terça-feira, junho 16, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas favorecem soja 2026 em Roraima, mas El Niño preocupa


De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, o calendário de cultivo da soja em Roraima apresenta características distintas em relação ao restante do país por coincidir com a estação chuvosa da região. A condição climática, marcada pela regularidade das precipitações, garante maior segurança produtiva e estabilidade no rendimento das lavouras. O zoneamento agrícola para a cultura no estado começou no fim de março e segue até meados de junho, período considerado mais adequado devido às condições favoráveis de chuva.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o cenário da safra 2026 tem sido positivo até o momento. Desde o início da janela recomendada para semeadura, o estado registra chuvas frequentes e, em alguns períodos, volumes expressivos de precipitação, favorecendo a emergência das plantas e a formação adequada do estande. O levantamento aponta ainda que as perdas observadas até agora permanecem reduzidas, reflexo da regularidade das chuvas, da ausência de deficiência hídrica e das temperaturas consideradas favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

Nas próximas semanas, as lavouras devem entrar em fases de maior demanda hídrica, tornando a manutenção das chuvas um fator decisivo para o desempenho produtivo. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia, a estação chuvosa em Roraima é influenciada principalmente pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), cuja posição mais ao sul entre abril e agosto favorece chuvas intensas e persistentes. Historicamente, junho e julho representam o pico da estação chuvosa, com acumulados que frequentemente superam 250 milímetros, volumes considerados suficientes para atender à demanda hídrica da soja quando distribuídos de forma equilibrada ao longo do ciclo. A partir de agosto, porém, o deslocamento sazonal da ZCIT para latitudes mais ao norte reduz gradativamente as precipitações, elevando o risco de déficit hídrico em áreas de plantio tardio.

O relatório alerta, no entanto, que a estabilidade produtiva da safra pode ser comprometida pela atuação do fenômeno El Niño. O aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial altera a circulação atmosférica tropical e provoca redução e irregularidade das chuvas na porção norte da Amazônia durante a primavera e o verão. Esse cenário tende a antecipar o fim da estação chuvosa e aumentar o risco de secas severas, afetando diretamente o suprimento hídrico necessário ao desenvolvimento da soja e ampliando a possibilidade de perdas nas lavouras.

A previsão climática elaborada em conjunto pelo Instituto Nacional de Meteorologia, Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos indica que, entre junho e agosto, os volumes de chuva podem ficar até 50 milímetros abaixo da média climatológica em Roraima. O cenário reforça a preocupação com as fases de maior exigência hídrica da cultura.

Diante desse quadro, os órgãos meteorológicos recomendam atenção redobrada ao planejamento das atividades agrícolas no estado. A orientação é para que produtores acompanhem continuamente as atualizações climáticas e meteorológicas, utilizando as informações como suporte à tomada de decisões no manejo das lavouras, na redução de riscos operacionais e na organização das operações de campo.





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Chuva dá trégua e tempo firme predomina em grande parte do Brasil


Após uma terça-feira marcada por intensas chuvas, especialmente na região sul do Brasil, a previsão do tempo para esta quarta-feira indica um cenário de tempo firme em grande parte do país. Segundo o meteorologista João Nogueira, as condições climáticas devem se estabilizar, proporcionando um dia de sol e calor em diversas localidades.

Condições gerais do tempo

O tempo firme se estende desde o Rio Grande do Sul até o estado do Pará, com exceções em algumas áreas que ainda podem registrar chuvas. As regiões afetadas incluem:

  • Litoral do Nordeste, devido a ventos marítimos.
  • Estado do Amazonas, sob influência da zona de convergência intertropical.

Previsão para Altamira

Em Altamira, no Pará, a previsão aponta para uma queda na temperatura na transição de maio para junho, com chuvas esperadas entre os dias 27 e 31 de maio. Essas chuvas são consideradas benéficas para as lavouras de cacau da região.

Expectativas para junho

Entre os dias 1 e 5 de junho, as chuvas devem retornar para o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, enquanto de 6 a 10 de junho, a intensidade das chuvas aumentará, especialmente no estado do Paraná.

Temperaturas nas capitais

As temperaturas mínimas e máximas para esta quarta-feira são as seguintes:

  • Vitória: mínima de 19°C, máxima de 31°C.
  • Porto Alegre: mínima de 14°C, máxima de 19°C.
  • Porto Velho: mínima de 22°C, máxima de 33°C.

Essas capitais devem ter um dia de sol entre nuvens, com promessas de tempo abafado em algumas regiões.

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Região do Espírito Santo deve enfrentar seca nos próximos meses


A região serrana do Espírito Santo, especialmente Venda Nova do Imigrante, deve enfrentar um período de seca nos próximos meses, com chuvas escassas previstas até outubro. A informação foi divulgada por especialistas em meteorologia, que alertam para a escassez de precipitações durante o inverno.

Previsão de chuvas

De acordo com os modelos meteorológicos, a previsão para os próximos três meses é de:

  • Chuvas bastante escassas na região.
  • Precipitações de 35 mm nos próximos 30 dias.
  • Entre 27 de junho e 27 de julho, a previsão é de 39 mm.
  • Em agosto, a expectativa é de 45 mm.

Esses volumes de chuva não são suficientes para atender às necessidades agrícolas da região, especialmente para os produtores de tomate.

Expectativa para o futuro

A boa notícia é que o período chuvoso em Venda Nova do Imigrante deve se iniciar em outubro, com intensificação em novembro. Essa mudança é esperada para trazer alívio aos agricultores locais, que dependem da água para suas plantações.

Todo esse cenário é considerado comum para esta época do ano, mas a falta de chuvas pode impactar a produção agrícola se persistir.

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Relação de troca entre boi gordo e milho melhora 3% em maio


A relação de troca entre boi gordo e milho apresentou uma melhora de 3% em maio, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O boi gordo a prazo foi negociado em média a R$ 348, uma baixa de 2,01% em relação ao mês anterior, devido ao aumento da oferta de animais.

Preços do milho e do boi gordo

O preço do milho foi cotado a R$ 43 por saca, apresentando um recuo mensal de 4,93%. Esse movimento é atribuído ao avanço da colheita e à maior disponibilidade do grão no mercado.

Dados adicionais sobre a moagem de trigo

A moagem total de trigo no Brasil ultrapassou 13,2 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 0,6% em relação ao ano anterior, conforme pesquisa divulgada pela Abitrigo. O acréscimo foi de 76.000 toneladas, indicando um ambiente de consumo sustentado pela oferta da indústria ao varejo e ao setor de alimentos.

Medidas do governo sobre combustíveis

Em outra frente, um decreto do presidente Lula instituiu uma subvenção de 44 centavos por litro da gasolina, em resposta à alta dos combustíveis, que está associada à valorização do petróleo no mercado internacional. O pagamento será realizado diretamente a produtores e importadores pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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CAE aprova projeto que amplia uso de fundos regionais para inovação


CAE aprova projeto que amplia uso de fundos regionais para inovação

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou, nesta terça-feira (26), o Projeto de Lei 5.451/2019, que autoriza o uso de recursos dos fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste em pesquisa, desenvolvimento e inovação. A proposta altera a legislação dos fundos e amplia o rol de beneficiários. O texto segue agora para análise da Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR).

Pela proposta, os recursos dos fundos, tradicionalmente voltados ao financiamento de atividades produtivas, também poderão ser destinados a incubadoras, parques tecnológicos, instituições científicas e projetos desenvolvidos em parceria entre empresas e centros de pesquisa. O projeto é de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) e teve parecer favorável do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), com leitura na comissão pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO).

O relatório aprovado retirou a previsão original de reserva mínima obrigatória de recursos para inovação. Com isso, o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico passa a constar como diretriz de aplicação dos fundos, sem percentual fixo. Segundo o texto em tramitação, a mudança busca dar maior flexibilidade à destinação dos financiamentos.

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A proposta também amplia o número de possíveis tomadores de crédito e apoio financeiro, incluindo instituições científicas, incubadoras, parques tecnológicos e iniciativas realizadas em cooperação entre setor público e iniciativa privada. O conteúdo disponível não detalha valores, percentuais de alocação nem critérios setoriais específicos para agropecuária, indústria ou serviços.

Para o público do Canal Rural, a matéria tem relação com política pública de crédito e inovação em regiões com forte presença de cadeias agropecuárias e agroindustriais, especialmente no Centro-Oeste e em áreas do Matopiba. Se o texto avançar sem restrições setoriais adicionais, produtores, cooperativas, agroindústrias e centros de pesquisa poderão disputar recursos ao lado de outros segmentos econômicos, a depender da regulamentação e das linhas operacionais dos fundos.

O alcance prático da medida ainda dependerá da tramitação no Senado e, em caso de aprovação final, da regulamentação sobre elegibilidade e operação dos financiamentos. Até o momento, o projeto cria a possibilidade legal de uso dos fundos para inovação, mas não define volume mínimo de recursos nem prioridade obrigatória para setores específicos.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Conab orienta extrativistas do Pará sobre acesso ao SocioBio Mais


Conab orienta extrativistas do Pará sobre acesso ao SocioBio Mais

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, entre domingo (17) e sexta-feira (22), visitas de gestão e orientação em municípios do Pará para apresentar o programa SocioBio Mais a extrativistas e organizações locais. A ação passou por Viseu, Vigia de Nazaré, Colares e Santo Antônio do Tauá. O foco foi esclarecer regras de acesso à subvenção quando o preço de venda de produtos da sociobiodiversidade ficar abaixo do preço mínimo oficial.

Segundo a Conab, a agenda foi conduzida pela Superintendência Regional do Pará (SUREG/PA), com participação de técnicos da matriz, em Brasília (DF), e do Setor de Apoio à Logística e Gestão da Oferta (Segeo) no estado. As atividades incluíram oficinas, reuniões e visitas técnicas a comunidades, cooperativas, associações e órgãos de assistência técnica e extensão rural.

Nas reuniões, os técnicos detalharam o funcionamento do SocioBio Mais, os direitos e deveres dos beneficiários e os procedimentos exigidos para ingresso na política pública. Entre os pontos discutidos estiveram a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), a emissão de nota fiscal por associações e cooperativas e as dificuldades operacionais para acessar a subvenção.

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A programação também buscou levantar informações sobre coleta, beneficiamento e comercialização de produtos extrativos. O roteiro envolveu cadeias como murumuru, andiroba, açaí e outras espécies da sociobiodiversidade. Em Colares, a Conab estimou a participação de cerca de 30 pessoas, incluindo representantes de comunidades como Maracajo, Mocajatuba, Juçarateua e São Pedro.

Em Vigia de Nazaré, a equipe visitou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater/PA), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e entidades ligadas ao açaí e a produtos regionais. Em Santo Antônio do Tauá, o trabalho teve caráter de aproximação e levantamento de informações em unidades produtivas e organizações locais, como a Cantauá.

Para extrativistas e associações, a orientação técnica pode reduzir entraves documentais e operacionais para participação no programa. A política é acionada quando os preços recebidos pelos produtores ficam abaixo do mínimo fixado, o que pode influenciar a renda e a regularidade da comercialização nessas cadeias.

De acordo com o planejamento da SUREG/PA, novas viagens de gestão e orientação estão previstas para o segundo semestre, entre agosto e outubro, em Anajás, Gurupá, Abaetetuba e Igarapé Miri. A programação deverá incluir produtos como açaí, borracha, buriti e castanha. A Conab não informou, no material divulgado, valores de subvenção por produto nem o número total de potenciais beneficiários no estado.

Fonte: gov.br

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Ibovespa cai 0,69% e dólar comercial fecha em R$ 5,0274


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

O mercado financeiro encerrou esta terça-feira (26) com queda do Ibovespa e leve alta do dólar no mercado doméstico. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,69%, aos 176.589,03 pontos, com volume de R$ 22,63 bilhões. No câmbio, o dólar comercial fechou vendido a R$ 5,0274, alta de 0,17%. As taxas de referência de juros seguiram em 14,40% ao ano no CDI e no over.

Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre máxima estável de 177.816 pontos e mínima de 175.516 pontos, quando chegou a cair 1,29%. No acumulado de 2026, o índice ainda sobe 9,6%, mas registra recuo de 5,73% no mês.

Nos mercados externos, o Dow Jones caiu 0,23%, aos 50.461,68 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 1,19%, aos 26.656,18 pontos. O Ibovespa futuro, com vencimento mais próximo, fechou em 177.855 pontos, queda de 0,81%, após variar entre 179.250 e 176.785 pontos.

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Entre as ações de maior peso, Vale ON e Vale PNA recuaram 0,89%, cotadas a R$ 82,85. Petrobras PN ficou praticamente estável, com baixa de 0,02%, a R$ 43,39, enquanto Petrobras ON subiu 0,43%, para R$ 48,90. No setor de alimentos, MBRF ON avançou 0,74%, a R$ 16,36.

No câmbio, além do dólar comercial a R$ 5,0274 na venda, o dólar futuro para junho fechou em R$ 5,0400, alta de 0,47%. O dólar Ptax terminou em R$ 5,0211 na venda, com avanço de 0,28%. O euro comercial foi cotado a R$ 5,8490 na venda, alta de 0,1%.

Para o setor agropecuário, câmbio e juros são referências centrais. A valorização do dólar influencia a formação de preços de exportação e o custo de insumos dolarizados, como fertilizantes e defensivos. Já o CDI de 14,40% ao ano mantém elevado o custo financeiro de operações de capital de giro e de carregamento de estoques. O fechamento divulgado, porém, não informa os fatores conjunturais que explicaram o movimento do dia.

Os indicadores do encerramento mostram um ambiente de mercado com moeda norte-americana em patamar acima de R$ 5,00 e juros domésticos ainda elevados. Para produtores e agentes das cadeias agroindustriais, a leitura técnica segue concentrada na evolução do câmbio, do custo de financiamento e do comportamento das ações ligadas a commodities. Sem detalhamento adicional sobre os vetores da sessão, não há base suficiente para projetar tendência de curto prazo além dos números do fechamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Pouca movimentação e preços estáveis a mais baixos marcam o dia da soja; saiba as cotações


soja verde
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta terça-feira (26), marcada por pequenas oscilações nos preços e maior firmeza na demanda das indústrias no mercado interno. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as fábricas apresentaram ofertas mais atrativas, especialmente em Goiás, enquanto os portos tiveram um dia mais lento, sem grandes negociações reportadas.

O cenário externo limitou variações mais expressivas nos preços. A Bolsa de Chicago encerrou o dia em baixa, o dólar apresentou leve alta e os prêmios permaneceram praticamente estáveis. Com isso, as cotações tiveram mudanças pontuais na maior parte das regiões acompanhadas.

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De acordo com Silveira, o mercado teve um comportamento “morno” ao longo da sessão, refletindo a cautela dos agentes diante do cenário internacional e da expectativa em relação ao andamento da safra norte-americana.

No mercado físico brasileiro, algumas praças registraram estabilidade, enquanto outras apresentaram pequenas quedas nas cotações da soja.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 113,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 130,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira. As previsões de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas pressionaram o mercado na primeira sessão após o feriado nos Estados Unidos.

O mercado segue atento às condições climáticas e ao avanço do plantio nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga o relatório semanal sobre o andamento das lavouras nas principais regiões produtoras.

Segundo informações da agência Reuters, o clima seco em grande parte do cinturão do milho deve favorecer o avanço do plantio, embora aumente a preocupação com a seca em áreas do Meio-Oeste e das Planícies do Norte. As chuvas recentes, porém, melhoraram a umidade do solo em regiões como o sudeste do Meio-Oeste, leste de Nebraska e delta do Mississippi.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com entrega em julho encerraram o dia cotados a US$ 11,86 por bushel, com queda de 10,50 centavos de dólar ou 0,87%. A posição agosto fechou em US$ 11,85 por bushel, com baixa de 10 centavos ou 0,83%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 3,30, encerrando a US$ 328,60 por tonelada. Já o óleo de soja para julho fechou em alta de 0,51%, cotado a 74,36 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,15%, cotado a R$ 5,0275 para venda e R$ 5,0255 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0035 e R$ 5,0375.

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Lei fixa prazo de 30 dias para INSS pagar salário-maternidade


Lei fixa prazo de 30 dias para INSS pagar salário-maternidade

Mulheres que recebem salário-maternidade diretamente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre elas trabalhadoras rurais, empregadas domésticas e contribuintes individuais, passarão a ter o benefício liberado em até 30 dias após o requerimento. A regra está na Lei 15.415/26, sancionada sem vetos e divulgada nesta terça-feira (26). Se o prazo não for cumprido, a concessão será automática.

A nova lei altera o procedimento de análise do salário-maternidade pago pela Previdência Social a categorias que não recebem o benefício diretamente do empregador. Segundo o texto, o prazo máximo para liberação será de 30 dias. Hoje, de acordo com as informações que acompanham a norma, o INSS leva cerca de 45 dias para efetuar o pagamento, sem obrigação legal de concessão automática em caso de atraso.

A medida alcança seguradas especiais, grupo que inclui trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas e pescadoras, além de empregadas domésticas, contribuintes individuais, como microempreendedoras individuais (MEIs), trabalhadoras avulsas e seguradas desempregadas. No caso do público rural, a mudança incide sobre uma parcela que depende do benefício como renda temporária em período de afastamento por parto ou adoção.

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A lei também estabelece como funcionará a revisão posterior pelo INSS. Mesmo após a concessão automática, o instituto poderá verificar se a segurada atendia aos requisitos. Se houver direito, o pagamento continua normalmente. Se ficar comprovada má-fé no pedido, o benefício será encerrado e os valores deverão ser devolvidos. Sem má-fé, o pagamento poderá ser interrompido, mas sem devolução dos recursos já recebidos.

O salário-maternidade garante renda por 120 dias. O valor varia entre o salário-mínimo e a remuneração integral, conforme a categoria da segurada. O pagamento pode começar entre 28 dias antes do parto e a data de nascimento da criança. A norma teve origem no Projeto de Lei do Senado 296/16, depois convertido em Projeto de Lei 10021/18.

Para trabalhadoras rurais enquadradas como seguradas especiais, a nova regra reduz o prazo legal de espera e cria um mecanismo de liberação automática em caso de atraso administrativo. A aplicação prática da medida dependerá dos procedimentos operacionais adotados pelo INSS, que não foram detalhados no conteúdo disponível.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Comissão de Cana da Faesp debate desafios econômicos e regulatórios da safra 2026/27


A Comissão de Cana-de-Açúcar e Energia Renovável da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) realizou, nesta quinta-feira (21), reunião voltada à análise dos impactos regulatórios, produtivos e de mercado sobre a rentabilidade dos produtores rurais paulistas na safra 2026/27. A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente Tirso Meirelles, que reafirmou o compromisso da Federação com a defesa do equilíbrio nas relações contratuais e da sustentabilidade econômica do setor, diante do atual cenário marcado por elevados custos de produção, retração dos preços do açúcar e do etanol e crescente deterioração da rentabilidade no campo.

“A subvenção econômica à gasolina amortece o impacto da alta internacional do petróleo, evitando um efeito cascata nos preços de alimentos e transportes. Entretanto, a medida gera preocupação ao comprometer a competitividade do etanol no mercado e reduzir a previsibilidade regulatória do setor. Além de desestimular investimentos em biocombustíveis, o mecanismo afeta diretamente a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Se o preço da gasolina cai devido à subvenção, o preço do etanol precisa cair proporcionalmente para manter a conhecida paridade de 70%. Isso amplia a pressão negativa sobre as margens da atividade”, comentou.

A reunião contou com a participação de Raphael Delloiagono, analista de Inteligência de Mercado do PECEGE, que apresentou as perspectivas para a safra sucroenergética 2026/27, incluindo estimativas de produção, preços e custos do setor, além de simulações relacionadas aos impactos da subvenção econômica à gasolina, autorizada pela Medida Provisória nº 1.358/2026, sobre o valor da cana-de-açúcar.

As projeções para o Centro-Sul indicam produção de aproximadamente 635,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27, volume cerca de 4% superior ao registrado no ciclo anterior, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade agrícola. A maior atratividade do etanol em relação ao açúcar deve resultar em uma safra mais alcooleira, com previsão de incremento de cerca de 4,2 bilhões de litros na produção total do biocombustível em comparação à safra anterior, totalizando 37,90 bilhões de litros.

A revisão do modelo do Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo (Consecana-SP), criado para estabelecer parâmetros técnicos e econômicos que orientam a remuneração da cana-de-açúcar no estado, também esteve no centro das discussões, em razão de sua relevância como referência para a formação de preços e para a mitigação das assimetrias de informação na cadeia sucroenergética. Os participantes reforçaram a necessidade de aprofundamento técnico e institucional do debate, com foco na ampliação da transparência, previsibilidade e segurança econômica nas relações entre fornecedores e indústria.

Outro tema abordado foi sobre os testes de campo com a tecnologia conhecida como “bisturi”, apontada como alternativa com potencial para elevar a eficiência operacional e reduzir custos, especialmente entre pequenos e médios produtores. A técnica vem sendo avaliada quanto à sua capacidade de contribuir para a revitalização dos canaviais e para o prolongamento da vida útil das áreas produtivas, reduzindo a necessidade de renovação integral dos talhões.

O coordenador da Comissão, Nelson Perez Junior, relatou resultados preliminares positivos obtidos em áreas experimentais em sua propriedade e ressaltou a importância do avanço das pesquisas e da difusão técnica da tecnologia, após validação agronômica e econômica, no âmbito do futuro Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar e Bioenergia, em Ribeirão Preto.

Ao final da reunião, a Comissão deliberou encaminhamentos voltados à mitigação dos impactos da política federal de combustíveis sobre a competitividade do etanol, aprofundamento das discussões sobre o Consecana-SP e o fortalecimento de iniciativas voltadas à inovação, eficiência produtiva e redução de custos na atividade canavieira paulista.





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