domingo, junho 21, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Algodão recua após semanas de alta



Bolsa de NY registra queda no algodão



Foto: Canva

De acordo com análise semanal divulgada nesta segunda-feira (25) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, as cotações do algodão na bolsa de Nova York interromperam a sequência de altas observada nas últimas semanas e passaram a registrar recuo. Segundo o instituto, fatores como o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que influenciou os preços do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 2026/27 nos Estados Unidos, sustentaram a valorização recente da pluma no mercado internacional.

O relatório aponta que o contrato para julho de 2026 chegou a atingir ¢US$ 87,77 por libra-peso no início de maio, acumulando valorização de 33,09% em relação ao começo de março. No entanto, nos últimos dias, o cenário mudou e o contrato encerrou a semana cotado a ¢US$ 77,42 por libra-peso. Conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a retração está relacionada à melhora das condições climáticas nos Estados Unidos e à queda nos preços do petróleo, movimento que tende a aumentar a competitividade das fibras sintéticas frente ao algodão.

A análise também destaca que houve correções técnicas nos contratos futuros após sucessivas sessões de valorização. Além disso, o início da colheita no Brasil passou a ser acompanhado de perto pelos agentes do mercado, já que o aumento da oferta de pluma disponível tende a ampliar a pressão sobre as cotações nas próximas semanas.





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El Niño coloca agro gaúcho em alerta


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar, os prognósticos consolidados para a atuação do fenôeno El Niño entre o fim do inverno e a primavera de 2026 acendem um alerta para o setor agropecuário do Rio Grande do Sul. Segundo a entidade, os modelos climáticos apontam para excesso hídrico significativo, cenário que já influencia a expectativa de redução da área cultivada com grãos de inverno, especialmente trigo e cevada, além de elevar o risco de inundações em diferentes regiões do estado. “O momento é de planejamento e adoção de medidas conservacionistas”, destacou a Emater/RS-Ascar.

A entidade orienta que técnicos e produtores aproveitem o período atual para revisar e fortalecer práticas de conservação do solo e dos recursos hídricos. Conforme o informativo, medidas que aumentem a infiltração e a retenção de água no perfil do solo ajudam a reduzir o escoamento superficial e retardam a elevação abrupta dos cursos d’água, diminuindo os impactos de enchentes nas bacias hidrográficas. Ao mesmo tempo, essas práticas ampliam a capacidade de armazenamento de água para períodos de estiagem de curta duração.

O levantamento também destaca que sistemas de manejo conservacionista, como o plantio direto e a manutenção de cobertura vegetal permanente, podem triplicar a taxa de infiltração de água no solo em comparação aos sistemas convencionais. Solos com níveis adequados de matéria orgânica, segundo a Emater/RS-Ascar, têm capacidade de armazenar centenas de milhares de litros adicionais de água por hectare. O informativo ainda aponta a construção e recuperação de terraços, o cultivo em nível e o uso de mix de plantas de cobertura como estratégias importantes para reduzir perdas de solo e água e aumentar a estabilidade produtiva.

Na pecuária, a recomendação é para planejamento antecipado do manejo das áreas. Entre as medidas indicadas estão o ajuste da carga animal, a adequação do pastejo e a redução do trânsito excessivo de animais em locais mais suscetíveis ao encharcamento e à degradação do solo.

A Emater/RS-Ascar reafirmou que seguirá atuando junto aos produtores gaúchos no desenvolvimento de sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis. Segundo o órgão, iniciativas como o Programa Operação Terra Forte funcionam como instrumentos de apoio técnico para recuperação e manejo conservacionista dos solos. A entidade também ressaltou a importância de ferramentas de monitoramento climático, como o SIMAGRO, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, no suporte à tomada de decisões diante da intensificação da variabilidade climática.

O informativo conclui que a adoção de sistemas produtivos voltados à conservação do solo fortalece a resiliência da agropecuária e contribui para ampliar os processos de infiltração hídrica nas áreas de precipitação, reduzindo o escoamento superficial e os impactos hidrológicos negativos ao longo das bacias hidrográficas do estado.





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Arco Norte se consolida como rota de entrada e saída de produtos agropecuários


Os portos do Arco Norte são os principais eixos de entrada de adubos e fertilizantes no país, ultrapassando o volume de desembarque verificado em Paranaguá. A mudança foi iniciada em 2024 e se consolidou no ano passado, quando em 2025 foram registradas 13,36 milhões de toneladas internalizadas a partir do Arco Norte contra 10,89 milhões de toneladas desembarcadas no porto do Paraná. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) durante a apresentação do Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3.

“Claramente, a gente percebe nos últimos 10 anos um deslocamento do sul para o norte do Brasil. A parte do Centro-Norte do país tem assumido uma relevância muito significativa na saída do grão brasileiro e também tem se aproveitado dessa própria logística para a importação dos fertilizantes que vem de fora do Brasil, em especial o potássio, a ureia e também o fosfatado, que são utilizados para a produção agrícola brasileira. Esse deslocamento se deve, principalmente, a investimentos públicos que foram feitos e isso tem contribuído para que haja essa mudança significativa. Antes todo o grão de Mato Grosso saía ou por Paranaguá ou, principalmente, por Santos. Agora, se reduziu a distância até o porto pela região do estado do Pará, como também do Maranhão, pelo porto de Itaqui, e isso tem contribuído de forma bastante expressiva para ampliação da área de produção”, avalia o presidente da Conab, Sílvio Porto.

“Um dos fatores que explica essa alta é a utilização da modalidade de frete de retorno, visando à diminuição do custo logístico. Ou seja, movimenta-se em direção aos portos com os grãos e retorna para as regiões produtoras com os fertilizantes”, explica o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos. “Isso torna evidente a importância do governo federal continuar com os investimentos na região do Arco Norte e nos sistemas de transportes para essas rotas, não somente visando a exportação dos grãos, mas também, às importações dos insumos, completando o atendimento logístico da cadeia produtiva como um todo, aumentando a competitividade nacional”, complementa.

Ainda de acordo com o Anuário, no período de 2021 a 2025, foi alcançado um crescimento nas importações de fertilizantes por esse complexo portuário de 62,7%, contra queda de -0,8% observado em Paranaguá. “As melhorias das condições de infraestrutura nos Portos do Arco Norte e a proximidade com as principais regiões produtoras de grãos e fibras do país, juntamente com os fretes de retorno, contribuem para que o fluxo de importações de fertilizantes por esta região”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Companhia, Thomé Guth.

Dentre os portos do Arco Norte, foram desembarcadas em Itaqui, no Maranhão, 34% do volume de fertilizantes internalizados pelo conjunto dos portos. O porto de Santarém, no Pará, participou com 22% do total regional, captando especialmente, as cargas oriundas dos estados do Pará e de Mato Grosso e do oeste de Tocantins. Já o porto de Salvador respondeu por 21% das importações, visando o atendimento da região do Matopiba, particularmente o Oeste Baiano, grande produtor de algodão, soja e milho.

A consolidação da região do Arco Norte como eixo de escoamento dos produtos agropecuários também traz novos desafios para o setor público. “Nós precisamos entender que esses processos logísticos também são vetores da expansão agrícola brasileira, e acende uma grande preocupação principalmente a expansão agropecuária na Amazônia, o que isso gera um tensionamento, desmatamento e conflitos agrários. Esse anuário nos permite que façamos uma análise mais ampla não só do fluxo das mercadorias, mas os impactos nos territórios gerados a partir desse processo de expansão agropecuária”, pondera o presidente da estatal.





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Produção de café em Baependi cresce 15,5% com apoio do ATeG


O técnico de campo Luiz Felipe Kraus assumiu, em 2022, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) de café em Baependi, no Sul de Minas, e os 28 produtores atendidos cultivavam 85,56 hectares e alcançavam produtividade média de 15,08 sacas/ha. Três anos depois, em 2025, a produtividade anual saltou para 32,29 sacas/ha, um avanço de 15,5%, desempenho superior ao resultado nacional, que cresceu 5,26% no período e fechou o ano com média de 30,4 sacas/ha.

Para Luiz Felipe, o crescimento expressivo é fruto do trabalho conjunto entre assistência técnica e produtores. “Tem a dedicação na nossa prestação de serviços, somada à credibilidade da instituição e à confiança do produtor, que segue as recomendações e adota novas tecnologias de manejo”, destaca.

Entre as práticas estimuladas pelo programa estão adubação equilibrada, manejo adequado do solo e das podas, análises frequentes, espaçamento correto das plantas e renovação de áreas desgastadas. O técnico também promove intercâmbio entre propriedades, incentiva o associativismo para reduzir custos com insumos e estimula a participação em eventos como a Semana Internacional do Café (SIC) e o Cupping Senar.

Os efeitos ultrapassam as fronteiras das propriedades assistidas. O presidente do Sindicato Rural de Baependi, Sirlei Silvério, afirma que os resultados motivaram produtores de municípios vizinhos, como Aiuruoca e Alagoa, a investir mais no café. “São pequenos produtores, mas o número cresceu mais de 500%”, afirma. O terroir das terras altas da Mantiqueira favorece, segundo técnicos, cafés especiais, de bebida mole e adocicada, com maior valor de mercado, fator que também impulsiona novos cafeicultores.

Qualidade reconhecidaFoi seguindo essas orientações que Michel Lopes Maciel e a família mudaram a forma de plantar, colher, beneficiar e vender o café. O cultivo começou em 2020 com 1500 pés. Em 2022, eles entraram para o grupo de ATeG e as mudanças foram significativas. “Se não fosse o ATeG, a gente não teria um café especial e nem a produção que tem hoje”, afirma Michel.

Em 2025, a lavoura chegou a 5 mil pés, o que rendeu 50 sacas, e ainda vieram as conquistas em duas premiações: 2º lugar na categoria Café Natural e 2º lugar na pontuação geral do 33º Concurso de Qualidade Minasul de Cafés Especiais, em Varginha (MG); e o 2º lugar na categoria Arábica Natural – Sul de Minas do 9º Cupping ATeG Café + Forte, realizado na SIC, em Belo Horizonte.

A força que vem da famíliaA sucessão familiar também é um dos quesitos trabalhados pelo ATeG e, segundo Luiz Filipe, um dos pontos fortes dos produtores de Baependi. Um dos casos de sucesso é o de Simone Vieira. A plantação de café na família começou há 44 anos, com os pais dela. Dos três filhos, apenas Simone – a única mulher – se interessou pelo trabalho no campo. “A vida inteira acompanhei meu pai”, conta.

Recentemente, Simone começou a assumir a dianteira dos negócios, mas seu Raul ainda participa. Além do café, a família também planta milho e cria bezerros. O marido de Simone ajuda com a criação e a filha Rafaela, de 14 anos, já segue os passos da mãe. “Ela gosta muito de lavoura, de gado. Se Deus quiser, vai ser minha sucessora”, diz a mãe orgulhosa.

Para 2026, a expectativa de Simone é colher 75 sacas/ha, um resultado, segundo ela, que só foi possível com o incentivo do profissional do Senar.





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Câmara aprova projeto que amplia itens de ração no Venda em Balcão


Câmara aprova projeto que amplia itens de ração no Venda em Balcão

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (26) o projeto de lei 1.384/2011, que amplia os produtos ofertados no Programa de Venda em Balcão (ProVB) e define critérios para a execução da política de estoques públicos de alimentos. O texto autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a operar com novos itens destinados à alimentação animal e ainda será analisado pelo Senado.

Pelo texto aprovado em votação simbólica, com manifestação contrária do Partido Novo, a Conab poderá adquirir sorgo, caroço de algodão, farelos de soja e de milho para manutenção do estoque destinado ao ProVB. Tradicionalmente, o programa era voltado à aquisição de milho para ração animal.

O projeto foi relatado pelo deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB). Segundo a proposta, o ProVB atende pequenos criadores com área equivalente a até dez módulos fiscais e renda bruta anual igual ou inferior ao limite de enquadramento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de cooperativas de produção agropecuária de agricultores familiares.

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O texto estabelece limites mensais de compra. Pequenos produtores poderão adquirir até 27 toneladas de ração por mês no âmbito do programa. Para cooperativas e associações de agricultores familiares, o limite será de 80 toneladas mensais.

A proposta também autoriza a União, por meio da Conab, a adquirir produtos básicos abrangidos pela Política de Garantia de Preços Mínimos por valor de até 25% acima do preço mínimo vigente na unidade federativa onde a operação ocorrer, por meio de leilões públicos. Além disso, a estatal poderá promover a venda direta de produtos oriundos de estoques públicos para programas e ações de abastecimento e segurança alimentar.

Outro ponto previsto é a regulamentação por ato conjunto do Executivo. Caberá aos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, da Agricultura e Pecuária e da Fazenda avaliar e aprovar as propostas da Conab para aquisição dos produtos destinados à alimentação animal e para uso dos estoques públicos.

A medida cria base legal para ampliar a composição dos estoques públicos voltados à alimentação animal e ao abastecimento, mas a aplicação prática ainda dependerá da análise do Senado e de regulamentação conjunta dos ministérios envolvidos. Sem esses atos, não estão definidos os critérios operacionais de acesso e execução do programa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sacrifício de 135 mil aves na Holanda mostra vantagem sanitária do Brasil, diz analista


gripe aviária - faesp
Foto: Faesp/divulgação

Novos casos de influenza aviária na Holanda registrados neste mês de maio acenderam um alerta sanitário em toda a Europa.

Na província de Frizland, norte do país, cerca de 80 mil frangos tiveram de ser abatidos após confirmação da doença em uma granja comercial. Dias antes, outras 55 mil aves já haviam sido eliminadas em Flavoland, na região central, totalizando 135 mil em apenas dois territórios.

Autoridades locais ressaltaram que a ocorrência chama atenção por acontecer fora do período mais crítico de disseminação do vírus, geralmente associado ao outono e inverno, quando há maior circulação de aves migratórias.

Diante dos casos, o governo holandês adotou medidas de controle, como zonas de restrição que poríbem o transporte de aves, ovos e resíduos, além de monitoramento de granjas localizadas em um raio de até dez quilômetros dos focos de influenza já identificados.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o Brasil tem um grande diferencial neste contexto de segurança sanitária.

“Tivemos apenas um foco de influenza aviária de alta patogenicidade em granja comercial e isso dá uma direção muito interessante para o Brasil nesse contexto global, ou seja, o Brasil é um ator principal nas exportações de carne de aves muito em função dessa capacidade de proteger as suas granjas desse problema tão grave que é a influenza viária”, ressalta.

Segundo o especialista, o cenário europeu ainda traz a expectativa que o Brasil continuará exportando grandes quantidades de carne de frango enquanto países como os Estados Unidos e a própria União Europeia enfrentam severas dificuldades para conter o avanço da doença.

“A percepção é que a carne brasileira tem um selo de qualidade adicional que está diretamente atrelado à questão sanitária, à resiliência sanitária que o Brasil tem de um trabalho muito bem estruturado e planejado”, contexualiza.

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Parecer de projeto sobre tributos dos combustíveis inclui proteção aos biocombustíveis


Preço do etanol cai em 20 estados e recua para R$ 4,27 por litro, diz ANP

A deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO) protocolou nesta terça-feira (26) o parecer ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que permite usar arrecadação extraordinária do setor de óleo e gás para compensar a redução de tributos federais sobre combustíveis. O texto foi apresentado na forma de substitutivo e, segundo relatos de fontes à Broadcast, deve ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27). Entre as mudanças, o relatório preserva tratamento tributário favorecido aos biocombustíveis.

O substitutivo mantém o eixo central da proposta original, que autoriza compensar renúncias de receita decorrentes de medidas emergenciais sobre combustíveis com receitas extras ligadas ao petróleo. O parecer também determina que a União preserve o regime fiscal favorecido aos biocombustíveis, com tributação inferior à dos combustíveis fósseis, em linha com a Emenda Constitucional 132.

Pelo texto, toda redução de tributo sobre combustíveis fósseis deverá ser acompanhada de ajuste correspondente nos biocombustíveis, de modo a manter o diferencial competitivo observado antes da guerra no Oriente Médio. Para a cadeia sucroenergética, a previsão busca evitar perda de competitividade do etanol diante de eventuais desonerações sobre gasolina e diesel.

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Outro ponto do relatório retira a trava para compensação de PIS/Cofins na produção de etanol. A proposta passa a autorizar o uso de créditos apurados para compensação com débitos próprios. Segundo a relatora, a medida não cria renúncia adicional, mas dá liquidez ao contribuinte e reduz o efeito de caixa sobre o agente que operacionaliza a desoneração.

O parecer ainda prevê que a subvenção seja paga em até 30 dias, contados da apresentação da comprovação. Também mantém a exigência de que a redução de alíquotas na importação e comercialização de combustíveis seja incorporada ao Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, com demonstração do impacto orçamentário.

As receitas públicas abrangidas pela proposta incluem royalties e participação especial da União, receitas do regime de partilha, tributos do setor de óleo e gás e dividendos recebidos pela União de empresas do segmento.

A tramitação ainda depende da votação em plenário. Se o texto for aprovado nos termos do parecer, o setor de biocombustíveis passará a ter previsão legal mais explícita para preservação de competitividade tributária em medidas emergenciais sobre combustíveis fósseis. O impacto prático dependerá da redação final aprovada e da implementação das compensações pelo Poder Executivo federal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ministro da Agricultura anuncia avanços na renegociação de dívidas e novo Plano Safra


Em evento realizado em Brasília, o ministro da Agricultura, André de Paula, anunciou que o próximo Plano Safra terá como foco a redução das taxas de juros e a renegociação de dívidas dos produtores rurais. Embora ainda não tenha uma data definida para o anúncio do novo plano, o ministro expressou otimismo em relação às negociações em andamento.

Expectativas para o novo Plano Safra

André de Paula afirmou que o objetivo é apresentar um plano agrícola ainda mais robusto em comparação ao ano anterior, com um montante de recursos que atenda às necessidades do setor. O ministro destacou:

  • O plano deve incluir juros menores em relação ao ano passado.
  • O montante de recursos será discutido em conjunto com o Ministério da Fazenda.
  • As conversas com o Congresso Nacional têm avançado positivamente.

Renegociação de dívidas

O ministro também comentou sobre o projeto de renegociação de dívidas que está sendo discutido no Senado. Ele espera um acordo satisfatório entre os produtores e o Ministério da Fazenda, enfatizando a importância de:

  • Construir uma taxa de juros acessível para os produtores rurais.
  • Garantir que o volume de recursos seja compatível com a realidade do setor.
  • Trabalhar em soluções que atendam às dificuldades enfrentadas pelos agricultores.

Próximos passos

André de Paula indicou que a previsão para o anúncio do Plano Safra 2026/2027 deve ser definida até a metade de junho. Ele reiterou a importância de um plano que não apenas eleve os recursos, mas que também seja acessível aos produtores, visando fortalecer o agronegócio brasileiro.

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Fim da escala 6×1: proposta de emenda à Constituição gera polêmica


O relator da proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal sem diminuição salarial, deputado Léo Prates, apresentou parecer favorável na comissão especial da Câmara. No entanto, um pedido de vista adiou a votação da proposta, que busca consolidar um teto semanal de 40 horas e garantir dois dias de descanso.

Reunião com representantes do setor produtivo

Representantes de diversos setores produtivos se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, solicitando mais tempo para a implementação da medida, com um cronograma mais extenso. Parlamentares da bancada do agronegócio se posicionaram contra a proposta nos moldes discutidos, apontando riscos de aumento da inflação e elevação nos custos de produção de alimentos.

Proposta de redução da jornada

A proposta prevê uma transição em duas etapas para a adoção da escala 5×2. Após 60 dias da promulgação da emenda, a jornada semanal passaria de 44 horas para 42 horas, com nova redução para 40 horas após um ano. Para profissionais com diploma de nível superior e remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o teto do regime geral de previdência social, será possível negociar regras próprias de organização do trabalho.

Impactos e preocupações do setor agro

Especialistas alertam para os impactos da proposta, especialmente em setores que utilizam intensivamente mão de obra, como saúde e construção civil. A proposta não prevê redução de custos trabalhistas, o que pode dificultar a adaptação das empresas. A diretora executiva da Sociedade Rural Brasileira destacou a necessidade de mais diálogo para discutir as especificidades do trabalho rural, que não são totalmente contempladas pela proposta.

Próximos passos na votação

A votação da proposta na comissão especial da Câmara deve ser retomada na quarta-feira, com a intenção do presidente Hugo Mota de levar o texto ao plenário até quinta-feira. A proposta, se aprovada, poderá trazer mudanças significativas nas relações de trabalho no Brasil.

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Produção de milho no Brasil deve alcançar 141,3 milhões de toneladas


A expectativa de produção de milho no Brasil para a próxima safra é de 141,3 milhões de toneladas, segundo atualização da Datagro. O analista Gabriel Bastos destacou que, apesar de uma leve redução em relação à safra anterior, o número é considerado relevante.

Impactos climáticos na produção

A revisão na expectativa de safra foi influenciada principalmente pelas condições climáticas em estados como Goiás e Mato Grosso do Sul, que apresentaram dificuldades no desenvolvimento do milho safrinha. Esses fatores devem impactar a produtividade.

Chuvas positivas em Mato Grosso

No entanto, a região Centro-Norte do Mato Grosso teve chuvas favoráveis, o que ajudou a mitigar a queda na expectativa de produtividade. Essa situação é vista como um fator positivo para o desenvolvimento do milho na região.

Aumento da demanda por etanol

Do lado da demanda, há uma expectativa de crescimento na produção de etanol de milho, impulsionada pelo aumento do número de usinas em operação, especialmente na região do Atopiba. Estima-se um possível déficit de 6 milhões de toneladas para a safra 2025/2026.

Exportações da Argentina

No cenário internacional, a Argentina registrou um volume recorde de exportações de milho em abril, totalizando 5,1 milhões de toneladas, com destaque para os mercados do Vietnã e Egito.

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