quinta-feira, junho 25, 2026

Autor: Redação

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Senado deve votar projeto para renegociar dívidas de produtores rurais em meio a impasse com governo


Foto: Ministério da Fazenda

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve votar nesta terça-feira (26) o projeto que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar produtores rurais. A proposta foi retirada da pauta na semana passado após pedido do governo federal para ampliar as negociações sobre o texto final.

O presidente da CAE, Renan Calheiros, afirmou que o diálogo com o Executivo continua nos próximos dias para buscar um consenso sobre a proposta.

Segundo o senador, o governo demonstrou interesse em construir uma solução negociada para o setor agropecuário.

A proposta original do governo previa apoio apenas para produtores atingidos por eventos climáticos extremos. No entanto, o relator do projeto ampliou o alcance da medida para todos os produtores rurais.

O Ministério da Fazenda ainda não descarta a edição de uma medida provisória sobre o tema. O ministro Dario Durigan afirmou que a equipe técnica trabalha para fechar um texto de consenso que permita condições de pagamento mais adequadas aos agricultores.

Projeto amplia acesso ao crédito rural

O Projeto de Lei 5.122/2023, de autoria do deputado Domingos Neto, autoriza a criação de uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

O texto prevê que receitas correntes do fundo referentes a 2024 e 2025, além do superávit financeiro apurado nesses anos, possam ser direcionadas para operações de crédito rural.

Inicialmente, o objetivo era atender produtores afetados por desastres naturais. Porém, o parecer apresentado por Renan Calheiros ampliou o benefício para todo o setor agropecuário.

Governo busca alternativas para dívida dos produtores

A votação foi adiada após pedido de vista apresentado pelos senadores Eduardo Braga e Tereza Cristina.

Segundo Tereza Cristina, as mudanças discutidas pelos parlamentares podem abrir novas alternativas para o governo estruturar soluções relacionadas ao endividamento dos produtores rurais.

O Fundo Social do Pré-Sal foi criado pela Lei 12.351/2010 e recebe recursos provenientes da exploração de petróleo. Atualmente, os valores são destinados ao financiamento de áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

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Decreto cria subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina


Decreto cria subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina

Um decreto publicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta segunda-feira (25), em edição extra do Diário Oficial da União, instituiu uma subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida foi anunciada em meio à alta dos combustíveis associada à valorização do petróleo no mercado internacional. Segundo o texto, o pagamento será feito diretamente a produtores e importadores pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com as informações divulgadas pelo governo federal, o valor de R$ 0,44 por litro havia sido antecipado pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Segundo ele, esse patamar foi definido para amortecer parte do choque recente nos preços da gasolina.

O limite legal da subvenção para a gasolina é de até R$ 0,89 por litro, equivalente ao total de tributos federais incidentes sobre o combustível, considerando Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Também foi anunciado novo subsídio para o diesel, de até R$ 0,3515 por litro.

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A apuração do benefício será feita pela ANP, e o desconto deverá constar no campo de informações complementares da nota fiscal eletrônica. O custo estimado da medida é de cerca de R$ 1,2 bilhão por mês, com vigência inicial de dois meses. Até o momento, esse efeito ainda não foi incorporado às projeções oficiais do Orçamento.

Segundo o Executivo, a compensação fiscal dependerá de receita extraordinária do petróleo, condicionada à aprovação de um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. Em março, já haviam sido adotadas medidas sobre o diesel, incluindo desoneração de PIS/Cofins, autorização de subvenção a produtores domésticos e elevação da tributação sobre exportações do combustível.

Para o setor agropecuário, a política de combustíveis tem relação direta com frete, distribuição de insumos e escoamento da produção. No entanto, o alcance efetivo sobre custos no campo dependerá da transmissão dos descontos ao mercado e da evolução dos preços internacionais do petróleo.

No curto prazo, a medida atua como instrumento de amortecimento de preços, mas a duração de dois meses e a dependência de compensação fiscal ainda limitam uma avaliação mais ampla sobre seus efeitos permanentes na cadeia de combustíveis e nos custos logísticos do agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Frente fria avança pelo país e provoca chuva forte e temporais


A formação de uma nova área de baixa pressão próxima à costa do Sul do Brasil e o avanço de uma frente fria deixam o tempo instável em boa parte do país nesta terça-feira (26). Segundo a Climatempo, há risco de temporais no Sul, chuva forte no litoral do Nordeste e acumulados elevados em áreas da região Norte.

Sul

No Sul do país, a combinação entre cavado meteorológico, ciclogênese e frente fria favorece chuva moderada a forte desde o início do dia no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O risco de temporais aumenta principalmente no sul e oeste paranaense, no oeste catarinense e em áreas mais ao norte do território gaúcho.

Ao longo do dia, a chuva avança sobre grande parte do Paraná e de Santa Catarina, podendo provocar acumulados significativos em pontos isolados. As rajadas de vento variam entre 40 km/h e 50 km/h em parte da região e podem chegar aos 70 km/h no sul catarinense. Uma nova massa de ar frio também começa a avançar, mantendo temperaturas mais amenas.

Sudeste

No Sudeste, a manhã começa com tempo firme na maior parte da região. Porém, o avanço dos sistemas meteorológicos no Sul favorece pancadas de chuva no extremo sul paulista. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força em áreas do interior, litoral e sul de São Paulo, além do Sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Segundo a Climatempo, cidades das regiões de Campinas, São Carlos e Botucatu podem registrar chuva acompanhada de trovoadas até a noite. No oeste e sudoeste paulista, os volumes tendem a ser menores. As temperaturas seguem agradáveis em grande parte de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o tempo permanece mais firme na maior parte das áreas, mas a influência da baixa pressão no Sul do país aumenta a nebulosidade em Mato Grosso do Sul. Pancadas isoladas podem ocorrer no sul, sudoeste e sudeste do estado, com risco de temporais perto da divisa com o Paraná.

Já em Mato Grosso, há possibilidade de chuva isolada no sudoeste e interior do estado. Nas demais áreas da região, o calor predomina. No norte de Goiás, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%.

Nordeste

No Nordeste, a circulação de umidade marítima mantém chuva no litoral leste entre o Rio Grande do Norte e Sergipe, além do litoral da Bahia. A previsão indica chuva moderada a forte entre a Paraíba e Pernambuco, com destaque para Recife, que pode registrar acumulados significativos ao longo do dia.

Também há previsão de chuva forte no litoral do Maranhão, Piauí e Ceará, além de temporais entre o noroeste maranhense e São Luís. Já o interior nordestino segue com tempo firme e baixa umidade do ar em áreas da Bahia, Maranhão e Piauí.

Norte

Na região Norte, o padrão continua bastante instável. A combinação entre calor, alta umidade e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece pancadas fortes em Roraima, Amapá, Amazonas e norte do Pará.

Há risco de temporais em grande parte de Roraima, norte e oeste do Amapá e extremo noroeste do Pará. Já Acre, Rondônia, Tocantins e sul do Pará seguem com tempo mais firme. No Tocantins, a umidade relativa do ar também pode ficar abaixo dos 30%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha em leve alta antes de feriado nos EUA


A soja encerrou o dia em leve alta na Bolsa de Chicago, em um movimento marcado por ajustes de posições antes do feriado prolongado de Memorial Day nos Estados Unidos e pela tentativa de recuperação após dias de pressão nos contratos futuros.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho subiu 0,19%, a US$ 11,9650 por bushel, enquanto agosto avançou 0,13%, a US$ 11,9500. O farelo de soja para julho fechou em alta de 1,07%, a US$ 331,90 por tonelada curta, e o óleo de soja teve avanço de 0,15%, a US$ 73,98 por libra-peso.

O ganho diário ocorreu em meio ao reposicionamento do mercado antes do feriado nos EUA. Na semana, a soja acumulou alta de 1,66%, sustentada inicialmente pelo anúncio da Casa Branca de que a China investiria US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas americanos entre 2026 e 2028. A ausência de confirmação por Pequim, porém, reduziu o entusiasmo e levou à liquidação de parte das posições compradas.

Na América do Sul, a Argentina tende a ganhar competitividade nos próximos meses. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou a estimativa para a atual safra, enquanto o governo sinalizou redução gradual das tarifas de exportação do grão e de seus subprodutos a partir de 2027.

No Brasil, o mercado físico mostrou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área, com produtividade média de 2.871 kg por hectare, mas forte diferença entre lavouras irrigadas e áreas afetadas pela estiagem. O porto de Rio Grande fechou a R$ 130,00 por saca.

Em Santa Catarina, a colheita está tecnicamente encerrada nas principais regiões, com o porto de São Francisco do Sul a R$ 131,00. No Paraná, os preços avançaram no interior, enquanto o complexo soja registrou recorde de US$ 2,3 bilhões em exportações no primeiro quadrimestre. Em Mato Grosso do Sul, a safra somou 17,759 milhões de toneladas, mas produtores do sul ainda aguardam seguros por perdas climáticas. Em Mato Grosso, altas no físico dividiram espaço com preocupação sobre custos, fretes e armazenagem.

 





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IPC-Fipe sobe 0,40% na 3ª quadrissemana de maio em São Paulo


IPC-Fipe sobe 0,40% na 3ª quadrissemana de maio em São Paulo

O Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) avançou 0,40% na terceira quadrissemana de maio, na cidade de São Paulo, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26). O resultado representa aceleração marginal em relação à segunda quadrissemana, quando o índice havia subido 0,39%. Entre os grupos analisados, Alimentação passou de 0,82% para 0,95%.

Na terceira leitura de maio, três dos sete componentes do índice ganharam força. Habitação acelerou de 0,20% para 0,38%, Alimentação passou de 0,82% para 0,95% e Vestuário saiu de 0,04% para 0,14%.

Em sentido oposto, houve desaceleração em Transportes, que saiu de alta de 0,18% para queda de 0,27%, além de Despesas Pessoais, de 0,28% para 0,24%, e Saúde, de 0,43% para 0,25%. Educação repetiu a variação negativa de 0,01% observada na leitura anterior.

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Os dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que o grupo Alimentação permaneceu entre as principais pressões do índice geral no período. No entanto, a publicação disponível não detalha quais itens alimentícios específicos responderam pela aceleração de 0,13 ponto porcentual entre a segunda e a terceira quadrissemana.

Para o setor agropecuário e as cadeias de abastecimento, o indicador funciona como referência do comportamento dos preços ao consumidor em um dos principais mercados do país. Embora o IPC-Fipe não meça preços ao produtor, a variação de Alimentação ajuda a acompanhar o ambiente de consumo e a transmissão de preços no varejo. Sem a abertura por produtos, porém, não é possível atribuir o movimento a uma cadeia específica, como grãos, proteínas, hortifrúti ou lácteos.

O resultado da terceira quadrissemana indica estabilidade do índice geral em patamar próximo ao da leitura anterior, com manutenção da pressão de Alimentação. A avaliação mais precisa sobre impactos para cadeias agropecuárias dependerá da abertura dos itens que compõem o grupo e da comparação com outros indicadores de inflação e abastecimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Europa recuam após novos ataques dos EUA no Irã


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

As bolsas europeias operavam majoritariamente em queda na manhã desta terça-feira (26), após novos ataques dos Estados Unidos no sul do Irã reduzirem a expectativa de avanço nas negociações de paz. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,28%, aos 629,85 pontos. No mesmo ambiente de cautela, o contrato do petróleo Brent para agosto voltava a subir mais de 3%.

O movimento ocorre depois de o Stoxx 600 ter encerrado a sessão anterior no maior nível desde 27 de fevereiro, um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo as Forças Armadas dos Estados Unidos, a ofensiva de segunda-feira foi realizada para proteger tropas americanas de ameaças atribuídas a forças iranianas. Os militares informaram ainda que a ação foi moderada em razão do cessar-fogo, enquanto o Irã não havia apresentado resposta oficial até o horário citado.

A reação dos mercados veio poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar em rede social que as discussões para o fim da guerra estavam "progredindo bem". Com a nova ofensiva, a percepção de risco voltou a ganhar força entre investidores.

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Às 6h33, no horário de Brasília, a Bolsa de Paris caía 0,88%, Frankfurt recuava 0,62% e Milão cedia 0,38%. Madri e Lisboa operavam perto da estabilidade. Londres, que retomou os negócios após feriado no Reino Unido, avançava 0,73%.

No mercado de energia, o Brent para agosto subia mais de 3% no mesmo horário, após ter caído quase 7% na sessão anterior. A oscilação do petróleo é um ponto de atenção para o agronegócio porque combustíveis e frete têm peso relevante sobre o custo logístico, especialmente em cadeias exportadoras e no transporte de insumos. O material disponível, no entanto, não apresenta estimativas objetivas sobre repasses imediatos ao setor rural.

Entre os destaques corporativos, a ação da Ferrari caía 6% em Milão, após o lançamento do primeiro carro totalmente elétrico da montadora.

O foco dos mercados segue concentrado na evolução do conflito e no comportamento do petróleo, variável acompanhada de perto por agentes econômicos e cadeias produtivas. Sem dados adicionais sobre duração da tensão ou efeitos sobre combustíveis, ainda não há base técnica suficiente para projetar desdobramentos mais amplos para o setor agropecuário.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas europeias recuam e petróleo sobe após novos ataques dos EUA no Irã


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

As bolsas da Europa operavam majoritariamente em queda na manhã desta terça-feira (26), após novos ataques dos Estados Unidos no sul do Irã reduzirem a expectativa de avanço nas negociações de paz entre os dois países. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,28%, a 629,85 pontos. No mesmo intervalo, o petróleo Brent para agosto subia mais de 3%, após ter recuado quase 7% na sessão anterior.

O movimento dos mercados ocorreu depois de as Forças Armadas dos Estados Unidos informarem que os ataques de segunda-feira foram realizados para proteger tropas americanas de ameaças atribuídas a forças iranianas. Segundo os militares, a ação foi moderada em razão do cessar-fogo com o Irã, que até o momento citado no material não havia apresentado resposta oficial.

A reação interrompeu parte do alívio observado na véspera, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em rede social que as discussões para o fim da guerra estavam progredindo bem. Com a nova escalada, investidores voltaram a buscar proteção, o que pressionou ações e deu suporte ao petróleo.

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Às 6h33, a Bolsa de Paris caía 0,88%, Frankfurt recuava 0,62% e Milão cedia 0,38%. Madri e Lisboa operavam perto da estabilidade. Londres, que retomava os negócios após feriado no Reino Unido, subia 0,73%.

No mercado corporativo, a Ferrari registrava queda de 6% em Milão após o lançamento de seu primeiro carro totalmente elétrico.

Para o agronegócio, o ponto central do noticiário está no petróleo. A alta do Brent pode influenciar combustíveis e fretes, além de custos de insumos com dependência energética e logística. Esses efeitos, porém, dependem da duração da tensão geopolítica, do comportamento do câmbio e do repasse de preços nos mercados domésticos. O conteúdo disponível não traz estimativas setoriais específicas para diesel, fertilizantes ou transporte rural.

No curto prazo, o mercado deve seguir sensível a novos sinais militares e diplomáticos no Oriente Médio. Sem informações adicionais sobre desdobramentos do conflito ou sobre repasses ao mercado brasileiro, não há base técnica suficiente para quantificar o efeito sobre custos do setor agropecuário neste momento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Ásia caem após ataque dos EUA no sul do Irã


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira (26), depois que os Estados Unidos realizaram ataques classificados como de “autodefesa” no sul do Irã. A ofensiva elevou a aversão ao risco nos mercados da região e voltou a pressionar o petróleo Brent, que subia mais de 3% no fim da madrugada, após ter recuado quase 7% na sessão anterior.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,25%, aos 64.996,09 pontos, pressionado por ações dos setores farmacêutico e de eletrônicos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,03%, aos 25.599,45 pontos, na volta de um feriado. Em Taiwan, o Taiex perdeu 0,27%, aos 43.525,37 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto cedeu 0,17%, aos 4.145,37 pontos, enquanto o Shenzhen Composto caiu 0,60%, aos 2.872,32 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200, da Austrália, fechou em baixa de 0,39%, aos 8.657,80 pontos.

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A exceção foi a Coreia do Sul. Em Seul, o Kospi avançou 2,55% e renovou recorde ao encerrar aos 8.047,51 pontos, apoiado por ações de tecnologia e de estaleiros.

Segundo as Forças Armadas dos Estados Unidos, a operação de segunda-feira (25) foi realizada para proteger tropas americanas de ameaças atribuídas a forças iranianas. Os militares afirmaram ainda que houve moderação na ação em razão do cessar-fogo em vigor. Até a publicação das informações de mercado, o Irã não havia apresentado resposta oficial.

O avanço do Brent recolocou o petróleo no centro da atenção dos agentes financeiros. Para o setor agropecuário, esse tipo de movimento é acompanhado de perto porque pode alterar custos de diesel, frete e logística. O conteúdo disponível, no entanto, não traz desdobramentos objetivos sobre repasses a combustíveis ou impactos imediatos no mercado brasileiro.

O comportamento do petróleo e dos ativos globais deve seguir condicionado à evolução do quadro entre Estados Unidos e Irã. Sem informações adicionais sobre oferta, sanções ou resposta oficial de Teerã, não há base suficiente para projetar a duração desse movimento nos custos de energia e transporte.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do milho ainda busca um piso no país


O mercado do milho atravessa uma fase de cautela, com recuperação pontual em Chicago, mas ainda sem sinais firmes de mudança na tendência principal. Segundo análise da TF Agroeconômica, a estratégia deve priorizar vendas e compras escalonadas, já que a oferta global elevada segue pressionando os preços, enquanto riscos climáticos nos Estados Unidos e uma eventual volta da China às compras mantêm algum potencial de reação.

Para os agricultores com milho disponível, a recomendação é aproveitar repiques de alta para avançar nas vendas. A retenção excessiva à espera de uma recuperação forte no curto prazo é vista como arriscada, porque a entrada mais intensa da safrinha ainda pode ampliar a pressão sazonal sobre o mercado físico. No Brasil, o indicador ESALQ/BM&FBovespa permanece em tendência de baixa e ainda não confirmou um fundo consistente.

Para a safra 2026/27, a orientação é iniciar proteção parcial em momentos de recuperação em Chicago, sem comprometer toda a produção neste momento. O hedge escalonado é apontado como alternativa mais prudente, especialmente porque o risco climático americano ainda está aberto e pode alterar o comportamento dos preços caso as chuvas previstas não se confirmem em áreas relevantes, como Nebraska.

A estratégia indicada para produtores é vender em lotes, proteger margens positivas e acompanhar de perto o clima nos Estados Unidos, o ritmo das exportações, o câmbio e os prêmios portuários. Em Chicago, o contrato julho/26 passou a operar em faixa lateral, entre cerca de 448 e 480 cents por bushel, com tendência de curto prazo lateral e viés levemente baixista.

Para cooperativas, indústrias e consumidores, a avaliação é que o mercado ainda pode oferecer oportunidades melhores de compra entre junho e julho. As compras escalonadas seguem como a estratégia mais segura, evitando concentração de cobertura em apenas um momento.

Entre exportadores, o forte ritmo das vendas americanas exige atenção. Qualquer retomada da demanda chinesa pode elevar rapidamente Chicago e os prêmios, apesar do peso baixista da oferta sul-americana, com destaque para a safra recorde argentina e a perspectiva de ampla disponibilidade no Brasil.

 





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Petróleo em queda e inflação em alta: podcast destaca o que esperar do mercado


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo caiu quase 7% com avanço nas negociações entre EUA e Irã, ficando abaixo de US$ 100 pela primeira vez em semanas.

O Ibovespa subiu 0,91% aos 177 mil pontos, puxado pelo setor financeiro, mas com volume muito baixo. A curva de juros devolveu prêmio em todos os vértices.

Hoje, atenção à Confiança do Consumidor nos EUA e ao IDP no Brasil, enquanto o Focus projeta IPCA acima do teto da meta pela 11ª semana.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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