sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Guzerá avança no cruzamento industrial com foco em carne e leite; confira


Foto: Divulgação.
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O programa Giro do Boi desta semana abordou as qualidades econômicas e a história da raça zebuína mais antiga do mundo: o Guzerá. Em entrevista, Eros Gazzinelli Metzker, proprietário da Gembra Agropecuária e vice-presidente da Associação dos Criadores de Guzerá e Guzolando do Brasil, destacou que a raça se firmou como um verdadeiro “porto seguro” para a pecuária moderna.

A pureza racial do gado indiano garante uma heterose máxima no cruzamento industrial, permitindo que o Guzerá reforce sua reconhecida dupla aptidão ao avançar em cruzamentos com outros zebuínos, como o Nelore, e com taurinos, como o Angus e o Holandês. A eficiência biológica da raça se destaca como sua principal força econômica. Por ter evoluído em ambientes com recursos limitados, o Guzerá apresenta um metabolismo eficiente, resultando em bons índices de carne e leite, com baixo investimento em alimentação.

Confira:

Resultados de cruzamentos

Foto: Divulgação.
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O cruzamento com o Nelore, denominado Guzonel, supera os índices produtivos de ambas as raças puras em ganho de peso. Eros Metzker mencionou abates técnicos em que animais Guzonel alcançaram até 21 arrobas com apenas 16 meses de vida. Ele desafiou os produtores a utilizarem touros Angus sobre matrizes F1 Guzonel, afirmando que o Tricross resultante proporciona mais peso e adaptabilidade do que a tradicional F1 Nelore/Angus.

Além disso, linhagens selecionadas podem ultrapassar cinco mil quilos de leite por lactação. O cruzamento do Guzerá com a raça Holandesa, formando o Guzolando, resolve o problema do descarte de machos na atividade leiteira. Os bezerros nascem pesados e musculosos, com alto valor de venda, enquanto as fêmeas apresentam alta persistência de lactação.

Desmistificando preconceitos

Foto: Divulgação.
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Eros Metzker também abordou o preconceito em relação aos chifres em formato de lira da raça, que podem gerar receio na lida de curral. “Ninguém conseguiria ordenhar uma vaca manualmente se o animal fosse bravo”, disse ele, ressaltando a docilidade do gado e sua capacidade de responder a manejos racionais e ao bem-estar animal.

Para facilitar a rotina dos criadores, foi introduzido o Guzerá Descornado (Mocho), que permite o tráfego em cochos e bretes sem comprometer o rendimento da carcaça e a conversão alimentar. Eros também desafiou a ideia de que a raça é restrita a determinadas regiões, mostrando que o Guzerá se adapta a ambientes hostis, como demonstrado em criatórios bem-sucedidos no Canadá, estados Unidos e extremo sul do Brasil.

Investindo em tempos de crise

Em um cenário econômico atual marcado por margens apertadas e altos custos, Eros Metzker afirmou que a eficiência biológica é a única garantia de lucro. “Momentos de crise são os melhores momentos para investir no Guzerá, porque ele é o porto seguro da adaptabilidade, rusticidade e produtividade”, declarou.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Antimicrobianos: entenda os motivos que levaram a UE a barrar exportações das carnes brasileiras


Carne bovina, osso, carne fresca, carne crua
Foto: Freepik

A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, aves, ovos e mel reacendeu um debate que vai além do protecionismo comercial: o uso de antimicrobianos na produção animal. Embora o impasse tenha relação com as negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia, especialistas afirmam que a preocupação com a resistência bacteriana é real e vem ganhando cada vez mais peso no comércio internacional.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp explicam que os antimicrobianos, grupo que inclui os antibióticos, são utilizados na produção animal de diferentes formas: para tratamento de doenças, prevenção e também como promotores de crescimento, prática que está no centro das críticas europeias.

“O grande ponto de interesse da União Europeia hoje é justamente o uso dos antibióticos como promotores de crescimento”, explica o professor Fábio Sossai Possebon, da Unesp. “Não se questiona tanto o tratamento de animais doentes, mas sim o uso indiscriminado para melhorar desempenho produtivo.”

Segundo os pesquisadores, o problema está relacionado ao aumento da resistência bacteriana. Quanto maior e mais frequente o uso de antibióticos, maior a chance de surgirem micro-organismos resistentes aos medicamentos utilizados tanto na medicina veterinária quanto humana.

O que preocupa a União Europeia

Na prática, a preocupação europeia envolve dois fatores principais: a presença de resíduos de antibióticos nos alimentos e o crescimento das chamadas “superbactérias”.

Atualmente, o Ministério da Agricultura possui programas de monitoramento de resíduos em carnes, leite e ovos. Porém, os especialistas afirmam que o controle ainda é feito por amostragem e que o país precisa avançar principalmente no monitoramento da resistência bacteriana ao longo da cadeia produtiva.

“O Brasil tem um dos melhores sistemas de inspeção do mundo e isso precisa ser valorizado. Mas historicamente somos mais permissivos no uso desses compostos do que a Europa”, afirma o professor Juliano Gonçalves Pereira. “O mercado internacional está dando um recado claro de que a resistência antimicrobiana será cada vez mais determinante nas relações comerciais.”

Os pesquisadores ressaltam que o cenário não significa que os alimentos brasileiros sejam inseguros. Segundo eles, produtos com inspeção federal, estadual ou municipal seguem padrões sanitários rígidos e apresentam baixo risco ao consumidor.

Como surgem as bactérias resistentes

A resistência antimicrobiana acontece quando bactérias passam a sobreviver mesmo após contato com antibióticos. Esse processo é acelerado pelo uso excessivo ou incorreto desses medicamentos.

“O problema é que as bactérias evoluem mais rápido do que conseguimos desenvolver novos antibióticos”, explica Possebon. “Há algumas décadas surgiam novos medicamentos constantemente. Hoje, o desenvolvimento desacelerou, enquanto as bactérias continuam criando mecanismos de defesa.”

Segundo os pesquisadores, esse processo pode afetar diretamente a saúde humana. Uma bactéria resistente presente em alimentos, por exemplo, pode causar infecções mais difíceis de tratar e aumentar o número de mortes por doenças bacterianas.

Além da produção animal, o uso indiscriminado de antibióticos em humanos e o descarte incorreto de medicamentos também contribuem para o problema.

Utilização correta dos antimicrobianos

Os especialistas defendem que a principal medida para reduzir riscos é o uso racional dos antimicrobianos, sempre com acompanhamento técnico de médicos veterinários e profissionais habilitados.

“A grande recomendação é utilizar esses produtos de forma tecnificada, com orientação profissional, respeitando doses, tempo de uso e período de carência”, afirma Possebon.

Segundo os pesquisadores, um dos principais problemas ainda é o uso baseado no “achismo” ou em práticas antigas repetidas sem avaliação técnica adequada. Eles alertam que muitos produtores utilizam medicamentos preventivamente ou como promotores de crescimento para compensar falhas de manejo, ambiência e sanidade nas propriedades.

“Às vezes o produtor usa o antibiótico como uma muleta para problemas de manejo ou falta de tecnificação”, explica Juliano. “O caminho agora é investir em bem-estar animal, sanidade e eficiência produtiva.”

Outro ponto destacado pelos professores é o descarte correto das embalagens e resíduos de medicamentos veterinários. Segundo eles, o contato de resíduos de antibióticos com o meio ambiente também pode favorecer o surgimento de bactérias resistentes.

“Até o descarte inadequado de frascos pode influenciar no problema. Se esse resíduo entra em contato com bactérias do ambiente, pode selecionar micro-organismos resistentes”, alerta Juliano.

Portaria do Mapa tenta aproximar Brasil das exigências internacionais

No fim de abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou uma nova portaria restringindo ainda mais o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento. A medida é vista pelos especialistas como um movimento de aproximação às exigências internacionais.

“Essa portaria sinaliza uma harmonização com o que já é feito na Europa”, afirma Possebon. “Ela impacta a forma de produção, mas o setor brasileiro já está tecnificado o suficiente para absorver essas mudanças.”

Os professores também destacam que o debate não deve ser tratado apenas como barreira comercial. Para eles, existe uma preocupação legítima global envolvendo saúde pública, segurança alimentar e sustentabilidade da produção animal.

“É claro que existe um componente econômico e político nessa discussão, mas a resistência antimicrobiana é um problema real”, afirma Juliano. “Quem não se adequar às novas exigências do mercado internacional vai acabar ficando para trás.”

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Programa de Irrigação Sustentável entra em nova fase com aquisição de torres de fluxo


O programa IrrigaSIM, coordenado pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) deu um novo passo nesta quinta-feira (21), com a aquisição de cinco torres de fluxo que serão instaladas em áreas do Noroeste do Paraná.

Uma torre de fluxo mede continuamente a troca de gases (como vapor d’água e dióxido de carbono) e calor entre a vegetação e a atmosfera, permitindo calcular com precisão a evapotranspiração real da lavoura (transferência de água da superfície da Terra para a atmosfera em forma de vapor). O investimento para aquisição das torres vem de um recurso de mais de R$ 10 milhões da Fundação Araucária, também viabilizado pelo IDR- Paraná .

Richard Golba, diretor de Gestão de Negócios do IDR-PR, destacou o trabalho que foi realizado na criação da Lei de Segurança Hídrica, feito em parceria entre várias instituições, e que também embasa as ações do IrrigaSIM. “Nossa expertise é fazer alianças e buscar parcerias. Tudo foi fruto de muito debate, muito estudo, e vale destacar que esta é uma legítima iniciativa do nosso governador Ratinho Junior, que tem cobrado insistentemente para que isso vá a campo”, ressalta.

Início

O projeto iniciou em 2024 envolvendo ainda a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Paraná. A Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial também passou a fazer parte do projeto. Estudos e visitas técnicas já foram realizados na região Noroeste do Paraná que, de acordo com o Simepar, é a região paranaense que mais sofre com a seca. A estiagem da safra 2021/2022 resultou em uma redução drástica da produção de soja. Entre 2000 e 2021, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o principal evento climático causador de perda na agricultura foi a seca.

“No Paraná, mais de 40% do PIB é do agronegócio. Mais de 14% de grãos produzidos no Brasil saem do Estado do Paraná. Então é muito importante a irrigação sustentável, porque a água é nosso bem maior e que precisa ser bem utilizado, bem aplicado, para trazer resultados satisfatórios e propícios não só à produção, mas para a sustentabilidade do nosso estado”, afirma Coronel Puchetti, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, que atuou na governança da integração entre os órgãos públicos para viabilizar o projeto.

“Esse trabalho é resultado de dois anos de pesquisa, de aprimoramento e estreitamento institucional para que o Paraná seja inovador em matéria de irrigação. Não só o estudo que vem sendo feito, o resultado desse projeto também será a formação de pessoas capacitadas para conduzirem esse processo de irrigação no estado do Paraná”, ressalta Paulo de Tarso, diretor presidente do Simepar.

Etapas

Os estudos realizarão a classificação agroclimática do Paraná identificando mais áreas aptas à irrigação de grãos como soja, milho e feijão. O trabalho é realizado por quatorze pesquisadores do Simepar. Assim que as cinco torres de fluxo forem instaladas e calibradas, começarão a coletar dados micrometeorológicos reais no campo. Com isso, será possível modelar variáveis hidrológicas em programas de computador, como a espacialização da evapotranspiração, ajuste do coeficiente de cultura e medição da infiltração do solo.

Os modelos determinarão as melhores taxas de irrigação por diferentes métodos, e também será possível obter, via imagens de drones, o fluxo de carbono, mensurar o carbono no solo e medir o fluxo de gases de efeito estufa, comparando e validando com os dados das torres de fluxo. A integração entre os dados ambientais, hidrológicos, e de balanço de carbono será feita em uma plataforma de Inteligência Artificial, que dará suporte à tomada de decisão no manejo irrigado. Todo esse trabalho otimiza o uso da água e do solo, mitiga emissões de Gases de Efeito Estufa e promove a sustentabilidade agrícola no estado.

Cinco áreas serão acompanhadas durante o plantio em outubro/novembro – colheita março/ abril; cultura março/abril – colheita julho/agosto; e cultura julho/agosto – colheita outubro/novembro. Os indicadores apontam que o resultado dos estudos são de redução estimada de até 30% no consumo de água na agricultura.

“Já tivemos várias reuniões técnicas para a discussão dos passos, e agora que o projeto oficialmente está lançado e o orçamento disponível, podemos seguir o cronograma, com a compra das torres e modelagem do uso de água e evapotranspiração”, explica Christofer Neale, diretor do Water For Food, instituto do Nebrasca que orienta o projeto, e de onde veio a inspiração para todo o trabalho.

Implantação

A parceria com a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial será indispensável para a elaboração do sistema que irá administrar os dados coletados durante o projeto. “Esse projeto foi concebido dentro da vontade do governador Ratinho Júnior para trazer ao Paraná uma segurança em campo com relação à água para que a produção agrícola e a potencialidade estado forte na agricultura ela continuem sendo fortes. E naturalmente, dentro desses cenários, a gente sabe que existe todo um campo de apoio por trás das coisas, e a inteligência artificial é um fator hoje preponderante”, ressalta Marcos Stamm, secretário de Inovação e Inteligência Artificial. Também participaram da reunião desta quinta-feira (21) o professor João Carlos Bespalhok Filho da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacita alunos para atuarem no projeto, assim como Raul Alberto Marcon, coordenador de Gestão de Recursos Hídricos na Sanepar, que acompanha a implantação de cada etapa do estudo.





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Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais


No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”

A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.

Tecnologia e ESG no DNA

A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.

A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.

Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Prêmio Mulheres do Agro 2026

Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.

“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.

Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo. 

Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”

As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.





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Paraná terá fim de semana com chuva e frio


A chuva volta ao Paraná nesta sexta-feira (22), após uma breve trégua ao longo da semana, segundo análise do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar. De acordo com o órgão, um cavado meteorológico em níveis médios da troposfera, aliado ao avanço de áreas de instabilidade entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul, favorece a formação de nuvens carregadas sobre o Estado. As precipitações começam ainda pela manhã, acompanhadas de trovoadas nas regiões Oeste, Noroeste e Sudoeste.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar informa que o risco de tempestades permanece baixo na maior parte do Paraná e moderado apenas nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul nesta sexta-feira. No Norte do Estado, o sol ainda aparece entre nuvens. As temperaturas terão pouca variação ao longo do dia, e as máximas não devem ultrapassar os 22°C em nenhuma região. Em cidades como Curitiba, Guarapuava e União da Vitória, os termômetros devem ficar abaixo dos 14°C.

As mínimas, que ficaram abaixo de 5°C na quinta-feira (21) em municípios como Capanema, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, General Carneiro, Guarapuava, Lapa, Laranjeiras do Sul, Palmas, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Toledo e União da Vitória, começam a subir gradualmente. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar, nesta sexta-feira todas as estações meteorológicas do órgão já registraram temperaturas acima dos 5°C.

A massa de ar frio que predominou sobre o Paraná ao longo da semana começa a perder força. Com isso, as temperaturas mínimas devem se aproximar dos 10°C nas cidades mais frias do Sul paranaense já no sábado (23), enquanto no domingo (24) os termômetros devem superar os 10°C em todas as regiões do Estado.

Para o sábado (23), a previsão indica chuva em todas as regiões paranaenses. Entre o Centro, Leste e Norte do Estado, a chuva deve ser mais persistente entre a madrugada e a manhã. Nos Campos Gerais, Leste e Norte Pioneiro, há previsão de chuva moderada, acompanhada de raios e maiores acumulados, que podem superar os 50 milímetros até domingo. Mesmo com a instabilidade, as temperaturas máximas seguem abaixo dos 22°C em todo o Paraná.

No domingo (24), as áreas de instabilidade começam a se afastar do Estado. No Leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, o dia será marcado por chuva leve em vários períodos. No interior, o sol volta a aparecer entre muitas nuvens, enquanto garoa ou chuva fraca e ocasional deve atingir a metade Norte e o Centro-Sul.

As temperaturas máximas sobem de forma gradual no domingo. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar, os termômetros podem alcançar 24°C em Paranavaí, 21°C em Guaíra e Paranaguá, 19°C em Pato Branco, 17°C em Curitiba e 15°C em União da Vitória.

Na segunda-feira (25), a previsão indica chuvas mais isoladas e predomínio de tempo estável na maior parte das cidades paranaenses. As temperaturas também devem subir um pouco mais, com máximas entre 22°C e 26°C nas regiões Oeste, Noroeste e Norte. Já no Centro-Sul e Leste, a amplitude térmica continua baixa, com temperaturas variando entre 13°C e 20°C.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar também alerta para a condição do mar entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. A costa paranaense pode registrar mar ligeiramente agitado, exigindo atenção para atividades na faixa de areia e navegação. As ondas podem chegar a um metro de altura, com picos maiores em alto-mar.

A população deve acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil Estadual do Paraná, que realiza o monitoramento das condições meteorológicas em conjunto com os meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar. As informações são enviadas gratuitamente por SMS ou WhatsApp. Para receber os alertas, basta enviar o CEP por mensagem de texto para o número 40199.





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Mapa institui Plano Inova Cacau 2030 durante agenda em Jequié


Câmara aprova projeto que exige análise prévia do Mapa em normas com impacto no agro

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, cumpriu agenda institucional em Jequié, no sudoeste da Bahia, neste sábado (23), com foco em pautas ligadas à agropecuária regional, à cadeia do cacau e à aquicultura. Durante a programação, foi assinada a portaria que institui o Plano Inova Cacau 2030 no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A agenda também incluiu reunião com lideranças do setor produtivo e a abertura da 45ª edição da ExpoJequié.

Segundo informações divulgadas pelo Mapa, o encontro na Associação Comercial e Industrial de Jequié reuniu representantes da agropecuária local, parlamentares, prefeitos, vereadores e integrantes de órgãos estaduais e federais. Entre os participantes estavam o ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, e o secretário estadual da Agricultura da Bahia, Vivaldo Góis.

As discussões abordaram temas como produção agropecuária, comercialização, cadeia produtiva do cacau e potencial de expansão da aquicultura na região. O material oficial, no entanto, não detalha metas, cronograma de execução, volume de recursos ou instrumentos operacionais para essas ações.

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Na abertura da ExpoJequié, André de Paula e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, assinaram a portaria do Plano Inova Cacau 2030. De acordo com o ministério, a medida deve orientar, coordenar e monitorar políticas públicas voltadas ao setor até 31 de dezembro de 2030. O texto divulgado não informa, porém, indicadores de desempenho, orçamento previsto ou mecanismos de adesão por parte dos produtores.

A feira agropecuária reúne expositores, produtores rurais, empresas, indústria e comércio, com programação voltada a exposições de animais, leilões, genética pecuária, máquinas, implementos e tecnologias para o campo. Também estão previstas capacitações técnicas, palestras e cursos.

Para a cadeia regional, a agenda sinaliza articulação institucional em torno de cacau, pecuária e aquicultura, segmentos com presença no sudoeste baiano. O efeito prático das medidas anunciadas dependerá da regulamentação do plano, da definição de ações executivas e da divulgação de metas objetivas para o setor.

Até o momento, o principal desdobramento concreto da agenda foi a instituição formal do Plano Inova Cacau 2030. Sem detalhamento adicional sobre orçamento, metas e prazos operacionais, ainda não é possível dimensionar com precisão os efeitos econômicos e produtivos para os produtores da região.

Fonte: gov.br

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Mapa entrega 35 máquinas a municípios da Bahia por meio do Promaq


Mapa entrega 35 máquinas a municípios da Bahia por meio do Promaq

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entregou, neste sábado (23), 35 máquinas a municípios baianos durante agenda em Jequié, no sudoeste do estado. Os equipamentos foram distribuídos por meio do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), com investimento de R$ 13,4 milhões oriundo de emendas parlamentares. Segundo a pasta, a medida busca reforçar a infraestrutura rural e apoiar o escoamento da produção agrícola.

A entrega incluiu 15 retroescavadeiras, 7 motoniveladoras e 13 caminhões basculantes. As retroescavadeiras foram destinadas a Andorinha, Boa Nova, Caturama, Conde, Itagi, Itagibá, Itiruçu, Jitaúna, Macarani, Maiquinique, Maracás, Matina, Pindaí e Wenceslau Guimarães, além de uma unidade para a empresa pública estadual Bahia Pesca.

As motoniveladoras foram encaminhadas a Bom Jesus da Serra, Ibicuí, Jaguaquara, Maragogipe, Mirante, Uauá e Una. Já os caminhões basculantes contemplaram 13 municípios. Do total, 12 veículos de médio porte, com caçamba de 6 metros cúbicos, foram destinados a Barra do Choça, Camamu, Banzaê, Buerarema, Buritirama, Iguaí, Lagoa Real, Poções, Santa Cruz Cabrália, Santa Rita de Cássia, Planaltino e Ubaitaba. Ipiaú recebeu um caminhão de grande porte, com capacidade de 12 metros cúbicos.

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De acordo com o Mapa, os equipamentos devem ser usados na recuperação de estradas vicinais, manutenção de vias e suporte às atividades de transporte ligadas à produção rural. Esse tipo de estrutura tem relação direta com o deslocamento de insumos, com o tráfego de máquinas e com o envio da safra até pontos de armazenagem ou comercialização.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou durante o evento que a entrega foi viabilizada por recursos de emendas parlamentares. O ministério, no entanto, não informou no material divulgado um cronograma de operação dos equipamentos nem metas específicas de atendimento por município.

Do ponto de vista operacional, o efeito da medida dependerá da incorporação das máquinas à rotina das prefeituras e da execução de serviços em estradas rurais. Sem detalhamento sobre prazos, áreas prioritárias ou indicadores de resultado, ainda não é possível dimensionar o alcance prático da ação sobre a logística agropecuária no estado.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Cemaden vê sinais de El Niño, mas reforça incerteza nas projeções de longo prazo


O El Niño 2026/2027 está em desenvolvimento abaixo da superfície do Oceano Pacífico tropical e pode trazer impactos relevantes ao Brasil, segundo Nota Técnicadivulgada pelo Cemaden. O órgão aponta risco de chuvas acima da média no Sul, seca no Norte e Nordeste e maior pressão sobre recursos hídricos e sistemas produtivos, mas ressalta que as previsões de longo prazo ainda têm baixa confiabilidade.

De acordo com o Cemaden, simulações dos centros climáticos da Europa, Estados Unidos e Austrália convergem para uma trajetória de alto impacto, com possibilidade de um El Niño muito forte. O documento informa que algumas previsões indicam chance de o evento superar marcas históricas, mas pondera que “estas previsões ainda têm baixa confiabilidade no longo prazo”.

A nota explica que modelos climáticos conseguem estimar a evolução do fenômeno com maior confiança em horizontes curtos, especialmente de um a dois meses. Para prazos mais longos, as incertezas aumentam, reduzindo a previsibilidade.

O Cemaden também destaca que o limiar oficial para caracterizar El Niño é de anomalia de +0,5°C na região Niño 3.4, sustentada por um período sazonal. Já um Super El Niño é reconhecido quando as anomalias passam de +2,0°C acima da média de longo prazo. A previsão de longo prazo do ECMWF aponta possibilidade de valores extremos, próximos de +3,0°C, caso o cenário se confirme.

NOAA vê alta probabilidade de El Niño até dezembro

A Nota Técnica cita relatório da NOAA de 14 de maio, segundo o qual havia 82% de chance de um El Niño chegar entre maio e julho e 96% de chance de desenvolvimento até dezembro. Apesar disso, a agência norte-americana indicava apenas 37% de probabilidade de o fenômeno alcançar a categoria “muito forte”, quando as temperaturas no Pacífico Tropical Central e Oriental ficam mais de 2,0°C acima da média.

O Cemaden reforça que notícias sobre secas severas na Amazônia e no Nordeste ou chuvas catastróficas no Sul, quando tratadas como certeza, “não são sustentadas por dados científicos confiáveis” e podem gerar ruído na comunicação com tomadores de decisão.

Sul concentra maior atenção para chuvas intensas

Para o Brasil, o sinal de maior atenção em um possível cenário de grande impacto está no Centro-Sul, especialmente na Região Sul. O Cemaden aponta maior propensão a eventos de chuva mais intensos, volumosos e frequentes, com risco de desastres hidrológicos e geológicos. O Rio Grande do Sul aparece com o sinal mais robusto, principalmente nas áreas oeste/noroeste, centro, sul, Serra Gaúcha, Planalto Meridional e região de Porto Alegre. Em Santa Catarina, a preocupação envolve impactos combinados, como inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos. No Paraná, o sinal é mais heterogêneo, mas há áreas críticas no sudoeste, centro-sul, Região Metropolitana de Curitiba, Serra do Mar e litoral.

Norte e Nordeste podem enfrentar seca e calor

Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência associada ao El Niño é de redução das chuvas e aumento das temperaturas, o que favorece estiagens mais severas, queda nos níveis dos rios e maior pressão sobre recursos hídricos. No Sudeste e no Centro-Oeste, o fenômeno pode comprometer parte da estação chuvosa, dificultar a recuperação de reservatórios hidrelétricos e elevar o risco hidrológico.

Como referência, o Cemaden lembra que, durante o El Niño forte de 2023/2024, o Brasil enfrentou em 2024 a maior seca dos últimos 70 anos em extensão e intensidade. Em setembro daquele ano, 4.748 municípios, mais de 80% das cidades brasileiras, registravam algum grau de seca; 1.349 estavam em níveis severos e extremos.

Agricultura familiar entra no radar de risco

A Nota Técnica também avalia impactos sobre a agricultura familiar. Segundo o Cemaden, durante o El Niño 2023/2024 houve aumento progressivo das áreas sob risco de seca de “moderado” a “muito alto”, sobretudo no Norte, Nordeste e parte do Brasil Central. Esse quadro indica maior possibilidade de déficit hídrico em sistemas agrícolas dependentes da chuva.

Na condição observada em JFMA/2026, o órgão já identifica sinais iniciais de aumento do risco potencial em áreas historicamente sensíveis ao El Niño, principalmente no noroeste da Região Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste. O documento também aponta que Norte e Nordeste chegaram a registrar, em SON/2023, valores superiores a 50% das ocorrências trimestrais em condição Moderado+, sinalizando recorrência de condições desfavoráveis à umidade do solo e ao desenvolvimento das culturas.

Monitoramento será decisivo para o agro

Apesar dos sinais de alerta, o Cemaden ressalta que a análise de eventos semelhantes não deve ser tratada como previsão determinística. O objetivo é orientar vigilância, preparação e priorização de ações em um cenário ainda marcado por incertezas.

Entre as recomendações, o órgão defende reforço do monitoramento hidrometeorológico e geodinâmico, atenção a acumulados de chuva, previsões de seca, níveis de rios, vazões, umidade do solo e condições de encostas. Também recomenda ampliar o uso de previsões probabilísticas e multimodelos para apoiar cenários de evolução de risco.

Para a agricultura, a principal mensagem é de preparação sem alarmismo. O possível El Niño 2026/2027 pode influenciar o planejamento de safra, o manejo hídrico, a logística e a avaliação de riscos climáticos. No entanto, a tomada de decisão deve seguir baseada em monitoramento contínuo, atualização dos modelos e informações técnicas oficiais.





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Com acordo entre EUA e China, soja brasileira corre risco de perder espaço?


Reprodução Soja Brasil

O mercado internacional da soja foi surpreendido no início da semana com o anúncio de um novo acordo entre China e Estados Unidos envolvendo a aquisição de produtos agrícolas americanos pelos chineses. A notícia provocou forte reação na Bolsa de Chicago, onde os contratos futuros da oleaginosa dispararam na segunda-feira, encerrando o dia na máxima de US$ 12,13 por bushel. O movimento também aqueceu as negociações nas principais praças de comercialização do Brasil.

Segundo a Casa Branca, a China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028. O compromisso foi firmado durante reuniões realizadas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.

O governo americano ressaltou que os valores anunciados não incluem os acordos anteriores relacionados à soja, firmados em outubro de 2025. O anúncio ocorre após a forte retração das exportações agrícolas americanas para a China, consequência direta da escalada tarifária entre os dois países no ano passado.

Para o analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado segue atento aos desdobramentos da relação comercial entre China e Estados Unidos, especialmente após o novo entendimento entre as duas potências.

Segundo ele, até o momento, a presença chinesa na soja norte-americana ainda é considerada tímida, limitada basicamente ao cumprimento do acordo envolvendo cerca de 12 milhões de toneladas. “Ainda existe a expectativa de que a China adquira aproximadamente 25 milhões de toneladas da safra nova americana, movimento considerado normal dentro da sazonalidade do mercado, já que tradicionalmente os chineses intensificam as compras nos Estados Unidos a partir de outubro, período em que a oferta por lá ganha maior liquidez e competitividade”, explica o consultor.

Brasil segue como protagonista

Enquanto isso, o Brasil continua ocupando posição estratégica no comércio global da oleaginosa. De acordo com Silveira, o país mantém uma janela extremamente robusta de exportações, registrando volumes recordes de embarques no período.

“A China continua demonstrando firmeza na demanda por grandes volumes de soja brasileira, enquanto o país ainda sustenta um diferencial competitivo importante de preços, principalmente no curto prazo”, afirma o analista.

Ele destaca ainda que esse cenário está diretamente ligado aos prêmios praticados no mercado, reflexo do forte escoamento da safra e de um quadro confortável de oferta interna.

Apesar da reação positiva inicial em Chicago, o mercado passou a moderar os ganhos ao longo da semana diante dos fundamentos de oferta. Até a manhã de sexta-feira (22), o contrato julho, o mais negociado, acumulava valorização de 1,9%, sendo cotado próximo de US$ 11,99 por bushel.

A pressão sobre os preços veio principalmente das boas condições das lavouras nos Estados Unidos e da elevada oferta global, reforçada pela entrada de uma safra sul-americana acima das expectativas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Regularidade das chuvas favorece desenvolvimento das lavouras em parte do país



Condições climáticas beneficiam as principais safras em diversas regiões do país



Foto: Divulgação

Chuvas mais regulares em parte das regiões Norte, Nordeste e Sul do país favoreceram o desenvolvimento das lavouras brasileiras entre os dias 1º e 21 de maio. As informações constam no Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado na quinta-feira (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com análises referentes aos cultivos de verão e inverno da safra 2025/26. Em contraposição, a predominância de tempo seco no centro do país, incluindo áreas do Matopiba, manteve a restrição hídrica principalmente para o milho segunda safra semeado mais tarde.

Segundo o levantamento, os maiores volumes de precipitação ocorreram no norte da Região Norte, no leste do Nordeste e em parte da Região Sul. A elevação da umidade no solo favoreceu o desenvolvimento do milho segunda safra no Pará e no Paraná, além de possibilitar o início da semeadura do feijão e do milho terceira safra em áreas do Sealba. Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, as chuvas associadas às temperaturas menos elevadas também contribuíram para a manutenção da umidade no solo e para o desenvolvimento da maioria das lavouras.

Os dados espectrais analisados pela Companhia indicam condições satisfatórias na maior parte das regiões produtoras. O índice de vegetação evoluiu de forma próxima à safra passada em boa parte das áreas monitoradas, aproximando-se ou até superando os maiores valores registrados no ciclo anterior em algumas localidades. Mato Grosso do Sul e Paraná apresentaram recuperação do índice em razão da maior regularidade das chuvas ao longo de maio.

Para o trigo, o boletim aponta boas condições das lavouras no Paraná, favorecidas pela redução das temperaturas. Em Mato Grosso do Sul e São Paulo, as condições meteorológicas seguem positivas para o desenvolvimento da cultura. Já em Goiás e Minas Gerais, o cenário permanece em atenção devido à deficiência hídrica e às temperaturas elevadas.

O boletim completo, com mapas, gráficos e análises detalhadas sobre o comportamento climático e o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país, está disponível no Portal da Conab.





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