada isolada. Segundo a Climatempo, as áreas com maior potencial incluem: Campanha Gaúcha, Planalto do Rio Grande do Sul e Serra gaúcha e catarinense.

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PL 5122 da securitização é adiado e gera preocupação no agronegócio


O Projeto de Lei 5122, que trata da securitização de dívidas no setor agropecuário, teve sua votação adiada no Senado, gerando preocupação entre os produtores rurais. A proposta, que visa facilitar a renegociação de dívidas, foi retirada da pauta e deve ser discutida novamente na próxima semana.

Insegurança no setor agropecuário

As diversas alterações no texto do PL 5122 têm gerado insegurança entre os produtores, especialmente no Rio Grande do Sul, onde muitos enfrentam dificuldades financeiras devido a eventos climáticos extremos, como estiagens e enchentes. Domingos Velho, presidente da Farçu, destacou que 94% dos produtores brasileiros pagam suas dívidas em dia, mas 6% enfrentam sérias dificuldades.

Impacto das condições climáticas

  • O Rio Grande do Sul sofreu com quatro estiagens e uma enchente histórica, afetando a produtividade agrícola.
  • Os produtores da região têm enfrentado taxas de juros elevadas, que variam entre 17% e 22%.
  • A proposta do governo exclui dívidas com o setor privado, o que não atende a todos os produtores necessitados.

Expectativas para a votação

Os especialistas alertam que a generalização das dificuldades financeiras pode levar a um endurecimento das condições de crédito, prejudicando ainda mais o setor. O ministro da Fazenda afirmou que o governo está disposto a ajudar os produtores que realmente precisam, mas a proposta atual não atende adequadamente a demanda do setor.

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Carga de uvas do Vale do São Francisco é registrada para exportação à Europa com tarifa zero


Caravana Agro Exportador destaca mercado externo para fruticultura em Petrolina

Uma carga de uvas produzidas no Vale do São Francisco foi registrada, nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), para exportação ao mercado europeu com tarifa zero, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O ato ocorreu em um packing house da Fazenda Argofruta e marcou, de forma simbólica, o envio de contêineres com destino ao Porto de Suape, em Pernambuco. O ministério relaciona a operação à entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia.

A ação foi acompanhada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e por representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). De acordo com o Mapa, a iniciativa busca sinalizar novas condições comerciais para a fruticultura exportadora, especialmente no Nordeste, onde o Vale do São Francisco concentra produção irrigada e embarques de frutas frescas.

Segundo o ministro, cerca de 75% das uvas exportadas pela região têm como destino o mercado europeu. Nesse contexto, a redução tarifária tende a alterar a competitividade do produto brasileiro frente a outros fornecedores, ao reduzir o custo de acesso ao bloco europeu. O ministério, no entanto, não informou no material divulgado o volume da carga, o número de contêineres embarcados nem a economia efetiva com a tarifa.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

O episódio também ocorre em um cenário de ampliação de acesso externo para produtos agropecuários brasileiros. Conforme o Mapa, o Brasil acumulou 616 aberturas de mercado em 88 destinos internacionais desde 2023. No caso da fruticultura, a relevância técnica está ligada ao peso do mercado europeu nas vendas externas e à dependência de logística eficiente para produtos perecíveis.

Para produtores e exportadores, a mudança comercial pode favorecer margens e ampliar espaço para negociações, desde que sejam mantidos os requisitos fitossanitários, de qualidade e de rastreabilidade exigidos pela União Europeia. Também permanecem relevantes os custos de transporte e a capacidade operacional dos portos.

O ato em Petrolina indica um novo marco comercial para a uva exportada pelo Vale do São Francisco, mas a dimensão prática do acordo sobre receita, volume embarcado e expansão de mercado dependerá de dados consolidados das próximas safras e do desempenho efetivo das exportações ao bloco europeu.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de sementes investe mais nas UBSs


O avanço genético das sementes, aliado ao aumento do valor agregado do setor, está levando produtores e empresas a investir cada vez mais nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBSs). O objetivo é proteger um ativo de alto valor: sementes com maior potencial produtivo, cuja qualidade depende não apenas do que acontece no campo, mas também das condições do ambiente onde permanecem armazenadas.

O movimento acompanha o crescimento de um mercado bilionário. Atualmente, o Brasil produz cerca de 6 milhões de toneladas de sementes por ano para culturas como soja, milho, trigo e arroz, consolidando-se entre os maiores mercados do mundo no segmento.

Mas sementes mais tecnológicas também trouxeram um desafio silencioso: preservar vigor e germinação depois que elas saem do campo.

Temperatura elevada, baixa renovação do ar, condensação, poeira em suspensão e resíduos do tratamento industrial podem comprometer a qualidade das sementes — muitas vezes de forma invisível, percebida apenas quando elas chegam ao solo e apresentam desempenho abaixo do esperado.

“Uma semente de alto valor genético precisa de um ambiente adequado para manter seu potencial. Parte das perdas acontece silenciosamente, dentro da UBS, e só aparece depois, na lavoura”, afirma Otávio Matos, gerente técnico da Qualygran, distribuidora Cycloar.

Segundo ele, além do impacto na qualidade, ambientes inadequados também podem afetar as condições de trabalho dentro das unidades de beneficiamento.

Além do armazenamento, as mudanças chegam também às áreas de Tratamento Industrial de Sementes (TSI), onde fungicidas, inseticidas e bioinsumos são aplicados. Nesses ambientes, poeira e resíduos químicos exigem maior renovação do ar e melhores condições de trabalho para as equipes.

“É uma questão de qualidade do produto, mas também de saúde ocupacional, algo que vem recebendo atenção crescente dos órgãos ligados ao trabalho”, lembra Matos.

Além da renovação do ar, modelos como o Cycloar Lux também permitem ampliar a luminosidade natural no interior das UBSs, favorecendo visibilidade, segurança operacional e melhores condições de trabalho em áreas de movimentação e tratamento de sementes.

Nesse contexto, tecnologias voltadas à melhoria do ambiente interno das UBSs começam a ganhar espaço.

Sistemas de exaustão contínua do ar, como o Cycloar, vêm sendo adotados para melhorar a renovação do ar dentro das UBSs, reduzir poeira em suspensão e auxiliar na dissipação de odores e resíduos gerados no tratamento industrial das sementes — fatores que interferem diretamente tanto na conservação do produto quanto nas condições de trabalho das equipes.

Para Adriano Mallet, diretor da Agrocult, distribuidora Cycloar, o setor passou por uma transformação silenciosa nos últimos anos.

“A UBS de hoje não pode operar como operava dez anos atrás. A semente mudou. O nível de exigência mudou. E o ambiente interno passou a interferir diretamente no resultado final”, afirma.

Segundo ele, preservar vigor e qualidade passou a exigir novas ferramentas dentro das unidades de beneficiamento.

“Ter um sistema de exaustão hoje, numa UBS, deixou de ser diferencial. Passou a ser ferramenta importante para manter vigor, preservar qualidade e proteger o valor da semente armazenada”, acrescenta.

Em um mercado onde sementes carregam cada vez mais tecnologia e valor agregado, melhorar o ambiente interno das UBSs deixou de ser detalhe técnico. Passou a ser parte do esforço para proteger qualidade, preservar reputação e reduzir perdas — movimento em que sistemas de exaustão como o Cycloar começam a ocupar espaço crescente.


 





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