domingo, junho 21, 2026

Autor: Redação

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Lula defende que Petrobras alinhe decisões ao interesse do país


Petrobras anuncia R$ 2,8 bilhões para gás de Urucu e novas barcaças no Amazonas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (27), durante cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras no Amazonas, que a estatal deve considerar não apenas sua lógica empresarial, mas também prioridades definidas como de interesse do país. A fala ocorreu ao citar, como exemplo, a construção de barcaças no Brasil mesmo com custo superior ao de compras no exterior. O conteúdo detalhado dos investimentos anunciados não foi informado no material disponível.

Ao tratar da atuação da Petrobras, Lula disse que a empresa precisa levar em conta efeitos sobre emprego e desenvolvimento tecnológico. Segundo o presidente, a discussão com a companhia deve considerar “o que o Brasil precisa”, ainda que determinadas operações apresentem custo maior do que alternativas externas.

No exemplo citado, Lula mencionou a possibilidade de construir barcaças no Amazonas em vez de adquiri-las na China. De acordo com a fala presidencial, a decisão deveria avaliar não só o custo direto da Petrobras, mas também a geração de emprego e conhecimento tecnológico no país.

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O presidente também afirmou que o governo federal não “manda” na Petrobras, embora participe da indicação de nomes para o conselho e discuta prioridades nacionais com a empresa. A declaração reforça a sinalização política de defesa de maior alinhamento entre estatais estratégicas e objetivos de política industrial e energética.

Na mesma cerimônia, Lula criticou processos de privatização e citou a Eletrobras ao afirmar que a desestatização da companhia trouxe perda para o país. Também mencionou, de forma crítica, a venda de ativos estatais em governos anteriores.

Para setores produtivos, incluindo o agro, o tema tem relação com energia, combustíveis e logística. No entanto, o material disponível não apresenta medidas concretas, cronograma, valores, nem efeitos operacionais imediatos sobre preços de combustíveis, oferta energética ou transporte de cargas. Sem esses dados, não é possível dimensionar tecnicamente impactos objetivos para produtores, cooperativas ou agroindústrias.

As declarações indicam uma diretriz política de maior peso para conteúdo nacional e prioridades econômicas mais amplas nas decisões da Petrobras. Os efeitos práticos sobre cadeias produtivas dependerão da divulgação de projetos, valores, prazos e eventuais desdobramentos regulatórios ou operacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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EUA e México abrem três rodadas de negociação para revisar o USMCA


EUA e México abrem três rodadas de negociação para revisar o USMCA

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou nesta terça-feira (27) três rodadas de negociações bilaterais com o México no processo da primeira Revisão Conjunta do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA). A agenda começa nos dias 28 e 29 de maio, na Cidade do México, e seguirá em junho, em Washington, e na semana de 20 de julho, novamente em território mexicano. Entre os temas previstos estão regras de origem, segurança econômica e agricultura.

Segundo o USTR, a primeira rodada será liderada pelo vice-representante de Comércio dos Estados Unidos, Jeff Goettman, e terá foco em segurança econômica e regras de origem para bens industriais considerados estratégicos. A segunda etapa, marcada para os dias 16 e 17 de junho em Washington, D.C., incluirá também discussões sobre agricultura e igualdade de condições entre os parceiros.

A terceira rodada ocorrerá na semana de 20 de julho, na Cidade do México. Até o momento, o USTR não detalhou quais produtos agropecuários estarão no centro das conversas, nem informou possíveis mudanças em tarifas, cotas, exigências sanitárias ou mecanismos de acesso a mercado.

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Em nota, o escritório afirmou que as negociações buscarão assegurar que o USMCA gere benefícios para fabricantes, agricultores, pecuaristas, trabalhadores, prestadores de serviços e pequenas e médias empresas dos Estados Unidos. O representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse nesta terça-feira (27) que o presidente Donald Trump está atento ao déficit comercial norte-americano com o México, ao comentar as prioridades de Washington na agenda externa.

Para o setor agropecuário, a revisão é relevante porque o acordo integra fluxos comerciais entre três mercados centrais para grãos, carnes, alimentos processados e insumos. No entanto, ainda não há definição oficial sobre medidas concretas para o segmento rural. Sem esse detalhamento, o efeito prático sobre produtores, exportadores e cadeias produtivas dependerá do conteúdo final das negociações e de eventuais mudanças nas regras comerciais.

Neste momento, o cenário técnico indica apenas a abertura formal da revisão e a inclusão da agricultura na segunda rodada. Projeções sobre impacto em preços, exportações ou competitividade exigem a divulgação das propostas específicas que serão apresentadas pelos dois países ao longo do calendário de negociações.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio


Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio

A queda de 1,47% nos preços dos combustíveis levou o grupo Transportes a registrar recuo de 0,33% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (27). Em abril, o grupo havia subido 1,34%. O movimento foi puxado principalmente pela gasolina, além de reduções no etanol e no óleo diesel.

Segundo o IBGE, a gasolina caiu 1,32% em maio e respondeu pelo principal alívio individual do índice do mês, com impacto de -0,07 ponto porcentual. O etanol recuou 2,73% e teve a segunda maior contribuição negativa, de -0,02 ponto porcentual. O óleo diesel caiu 2,04% e retirou -0,01 ponto porcentual da inflação. Na direção oposta, o gás veicular subiu 2,12% no período.

Com esse comportamento dos combustíveis, o grupo Transportes passou de uma alta de 1,34% em abril para uma queda de 0,33% em maio, também com contribuição de -0,07 ponto porcentual para o IPCA-15 do mês.

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Entre os demais itens do grupo, a passagem aérea avançou 3,25% em maio. No transporte público, o ônibus urbano caiu 0,56% e o metrô recuou 0,21%. Já o ônibus intermunicipal subiu 0,27%, enquanto a integração de transporte público aumentou 0,30%.

Para o setor agropecuário, os dados são acompanhados sobretudo pelo comportamento do óleo diesel e do etanol. O diesel tem peso direto sobre frete, escoamento da produção, operação de máquinas e transporte de insumos. Já o etanol integra a cadeia de biocombustíveis, com reflexos sobre usinas, distribuidoras e formação de preços no mercado energético. O dado do IPCA-15, no entanto, mede a variação ao consumidor e não detalha nesta divulgação os efeitos regionais sobre frete rural ou custos por cadeia produtiva.

Os números de maio indicam alívio nos combustíveis dentro da prévia da inflação ao consumidor, com destaque para gasolina, etanol e diesel. Para medir o efeito prático sobre custos do agro, ainda são necessários dados complementares de frete, logística e preços regionais ao longo das próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de arroz cresce 41% em Alagoas


A produção de arroz em casca no Baixo São Francisco registrou crescimento de 41% entre 2023 e 2025, saltando de 17 mil para mais de 24 mil toneladas. O avanço é atribuído às ações do Programa Alagoas Mais Arroz, uma das frentes do Planta Alagoas, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que Alagoas alcançou produção de 19 mil toneladas na safra de arroz de 2024, aumento de 11% em relação ao ciclo anterior. A área colhida no Baixo São Francisco chegou a 2.691 hectares em 2025, com produtividade média de 8,47 toneladas por hectare.

Entre os municípios da região, Igreja Nova liderou a produção na safra 2025/2026, com 12,5 mil toneladas de arroz em casca e produtividade de 9,74 toneladas por hectare. Na sequência aparecem Porto Real do Colégio, com produção de 10,6 mil toneladas e produtividade de 8,34 toneladas por hectare, e Penedo, com produtividade de 8,19 toneladas por hectare.

Desde 2024, o Governo de Alagoas vem ampliando ações voltadas ao fortalecimento da rizicultura, com incentivos fiscais, entrega de maquinário agrícola e contratação de profissionais para assistência técnica e extensão rural. O objetivo é ampliar o atendimento aos produtores e estimular o crescimento da atividade no estado.

Em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária também realizou capacitações voltadas à tecnificação da cultura do arroz. As ações incluem orientações sobre escolha de sementes e adoção de práticas de cultivo consideradas mais rentáveis.

Segundo a Embrapa, a região do Baixo São Francisco reúne condições favoráveis de solo e clima para o cultivo do arroz, permitindo alcançar produtividades que, em alguns casos, podem superar as registradas em regiões tradicionais de produção, como o Rio Grande do Sul.

O estado possui consumo interno médio de 87 mil toneladas de grãos, enquanto a produção segue em expansão. Além de contribuir para o abastecimento, a atividade é apontada como fonte de renda para agricultores familiares e fator de movimentação econômica para produtores, usinas beneficiadoras e consumidores.





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Ministério da Agricultura lança sistema unificado para registro de defensivos agrícolas


Mapa lança sistema unificado para registro de agrotóxicos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (26), o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa) para o processo de registro de defensivos agrícolas no Brasil. A ferramenta foi formalizada por portaria publicada no Diário Oficial da União e passa a centralizar, em uma única plataforma, a tramitação dos pedidos feitos pelas empresas aos órgãos federais responsáveis pela análise.

Segundo o ministério, o Sispa integra a regulamentação da Lei nº 14.785/2023, que definiu o Mapa como órgão registrante de defensivos agrícolas e afins, além de prever protocolo único para os pedidos e a criação de um sistema eletrônico integrado de tramitação e avaliação.

Até então, o procedimento exigia que as empresas apresentassem requerimentos separadamente ao Ministério da Agricultura e Pecuária, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com o novo modelo, todas as petições passam a ser feitas exclusivamente por meio eletrônico em ambiente único, coordenado pela pasta.

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De acordo com o Mapa, a plataforma permitirá integrar os processos de análise de registro entre os três órgãos federais e também os dados de comercialização de defensivos agrícolas. As empresas poderão acompanhar em tempo real o andamento dos processos, o que, segundo a pasta, tende a reduzir a duplicidade de procedimentos e a circulação repetida de documentos entre os órgãos.

Em nota, o ministério informou que o sistema foi desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e com o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), que investiram mais de US$ 6 milhões no projeto. A iniciativa também contou com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Na cerimônia de lançamento, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, afirmou que a modernização não altera o rigor técnico nem os requisitos legais, mas busca elevar a eficiência administrativa. Para a cadeia agrícola, a medida incide sobre uma etapa regulatória relevante para o acesso a defensivos e para a gestão dos processos pelas empresas registrantes.

O efeito prático do Sispa sobre prazos de análise e volume de registros ainda dependerá da implementação operacional da plataforma e da adaptação dos órgãos e das empresas ao novo fluxo eletrônico. Até o momento, o ministério não apresentou, no conteúdo informado, estimativas numéricas de redução de prazo ou de estoque de processos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Alimentação, habitação e saúde concentram 95% do IPCA-15 de maio


Alimentação, habitação e saúde concentram 95% do IPCA-15 de maio

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,62% em maio, ante 0,89% em abril, mas permaneceu concentrada em três grupos: alimentação e bebidas, habitação e saúde e cuidados pessoais. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntos, os três grupos responderam por 95% da formação do índice no mês.

Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas subiu 1,38% em maio, após alta de 1,46% em abril, com impacto de 0,30 ponto porcentual sobre o IPCA-15. Dentro desse conjunto, a alimentação no domicílio avançou 1,73%, depois de alta de 1,77% no mês anterior. Já a alimentação fora do domicílio teve elevação de 0,51%, ante 0,70% em abril.

Habitação registrou alta de 1,03% em maio, com impacto de 0,15 ponto porcentual. O principal destaque foi a energia elétrica residencial, que subiu 2,16% e exerceu a maior pressão individual sobre a inflação do mês, com contribuição de 0,09 ponto porcentual. O resultado refletiu a adoção da bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes em concessionárias de Fortaleza, Salvador e Recife.

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Ainda em habitação, a taxa de água e esgoto aumentou 0,13%, influenciada por reajuste de 4,80% em Goiânia desde 1º de abril. O gás encanado avançou 0,44%, pressionado por reajuste médio de 3,00% no Rio de Janeiro em 1º de maio.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais teve alta de 1,05% e impacto de 0,14 ponto porcentual. As maiores pressões vieram de higiene pessoal, com aumento de 1,60%, produtos farmacêuticos, com 1,25%, e plano de saúde, com 0,50%.

No caso da alimentação, o comportamento do IPCA-15 é acompanhado pelo setor agropecuário porque sinaliza o ritmo de repasse de preços ao consumidor final, especialmente em itens consumidos no domicílio. O dado, porém, não detalha nesta divulgação quais produtos específicos responderam pela maior pressão dentro do grupo.

A leitura de maio mostra desaceleração do índice cheio, mas manutenção da pressão em despesas essenciais das famílias. Sem o detalhamento completo dos itens alimentícios nesta divulgação, a análise do efeito por produto e por cadeia depende da abertura adicional dos dados do IBGE.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Livro sobre registro de queijos autorais será lançado em Porto Alegre


Livro sobre registro de queijos autorais será lançado em Porto Alegre

Pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) lançam no sábado (30), em Porto Alegre, o livro “Registro de Queijos Autorais nos Serviços de Inspeção – Desafios e Orientações”. A apresentação ocorre durante o Seminário Latino Americano de Lácteos Artesanais, na Casa de Cultura Mário Quintana. A proposta da publicação é oferecer base técnica e regulatória para a legalização e regularização de queijos autorais produzidos no estado.

O lançamento está marcado para as 10h20 de sábado (30), no auditório Luís Cosme, com participação dos pesquisadores Alexander Cenci, Danilo Gomes e Larissa Ambrosini, da Seapi, além do biólogo Wemerson Oliveira, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IF-Sul), e do médico veterinário Gustavo Erhardt, da prefeitura de Nova Roma do Sul.

Segundo a Seapi, o Rio Grande do Sul tem cerca de 50 queijarias dedicadas à produção de queijos autorais. Esse segmento reúne produtos sem denominação reconhecida e que, em muitos casos, não se enquadram em um Regulamento Técnico de Qualidade (RTQ) específico, o que amplia a importância de orientações para registro e fiscalização.

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De acordo com Danilo Gomes, pesquisador do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Alimentos e Bebidas (Ceab), o material foi elaborado a partir de debates do grupo de estudos em inspeção e tecnologia de lácteos. Ele afirma que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já dispõe de diretrizes para o registro de queijos sem denominação reconhecida, e que o livro busca transformar esse conteúdo em referência prática para o setor.

Para a cadeia produtiva, o tema tem relação direta com formalização, acesso a mercado e agregação de valor. Gustavo Erhardt, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da prefeitura de Nova Roma do Sul, afirma que o comunicado técnico foi estruturado para orientar produtores, responsáveis técnicos, serviços de inspeção e consumidores sobre um dos principais gargalos dos queijos artesanais no país: o registro.

A publicação será gratuita, terá versão impressa e digital e ficará disponível para download a partir de sábado (30) no endereço agricultura.rs.gov.br/livros-ddpa. A Seapi informou ainda que o conteúdo também deve ganhar versão em espanhol.

Além do lançamento do livro, o tema dos queijos autorais será debatido na sexta-feira (29), às 16h, em mesa sobre desafios legais e de mercado no seminário. A publicação pode ampliar a padronização de procedimentos de inspeção e oferecer referência técnica para a formalização de pequenos empreendimentos, embora os efeitos práticos dependam da adoção do material pelos serviços competentes e pelos produtores.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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USDA informa plantio de milho em 86% e de soja em 79% nos Estados Unidos


USDA informa avanço do plantio de milho e soja nos Estados Unidos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, nesta terça-feira (26), que o plantio de milho no país alcançou 86% da área prevista até o último domingo (24), enquanto a soja chegou a 79%. Os dados constam do relatório semanal de acompanhamento de safra e indicam ritmo superior à média dos últimos cinco anos nas duas culturas. O levantamento também trouxe atualização sobre emergência das lavouras, condição do trigo e avanço do algodão.

No caso do milho, os trabalhos de campo ficaram em linha com o registrado no mesmo período do ano passado e 3 pontos porcentuais acima da média de cinco anos. Segundo o USDA, 60% da safra já havia emergido, ante 65% um ano antes e 58% na média histórica.

Para a soja, a semeadura alcançou 79% da área projetada, acima dos 75% observados na mesma data de 2025 e dos 68% da média de cinco anos. A emergência foi reportada em 49%, contra 48% no ano passado e 40% na média quinquenal.

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O relatório também mostrou deterioração nas condições do trigo de inverno. Apenas 26% da safra foi classificada como boa ou excelente até o último domingo, recuo de 1 ponto porcentual em relação à semana anterior. Na mesma data do ano passado, esse índice era de 50%. O USDA informou ainda que 78% das lavouras tinham perfilhado, acima dos 73% de um ano antes e dos 70% da média de cinco anos.

No trigo de primavera, o plantio atingiu 86%, em linha com igual período de 2025 e acima dos 79% da média histórica. A emergência chegou a 56%, contra 58% no ano passado e 51% na média de cinco anos.

Já o algodão foi semeado em 53% da área prevista, ante 50% no mesmo período de 2025 e exatamente no nível da média quinquenal. Os dados foram divulgados pelo USDA e repercutidos pela Dow Jones Newswires.

O avanço do plantio de milho e soja acima da média histórica mantém o foco do mercado na evolução climática e nas próximas leituras de condição das lavouras nos Estados Unidos. No caso do trigo de inverno, a piora no índice de qualidade exige monitoramento adicional, mas o relatório não traz, por si só, estimativa revisada de produção.

Fonte: Estadão Conteúdo

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China libera exportações de fertilizantes; medida pode provocar queda do preço dos insumos


ureia
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A China voltou a liberar cotas de exportação para fertilizantes à base de ureia, segundo informações da agência Reuters. A medida pode ajudar a aliviar a pressão sobre os preços internacionais dos insumos agrícolas, que dispararam desde o início da guerra no Oriente Médio.

Um dos maiores exportadores globais de fertilizantes, o país asiático havia restringido as exportações de ureia em março deste ano para proteger os agricultores locais da alta nos preços internacionais. O movimento ocorreu em meio às tensões envolvendo o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parte significativa do comércio global de fertilizantes e matérias-primas.

Com a retomada gradual das exportações chinesas, a expectativa do mercado é de aumento da oferta global do insumo, o que pode contribuir para reduzir os custos para países importadores, como o Brasil.

Os preços da ureia acumularam forte alta desde o agravamento do conflito no Oriente Médio. No mercado brasileiro, o fertilizante chegou a registrar aumento de até 63%, pressionando os custos de produção da próxima safra.

A China vem ampliando sua participação no abastecimento de fertilizantes ao Brasil e já figura entre os principais fornecedores do produto ao país. Entre janeiro e outubro de 2025, os chineses exportaram cerca de 9,76 milhões de toneladas de fertilizantes para o mercado brasileiro, volume equivalente a aproximadamente 25% das importações nacionais no período, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

No ano passado, o Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes, o maior volume da série histórica, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Apesar da retomada parcial das exportações, a oferta chinesa de ureia ainda segue abaixo da média histórica. Dados da consultoria StoneX apontam que a China exportou 4,9 milhões de toneladas do produto em 2025, abaixo da faixa tradicional de 5 milhões a 5,5 milhões de toneladas anuais, que normalmente representam cerca de 10% das exportações globais de ureia.

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Fed de Dallas alerta para queda no consumo de petróleo e gás se guerra persistir


Petrobras anuncia R$ 2,8 bilhões para gás de Urucu e novas barcaças no Amazonas

A presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan, afirmou nesta quarta-feira (27) que o consumo mundial de petróleo e gás natural poderá precisar cair de forma mais significativa se o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz não voltar em breve aos níveis pré-guerra. A declaração foi feita durante conferência do Instituto de Estudos Monetários e Econômicos do Banco do Japão. Segundo ela, as consequências econômicas dependerão da capacidade dos usuários finais de migrar para outras fontes de energia ou elevar a eficiência no uso energético.

Na avaliação de Logan, uma interrupção prolongada no fluxo marítimo em Ormuz tende a impor ajuste adicional ao consumo global de energia. O estreito é uma rota relevante para o comércio internacional de petróleo e gás natural, o que dá peso sistêmico a eventuais restrições logísticas na região.

A dirigente do Federal Reserve (Fed) afirmou que o impacto econômico não será determinado apenas pela oferta física de energia, mas também pela resposta da demanda. Segundo ela, quanto maior a possibilidade de substituição por outras fontes ou de redução de consumo por ganho de eficiência, menor tende a ser a necessidade de corte de atividade econômica.

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Logan também disse que posições extremas para enfrentar desequilíbrios fiscais e financeiros podem se acumular por anos, tornando as economias mais vulneráveis a choques. No mesmo discurso, afirmou que as autoridades dos Estados Unidos adotaram medidas para reforçar a resiliência do mercado de Treasuries, incluindo melhorias nas ferramentas de liquidez do Fed. Ela defendeu ainda o avanço da compensação central das operações de mercado aberto e o aperfeiçoamento de instrumentos para separar apoio ao funcionamento do mercado de uma eventual acomodação monetária.

Para o agronegócio, o tema entra no radar porque petróleo e gás influenciam diesel, fertilizantes, transporte e custos logísticos das cadeias produtivas. O material disponível, porém, não informa projeções de preços, volume de redução de oferta nem estimativas de impacto sobre commodities agrícolas.

Sem dados adicionais sobre duração do conflito, normalização do fluxo em Ormuz e reação dos preços internacionais, o cenário segue dependente da evolução geopolítica e da capacidade de ajuste do mercado global de energia. Para produtores e agentes das cadeias agroindustriais, o monitoramento de combustíveis, frete e insumos deve continuar no centro da análise técnica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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