sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Produção de laranja perde força em 2026/27


A safra de laranja 2026/27 no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro deve alcançar 255,2 milhões de caixas, o que representa retração de 12,9% em relação ao ciclo anterior, quando foram produzidas 292,9 milhões de caixas. Os dados constam no relatório de acompanhamento da safra divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, com informações do Fundo de Defesa da Citricultura.

Segundo o levantamento, mesmo com crescimento de 1,1% na área produtiva, que chegou a 366 mil hectares, a produtividade média caiu 13,8%, ficando em 697 caixas por hectare. A redução é atribuída às condições climáticas irregulares registradas em 2025, marcadas por estiagem entre maio e setembro e temperaturas elevadas, fatores que prejudicaram a primeira florada. O avanço do greening também contribuiu para o recuo da produção.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, as chuvas registradas entre outubro de 2025 e março de 2026 favoreceram a segunda florada. Ainda assim, essa etapa passou a representar 56% da produção total, ante 70% no ciclo anterior, tornando a safra mais tardia e mais suscetível a perdas até o período de colheita.

O relatório aponta diferenças expressivas entre as regiões produtoras. O Norte lidera a produção, com estimativa de 71,2 milhões de caixas e produtividade média de 812 caixas por hectare, impulsionado principalmente pelo uso de irrigação. No Sudoeste, a produção deve cair 29,4%, enquanto o Sul registra o menor rendimento médio, com 545 caixas por hectare. Já o Noroeste apresenta perspectiva de crescimento de 35,2% na produção e avanço de 28,6% na produtividade, resultado associado à melhor adaptação hídrica e à ampliação da irrigação.

Entre as variedades cultivadas, as maiores quedas são esperadas nos grupos tardios. A variedade Natal deve registrar retração de 33,5%, enquanto Valência/Folha Murcha deve cair 22,8%. Segundo o relatório, o desempenho é impactado pelo avanço do greening e pelos efeitos da colheita tardia. Em contrapartida, variedades precoces apresentam maior resistência, com previsão de crescimento de 2,4% para Hamlin, Westin e Rubi, além de alta de 9,1% para o grupo de outras precoces.

O levantamento também indica aumento da taxa de queda projetada para 23,7% e perda total de frutos estimada em 31,3%, cenário que amplia a preocupação com o agravamento fitossanitário dos pomares e os desafios para manter a produtividade nas próximas safras. Além disso, a possibilidade de formação do fenômeno El Niño pode provocar chuvas irregulares, elevando o nível de incerteza para a consolidação da safra.





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Exportação de carne bovina cresce 15% no ano



Paraná sente impacto das geadas nas pastagens



Foto: Pixbay

O Brasil exportou mais de 953 mil toneladas de carne bovina no primeiro quadrimestre de 2026, volume 15% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 30% acima do resultado de 2024. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, com base em análise quinzenal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

Segundo o levantamento, a China segue como principal destino da carne bovina brasileira. O volume adquirido pelo mercado chinês apresentou crescimento de quase 20% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2025, reforçando a demanda externa pelo produto brasileiro.

Na B3, a arroba do boi gordo continua em movimento de correção, influenciada pela maior disponibilidade de animais para os frigoríficos neste período do ano. Cotada a R$ 344,80, a arroba acumula queda de 2,72% ao longo do mês.

No Paraná, o frio e a ocorrência de geadas nas últimas semanas afetaram a produtividade das pastagens em algumas regiões do Estado. Atualmente, o boi gordo é comercializado, em média, por R$ 343 no mercado paranaense, conforme o boletim do Departamento de Economia Rural.

 





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Rússia envia a primeira carga de trigo ao Irã via Mar Cáspio em anos


Logotipo Reuters

MOSCOU, 17 Abr (Reuters) – A Rússia enviou trigo ao Irã pelo Mar Cáspio, pela primeira vez em anos, no primeiro trimestre de 2026, mostraram dados nesta sexta-feira, à medida que o lago salgado ganha importância como rota comercial entre os dois países devido à guerra no Oriente Médio.

O Irã já vinha recebendo cevada e milho russos pelo Mar Cáspio, mas o trigo estava sendo enviado dos portos do Mar Negro do país para os principais terminais de grãos do Irã no Estreito de Ormuz.

Os dados da unidade de controle de qualidade de grãos do Ministério da Agricultura mostraram que, nos primeiros três meses do ano, a Rússia enviou 500 mil toneladas métricas de milho para ração, 180 mil de cevada para ração e mais de 4 mil toneladas de trigo de grau alimentício de seus portos do Mar Cáspio para o Irã, o terceiro maior comprador de trigo russo nesta temporada.

“Os portos do Mar Cáspio não exportam trigo há mais de oito anos, todo o fluxo havia sido direcionado para o Mar Negro, para Novorossiysk”, disse Alexander Sharov, chefe da consultoria RusIranExpo.

Em março, a Rússia exportou 300.000 toneladas de grãos pelo Mar Cáspio, em comparação com quase nenhum embarque em março de 2025, quando havia restrições de exportação para cevada e milho, de acordo com dados de embarque de fontes do setor divulgados esta semana.

Os dados do Ministério da Agricultura mostraram que os embarques de grãos da região de Astrakhan aumentaram 61%, para 730.000 toneladas no primeiro trimestre. As remessas foram destinadas principalmente ao Irã.

A Rússia, o maior exportador de trigo do mundo, vem aprimorando sua logística de exportação do Mar Cáspio nos últimos anos, visando também os mercados dos países do Golfo Pérsico, Iraque e Afeganistão.

Ela opera três portos de grãos no Mar Cáspio, dois em Astrakhan e um em Makhachkala, com uma capacidade combinada de pelo menos 3 milhões de toneladas. Um novo terminal de 1,5 milhão de toneladas em Makhachkala deve entrar em operação em 2028.

(Reportagem de Olga Popova)





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Plano de saúde do solo leva análise contínua para propriedades rurais


A ideia pode soar curiosa em um primeiro momento. Afinal, a gente já conhece o plano de saúde para humanos. Nos últimos anos, virou rotina também para pets. Mas agora o conceito chegou ao campo e colocou o solo no centro da conversa.

Em um momento em que produtividade, rastreabilidade e sustentabilidade caminham juntas, o monitoramento da saúde do solo começa a ganhar um formato mais contínuo, conectado e estratégico. E foi justamente dessa lógica que surgiu o Soil Healthcare, iniciativa lançada pelo IBRA Megalab, que propõe transformar a análise de solo em um acompanhamento recorrente, parecido com a lógica de um plano de saúde.

A proposta nasce em meio a um gargalo importante do agro brasileiro. Segundo estimativas do setor, o Brasil possui um déficit de cerca de 8 milhões de análises de solo por ano, mercado que representa aproximadamente R$ 1 bilhão em potencial para laboratórios especializados.

O ponto a ser refletido, é que o impacto da falta de análise vai muito além de um simples exame que deixou de ser feito. Sem diagnóstico adequado, o produtor pode aplicar fertilizantes em excesso, corrigir áreas sem necessidade ou até deixar de identificar limitações químicas e físicas do solo que reduzem a produtividade. Estudos agronômicos mostram que falhas no manejo nutricional e na correção do solo podem provocar perdas expressivas de rendimento e eficiência no uso de fertilizantes, especialmente em culturas de alta exigência nutricional.

No campo, o solo funciona quase como um “prontuário silencioso” da safra. Ele registra histórico de manejo, compactação, fertilidade, matéria orgânica, retenção de água e, mais recentemente, carbono.

Foi observando essa mudança de cenário que surgiu a ideia do programa. “O plano de saúde do solo surgiu para trazer de forma mais simplificada o acesso ao diagnóstico e ao monitoramento da saúde do solo. A gente enxergou que ainda existe um gap muito grande de análise de solos no Brasil e que muitos produtores acabam não se beneficiando dessas informações por não terem um acesso mais facilitado”, afirma Thiago Camargo, sócio-diretor do IBRA Megalab.

Do satélite ao laboratório

O programa funciona integrado a um ecossistema que conecta monitoramento remoto, empresas de amostragem, análises laboratoriais e engenheiros agrônomos cadastrados em diferentes regiões do Brasil.

A lógica lembra mesmo os níveis de cobertura de um plano de saúde tradicional. Na prática, o produtor pode contratar desde um plano mais básico, focado em monitoramento e indicadores estratégicos, até pacotes mais avançados, que incluem coleta georreferenciada, interpretação técnica e construção de estratégias para aumento de carbono no solo.

No pacote inicial, chamado Soil Healthcare Essential, o acompanhamento já inclui monitoramento via satélite, indicadores de vigor vegetativo, dashboard digital da propriedade e métricas relacionadas ao estoque de carbono da área. Mesmo no plano mais básico, o produtor já consegue acessar parâmetros estratégicos para tomada de decisão e rastreabilidade da propriedade.

Conforme o nível avança, entram análises laboratoriais completas, histórico evolutivo por talhão, planejamento de amostragem e suporte agronômico remoto contínuo. 

Além do trabalho preventivo, a proposta também atua de forma corretiva. Caso o monitoramento identifique limitações produtivas ou desequilíbrios nutricionais, a rede de engenheiros agrônomos conectada ao programa auxilia na interpretação técnica e nas recomendações de manejo.

Mas aí você pode estar se perguntando: isso é para o Brasil todo ou só para áreas mais tradicionais na produção de grãos como no centro-oeste e sul do país? A resposta dada pelo executivo é clara. “Há mais de 45 anos o IBRA está no mercado, então a gente tem uma atuação nacional. O produtor que tem uma área no Goiás e também uma área no Paraná ou, eventualmente, em qualquer outra região do Brasil, ele tem acesso a todas essas informações, trazendo métricas de sensoriamento remoto e diagnósticos feito em cada uma dessas áreas, de uma forma consolidada para acompanhar o desempenho da saúde do solo, tudo isso com maior resiliência climática.

Carbono entra no radar da fazenda

Mas talvez uma das palavras que mais chamou a atenção durante a apresentação do projeto para a imprensa, na sede da empresa em Sumaré (SP), foi a palavra “carbono”.

Nos últimos anos, o mercado global passou a olhar com mais atenção para práticas agrícolas ligadas à regeneração do solo, redução de emissões e captura de carbono. Na prática, isso significa que a saúde do solo deixou de ser apenas uma questão agronômica e passou também a fazer parte da agenda financeira e comercial do agro.

Empresas, indústrias, tradings, bancos e mercados consumidores têm ampliado exigências ligadas à rastreabilidade e sustentabilidade das cadeias produtivas. O próprio mercado de carbono vem acelerando discussões globais sobre mensuração, monitoramento e comprovação ambiental. 

Segundo estudos recentes sobre oportunidades para o Brasil no mercado de carbono, o país aparece como um dos protagonistas potenciais da economia de baixo carbono, especialmente pela força do agro e pela capacidade de gerar soluções ligadas à conservação e manejo sustentável. A regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), aprovada em 2024, também colocou o tema de vez no radar das empresas e do setor produtivo. 

Dentro do Soil Healthcare, uma das frentes é justamente estimar e acompanhar indicadores relacionados ao carbono da propriedade. “Hoje compradores já exigem parâmetros ligados ao carbono e à agricultura sustentável. O produtor não quer apenas mostrar que deixou de emitir carbono, mas também que está sequestrando carbono no solo. Isso agrega valor à produção. E com o avanço do sensoriamento remoto e metodologias reconhecidas internacionalmente, conseguimos trazer essa mensuração de forma mais prática, escalável e econômica para o produtor rural”, destaca Thiago Camargo.

A lógica funciona quase como um histórico clínico da fazenda. Quanto mais informações registradas ao longo dos anos, maior a capacidade de demonstrar evolução da área, práticas sustentáveis e indicadores técnicos que podem futuramente dialogar com programas ambientais, rastreabilidade e até projetos ligados ao mercado de carbono.

 





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Boi gordo fecha semana com queda em São Paulo



Novilha e boi China recuam em São Paulo



Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo encerrou a semana com queda nas cotações em praças paulistas, segundo análise divulgada nesta sexta-feira (22) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com a consultoria, o aumento da oferta de animais permitiu aos frigoríficos alongarem as escalas de abate e adotarem uma posição mais confortável nas negociações, abrindo espaço para tentativas de compra em valores menores. O avanço do mês também dificultou o escoamento da carne bovina no mercado interno, pressionando parte das categorias.

Nas praças paulistas, a cotação do boi gordo e da vaca permaneceu estável. Já a novilha registrou recuo de R$ 3,00 por arroba, enquanto o chamado “boi China” teve queda de R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate estavam, em média, programadas para nove dias, conforme levantamento da Scot Consultoria.

No Mato Grosso, após a queda observada na quinta-feira (21) em todas as regiões do estado, os preços recuaram apenas na região Norte nesta sexta-feira. Segundo a análise, o boi gordo e a novilha tiveram desvalorização de R$ 3,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, entre sete e 10 dias.

No Acre, a pressão baixista também atingiu o mercado pecuário. A cotação do boi gordo caiu R$ 2,00 por arroba, enquanto as fêmeas registraram queda de R$ 3,00 por arroba, conforme o informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria.





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Geadas aceleram corte do milho silagem no Rio Grande do Sul



Frio impacta qualidade do milho para silagem



Foto: Agrolink

A colheita do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul chegou a 97% da área cultivada e se aproxima da conclusão, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas áreas de segunda safra em fase de maturação.

De acordo com o levantamento, as geadas registradas nas últimas semanas anteciparam o corte de parte das lavouras e levaram produtores a destinarem áreas inicialmente voltadas à produção de grãos para a ensilagem. A Emater/RS-Ascar informou que, em alguns casos, o material colhido apresentou menor qualidade bromatológica em razão da perda de área foliar e da dessecação precoce das plantas.

Nas áreas de cultivo tardio, as baixas temperaturas também aceleraram o encerramento do ciclo das lavouras. Com isso, produtores optaram por antecipar a colheita para preservar o valor nutricional da forragem destinada à alimentação animal.

A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta área cultivada de 345.299 hectares, com produtividade média projetada em 37.840 quilos por hectare.

Na região administrativa de Erechim, a colheita alcançou 97% da área cultivada, com produtividade média de 44.100 quilos por hectare de massa verde. Segundo o informativo, as lavouras de safrinha foram severamente afetadas pelas geadas registradas no período.

Já na região de Santa Rosa, as baixas temperaturas e o risco de novas geadas levaram parte dos produtores a antecipar o corte das lavouras, mesmo com níveis elevados de umidade, em uma tentativa de reduzir perdas na qualidade da silagem.





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Relatório bimestral mantém meta fiscal e amplia bloqueio no Orçamento de 2026


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O Ministério da Fazenda e o Ministério do Planejamento e Orçamento informaram nesta sexta-feira (22) que o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre de 2026 manteve a meta fiscal e previu um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento. Com isso, o total bloqueado no ano chegou a R$ 23,7 bilhões, somando-se aos R$ 1,6 bilhão anunciados em março. Segundo os ministros Dario Durigan e Bruno Moretti, não haverá necessidade de contingenciamento.

A atualização das projeções considerou aumento nas despesas obrigatórias sujeitas ao limite da Lei Complementar nº 200/2023, que instituiu o Regime Fiscal Sustentável. De acordo com o Planejamento, a revisão inclui alta estimada de R$ 14,1 bilhões nos gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de R$ 11,5 bilhões nas despesas com benefícios previdenciários.

Segundo Bruno Moretti, a margem em relação ao limite inferior da meta fiscal está em R$ 4,1 bilhões. O ministro afirmou que há receita suficiente para o cumprimento da meta e que o ajuste ocorreu por meio da recomposição entre despesas obrigatórias e discricionárias dentro do limite de gastos.

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O detalhamento dos bloqueios por órgão deve constar em anexo ao Decreto de Programação Orçamentária e Financeira (DPOF), com publicação prevista até quinta-feira (29). Após a divulgação, os órgãos terão cinco dias úteis para indicar quais programações serão bloqueadas.

Para o setor agropecuário, o relatório tem relevância por sinalizar a condução da política fiscal e das contas públicas, fatores que influenciam juros, câmbio e condições de financiamento da economia. Esses elementos afetam o custo de capital, o crédito e a formação de preços em cadeias ligadas à produção rural. O material apresentado, porém, não trouxe recorte específico sobre programas, ministérios ou despesas diretamente vinculadas ao agronegócio.

No curto prazo, o dado central do relatório é a manutenção da meta fiscal sem contingenciamento, apesar da revisão para cima das despesas obrigatórias. Eventuais efeitos setoriais dependerão do detalhamento dos bloqueios por órgão no decreto previsto para o fim do mês, informação ainda não divulgada.

Fonte: gov.br

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Agências reguladoras reagem a bloqueio de R$ 22,1 bilhões no orçamento


Agências reguladoras reagem a bloqueio de R$ 22,1 bilhões no orçamento

Diretores de agências reguladoras manifestaram preocupação nesta sexta-feira (22) com o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento federal. Durante evento realizado no Guarujá (SP), representantes de órgãos como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmaram que a capacidade operacional dessas autarquias depende de recursos orçamentários.

Segundo os participantes do painel, o valor bloqueado no orçamento, antes em R$ 1,7 bilhão, passou para R$ 23,7 bilhões. O diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, afirmou que a medida pode afetar a supervisão dos investimentos privados em infraestrutura. De acordo com ele, entre R$ 1,7 trilhão e R$ 1,8 trilhão previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cerca de 60% têm origem na iniciativa privada, cuja atuação é acompanhada pelas agências.

Sampaio declarou que investidores esperam capacidade técnica e institucional dos órgãos reguladores. Já o diretor da ANP, Artur Watt Neto, disse que acompanha o bloqueio com atenção e citou cerca de dez anos de queda contínua de recursos na agência. O histórico recente inclui suspensão de projetos de fiscalização e perda de servidores. Há um ano, a Aneel chegou a informar a possibilidade de reduzir horário de atendimento por restrição orçamentária.

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Para o setor agropecuário, o tema tem relação com áreas reguladas que afetam a atividade produtiva. A atuação da ANTT incide sobre corredores logísticos usados no escoamento de grãos e proteínas. A ANP acompanha segmentos de combustíveis e biocombustíveis, com reflexos sobre custos operacionais no campo e no transporte. ANA e Aneel atuam em temas ligados a recursos hídricos e energia, relevantes para irrigação, armazenagem e processamento agroindustrial.

No campo institucional, o Congresso incluiu na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 um dispositivo para vedar bloqueios e contingenciamentos nas autarquias. O trecho, no entanto, foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e as agências passaram a articular com parlamentares a derrubada do veto.

O desdobramento dependerá da execução orçamentária e da tramitação do veto no Congresso. Pelas informações disponíveis, não houve detalhamento individual do impacto financeiro por agência, o que limita uma estimativa mais precisa sobre efeitos operacionais no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Excesso de chuva impacta lavouras de canola


O plantio de canola avança dentro da janela preferencial de semeadura no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. As lavouras implantadas estão, principalmente, nas fases de germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo inicial. Nas áreas mais precoces, as plantas já ingressaram no estágio de roseta, período em que produtores realizam adubação nitrogenada em cobertura e manejo de plantas daninhas.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as chuvas registradas em 1º de maio, que haviam reduzido o ritmo operacional da semeadura, também causaram problemas de estabelecimento em parte das áreas recém-implantadas. Em algumas lavouras, o excesso de umidade provocou selamento superficial e formação de crosta no solo, comprometendo a emergência das plantas e a uniformidade do estande.

O levantamento aponta ainda uma tendência de expansão da área cultivada com canola no Estado, impulsionada pela busca dos produtores por alternativas mais atrativas economicamente em comparação aos cereais tradicionais de inverno.

A área cultivada em 2026 ainda está sendo levantada pela Emater/RS-Ascar. Em 2025, conforme dados do IBGE, foram cultivados 174.394 hectares de canola no Rio Grande do Sul, com produtividade média de 1.653 quilos por hectare e produção total de 285.481 toneladas.

Na região administrativa de Bagé, o tempo seco favoreceu a semeadura, especialmente na Fronteira Oeste, onde a colheita antecipada da soja permitiu a liberação mais rápida das áreas. Em Maçambará, algumas lavouras apresentam estande abaixo do ideal devido às chuvas intensas registradas entre abril e o início de maio. Também seguem as aplicações de herbicidas para o controle de azevém nas áreas já estabelecidas.

Na região de Ijuí, a Emater/RS-Ascar observa tendência de aumento expressivo da área cultivada. A semeadura alcança cerca de 60% da área projetada, com predominância de lavouras em germinação e emergência. As primeiras áreas implantadas já estão em estágio de roseta e recebem adubação nitrogenada e manejo de plantas daninhas.

Em Santa Rosa, a semeadura atingiu 48% da área prevista. O avanço dos trabalhos depende das condições de umidade do solo, embora ainda esteja dentro da janela recomendada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Segundo o informativo, os elevados volumes de chuva registrados no início de maio, especialmente em Bossoroca, onde foram acumulados 130 milímetros, causaram selamento superficial e formação de crosta no solo, comprometendo a emergência das plantas, provocando desuniformidade no estande e exigindo replantio pontual em algumas áreas.





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Previsão de chuvas volumosas para Alto Piquiri (PR) até janeiro


Alto Piquiri, no Paraná, deve enfrentar um período de chuvas volumosas entre setembro e janeiro, conforme a previsão climática. A região, que já sofre com a baixa produtividade do milho, pode ter sua colheita ainda mais afetada devido ao excesso de umidade.

Impacto das chuvas na colheita

O agricultor Cristiano Décio questionou sobre as condições climáticas para o cultivo de milho na região. A resposta indica que a primavera trará um aumento significativo nas chuvas, o que pode dificultar as operações de colheita. A previsão é de que as chuvas fiquem acima da média, com volumes entre 250 e 300 mm.

Expectativas para o clima

  • Retorno do fenômeno Elninho, aumentando a intensidade das chuvas.
  • Previsão de chuvas acima da média na região sul do Brasil.
  • Aumento do volume de chuvas a partir de setembro, especialmente em outubro.
  • Temperaturas dentro da normalidade, sem ondas de calor.
  • Excesso de umidade pode atrapalhar as operações em campo.

Com essas condições, a janela para a colheita do milho pode ser curta, e os agricultores devem se preparar para os desafios que as chuvas trarão nos próximos meses.

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