quarta-feira, junho 24, 2026

Autor: Redação

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Juros futuros recuam após IPCA-15 acima do esperado e movimento externo


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

Os juros futuros operaram em queda nesta quarta-feira (27), após abrirem perto da estabilidade, em meio ao recuo dos rendimentos dos Treasuries e dos preços do petróleo no mercado internacional. No cenário doméstico, os agentes também repercutiram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que subiu 0,62% em maio, acima da mediana das estimativas, de 0,56%. Em 12 meses, o indicador ficou em 4,64%, também acima da projeção mediana de 4,59%.

No início da manhã, às 9h22, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuava para 14,020%, ante 14,055% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 atingia 13,720%, abaixo dos 13,798% do fechamento de terça-feira (26). Já o DI para janeiro de 2031 caía para 13,820%, ante 13,907% no ajuste anterior.

O movimento indica que, naquele momento, prevaleceu a leitura do ambiente externo sobre a surpresa inflacionária doméstica. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos costuma aliviar a pressão sobre os juros locais, ao reduzir a atratividade relativa dos ativos em dólar. O recuo do petróleo também entra no radar por seu potencial de influência sobre expectativas de inflação e custos.

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Por outro lado, o IPCA-15 acima da mediana reforça a atenção do mercado para a trajetória de preços no curto prazo. Como a inflação é um dos principais parâmetros para a política monetária, a leitura do indicador tende a influenciar expectativas sobre a condução da taxa básica de juros.

Para o setor agropecuário, esse comportamento do mercado financeiro é relevante porque o custo do dinheiro afeta linhas de financiamento, capital de giro, investimento em máquinas, armazenagem e custeio da produção. A transmissão para o campo, no entanto, depende das condições efetivas de crédito, das taxas finais cobradas e das políticas públicas em vigor.

O mercado deve continuar ajustando as curvas de juros conforme a leitura dos próximos indicadores de inflação e do cenário internacional. Com as informações disponíveis, ainda não há base suficiente para afirmar mudança consolidada na trajetória das taxas, mas o comportamento dos contratos mostra sensibilidade simultânea ao ambiente externo e aos dados domésticos de preços.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IPCA-15 sobe 0,62% em maio, com pressão de alimentos


IPC-Fipe sobe 0,40% na 3ª quadrissemana de maio em São Paulo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,62% em maio, após alta de 0,89% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (27). Com o resultado, a prévia da inflação acumula avanço de 3,02% no ano e de 4,64% em 12 meses. O dado mostra desaceleração mensal, mas indica aceleração no acumulado em 12 meses frente aos 4,37% registrados até abril.

A leitura de maio ficou acima do centro da meta de inflação e também superou a comparação anual do mês anterior. A mediana das estimativas apurada pelo Projeções Broadcast apontava alta de 0,56% no mês e de 4,59% em 12 meses, o que mostra que o resultado veio acima do esperado pelo mercado.

Entre os grupos pesquisados, alimentação e bebidas subiram 1,38% em maio, após avanço de 1,46% em abril. Segundo o IBGE, esse grupo respondeu por 0,30 ponto porcentual do IPCA-15 do mês, a maior contribuição individual para o índice.

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Dentro desse conjunto, a alimentação no domicílio avançou 1,73%, ante 1,77% em abril. Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,51%, abaixo dos 0,70% observados no mês anterior. O comportamento desses preços é acompanhado de perto pelo setor agropecuário porque influencia o consumo interno de alimentos, a formação de margens na cadeia e a percepção sobre custos ao consumidor.

Na direção oposta, o grupo transportes caiu 0,33% em maio, depois de alta de 1,34% em abril, com contribuição negativa de 0,07 ponto porcentual. Os combustíveis recuaram 1,47% no período. A gasolina caiu 1,32%, após alta de 6,23% em abril, e o etanol recuou 2,73%, depois de avanço de 2,17%.

Para o agro, o resultado combina dois vetores relevantes: alimentos ainda pressionando a inflação ao consumidor e combustíveis em queda, movimento que pode aliviar parte dos custos logísticos e operacionais, a depender da duração desse comportamento nos próximos levantamentos.

Os dados de maio indicam que a desaceleração do índice cheio não eliminou a pressão dos alimentos no varejo. Sem detalhamento adicional sobre itens específicos nesta prévia, a extensão desse movimento para as cadeias agropecuárias dependerá da composição dos próximos relatórios do IBGE e da evolução dos preços de energia, frete e consumo das famílias.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IPCA-15 sobe 0,62% em maio com pressão de alimentos e energia


IPCA-15 sobe 0,62% em maio com pressão de alimentos e energia

A prévia da inflação oficial do país subiu 0,62% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (27). A taxa ficou 0,27 ponto percentual abaixo da observada em abril, de 0,89%. No resultado do mês, os grupos Alimentação e Bebidas, com alta de 1,38%, e Habitação, com avanço de 1,03%, exerceram as maiores pressões sobre o índice.

No acumulado do ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registra alta de 3,02%. Em 12 meses, o indicador chegou a 4,64%, acima dos 4,37% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Entre os itens com maior impacto individual no índice de maio, o IBGE destacou energia elétrica residencial, com alta de 2,16% e contribuição de 0,09 ponto percentual, além de carnes, que subiram 1,98% e responderam por 0,06 ponto percentual. O leite longa vida avançou 6,07% e teve impacto de 0,05 ponto percentual.

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Na alimentação no domicílio, a alta foi de 1,73% em maio, após 1,77% em abril. Os principais avanços ocorreram em batata-inglesa, com 26,29%, tomate, com 12,97%, leite longa vida, com 6,07%, e carnes, com 1,98%. Em sentido contrário, maçã recuou 2,32% e café moído caiu 2,09%.

Para o setor agropecuário, o comportamento desses preços ajuda a medir o repasse ao consumidor de produtos in natura e processados, além de sinalizar o ambiente de demanda no varejo alimentar. No caso das carnes e dos lácteos, o avanço reforça a atenção sobre custos, oferta e formação de preços ao longo da cadeia.

No grupo Transportes, que caiu 0,33%, os combustíveis passaram de alta de 6,06% em abril para recuo de 1,47% em maio. O etanol caiu 2,73%, o óleo diesel recuou 2,04% e a gasolina, 1,32%. A redução tem efeito sobre frete, logística e custo operacional no campo, embora o impacto dependa da duração do movimento nas próximas leituras.

Regionalmente, Goiânia registrou a maior variação, de 1,41%, enquanto Brasília teve a menor, de 0,33%. Segundo o IBGE, a coleta de preços do IPCA-15 de maio ocorreu entre 16 de abril e 15 de maio. A próxima divulgação do indicador está prevista para quarta-feira (25 de junho). Até lá, a leitura disponível indica desaceleração na inflação cheia do mês, mas com pressão ainda concentrada em alimentos e energia.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Câmara deve decidir nesta quarta-feira se fim da escala 6×1 avança


Deputados Leo Prates e Alencar Santana na Comissão Especial pelo fim da escala 6x1
Foto: Agência Câmara

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 pode votar nesta quarta-feira (27) o parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

A votação havia sido adiada na última segunda-feira (25) após um pedido de vista coletivo apresentado pelos parlamentares.

O texto relatado por Prates propõe a redução gradual da jornada máxima de trabalho no Brasil para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, a mudança ocorreria em duas etapas. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima cairia para 42 horas semanais. Depois de 12 meses, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas por semana.

O parecer apresentado pelo relator unifica duas propostas que tramitam na Câmara. Uma delas é a PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa a redução da jornada para 36 horas semanais em um período de dez anos.

A outra é a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), que propõe a adoção da escala 4×3 , quatro dias de trabalho e três de descanso , com limite de 36 horas semanais após um ano.

Após a análise na comissão especial, a proposta ainda precisará ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para o Senado Federal.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho mantém boa perspectiva



Clima favorece colheita do milho



Foto: Canva

De acordo com análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária nesta segunda-feira (25), a colheita do milho da safra 2025/26 começou em Mato Grosso e, até o dia 22 de maio, alcançou 0,57% da área estimada em 7,39 milhões de hectares. Apesar do percentual ainda reduzido, o ritmo está 0,26 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra anterior, indicando uma leve antecipação dos trabalhos no estado.

O levantamento aponta que a região Médio-Norte lidera o avanço da colheita, com 1,18% da área já colhida. Segundo os informantes consultados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, principalmente nas áreas semeadas dentro da janela ideal de plantio, cenário que sustenta uma perspectiva positiva para a safra estadual.

Mesmo com o início das operações, a colheita ainda ocorre de forma pontual em Mato Grosso, já que grande parte das áreas segue aguardando o ponto ideal de maturação para intensificar os trabalhos no campo. O instituto destaca que o avanço mais consistente deve ocorrer nas próximas semanas, conforme as lavouras atinjam condições adequadas para a retirada dos grãos.

A expectativa do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária é de que a colheita ganhe ritmo a partir de junho. A previsão de baixos volumes de chuva nas próximas semanas deve favorecer o avanço das atividades nas diferentes regiões produtoras do estado.





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Estudo encontra microplástico em 93,6% dos peixes analisados no litoral do Paraná


Estudo encontra microplástico em 93,6% dos peixes analisados no litoral do Paraná

Um estudo do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), divulgado nesta quarta-feira (27), identificou microplásticos no trato digestivo de 44 dos 47 peixes analisados em feiras e mercados do litoral do Paraná. O equivalente a 93,6% da amostra foi observado principalmente em espécies demersais, que vivem em contato com o fundo do mar. A pesquisa também encontrou fragmentos em aves costeiras monitoradas na região.

Segundo a oceanógrafa Fernanda Possatto, pesquisadora ligada ao Rebimar e à Associação Mar Brasil, os microplásticos são partículas menores que 5 milímetros, geradas pela fragmentação de resíduos plásticos como embalagens, garrafas, pneus, tecidos e tintas. No caso dos peixes, o estudo avaliou o trato digestivo dos animais comercializados no litoral paranaense.

A pesquisadora afirmou que os resultados ainda não permitem concluir sobre risco à saúde alimentar humana. De acordo com ela, o material foi encontrado no estômago e no intestino, e não há, até o momento, indicação técnica apresentada pelo estudo sobre contaminação do músculo, que é a parte consumida.

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O levantamento também analisou material regurgitado de aves com contato com o ambiente marinho, como gaivotas e corujas-buraqueiras. Em 69% das amostras, foram identificados fragmentos de microplástico. Para os pesquisadores, a presença em diferentes espécies indica dispersão ampla desse material, inclusive em áreas preservadas e em zonas com maior atividade portuária, como o entorno de Paranaguá.

Na avaliação técnica do estudo, os dados ajudam a compreender a circulação de contaminantes na cadeia alimentar e podem subsidiar futuras referências para monitoramento ambiental. O trabalho cita ainda a necessidade de aprofundar investigações sobre a transferência de compostos tóxicos para os tecidos dos animais e sobre possíveis efeitos na fecundidade e na saúde das espécies.

Os autores do levantamento afirmam que ainda faltam parâmetros consolidados para definir limites de microplástico em água, organismos e alimentos. Por isso, a principal indicação técnica, neste momento, é ampliar o monitoramento e a produção de dados para orientar decisões ambientais, sanitárias e de manejo na cadeia do pescado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Nova frente fria faz chuva ganhar força em parte do país e aumenta risco de temporais


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Foto: Pixabay

A passagem de uma nova frente fria pelo oceano mantém o tempo instável em parte do Sudeste e provoca chuva forte em áreas do Nordeste nesta quarta-feira (27). Enquanto isso, o Sul do Brasil começa a registrar melhora gradual nas condições do tempo, embora ainda haja muita nebulosidade e ocorrência de chuva fraca em alguns pontos.

Sul

O ciclone extratropical associado ao sistema frontal se afasta para o oceano, favorecendo a estabilização do tempo na região Sul. Mesmo assim, ainda há previsão de chuviscos e chuva fraca durante a madrugada e manhã nos Vales, Serra e Litoral Norte do Rio Grande do Sul, além do sul e interior de Santa Catarina. No litoral do Paraná, a chuva fraca também pode ocorrer ao longo do dia.

A entrada de uma massa de ar frio mantém as temperaturas baixas principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As menores mínimas devem ser registradas em áreas de serra, no sul e sudoeste gaúcho. As rajadas de vento podem variar entre 40 e 50 km/h entre o litoral norte gaúcho e o sul catarinense.

Sudeste

A circulação marítima pós-frontal mantém o céu carregado em várias áreas. Em São Paulo, a chuva ganha força principalmente no litoral, Vale do Paraíba e extremo leste do estado, com possibilidade de precipitação moderada a forte. Já na Grande São Paulo, nordeste paulista e pontos do interior, a chuva ocorre com menor intensidade.

No Rio de Janeiro, a frente fria avança pela costa e mantém ventos moderados no litoral. As regiões da Costa Verde, centro-sul fluminense e Serra podem registrar chuva moderada a forte ao longo do dia. Em Minas Gerais, o Sul de Minas e a Zona da Mata começam a quarta-feira com muita nebulosidade e possibilidade de garoa, chuva fraca e até trovoadas isoladas.

A previsão indica queda nas temperaturas em parte do Sudeste devido ao aumento da nebulosidade e à entrada de ar frio. No extremo norte de Minas Gerais, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%. Também há previsão de rajadas entre 40 e 50 km/h no litoral paulista e fluminense.

Centro-Oeste

O tempo segue mais estável na maior parte da região. Há possibilidade de chuva fraca e isolada apenas em áreas do oeste, leste e interior de Mato Grosso do Sul, além de pontos isolados de Mato Grosso. Goiás e o Distrito Federal devem ter predomínio de tempo firme.

As temperaturas permanecem elevadas, com exceção do sul de Mato Grosso do Sul, onde o avanço do ar frio deixa o dia mais ameno. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30% em áreas de Mato Grosso e Goiás, enquanto os ventos podem alcançar rajadas de até 50 km/h.

Nordeste

Os ventos úmidos vindos do oceano seguem favorecendo chuva frequente entre o litoral da Bahia e o Rio Grande do Norte. Segundo a Climatempo, há previsão de chuva moderada a forte no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e entre Salvador e o sul da Bahia.

O alerta é maior para a faixa litorânea entre a Paraíba e Pernambuco, onde há risco de temporais. Já no interior nordestino, o tempo segue quente e seco, com baixa umidade relativa do ar principalmente na metade oeste da Bahia e no centro-sul do Maranhão e do Piauí.

Norte

O padrão de instabilidade continua intenso, principalmente em Roraima, Amapá, Amazonas e norte do Pará. O calor e a elevada umidade favorecem pancadas fortes, temporais e altos volumes de chuva, especialmente em Roraima.

Cidades como Boa Vista e Macapá seguem com risco de temporais isolados e chuva volumosa. Já em Rondônia, Tocantins e parte do Pará, o tempo permanece mais firme. No Tocantins e extremo sudeste paraense, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, enquanto os ventos também podem atingir rajadas de até 50 km/h.

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Ataques dos EUA ao Irã revertem expectativas positivas dos mercados


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (27), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que ataques dos EUA ao Irã reverteram o otimismo geopolítico e levaram o petróleo a subir 3,58%, com o Brent encostando nos US$ 100.

O Ibovespa caiu 0,69% aos 176 mil pontos e o dólar se manteve acima de R$ 5,00. Hoje, foco no IPCA-15 de maio, que pode definir o espaço para corte de 0,25 ponto na Selic em junho.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Estudo identifica mercúrio e chumbo em caranguejo-uçá no litoral do Paraná


Estudo identifica mercúrio e chumbo em caranguejo-uçá no litoral do Paraná

Pesquisadores do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) identificaram a presença de mercúrio e chumbo em exemplares de caranguejo-uçá no litoral do Paraná. O estudo foi conduzido em áreas de manguezal da região de Paranaguá e apontou que a ocorrência dos contaminantes varia conforme o local e a época do ano. Segundo a equipe responsável, ainda são necessários novos levantamentos para dimensionar possíveis efeitos do consumo humano.

A pesquisa é coordenada pela professora Cassiana Baptista Metri, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), que também atua no Rebimar. De acordo com a pesquisadora, além de zinco, manganês e magnésio, foram detectados nos crustáceos elementos não desejáveis, como mercúrio e chumbo. Até o momento, o estudo não indica presença constante desses contaminantes em todos os pontos monitorados.

Os dados mais recentes do governo do Paraná mostram que a pesca de caranguejo movimentou cerca de R$ 9,8 milhões no estado em 2024. Entre os municípios de destaque na atividade estão Guaraqueçaba, Guaratuba, Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná. Nesse contexto, o monitoramento ganha relevância para pescadores, extrativistas, comércio local e consumidores.

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Segundo Cassiana, a etapa atual busca calcular quanto o consumo de um caranguejo potencialmente contaminado pode representar em exposição a metais que podem se acumular no organismo. Ela informou que o consumo do uçá é sazonal e concentrado regionalmente, sobretudo fora do período de defeso, entre dezembro e meados de março.

A pesquisadora relatou ainda que os animais avaliados apresentaram atividade normal, sem sinais evidentes de comprometimento biológico. Entre as hipóteses em análise estão a eliminação de contaminantes pela carapaça, que é renovada periodicamente, e um possível efeito associado à alimentação do caranguejo, baseada em folhas de mangue.

A área monitorada fica próxima ao Porto de Paranaguá, além de zonas turísticas e territórios tradicionais. A pesquisa não apresentou, até agora, conclusão definitiva sobre a origem dos contaminantes nem sobre limite de risco ao consumo.

O resultado reforça a necessidade de continuidade do monitoramento em manguezais e de estudos complementares sobre bioacumulação, origem dos metais e segurança alimentar. Sem esses dados adicionais, não há base técnica suficiente para estimar impacto direto sobre a atividade extrativa ou para definir orientação sanitária mais ampla.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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CCGL amplia terminal em Rio Grande com investimento de R$ 680 milhões


Arco Norte amplia peso na exportação de grãos e na entrada de fertilizantes

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, visitou nesta terça-feira (26) as obras do complexo portuário da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), em Rio Grande. A cooperativa investe R$ 680 milhões no Terminal Marítimo Luiz Fogliatto (Termasa), no Porto de Rio Grande. Segundo as informações divulgadas durante a agenda, a ampliação pretende elevar a capacidade operacional do terminal para 6 mil toneladas por hora.

A CCGL informou que suas unidades de logística respondem atualmente por 52% dos graneis vegetais exportados pelo Rio Grande do Sul. Além do Termasa, a cooperativa também opera o Terminal Graneleiro (Tergrasa), estrutura voltada ao escoamento de produtos como soja, farelo de soja e outros graneis vegetais.

As obras estão em fase de execução civil e incluem a modernização da estrutura e a incorporação de equipamentos. De acordo com a cooperativa, o objetivo é ampliar a capacidade de exportação e reduzir gargalos operacionais no porto gaúcho. O prazo de conclusão das intervenções não foi informado no material divulgado.

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O vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Jr., afirmou que a mudança de estrutura busca aumentar a competitividade do terminal no mercado de exportação de graneis vegetais. Pela dimensão da capacidade projetada, a ampliação pode reforçar o papel de Rio Grande no embarque de farelo de soja e soja, em um momento em que logística e velocidade de carregamento seguem como fatores relevantes para tradings, cooperativas e indústrias.

Na mesma agenda em Rio Grande, a comitiva da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) também visitou a Refinaria de Petróleo Riograndense. Segundo o governo estadual, a unidade mantém projeto para migração da produção de combustíveis fósseis para produtos renováveis, com foco nos mercados de combustível sustentável de aviação (SAF) e óleo vegetal hidrotratado (HVO).

Do ponto de vista do setor agropecuário, a ampliação do terminal adiciona capacidade logística a uma das principais rotas de exportação do Sul do país. O efeito prático sobre fluxo de embarques, custos e competitividade dependerá da entrada em operação da estrutura ampliada e de informações adicionais sobre cronograma, volume efetivo movimentado e integração com a cadeia exportadora.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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