Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago

Fundos de investimento reduziram suas apostas na alta da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) na semana encerrada em terça-feira (19), segundo dados divulgados pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). A posição líquida comprada caiu 4,80%, de 208.023 para 198.037 lotes. No milho, o movimento também foi de ajuste, enquanto no trigo houve forte redução da posição líquida vendida.
Na soja, a diminuição da posição líquida comprada indica redução do saldo entre contratos de compra e de venda mantidos pelos fundos. O volume passou de 208.023 para 198.037 lotes na semana até terça-feira (19). Embora os fundos permaneçam posicionados na alta, o recuo mostra menor exposição em relação à semana anterior.
No milho, a posição líquida comprada caiu 0,77%, de 295.620 para 293.342 lotes. O ajuste foi mais limitado do que o observado na soja, mantendo os fundos ainda com saldo comprador elevado no grão.
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No trigo, o movimento foi diferente. Os fundos reduziram em 83,3% as apostas na queda dos preços. A posição líquida vendida recuou de 18.484 para 3.089 lotes. Na prática, isso significa que o mercado passou a registrar menor convicção baixista entre os investidores nessa commodity.
Os dados da CFTC são acompanhados pelo mercado por indicarem o comportamento dos participantes financeiros nas principais commodities agrícolas negociadas nos Estados Unidos. Essas posições não determinam sozinhas a direção dos preços, mas ajudam a medir o apetite dos fundos por risco e a leitura do mercado sobre oferta, demanda e cenário internacional.
Para o setor agropecuário, o comportamento dos fundos em Chicago é relevante porque a bolsa é uma referência para a formação de preços globais de soja, milho e trigo. No entanto, a informação divulgada não detalha os fatores específicos que motivaram os ajustes de posição na semana analisada.
A leitura técnica dos dados mostra redução da exposição comprada em soja e milho e diminuição expressiva da posição vendida no trigo. Sem a indicação, neste material, dos fundamentos que sustentaram esse movimento, a interpretação deve considerar que se trata de um retrato do posicionamento financeiro dos fundos até terça-feira (19).
Fonte: Estadão Conteúdo
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