sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Brasil Soberano 3 libera R$ 18,5 bilhões para setores atingidos por tarifas dos EUA


Tarifa dos EUA atinge US$ 7,2 bilhões das exportações brasileiras, diz ApexBrasil

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (22), no Palácio do Planalto, a terceira fase do plano Brasil Soberano para apoiar empresas e setores afetados pelas novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O programa terá R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo o governo, o Brasil Soberano 3 será abastecido com sobras de recursos não utilizados na primeira edição do programa e da renegociação de dívidas rurais. Do total, R$ 13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões, do BNDES. A liberação será gradual, conforme definição do comitê gestor sobre os valores reservados para cada linha.

As linhas serão direcionadas a empresas atingidas pelas tarifas baseadas na Seção 232 dos Estados Unidos, que alcançam setores como aço, alumínio, automóveis e móveis, e também pela Seção 301, que afeta segmentos como madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar.

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O programa também inclui empresas impactadas por conflitos internacionais, em especial exportadoras para o Golfo Pérsico, além de setores considerados estratégicos, empresas de fertilizantes e de minerais críticos. Entre os setores estratégicos citados estão têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, informática, eletrônicos, borracha, plástico, máquinas e equipamentos.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a base exportadora aos Estados Unidos é composta por 2.400 empresas. Desse total, cerca de 1.000 a 1.400 podem estar sujeitas à Seção 301, a depender do grau de exposição.

As taxas informadas para as linhas são de 9,8% para Giro Grande, 8,3% para Giro MPME e Giro Exportação, 8% para BK, 3% para minerais críticos e 6,5% para investimento. A medida provisória com as diretrizes do programa foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (22).

O governo informou ainda que o Brasil Soberano 3 foi estruturado para responder às tarifas já aplicadas pelos Estados Unidos e a possíveis novas sobretaxas. A regulamentação do programa deve ocorrer no curto prazo, com definição das linhas e da distribuição dos recursos pelo comitê gestor.

Fonte: Estadão Conteúdo

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SP aposta em batata-doce para ampliar produção de etanol e biometano


batata-doce
Foto: Governo de São Paulo/divulgação

O governo de São Paulo formaliza nesta quinta-feira (23), durante a abertura da Batatec 2026, em Presidente Prudente (SP), uma parceria tecnológica para desenvolver novas cultivares industriais de batata-doce voltadas prioritariamente à produção de etanol e biometano.

O acordo será assinado entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto Agronômico (IAC-Apta), e a Agropecuária Vista Alegre, empresa do Grupo Better Beef. A iniciativa busca aproximar a pesquisa científica das demandas da indústria, ampliando o potencial da cultura como matéria-prima para a geração de combustíveis renováveis.

A cooperação prevê projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além do intercâmbio de pesquisadores e da troca de conhecimento técnico entre as instituições.

Segundo o governo paulista, a proposta é combinar a experiência do IAC em melhoramento genético com o conhecimento do setor produtivo sobre as características agronômicas e industriais necessárias para elevar o desempenho da batata-doce na produção de bioenergia.

Pesquisa mira maior rendimento industrial

O Instituto Agronômico já desenvolve cultivares de batata-doce com foco em produtividade, uniformidade das raízes, resistência a doenças e adaptação às diferentes condições de cultivo do Estado.

Com o novo acordo, os pesquisadores passarão a priorizar materiais voltados ao processamento industrial, buscando características como:

  • maior produtividade;
  • elevado teor de matéria seca e amido;
  • raízes mais uniformes;
  • melhor rendimento para produção de etanol.

Além disso, os estudos também avaliarão o aproveitamento da biomassa e dos resíduos do cultivo e do processamento para a geração de biogás e biometano, ampliando o potencial energético da cultura.

Outro objetivo da parceria é testar as novas cultivares em condições comerciais de produção, aproximando os resultados obtidos em laboratório da realidade do campo e da agroindústria.

Programa reúne cultivares para diferentes mercados

O IAC é uma das principais instituições brasileiras no desenvolvimento de cultivares de batata-doce. O programa de melhoramento genético atende diferentes segmentos, incluindo alimentação, indústria, biofortificação e mercado ornamental.

Entre os materiais desenvolvidos recentemente está a IAC Dom Pedro II, cultivar biofortificada que apresenta concentração de carotenoides 64,71 vezes superior à das variedades de polpa branca mais cultivadas no Estado de São Paulo e produtividade 48,6% maior que a principal cultivar utilizada pelos produtores paulistas.

O protocolo de cooperação terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições, sendo que cada parte será responsável pelos custos das atividades sob sua responsabilidade.

Projeto também beneficia assentamentos rurais

A parceria complementa outra iniciativa firmada entre o Governo de São Paulo e a Agropecuária Vista Alegre durante a Feicorte 2026.

Na ocasião, a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) assinou um protocolo de intenções para avaliar a implantação de projetos produtivos em assentamentos estaduais do Oeste Paulista.

A proposta prevê estudos para o cultivo de 150 hectares de batata-doce destinados à produção de etanol e biometano, além de 80 hectares de eucalipto para geração de biomassa. O projeto poderá beneficiar cerca de 45 lotes rurais, promovendo geração de renda e integração entre agricultores, pesquisa e agroindústria.

São Paulo lidera produção nacional de batata-doce

São Paulo é o maior produtor brasileiro de batata-doce. Em 2025, o estado colheu 149,5 mil toneladas, movimentando R$ 183,95 milhões em Valor da Produção Agropecuária (VPA), segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta).

A região administrativa de Presidente Prudente concentra a maior parte dessa produção, com 81,5 mil toneladas colhidas no ano passado. O VPA regional alcançou R$ 100,27 milhões, equivalente a 54,5% do valor gerado pela cultura em todo o estado.

A cadeia produtiva reúne cerca de 180 produtores em municípios como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito.

Batatec 2026 reúne pesquisas e inovações

Realizada entre os dias 23 e 26 de julho, no Centro de Eventos do IBC, em Presidente Prudente, a Batatec 2026 chega à sua sétima edição com expectativa de receber cerca de 80 mil visitantes.

Durante a feira, o IAC apresentará pesquisas, materiais genéticos de alta produtividade e cultivares biofortificadas, além de variedades ornamentais. A programação técnica também contará com palestras sobre manejo, conservação do solo, crédito rural, sustentabilidade e novas tecnologias voltadas ao fortalecimento da cadeia da batata-doce no Brasil.

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Vazio sanitário da soja já começou em parte do Brasil; entenda por que ele é decisivo para proteger a próxima safra


Vazio sanitário da soja no oeste da Bahia começa nesta sexta-feira (26)
Foto: Divulgação/Aiba

O vazio sanitário da soja já está em andamento em parte do Brasil e marca uma das etapas mais importantes para o sucesso da safra 2026/27. O período, que proíbe a presença de plantas vivas de soja nas lavouras por, no mínimo, 90 dias, tem como principal objetivo interromper o ciclo da ferrugem asiática, considerada a doença mais severa da cultura.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforça a importância da medida após a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura da nova safra. Segundo a entidade, o cumprimento das duas ferramentas é indispensável para reduzir a incidência da doença, preservar a produtividade e garantir maior eficiência no manejo das lavouras.

O alerta ganha ainda mais importância diante do avanço da ferrugem asiática na safra 2025/26. No Paraná, os registros passaram de 66 para 156 ocorrências. Em Mato Grosso do Sul, saltaram de 12 para 70, enquanto no Rio Grande do Sul aumentaram de 25 para 61 casos.

A pesquisadora da Embrapa Soja, Claudine Seixas, explica que o vazio sanitário consiste em um período mínimo de 90 dias sem plantas de soja no campo, incluindo a eliminação da chamada soja tiguera, que nasce de grãos perdidos durante a colheita.

“Durante esse período, não é permitido semear e também é necessário eliminar qualquer planta voluntária, conhecida como soja tiguera. Essas plantas precisam ser erradicadas”, afirma.

Segundo ela, a medida é fundamental porque o fungo causador da ferrugem asiática depende da planta viva para sobreviver. “O fungo que causa a ferrugem asiática precisa da planta viva para sobreviver. Ao eliminar a soja, nós eliminamos o principal hospedeiro desse fungo e esperamos atrasar a ocorrência da doença durante a safra”, explica.

Claudine destaca que esse atraso reduz a necessidade de aplicações de fungicidas e diminui o risco de perdas de produtividade. “Quando o vazio sanitário é realizado de forma adequada, o controle da doença começa antes mesmo do plantio da nova safra. Essa medida contribui para reduzir a presença do fungo no campo, diminuindo a necessidade de aplicações de fungicidas e as perdas provocadas por uma doença extremamente severa”, reforça.

Atualmente, o vazio sanitário já está em vigor em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Tocantins, Acre, Amazonas, Rondônia e Rio de Janeiro. Na Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Santa Catarina e São Paulo, o período varia conforme a região. Já Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima seguem calendários distintos, com início do vazio sanitário apenas entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

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Projeto amplia transparência de títulos privados do agronegócio


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O Projeto de Lei 821/26 amplia as exigências de transparência sobre os lastros financeiros dos principais títulos privados de financiamento do agronegócio. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta alcança os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). O texto altera a Lei 11.076/04, que criou esses ativos.

Pela proposta, os documentos de emissão deverão trazer, em linguagem padronizada e de fácil identificação, informações sobre os tipos de contratos e créditos que garantem cada título, os segmentos do agronegócio financiados, os prazos médios das operações, as principais garantias e o grau de concentração por devedor.

O texto também prevê a divulgação dos critérios usados para selecionar os créditos que compõem o lastro. Outra exigência é a apresentação de dados sobre o perfil de risco das carteiras, incluindo índices de inadimplência, recuperação de créditos, concentração das operações, ações judiciais relevantes, recuperação judicial, falência, embargos ambientais e outras restrições que possam afetar a capacidade de pagamento dos devedores.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Segundo o autor do projeto, deputado Nilto Tatto (PT-SP), as informações nem sempre chegam ao investidor de forma estruturada e comparável ao conhecimento do mercado, o que dificulta a avaliação dos riscos. O parlamentar afirma que a proposta segue uma tendência internacional adotada após a crise financeira de 2008 para ampliar a divulgação de informações sobre os créditos que compõem essas operações.

A medida também determina a criação de um sistema eletrônico de acesso público, a ser administrado pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com dados sobre a garantia dos títulos, preservado o sigilo bancário e os dados pessoais. As instituições emissoras de LCA deverão ainda divulgar relatório anual com a indicação dos segmentos do agronegócio que receberam os recursos captados.

O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Fonte: camara.leg.br

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Brasil busca alternativas após tarifaço de 25% dos EUA


O governo brasileiro anunciou medidas para mitigar os impactos do tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos, sancionando um projeto de lei que moderniza o sistema de crédito à exportação. O presidente Lula destacou a importância da defesa da soberania nacional e a necessidade de apoiar os exportadores brasileiros afetados pela nova tarifa.

Medidas adotadas

Durante uma reunião no Palácio do Planalto, Lula sancionou o projeto de lei número 7 de 2026, que libera até R$ 15 bilhões em linhas de crédito para fortalecer o Plano Brasil Soberano. A medida visa socorrer os setores que sofreram perdas devido às barreiras comerciais.

Reuniões com setores afetados

O governo iniciou uma série de reuniões com representantes de setores impactados pelo tarifaço. Entre os participantes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Daril Durigan. O objetivo é discutir estratégias para minimizar os danos e buscar soluções junto aos Estados Unidos.

Expectativas e negociações

Os empresários expressaram otimismo após as reuniões, acreditando que o governo está disposto a ajudar os mais afetados. O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, defendeu a necessidade de diversificar mercados e retomar negociações com os EUA, considerando a medida americana como injusta e descabida.

Impactos do tarifaço

  • O tarifaço de 25% afeta produtos como máquinas agrícolas, etanol, roupas e calçados.
  • Setores como café, carne bovina e suco de laranja ficaram fora da cobrança adicional.
  • O governo busca alternativas para apoiar a indústria e o comércio nacional.

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AgroNewsPolítica & Agro

Tensões globais pressionam energia e agronegócio



Os ataques entre Estados Unidos e Irã entraram na segunda semana


Os ataques entre Estados Unidos e Irã entraram na segunda semana
Os ataques entre Estados Unidos e Irã entraram na segunda semana – Foto: Divulgação

A escalada das tensões geopolíticas e comerciais amplia a pressão sobre os mercados de energia e de produtos agrícolas, com efeitos sobre preços, custos e exportações. A avaliação é do Rabobank, que acompanha os impactos dos conflitos no Oriente Médio e no Mar Negro, além das novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos.

Os ataques entre Estados Unidos e Irã entraram na segunda semana, enquanto segue a disputa sobre o trânsito pelo Estreito de Ormuz. O Irã sustenta que pode regular a navegação na passagem, o que dificulta a retomada do entendimento anterior entre os dois países. Segundo os relatos citados pela instituição, mediadores tentam construir um cessar-fogo de curto prazo, mas a suspensão prática do tráfego pelo estreito levou o petróleo acima de US$ 90 por barril no início da semana. Na análise, o contrato ativo do Brent na ICE era negociado perto de US$ 90,80 por barril. Ao mesmo tempo, os houthis, apoiados pelo Irã, anunciaram bloqueio marítimo à Arábia Saudita e ameaçaram fechar o Estreito de Bab al-Mandab.

No Mar Negro, a continuidade dos ataques entre Rússia e Ucrânia mantém elevada a incerteza sobre as exportações de grãos. Grandes companhias de navegação teriam suspendido operações na região. Um navio carregado com milho que havia deixado Odesa foi atacado, e um petroleiro de GLP com destino à Ucrânia também foi atingido perto do porto romeno de Sulina. As vendas ucranianas ainda enfrentam restrições pelo baixo nível do Danúbio, enquanto o diesel mais caro eleva os custos de colheita na Rússia.

No comércio, os Estados Unidos anunciaram tarifa de 25% sobre açúcar e etanol do Brasil e de 50% sobre lácteos do Canadá. Os demais produtos agrícolas canadenses ficaram de fora. O Brasil prepara contramedidas, aumentando o risco de nova escalada.

 





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Sorriso-MT sedia Global Agribusiness Festival com 10 mil participantes


O município de Sorriso, em Mato Grosso, recebe a partir de amanhã o Global Agribusiness Festival (GAF), um dos maiores eventos do agronegócio mundial. O festival reunirá lideranças, produtores e especialistas para discutir o futuro do setor.

Preparativos para o evento

O prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, destacou que a cidade se reestruturou para receber o evento, com novos hotéis e restaurantes inaugurados. O setor hoteleiro está lotado, refletindo a expectativa de um grande fluxo de visitantes.

Expectativa de público

O festival já conta com mais de 6.000 inscritos e 102 palestrantes, tanto nacionais quanto internacionais. A expectativa é que entre 7.000 e 10.000 pessoas visitem Sorriso durante o evento, que se estenderá por quatro dias.

Importância do agronegócio

O agronegócio é a principal atividade econômica de Sorriso, que possui cerca de 140.000 habitantes e cresce anualmente entre 8% e 9%. O prefeito enfatizou a importância de discutir políticas públicas e práticas sustentáveis para o setor.

Eventos paralelos

Além do GAF, Sorriso também sediará o Gran Rodeio da Pibier, a maior premiação do Brasil, que ocorrerá simultaneamente, atraindo ainda mais visitantes e promovendo a cidade como um polo de eventos do agronegócio.

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Tarifa dos EUA impacta severamente exportações da indústria madeireira brasileira


A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos de madeira brasileiros tem gerado preocupações significativas para a indústria madeireira do Brasil, especialmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que concentram cerca de 90% da produção nacional.

Impacto nas exportações

O setor já vinha enfrentando dificuldades devido à taxação desde o ano passado e agora aguarda renegociações diplomáticas para tentar reverter a medida. Os principais produtos afetados incluem:

  • Portas de madeira
  • Molduras
  • Madeira cerrada de pinos
  • Móveis

No Paraná, as exportações de molduras caíram 61% e as de portas de madeira recuaram 55% no último ano, resultando em uma perda total de cerca de 226 milhões de dólares.

Consequências para o mercado de trabalho

A estimativa é que aproximadamente 10.000 empregos tenham sido afetados pela nova taxação. Diversas empresas já pararam suas atividades ou reduziram o consumo de madeira cerrada, o que impactou negativamente suas operações.

Expectativas e soluções

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente alerta que a nova tarifa reduz a competitividade dos produtos brasileiros e ameaça a segurança de contratos e investimentos. O setor espera que o governo brasileiro mantenha as negociações com os Estados Unidos para tentar reverter a situação e minimizar os impactos sobre a indústria.

A expectativa é que as negociações sejam retomadas de forma urgente, utilizando canais regulares de diálogo e evitando a politicização do tema, a fim de garantir a competitividade do setor madeireiro brasileiro no mercado internacional.

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Práticas sustentáveis na fazenda Jangada Brava aumentam eficiência e reduzem custos


A fazenda Jangada Brava, localizada no interior de São Paulo, tem se destacado por suas práticas sustentáveis que não apenas respeitam o meio ambiente, mas também promovem economia e eficiência na produção agrícola. A expedição Soja Brasil visitou a propriedade, onde cada etapa da produção é cuidadosamente planejada para minimizar impactos ambientais.

Práticas sustentáveis na produção

A fazenda, que abrange 2.500 hectares, dedica 350 hectares ao cultivo de soja. Ana Paula, responsável pela produção, enfatiza a importância da sustentabilidade, utilizando tecnologias que permitem aumentar a produtividade sem expandir a área cultivada.

  • Uso de plantio direto para a soja há 15 anos.
  • Operação 100% movida por energia elétrica renovável, gerada por placas solares.
  • Espaço disponível para instalação de mais placas fotovoltaicas.

Reaproveitamento de resíduos

Os resíduos gerados na fazenda são reaproveitados de maneira eficiente. O farelo resultante da produção é utilizado como ração para o gado, que também é criado na propriedade. As embalagens de papelão são enviadas para reciclagem, enquanto os defensivos agrícolas passam por um rigoroso processo de lavagem e inutilização.

  • Embalagens são triadas e segregadas por material e cor.
  • Embalagens lavadas são enviadas para recicladoras parceiras.
  • Embalagens não recicláveis são destinadas à incineração ambientalmente correta.

Resultados do sistema Campo Limpo

O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Impev) registrou um aumento de 11% no recebimento de embalagens usadas entre 2024 e 2025, com quase 76.000 embalagens coletadas em todo o Brasil. Desde 2002, mais de 900.000 toneladas de embalagens foram recebidas e recicladas, demonstrando o compromisso com a sustentabilidade.

Com essas práticas, a fazenda Jangada Brava avança na produção agrícola, mantendo o cuidado com o meio ambiente e garantindo a preservação das áreas de reserva florestal.

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Lei da reciprocidade gera debate sobre tarifas entre Brasil e EUA


O debate sobre a aplicação da lei da reciprocidade no Brasil ganha destaque, especialmente em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Especialistas alertam para os riscos de retaliações e suas consequências para a economia brasileira.

Contexto da lei da reciprocidade

A lei da reciprocidade visa estabelecer tarifas equivalentes entre países, mas sua implementação pode levar a um cenário de conflito comercial. Miguel Daú, especialista convidado, expressou preocupações sobre a eficácia dessa medida diante da hegemonia econômica dos EUA.

Riscos de retaliação

  • Os Estados Unidos possuem uma forte capacidade militar e econômica.
  • Retaliações podem prejudicar setores brasileiros, especialmente em São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
  • A aplicação da lei pode resultar em tarifas adicionais, como a proposta de 12,5% sobre produtos relacionados a trabalho forçado.

Perspectivas futuras

Com as eleições nos EUA se aproximando, há expectativa de mudanças nas políticas comerciais. A resistência do governo brasileiro, liderado pelo presidente Lula, já mostra resultados positivos nas pesquisas de opinião, com redução na rejeição do presidente.

Os especialistas recomendam cautela e a busca por novos mercados, evitando ações precipitadas que possam agravar a situação econômica do país.

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