quarta-feira, junho 17, 2026

Autor: Redação

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Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago


Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago

Fundos de investimento reduziram suas apostas na alta da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) na semana encerrada em terça-feira (19), segundo dados divulgados pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). A posição líquida comprada caiu 4,80%, de 208.023 para 198.037 lotes. No milho, o movimento também foi de ajuste, enquanto no trigo houve forte redução da posição líquida vendida.

Na soja, a diminuição da posição líquida comprada indica redução do saldo entre contratos de compra e de venda mantidos pelos fundos. O volume passou de 208.023 para 198.037 lotes na semana até terça-feira (19). Embora os fundos permaneçam posicionados na alta, o recuo mostra menor exposição em relação à semana anterior.

No milho, a posição líquida comprada caiu 0,77%, de 295.620 para 293.342 lotes. O ajuste foi mais limitado do que o observado na soja, mantendo os fundos ainda com saldo comprador elevado no grão.

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No trigo, o movimento foi diferente. Os fundos reduziram em 83,3% as apostas na queda dos preços. A posição líquida vendida recuou de 18.484 para 3.089 lotes. Na prática, isso significa que o mercado passou a registrar menor convicção baixista entre os investidores nessa commodity.

Os dados da CFTC são acompanhados pelo mercado por indicarem o comportamento dos participantes financeiros nas principais commodities agrícolas negociadas nos Estados Unidos. Essas posições não determinam sozinhas a direção dos preços, mas ajudam a medir o apetite dos fundos por risco e a leitura do mercado sobre oferta, demanda e cenário internacional.

Para o setor agropecuário, o comportamento dos fundos em Chicago é relevante porque a bolsa é uma referência para a formação de preços globais de soja, milho e trigo. No entanto, a informação divulgada não detalha os fatores específicos que motivaram os ajustes de posição na semana analisada.

A leitura técnica dos dados mostra redução da exposição comprada em soja e milho e diminuição expressiva da posição vendida no trigo. Sem a indicação, neste material, dos fundamentos que sustentaram esse movimento, a interpretação deve considerar que se trata de um retrato do posicionamento financeiro dos fundos até terça-feira (19).

Fonte: Estadão Conteúdo

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ANP retoma debate sobre fracionamento do gás de cozinha


ANP retoma debate sobre fracionamento do gás de cozinha

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve retomar nesta semana a discussão sobre o envase fracionado do gás de cozinha e sobre o fim da exclusividade dos botijões de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O tema voltou à pauta após ter sido retirado da reunião do último dia 15, em razão da ausência do diretor Pietro Mendes, que havia pedido vistas anteriormente. A diretoria vai avaliar se o processo seguirá para consulta pública.

A proposta em análise na ANP discute a possibilidade de comercialização fracionada do GLP, em modelo semelhante ao abastecimento por volume em postos de combustíveis. Pela lógica da medida, o consumidor poderia pagar apenas pela quantidade de gás compatível com seu orçamento. O debate está em andamento na agência desde 2019 e se arrasta desde a gestão de Décio Oddone na diretoria-geral, entre 2016 e 2020.

Outro ponto em discussão é o fim da exclusividade dos botijões, que poderiam passar a circular sem marca própria. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), a mudança levanta questionamentos sobre segurança operacional e responsabilidade em caso de acidentes. A entidade afirma que o manuseio de recipientes de 13 quilos envolve produto inflamável e exige rastreabilidade sobre envase, manutenção e distribuição.

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De acordo com informações do setor citadas no material de origem, a simples abertura de consulta pública já teria potencial para afetar decisões de investimento das distribuidoras. Também foi mencionada possível ameaça ao programa governamental Gás do Povo. O texto disponível, no entanto, não apresenta valores de investimentos, estimativas de impacto financeiro nem detalhes operacionais sobre eventual implementação da medida.

Para o público do Canal Rural, a discussão tem relação com o mercado de energia e combustíveis, uma vez que mudanças regulatórias no GLP podem alterar custos e logística de abastecimento em áreas urbanas e rurais. O alcance efetivo sobre produtores e agroindústrias dependerá do conteúdo final da consulta e de eventual regulamentação posterior.

Neste momento, o ponto central é a decisão da ANP sobre a abertura da consulta pública. Sem a publicação de minuta regulatória, prazos e regras operacionais, ainda não há base técnica suficiente para dimensionar os efeitos práticos da proposta sobre preços, distribuição e responsabilidades no mercado de GLP.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Marca Brasil: sinônimo de natureza, povo, turismo e agronegócio


bandeira do Brasil
Foto: Pixabay

A iniciativa surgiu durante um evento em São Paulo, após a apresentação de um estudo realizado em 27 países e em todos os estados brasileiros sobre a percepção da população em relação à imagem do Brasil. Diante dos resultados, o presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), Lívio Giosa, lançou o movimento “Marca Brasil”.

As forças nacionais ficaram evidentes em quatro âmbitos, onde a beleza natural, a natureza predominante, a afetividade e cultura popular da mesma forma, e como setores econômicos e tecnológicos aparecem o turismo e o agronegócio com reputação positiva e aspectos que permitem dar consistência ao sonho do Brasil da natureza exuberante e povo tropical, da simpatia universal.

Para que esse movimento se transforme em realidade que impulsione a Marca Brasil, para dar mais cobertura e atração às necessidades de investimentos em infraestrutura, segurança, educação, ciência e tecnologia, precisaremos de uma “orquestração” dos vários instrumentos e instrumentistas dessa orquestra brasileira público-privada, objetivando um planejamento estratégico de Estado onde setores com efetiva oportunidade de convergência conversem entre si e que tenham um “design thinking” formando um “lego” nacional onde todas as
peças contribuam para o mesmo cenário, o mesmo jogo.

Um ótimo exemplo será a conversa e o plano estratégico reunindo turismo e agronegócio, na construção de uma cadeia de valor que se apoie, onde os investimentos para essas infraestruturas se somem sinergicamente, onde além de mostrarmos “commodities” iremos vender valor agregado dos múltiplos “terroir” tropicais nacionais em todos os nossos biomas.

Muito além de celeiro do mundo, precisamos ser supermercados do mundo e mesas de refeições preferidas em todas as nações. Idem, da mesma forma, onde o nosso turismo além do encanto da beleza linda brasileira, nossa natureza, ali possa qualquer pessoa do mundo degustar da gastronomia única, da cultura, da arte, da música e, além disso, se maravilhar com a ciência e a tecnologia que nosso país criou no agroambiental tropical nos últimos 50 anos.

Um agroconsciente: uma revolução onde o amor e o alimento, a energia, as fibras e a nossa cultura se uniram para sempre.

País grande, bonito por natureza, povo do algo mais, da simpatia e da tecnologia única no mundo, o agro no cinturão tropical mundial entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, significamos uma segurança mundial e um conhecimento que será importado por todos os povos não apenas os tropicais, mas aqueles das faixas do clima temperado onde resiliência e gestão regenerativa temos no Brasil para ensinar e vender.

Marca Brasil onde povo, turismo, natureza e agro se reúnem na mesma foto cheia de beleza. Este movimento nasceu com a pesquisa da OnStrategy curadoria da Biomarketing, apoio Alagro, FBM, ADVB e mídia CNN.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Juros futuros recuam com dólar mais fraco e queda do petróleo


Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

Os juros futuros operavam em queda na manhã desta segunda-feira (25), em linha com o recuo do dólar e com as perdas de quase 6% do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorreu em meio à expectativa de um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A sessão também era marcada por liquidez mais limitada, com agenda econômica esvaziada e fechamento do mercado de Treasuries nos Estados Unidos pelo feriado do Memorial Day.

Às 9h15, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para 14,025%, ante 14,077% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 recuava para 13,725%, de 13,851%, enquanto o DI para janeiro de 2031 cedia para 13,840%, após 13,970% na sexta-feira (22).

O movimento acompanhava a descompressão de ativos sensíveis ao cenário externo. O dólar operava em baixa e o petróleo registrava perdas próximas de 6%, refletindo a leitura de que uma redução da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã pode aliviar prêmios de risco nos mercados.

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Com o mercado de títulos do Tesouro norte-americano fechado, a referência externa para os juros globais ficou reduzida, o que tende a limitar o volume de negócios. O conteúdo disponível não informa a cotação do dólar no horário citado nem os valores exatos do barril de petróleo, o que restringe comparações adicionais na abertura.

Para o agronegócio, a trajetória de juros, câmbio e energia é acompanhada de perto porque esses três fatores afetam o custo do crédito, o financiamento da produção, os gastos com combustíveis e frete e a competitividade de exportações. No caso do petróleo, movimentos de queda podem reduzir pressão sobre custos logísticos e energéticos, enquanto a baixa do dólar pode alterar a paridade de exportação de commodities.

Sem novos indicadores relevantes na agenda desta segunda-feira (25), o comportamento dos contratos deve continuar dependente do noticiário externo e da liquidez reduzida. Não há, no material disponível, base técnica suficiente para projetar a duração desse movimento ao longo da sessão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Índice de Basileia do sistema financeiro fica em 17,24% em dezembro


Índice de Basileia do sistema financeiro fica em 17,24% em dezembro

O Índice de Basileia do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 17,24% em dezembro de 2025, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (25). Em junho de 2025, o indicador estava em 17,32%, em dado revisado de 17,36%. O resultado mostra leve redução no semestre, mas mantém o sistema acima do piso regulatório exigido no Brasil.

O Índice de Basileia mede a relação entre o Patrimônio de Referência (PR) das instituições financeiras e os ativos ponderados pelo risco (RWA). Na prática, o indicador é usado para avaliar a capacidade dos bancos de absorver perdas sem comprometer a estabilidade do sistema.

Pelas regras prudenciais, as instituições financeiras que operam no país precisam manter índice mínimo de 8%. Isso significa que, para cada R$ 100 emprestados, o banco deve ter ao menos R$ 8 em capital de referência. Com 17,24% em dezembro, o SFN permaneceu mais de 9 pontos porcentuais acima desse piso.

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O recuo em relação aos 17,32% de junho foi de 0,08 ponto porcentual. O Banco Central informou o dado no relatório sem detalhar, no trecho divulgado, a contribuição de segmentos específicos do sistema para essa variação semestral.

Do ponto de vista econômico, o nível do indicador é acompanhado pelo mercado porque sinaliza a robustez do sistema bancário em momentos de expansão do crédito ou de aumento de risco. Quanto maior a folga em relação ao mínimo regulatório, maior tende a ser a capacidade das instituições de sustentar operações de financiamento dentro dos parâmetros prudenciais.

Para o agronegócio, esse tipo de indicador tem relação indireta com as condições gerais de crédito, inclusive em linhas usadas por produtores, cooperativas e agroindústrias. Ainda assim, o dado divulgado pelo BC não apresenta recorte específico para crédito rural, nem permite concluir, isoladamente, sobre juros, volume de concessões ou mudança imediata na oferta de financiamento ao setor.

O resultado de dezembro indica manutenção da capitalização do sistema financeiro brasileiro em patamar superior ao exigido pela regulação. Novas avaliações sobre efeitos práticos para o crédito, inclusive no meio rural, dependem de informações complementares sobre inadimplência, custo de captação, política monetária e comportamento das carteiras de empréstimo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Frio, maior oferta e recuo nas compras dos frigoríficos derrubam preços do boi gordo em maio


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O mercado do boi gordo continua pressionado neste fim de maio, em um cenário marcado pela maior oferta de animais para abate e pela atuação mais cautelosa dos frigoríficos. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços vêm registrando queda há mais de um mês em diversas praças pecuárias do país.

A pressão é mais intensa em regiões onde a frente fria já avançou, favorecendo o aumento da oferta de gado pronto para o abate.

Frigoríficos reduzem compras no mercado físico

Outro fator que vem limitando o ritmo dos negócios é a menor procura das indústrias no mercado spot. De acordo com o Cepea, grandes frigoríficos reforçaram o abastecimento por meio de contratos antecipados e também contam com gado próprio, o que garante maior conforto nas escalas de abate.

Com isso, as compras de balcão passaram a ter papel complementar, reduzindo o poder de negociação dos pecuaristas.

No encerramento da última semana, algumas indústrias informaram que só retornariam às compras a partir desta terça-feira (26) em praças importantes como Cáceres, Tocantins e Colíder.

Goiás lidera quedas no preço do boi gordo

Entre as principais praças monitoradas, Goiás registrou as quedas mais expressivas na comparação semanal. No norte goiano, os preços recuaram 2,4%. Em Rio Verde, a baixa foi de 2%, enquanto Goiânia apresentou desvalorização de 1,3%.

Por outro lado, em São Paulo, o mercado apresentou estabilidade nos últimos dias, interrompendo a sequência de quedas observada desde o início do mês.

O indicador do boi gordo Cepea/Esalq fechou a sexta-feira com média à vista de R$ 345,75 por arroba, acumulando queda de 2,45% em maio.

Carne bovina também registra desvalorização

No atacado, os preços da carne bovina também encerraram a semana em baixa. O corte dianteiro caiu 0,57% no dia, enquanto o traseiro recuou 0,41%.

Com isso, a carcaça casada bovina — referência que reúne todos os cortes com osso — teve desvalorização diária de 0,42%, fechando com média de R$ 24,98 por quilo.

O mercado agora acompanha os dados oficiais das exportações de carne bovina, considerados fundamentais para medir o ritmo da demanda externa e o impacto sobre os preços internos.

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Focus reduz projeção do dólar para o fim de 2026 a R$ 5,17


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

A mediana das projeções do relatório Focus para o dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (25). Há um mês, a estimativa estava em R$ 5,25. O levantamento também mostrou mudanças nas expectativas para 2027 e 2028, enquanto a projeção para 2029 permaneceu estável.

De acordo com o Focus, a projeção mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 recuou de R$ 5,27 para R$ 5,26. Quatro semanas antes, a expectativa era de R$ 5,35. Para 2028, a estimativa passou de R$ 5,34 para R$ 5,30, na quarta baixa seguida. Já para 2029, a mediana permaneceu em R$ 5,40 pela terceira semana consecutiva.

Considerando apenas as 85 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, recorte mais sensível a mudanças recentes no mercado, a projeção para o dólar no fim de 2026 subiu de R$ 5,10 para R$ 5,20. Esse movimento indica diferença entre a mediana consolidada e a percepção mais recente dos agentes consultados.

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O Banco Central informa que a projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, metodologia adotada até 2020.

Para o agronegócio, o câmbio é uma variável relevante porque influencia a competitividade das exportações de soja, milho, café, carnes e açúcar, além do custo de fertilizantes, defensivos, máquinas e outros insumos com referência internacional. Oscilações nas expectativas para o dólar também afetam estratégias de comercialização, fixação de preços e gestão de risco ao longo do ciclo produtivo.

O relatório, no entanto, apresenta apenas as medianas das estimativas de mercado e não detalha, neste recorte, os fatores específicos que motivaram as revisões mais recentes.

As projeções do Focus servem como referência para o acompanhamento das expectativas econômicas, mas não representam cotação efetiva futura. Para produtores e agentes das cadeias agropecuárias, o dado funciona como parâmetro de planejamento, especialmente em operações ligadas a exportação, compra de insumos e travas cambiais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Focus reduz projeção do dólar para R$ 5,17 no fim de 2026


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

A mediana das projeções do mercado para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC). Os dados foram publicados nesta segunda-feira (25), com base nas estimativas de instituições financeiras consultadas pela autoridade monetária. Um mês antes, a projeção para 2026 estava em R$ 5,25.

O levantamento também mostrou mudança no recorte mais sensível às informações recentes. Considerando apenas as 85 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para o dólar no fim de 2026 subiu de R$ 5,10 para R$ 5,20.

Para os anos seguintes, o movimento foi de ajustes moderados. A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 recuou de R$ 5,27 para R$ 5,26. Há quatro semanas, essa estimativa era de R$ 5,35. Para 2028, a projeção passou de R$ 5,34 para R$ 5,30, na quarta queda consecutiva. Já a previsão para 2029 permaneceu em R$ 5,40 pela terceira semana seguida.

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O Banco Central informa que a projeção anual de câmbio do Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, metodologia adotada até 2020.

No ambiente do agronegócio, as projeções para o dólar são acompanhadas porque a taxa de câmbio influencia a formação de preços de produtos exportados, como soja, milho, café, açúcar, carnes e algodão, além de afetar custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis e outros insumos com referência internacional. O relatório, no entanto, não detalha impactos setoriais específicos nem traz estimativas segmentadas para cadeias produtivas.

As novas medianas do Focus indicam ajuste pontual nas expectativas de câmbio para os próximos anos, com estabilidade maior no horizonte mais longo. Como o relatório consolida projeções de mercado, e não representa uma meta oficial, o comportamento do dólar seguirá dependente das condições macroeconômicas, da política monetária e do cenário externo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Clima ameaça produtividade do milho safrinha, aponta Cepea


Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

O desenvolvimento da segunda safra de milho segue satisfatório na maior parte das regiões produtoras do Brasil, mas problemas climáticos pontuais já começam a preocupar produtores em estados importantes para a produção nacional.

Segundo pesquisadores do Cepea, áreas de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul enfrentam impactos de geadas e do tempo seco, cenário que pode comprometer a produtividade das lavouras.

Diante das incertezas climáticas, parte dos vendedores adota postura cautelosa nas negociações e mantém firmeza nos preços, aguardando uma definição mais clara sobre o tamanho da safra.

Produtores seguram vendas diante de incertezas

De acordo com o Cepea, a preocupação com possíveis perdas na produção tem reduzido o interesse de alguns produtores em avançar nas vendas neste momento.

Por outro lado, há agentes mais flexíveis nas negociações, principalmente aqueles que buscam liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa neste período de colheita.

No lado da demanda, compradores seguem atuando de forma pontual, aproveitando oportunidades em momentos de preços mais baixos. Ainda segundo o Cepea, muitos consumidores possuem estoques suficientes para abastecimento nas próximas semanas, o que reduz a necessidade de aquisições mais agressivas no mercado neste momento.

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AgroNewsPolítica & Agro

Futuros da soja nos EUA se recuperam



Preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação


Foto: Pixabay

Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e da China, principal importadora global da oleaginosa. O país asiático comprometeu-se a adquirir dos Estados Unidos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas, além de 25 milhões de toneladas de soja.

Soma-se a isso o dólar abaixo de R$ 5,00, o que tende a favorecer as exportações norte-americanas. Apesar disso, pesquisadores do Cepea destacam que a expectativa é de manutenção da forte demanda chinesa por soja brasileira, favorecida pelo menor prêmio de exportação no Brasil.

De acordo com o Cepea, na semana passada, a valorização doméstica da soja em grão esteve atrelada à firme demanda, sobretudo externa, pela oleaginosa brasileira. Segundo dados da Secex, a média diária de exportações neste mês (10 dias úteis) supera em 18,5% a registrada no mês anterior. Vale lembrar que o Brasil já havia registrado recorde de embarques da oleaginosa em abril.





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