segunda-feira, junho 22, 2026

Autor: Redação

News

Apesar da alta oferta, mercado do açúcar segue em ritmo lento


colher mexendo açúcar
Foto: Pixabay

O ritmo do mercado paulista do açúcar cristal se manteve mais lento na última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), compradores ainda seguem cautelosos nas aquisições, no aguardo de mais baixas nos preços.

Pesquisadores do centro de estudos relatam que mesmo a expectativa sendo de um cenário com oferta abundante ao longo do ciclo, algumas projeções apontam produções mais voltadas para o etanol, o que pode diminuir a oferta do açúcar no curto prazo.

O cenário internacional do açúcar demerara sofreu recuos na Bolsa de Nova York (ICE Futures), durante a semana passada, devido ao avanço de exportações da Tailândia nos nos primeiros meses de 2026.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr

O post Apesar da alta oferta, mercado do açúcar segue em ritmo lento apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Navios que cruzam Ormuz precisam de autorização da Guarda, diz autoridade do Irã


Logotipo Reuters

 

Por Parisa Hafezi e Jonathan Saul

DUBAI/LONDRES, 17 Abr (Reuters) – Todos os navios podem navegar pelo Estreito de Ormuz, mas isso precisa ser coordenado com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters, acrescentando que o descongelamento de recursos iranianos faz parte do acordo.

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, escreveu no X que o estreito estava aberto depois que um acordo de cessar-fogo foi firmado no Líbano, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar que um acordo para acabar com a guerra do Irã ocorrerá “em breve”, embora o momento ainda não esteja claro.

Centenas de navios e 20.000 marítimos ficaram retidos no Golfo esperando para passar pela importante hidrovia, que movimenta cerca de 20% dos fluxos de petróleo e gás natural liquefeito do mundo.

A autoridade iraniana afirmou que os trânsitos seriam restritos às rotas que o Irã considerasse seguras, acrescentando que as embarcações militares ainda estavam proibidas de cruzar o estreito.

“A liberação dos recursos do Irã foi parte do acordo para a reabertura do estreito”, observou a autoridade, referindo-se a uma receita congelada estimada em US$30 bilhões, gerada principalmente pelas exportações de petróleo e gás, bloqueadas em meio às sanções dos EUA contra Teerã.

Não ficou imediatamente claro se isso incluía as faixas do Esquema de Separação de Tráfego (TSS) estabelecidas para entrar e sair do Golfo, usadas pela navegação internacional desde a década de 1970.

“Até mesmo as embarcações dos EUA serão permitidas, excluindo os navios militares”, disse ele.

A fonte acrescentou que certas rotas através de Ormuz permaneceriam abertas, mas que elas precisariam ser determinadas como seguras pelo Irã.

“A navegação será feita em coordenação com o Irã e com a autorização da Guarda e da Organização Marítima e de Portos do Irã para garantir a segurança da navegação”, disse a autoridade.

Pouco depois da declaração de Araqchi, o presidente dos EUA, Donald Trump, postou no Truth Social: “O IRÃ ACABOU DE ANUNCIAR QUE O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ COMPLETAMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM”.

Trump acrescentou que permanece em vigor o bloqueio militar dos EUA aos navios que navegam pelo estreito de e para portos iranianos, anunciado após as negociações com o Irã no último fim de semana no Paquistão, que terminaram sem acordo.

A mídia estatal iraniana, citando uma autoridade não identificada, disse que se o bloqueio dos EUA persistir, Teerã considerará isso uma violação do cessar-fogo e voltará a fechar o estreito.

(Reportagem de Parisa Hafezi e Jonathan Saul)





Source link

News

Ministério Público do Trabalho pede proibição total do glifosato no Brasil


pulverizador defensivo agrotóxico herbicida glifosato
Foto: Pixabay

O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou uma Ação Civil Pública na última sexta-feira (22) pedindo a proibição do glifosato, o defensivo agrícola mais utilizado nas lavouras do país, com forte presença em culturas como soja, milho e algodão.

O processo inclui a suspensão do registro, da fabricação, da comercialização, da importação e da exportação do glifosato e de seus derivados no Brasil, e tem como alvos diretos a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na peça jurídica, os procuradores do MPT alegam riscos à saúde humana, especialmente no que diz respeito à exposição ocupacional dos trabalhadores que manejam o produto no campo. Outro ponto usado para justificar o pedido de veto total são os danos causados por contaminações ao meio ambiente.

Procuradas pelo Canal Rural, tanto a Anvisa quanto as defesas dos órgãos citados não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

Argumentação jurídica baseia-se em reviravolta científica

O principal fundamento técnico utilizado pelo MPT nesta nova ofensiva jurídica baseia-se em um fato recente do cenário científico internacional. A revista especializada Regulatory Toxicology and Pharmacology realizou a retratação de um estudo clássico publicado no ano 2000.

O artigo em questão era considerado uma das principais referências globais utilizadas por agências reguladoras e empresas químicas para atestar a segurança do glifosato e refutar seu potencial carcinogênico.

Ao retirar o paper citando preocupações éticas e potenciais conflitos de interesse dos autores originais, a publicação abriu margem para que o MPT argumentasse juridicamente que a base que sustentava a liberação comercial do ativo perdeu validade científica.

Impacto produtivo e risco de prejuízo bilionário no campo

Estudos da Embrapa Meio Ambiente mostram que os herbicidas representam cerca de 59% de todas as vendas de defensivos agrícolas no Brasil. Segundo os pesquisadores, esse uso está diretamente atrelado à consolidação do Sistema de Plantio Direto nas últimas três décadas.

Nesse contexto, o glifosato se mostra decisivo para a produtividade das lavouras brasileiras, uma vez que grande parte da produção brasileira de soja, milho e algodão utiliza biotecnologia de sementes geneticamente modificadas, desenvolvidas especificamente para resistir à aplicação do herbicida.

Vale salientar que a ação está em fase inicial. Portanto, a fabricação, a venda e a aplicação do glifosato nas lavouras brasileiras seguem autorizadas e ocorrendo normalmente em todo o território nacional, sem alterações práticas para o produtor rural enquanto o mérito é avaliado pelo Poder Judiciário.

O post Ministério Público do Trabalho pede proibição total do glifosato no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de herbicidas exige validação constante



A avaliação reúne variações semanais


A avaliação reúne variações semanais
A avaliação reúne variações semanais – Foto: Divulgação

O mercado de herbicidas técnicos voltou a mostrar a necessidade de acompanhamento frequente dos preços internacionais, em um cenário marcado por variações entre períodos e por diferentes referências de negociação. Segundo análise de Rafael Gomes, especialista em gestão de portfólio agroquímico, o levantamento mais recente considera o comportamento de herbicidas técnicos no intervalo de 8 a 15 de maio de 2026, com base em preços FOB China para produtos técnicos.

A avaliação reúne variações semanais, mensais e anuais, permitindo uma leitura comparativa da movimentação dos preços em diferentes horizontes. Os dados foram consolidados a partir de plataformas e referências do mercado chinês, incluindo negociações spot, monitoramento FOB e acompanhamento de movimentações da cadeia agroquímica.

De acordo com o material analisado, a leitura desse mercado exige atenção a fatores que podem influenciar os resultados apurados. Entre eles estão possíveis diferenças decorrentes da tradução do mandarim para o português, divergências entre fontes consultadas, datas de coleta, conversão entre renminbi e dólar e a própria dinâmica de negociação no mercado FOB China.

O acompanhamento dos herbicidas técnicos também demanda validação constante entre períodos comparativos, concentrações técnicas e movimentos de mercado. Essa necessidade ganha relevância em um ambiente considerado extremamente dinâmico, no qual alterações de curto prazo podem modificar a interpretação sobre preços e tendências.

A análise aponta ainda para a evolução dos cruzamentos de dados como caminho para tornar os levantamentos mais consistentes e alinhados à realidade do mercado internacional. O objetivo é reforçar a qualidade técnica das avaliações e contribuir para discussões mais precisas sobre a cadeia global de agroquímicos técnicos.

 





Source link

News

Comissão da Câmara ouve sindicatos sobre fim da escala 6×1 nesta terça-feira


Comissão da Câmara ouve sindicatos sobre fim da escala 6x1 nesta terça-feira

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o fim da escala 6×1 realiza audiência nesta terça-feira (26), às 14h30, no plenário 2, para ouvir representantes de entidades sindicais e movimentos sociais. O colegiado discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que trata da redução da jornada de trabalho no país. A votação do parecer está prevista para esta quarta-feira (27).

A audiência faz parte da série de reuniões promovidas pela comissão para reunir subsídios técnicos e políticos antes da deliberação da proposta. Segundo a pauta divulgada pela Câmara, o foco do encontro é ouvir representantes da sociedade civil ligados ao debate sobre jornada de trabalho e descanso semanal.

Nesta segunda-feira (25), o relator da comissão, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou parecer recomendando a redução da jornada para 40 horas semanais, sem corte de salário. O texto também prevê dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos, além de uma transição de 14 meses para adaptação às novas regras.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

A proposta ainda está em fase de análise na comissão especial e, se aprovada, seguirá a tramitação legislativa prevista para propostas de emenda à Constituição. O texto disponível até o momento não detalha efeitos setoriais específicos nem apresenta estimativas oficiais de custo ou impacto por atividade econômica.

Para o setor agropecuário, o tema entra no campo da regulação trabalhista e pode atingir operações com contratação formal, especialmente agroindústrias, frigoríficos, cooperativas, usinas e empresas com escalas contínuas. No entanto, o conteúdo divulgado pela comissão até agora não traz recortes sobre o impacto em atividades rurais, safristas ou cadeias produtivas específicas.

O andamento da votação nesta quarta-feira (27) deve indicar se a comissão consolidará o texto-base para a continuidade da tramitação. Até o momento, a discussão pública está centrada na proposta geral de jornada e descanso, sem detalhamento técnico oficial sobre efeitos operacionais para segmentos específicos da economia, incluindo o setor agropecuário.

Fonte: camara.leg.br

O post Comissão da Câmara ouve sindicatos sobre fim da escala 6×1 nesta terça-feira apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Portaria institui o Plano Inova Cacau 2030


Portaria institui o Plano Inova Cacau 2030

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta terça-feira (26), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. A medida estabelece a estrutura de governança e os mecanismos de coordenação, monitoramento e transparência da iniciativa, com vigência até 31 de dezembro de 2030. O foco do plano é o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do cacau.

Segundo a portaria, o plano tem como objetivos elevar a produtividade, melhorar a qualidade do cacau, ampliar a renda dos produtores e fortalecer a posição do Brasil como origem sustentável nos mercados nacional e internacional.

A execução seguirá as diretrizes, os eixos estratégicos, as metas e os indicadores definidos em documento técnico aprovado em 2023. O texto informa que esse documento poderá ser atualizado periodicamente, sem alteração dos objetivos centrais e da estrutura da iniciativa. As metas numéricas e os indicadores detalhados, porém, não foram apresentados no conteúdo informado sobre a publicação da norma.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

A coordenação do Plano Inova Cacau 2030 ficará a cargo da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Caberá ao órgão a articulação entre instituições, a consolidação de informações e indicadores, o apoio às instâncias de governança e a elaboração de relatórios periódicos de acompanhamento.

A participação de órgãos públicos, entidades e instituições privadas será voluntária, mediante instrumentos jurídicos adequados e em conformidade com a legislação. A portaria também explicita que essa adesão não gera automaticamente obrigações ou compromissos financeiros.

Do ponto de vista setorial, a formalização da governança cria uma base institucional para acompanhar ações na cacauicultura e organizar a execução de políticas voltadas à cadeia. Isso pode influenciar planejamento produtivo, assistência técnica e integração entre agentes públicos e privados, mas os efeitos operacionais dependerão do detalhamento das metas, da adesão dos participantes e da divulgação dos relatórios de monitoramento.

A portaria prevê monitoramento contínuo com base em metas e indicadores e a divulgação periódica de relatórios, em linha com as regras de transparência e acesso à informação. Sem a publicação, neste material, dos indicadores detalhados e do cronograma de execução, a evolução prática do plano dependerá dos próximos atos de implementação e dos documentos técnicos complementares.

Fonte: gov.br

O post Portaria institui o Plano Inova Cacau 2030 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Brasil reforça agenda de metas climáticas e mercado de carbono em reunião na Dinamarca


Fazenda apresenta mercado regulado de carbono em seminário na Câmara

O Brasil participou, na quinta-feira (21) e na sexta-feira (22), em Copenhague, na Dinamarca, da reunião de governança da NDC Partnership, coalizão global criada para apoiar a elaboração e a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) previstas no Acordo de Paris. O país exerce a copresidência da parceria ao lado da Austrália, representando os países em desenvolvimento em uma articulação que reúne mais de 250 países e instituições.

A reunião ocorreu em um momento de transição da agenda climática internacional, após a atualização de metas nacionais por diferentes países. Segundo o conteúdo divulgado, o foco agora está na implementação dessas metas por meio de políticas públicas, investimentos, fortalecimento institucional e instrumentos regulatórios.

As NDCs reúnem compromissos de redução de emissões, adaptação climática e transição para economias de baixo carbono. Nesse processo, a NDC Partnership atua na coordenação entre governos, organismos internacionais, bancos de desenvolvimento e instituições parceiras para conectar demanda por apoio técnico, financeiro e institucional.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Representaram o Brasil no encontro a secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, e a CEO da COP30, Ana Toni. De acordo com Cristina Reis, a etapa atual exige transformar metas em projetos, investimentos e políticas públicas. A secretária também afirmou que a implementação precisa considerar a realidade dos países em desenvolvimento e ampliar a cooperação internacional.

A participação do Ministério da Fazenda, segundo o governo brasileiro, está alinhada ao Plano de Transformação Ecológica, que busca integrar clima, financiamento e desenvolvimento produtivo. Entre os instrumentos citados está a lei que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, marco legal do mercado regulado de carbono no país. O modelo prevê regras de monitoramento, relato e verificação de emissões e incentivos à redução nos setores mais intensivos em carbono.

Para o público do agronegócio, a agenda tem relação com regulação climática, financiamento e transição produtiva. O conteúdo, no entanto, não detalha medidas específicas para a agropecuária nem apresenta prazos ou efeitos diretos por cadeia produtiva.

A reunião em Copenhague reforça a posição do Brasil na preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). No momento, os desdobramentos práticos para setores específicos, como o agro, dependem da regulamentação dos instrumentos anunciados e da definição de políticas de implementação das metas climáticas.

Fonte: gov.br

O post Brasil reforça agenda de metas climáticas e mercado de carbono em reunião na Dinamarca apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

São Martinho eleva lucro da safra 2025/26 para R$ 836,2 milhões


Moagem de cana cai 2,1% no Norte e Nordeste até março

A São Martinho encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 836,2 milhões, alta de 50,2% na comparação com o ciclo anterior, segundo resultado financeiro divulgado pela companhia nesta segunda-feira (25), após o fechamento do mercado. A receita líquida somou R$ 7,435 bilhões, avanço de 3,3%, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 3,503 bilhões, com crescimento de 1,7% e margem de 47,1%.

Segundo a companhia, o desempenho da safra foi sustentado principalmente pelo crescimento das receitas de etanol, energia elétrica, levedura e DDGS. A receita com etanol avançou 7,9%, para R$ 3,470 bilhões, apoiada em preços 7,3% maiores e volumes em linha com a safra 2024/25. Já a receita com açúcar recuou 1,5%, para R$ 3,218 bilhões, pressionada por preços 7,1% menores, embora o volume comercializado tenha crescido 6,1%.

No campo operacional, a São Martinho processou cerca de 21,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume estável na comparação anual. A produção de ATR totalizou 3,045 milhões de toneladas, queda de 2,0%. A empresa informou que a menor ocorrência de chuvas no período de crescimento do canavial afetou a produtividade, com recuo de 4,1%, e o ATR médio, com baixa de 2,5%.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

As operações com cana produziram aproximadamente 1,4 milhão de toneladas de açúcar, alta de 7,1%, e 1,1 milhão de metros cúbicos de etanol, queda de 6,3%. No processamento de milho, foram adicionados 220,9 mil metros cúbicos de etanol, 138,6 mil toneladas de DDGS e 6,2 mil toneladas de óleo de milho.

No quarto trimestre da safra, entre janeiro e março, o lucro líquido foi de R$ 172,85 milhões, alta de 64,6% sobre igual intervalo do ciclo anterior. A receita líquida trimestral alcançou R$ 2,245 bilhões, com avanço de 29,1%. A empresa atribuiu esse resultado à recuperação dos volumes comercializados de açúcar após os impactos das queimadas da safra passada e à melhora do mix de vendas.

Ao fim de março, a dívida líquida estava em R$ 4,9 bilhões, em linha com março de 2025. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, ficou em 1,41 vez, ante 1,43 vez um ano antes.

Os dados indicam que a safra foi marcada por maior contribuição de etanol e coprodutos para a receita, ao mesmo tempo em que o clima limitou indicadores agrícolas da cana. Para a cadeia sucroenergética, os números mostram a relevância da diversificação entre açúcar, biocombustíveis, energia e derivados na composição dos resultados. A companhia não informou, no material divulgado, projeções detalhadas para a próxima safra.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post São Martinho eleva lucro da safra 2025/26 para R$ 836,2 milhões apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Embrapa Alimentos e Territórios oficializa nova chefia em Maceió


Embrapa Alimentos e Territórios oficializa nova chefia em Maceió

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizou na última segunda-feira (25) a cerimônia interna de posse da nova chefia da Embrapa Alimentos e Territórios, em Maceió (AL). Ricardo Elesbão Alves está no cargo de chefe-geral desde 2 de janeiro, ao lado dos chefes-adjuntos Tenisson Waldow de Souza, na Administração, e Edy Sousa de Brito, em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. O evento ocorreu na futura sede da unidade, cuja infraestrutura ainda está em fase final de implantação.

A unidade foi instalada em um terreno de 16,6 hectares doado pelo governo de Alagoas e deve operar com laboratórios voltados a etnoconhecimento, conservação dinâmica da sociobiodiversidade e tecnologia alimentar aplicada à gastronomia. Segundo a Embrapa, a estrutura foi viabilizada com recursos de emendas parlamentares e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

A equipe prevista para atuação no local reúne 61 empregados, além de bolsistas, estagiários e colaboradores. Também participarão das atividades profissionais da Unidade de Execução de Pesquisa (UEP) de Rio Largo (AL), vinculada à Embrapa Tabuleiros Costeiros, e empregados removidos de outras unidades descentralizadas.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

De acordo com a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a unidade adota um modelo de trabalho centrado em sistemas agroalimentares, biodiversidade, cultura e territórios. A direção da empresa informou ainda que a revisão do foco de atuação das unidades descentralizadas inclui temas como sustentabilidade, transições climática, nutricional e energética, além de inclusão socioprodutiva.

Ricardo Elesbão afirmou que a nova gestão pretende consolidar o centro como referência em alimentos da biodiversidade, sistemas agroalimentares diferenciados e desenvolvimento territorial. A Embrapa informou que a unidade já lidera projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação social em 103 municípios de 13 estados.

O material divulgado pela empresa também cita parcerias com agricultores familiares e comunidades tradicionais em Alagoas e Pernambuco, com ações relacionadas a agrobiodiversidade, aproveitamento de alimentos, turismo de base comunitária e agregação de valor a produtos locais.

Com a sede em fase final de estruturação, a unidade deve ampliar a capacidade operacional para projetos de pesquisa e parcerias territoriais. O cronograma detalhado de entrada em funcionamento pleno dos laboratórios não foi informado no conteúdo divulgado pela Embrapa.

Fonte: embrapa.br

O post Embrapa Alimentos e Territórios oficializa nova chefia em Maceió apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Projeto de renegociação de dívidas do agro é adiado mais uma vez; governo e Senado tentam acordo


Renan Calheiros e Tereza Christina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
Foto: Agência Senado

A votação do projeto que cria uma linha especial de financiamento para renegociação das dívidas de produtores rurais foi adiada mais uma vez no Senado nesta terça-feira (26). Apesar da falta de consenso entre parlamentares e governo federal, senadores afirmaram que as negociações avançaram nas últimas horas.

Durante a abertura da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o presidente do colegiado, Renan Calheiros, informou que suspenderia temporariamente a votação sobre o projeto para uma nova rodada de conversas com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo Renan, ainda não houve acordo definitivo sobre o texto, mas a proposta deve ser votada ainda nesta terça-feira, independentemente de consenso com o governo.

Ainda de acordo com o senador, o Executivo demonstrou interesse em construir uma solução negociada para o setor agropecuário.

Avanços nas negociações

De acordo com a senadora Tereza Cristina, houve avanços importantes nas negociações. Segundo ela, os parlamentares aceitaram a regra de enquadramento defendida pelo governo, que limita o acesso às medidas aos produtores rurais que registraram perdas em pelo menos duas safras.

Outro ponto que avançou nas discussões foi o período das dívidas contempladas, que poderá abranger operações realizadas entre 2019 e 2025.

Projeto usa recursos do Fundo do Pré-Sal

O Projeto de Lei 5.122/2023 autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento rural.

A proposta original previa apoio apenas para produtores atingidos por eventos climáticos extremos. No entanto, o relatório apresentado por Renan Calheiros ampliou o alcance da medida para todo o setor agropecuário.

O texto prevê que receitas correntes do Fundo Social referentes a 2024 e 2025, além do superávit financeiro desses anos, possam ser direcionadas às operações de crédito rural.

Criado pela Lei 12.351/2010, o Fundo Social do Pré-Sal recebe recursos da exploração de petróleo e atualmente financia áreas como educação, saúde, meio ambiente e ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

O post Projeto de renegociação de dívidas do agro é adiado mais uma vez; governo e Senado tentam acordo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link