quinta-feira, junho 25, 2026

Autor: Redação

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Frente fria avança no Brasil, enquanto calor domina o Matopiba; veja como fica o tempo no início de junho


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A previsão do tempo para esta semana indica continuidade do tempo seco nas lavouras de soja do Matopiba. Não há expectativa de chuvas volumosas, mantendo o cenário de preocupação para produtores diante da persistência do clima quente e seco.

Por outro lado, a frente fria mantém a umidade sobre estados como São Paulo e Paraná, contribuindo para preservar a boa condição de umidade do solo.

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Com a aproximação do mês de junho, haverá uma mudança no padrão climático sobre o Brasil Central. A tendência é de enfraquecimento da massa de ar seco, permitindo o avanço de chuvas mais expressivas sobre importantes regiões produtoras de milho segunda safra.

Entre os dias 2 e 6 de junho, os volumes previstos variam entre 30 mm e 50 mm, atingindo principalmente o sul de Goiás, Triângulo Mineiro, sul de Mato Grosso e centro-sul do Pará. As precipitações devem ajudar a aliviar o estresse causado pelo tempo seco em muitas lavouras.

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Cooperativa amplia renda de agricultores familiares na Chapada Diamantina


Cooperativa amplia renda da agricultura familiar na Chapada Diamantina; Mucugê
Foto: Geraldo Carvalho

Numa região em que o turismo chama atenção do mundo, a agricultura familiar também demonstra a sua força. Prestes a completar um ano de inauguração, em agosto, uma cooperativa está ampliando a renda de famílias que trabalham na produção de frutas vermelhas em Mucugê, na Chapada Diamantina.

Em pouco tempo, a Unidade de Beneficiamento de Frutas Vermelhas, em Mucugê, já se consolida como referência na Bahia na comercialização de morango, além de amora, framboesa, mirtilo e maracujá.

Gerido pela Cooperativa dos Produtores Rurais da Chapada Diamantina (Coopchapada), o espaço registra crescimento significativo na comercialização e tem despertado o interesse de novos agricultores e agricultoras pela produção, especialmente de morango.

O projeto foi implantado com investimento do Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia.

A unidade conta ainda com assistência técnica e apoio à gestão, com acompanhamento de profissionais em campo para qualificar a produção e fortalecer a organização produtiva da região.

Unidade de beneficiamento de frutas vermelhas em Mucugê; Coopchapada
Foto: Geraldo Carvalho

O presidente da Coopchapada, Cristiano Rocha, ressaltou o impacto da estrutura na transformação da realidade dos cooperados.

“A partir do momento em que recebemos esse espaço, a cooperativa passou a ter condições reais de crescer e se desenvolver. Hoje contamos com uma estrutura ampla, que nos permite trabalhar não apenas com o morango, nosso carro-chefe, mas também com diversos outros produtos da agricultura familiar”, afirmou.

Segundo ele, a melhoria da estrutura possibilitou um aumento expressivo da produção, que ultrapassou 350 toneladas em 2025.

“A expectativa é ampliar ainda mais esse volume, porque há uma procura crescente de produtores interessados em integrar a cooperativa. Passamos de 50 para 80 cooperados após a inauguração da unidade e temos capacidade para triplicar esse número”, destacou.

Transformação social e geração de renda

A nova estrutura tem contribuído diretamente para o aumento da renda dos cooperados, permitindo que muitas famílias passem a se dedicar integralmente à produção.

“Temos uma cooperada que trabalhava como diarista e, com essas novas oportunidades, conseguiu se estabilizar com o plantio e hoje alcança renda superior a R$ 2.500 por mês. É uma nova realidade que estamos construindo na região”, ressaltou Daivan Rocha, diretor-financeiro da cooperativa.

O agricultor Lorisvaldo Souza, do povoado de Roncador, em Mucugê, destacou a importância da comercialização garantida pela unidade.

“É fundamental ter a segurança de que aquilo que produzimos será vendido. Chego a entregar 300 caixas por mês, todas comercializadas, o que me garante estabilidade e segurança financeira”, contou.

Foto: Geraldo Carvalho

Mais oportunidades para o território

Localizada às margens da BA-142, entre Mucugê e Barra da Estiva, a Coopchapada projeta ampliar sua atuação com a implantação de uma loja para comercialização de produtos derivados.

“Além das frutas in natura e congeladas, queremos oferecer sucos, licores e diversos derivados do morango, ampliando nossa comercialização e proporcionando novas experiências aos visitantes”, explicou Cristiano Rocha.

A proposta dialoga com as oportunidades abertas pelo edital Turismo Rural Comunitário da Bahia, lançado pelo Governo do Estado, por meio da CAR e da SDR, com inscrições abertas até 8 de junho de 2026, nos sites da CAR e da SDR.

Com investimento de R$ 8 milhões, no âmbito do projeto Bahia que Produz e Alimenta, o edital prevê apoio à estruturação de roteiros comunitários, implantação de hospedagens e restaurantes comunitários, além de ações de promoção e valorização dos territórios rurais, integrando produção, cultura e meio ambiente por meio do turismo.


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Eco Invest Brasil abre leilão com foco em fertilizantes verdes e inovação industrial


Eco Invest Brasil abre leilão com foco em fertilizantes verdes e inovação industrial

O 5º Leilão do Eco Invest Brasil foi lançado nesta segunda-feira (25) pelos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima com foco no financiamento de inovação tecnológica em cadeias consideradas estratégicas. A rodada prevê até R$ 2,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional para fundos de inovação, crédito corporativo e pesquisa aplicada. Entre os segmentos contemplados estão fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, inteligência artificial, minerais críticos, baterias, veículos elétricos, química verde e biomateriais.

Segundo o material divulgado pelo programa, a nova etapa cria três instrumentos financeiros complementares para aproximar empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e investidores. A estrutura inclui seis Fundos de Inovação Eco Invest, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica.

Do total previsto, até R$ 1,5 bilhão será destinado aos fundos de inovação. Com alavancagem mínima de duas vezes, o volume pode chegar a até R$ 4,5 bilhões. Outros até R$ 1 bilhão serão direcionados à linha de crédito corporativo, com exigência de pelo menos o dobro de capital privado em relação ao recurso público.

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Para o setor agropecuário, o ponto de maior aderência está na cadeia de fertilizantes verdes. O próprio lançamento informa que o Brasil importa 80% dos fertilizantes que consome, dado citado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao defender o apoio à tecnologia nacional. Nesse contexto, a iniciativa busca ampliar a capacidade de pesquisa, desenvolvimento e escala produtiva em um insumo relevante para custos de produção agrícola.

As instituições financeiras vencedoras do leilão serão responsáveis por estruturar os fundos e os demais mecanismos. As empresas financiadas deverão contratar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, podendo recorrer a universidades, Instituições Científicas e Tecnológicas e até adquirir empresas de base tecnológica no exterior para internalizar conhecimento.

O programa conta com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), incluindo empréstimo de US$ 1 bilhão e mecanismos de gestão de risco cambial. Na rodada anterior, voltada à Amazônia Legal, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico, com expectativa de mobilizar R$ 13,2 bilhões em investimentos totais.

Os documentos do 5º leilão ainda serão publicados no site do programa. Até a divulgação das regras operacionais, prazos e critérios de acesso, não há detalhamento sobre cronograma de contratação ou distribuição dos recursos por cadeia. Para o setor agropecuário, a evolução do edital será o principal indicador para medir o alcance efetivo do instrumento sobre fertilizantes, inovação industrial e oferta futura de insumos.

Fonte: gov.br

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União Europeia suspende por 1 ano tarifas sobre ureia e amônia


União Europeia suspende por 1 ano tarifas sobre ureia e amônia

O Conselho da União Europeia decidiu suspender por um ano as tarifas de importação sobre alguns fertilizantes nitrogenados, incluindo ureia e amônia. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (25) e, segundo a Comissão Europeia, deve gerar economia estimada em 60 milhões de euros em impostos de importação. A decisão também foi apresentada como parte da estratégia do bloco para reduzir a dependência de fornecedores da Rússia e de Belarus.

De acordo com o Conselho da União Europeia, a suspensão tarifária vale apenas para produtos importados de países que ainda não tenham acesso livre de tarifas ao mercado europeu. O bloco informou também que a medida não se aplicará a fertilizantes originários da Rússia ou de Belarus.

Os fertilizantes nitrogenados estão entre os principais insumos da agricultura, com uso amplo em culturas de grãos, fibras e outras lavouras de alta demanda nutricional. Nesse contexto, a redução do custo de importação tende a aliviar parte da pressão sobre a indústria de fertilizantes e sobre os produtores rurais europeus, conforme a justificativa apresentada pelas autoridades do bloco.

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Em comunicado, o ministro das Finanças do Chipre, Makis Keravnos, afirmou que a decisão amplia o acesso dos agricultores europeus a fertilizantes com preços mais acessíveis e fornecimento mais confiável. Segundo ele, a medida também busca fortalecer cadeias de suprimento e parcerias globais mais resilientes.

Do ponto de vista comercial, a decisão pode alterar a origem das compras da União Europeia e redirecionar parte da demanda por ureia e amônia no mercado internacional. O material disponível, no entanto, não informa os volumes de importação abrangidos, nem quais países terceiros devem concentrar o fornecimento beneficiado pela suspensão.

Para o setor agropecuário, o ponto central é o custo do insumo. Em mercados dependentes de adubação nitrogenada, mudanças tarifárias em um grande bloco importador podem influenciar preços relativos, concorrência entre fornecedores e disponibilidade internacional do produto.

A medida tem vigência de um ano e seu efeito prático dependerá da resposta dos exportadores e da recomposição das origens de fornecimento para a União Europeia. Sem dados adicionais sobre volumes e contratos, não é possível dimensionar, neste momento, o alcance dessa mudança no mercado global de fertilizantes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Com foco no consumo interno, Frimesa amplia aposta em São Paulo


Frimesa apresenta seu rebranding. Foto: Wanezza Soares

A Frimesa quer ampliar a presença no mercado paulista nos próximos anos e vê o estado como peça central para atingir as metas de crescimento previstas da cooperativa. A estratégia ganhou força durante a participação da empresa na Apas Show, feira supermercadista realizada em São Paulo, mas o foco agora está na expansão comercial e no aumento das vendas no mercado doméstico.

Segundo Elias José Zydek, presidente executivo da Frimesa, a capital paulista deve ganhar peso crescente dentro da operação da cooperativa nos próximos anos. A meta da companhia é fazer com que São Paulo represente 16% do volume total de vendas da empresa até 2030. “A Apas representa um ecossistema importante de negócios e marca um momento relevante dentro do nosso projeto de expansão nacional”, afirmou.

De acordo com o executivo, a companhia vem reforçando a operação local com um novo escritório corporativo em São Paulo, além da ampliação da equipe comercial. A ideia é aproximar o atendimento ao varejo e acelerar a distribuição de produtos em um dos principais mercados consumidores do país.

Fortalecimento comercial e logístico

O movimento faz parte do Plano 2032, planejamento estratégico da Frimesa que projeta faturamento de R$ 15 bilhões ao fim do período. Para sustentar esse crescimento, a cooperativa aposta no fortalecimento da estrutura comercial e logística no Sudeste, especialmente junto ao varejo e ao setor supermercadista paulista.

Além da expansão física e comercial, a cooperativa aposta em produtos de maior valor agregado para ampliar participação no mercado paulista. O foco está em linhas ligadas à conveniência, praticidade e saudabilidade, segmentos que ganharam espaço nos últimos anos dentro do varejo alimentar.

A cooperativa também destaca a rastreabilidade e a segurança alimentar como diferenciais da marca. Segundo Zydek, a estratégia busca unir escala industrial com a proposta do cooperativismo e a valorização da produção no campo.

Custos seguem no radar

Apesar da expectativa positiva em relação ao consumo doméstico, o cenário para a cadeia da carne suína segue apertado em termos de rentabilidade. A avaliação da Frimesa é que o segundo semestre de 2026 ainda deve ser marcado por margens estreitas para o setor.

Segundo o executivo, os custos operacionais continuam pressionando a atividade, mesmo em um momento de relativa estabilidade dos preços do milho e da soja, principais componentes da ração animal.

“As margens são estreitas devido ao aumento significativo de custos de energia, transportes, embalagens, mão de obra e financeiro”, disse.

A companhia também cita o impacto do câmbio sobre as exportações, fator que influencia diretamente a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional. Ainda assim, a Frimesa avalia que a manutenção dos custos da alimentação animal em patamares estáveis ajuda a evitar uma deterioração maior da rentabilidade.

“Enquanto o custo da ração permanecer estável, a cadeia do suíno consegue se manter”, afirmou Zydek.

Mercado interno ganha força

Mesmo com a ampliação do foco no mercado doméstico, a Frimesa afirma que a estratégia não representa uma mudança de direção em relação às exportações. Segundo a cooperativa, o mercado internacional segue como um dos pilares da operação.

A avaliação da empresa é que a diversificação entre mercado interno e externo ajuda a reduzir riscos e traz mais equilíbrio para o negócio, principalmente em momentos de volatilidade cambial ou de oscilações no consumo.

O foco em São Paulo, segundo a companhia, ocorre porque o Sudeste ainda apresenta potencial relevante para o consumo de produtos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, a Frimesa pretende manter a busca por novos mercados internacionais e ampliar presença em destinos estratégicos, especialmente na Ásia.

“As oscilações de volumes dependem do câmbio, mas seguimos atuando tanto no mercado interno quanto externo”, destacou o executivo.

A cooperativa avalia que o fortalecimento da presença nacional e a manutenção das exportações são movimentos complementares dentro da estratégia de crescimento prevista para os próximos anos.

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Banco Central reafirma que liquidação do Master não afetou o sistema financeiro


Banco Central reafirma que liquidação do Master não afetou o sistema financeiro

O Banco Central informou, nesta segunda-feira (25), no Relatório de Estabilidade Financeira (REF), que a liquidação extrajudicial do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional. Segundo a autoridade monetária, os mecanismos de proteção ligados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foram acionados dentro do modelo institucional vigente, sem impacto relevante sobre a estabilidade do setor bancário no segundo semestre do ano passado.

De acordo com o Banco Central, os clientes ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) direcionaram os recursos principalmente para instituições financeiras de maior porte e de maior relevância sistêmica. A autoridade monetária avaliou que esse movimento ocorreu em linha com o esperado em eventos de resolução bancária.

O relatório também afirma que a crise pontual envolvendo o conglomerado Master não provocou impacto relevante nas taxas praticadas em instrumentos garantidos pelo FGC. Para o Banco Central, a manutenção do amplo acesso das instituições financeiras ao mercado de captação reforça a confiança dos depositantes na solidez do Sistema Financeiro Nacional.

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No mesmo documento, o Banco Central informou que não identifica risco relevante para a estabilidade financeira. Segundo o REF, o sistema segue com capitalização e liquidez em patamar confortável, além de provisões consideradas adequadas ao nível de perdas esperadas. A autarquia acrescenta que os testes de estresse de capital e de liquidez apontam robustez do sistema bancário.

Para o público do agronegócio, o tema é acompanhado porque a estabilidade do sistema financeiro influencia as condições gerais de crédito e funding no país, incluindo operações que alcançam produtores, cooperativas e agroindústrias. O relatório, no entanto, não detalha efeitos específicos sobre crédito rural, taxas ao setor agropecuário ou impacto direto sobre linhas de financiamento ligadas ao campo.

Com base nas informações divulgadas nesta segunda-feira (25), a avaliação oficial é de continuidade da normalidade no sistema bancário. Sem indicação de contágio relevante, o dado técnico disponível aponta preservação das condições gerais de funcionamento do mercado financeiro, embora o relatório não apresente recorte específico para o crédito ao agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Atenção se volta ao desenvolvimento da 2ª safra de milho



Segunda safra vem apresentando desenvolvimento satisfatório


Foto: Divulgação

Em meio à perspectiva de oferta elevada, a segunda safra vem apresentando desenvolvimento satisfatório na maior parte das regiões produtoras, com exceção de regiões pontuais em Goiás, no Paraná e em Mato Grosso do Sul, onde as condições climáticas (geadas e tempo seco) preocupam quanto à produtividade.

Segundo o Cepea, uma parte dos vendedores tem apresentado cautela em negociar diante dos possíveis impactos da adversidade climática na safra e, assim, se mantêm firmes nos valores. Por outro lado, alguns desses agentes estão flexíveis, com o intuito de liberar armazéns e de fazer caixa. Compradores, por sua vez, comercializam apenas pontualmente, nos momentos de valores mais baixos, visto que têm estoques para as próximas semanas.





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Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago


Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago

Fundos de investimento reduziram suas apostas na alta da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) na semana encerrada em terça-feira (19), segundo dados divulgados pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). A posição líquida comprada caiu 4,80%, de 208.023 para 198.037 lotes. No milho, o movimento também foi de ajuste, enquanto no trigo houve forte redução da posição líquida vendida.

Na soja, a diminuição da posição líquida comprada indica redução do saldo entre contratos de compra e de venda mantidos pelos fundos. O volume passou de 208.023 para 198.037 lotes na semana até terça-feira (19). Embora os fundos permaneçam posicionados na alta, o recuo mostra menor exposição em relação à semana anterior.

No milho, a posição líquida comprada caiu 0,77%, de 295.620 para 293.342 lotes. O ajuste foi mais limitado do que o observado na soja, mantendo os fundos ainda com saldo comprador elevado no grão.

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No trigo, o movimento foi diferente. Os fundos reduziram em 83,3% as apostas na queda dos preços. A posição líquida vendida recuou de 18.484 para 3.089 lotes. Na prática, isso significa que o mercado passou a registrar menor convicção baixista entre os investidores nessa commodity.

Os dados da CFTC são acompanhados pelo mercado por indicarem o comportamento dos participantes financeiros nas principais commodities agrícolas negociadas nos Estados Unidos. Essas posições não determinam sozinhas a direção dos preços, mas ajudam a medir o apetite dos fundos por risco e a leitura do mercado sobre oferta, demanda e cenário internacional.

Para o setor agropecuário, o comportamento dos fundos em Chicago é relevante porque a bolsa é uma referência para a formação de preços globais de soja, milho e trigo. No entanto, a informação divulgada não detalha os fatores específicos que motivaram os ajustes de posição na semana analisada.

A leitura técnica dos dados mostra redução da exposição comprada em soja e milho e diminuição expressiva da posição vendida no trigo. Sem a indicação, neste material, dos fundamentos que sustentaram esse movimento, a interpretação deve considerar que se trata de um retrato do posicionamento financeiro dos fundos até terça-feira (19).

Fonte: Estadão Conteúdo

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ANP retoma debate sobre fracionamento do gás de cozinha


ANP retoma debate sobre fracionamento do gás de cozinha

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve retomar nesta semana a discussão sobre o envase fracionado do gás de cozinha e sobre o fim da exclusividade dos botijões de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O tema voltou à pauta após ter sido retirado da reunião do último dia 15, em razão da ausência do diretor Pietro Mendes, que havia pedido vistas anteriormente. A diretoria vai avaliar se o processo seguirá para consulta pública.

A proposta em análise na ANP discute a possibilidade de comercialização fracionada do GLP, em modelo semelhante ao abastecimento por volume em postos de combustíveis. Pela lógica da medida, o consumidor poderia pagar apenas pela quantidade de gás compatível com seu orçamento. O debate está em andamento na agência desde 2019 e se arrasta desde a gestão de Décio Oddone na diretoria-geral, entre 2016 e 2020.

Outro ponto em discussão é o fim da exclusividade dos botijões, que poderiam passar a circular sem marca própria. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), a mudança levanta questionamentos sobre segurança operacional e responsabilidade em caso de acidentes. A entidade afirma que o manuseio de recipientes de 13 quilos envolve produto inflamável e exige rastreabilidade sobre envase, manutenção e distribuição.

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De acordo com informações do setor citadas no material de origem, a simples abertura de consulta pública já teria potencial para afetar decisões de investimento das distribuidoras. Também foi mencionada possível ameaça ao programa governamental Gás do Povo. O texto disponível, no entanto, não apresenta valores de investimentos, estimativas de impacto financeiro nem detalhes operacionais sobre eventual implementação da medida.

Para o público do Canal Rural, a discussão tem relação com o mercado de energia e combustíveis, uma vez que mudanças regulatórias no GLP podem alterar custos e logística de abastecimento em áreas urbanas e rurais. O alcance efetivo sobre produtores e agroindústrias dependerá do conteúdo final da consulta e de eventual regulamentação posterior.

Neste momento, o ponto central é a decisão da ANP sobre a abertura da consulta pública. Sem a publicação de minuta regulatória, prazos e regras operacionais, ainda não há base técnica suficiente para dimensionar os efeitos práticos da proposta sobre preços, distribuição e responsabilidades no mercado de GLP.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Marca Brasil: sinônimo de natureza, povo, turismo e agronegócio


bandeira do Brasil
Foto: Pixabay

A iniciativa surgiu durante um evento em São Paulo, após a apresentação de um estudo realizado em 27 países e em todos os estados brasileiros sobre a percepção da população em relação à imagem do Brasil. Diante dos resultados, o presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), Lívio Giosa, lançou o movimento “Marca Brasil”.

As forças nacionais ficaram evidentes em quatro âmbitos, onde a beleza natural, a natureza predominante, a afetividade e cultura popular da mesma forma, e como setores econômicos e tecnológicos aparecem o turismo e o agronegócio com reputação positiva e aspectos que permitem dar consistência ao sonho do Brasil da natureza exuberante e povo tropical, da simpatia universal.

Para que esse movimento se transforme em realidade que impulsione a Marca Brasil, para dar mais cobertura e atração às necessidades de investimentos em infraestrutura, segurança, educação, ciência e tecnologia, precisaremos de uma “orquestração” dos vários instrumentos e instrumentistas dessa orquestra brasileira público-privada, objetivando um planejamento estratégico de Estado onde setores com efetiva oportunidade de convergência conversem entre si e que tenham um “design thinking” formando um “lego” nacional onde todas as
peças contribuam para o mesmo cenário, o mesmo jogo.

Um ótimo exemplo será a conversa e o plano estratégico reunindo turismo e agronegócio, na construção de uma cadeia de valor que se apoie, onde os investimentos para essas infraestruturas se somem sinergicamente, onde além de mostrarmos “commodities” iremos vender valor agregado dos múltiplos “terroir” tropicais nacionais em todos os nossos biomas.

Muito além de celeiro do mundo, precisamos ser supermercados do mundo e mesas de refeições preferidas em todas as nações. Idem, da mesma forma, onde o nosso turismo além do encanto da beleza linda brasileira, nossa natureza, ali possa qualquer pessoa do mundo degustar da gastronomia única, da cultura, da arte, da música e, além disso, se maravilhar com a ciência e a tecnologia que nosso país criou no agroambiental tropical nos últimos 50 anos.

Um agroconsciente: uma revolução onde o amor e o alimento, a energia, as fibras e a nossa cultura se uniram para sempre.

País grande, bonito por natureza, povo do algo mais, da simpatia e da tecnologia única no mundo, o agro no cinturão tropical mundial entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, significamos uma segurança mundial e um conhecimento que será importado por todos os povos não apenas os tropicais, mas aqueles das faixas do clima temperado onde resiliência e gestão regenerativa temos no Brasil para ensinar e vender.

Marca Brasil onde povo, turismo, natureza e agro se reúnem na mesma foto cheia de beleza. Este movimento nasceu com a pesquisa da OnStrategy curadoria da Biomarketing, apoio Alagro, FBM, ADVB e mídia CNN.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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