segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Tarifas americanas ameaçam US$ 334 milhões em exportações gaúchas


Uma proposta de sobretaxa de 25% sobre importações americanas, amparada na Seção 301 do Trade Act de 1974, coloca o agronegócio brasileiro, especialmente o gaúcho, diante de um dos maiores riscos comerciais dos últimos anos. A análise foi produzida pela Assessoria Econômica da Farsul e divulgada nesta terça-feira (2/6).

Segundo o levantamento, 43,7% das exportações brasileiras totais aos Estados Unidos estariam dentro do escopo da proposta, o equivalente a US$ 16,5 bilhões em vendas anuais. No Rio Grande do Sul, a exposição é bem maior, onde 81,1% das exportações totais ao mercado americano (US$ 1,34 bilhão) estariam sujeitas à sobretaxa. O impacto tarifário potencial sobre o estado seria de US$ 334 milhões.

“O Rio Grande do Sul apresenta vulnerabilidade desproporcionalmente maior”, constata o relatório. A explicação está na composição da pauta exportadora gaúcha, concentrada em madeira, fumo e produtos florestais , exatamente os setores que ficaram de fora das listas de exclusão elaboradas pelo escritório comercial americano (USTR).

No setor agropecuário, o contraste entre o Brasil e o Rio Grande do Sul é ainda mais acentuado. Enquanto 36,8% do agronegócio brasileiro exportado aos EUA estaria dentro da proposta (US$ 4,19 bilhões), no RS esse percentual chega a 74,9% (US$ 575 milhões). O impacto tarifário potencial sobre o agro gaúcho seria de US$ 144 milhões.

Os produtos mais vulneráveis do estado são o fumo não manufaturado tipo Virgínia (US$ 122 milhões exportados, com possível sobretaxa de US$ 30 milhões), madeira serrada de Pinus (US$ 81 milhões), calçados de couro (US$ 62 milhões) e fumo tipo Burley (US$ 49 milhões). Juntos, apenas os dois tipos de fumo representam 31,4% de todo o agronegócio gaúcho dentro da proposta.

No Brasil, os mais afetados seriam o sebo bovino (US$ 416 milhões), produtos florestais como obras de marcenaria e madeira compensada, e o complexo sucroalcooleiro (US$ 401 milhões).

Essa assimetria tem raiz estrutural. Produtos como carne bovina fresca, suco de laranja concentrado, café em grão e fertilizantes já constam nas listas de exclusão da proposta americana, o que protege parcelas relevantes do agronegócio nacional. O RS, no entanto, não exporta esses itens em volume expressivo para os EUA. Sua pauta é dominada por fumo e madeira, produtos que não receberam o mesmo tratamento nas negociações.

Isso significa que, enquanto o Brasil tem 56,3% de suas exportações totais protegidas pelas exclusões, o RS tem apenas 18,9% nessa condição.

Risco real

O relatório da Farsul é cuidadoso ao contextualizar os números. Os US$ 334 milhões de impacto tarifário potencial sobre o RS não representam automaticamente uma perda financeira equivalente. A sobretaxa pode se materializar de formas distintas: redução de margem dos exportadores, queda no volume embarcado, perda de market share para concorrentes ou repasse parcial de preço ao importador americano.

Porém, o documento é claro quanto ao cenário: “A negociação sobre inclusões e exclusões será crítica para mitigar impactos econômicos.”

A investigação americana não se limita a barreiras tarifárias tradicionais. Washington aponta práticas consideradas desleais por parte do Brasil em temas como o sistema de pagamentos instantâneos PIX, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e políticas de combate ao desmatamento. A abrangência da investigação abre caminho para medidas setoriais que vão além de uma tarifa uniforme.

Para o Rio Grande do Sul, estado que em 2025 exportou US$ 1,65 bilhão para os Estados Unidos, o desfecho das negociações entre Brasília e Washington terá consequências concretas e urgentes.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações sustentam mercado do boi gordo



No mercado físico, a arroba manteve sustentação em parte do país


No mercado físico, a arroba manteve sustentação em parte do país
No mercado físico, a arroba manteve sustentação em parte do país – Foto: Pixabay

O mercado pecuário encerrou maio em um ambiente de preços ainda sustentados, mas com menor força de alta para o boi gordo nas principais regiões produtoras. Segundo análise da StoneX, a última semana do mês foi marcada por comportamento heterogêneo entre as praças, escalas de abate relativamente confortáveis e demanda externa firme.

No mercado físico, a arroba manteve sustentação em parte do país, embora sem uma pressão compradora uniforme por parte da indústria. Estados como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás registraram alguma valorização, refletindo ajustes pontuais diante da oferta disponível e das necessidades de compra dos frigoríficos. Em Minas Gerais, por outro lado, o cenário foi de maior pressão, com escalas mais folgadas limitando a reação dos preços.

A combinação entre oferta regional, ritmo de abate e consumo interno mais contido ajudou a explicar a menor tração das cotações no período. Mesmo com preços ainda em níveis historicamente elevados, a indústria encontrou espaço para atuar de forma mais seletiva, especialmente nas praças onde a disponibilidade de animais permitiu alongar as programações.

No mercado de reposição, houve leve alívio nas relações de troca em parte das regiões acompanhadas. Ainda assim, bezerro e boi magro seguem em patamares altos, o que mantém o custo de reposição como um ponto de atenção para o pecuarista. Esse quadro limita ganhos mais expressivos na margem, sobretudo para produtores que precisam recompor o rebanho em um momento de preços firmes para os animais jovens.

As exportações de carne bovina continuaram como o principal fator de sustentação do mercado. O bom desempenho registrado em maio, tanto em volume quanto em receita, contribuiu para manter a firmeza das referências, compensando em parte a menor pressão de compra no mercado interno.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Arroba cai e reduz distância entre MT e São Paulo



Mercado bovino tem ajuste de preços em maio



Foto: Canva

O Diferencial de Base (DB) entre Mato Grosso e São Paulo encerrou maio de 2026 em 3,39%, conforme análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. Segundo o instituto, o resultado foi influenciado pela desvalorização mais intensa observada no mercado paulista, onde o preço da arroba do boi gordo recuou 4,01% na comparação mensal, enquanto em Mato Grosso a queda foi de 2,58%.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a arroba do boi gordo em Mato Grosso foi negociada, em média, a R$ 340,43 em maio, enquanto em São Paulo atingiu R$ 352,39, ambos os valores livres de Funrural. Com isso, a diferença entre as duas praças foi reduzida em 1,42 ponto percentual ao longo do período.

A pressão sobre as cotações esteve associada ao aumento do conforto nas escalas de abate. Segundo o levantamento, as programações avançaram 5,72% em relação a abril e alcançaram média de 10,35 dias em maio, ampliando a disponibilidade de animais para os frigoríficos.

Outro fator apontado pelo instituto foi a menor competitividade da carne bovina frente a outras proteínas, o que limitou a demanda no mercado doméstico e contribuiu para o movimento de baixa nos preços da arroba durante o mês.

Apesar desse cenário, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária destaca que há expectativa de aumento pontual no consumo interno nas próximas semanas. A projeção é sustentada pela demanda sazonal associada à Copa do Mundo, que pode estimular as vendas de carne bovina e dar suporte ao mercado.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Norte terá temporais e ventos fortes nos próximos dias


O período entre quinta-feira (4) e segunda-feira (8) será marcado por calor e umidade em grande parte da Região Norte, favorecendo a formação de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, os maiores volumes são esperados para áreas de Roraima, Amapá e extremo norte do Amazonas, onde há risco de transtornos provocados pelas precipitações. No Nordeste, a chuva continua concentrada na faixa litorânea, especialmente entre Pernambuco e Rio Grande do Norte, no Recôncavo Baiano e no norte do Maranhão. A previsão indica redução das precipitações no litoral nordestino a partir de sexta-feira (5), mas com possibilidade de retorno das chuvas entre o litoral potiguar e pernambucano na segunda-feira.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, áreas do litoral do Sudeste também poderão registrar chuviscos e chuvas fracas devido ao transporte de umidade do oceano. Nas demais regiões do país, o tempo permanece estável, com exceção do Rio Grande do Sul, onde há previsão de chuva na segunda-feira (8). O instituto também alerta para a possibilidade de geadas nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, além da Serra da Mantiqueira. A umidade relativa do ar pode ficar próxima dos 30% na área central do Brasil, enquanto as temperaturas devem apresentar queda no centro-leste do país a partir de sexta-feira.

Na Região Norte, a instabilidade permanece concentrada na faixa norte em razão da atuação de uma massa de ar quente e úmida. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê pancadas de chuva com trovoadas e rajadas de vento, principalmente durante a tarde, em Roraima, Amapá, norte do Amazonas e norte do Pará, incluindo as capitais Manaus e Belém. As temperaturas mínimas devem variar entre 16°C e 18°C, enquanto as máximas podem alcançar entre 35°C e 36°C. Em Rondônia, Tocantins e no sul do Pará, a umidade relativa do ar poderá ficar abaixo de 30%.

No Nordeste, a previsão indica chuva fraca a moderada na faixa leste entre quinta-feira e segunda-feira, com destaque para o Recôncavo Baiano e o trecho litorâneo entre Pernambuco e Rio Grande do Norte. No Maranhão, são esperadas pancadas de chuva moderada a forte, acompanhadas de raios e rajadas de vento. A partir de sexta-feira, a tendência é de redução das chuvas na faixa leste, enquanto o norte maranhense segue com previsão de instabilidade. No interior da região, o calor permanece predominante, com mínimas entre 11°C e 13°C em áreas da Bahia e máximas de até 38°C no Sertão, onde a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30%.

Para a Região Centro-Oeste, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê tempo firme e predomínio de sol ao longo dos próximos dias. As temperaturas mínimas devem oscilar entre 7°C e 9°C em áreas de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, podendo cair ainda mais a partir de sexta-feira. As máximas podem atingir entre 34°C e 36°C em municípios de Mato Grosso. Durante a tarde, a umidade relativa do ar poderá ficar em torno de 30%.

Na Região Sudeste, a circulação marítima continuará favorecendo maior nebulosidade e possibilidade de chuva fraca e isolada no litoral entre Espírito Santo e Rio de Janeiro. Também há previsão de neblina e nevoeiro em áreas do leste da região. As noites e madrugadas seguem com temperaturas baixas, com mínimas próximas de 4°C em áreas do sul de Minas Gerais, Serra da Mantiqueira e Serra Fluminense, onde existe possibilidade de geada. As máximas devem variar entre 27°C e 29°C no norte mineiro. Em áreas do oeste e norte de São Paulo, além do Triângulo Mineiro, a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30%.

No Sul do país, a previsão indica pouca chuva entre quinta-feira e domingo. As temperaturas mínimas devem variar entre 3°C e 6°C nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, favorecendo a ocorrência de geadas fracas e localizadas. O instituto também prevê formação de neblina e nevoeiro na faixa leste da região durante as primeiras horas da manhã. As máximas devem alcançar entre 24°C e 27°C no norte do Paraná.

Já na segunda-feira (8), a formação de uma frente fria deverá provocar pancadas de chuva isoladas no Rio Grande do Sul, marcando uma mudança nas condições do tempo no estado, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia.





Source link

News

Mauro Vieira critica tarifaço dos EUA e cita etanol, açúcar e carne bovina


Lula critica investigação dos EUA sobre produtos brasileiros e cita Pix em evento em Goiás

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (4), em Paris, que os Estados Unidos desconsideraram os argumentos apresentados pelo Brasil nas duas investigações comerciais que resultaram na recomendação de novas tarifas ao país. Segundo o chanceler, a medida foi anunciada antes do fim do prazo de 30 dias definido pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para tentar uma solução negociada. As apurações incluem temas com efeito potencial sobre cadeias do agro, como etanol, açúcar, desmatamento e carne bovina.

De acordo com o relato do ministro ao jornal O Estado de S. Paulo, Vieira se reuniu na véspera com o representante comercial dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer, antes de uma plenária da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na conversa, o chanceler disse ter lembrado que a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ocorreu dentro do prazo negociado entre os dois presidentes.

O USTR recomendou tarifas de 25% por supostas práticas desleais na relação bilateral e de mais 12,5% por alegada falha do Brasil em coibir a importação de produtos vinculados a trabalho forçado. As duas investigações foram conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Entre os pontos citados pelos norte-americanos estão acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e casos de trabalho análogo à escravidão na cadeia pecuária. No caso do etanol, os Estados Unidos questionam a tarifa brasileira de 18%, enquanto aplicam 2,5% ao produto brasileiro. O Brasil tem vinculado esse debate à barreira tarifária para entrada do açúcar brasileiro no mercado norte-americano. Segundo Vieira, os Estados Unidos cobram tarifa quatro vezes maior para importar açúcar do Brasil.

Na área ambiental, o ministro afirmou que o argumento sobre desmatamento desconsidera dados recentes. Segundo ele, a área desmatada na Amazônia Legal em 2025 foi reduzida à metade na comparação com 2022. Também citou levantamento do MapBiomas indicando menor desmatamento nos seis biomas brasileiros no ano passado.

Para o agro, a disputa comercial amplia a atenção sobre competitividade externa, acesso a mercado e eventual custo adicional para cadeias exportadoras. Ainda não foram detalhados produtos, prazos de implementação ou alcance efetivo das novas tarifas.

O cenário permanece em negociação, segundo o relato de Vieira, que afirmou ter ouvido de Greer que ainda há espaço para tratativas. Sem detalhamento oficial sobre cronograma e produtos atingidos, o efeito prático para exportadores brasileiros dependerá dos próximos passos entre os dois países e da formalização das medidas comerciais.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Mauro Vieira critica tarifaço dos EUA e cita etanol, açúcar e carne bovina apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

TCU aponta insuficiência de metas fiscais para estabilizar dívida pública


Despesa com juros do setor público soma R$ 84,76 bilhões em abril

O Tribunal de Contas da União (TCU) informou nesta quarta-feira (3) que as metas fiscais vigentes não são suficientes para assegurar a estabilização da dívida bruta do governo geral (DBGG) em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Segundo avaliação da área técnica da Corte, a trajetória da dívida segue ascendente em todos os cenários projetados até 2029, inclusive no cenário que considera o cumprimento integral das metas previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.

A análise foi elaborada pela Unidade Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal do TCU. De acordo com o acórdão, a fiscalização examinou projeções oficiais publicadas pelo Tesouro Nacional nos Relatórios de Projeções Fiscais e nos Relatórios de Projeção da Dívida Pública.

Pelos cálculos apresentados, o cumprimento das metas de resultado primário efetivo, por si só, não garante a estabilização da relação entre dívida e PIB até 2029. O TCU também destacou a existência de um hiato entre o resultado primário efetivo e o resultado considerado estabilizador da dívida.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Outro ponto apontado pela Corte é a dependência crescente de receitas condicionais nas projeções de referência. Essas receitas dependem da aprovação prévia de medidas legais e, segundo o tribunal, aumentam a incerteza sobre o cenário fiscal. A fiscalização ainda mencionou deterioração dos indicadores de capacidade de pagamento e transparência insuficiente das projeções oficiais da DBGG em relação à sensibilidade dessas receitas. No triênio de 2023 a 2025, o indicador juros sobre receita foi o que apresentou pior evolução, conforme o TCU.

Diante desse quadro, o Plenário determinou que o Tesouro Nacional passe a explicitar, nos próximos projetos de LDO, qual nível de resultado fiscal é consistente com a estabilização da dívida bruta em horizonte de dez anos. Para o setor agropecuário, o tema é acompanhado porque a trajetória fiscal interfere nas condições macroeconômicas, com reflexos sobre juros, custo de crédito, câmbio e ambiente de investimento.

A decisão do TCU não altera de forma imediata as metas em vigor, mas amplia a exigência de transparência sobre a compatibilidade entre política fiscal e dinâmica da dívida. Sem novas projeções oficiais que incorporem essa determinação, não é possível afirmar mudança concreta sobre juros ou crédito no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post TCU aponta insuficiência de metas fiscais para estabilizar dívida pública apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Sefaz-RJ impede inscrições estaduais de empresas do Grupo Refit


Raízen vende operações de downstream na Argentina por US$ 1,420 bilhão

A Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ) impediu a inscrição estadual de empresas do Grupo Refit, ex-Refinaria de Manguinhos, como parte de ações de combate à sonegação fiscal no setor de combustíveis. Segundo a pasta, a medida decorre automaticamente da suspensão dos CNPJs pela Receita Federal por pendências ou irregularidades tributárias. O bloqueio alcança a refinaria instalada às margens da Avenida Brasil, na capital fluminense, em uma área de cerca de 600 mil metros quadrados.

De acordo com a Sefaz-RJ, contribuintes com a inscrição estadual impedida ficam proibidos de emitir notas fiscais de venda e de adquirir produtos, o que inviabiliza a continuidade das operações regulares. Em nota, a secretaria informou que a medida está alinhada à política de integridade tributária adotada pela atual gestão.

A pasta também afirmou ter iniciado uma ação fiscal ampla sobre as empresas do Grupo Refit. Entre as frentes abertas está uma fiscalização para apurar possíveis irregularidades na concessão de incentivos fiscais. A apuração ocorre após a Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (15 de maio), segundo o conteúdo informado.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

As investigações da operação apuram suspeitas de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos para o exterior. Conforme o material divulgado, a Receita Federal aponta o grupo como o maior devedor contumaz de tributos do país, com passivo superior a R$ 26 bilhões. Desse total, R$ 9,4 bilhões estariam concentrados no Estado do Rio de Janeiro.

No setor de combustíveis, medidas desse tipo têm relevância operacional porque afetam a capacidade de comercialização formal de derivados. Para cadeias produtivas que dependem de combustíveis para transporte e logística, como o agronegócio, o tema é acompanhado pelo potencial reflexo sobre oferta regional e circulação de produtos. No entanto, o conteúdo disponível não informa, até o momento, efeitos mensurados sobre abastecimento, preços ou distribuição para o setor agropecuário.

O caso segue no campo fiscal e investigativo. Com as informações disponíveis, não há detalhamento oficial sobre prazo para regularização, volume de operações afetadas ou eventual impacto sobre o mercado de combustíveis no Rio de Janeiro. Novos desdobramentos dependem das apurações da Sefaz-RJ, da Receita Federal e da Polícia Federal.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Sefaz-RJ impede inscrições estaduais de empresas do Grupo Refit apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Brasil e Guatemala assinam acordo para ampliar cooperação agropecuária


Brasil e Guatemala assinam acordo para ampliar cooperação agropecuária

Brasil e Guatemala assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento para ampliar a cooperação agropecuária bilateral. O acordo foi firmado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA). Segundo as pastas, a medida abrange pesquisa, inovação, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos e comércio agropecuário.

A assinatura ocorre no contexto dos 50 anos de cooperação entre os dois países e integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares. De acordo com o ministério brasileiro, o entendimento também sucede a visita recente da ministra guatemalteca María Fernanda Rivera Dávila ao Brasil.

Entre os pontos previstos no memorando estão a criação de mecanismos permanentes de coordenação, com grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum. As áreas listadas incluem manejo sustentável de solos, agricultura regenerativa, recuperação de áreas, monitoramento agroclimático e tecnologias para ganho de produtividade.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

No campo pecuário, a Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação em melhoramento genético de bovinos e de pescado. A pauta também envolve transferência de tecnologia e fortalecimento do rebanho bovino local, segundo o relato oficial das delegações.

Na frente comercial, os dois países discutiram a ampliação do comércio agropecuário bilateral e o avanço de processos sanitários para produtos de origem animal. O tema se soma à habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco, tratada nas conversas recentes entre os governos.

A programação incluiu ainda reunião no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), também na Cidade da Guatemala. No encontro, foram debatidas oportunidades regionais em bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional. O texto oficial não detalha prazos, metas quantitativas ou estimativas de fluxo comercial adicional a partir do acordo.

Do ponto de vista técnico, o memorando amplia a base institucional para cooperação em sanidade, tecnologia e comércio, mas os efeitos práticos sobre exportações, projetos e transferência de conhecimento dependerão da implementação das ações previstas e da evolução dos processos sanitários e operacionais entre os dois países.

Fonte: gov.br

O post Brasil e Guatemala assinam acordo para ampliar cooperação agropecuária apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Goiás projeta segunda maior safra de milho da história


Goiás caminha para registrar uma das maiores safras de milho de sua história na temporada 2025/26. Após alcançar um recorde em 2024/25, o estado mantém expectativa de produção elevada e pode encerrar o novo ciclo com a segunda maior colheita já registrada. De acordo com o 8º Levantamento da Safra de Grãos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção está estimada em 11,88 milhões de toneladas, mantendo Goiás entre os principais produtores do cereal no Brasil.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás ocupa atualmente a terceira posição no ranking nacional de produção de milho e a quarta colocação em área plantada. Em nota, a companhia destaca que o desempenho reflete o trabalho dos produtores rurais na condução das lavouras, com atenção à janela de plantio, ao manejo e à adoção de tecnologias no campo.

A estimativa para a safra 2025/26 aponta uma área cultivada de 1,89 milhão de hectares, produtividade média de 6.255 quilos por hectare e produção de 11,88 milhões de toneladas. Embora o volume seja inferior ao recorde de 14,26 milhões de toneladas alcançado em 2024/25, a projeção supera a safra 2023/24, quando o estado colheu 11,33 milhões de toneladas.

O crescimento da produção de etanol de milho também tem contribuído para fortalecer a cadeia produtiva goiana. A ampliação da demanda interna pelo cereal favorece a agregação de valor dentro do estado e estimula novos investimentos na agroindústria. Além do biocombustível, o processamento do milho gera coprodutos utilizados na alimentação animal, como os Distillers Dried Grains (DDGS), destinados às cadeias da avicultura, da suinocultura e da pecuária de confinamento. Dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa) mostram que a produção de etanol de milho saltou de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19 para uma estimativa de 782,5 milhões de litros em 2025/26, crescimento superior a quatro vezes no período.

O fortalecimento da agroindústria também aparece no desempenho das exportações de derivados de milho. Conforme dados de Comércio Exterior disponibilizados na Plataforma Aroeira, gerenciada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), os embarques desses produtos apresentaram crescimento expressivo no primeiro quadrimestre de 2026.

Entre janeiro e abril deste ano, Goiás exportou US$ 15,1 milhões em derivados de milho, ante US$ 8,3 milhões registrados no mesmo período de 2025, avanço de 81,2% em valor comercializado. O volume embarcado cresceu 71,5%, passando de 8,7 mil para 14,9 mil toneladas, enquanto o preço médio por tonelada aumentou de US$ 958,5 para US$ 1.012,6.

Os produtos enviados ao mercado internacional incluem amido de milho, farinha de milho, óleo de milho, milho doce preparado e outros subprodutos destinados às indústrias alimentícia, química e de nutrição animal, ampliando a presença da produção goiana no comércio exterior.





Source link

News

Bloqueio no orçamento da ANA ameaça monitoramento hídrico e fiscalização de barragens


Bloqueio no orçamento da ANA ameaça monitoramento hídrico e fiscalização de barragens

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) informou, nesta quinta-feira (4), que o bloqueio de R$ 44,9 milhões em seu orçamento de 2026 pode comprometer atividades consideradas essenciais para a segurança hídrica no Brasil. Segundo a autarquia, a restrição ocorre em um cenário de previsão de intensificação de eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño. A agência afirma que a redução de recursos afeta monitoramento, fiscalização e apoio técnico em áreas estratégicas.

De acordo com a ANA, um dos principais efeitos do bloqueio recai sobre a operação e a manutenção da Rede Hidrometeorológica Nacional, composta por mais de 4,5 mil estações de monitoramento de rios e chuvas distribuídas pelo país. Esses dados são usados na emissão de alertas de enchentes e estiagens, no apoio às Defesas Civis e no planejamento do abastecimento de água, da irrigação, da navegação, da geração hidrelétrica e da gestão de reservatórios.

A agência informou, em nota, que a redução de recursos pode diminuir a produção dessas informações, o que tende a afetar a capacidade de prevenção e resposta a eventos extremos. No setor agropecuário, esse monitoramento é uma base técnica para decisões sobre uso de água, manejo de irrigação, planejamento de safra e avaliação de risco climático em diferentes regiões.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

O contingenciamento também deve limitar a fiscalização de 197 barragens sob responsabilidade da ANA. Segundo a autarquia, haverá redução de inspeções presenciais, visitas técnicas e ações de acompanhamento preventivo dessas estruturas. A agência também aponta impacto sobre programas de capacitação técnica e estudos que subsidiam normas regulatórias para o saneamento básico.

Outro ponto citado é a diminuição de investimentos em tecnologia da informação e cibersegurança. A ANA não detalhou, até o momento, como o bloqueio será distribuído entre as áreas afetadas nem informou eventual cronograma de recomposição orçamentária.

Com menor capacidade operacional, a ANA indica que atividades ligadas ao monitoramento hidrológico, à fiscalização e à preparação para secas e cheias podem ser reduzidas em 2026. Até o momento, não há informação oficial sobre revisão do bloqueio nem estimativa pública do alcance operacional dessa limitação por região.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Bloqueio no orçamento da ANA ameaça monitoramento hídrico e fiscalização de barragens apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link