sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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riscos e oportunidades para o agro


No âmbito da 138ª Exposição Rural de Palermo, realizou-se a palestra técnica “Excesso de água e oportunidades produtivas: as duas faces do El Niño no campo”, com foco nas perspectivas climáticas para a safra 2026/27, e contou com a participação de especialistas do Escritório de Risco Agrícola (SAGyP), do INTA, do Plano Federal de Coordenação ENOS e do Comitê de Emergência El Niño 2026/27.

Nesse espaço, Pablo Mercuri, diretor do Centro de Pesquisa de Recursos Naturais do INTA, compartilhou os últimos desenvolvimentos relacionados ao fenômeno climático El Niño e seu impacto nas diversas atividades produtivas do país.

Como indica o título da palestra, o fenômeno climático tem duas faces. Por um lado, existem os riscos representados por um cenário de chuvas acima da média, particularmente nas bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, bem como em todos os seus afluentes e rios, e na parte leste da província de Buenos Aires, incluindo a bacia do rio Salado. Nesse sentido, foi enfatizada a necessidade de antecipar o evento climático para reduzir seu impacto.

Os anos de El Niño são caracterizados por chuvas acima da média, e quando esses episódios são intensos, a probabilidade de excesso de água e inundações aumenta, especialmente nas principais bacias hidrográficas do país, particularmente as bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, juntamente com toda a rede de rios e córregos que nelas deságuam.

“Com o aumento das chuvas, o fluxo e o nível desses cursos d’água também aumentam, o que significa que ilhas, margens de rios e áreas baixas ou deprimidas próximas a rios enfrentam um risco maior de inundações”, observou ele. Diante desse cenário, Mercuri enfatizou a necessidade de planejamento proativo e tomada de decisões inteligentes em relação ao clima.

Além disso, ele se referiu ao cenário climático como uma oportunidade, dada a alta disponibilidade de água que permite campanhas de alto rendimento, melhoria no fornecimento de forragem e recuperação das reservas hídricas em diferentes regiões do país.

“Durante os anos de El Niño, não há limitação na disponibilidade de água para a produção”, afirmou Mercuri. Isso se traduz em melhores oportunidades para a agricultura e a pecuária, especialmente em regiões onde a água geralmente é um fator limitante.

Nos sistemas de produção pecuária, o impacto positivo é rapidamente percebido na produção de pastagens e campos, tanto em quantidade quanto em qualidade. Além disso, reduz a probabilidade de ocorrência de meses críticos durante o verão, situação que melhora a disponibilidade de forragem e a estabilidade dos sistemas de produção.

Na agricultura, esse cenário também possibilita estratégias para maior intensidade produtiva. Segundo Mercuri, as safras durante e após os anos de El Niño tendem a apresentar altos níveis de produção em importantes regiões agrícolas do país. De modo geral, os anos de El Niño, as safras durante um ano de El Niño e as safras subsequentes ao El Niño são caracterizadas por alta produção em nível nacional ou em importantes regiões agrícolas da Argentina.

Por sua vez, Félix Carrasco, meteorologista do Escritório de Riscos Agrícolas (ORA) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pescas do Ministério da Economia da Nação, referiu-se à confirmação do fenômeno climático El Niño e às suas implicações.

“Embora os modelos ainda não tenham definido o grau de intensidade, o fenômeno climático está atualmente em uma fase quente, presente e provavelmente será forte”, explicou Carrasco.

Diante desse cenário climático com previsão de chuvas acima da média, ele enfatizou a importância de estar preparado e antecipar essas condições.

Por sua vez, foi mencionado na reunião que o governo nacional definiu, por meio de uma resolução, um plano de coordenação federal que envolve reuniões de trabalho com diferentes agências nacionais e provinciais para melhor preparação e resposta ao fenômeno climático em várias regiões do país.

Por sua vez, Gustavo de Martini, especialista da Autoridade Rodoviária Provincial do Chaco, reconheceu que “a província é sempre afetada pelo clima, por isso a decisão foi se preparar com antecedência, com um comitê e um plano de mitigação para o fenômeno climático, a fim de proteger as áreas rurais e urbanas”.

Ele explicou que os impactos dependem não apenas das inundações, mas também da duração do excesso de água, das condições do solo e de outros fatores que devem ser levados em consideração para a tomada de decisões inteligentes.





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CNA debate sucessão familiar e Plano Clima em congresso da Sober


CNA debate sucessão familiar e Plano Clima em congresso da Sober

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça-feira (21) e na quarta-feira (22), do 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre (RS). A programação reuniu pesquisadores, especialistas e lideranças do agro para discutir temas ligados à sucessão familiar no meio rural e ao Plano Clima.

Na terça-feira (21), a assessora técnica da CNA Zenaide Rodrigues participou da sessão especial “Sucessão Familiar no Rural Brasileiro: Desafios, Experiências e Perspectivas”. O debate tratou da continuidade das propriedades rurais e da permanência das novas gerações no campo, com abordagem de fatores econômicos, sociais, culturais e institucionais que influenciam o processo sucessório.

A sessão também contou com a participação da produtora rural de leite e integrante do Programa CNA Jovem, Larissa Souza Zambiasi, que apresentou sua experiência no processo de sucessão da propriedade da família.

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Na quarta-feira (22), a assessora técnica da CNA Amanda Roza participou do painel “Políticas Agrícolas e Ambientais: Plano Clima e Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação da Agropecuária”. Na apresentação, ela expôs a análise da entidade sobre o Plano Clima e os efeitos das políticas públicas relacionadas às mudanças climáticas sobre o setor agropecuário.

Amanda destacou as metas climáticas assumidas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris e os desafios de conciliar a redução das emissões de gases de efeito estufa com a manutenção da produção agropecuária e o fortalecimento da segurança alimentar.

Entre os riscos identificados para a agropecuária, ela citou a redução da produtividade, o aumento da incidência de pragas e doenças, a degradação dos solos e a maior pressão sobre os recursos hídricos. Também apontou medidas previstas para ampliar a resiliência do setor, como a expansão do crédito rural voltado à adaptação climática, o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), o aperfeiçoamento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e a ampliação da rede de monitoramento meteorológico.

No eixo de mitigação, Amanda afirmou que a CNA contribuiu para o aperfeiçoamento da proposta do Plano Clima durante a elaboração do documento.

A entidade também defendeu o fortalecimento de políticas que conciliem produção e conservação ambiental, com regulamentação de incentivos econômicos para a redução do desmatamento legal, fortalecimento do Plano ABC+, ampliação do crédito rural e criação de mecanismos de financiamento climático alinhados às metas nacionais de redução de emissões.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Pacote anti-invasão reúne nove propostas após 41 ocupações em 2026


CNA lança segundo episódio de série sobre jurisprudência do agro

O Brasil registrou 41 episódios de invasão irregular de propriedades rurais até junho de 2026, segundo dados citados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Desse total, 38 ocorrências foram promovidas por movimentos sociais, principalmente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e três envolveram grupos indígenas. Pernambuco concentrou 12 registros.

Diante desse quadro, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende a aprovação do chamado Pacote Anti-Invasão. O conjunto reúne pelo menos nove propostas com foco em ampliar punições, restringir benefícios a invasores e reforçar mecanismos de proteção às propriedades rurais.

Entre os projetos listados pela bancada estão o Projeto de Lei (PL) 8.262/2017, que permite a retirada de invasores pela polícia sem necessidade de mandado judicial, e o PL 6.612/2025, que cria tipificação específica no Código Penal para o crime de invasão de propriedade. Também integram o pacote propostas como o PL 709/2023, que impede o acesso de invasores a benefícios sociais e crédito subsidiado, e o PL 4.432/2023, que cria um cadastro nacional de invasores integrado ao sistema de segurança pública.

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A atuação da FPA inclui ainda a Subcomissão de Direito de Propriedade e Regularização Fundiária, instalada em abril de 2026 na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara. O colegiado é presidido por Evair de Melo e tem Pedro Lupion como relator. Entre as atribuições estão audiências públicas, análise da legislação e apresentação de propostas para reduzir conflitos fundiários.

No eixo da reforma agrária, a subcomissão também deve apresentar sugestões legislativas. Um dos textos em discussão é o PL 3.768/2021, que altera a data-limite para regularização de lotes ocupados em assentamentos criados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e prevê planejamento financeiro para as etapas posteriores à criação dos assentamentos. A proposta também determina participação de União, estados e municípios na garantia de infraestrutura básica, como água, energia elétrica e estradas.

Segundo dados do último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados no debate, em 86% dos municípios com assentamentos a renda média mensal das famílias assentadas é inferior a um salário mínimo. O PL 3.768/2021 está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara, sob relatoria de Pedro Lupion.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Câmara aprova acordo Mercosul-União Europeia e regras para exportação


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

No primeiro semestre de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou uma série de propostas na área econômica, com destaque para o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O texto prevê redução de tarifas de importação para diversos setores, com cronograma de desoneração de até 18 anos para alguns produtos. A pauta do período também incluiu novas regras para produtos de cacau e para o seguro de exportação.

O acordo entre Mercosul e União Europeia foi aprovado por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/26 e publicado como Decreto Legislativo 14/26. O texto havia sido assinado em janeiro junto com um acordo mais amplo, que inclui temas políticos e de cooperação. Segundo o governo brasileiro, o aumento de arrecadação com as transações comerciais deverá compensar a perda com impostos de importação. O acordo também permite que os países dos dois blocos aprovem salvaguardas para determinados produtos, com o objetivo de proteger produtores locais.

Na agroindústria, a Câmara aprovou regras para a composição de produtos como chocolate e cacau em pó. A Lei 15.404/26, oriunda do Projeto de Lei 1769/19, do Senado, estabelece que só será considerado chocolate o produto com pelo menos 35% de sólidos totais de cacau. O texto também fixa limites para manteiga de cacau, sólidos secos desengordurados e outras gorduras vegetais autorizadas.

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Outra medida aprovada foi o Projeto de Lei 6139/23, convertido na Lei 15.359/26, que cria regras para facilitar o acesso ao seguro de exportação. A nova legislação prevê um portal único para centralizar pedidos de apoio oficial e autoriza o aproveitamento de documentos apresentados pelo exportador em diferentes modalidades. A lei também permite a cobertura do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) em operações de seguro de crédito de projetos de investimento produtivo de alta complexidade voltados à fabricação de bens e à prestação de serviços para exportação.

No período, o Plenário aprovou 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Entre as matérias econômicas aprovadas pela Câmara no primeiro semestre de 2026, o acordo Mercosul-União Europeia, a nova definição legal para chocolate e as mudanças no seguro de exportação estiveram entre os principais temas com efeito sobre comércio e produção.

Fonte: camara.leg.br

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Câmara destaca acordo Mercosul-UE entre aprovações do 1º semestre


Câmara destaca acordo Mercosul-UE entre aprovações do 1º semestre

A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre de 2026, propostas classificadas como de grande impacto econômico e social. Entre os destaques do período estão o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e extingue a escala 6×1, além de medidas nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

O balanço divulgado nesta quinta-feira (23) reúne as principais matérias aprovadas pelo Plenário no período. Além do acordo entre Mercosul e União Europeia, a retrospectiva cita medidas para ampliar a cobertura vacinal no Sistema Único de Saúde (SUS), nova regra de reajuste do piso nacional dos professores da educação básica e mudanças no financiamento da segurança pública.

Segundo o levantamento, os deputados também avançaram em propostas nas áreas de meio ambiente, política, transporte, agricultura, mineração, assistência social, combate à violência contra a mulher, esporte e serviço público.

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No total, o Plenário aprovou 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

A retrospectiva do primeiro semestre de 2026 reúne matérias aprovadas pela Câmara em diferentes áreas, com destaque para o acordo Mercosul-UE e para propostas de alcance econômico e social votadas pelo Plenário.

Fonte: camara.leg.br

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Cepea: Suíno vivo integrado supera mercado independente em julho


suíno vivo, peste suína
Foto: Pexels

Os preços do suíno vivo no sistema integrado estão acima dos praticados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) neste mês de julho. Segundo o centro de pesquisas, trata-se de um comportamento incomum para o setor.

Historicamente, o mercado independente, também chamado de spot, costuma registrar cotações superiores às do sistema integrado, já que os produtores assumem custos e riscos maiores na atividade.

De acordo com o Cepea, essa inversão tem sido observada em algumas praças da região Sul ao longo de 2026, com destaque para Braço do Norte, em Santa Catarina.

Os pesquisadores explicam que o cenário reflete as dificuldades enfrentadas pelo mercado independente, pressionado pelo elevado volume de animais disponíveis no mercado interno e pela demanda enfraquecida. A combinação desses fatores tem mantido as cotações em níveis baixos durante todo o ano.

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Arroba do boi gordo em SP se aproxima das cotações de outras regiões, aponta Cepea


boi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf

Os preços da arroba do boi gordo em São Paulo estão cada vez mais próximos das cotações registradas nos principais estados produtores do país.

É o que mostra o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que atribui esse movimento a fatores regionais, como condições climáticas, oferta de animais terminados, escalas de abate dos frigoríficos, desempenho do mercado interno e ritmo das exportações de carne bovina in natura.

No fechamento de quinta-feira (22), o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq encerrou cotado a R$ 342,65 por arroba, avanço de 0,06% no dia. No acumulado do mês, a valorização é de 1,86%.

Segundo os pesquisadores, a diferença entre os preços praticados nas diversas regiões do país diminuiu na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea entre julho de 2025 e a parcial de julho de 2026. O movimento foi mais evidente nas regiões Norte e Nordeste.

A principal exceção foi Mato Grosso. No estado, a distância em relação aos preços paulistas aumentou de forma significativa no período, contrariando a tendência observada nas demais regiões.

Para o Cepea, embora o mercado apresente sinais de maior convergência entre as cotações de diferentes estados, a formação dos preços da arroba continua sendo influenciada, principalmente, pelas condições locais de oferta e demanda de animais para abate.

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AgroNewsPolítica & Agro

Custo do milho cai com fertilizantes mais baratos


Os custos com fertilizantes e corretivos para a safra 2026/27 de milho em Mato Grosso recuaram 2,38% em junho de 2026, segundo o projeto CPA-MT, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) em parceria com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O valor foi estimado em R$ 1.532,66 por hectare, conforme análise semanal divulgada pelo instituto nesta segunda-feira (20).

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a normalização da logística no Oriente Médio em junho permitiu a retomada das exportações e melhorou as condições de negociação para os compradores, pressionando os preços dos fertilizantes. O instituto alerta, porém, que o atraso nas compras de insumos pode concentrar a demanda nos próximos meses e voltar a elevar os preços.

O levantamento mostra ainda que os gastos com defensivos caíram 0,32%, para R$ 913,04 por hectare, enquanto as sementes subiram 0,95%, alcançando R$ 848,78 por hectare. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, esse movimento limitou uma queda mais acentuada do custeio, estimado em R$ 3.767,37 por hectare.

Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.493,40 por hectare e o Custo Operacional Total (COT) em R$ 6.057,70 por hectare, com quedas mensais de 0,63% e 0,60%, respectivamente. Considerando a produtividade estimada de 128,64 sacas por hectare para a safra 2025/26, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária calcula que o milho precisaria ser comercializado a pelo menos R$ 42,70 por saca para cobrir o COE e a R$ 47,09 por saca para cobrir o COT.

O preço médio mensal projetado para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 44,76 por saca. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, esse valor permanece acima do ponto de equilíbrio do COE, mas ainda abaixo do necessário para cobrir integralmente o COT, o que indica margens mais apertadas para o produtor mato-grossense.





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Frente fria, chuva e queda nas temperaturas: os destaques da previsão do tempo


frente fria e muita chuva - previsão do tempo
Foto: Inmet/reprodução

Depois de dias de temporais no Sul do Brasil, o Rio Grande do Sul terá uma trégua na chuva nesta quinta-feira (24), mas a atenção ainda permanece voltada para os níveis elevados dos rios.

Segundo a Climatempo, a frente fria avança pelo estado de São Paulo, mantém instabilidades em Mato Grosso do Sul e favorece queda nas temperaturas em parte do Centro-Sul. Ao mesmo tempo, o tempo seco continua predominando em áreas do interior do país, com baixa umidade e risco de queimadas.

Sul

Nesta quinta-feira, a frente fria avança mais para o estado de São Paulo, mas o fluxo de umidade associado ao deslocamento do sistema ainda mantém condições para chuva de moderada a forte intensidade no extremo norte paranaense desde as primeiras horas do dia.

A atuação de uma área de baixa pressão próxima à costa da Região Sul favorece pancadas de chuva durante a madrugada na faixa litorânea de Santa Catarina e no Litoral Norte, Serra Gaúcha e Região Metropolitana de Porto Alegre, de maneira fraca a moderada, com trovoadas.

Ao longo do dia, as condições para chuva melhoram na região, mas a circulação de umidade marítima ainda favorece precipitações na faixa litorânea.

Entre o fim da tarde e a noite, as pancadas de chuva aumentam no noroeste catarinense devido à atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera.

Em grande parte da região, o tempo segue mais estável ao longo do dia, com predomínio de sol entre algumas nuvens e temperaturas mais amenas após a passagem do sistema frontal, devido à atuação de uma massa de ar polar que avança na retaguarda da frente fria.

O dia continua agradável também no Paraná e em Santa Catarina, especialmente na costa leste da região e no sul gaúcho.

Atenção no Rio Grande do Sul: apesar da redução da chuva, os níveis dos rios permanecem elevados e ainda exigem atenção para impactos hidrológicos.

Sudeste

No Sudeste, o bloqueio atmosférico começa a perder força, favorecendo um aumento gradual da nebulosidade, principalmente no estado de São Paulo.

Apesar disso, a maior parte da região ainda permanece com tempo firme e sem previsão de chuva significativa.

Desde as primeiras horas do dia, as chuvas ocorrem no oeste, sudoeste e sul paulista por conta da aproximação e do avanço da frente fria, com previsão de precipitação de moderada a forte intensidade nessas áreas, avançando também para a região central do estado.

As instabilidades também atingem o nordeste, leste, litoral e Região Metropolitana de São Paulo, permanecendo concentradas no centro-sul e oeste paulista ao longo do dia.

A atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera reforça as instabilidades, principalmente no oeste e sudoeste do estado, onde há risco de temporais isolados, além do sul paulista.

As chuvas permanecem concentradas nessas áreas até o fim do dia e também avançam para o noroeste paulista.

As temperaturas seguem elevadas durante a tarde, embora o avanço da frente fria amenize o calor no centro-sul paulista devido à maior nebulosidade.

No Rio de Janeiro, a mudança do tempo ocorre no fim do dia, principalmente no sul do estado e na Região Metropolitana, com aumento da nebulosidade, chuva fraca e queda das temperaturas devido à virada dos ventos. O mesmo ocorre no extremo sul de Minas Gerais.

Enquanto isso, Minas Gerais e Espírito Santo continuam com predomínio de tempo seco na maior parte das áreas, mantendo baixa umidade relativa do ar no Triângulo Mineiro, faixa norte, noroeste, oeste e região central mineira, além do extremo norte paulista, com índices entre 20% e 30%.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o tempo continua predominantemente firme na maior parte da região.

O sol aparece entre poucas nuvens e a umidade relativa do ar permanece baixa durante a tarde em Goiás, Distrito Federal e leste de Mato Grosso, especialmente no oeste e noroeste goiano, com índices entre 12% e 20%, mantendo elevado o risco de queimadas.

Em Mato Grosso do Sul, na faixa oeste e nas regiões central e sudeste, há previsão de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade desde as primeiras horas do dia, com trovoadas, devido ao avanço da frente fria.

Pela manhã, as instabilidades se concentram nas regiões central e oeste e avançam também para o sul, sudeste e leste do estado ao longo do dia.

Até a noite, a tendência é de diminuição da intensidade das chuvas.

Outro destaque é a virada dos ventos, que favorece queda nas temperaturas no extremo sul e sudoeste de Mato Grosso, incluindo a região de Cuiabá, além do centro-sul, faixa oeste, noroeste e região central de Mato Grosso do Sul.

Nordeste

No Nordeste, a circulação de umidade continua favorecendo pancadas de chuva ao longo da faixa litorânea entre a Bahia e o Rio Grande do Norte.

Há previsão de chuva de fraca a moderada intensidade e, pontualmente, mais forte, principalmente no litoral norte da Bahia e na região de Salvador, além do litoral entre Alagoas e o Rio Grande do Norte.

A atuação dos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs) mantém o risco de temporais entre o litoral norte de Pernambuco e a faixa litorânea do Rio Grande do Norte, onde há perigo para acumulados elevados de chuva.

Na costa norte, também há previsão de chuva forte no litoral e na faixa norte do Maranhão e do Piauí.

Na faixa norte do Ceará, a chuva também pode ser forte, enquanto nas demais áreas do estado ocorre de forma mais fraca.

No interior da região, o tempo permanece firme, com predomínio de sol, calor e baixa umidade relativa do ar no norte e centro-oeste da Bahia, oeste de Pernambuco e centro-sul do Maranhão e do Piauí, com índices entre 20% e 30%.

As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h em grande parte da região.

Norte

No Norte, a tendência é de diminuição das chuvas em parte da região.

No sul do Amapá, oeste do Amazonas e no nordeste e litoral do Pará, as instabilidades persistem, com chuva de moderada a forte intensidade e trovoadas.

No Acre, as pancadas de chuva também aumentam.

Já na faixa norte do Amazonas, sul de Roraima e noroeste e norte do Pará, as chuvas ocorrem de forma mais fraca.

Nas demais áreas de Roraima, Amapá, Pará, Amazonas e Rondônia, a previsão é de tempo firme, com poucas nuvens.

As temperaturas permanecem elevadas em grande parte da região.

No Tocantins, a baixa umidade do ar continua favorecendo o risco de queimadas.

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Diário Econômico: Ibovespa reage, dólar cai e petróleo acende alerta no mercado


No morning call desta quinta-feira (23), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Ibovespa interrompeu cinco quedas com alta de 2,44%, impulsionado por fluxo estrangeiro e balanços corporativos.

O dólar recuou a R$ 5,05, menor nível desde junho, favorecido pelo carry trade e termos de troca. Porém, o petróleo a US$ 94 já pressiona juros futuros e limita o espaço de recuperação. Hoje, atenção à decisão do BCE e à reação dos mercados aos resultados de Alphabet e Tesla.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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