sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Edital do Tecon Santos 10 precisa sair até agosto para leilão ocorrer em 2026, diz ministro


Entidades defendem leilão do Tecon Santos 10 ainda em 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos precisa publicar entre julho e agosto o edital de concessão do terminal Tecon Santos 10 para viabilizar o leilão ainda em 2026, afirmou o ministro Tomé Franca neste sábado (23), no Guarujá (SP). O projeto prevê R$ 6,4 bilhões em investimentos para ampliar a estrutura portuária em Santos. As regras da licitação ainda passam por revisão após impasse sobre quais empresas poderão disputar o ativo.

Segundo o ministro, a prioridade da pasta é manter o cronograma do projeto e realizar o leilão ainda neste ano. A declaração foi dada após participação em evento no litoral paulista. O terminal é tratado pelo ministério como um dos principais projetos de infraestrutura portuária em análise no país.

A modelagem do leilão está em discussão entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Casa Civil, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). No centro do debate estão as restrições à participação de grandes armadores e de empresas que já operam contêineres no porto de Santos.

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TCU e Antaq defendem limitações para evitar concentração no terminal. Empresas de navegação reagiram à proposta e questionaram a medida na Justiça, sob o argumento de que a restrição reduz a concorrência. De acordo com o ministro, uma das alternativas em análise é permitir a participação ampla, com exigência de venda de operações antigas em Santos caso o vencedor já atue no complexo portuário.

Para o setor produtivo, a definição do edital é acompanhada com atenção porque o porto de Santos concentra parcela relevante da movimentação logística brasileira. Embora o material disponível não detalhe quais cadeias agroindustriais poderão ser diretamente atendidas pelo novo terminal, mudanças na capacidade portuária e nas regras de operação podem influenciar custos, fluxo de cargas conteinerizadas e competitividade de exportadores e importadores, incluindo segmentos ligados a alimentos processados e insumos.

Tomé Franca afirmou que as posições apresentadas por TCU e Antaq têm amparo técnico e que a discussão está dentro do cronograma. Até a publicação do edital, porém, seguem em aberto pontos centrais da modelagem, o que limita uma avaliação mais precisa sobre o alcance operacional e os efeitos do projeto sobre cadeias específicas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aprosoja Brasil realiza congresso para discutir geopolítica e mercado de grãos em Brasília


soja sobre pano
Foto: Pixabay

A Aprosoja Brasil e as 16 Aprosojas estaduais promovem, no dia 3 de junho, em Brasília, a segunda edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja (II CBPS). O encontro terá como foco os impactos da geopolítica mundial e os desafios e oportunidades para o mercado brasileiro de grãos.

A programação começa às 8h e contará com a participação de lideranças da Aprosoja, representantes do Ministério da Agricultura, parlamentares, entidades do agronegócio e especialistas do setor. Durante a abertura política, será entregue o Prêmio Mérito Legislativo a parlamentares ligados ao apoio à cultura da soja. Também será lançado o livro “Plantando Histórias, Colhendo Conquistas”, que relembra os 36 anos de atuação da entidade nacional.

Um dos destaques do evento será o painel sobre geopolítica, marcado para 9h30, com participação do economista Marcos Troyjo, do consultor político João Henrique Hummel e mediação do professor Daniel Vargas, da Fundação Getulio Vargas.

Às 11h, o painel Mercado de Grãos vai discutir o aumento dos custos de produção e as perspectivas para a próxima safra. Participam o pesquisador Mauro Osaki e o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira. A mediação será da jornalista Carla Mendes.

No período da tarde, associados das Aprosojas estaduais participarão de reuniões internas para discutir as pautas estratégicas da entidade para os próximos quatro anos.

Ao longo do evento, o Caminhão de Boas Práticas Agrícolas ficará aberto à visitação no espaço externo. Técnicos da Corteva Agriscience vão apresentar informações sobre a Cartilha de Pragas Quarentenárias, desenvolvida em parceria com a Aprosoja Brasil.

O encerramento, previsto para 17h30, terá palestra do economista e biólogo Richard Rasmussen, que falará sobre as vantagens competitivas do Brasil na produção de alimentos e energia limpa.

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AgroNewsPolítica & Agro

Dívida rural pode dobrar no RS, alerta Farsul


A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul defendeu nesta quinta-feira (21) um conjunto de 12 medidas consideradas estruturais para a securitização da dívida rural em debate no Congresso Nacional. Em carta pública, a entidade, que propõe medidas relacionadas ao PL 5.122, afirmou que o estoque de dívidas em situação crítica no campo gaúcho já soma R$ 171 bilhões e pode dobrar nos próximos 12 meses.

Entre os principais pontos apresentados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul estão a definição de um teto de juros equivalente à taxa neutra do Banco Central, atualmente estimada em 8,5% ao ano, além de prazo mínimo de 15 anos para pagamento e período de carência antes da primeira parcela. Para a entidade, juros em patamares de dois dígitos tornam inviável uma securitização sustentável, enquanto prazos menores acabam comprometendo o fluxo de caixa do produtor rural.

A Federação também defende que a proposta contemple dívidas fora do sistema financeiro tradicional, incluindo operações realizadas junto a cooperativas de grãos, revendas de insumos e cerealistas. Outro ponto defendido é a inclusão das chamadas operações “mata-mata”, quando produtores contrataram novos financiamentos para quitar dívidas anteriores. Segundo a entidade, a data de corte para enquadramento deve ser fixada, no mínimo, em 30 de abril de 2026, abrangendo ainda renegociações realizadas por meio da MP 1.314, que somam mais de R$ 39 bilhões em recursos livres.

Sobre as fontes de financiamento para a medida, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul afirmou que não possui preferência por um mecanismo específico, mas defende que a solução tenha caráter estrutural. O Fundo Social do Pré-Sal é citado pela entidade como uma alternativa adequada. “Anúncios superlativos com recursos que não se materializam não são política pública – são gestão de expectativas”, registra o documento.

Prestes a completar 100 anos — a Federação foi fundada em 1927 —, a entidade afirma que os 12 pilares apresentados são resultado de “décadas de acompanhamento técnico” e sustenta que cada um deles “foi testado em crises anteriores”. Segundo a carta, o atual cenário de endividamento é consequência de “crises climáticas sem precedentes” que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, com sucessivos episódios de estiagem e enchentes.

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul declarou ainda que permanece “aberta ao diálogo e à negociação” e direcionou apelos a parlamentares e à sociedade. “Estamos às vésperas de uma solução definitiva; contamos e precisamos de vocês”, afirma o documento. Em outro trecho, a entidade conclui: “O campo não pede privilégio; pede condição”.





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Ministro prevê mais 15 leilões de portos até o fim de 2026


Entidades defendem leilão do Tecon Santos 10 ainda em 2026

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou neste sábado (23) que estão previstos mais 15 leilões de infraestrutura portuária até o fim de 2026. A declaração foi feita durante fórum da Esfera, no Guarujá (SP), após a concessão, em fevereiro, de três terminais em Santana (AP), Natal (RN) e Porto Alegre (RS). Segundo o ministro, o cronograma inclui áreas estratégicas em portos como Santos (SP), Itajaí (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Sebastião (SP).

Entre os projetos citados, o principal é o terminal Tecon Santos 10, no Porto de Santos. De acordo com o ministro, o empreendimento tem previsão de R$ 6,4 bilhões em investimentos e capacidade adicional estimada em 50%. O detalhamento completo do cronograma, com datas de cada certame e perfil das cargas atendidas, não foi informado na declaração.

A nova rodada de leilões ocorre na sequência das concessões realizadas em fevereiro, quando três terminais foram arrematados em diferentes regiões do país. O ministério também relacionou o avanço dos projetos portuários a uma carteira mais ampla de concessões em transportes, incluindo aeroportos, rodovias e ferrovias.

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Para o agronegócio, a ampliação e a modernização de terminais portuários têm relação direta com a eficiência logística. Portos são parte central do escoamento de soja, milho, açúcar, carnes, celulose e café, além da entrada de fertilizantes e outros insumos. Ganhos de capacidade, armazenagem e movimentação podem reduzir gargalos operacionais e melhorar o fluxo de exportação, sobretudo em corredores com alta concentração de cargas.

Tomé Franca afirmou que o ambiente regulatório e a previsibilidade das regras são fatores observados pelos investidores nas concessões. Em fala no evento, o ministro disse que a segurança jurídica é elemento relevante para a participação privada nos leilões.

O impacto efetivo dos projetos para cadeias produtivas específicas dependerá, contudo, da localização dos terminais, do tipo de carga atendida, da integração com ferrovias e rodovias e do ritmo de execução dos investimentos previstos.

A nova etapa de concessões indica continuidade na agenda de expansão portuária, mas a dimensão prática para o setor agropecuário ainda depende da publicação dos editais, das regras de cada leilão e da capacidade de os projetos melhorarem o escoamento em rotas estratégicas de exportação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Resolução endurece regras para desmate legal no Brasil; saiba mais


Foto: Canva

Em mais um episódio do quadro “Direito Agrário”, no programa Giro do Boi, o advogado e professor de direito ambiental, Pedro Puttini Mendes, abordou a entrada em vigor da Resolução nº 510 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A nova norma padroniza e endurece os critérios para a emissão da Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV), o pedido de desmate legal.

A resolução transforma os processos textuais em sistemas 100% digitais, georreferenciados e auditáveis, vinculando a abertura de novas áreas à regularidade absoluta do imóvel rural. A principal exigência agora é que o Cadastro Ambiental Rural (CAR) esteja completamente regularizado para a avaliação de qualquer pedido de desmate.

Confira:

Novas exigências para o cadastro ambiental rural

O imóvel rural deve estar com o cadastro ativo, sem pendências ou notificações não respondidas. Além disso, a localização da Reserva Legal (RL) e das Áreas de Preservação Permanente (APP) deve estar validada pelo órgão estadual competente. A análise do CAR deve respeitar legislações restritivas específicas de cada bioma, como as normas para o Pantanal.

O órgão ambiental tem um prazo de até 90 dias para concluir a análise do pedido. Se houver atraso, é necessário justificar tecnicamente a demora. A era dos pedidos genéricos baseados apenas em memoriais descritivos textuais chegou ao fim. O processo de desmate legal agora é geográfico e de acesso público.

Autorização e novas tecnologias

Os produtores devem apresentar polígonos georreferenciados exatos (arquivos em formato shapefile) da área que desejam abrir, além de um inventário florestal e cálculo do volume de madeira. Todas as autorizações emitidas são centralizadas no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), permitindo que qualquer cidadão baixe o mapa do polígono autorizado na internet.

Com a nova resolução, as licenças ambientais agora possuem uma validade estrita de 12 meses, podendo ser prorrogadas apenas uma vez por igual período. Para casos que exigem Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), o prazo para o desmate está vinculado ao cronograma de implantação da licença do empreendimento.

Regras para áreas paradas e cuidados necessários

A resolução também estabelece critérios para áreas que ficaram paradas e acumularam vegetação secundária. Se a interrupção do uso do solo foi de até cinco anos, a limpeza da área pode dispensar nova autorização, desde que seja comprovado o uso consolidado anterior. É proibido emitir autorizações para imóveis com CAR suspenso ou cancelado, ou com inconsistências graves no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

As prefeituras só podem emitir licenças de supressão se comprovarem ter corpo técnico habilitado e estrutura administrativa para fiscalizar o processo. Para evitar problemas, Mendes alerta sobre a importância da organização antecipada, recomendando a revisão do sistema do CAR e a contratação de uma equipe técnica qualificada para evitar pendências e garantir a validade da licença.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Colheita do café avança lentamente e atinge 9% da safra, aponta consultoria


grãos de café torrado
Foto: Pixabay

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento. Segundo o levantamento semanal da consultoria Safras & Mercado, até 20 de maio, apenas 9% da produção nacional havia sido colhida.

O percentual fica abaixo dos 13% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 14% para esta época da temporada. Segundo a consultoria, a lentidão dos trabalhos está relacionada à maior umidade e à maturação mais lenta das lavouras em diversas regiões produtoras.

O café canéfora, que inclui conilon e robusta, apresenta atraso mais expressivo. A colheita alcançou 13% da produção, contra 20% em igual período de 2025 e 22% na média dos últimos cinco anos.

A principal exceção é Rondônia, onde a colheita do robusta avançou com mais intensidade nas últimas semanas. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, os trabalhos no estado já atingem, em média, 36%, chegando a 40% em algumas regiões produtoras.

No Espírito Santo, principal produtor brasileiro de canéfora, o ritmo segue mais moderado, com cerca de 10% da colheita concluída. Apesar disso, o clima é considerado favorável às atividades no campo. A consultoria destaca ainda melhora gradual no rendimento das lavouras mais novas e com maior potencial produtivo.

Já no café arábica, a colheita alcança 7% da produção nacional, também abaixo dos 9% registrados no mesmo período do ano passado e inferior à média histórica para a época.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz confirma alta produtividade


A colheita do arroz está tecnicamente concluída no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. O avanço dos trabalhos foi favorecido pela sequência de dias secos e pelas boas condições de trafegabilidade nas áreas produtoras. Restam apenas lavouras pontuais de ciclo tardio em fase final de colheita.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a safra confirmou altos níveis de produtividade na maior parte do Estado, embora algumas áreas semeadas fora da janela preferencial ou afetadas por eventos climáticos ao longo do ciclo tenham registrado redução de rendimento.

Nas áreas já colhidas, produtores iniciaram operações de manejo pós-colheita, incluindo a incorporação de resteva para acelerar a decomposição da palhada. Em algumas localidades, ainda há dificuldades de acesso interno às lavouras em razão das chuvas intensas registradas no início de maio.

Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz, a área cultivada com arroz no Estado alcançou 891.908 hectares. A produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 quilos por hectare.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o predomínio de tempo firme permitiu o avanço e a conclusão da colheita em diversos municípios. Em Quaraí, as lavouras mais tardias reduziram a produtividade média final para 8.840 quilos por hectare, abaixo da expectativa inicial de 9.179 quilos por hectare. Em Maçambará, a colheita foi encerrada com produtividade média de 9.000 quilos por hectare, alta de 4,08% em relação à projeção inicial. Em São Borja, os rendimentos também ficaram próximos de 9.000 quilos por hectare. Já em São Gabriel, menos de 1% dos 25.800 hectares cultivados ainda aguardam colheita, e há registros pontuais de dificuldades de acesso às áreas devido às chuvas torrenciais registradas em 1º de maio.

Na região de Pelotas, a colheita está praticamente finalizada, restando apenas áreas pontuais no município de Tavares. A produtividade média regional está estimada em 9.647 quilos por hectare, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.

Na regional de Santa Maria, a colheita foi concluída, confirmando uma safra de elevado rendimento, com produtividade média próxima de 8.000 quilos por hectare. Em São João do Polêsine, a produtividade média final atingiu 8.500 quilos por hectare. Nas áreas já colhidas, produtores realizam a incorporação da resteva para acelerar a decomposição da palhada.

Na região de Soledade, o predomínio de tempo firme ao longo da semana também possibilitou a finalização da colheita do arroz, segundo a Emater/RS-Ascar.





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BNDES diz que recicla carteira de ações para ampliar investimentos em inovação e biocombustíveis


BNDES diz que recicla carteira de ações para ampliar investimentos em inovação e biocombustíveis

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou na noite de sexta-feira (22), no Rio de Janeiro, que a instituição está "reciclando" sua carteira de ações. Segundo ele, o movimento envolve a saída de papéis de empresas consolidadas e a realocação de recursos para projetos inovadores. Mercadante disse que, desde 2023, a carteira registrou ganho de R$ 80 bilhões entre valorização dos ativos e dividendos.

De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, a BNDESPar iniciou em maio a venda de parte de sua participação em companhias como Petrobras e Axia Energia. Segundo uma fonte ouvida pela agência, neste mês foram vendidos cerca de R$ 3 bilhões em ações da Petrobras e mais de R$ 500 milhões em papéis da Axia. Também houve venda de R$ 280 milhões em ações da Copel, acumulando R$ 1,2 bilhão em desinvestimentos na empresa paranaense em 2026.

Após participar de evento no centro do Rio, Mercadante afirmou que o banco busca sair de "empresas consolidadas, sólidas" para investir em áreas como descarbonização, economia verde, transição energética e inovação. Entre os segmentos citados por ele estão inteligência artificial, transição digital, biocombustíveis e pesquisa e desenvolvimento.

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Em nota, o BNDES informou que examina permanentemente oportunidades de investimento e desinvestimento por meio de sua subsidiária BNDES Participações S.A. (BNDESPar). Segundo o banco, a estratégia atual é manter o desinvestimento em ativos maduros para otimizar e diversificar o portfólio.

Para o público do agronegócio, o ponto central está no destino anunciado para parte desses recursos. O banco citou bioinsumos para agricultura e biocombustíveis entre os novos desafios a serem financiados, ao lado de minerais críticos, saúde, inteligência artificial e transição digital. Esses segmentos têm relação com cadeias agroindustriais, com a oferta de insumos biológicos e com a agenda de combustíveis renováveis no país.

Até o momento, o BNDES não detalhou valores específicos que serão destinados a bioinsumos ou biocombustíveis nem cronograma por setor. Com as informações disponíveis, o movimento indica uma reorientação de capital para áreas ligadas à inovação e à transição energética, mas a dimensão prática para o agro dependerá da divulgação de novos aportes e programas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Caprishow 2026 reúne homologação do Berganês e avanços na inspeção em Pernambuco


Caprishow 2026 reúne homologação do Berganês e avanços na inspeção em Pernambuco

A programação da Caprishow 2026, realizada em Dormentes (PE), nesta sexta-feira (22), reuniu anúncios voltados à caprinovinocultura e à cadeia leiteira do semiárido. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a agenda incluiu a homologação da raça ovina Berganês, o reforço da estrutura de inspeção de produtos de origem animal e a entrega de kits para produção de leite em municípios do sertão.

Entre os principais atos, o Berganês foi homologado como o primeiro ovino oficialmente registrado em Pernambuco. De acordo com o Mapa, a raça foi desenvolvida ao longo de mais de 40 anos no sertão, a partir do cruzamento entre Santa Inês e Bergamácea, com foco em rusticidade, adaptação ao semiárido e desempenho produtivo. Com o reconhecimento, os animais passam a contar com certificação de origem, o que pode ampliar a rastreabilidade e a comercialização do material genético.

Na área sanitária, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) foi destacada pela habilitação em todas as áreas do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Atualmente, Pernambuco tem dois serviços integrados ao sistema e 21 estabelecimentos cadastrados, segundo o ministério. A medida permite que agroindústrias com equivalência sanitária comercializem no mercado nacional.

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A agenda também previu investimento de R$ 1,1 milhão em kits de produção leiteira para agricultores familiares de Afrânio, Bodocó, Custódia, Flores e Venturosa. A ação, em parceria com o Instituto Federal do Sertão Pernambucano, deve atender diretamente cerca de 50 famílias. Conforme o Mapa, cada unidade produtiva poderá alcançar de 80 a 200 litros de leite por dia, com assistência técnica em manejo sanitário, higiene, alimentação e gestão de custos.

Ainda nesta sexta-feira (22), a comitiva visitou o frigorífico Daterra Soluções Ltda, em Dormentes, primeiro abatedouro de ovinos de Pernambuco reconhecido pelo Sisbi-POA. Segundo os dados informados na agenda oficial, a empresa elevou a comercialização de 7 para 70 toneladas de carne por mês após a integração ao sistema, em agosto de 2025.

Os anúncios reforçam três frentes com efeito direto sobre a pecuária regional: padronização genética, inspeção sanitária e estrutura produtiva para a agricultura familiar. A dimensão desses resultados dependerá da continuidade da assistência técnica, da adesão de produtores e da manutenção das habilitações sanitárias já obtidas.

Fonte: gov.br

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Uva gigante japonesa viraliza nas redes sociais e ganha versão brasileira no interior de São Paulo


Recentemente, vídeos de uma variedade de uva verde gigante virilizaram nas redes sociais. O fenômeno ganhou força no Brasil após uma influenciadora viajar para a Ásia e mostrar a fruta, conhecida como uma das uvas mais caras do mundo. Mas o que também tem chamado a atenção dos internautas é a descoberta de que uma variedade semelhante já é produzida no Brasil , mais precisamente em Pilar do Sul, no interior de São Paulo.

A uva é considerada hoje uma das pioneiras da categoria gourmet no Brasil. O representante da área de marketing da cooperativa APPC, responsável pela marca e patente da Pilar Moscato, afirma que o posicionamento da fruta nesse segmento surgiu de forma natural ao longo do desenvolvimento do produto no país.

“No Brasil, esse conceito de frutas gourmet não existia. As pessoas compravam muito pelo preço e pouco pela aparência. O sabor mesmo não era tão valorizado. Foi aí que começamos a trabalhar com foco em sabor e qualidade”, comenta Tamon Morioka.

Outro fator que impulsionou a fama da variedade no Brasil foi o sabor extremamente adocicado. Quando atinge o ponto ideal de maturação, a fruta pode apresentar índice de doçura superior ao da cana-de-açúcar. Na escala Brix, métrica utilizada para medir a concentração de açúcares nos alimentos, a uva chega a registrar 18 graus, enquanto a cana costuma apresentar índices próximos de 16.

Tamon também explica como funciona o processo de seleção das frutas para que elas possam ser comercializadas como Pilar Moscato.

“Se você pegar uma uva comum no mercado hoje, ela normalmente chega a 14 graus Brix. A nossa precisa ser colhida com 18. Só que apenas entre 20% e 30% da produção consegue atingir esse nível de doçura, porque isso depende de muitos fatores externos”, relata.

Além da doçura, outro critério analisado para que a fruta seja classificada como Pilar Moscato é o tamanho da baga, que precisa ter no mínimo 24 milímetros de diâmetro. Os cachos que não atingem os padrões exigidos também são comercializados pela cooperativa, mas recebem outra classificação.

Produção

A uva cultivada em Pilar do Sul tem sua produção igual a de outras espécies na maior parte do processo. Porém, uma das etapas requer uma atenção diferente, o que deixa o trabalho mais manual para quem auxilia nesse cultivo.

” Como qualquer uva comum, fazemos poda dela normal. O que diferencia ela é a época de seleção. Para as uvas convencionais, de mesa, normalmente é passado um pente no cacho para fazer o raleio. Já na pilar moscato, ela não aceita esse pente, porque ela é muito sensível. Então, a gente tem que fazer o desbaste na mão, na tesoura. A gente tira baga por baga para poder fazer o formato do cacho certinho, para as bagas crescerem daquela maneira.” explica Tamon.

O clima e outros fatores externos também têm impacto direto na qualidade da fruta. Por isso, o período ideal de produção e colheita é relativamente curto, já que o volume de chuvas influencia diretamente o nível de doçura da uva. Dessa forma, janeiro e fevereiro costumam ser considerados os melhores meses para colheita e comercialização da Pilar Moscato, embora a safra normalmente se estenda até maio.

A cooperativa também planeja estudar o cultivo em outras regiões do Brasil, estratégia que pode ampliar a produção e permitir colheitas em diferentes épocas do ano ou por períodos mais longos.

Diferenças e semelhanças com a versão japonesa

Mesmo com a origem da cultivar brasileira sendo da espécie japonesa, fatores de clima e o tamanho das plantações influenciaram para que a nossa versão de tornasse diferente da “original”. A produção da shine muscat é comumente feita por pequenos produtores japoneses, que por terem menores quantidades, conseguem dar uma atenção maior a esse trabalho manual, tornando os cachos os mais perfeitos possíveis.

Tamon conta que a produção em Pilar do Sul se assemelha e tenta chegar o mais próximo possível do modelo de manejo japonês, porém as produções maiores deixam a Pilar Moscato com características diferentes.

“A gente tenta fazer a formação do cacho perfeito para tudo estar bem encaixadinho, mas o clima é diferente do Japão e aqui as nossas áreas também são maiores, então não conseguimos dar 100% de atenção para cada um dos desses caxinhos”, diz o profissional de marketing.

Foto: Reprodução/Youtube APPC

Além de detalhes estéticos, o clima brasileiro influencia na textura da uva também. A Pilar Moscato, por ter uma porcentagem maior de polpa que uvas comuns, tem uma crocância maior.

Como curiosidade, Tamon destaca que um amigo do Japão prefere a versão de Pilar do Sul, muito por de sua textura mais consistente, “Ele vem direto para o Brasil e fala que prefere comer a nossa do que comer a do Japão. Fala que a nossa tem uma crocância maior”, comemora.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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