O debate sobre a aplicação da lei da reciprocidade no Brasil ganha destaque, especialmente em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Especialistas alertam para os riscos de retaliações e suas consequências para a economia brasileira.
Contexto da lei da reciprocidade
A lei da reciprocidade visa estabelecer tarifas equivalentes entre países, mas sua implementação pode levar a um cenário de conflito comercial. Miguel Daú, especialista convidado, expressou preocupações sobre a eficácia dessa medida diante da hegemonia econômica dos EUA.
Riscos de retaliação
Os Estados Unidos possuem uma forte capacidade militar e econômica.
Retaliações podem prejudicar setores brasileiros, especialmente em São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
A aplicação da lei pode resultar em tarifas adicionais, como a proposta de 12,5% sobre produtos relacionados a trabalho forçado.
Perspectivas futuras
Com as eleições nos EUA se aproximando, há expectativa de mudanças nas políticas comerciais. A resistência do governo brasileiro, liderado pelo presidente Lula, já mostra resultados positivos nas pesquisas de opinião, com redução na rejeição do presidente.
Os especialistas recomendam cautela e a busca por novos mercados, evitando ações precipitadas que possam agravar a situação econômica do país.
A Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu em Brasília, na quarta-feira (22), para discutir o Plano Safra 2026/2027, as perspectivas climáticas e os desdobramentos do comércio exterior para o setor sucroenergético. A pauta incluiu os efeitos do El Niño sobre a produção, a tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos e oportunidades ligadas ao acordo entre Mercosul e União Europeia.
Na abertura do encontro, o presidente da comissão, Nelson Perez Júnior, afirmou que o setor acompanha temas com potencial de afetar a cadeia produtiva nos próximos meses.
Sobre o Plano Safra 2026/2027, o assessor técnico Guilherme Rios apresentou as demandas encaminhadas pela CNA para o programa, lançado pelo governo em 30 de junho. Segundo ele, a confederação seguirá acompanhando a aplicação dos recursos destinados ao financiamento da política agrícola na próxima safra.
No eixo climático, a assessora técnica da CNA Danyella Bonfim levou à comissão dados sobre o avanço do El Niño e seus possíveis efeitos sobre diferentes atividades agropecuárias. No caso da cana-de-açúcar, ela relatou que o setor já sinalizou atrasos na colheita e na moagem em razão do excesso de chuvas na região Centro-Sul do país. Danyella também citou a possibilidade de ocorrência de um super El Niño neste ano e defendeu preparação com monitoramento de mercado, previsões meteorológicas e planejamento do calendário de plantio.
A agenda também incluiu a tarifa adicional de 25% que os Estados Unidos passaram a aplicar sobre determinados produtos brasileiros a partir desta quarta-feira (22), após investigação com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. A assessora de Relações Internacionais da CNA, Isadora Souza, apresentou os seis eixos de argumentação dos Estados Unidos contra o Brasil e destacou que a ampliação da lista de exceções reduziu significativamente o impacto sobre o agronegócio brasileiro. Ela também tratou do acordo Mercosul-União Europeia e das cotas previstas para o agro, com foco na cadeia sucroenergética.
Os integrantes da comissão ainda discutiram a Medida Provisória nº 1374/2026, que autoriza subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar para produtores independentes do Nordeste.
A reunião também abordou a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) e a competitividade do etanol em relação à gasolina, em uma agenda voltada a crédito, clima, comércio e medidas de apoio à cadeia sucroenergética.
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 954/26, que cria um preço mínimo para o cacau produzido no Brasil. Pela proposta, o valor será definido pelo governo federal com base nos custos de produção levantados anualmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e deverá assegurar margem mínima de lucro de 15%. O texto é de autoria do deputado Félix Mendonça Junior (PDT-BA).
De acordo com a proposta, o preço mínimo deverá considerar despesas com mão de obra, insumos, colheita, infraestrutura e uso da terra. O valor também não poderá ficar abaixo do custo total de produção.
O projeto estabelece ainda um adicional de 10% sobre o preço mínimo para produtores com o Selo Verde Cacau, concedido a empresas com práticas sustentáveis.
Quando o preço de mercado permanecer abaixo do preço mínimo por mais de 30 dias consecutivos, a Conab deverá adotar medidas para atender produtores familiares. Entre elas estão a compra da produção pelo preço mínimo, por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF), ou a concessão de empréstimos com juros de 1% ao ano, tendo as amêndoas de cacau como garantia, por prazo de até 12 meses.
A proposta também cria o Fundo de Estabilização da Cacauicultura (FEC), destinado a financiar as intervenções e apoiar programas de melhoria da produção e da comercialização do cacau. Os recursos virão de dotações do Orçamento da União, de contribuição de 0,5% sobre as importações de amêndoas e produtos semielaborados de cacau, de repasses de estados produtores que aderirem ao programa, além de doações e acordos internacionais.
O texto prevê ainda que o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia ofereçam instrumentos para proteger produtores e cooperativas exportadoras das oscilações do câmbio, com custo máximo de 1% ao ano.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
O mercado latino-americano de produtos biológicos para a agricultura entra em uma nova etapa de maturidade após anos de expansão acelerada. O crescimento permanece consistente, mas a simples presença em um segmento em expansão já não garante rentabilidade.
Essa é uma das principais conclusões da DunhamTrimmer em seu panorama “Biological Market Overview & Future Trends”, que será apresentado pelo presidente e fundador da consultoria internacional, Mark Trimmer, no evento Biocontrol Latam 2026, no dia 27 de julho, em Campinas, São Paulo.
Em um ambiente marcado por maior concorrência, pressão sobre preços e consolidação empresarial, companhias que oferecem soluções diferenciadas e conseguem comunicar claramente seu valor tendem a conquistar espaço.
O estudo da DunhamTrimmer mostra que a América Latina continua sendo uma das regiões mais estratégicas para os insumos biológicos no mundo, embora o ritmo de expansão tenha mudado significativamente, sobretudo no Brasil.
Segundo a consultoria, o Brasil continua concentrando a maior parcela do mercado latino-americano de biocontrole, impulsionado pela rápida adoção dos produtos em grandes culturas. Entretanto, o ingresso de centenas de novas empresas e produtos provocou forte aumento da competição, reduzindo preços e desacelerando o crescimento em valor, mesmo com a área tratada continuando em expansão.
Registros ativos de biológicos
Os números ajudam a explicar esse cenário. Atualmente existem 859 registros ativos de biopesticidas no Brasil, dos quais 826 correspondem a produtos microbianos. Mais da metade desses registros foi concedida desde 2022, incluindo 175 novos registros apenas em 2025. A consequência direta foi uma intensa disputa comercial, especialmente nos segmentos de bioinseticidas, biofungicidas e bionematicidas.
Para a DunhamTrimmer, o mercado brasileiro deixou de ser caracterizado apenas pelo rápido crescimento e passou a ser definido pela necessidade de diferenciação. A consultoria observa que as notícias mais recentes sobre o setor já não destacam apenas a expansão da demanda, mas concentram-se na competição crescente, na guerra de preços e na busca por modelos de negócios rentáveis.
Ao mesmo tempo, outros mercados latino-americanos ganham protagonismo. O Peru desponta como o mercado de biocontrole com crescimento mais acelerado da região, impulsionado pela expansão das culturas de exportação e pela necessidade de reduzir resíduos de pesticidas em frutas frescas.
A Colômbia também apresenta forte avanço, especialmente em culturas tropicais e ornamentais, com projeções superiores a 8% ao ano e expectativa de superar US$ 100 milhões até 2032.
Nos bioestimulantes, a América Latina mantém a posição de região de maior crescimento mundial, com taxa anual próxima de 12%. O Brasil responde por mais da metade desse mercado, enquanto Peru, Colômbia e Equador ampliam rapidamente sua participação impulsionados pelas culturas de alto valor agregado.
Apesar do ambiente mais competitivo, a consultoria sustenta que as oportunidades permanecem significativas. A diferença é que elas passarão a favorecer empresas capazes de oferecer valor além do produto.
“O mercado já não pergunta se continuará crescendo, mas quem capturará esse crescimento”, destaca Mark Trimmer. Segundo a análise, a inovação tecnológica, isoladamente, deixou de ser suficiente. A vantagem competitiva passa a depender da capacidade de entregar desempenho consistente no campo, integrar os biológicos ao sistema produtivo existente e executar uma estratégia comercial eficiente.
Outro ponto enfatizado é que os agricultores administram um conjunto cada vez mais complexo de tecnologias. Nesse contexto, compatibilidade entre produtos, facilidade de uso, validação local, assistência técnica e integração com defensivos químicos e fertilizantes tornam-se fatores decisivos para adoção comercial.
A eficácia biológica continua essencial, mas, segundo a DunhamTrimmer, já não basta para garantir sucesso de mercado. A consultoria também alerta que fatores externos devem continuar pressionando a rentabilidade do setor.
Tensões comerciais internacionais, conflitos geopolíticos, custos elevados de fertilizantes, restrição de crédito no canal de distribuição e possíveis impactos de um novo episódio intenso de El Niño poderão influenciar as decisões de investimento dos produtores nos próximos anos.
Nesse ambiente, fabricantes precisarão adaptar produtos às condições específicas da agricultura latino-americana, desenvolver parcerias locais, integrar soluções biológicas aos programas convencionais de manejo e compreender as particularidades operacionais de cada mercado.
Navegando os desafios do mercado
A nova realidade do setor será um dos principais temas em debate durante o Biocontrol Latam 2026, um dos mais importantes encontros da indústria de biocontrole e produtos biológicos da América Latina.
Em vez de apenas apresentar números de mercado, a DunhamTrimmer utilizará o evento para discutir como as empresas podem competir em um cenário de maior maturidade e pressão sobre margens.
No dia 28 de julho, Ignacio Moyano, vice president of Business Development Latam da consultoria e especialista com ampla experiência no mercado latino-americano, moderará o painel “Navegando os desafios do mercado: diferenciação, inovação e resiliência em um panorama agroempresarial competitivo”.
A discussão reunirá executivos da Simbiose, BioConsortia, Koppert Brasil, Veganic e Invasive Species Corporation para analisar os principais desafios estratégicos da indústria, incluindo diferenciação sustentável, inovação, consolidação do mercado, rentabilidade e preparação para o próximo ciclo de crescimento.
As quatro questões centrais propostas por Moyano sintetizam a mudança de paradigma vivida pelo setor: identificar o principal desafio atual da indústria, compreender o que realmente diferencia uma empresa em um mercado saturado, discutir como construir negócios mais resilientes diante da pressão sobre margens e avaliar quais transformações terão maior impacto sobre os biológicos nos próximos cinco anos.
Serviço
O que: Biocontrol Latam 2026 Quando: Workshops 27 de julho de 2026/ Conferência e Exposição: 28 e 29 de julho Onde: Royal Palm Hall, Campinas, São Paulo (Av. Monsenhor Luís Fernandes de Abreu, 311 – Jardim do Lago Continuação, Campinas – SP) Para se inscrever, clique aqui
O dia 22 de julho nunca será apenas mais uma data para quem ama Marília Mendonça. Conhecido pelos fãs como Marília Day, o dia em que a cantora completaria 31 anos ganhou um significado ainda mais especial em 2026. Quando pensamos em Marília, pensamos logo em legado. Para celebrar sua história, nesta quarta-feira (22) foi lançada a música inédita “Tudo Vai Ficar Bem”.
A nova canção, composta por Marília Mendonça em parceria com Tales Lessa, Júnior Gomes, Vini Show e Benício Neto, é um presente para os fãs. “Tudo Vai Ficar Bem” nasceu de uma gravação guia registrada pela própria cantora, apenas com voz e violão, preservando a emoção de sua interpretação. A faixa transmite uma mensagem de esperança e acolhimento, mostrando que a vulnerabilidade faz parte da vida e que a dor pode ser superada com apoio, carinho e amor daquele que está ao seu lado.
Trechos como “As flores vão nascer de novo depois de amanhã” e “O inverno tá passando” simbolizam a esperança de dias melhores. Já versos como “Se quiser chorar, tudo bem. Meu ombro é seu travesseiro” reforçam a mensagem de empatia, característica que sempre esteve presente nas composições da cantora.
Para muitos fãs, ouvir uma música inédita de Marília é uma forma de reviver, ainda que por alguns minutos, a voz que marcou uma geração e transformou a música sertaneja. Desde 2016, ela é uma artista que continua presente na memória, nas playlists e no coração de milhões de brasileiros.
Quem quiser conferir “Tudo Vai Ficar Bem” pode assistir ao lançamento no canal oficial de Marília Mendonça no YouTube ou na plataforma de áudio preferida.
Documentário estreia em outubro
As homenagens não param por aí. A série documental “Marília Mendonça: Sentimento Louco” estreia no Prime Video no dia 16 de outubro de 2026.
A produção promete revisitar a trajetória pessoal e artística da cantora, mostrando bastidores da carreira, momentos marcantes e depoimentos de pessoas que fizeram parte de sua história.
Exposição em São Paulo
Além da série, uma exposição dedicada à artista será realizada no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, a partir de outubro, enquanto um filme biográfico sobre Marília Mendonça tem lançamento previsto para 2027.
Mesmo anos após sua partida, Marília continua emocionando milhões de brasileiros. E, neste 22 de julho, sua voz voltou a ecoar como um presente para quem nunca deixou de cantar, sentir e lembrar da eterna Rainha da Sofrência.
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A produção própria ainda reforça a segurança – Foto: Mapa
A produção de feno dentro das propriedades rurais tem ganhado espaço como estratégia para reduzir custos, assegurar alimento ao rebanho e ampliar a previsibilidade da atividade ao longo do ano. A prática, antes ligada principalmente aos períodos de escassez de pastagem, passou a integrar o planejamento de pecuaristas.
Segundo Marcelo Pupin, coordenador de Marketing de Produto da Massey Ferguson, produzir o próprio feno diminui a dependência de terceiros, dos custos de transporte e das oscilações de preços. A medida também permite maior controle sobre a qualidade do alimento, com acompanhamento desde o desenvolvimento da forrageira até a colheita e o armazenamento.
“Ao depender da compra de terceiros, o produtor fica sujeito à disponibilidade do produto, aos custos de transporte e às oscilações de preço do mercado. Produzir o próprio feno permite maior autonomia e contribui para uma gestão financeira mais eficiente”, afirma.
A produção própria ainda reforça a segurança diante de secas prolongadas e chuvas irregulares, que podem comprometer a oferta de pasto. Nesse cenário, equipamentos voltados ao corte, à secagem, à formação de leiras e ao enfardamento ajudam a aproveitar melhor as janelas climáticas, reduzir perdas e elevar a eficiência.
Quando a produção supera a necessidade interna, a venda de fardos também pode gerar receita adicional, atendendo à demanda de criadores de bovinos, equinos e pequenos ruminantes. “Quando o produtor consegue ter uma produção acima da demanda interna, a comercialização dos fardos passa a ser uma fonte complementar de renda”, conclui Pupin.
A Receita Federal vai liberar a partir de 10 de agosto a versão web do serviço Minhas Declarações do ITR para entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) do exercício 2026. A ferramenta permitirá o preenchimento e o envio da declaração pela internet, sem necessidade de instalar programa no computador. O acesso será feito pelo Portal de Serviços da Receita Federal com conta gov.br nível Prata ou Ouro.
Segundo a Receita Federal, todos os contribuintes poderão utilizar a versão web. O uso será obrigatório para pessoas físicas proprietárias de imóveis rurais com área superior a 100 hectares e para pessoas jurídicas. Já as pessoas físicas com imóveis rurais de até 100 hectares também poderão optar pelo Programa Gerador da Declaração (PGD ITR 2026).
O ambiente Minhas Declarações do ITR reunirá funções de preenchimento, transmissão, retificação e consulta da declaração em um único sistema. Entre os recursos disponíveis estão acesso pela internet, inclusive por celular e tablet, atualizações automáticas, consulta a declarações, emissão de recibos e documentos, pré-preenchimento com dados cadastrais, atuação por terceiros autorizados e importação de arquivos para transmissão de múltiplas declarações.
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O acesso ao serviço será feito no Portal de Serviços da Receita Federal, na área de imóveis, dentro da opção Minhas Declarações do ITR. O sistema permitirá atuar em nome próprio ou em nome de terceiro previamente autorizado. Contadores, sindicatos rurais, procuradores e outros representantes deverão selecionar o perfil correspondente ao contribuinte representado antes de iniciar o preenchimento.
Na aplicação, o contribuinte poderá localizar imóveis rurais vinculados ao cadastro, iniciar novas declarações, retificar declarações já enviadas, imprimir documentos e recibos e emitir Darf para pagamento do imposto e da multa por atraso. O sistema também exibirá os dados cadastrais do imóvel rural para conferência antes do preenchimento das demais informações.
Outra funcionalidade será a importação de arquivos com dados de múltiplas declarações, recurso voltado a contribuintes com maior quantidade de imóveis rurais. O arquivo deverá seguir o leiaute e os requisitos aprovados pela Receita Federal no ADE Corat nº 26/2026.
A autorização de acesso a representantes poderá ser feita por contribuintes com conta gov.br nível Prata ou Ouro no Portal de Serviços da Receita Federal. Após o cadastro e a assinatura, a autorização passará a valer quando houver o aceite da pessoa autorizada.
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$ 189 milhões em julho até 17 de julho, segundo dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Banco Central. Em junho, a entrada líquida havia sido de US$ 3,884 bilhões. No mês, o resultado foi sustentado pelo saldo positivo do comércio exterior, enquanto o canal financeiro apresentou saída líquida.
No canal financeiro, houve saída líquida de US$ 1,432 bilhão até 17 de julho. O resultado reúne compras de US$ 27,786 bilhões e vendas de US$ 29,218 bilhões. Esse segmento engloba investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.
No comércio exterior, o saldo ficou positivo em US$ 1,621 bilhão no período. As importações somaram US$ 12,535 bilhões e as exportações, US$ 14,156 bilhões. Dentro das exportações, o Banco Central registrou US$ 1,623 bilhão em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 2,694 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 9,839 bilhões em outras entradas.
No acumulado de 2026 até 17 de julho, o fluxo cambial está positivo em US$ 17,946 bilhões. O canal financeiro registra saída líquida de US$ 17,537 bilhões, com compras de US$ 386,892 bilhões e vendas de US$ 404,428 bilhões. Já o fluxo comercial acumula saldo positivo de US$ 35,483 bilhões no ano.
Nesse segmento, as importações chegam a US$ 134,122 bilhões e as exportações, a US$ 169,605 bilhões. Desse total exportado, US$ 17,937 bilhões correspondem a adiantamento de contrato de câmbio, US$ 43,150 bilhões a pagamento antecipado e US$ 108,518 bilhões a outras operações.
A posição cambial líquida do Banco Central atingiu US$ 260,655 bilhões até 17 de julho, ante US$ 256,302 bilhões no fim de 2025. As reservas internacionais somavam US$ 369,825 bilhões no período, acima dos US$ 358,234 bilhões registrados no encerramento do ano passado.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta quarta-feira (22), em testemunho no Senado, que o país está a caminho de voltar a registrar um superávit comercial agrícola. Ao tratar do tema, ele disse que o desmatamento no Brasil prejudica os agricultores americanos e afirmou que os Estados Unidos estão em desvantagem.
Durante a audiência, Greer também abordou a relação comercial com a China. Segundo ele, Washington recebe minerais essenciais do país asiático, mas em volume inferior ao desejado. O representante afirmou que os Estados Unidos mantêm contatos regulares com parceiros chineses sobre minerais essenciais e disse que o governo Trump está acelerando a produção nacional para reduzir a dependência da China.
Questionado sobre as restrições à exportação de fertilizantes impostas por Pequim durante as negociações comerciais, Greer respondeu que o tema pode ser comentado, mas ponderou que é preciso realismo quanto aos resultados.
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Greer também tratou do acordo entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA). Na avaliação dele, parte dos problemas do tratado deve levar mais tempo para ser ajustada e exigirá novas negociações. Ele acrescentou que o Canadá não indicou medidas de retaliação contra as tarifas de 50% impostas nesta semana.
Na terça-feira (21), o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Carney, os dois líderes concordaram em intensificar as conversas comerciais.
Greer informou ainda que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) deve anunciar um novo conjunto de tarifas para substituir as alíquotas temporárias de 10% que expiram nesta sexta-feira (24).
As declarações de Greer reuniram, em uma mesma agenda, a perspectiva de retorno do superávit agrícola dos Estados Unidos, as negociações com a China sobre minerais e fertilizantes, os entraves no USMCA e a expectativa por uma nova rodada de tarifas comerciais.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou nesta quarta-feira (22) a estimativa de exportação de soja do Brasil em julho para 13,50 milhões de toneladas, abaixo das 13,76 milhões projetadas na semana passada. Se confirmada, a programação ainda ficará 13,0% acima das 11,94 milhões de toneladas embarcadas em igual mês de 2025.
Em junho, os embarques de soja somaram 13,84 milhões de toneladas, com alta de 0,4% na comparação anual e queda de 10,6% ante maio. No acumulado de janeiro a julho, considerando a programação para este mês, as exportações brasileiras da oleaginosa devem alcançar 86,08 milhões de toneladas, avanço de 7,6% sobre as 80,00 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025.
Para o milho, a Anec elevou a previsão de embarques em julho para 3,70 milhões de toneladas, acima das 3,44 milhões estimadas na semana anterior. O volume, porém, representa recuo de 6,7% ante as 3,97 milhões de toneladas exportadas em julho de 2025. Em junho, o Brasil embarcou 466,8 mil toneladas do cereal, queda de 17,9% na comparação anual. No acumulado de janeiro a julho, o line-up indica 9,93 milhões de toneladas, alta de 3,1% sobre o mesmo intervalo do ano passado.
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No farelo de soja, a estimativa para julho passou de 2,57 milhões para 2,55 milhões de toneladas. Se o volume se confirmar, o resultado ficará 18,9% acima das 2,14 milhões de toneladas embarcadas em julho de 2025. Entre janeiro e julho, os embarques do produto devem somar 15,29 milhões de toneladas, avanço de 13,9% na comparação anual.
Para DDGS, a programação de julho é de 46,4 mil toneladas, ante 50,7 mil toneladas em igual mês de 2025. Não há previsão de embarques de trigo no mês.
Na semana de 19 a 25 de julho, a programação prevê 3,24 milhões de toneladas de soja, 629,0 mil toneladas de farelo e 1,20 milhão de toneladas de milho. No caso da soja, os maiores volumes estão previstos para Santos, com 1,07 milhão de toneladas, São Luís/Itaqui, com 504,1 mil toneladas, e Paranaguá, com 458,5 mil toneladas.
Na semana anterior, de 12 a 18 de julho, os embarques somaram 2,72 milhões de toneladas de soja, 582,6 mil toneladas de farelo de soja e 647,5 mil toneladas de milho. A nova programação da Anec mostra ajuste negativo para a soja e avanço nas estimativas semanais e mensais do milho.