sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Nova massa de ar polar pode trazer geadas e afetar lavouras de milho


Uma nova massa de ar polar está a caminho do Brasil, trazendo preocupações para os produtores de milho, especialmente nas áreas produtoras que podem ser afetadas por geadas. A previsão é de que essa nova frente fria chegue no início de junho, após a primeira onda de frio que ainda não se dissipou completamente.

Impactos nas temperaturas

De acordo com o meteorologista Artur Miller, a partir deste final de semana, as temperaturas no Sul e Sudeste do Brasil devem começar a se elevar, mas uma nova massa de ar polar deve trazer novamente o risco de geadas. As temperaturas mínimas podem chegar a:

  • 2 a 3ºC na Serra Catarinense
  • 10ºC na região Sul
  • 16ºC em São Paulo
  • 12ºC em Mato Grosso do Sul

Riscos para as lavouras

A nova massa de ar polar pode impactar negativamente as lavouras de fumo no Rio Grande do Sul e também afetar a produção de milho na segunda safra, especialmente nas regiões do Centro-Oeste e Sul do Brasil. O alerta é para que os produtores estejam atentos às temperaturas que podem zerar em áreas de baixada, o que pode causar danos significativos às plantações.

Previsão de chuvas

Embora o frio traga riscos, também há previsão de chuvas que podem beneficiar as lavouras. A frente fria que avança deve trazer precipitações em diversas regiões, incluindo:

  • Santa Catarina
  • Paraná
  • São Paulo

Essas chuvas são esperadas para os próximos dias e podem ajudar a amenizar os efeitos do tempo seco, especialmente para as lavouras de milho em desenvolvimento.

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Produtores de tabaco se manifestam por preços mais justos e transparência


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Produtores de tabaco e entidades ligadas à agricultura familiar no Rio Grande do Sul têm realizado manifestações exigindo preços mais justos e transparência na comercialização do produto. A situação tem impactado diretamente a renda dos fumicultores, que enfrentam dificuldades devido à elevação dos custos de produção e à baixa valorização do tabaco.

Protestos em Santa Cruz do Sul

Nesta semana, os produtores da metade sul gaúcha, uma das maiores regiões produtoras de tabaco do Brasil, realizaram um protesto. Na próxima segunda-feira, um novo movimento está programado para ocorrer em Santa Cruz do Sul, onde estão localizadas diversas indústrias do setor.

Demandas dos produtores

Entidades como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETG) e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) pedem que as indústrias realizem a classificação correta do tabaco e paguem valores correspondentes. Os produtores afirmam que a atual classificação do produto está rebaixada, resultando em perdas financeiras significativas.

  • Exemplo: Tabaco classificado como BO1, que deveria valer R$ 367, está sendo pago como BO3, por R$ 250.
  • Os custos de produção aumentaram entre 6% e 12%, mas as empresas não ajustaram os preços.
  • Mais de 60% da safra de tabaco do Rio Grande do Sul ainda está nas propriedades dos produtores.

Impactos no setor

Os agricultores relatam que, após um início promissor em fevereiro, as vendas começaram a cair, culminando em uma situação de “queda livre” nos preços do tabaco. A negociação de preços entre produtores e indústrias é feita de forma individual desde 2008, o que tem gerado insegurança no setor.

Posição do Sindicato

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sind Tabaco) destacou que cabe ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CAD) analisar aspectos concorrenciais relacionados ao tema. O sindicato também ressaltou a importância de reavaliar a metodologia de classificação do tabaco, a fim de refletir adequadamente a realidade do setor.

Enquanto isso, muitos produtores, como o neto de Amaral Ferrador, relatam a apreensão na hora de comercializar sua safra, que permanece estocada devido à desvalorização do produto.


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Exportações brasileiras de produtos agropecuários batem recorde em abril com crescimento de quase 12%


As exportações brasileiras de produtos agropecuários atingiram um recorde em abril, com um crescimento de quase 12% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este aumento reflete a força do setor, apesar de desafios enfrentados em alguns mercados internacionais.

Desempenho das exportações

O crescimento das exportações é um indicativo positivo para a economia brasileira, que se beneficia do aumento na demanda por produtos agropecuários. No entanto, o cenário não é uniforme, com algumas quedas significativas em mercados específicos.

  • Exportações para países árabes recuaram quase 25% devido ao conflito no Oriente Médio.
  • O primeiro embarque de uvas frescas para a Comunidade Europeia com tarifa zero ocorreu em Petrolina, Pernambuco.

Iniciativas do governo

O governo brasileiro tem tomado medidas para apoiar o setor agropecuário, incluindo:

  • O Ministro da Agricultura participou de uma feira na China para ampliar as exportações e flexibilizar a cota de carne bovina.
  • A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que assegura ao trabalhador safrista o direito de continuar recebendo benefícios sociais.
  • O Ministério de Minas e Energia autorizou testes para avaliar a viabilidade técnica da ampliação da mistura de biodiesel ao diesel até 25%.

Legislação e infraestrutura

Além das iniciativas voltadas para o aumento das exportações, o Supremo Tribunal Federal validou a lei que permite a construção da ferrovia Ferrão, que ligará Mato Grosso ao Pará, o que pode facilitar o escoamento da produção agropecuária.

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IBGE destaca novo Censo Agropecuário em homenagem pelos 90 anos em Sergipe


IBGE destaca novo Censo Agropecuário em homenagem pelos 90 anos em Sergipe

A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizou nesta sexta-feira (22), em Aracaju, uma sessão especial em homenagem aos 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Durante a cerimônia, o presidente do órgão, Marcio Pochmann, afirmou que o instituto prepara o planejamento para o período de 2026 a 2032 e citou, entre os próximos desafios, a realização do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

A solenidade ocorreu no plenário do Palácio Governador João Alves Filho e reuniu mais de 200 participantes, segundo a Agência de Notícias da Alese. Estiveram presentes o presidente do IBGE, Marcio Pochmann; o superintendente do instituto em Sergipe, Fabio Albuquerque; além de representantes de servidores aposentados, efetivos e contratados.

Em sua fala, Pochmann disse que o IBGE se prepara para ampliar as investigações estatísticas além de suas atividades tradicionais. Entre os levantamentos mencionados, destacou o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, ao lado de novos projetos, como o censo da população em situação de rua e o levantamento de brasileiros que vivem fora do país.

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A referência ao próximo censo do setor rural tem relevância para produtores, cooperativas, pesquisadores e formuladores de políticas públicas, porque esse tipo de levantamento reúne informações sobre estrutura produtiva, uso da terra, perfil dos estabelecimentos, produção animal e vegetal e características da atividade no campo. Esses dados são usados como base para análises de mercado, programas de crédito, planejamento logístico e desenho de políticas para cadeias produtivas.

Ao longo da sessão, representantes do instituto destacaram o papel do IBGE na produção de dados estatísticos e geocientíficos sobre população, economia e território. O superintendente em Sergipe, Fabio Albuquerque, afirmou que o órgão percorre todo o país para levantar informações em diferentes pesquisas. Já o deputado Georgeo Passos, que presidiu a cerimônia, ressaltou a credibilidade institucional do IBGE.

A programação comemorativa dos 90 anos do instituto pode ser acompanhada em portal oficial. O conteúdo divulgado informa ainda que a matéria original estava em atualização, sem detalhamento adicional sobre cronograma, metodologia ou data de realização do novo Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

A menção ao novo censo indica que o IBGE pretende ampliar a base de informações para o planejamento nacional nos próximos anos. Até o momento, porém, não foram apresentados na cerimônia detalhes operacionais, orçamento ou calendário do levantamento voltado ao setor agropecuário.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Ibovespa fecha em queda, enquanto dólar comercial sobe para R$ 5,0282


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

O mercado financeiro encerrou esta sexta-feira (22) com queda do Ibovespa e alta do dólar comercial no balcão. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,81%, aos 176.209,61 pontos, com volume de R$ 20,96 bilhões. No câmbio, a moeda norte-americana terminou vendida a R$ 5,0282, avanço de 0,54% no dia. Os dados divulgados no fechamento não detalham os fatores que motivaram o movimento da sessão.

Na bolsa, o Ibovespa oscilou entre máxima estável de 177.649 pontos e mínima de 174.893 pontos, quando chegou a cair 1,55%. Apesar do recuo diário, o índice ainda acumula alta de 9,36% em 2026, mas registra baixa de 5,93% no mês.

Nos mercados externos, o Dow Jones avançou 0,58%, para 50.579,70 pontos, e o Nasdaq subiu 0,19%, para 26.343,97 pontos. Já o Ibovespa futuro encerrou com queda de 0,51%, aos 177.770 pontos, depois de variar entre 178.870 e 176.330 pontos.

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Entre as blue chips, Petrobras PN caiu 1,05%, a R$ 44,48, e Petrobras ON recuou 0,30%, a R$ 50,15. Vale ON e Vale PNA subiram 0,57%, ambas a R$ 83,10. MBRF SA ON fechou a R$ 16,60, com baixa de 4,05%.

No câmbio, o dólar Ptax fechou vendido a R$ 5,0140, com alta de 0,13%, enquanto o dólar futuro para junho avançou 0,68%, para R$ 5,0500. O euro comercial terminou a R$ 5,8360 na venda, alta de 0,41%.

Nos juros, o CDI ficou em 14,40% ao ano, mesmo nível do over, enquanto o CDB prefixado de 30 dias foi indicado em 14,34% ao ano. Para o agronegócio, câmbio e juros são referências relevantes porque afetam a competitividade das exportações, o custo de insumos importados e o custo financeiro de operações de crédito. O boletim, no entanto, não traz detalhamento setorial específico para cadeias agropecuárias.

Com o dólar acima de R$ 5,00 e os juros de referência em 14,40% ao ano, o mercado encerra a semana com sinais importantes para agentes ligados a exportação, importação e financiamento. Sem informações adicionais sobre os vetores da sessão, a leitura técnica disponível se limita ao comportamento dos indicadores de fechamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preços do boi gordo reagem no fechamento da semana; veja as cotações


boi gordo preço em alta
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com maior firmeza dos preços e até mesmo com negociações acima da referência média em determinados estados.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a capacidade de retenção dos pecuaristas em estados como Pará, Rondônia e Mato Grosso ainda oferece a possibilidade de cadenciar o ritmo dos negócios.

“Em São Paulo também se evidencia encurtamento das escalas de abate levando à retomada das negociações ao nível de R$ 350,00 por arroba”, relata.

De acordo com Iglesias, a demanda doméstica ganha apelo no decorrer de junho em função do início da Copa do Mundo, evento que costuma trazer retorno positivo nas vendas do varejo para a carne bovina.

Preços do mercado atacadista

  • São Paulo: R$ 347,42 — ontem: R$ 345,75
  • Goiás: R$ 325,54 — ontem: R$ 323,57
  • Minas Gerais: R$ 325,88 — ontem: R$ 326,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,98 — ontem: R$ 348,18
  • Mato Grosso: R$ 351,62 — ontem: R$ 352,57

Mercado atacadista

O mercado atacadista fechou a semana apresentando manutenção dos preços. Segundo o analista, a última semana do mês tende a ser pautada por uma reposição mais lenta entre atacado e varejo, algo compreensível em um período de demanda menos aquecida.

  • Traseiro bovino: R$ 27,00 por quilo
  • Dianteiro: R$ 21,50 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,55%, sendo negociado a R$ 5,0283 para venda e a R$ 5,0263 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9971 e a máxima de R$ 5,0311. Na semana, a moeda recuou 0,75%.

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Ibovespa cai 0,81% e fecha a semana no vermelho com foco em juros, dólar e eleição


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

O Ibovespa fechou esta sexta-feira (22) em queda de 0,81%, aos 176.209,61 pontos, após oscilar entre 174.893,37 e 177.648,58 pontos ao longo da sessão. Com o resultado, o principal índice da B3 acumulou baixa de 0,61% na semana, a sexta consecutiva no campo negativo. O movimento ocorreu em meio à posse de Kevin Warsh no Federal Reserve, à sinalização de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos e à repercussão de pesquisa eleitoral no Brasil.

O giro financeiro da sessão somou R$ 21,0 bilhões. Em maio, o Ibovespa recua 5,93%, reduzindo o ganho acumulado no ano para 9,36%. No mercado de câmbio, o dólar avançou 0,54% e encerrou o dia na faixa de R$ 5,02.

No exterior, declarações do diretor do Federal Reserve Christopher Waller reforçaram a leitura de que os juros norte-americanos podem permanecer elevados por mais tempo. Ao mesmo tempo, dados da Universidade de Michigan mostraram piora da confiança do consumidor e alta nas expectativas de inflação. Esse quadro sustentou a alta dos juros futuros e ampliou a cautela com ativos de risco em mercados emergentes.

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Em Nova York, os principais índices acionários fecharam em alta: Dow Jones, 0,58%; S&P 500, 0,37%; e Nasdaq, 0,19%. Na B3, o desempenho foi misto. Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram CSN, com 6,15%, e Usiminas, com 5,61%. Do lado das quedas, Minerva recuou 6,20% e BRF, 4,05%.

Segundo Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, o mercado operou entre dois vetores principais: o cenário externo volátil e a reconfiguração do ambiente político doméstico. Já Jucelia Lisboa, economista e sócia da Siegen, avaliou que a combinação de incerteza geopolítica, inflação global e juros mais altos tende a reduzir a atratividade relativa de mercados emergentes como o Brasil.

Para o setor agropecuário, o recuo da Bolsa não traz efeito direto sobre a produção, mas o avanço do dólar e a perspectiva de juros elevados são variáveis acompanhadas por exportadores, cooperativas e tomadores de crédito. Câmbio e custo financeiro influenciam a formação de preços, a rolagem de dívidas e o ambiente de comercialização, embora o conteúdo disponível não detalhe impactos setoriais imediatos.

No curto prazo, a direção dos mercados deve seguir condicionada ao comportamento dos juros nos Estados Unidos, ao câmbio e à evolução do quadro político interno. Sem novos dados específicos para o agronegócio nesta sexta-feira (22), a referência técnica mais imediata para o setor permanece na trajetória do dólar e das condições financeiras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Medida provisória abre R$ 75,3 milhões para famílias atingidas por enchentes em Minas Gerais


Medida provisória abre R$ 75,3 milhões para famílias atingidas por enchentes em Minas Gerais

O Congresso Nacional analisa a Medida Provisória 1.361/26, que abre crédito extraordinário de R$ 75,3 milhões para atender mais de 10 mil famílias atingidas por desastres climáticos na Zona da Mata mineira. A proposta foi informada nesta sexta-feira (22) e será examinada pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Segundo a justificativa oficial, as enchentes comprometeram estruturas essenciais em municípios da região.

De acordo com a mensagem do governo federal encaminhada ao Congresso, a estimativa inicial previa atendimento a 5 mil famílias, com repasse de R$ 7.300 por núcleo familiar. Esse valor, no entanto, foi considerado insuficiente diante da ampliação do número de atingidos e da extensão dos danos registrados na Zona da Mata de Minas Gerais.

A justificativa da medida cita inundações bruscas que afetaram unidades de saúde, escolas e vias de escoamento logístico. Esse ponto tem relevância para o setor produtivo regional, porque estradas e acessos comprometidos podem dificultar o transporte de insumos, alimentos e demais mercadorias. O texto, porém, não detalha quais municípios foram atendidos, nem apresenta estimativa específica de perdas na produção agropecuária ou no fluxo de cargas.

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Pelo conteúdo da proposta, o crédito extraordinário terá impacto no endividamento público, mas não altera a meta de superávit primário de 2026, fixada em R$ 34,3 bilhões. Isso ocorre porque a despesa foi classificada como extraordinária, mecanismo previsto para situações urgentes e imprevisíveis, como calamidades e eventos climáticos.

Após a análise na Comissão Mista de Orçamento, a medida provisória ainda precisará ser votada pela Câmara e pelo Senado para concluir sua tramitação. Até o momento, o material divulgado não informa cronograma de liberação dos recursos aos beneficiários nem critérios operacionais adicionais para o atendimento das famílias.

A tramitação da medida definirá a liberação formal dos recursos e o alcance do atendimento emergencial na região. Como o texto disponível não apresenta recorte sobre impactos diretos na atividade agropecuária local, esse efeito dependerá de informações complementares dos órgãos responsáveis e das prefeituras atingidas.

Fonte: camara.leg.br

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Ministro cita R$ 240 bilhões contratados em obras rodoviárias em três anos


Ministro cita R$ 240 bilhões contratados em obras rodoviárias em três anos

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou nesta quinta-feira (22), no Guarujá (SP), que foram contratados R$ 240 bilhões em investimentos em obras rodoviárias nos últimos três anos. Segundo ele, os contratos firmados no período já estão em execução ou em fase de maturação, com prazo de até três anos. A declaração foi dada durante participação em fórum promovido pela Esfera.

Santoro disse que o volume contratado reflete a estruturação de projetos e um ambiente regulatório voltado à atração de investidores privados. Como exemplo, citou o leilão da Rota dos Sertões, marcado para quinta-feira, descrito por ele como a 24ª licitação da atual gestão.

De acordo com o ministro, a combinação entre projetos considerados viáveis e regulação adequada tende a manter o interesse do mercado em concessões e obras de infraestrutura. O detalhamento por trecho, cronograma físico-financeiro e distribuição regional dos R$ 240 bilhões não foi apresentado no painel.

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No mesmo debate, o senador Marcos Rogério afirmou que os gargalos logísticos não impedem a produção nacional, mas elevam o custo de escoamento. A observação tem relação direta com cadeias que dependem de transporte rodoviário, como grãos, carnes, insumos e produtos industrializados de origem agropecuária.

No Brasil, a malha rodoviária tem peso central no transporte de cargas. Nesse contexto, concessões, duplicações, manutenção e recuperação de estradas influenciam o tempo de viagem, o custo do frete e o acesso a portos, armazéns e polos consumidores.

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, afirmou que o órgão atua na cobrança de planejamento e execução para reduzir o risco de paralisação de obras. Segundo ele, a continuidade dos projetos é parte da agenda de infraestrutura de longo prazo do país.

Para o setor agropecuário, os efeitos práticos desses contratos dependerão da execução dos empreendimentos, da localização dos trechos atendidos e da integração com corredores logísticos de exportação. Sem a relação detalhada das obras e dos prazos individuais, ainda não é possível medir de forma precisa o alcance de cada investimento sobre as cadeias produtivas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil embarca primeira carga de uvas com tarifa zero para a União Europeia


Caravana Agro Exportador destaca mercado externo para fruticultura em Petrolina

A primeira carga de uvas frescas brasileiras com tarifa zero para a União Europeia foi embarcada nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), no Vale do São Francisco. A informação foi divulgada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O embarque ocorre após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, no dia 1º deste mês, que eliminou a tarifa de 12% aplicada ao produto.

O ato simbólico ocorreu no packing house da Fazenda Argofruta, no Vale do São Francisco. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a carga segue por carreta até o Porto de Suape, em Pernambuco, levando os primeiros contêineres de uvas da região já enquadrados na nova condição tarifária.

De acordo com a ApexBrasil, a mudança amplia o acesso da fruticultura brasileira ao mercado europeu. O presidente da agência, Laudemir Müller, afirmou que a União Europeia importa US$ 7 trilhões por ano, sendo US$ 3 trilhões de fora do bloco. Já o Mercosul importa US$ 342 bilhões. Na avaliação dele, a uva está entre os produtos com benefício imediato, enquanto outros itens terão redução tarifária ao longo do cronograma do acordo.

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André de Paula destacou que cerca de 5 mil itens devem ser beneficiados pelo acordo e que a maior parte deles está ligada ao agronegócio. No caso das uvas do Vale do São Francisco, o ministro afirmou que 75% das exportações da região têm como destino a Europa. Com a retirada da tarifa, o produto brasileiro chega ao bloco em condição comercial mais favorável.

O avanço tem efeito direto sobre uma das principais regiões produtoras de frutas irrigadas do país. A redução do custo de entrada no mercado europeu tende a melhorar a competitividade da fruta brasileira frente a outros fornecedores, com reflexos sobre receita de exportação, planejamento de embarques e posicionamento comercial da cadeia.

O texto divulgado não informa o volume embarcado, o número de contêineres nem o valor da carga.

A abertura tarifária para a uva sinaliza uma nova etapa para a fruticultura exportadora brasileira, especialmente no Nordeste. O alcance econômico dessa mudança dependerá do volume efetivamente embarcado, da manutenção da demanda europeia e da capacidade de o setor ampliar oferta, padronização e logística para atender o mercado externo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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