terça-feira, junho 16, 2026

Autor: Redação

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Juros futuros sobem com avanço do petróleo e tensão entre Estados Unidos e Irã


Fazenda afirma que quadro fiscal ajuda a mitigar efeitos da guerra na economia

Os juros futuros operavam em alta na manhã desta terça-feira (26), após recuo na sessão anterior, em um ambiente de cautela no mercado internacional. A movimentação acompanha a valorização de mais de 3% do petróleo, em meio a dúvidas sobre o desfecho das relações entre Estados Unidos e Irã. No mercado doméstico, os investidores também monitoram os leilões de NTN-B e Letras Financeiras do Tesouro (LFT), marcados para 11h.

Às 9h08 desta terça-feira (26), a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 14,065%, acima dos 14,006% do ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava a 13,775%, ante 13,674%, enquanto o DI para janeiro de 2031 marcava 13,885%, contra 13,801% na segunda-feira (25).

O movimento ocorreu em um cenário de maior percepção de risco no exterior. A alta do petróleo reflete as incertezas sobre o quadro geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã, fator que costuma influenciar expectativas de inflação e custo de energia. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries recuavam na volta do feriado nos Estados Unidos, indicando leitura mista dos investidores sobre os próximos passos da política monetária americana.

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No Brasil, a agenda do dia inclui a oferta de títulos públicos prefixados e atrelados à inflação. Os leilões de NTN-B e LFT são acompanhados de perto porque ajudam a medir a demanda por papéis públicos e a percepção do mercado sobre juros e inflação nos prazos mais longos.

Para o setor agropecuário, oscilações nos juros e no petróleo entram no radar por influenciarem o custo do financiamento, do diesel e do transporte. No entanto, o alcance desse efeito depende da duração do movimento no mercado e de repasses efetivos para crédito, frete e insumos, o que ainda não estava detalhado no material disponível nesta manhã.

A atenção do mercado permanece concentrada na evolução do petróleo, na resposta dos títulos públicos ao leilão desta terça-feira (26) e na trajetória das taxas longas. Sem novas sinalizações sobre o cenário internacional ou sobre o resultado das operações do Tesouro Nacional, ainda não há base suficiente para indicar mudança estrutural na curva de juros.

Fonte: Estadão Conteúdo

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MBRF anuncia R$ 500 milhões para expandir produção de gelatina e colágeno da Gelprime


MBRF anuncia R$ 500 milhões para expandir produção de gelatina e colágeno da Gelprime

A MBRF anunciou nesta terça-feira (26) investimento de R$ 500 milhões na Gelprime, empresa de gelatina e colágeno da qual detém 50% de participação. Segundo comunicado da companhia, os recursos serão destinados à expansão produtiva da operação em Londrina (PR), com previsão de inauguração de uma nova linha de colágeno funcional no segundo semestre de 2026.

De acordo com a empresa, o investimento inclui a aquisição de equipamentos para produção de colágeno funcional, ingrediente usado pela indústria alimentícia para enriquecimento nutricional e desenvolvimento de produtos de maior valor agregado. O plano também prevê a ampliação da linha de colágeno hidrolisado, com entrada em operação prevista para 2027.

A MBRF informou que, com as novas entregas, a Gelprime deve dobrar a capacidade de produção e alcançar cerca de 30 mil toneladas até 2030. A companhia afirma que, nesse cenário, a empresa passará a figurar entre as cinco maiores produtoras globais de gelatina e colágeno. O comunicado não detalha a capacidade atual da unidade nem a distribuição do investimento por etapa do projeto.

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Na cadeia agroindustrial, o movimento reforça o uso de matérias-primas derivadas do abate bovino, base para a produção de colágeno. Segundo a MBRF, a operação amplia a verticalização do processamento e o aproveitamento integral da cadeia da carne, com foco em ingredientes destinados à indústria de alimentos, suplementação e bebidas.

A expansão também deve gerar cerca de 300 novas vagas na região de Londrina, que hoje concentra 220 colaboradores da Gelprime, conforme a empresa. Em nota, o chairman da MBRF, Marcos Molina, afirmou que a estratégia está associada ao aumento da demanda global por proteínas e por itens de maior valor agregado. Já o CEO da Gelprime, Vinícius Vanzella, disse que a operação busca ampliar a oferta de soluções proteicas derivadas da cadeia bovina.

Do ponto de vista técnico, o investimento sinaliza avanço na agregação de valor dentro da agroindústria de proteínas, com foco em ingredientes industriais e maior aproveitamento de subprodutos do abate. Ainda assim, o impacto comercial e produtivo dependerá da execução do cronograma, da entrada efetiva das novas linhas e da evolução da demanda interna e externa por gelatina e colágeno.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão da Câmara debate concessão da BR-364 em Rondônia


Ministro cita R$ 240 bilhões contratados em obras rodoviárias em três anos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (26), às 11 horas, um debate sobre a concessão da BR-364, rodovia que liga Mato Grosso a Rondônia. Segundo a Câmara, a discussão será interativa e tratará de pontos como cobrança de pedágio, execução de obras e cumprimento das obrigações previstas no contrato. A rodovia é apontada como eixo logístico relevante para o escoamento da produção rondoniense.

O debate foi solicitado pelo deputado Rafael Fera (Pode-RO). De acordo com o parlamentar, a BR-364 integra um vetor logístico importante para o país, especialmente na conexão de Rondônia com a região Centro-Oeste. Na avaliação dele, após a conclusão do processo de concessão em 2025, houve cobrança antecipada de pedágio sem a realização prévia de obras de infraestrutura no trecho concedido.

Entre os pontos que o deputado pretende discutir estão o acesso ao plano de execução das obras, os documentos que embasaram os valores das tarifas autorizadas em contrato e a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a cobrança antecipada da tarifa com valores corrigidos.

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Também devem entrar na pauta as obrigações previstas na concessão, como duplicação de trechos, implantação de faixas adicionais, acostamentos, passarelas, pontos de parada de ônibus e áreas de descanso para caminhoneiros. Esses itens têm relação direta com fluidez operacional, segurança viária e regularidade do transporte de cargas.

Para o setor agropecuário, o debate tem relevância por envolver uma rota utilizada no deslocamento de insumos e na saída de produtos do campo. Mudanças em pedágio e infraestrutura podem influenciar o custo do frete e o tempo de viagem. O material divulgado pela Câmara não informa, porém, a lista completa de convidados nem apresenta detalhamento técnico do cronograma de obras ou dos valores contratuais em discussão.

A audiência deve servir para esclarecer as condições da concessão e o estágio das obrigações contratuais. Sem a apresentação dos documentos técnicos e do cronograma executivo, não há base suficiente para dimensionar, neste momento, os efeitos operacionais e econômicos da concessão sobre o transporte rodoviário na região.

Fonte: camara.leg.br

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FMI diz que inflação ancorada pode reduzir efeito do petróleo na América Latina


Fazenda afirma que quadro fiscal ajuda a mitigar efeitos da guerra na economia

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicado nesta terça-feira (26), afirma que expectativas de inflação mais bem ancoradas na América Latina devem ajudar a amortecer os efeitos da alta do petróleo ligada ao conflito no Oriente Médio. Segundo o relatório, a credibilidade construída pelos bancos centrais da região ao longo do tempo reduz a transmissão de choques temporários de energia e outras commodities para a inflação mais ampla.

De acordo com o FMI, quando empresas, consumidores e agentes econômicos não projetam que uma alta temporária do petróleo vá se transformar em inflação persistente, o repasse para os preços em geral tende a ser mais limitado. O relatório destaca que esse processo ajuda a reforçar a resiliência da região diante de choques externos.

O fundo informa que as previsões de inflação na América Latina ainda permanecem, em média, mais distantes das metas oficiais do que nas economias avançadas. Mesmo assim, a dispersão dessas expectativas é semelhante à observada nesses países, o que, segundo o estudo, é compatível com a atuação de autoridades econômicas consideradas confiáveis e inseridas em marcos institucionais.

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Para o setor agropecuário, o tema tem relação direta com custos de produção e logística. A alta do petróleo pode pressionar combustíveis, frete e energia, além de influenciar outras commodities. Em cadeias dependentes de transporte rodoviário, armazenagem e insumos industrializados, a forma como esse choque chega aos preços internos é um fator relevante para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O FMI ressalta, porém, que a credibilidade monetária pode ser perdida com rapidez. O estudo concluiu que uma política monetária mais restritiva do que o esperado gera ganhos modestos e graduais na ancoragem das expectativas. Já uma condução mais expansionista do que a prevista tende a provocar efeitos negativos mais fortes, com maior risco de descolamento da inflação em relação à meta.

O documento cita Brasil, Chile e Argentina como exemplos de como mudanças na política monetária afetam as expectativas. O fundo também observa que o regime monetário mais adequado depende do contexto de cada país.

A avaliação técnica do FMI indica que o apoio institucional amplo continua sendo peça central para preservar a confiança na política monetária. Sem essa base, choques em petróleo, energia e commodities podem ter transmissão maior para a inflação, com reflexos mais amplos sobre custos e planejamento das cadeias produtivas. O estudo não detalha, no material informado, estimativas numéricas de impacto por país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Senado deve votar projeto para renegociar dívidas de produtores rurais em meio a impasse com governo


Foto: Ministério da Fazenda

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve votar nesta terça-feira (26) o projeto que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar produtores rurais. A proposta foi retirada da pauta na semana passado após pedido do governo federal para ampliar as negociações sobre o texto final.

O presidente da CAE, Renan Calheiros, afirmou que o diálogo com o Executivo continua nos próximos dias para buscar um consenso sobre a proposta.

Segundo o senador, o governo demonstrou interesse em construir uma solução negociada para o setor agropecuário.

A proposta original do governo previa apoio apenas para produtores atingidos por eventos climáticos extremos. No entanto, o relator do projeto ampliou o alcance da medida para todos os produtores rurais.

O Ministério da Fazenda ainda não descarta a edição de uma medida provisória sobre o tema. O ministro Dario Durigan afirmou que a equipe técnica trabalha para fechar um texto de consenso que permita condições de pagamento mais adequadas aos agricultores.

Projeto amplia acesso ao crédito rural

O Projeto de Lei 5.122/2023, de autoria do deputado Domingos Neto, autoriza a criação de uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

O texto prevê que receitas correntes do fundo referentes a 2024 e 2025, além do superávit financeiro apurado nesses anos, possam ser direcionadas para operações de crédito rural.

Inicialmente, o objetivo era atender produtores afetados por desastres naturais. Porém, o parecer apresentado por Renan Calheiros ampliou o benefício para todo o setor agropecuário.

Governo busca alternativas para dívida dos produtores

A votação foi adiada após pedido de vista apresentado pelos senadores Eduardo Braga e Tereza Cristina.

Segundo Tereza Cristina, as mudanças discutidas pelos parlamentares podem abrir novas alternativas para o governo estruturar soluções relacionadas ao endividamento dos produtores rurais.

O Fundo Social do Pré-Sal foi criado pela Lei 12.351/2010 e recebe recursos provenientes da exploração de petróleo. Atualmente, os valores são destinados ao financiamento de áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

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Decreto cria subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina


Decreto cria subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina

Um decreto publicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta segunda-feira (25), em edição extra do Diário Oficial da União, instituiu uma subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida foi anunciada em meio à alta dos combustíveis associada à valorização do petróleo no mercado internacional. Segundo o texto, o pagamento será feito diretamente a produtores e importadores pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com as informações divulgadas pelo governo federal, o valor de R$ 0,44 por litro havia sido antecipado pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Segundo ele, esse patamar foi definido para amortecer parte do choque recente nos preços da gasolina.

O limite legal da subvenção para a gasolina é de até R$ 0,89 por litro, equivalente ao total de tributos federais incidentes sobre o combustível, considerando Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Também foi anunciado novo subsídio para o diesel, de até R$ 0,3515 por litro.

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A apuração do benefício será feita pela ANP, e o desconto deverá constar no campo de informações complementares da nota fiscal eletrônica. O custo estimado da medida é de cerca de R$ 1,2 bilhão por mês, com vigência inicial de dois meses. Até o momento, esse efeito ainda não foi incorporado às projeções oficiais do Orçamento.

Segundo o Executivo, a compensação fiscal dependerá de receita extraordinária do petróleo, condicionada à aprovação de um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. Em março, já haviam sido adotadas medidas sobre o diesel, incluindo desoneração de PIS/Cofins, autorização de subvenção a produtores domésticos e elevação da tributação sobre exportações do combustível.

Para o setor agropecuário, a política de combustíveis tem relação direta com frete, distribuição de insumos e escoamento da produção. No entanto, o alcance efetivo sobre custos no campo dependerá da transmissão dos descontos ao mercado e da evolução dos preços internacionais do petróleo.

No curto prazo, a medida atua como instrumento de amortecimento de preços, mas a duração de dois meses e a dependência de compensação fiscal ainda limitam uma avaliação mais ampla sobre seus efeitos permanentes na cadeia de combustíveis e nos custos logísticos do agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Frente fria avança pelo país e provoca chuva forte e temporais


A formação de uma nova área de baixa pressão próxima à costa do Sul do Brasil e o avanço de uma frente fria deixam o tempo instável em boa parte do país nesta terça-feira (26). Segundo a Climatempo, há risco de temporais no Sul, chuva forte no litoral do Nordeste e acumulados elevados em áreas da região Norte.

Sul

No Sul do país, a combinação entre cavado meteorológico, ciclogênese e frente fria favorece chuva moderada a forte desde o início do dia no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O risco de temporais aumenta principalmente no sul e oeste paranaense, no oeste catarinense e em áreas mais ao norte do território gaúcho.

Ao longo do dia, a chuva avança sobre grande parte do Paraná e de Santa Catarina, podendo provocar acumulados significativos em pontos isolados. As rajadas de vento variam entre 40 km/h e 50 km/h em parte da região e podem chegar aos 70 km/h no sul catarinense. Uma nova massa de ar frio também começa a avançar, mantendo temperaturas mais amenas.

Sudeste

No Sudeste, a manhã começa com tempo firme na maior parte da região. Porém, o avanço dos sistemas meteorológicos no Sul favorece pancadas de chuva no extremo sul paulista. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força em áreas do interior, litoral e sul de São Paulo, além do Sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Segundo a Climatempo, cidades das regiões de Campinas, São Carlos e Botucatu podem registrar chuva acompanhada de trovoadas até a noite. No oeste e sudoeste paulista, os volumes tendem a ser menores. As temperaturas seguem agradáveis em grande parte de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o tempo permanece mais firme na maior parte das áreas, mas a influência da baixa pressão no Sul do país aumenta a nebulosidade em Mato Grosso do Sul. Pancadas isoladas podem ocorrer no sul, sudoeste e sudeste do estado, com risco de temporais perto da divisa com o Paraná.

Já em Mato Grosso, há possibilidade de chuva isolada no sudoeste e interior do estado. Nas demais áreas da região, o calor predomina. No norte de Goiás, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%.

Nordeste

No Nordeste, a circulação de umidade marítima mantém chuva no litoral leste entre o Rio Grande do Norte e Sergipe, além do litoral da Bahia. A previsão indica chuva moderada a forte entre a Paraíba e Pernambuco, com destaque para Recife, que pode registrar acumulados significativos ao longo do dia.

Também há previsão de chuva forte no litoral do Maranhão, Piauí e Ceará, além de temporais entre o noroeste maranhense e São Luís. Já o interior nordestino segue com tempo firme e baixa umidade do ar em áreas da Bahia, Maranhão e Piauí.

Norte

Na região Norte, o padrão continua bastante instável. A combinação entre calor, alta umidade e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece pancadas fortes em Roraima, Amapá, Amazonas e norte do Pará.

Há risco de temporais em grande parte de Roraima, norte e oeste do Amapá e extremo noroeste do Pará. Já Acre, Rondônia, Tocantins e sul do Pará seguem com tempo mais firme. No Tocantins, a umidade relativa do ar também pode ficar abaixo dos 30%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha em leve alta antes de feriado nos EUA


A soja encerrou o dia em leve alta na Bolsa de Chicago, em um movimento marcado por ajustes de posições antes do feriado prolongado de Memorial Day nos Estados Unidos e pela tentativa de recuperação após dias de pressão nos contratos futuros.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho subiu 0,19%, a US$ 11,9650 por bushel, enquanto agosto avançou 0,13%, a US$ 11,9500. O farelo de soja para julho fechou em alta de 1,07%, a US$ 331,90 por tonelada curta, e o óleo de soja teve avanço de 0,15%, a US$ 73,98 por libra-peso.

O ganho diário ocorreu em meio ao reposicionamento do mercado antes do feriado nos EUA. Na semana, a soja acumulou alta de 1,66%, sustentada inicialmente pelo anúncio da Casa Branca de que a China investiria US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas americanos entre 2026 e 2028. A ausência de confirmação por Pequim, porém, reduziu o entusiasmo e levou à liquidação de parte das posições compradas.

Na América do Sul, a Argentina tende a ganhar competitividade nos próximos meses. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou a estimativa para a atual safra, enquanto o governo sinalizou redução gradual das tarifas de exportação do grão e de seus subprodutos a partir de 2027.

No Brasil, o mercado físico mostrou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área, com produtividade média de 2.871 kg por hectare, mas forte diferença entre lavouras irrigadas e áreas afetadas pela estiagem. O porto de Rio Grande fechou a R$ 130,00 por saca.

Em Santa Catarina, a colheita está tecnicamente encerrada nas principais regiões, com o porto de São Francisco do Sul a R$ 131,00. No Paraná, os preços avançaram no interior, enquanto o complexo soja registrou recorde de US$ 2,3 bilhões em exportações no primeiro quadrimestre. Em Mato Grosso do Sul, a safra somou 17,759 milhões de toneladas, mas produtores do sul ainda aguardam seguros por perdas climáticas. Em Mato Grosso, altas no físico dividiram espaço com preocupação sobre custos, fretes e armazenagem.

 





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IPC-Fipe sobe 0,40% na 3ª quadrissemana de maio em São Paulo


IPC-Fipe sobe 0,40% na 3ª quadrissemana de maio em São Paulo

O Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) avançou 0,40% na terceira quadrissemana de maio, na cidade de São Paulo, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26). O resultado representa aceleração marginal em relação à segunda quadrissemana, quando o índice havia subido 0,39%. Entre os grupos analisados, Alimentação passou de 0,82% para 0,95%.

Na terceira leitura de maio, três dos sete componentes do índice ganharam força. Habitação acelerou de 0,20% para 0,38%, Alimentação passou de 0,82% para 0,95% e Vestuário saiu de 0,04% para 0,14%.

Em sentido oposto, houve desaceleração em Transportes, que saiu de alta de 0,18% para queda de 0,27%, além de Despesas Pessoais, de 0,28% para 0,24%, e Saúde, de 0,43% para 0,25%. Educação repetiu a variação negativa de 0,01% observada na leitura anterior.

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Os dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que o grupo Alimentação permaneceu entre as principais pressões do índice geral no período. No entanto, a publicação disponível não detalha quais itens alimentícios específicos responderam pela aceleração de 0,13 ponto porcentual entre a segunda e a terceira quadrissemana.

Para o setor agropecuário e as cadeias de abastecimento, o indicador funciona como referência do comportamento dos preços ao consumidor em um dos principais mercados do país. Embora o IPC-Fipe não meça preços ao produtor, a variação de Alimentação ajuda a acompanhar o ambiente de consumo e a transmissão de preços no varejo. Sem a abertura por produtos, porém, não é possível atribuir o movimento a uma cadeia específica, como grãos, proteínas, hortifrúti ou lácteos.

O resultado da terceira quadrissemana indica estabilidade do índice geral em patamar próximo ao da leitura anterior, com manutenção da pressão de Alimentação. A avaliação mais precisa sobre impactos para cadeias agropecuárias dependerá da abertura dos itens que compõem o grupo e da comparação com outros indicadores de inflação e abastecimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Europa recuam após novos ataques dos EUA no Irã


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

As bolsas europeias operavam majoritariamente em queda na manhã desta terça-feira (26), após novos ataques dos Estados Unidos no sul do Irã reduzirem a expectativa de avanço nas negociações de paz. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,28%, aos 629,85 pontos. No mesmo ambiente de cautela, o contrato do petróleo Brent para agosto voltava a subir mais de 3%.

O movimento ocorre depois de o Stoxx 600 ter encerrado a sessão anterior no maior nível desde 27 de fevereiro, um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo as Forças Armadas dos Estados Unidos, a ofensiva de segunda-feira foi realizada para proteger tropas americanas de ameaças atribuídas a forças iranianas. Os militares informaram ainda que a ação foi moderada em razão do cessar-fogo, enquanto o Irã não havia apresentado resposta oficial até o horário citado.

A reação dos mercados veio poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar em rede social que as discussões para o fim da guerra estavam "progredindo bem". Com a nova ofensiva, a percepção de risco voltou a ganhar força entre investidores.

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Às 6h33, no horário de Brasília, a Bolsa de Paris caía 0,88%, Frankfurt recuava 0,62% e Milão cedia 0,38%. Madri e Lisboa operavam perto da estabilidade. Londres, que retomou os negócios após feriado no Reino Unido, avançava 0,73%.

No mercado de energia, o Brent para agosto subia mais de 3% no mesmo horário, após ter caído quase 7% na sessão anterior. A oscilação do petróleo é um ponto de atenção para o agronegócio porque combustíveis e frete têm peso relevante sobre o custo logístico, especialmente em cadeias exportadoras e no transporte de insumos. O material disponível, no entanto, não apresenta estimativas objetivas sobre repasses imediatos ao setor rural.

Entre os destaques corporativos, a ação da Ferrari caía 6% em Milão, após o lançamento do primeiro carro totalmente elétrico da montadora.

O foco dos mercados segue concentrado na evolução do conflito e no comportamento do petróleo, variável acompanhada de perto por agentes econômicos e cadeias produtivas. Sem dados adicionais sobre duração da tensão ou efeitos sobre combustíveis, ainda não há base técnica suficiente para projetar desdobramentos mais amplos para o setor agropecuário.

Fonte: Estadão Conteúdo

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