segunda-feira, junho 15, 2026

Autor: Redação

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Estudo encontra microplástico em 93,6% de peixes analisados no litoral do Paraná


Estudo encontra microplástico em 93,6% dos peixes analisados no litoral do Paraná

Um estudo do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) identificou microplásticos no trato digestivo de 93,6% dos peixes analisados em feiras e mercados do litoral do Paraná. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) e se baseiam em 47 indivíduos examinados, dos quais 44 apresentaram partículas menores que 5 milímetros. O levantamento também encontrou fragmentos em aves com contato com o mar.

Segundo a oceanógrafa Fernanda Possatto, vinculada ao estudo desenvolvido na Associação Mar Brasil, a maior contaminação foi observada em peixes demersais, espécies que vivem em contato mais direto com o fundo do mar. Os microplásticos são formados pela fragmentação de resíduos maiores, como embalagens, garrafas, pneus, tecidos e tintas, e podem ser transportados por correntes, ventos e marés.

A pesquisadora afirmou que os resultados não indicam, até o momento, risco direto à saúde alimentar humana, porque a análise foi feita no trato digestivo, e não no músculo, parte normalmente consumida. Ela ressaltou, no entanto, que os dados apontam a necessidade de ampliar as pesquisas para verificar se compostos associados a esses fragmentos podem atingir outros tecidos dos peixes.

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Em aves, o Rebimar analisou material regurgitado por gaivotas e corujas-buraqueiras e encontrou microplásticos em 69% das amostras. O estudo indica que a presença dos fragmentos ocorre tanto em áreas com intensa atividade humana, como o entorno do Porto de Paranaguá, quanto em áreas preservadas, o que sugere dispersão ambiental ampla.

Para a cadeia do pescado, o levantamento adiciona um dado técnico relevante sobre a qualidade ambiental das zonas costeiras e sobre a necessidade de monitoramento contínuo. Ainda faltam informações sobre limites de referência para água, fauna e eventual transferência de contaminantes para partes comestíveis, o que impede conclusões mais amplas sobre efeitos econômicos ou sanitários no mercado.

O programa também monitora tartarugas-verdes com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Desde 2014, foram realizadas 435 capturas de 313 indivíduos, e 80% das tartarugas encontradas mortas no litoral paranaense tinham lixo no trato digestivo, segundo os pesquisadores.

Os resultados reforçam a necessidade de acompanhamento técnico sobre contaminação por microplásticos em ambientes costeiros, especialmente em espécies ligadas ao consumo e à conservação marinha. Até o momento, os dados disponíveis indicam um problema ambiental disseminado, mas ainda não permitem estabelecer parâmetros conclusivos sobre efeitos no alimento consumido pela população.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Frente fria provoca a morte de mais de 80 animais em MS


gado morto por onda de frio no Pantanal
Foto: reprodução/redes sociais/imagem de arquivo

A proximidade do período do ano com maior incidência de quedas bruscas de temperatura aumenta a preocupação dos produtores quanto ao risco de mortalidade de animais associada à hipotermia.

Até esta quarta-feira (27), a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) do Mato Grosso do Sul havia recebido notificações de quatro propriedades rurais localizadas na região próxima ao município de Nova Andradina, com registros formalizados que totalizam a morte de 74 animais associada ao frio, além do registro de uma propriedade em Angélica, onde nove animais vieram a óbito. Os casos seguem em investigação.

A Agência lembra que as condições climáticas extremas representam um desafio significativo para os rebanhos, principalmente quando há combinação de frio intenso, chuva e ventos fortes por períodos prolongados.

Entre os anos de 2023 e 2024, a Iagro recebeu várias notificações de mortes de animais associadas à hipotermia, sobretudo de bovinos. Já em 2025, de acordo com a entidade, não houve registros oficiais desse tipo de ocorrência até os casos atuais.

Quais fatores podem levar os animais à morte?

De acordo com a Iagro, fatores como estado nutricional, escore corporal, idade, raça e ausência de abrigo adequado influenciam diretamente na resistência dos animais às baixas temperaturas.

O órgão lembra que animais debilitados ou mais jovens tendem a ser os mais suscetíveis aos efeitos do frio intenso.

O que o produtor deve fazer para evitar mortes no rebanho?

Para minimizar os impactos causados pelo frio no rebanho, a Iagro recomenda que os produtores adotem algumas medidas de manejo preventivo, como:

  • recolher os animais em piquetes com capões de mata ou barreiras naturais e artificiais que reduzam a incidência de ventos frios;
  • evitar manter os rebanhos em áreas próximas a corpos d’água e oferecer abrigo aos animais mais sensíveis, facilitando a assistência e o acompanhamento do manejo;
  • reforçar a alimentação do rebanho durante os períodos de frio, com suplementação de forragens, volumosos ou concentrados;
  • comunicar imediatamente à Iagro mortalidades acima dos índices considerados normais.

O que fazer em caso de mortes de animais?

Em caso de constatação de óbito, o Serviço Veterinário Oficial (SVO), executado pela Iagro, realiza inspeção para verificar a situação e efetuar a baixa do estoque dos animais mortos. Nos casos em que a visita técnica não for possível, o produtor deverá apresentar laudo veterinário particular.

Além disso, a remoção rápida das carcaças é considerada essencial para evitar riscos sanitários, como a ocorrência de botulismo e outras enfermidades associadas à putrefação.

Em caso de dúvidas ou necessidade de orientação adicional, os produtores podem entrar em contato com a Iagro pelo WhatsApp: (67) 99961-9205.

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Anater empossa nova diretoria-executiva e anuncia foco na assistência técnica


Anater empossa nova diretoria-executiva e anuncia foco na assistência técnica

A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) empossou, nesta segunda-feira (25), sua nova diretoria-executiva durante cerimônia de aniversário de 12 anos da instituição. A agrônoma Loroana Coutinho Santana assumiu a presidência de forma efetiva, enquanto Isabel Lourenço da Silva tomou posse como diretora técnica. O evento contou com a participação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que citou a continuidade de programas de assistência técnica e novas frentes voltadas ao meio rural.

Segundo informações divulgadas pela própria Anater e pelo MDA, a mudança oficializa Loroana Santana, que anteriormente ocupava a diretoria técnica, no comando da agência. Isabel Lourenço passa a responder pela área técnica da instituição.

A Anater atua na articulação de ações de assistência técnica e extensão rural, com foco em políticas públicas voltadas ao campo, especialmente para agricultores familiares. Nesse contexto, a troca na diretoria ocorre em uma estrutura que tem relação direta com a execução e a coordenação de programas de ATER, serviço considerado estratégico para difusão de tecnologia, manejo, gestão da produção e acesso a políticas públicas.

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Durante a cerimônia, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, mencionou iniciativas conduzidas em parceria com a agência, entre elas o programa Ater Mulheres Rurais e o Da Terra à Mesa para o Semiárido. Também afirmou que o ministério pretende avançar no Sistema Unificado de ATER (Suater), com o objetivo de ampliar a assistência técnica pública.

Até o momento, o material oficial divulgado não detalha valores orçamentários, metas quantitativas, cronograma de implementação nem número de produtores que poderão ser atendidos pelas novas iniciativas. Essas informações são centrais para medir o alcance operacional da política pública e seus efeitos sobre a produção rural.

Para o setor, a condução da Anater tem impacto principalmente sobre a agricultura familiar e sobre redes estaduais e locais de extensão rural, que dependem de coordenação institucional, definição de prioridades e estrutura de financiamento para ampliar atendimento no campo.

A mudança na diretoria consolida uma nova etapa administrativa na Anater, mas os efeitos práticos sobre produtores e programas de assistência técnica dependerão da regulamentação do Suater, da definição de recursos e da execução das ações anunciadas pelo MDA e pela agência.

Fonte: gov.br

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Brasil amplia cooperação agrícola com países africanos e reforça agenda comercial


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O Brasil ampliou a cooperação agrícola com países africanos desde 2023, com foco em segurança alimentar, desenvolvimento rural, agricultura tropical e sanidade agropecuária. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao menos 18 instrumentos bilaterais foram assinados no período. Em 2025, as importações africanas de produtos do agronegócio brasileiro superaram US$ 12,1 bilhões, ante US$ 9,3 bilhões em 2022.

De acordo com o Mapa, o avanço da agenda com o continente africano combina cooperação técnica e fortalecimento das relações comerciais. Entre os produtos de maior destaque nas compras africanas do agro brasileiro estão carnes, cereais e açúcar. Na comparação com 2022, o valor importado em 2025 cresceu cerca de 30%, o que amplia o peso da região para exportadores e cadeias produtivas do Brasil.

A base da estratégia está na chamada cooperação Sul-Sul, modelo voltado à troca de tecnologias e experiências entre países em desenvolvimento. No caso africano, a pauta inclui temas ligados à produção em clima tropical, correção de solos, manejo de pastagens, agricultura familiar, crédito rural, assistência técnica e estruturação de sistemas de defesa agropecuária.

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Entre as iniciativas citadas pelo ministério estão o programa Mais Alimentos África, retomado em 2023 em Moçambique e Angola, e o Projeto Cerrado Africano, direcionado à adaptação de técnicas brasileiras para áreas de savana. Segundo o governo federal, as ações buscam apoiar o aumento da produção de alimentos com adequação às condições locais de clima, solo e estrutura produtiva.

A agenda ganhou estrutura permanente em fevereiro de 2026 com a inauguração do Escritório de Cooperação Técnica para a África. A unidade é coordenada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com os ministérios da Agricultura do Brasil e da Etiópia.

Na avaliação técnica apresentada pelo Mapa, a presença permanente pode dar continuidade a projetos em agricultura digital, recuperação de áreas degradadas e sistemas produtivos de baixo carbono. O ministério informou ainda que persistem desafios logísticos, climáticos, linguísticos e de adaptação tecnológica, sem detalhar metas numéricas adicionais para os próximos anos.

Os dados indicam avanço simultâneo da cooperação técnica e do fluxo comercial com a África, mas o alcance dessa estratégia dependerá da execução dos projetos, da adaptação local das tecnologias e da continuidade institucional das parcerias. Até o momento, não foram informados prazos consolidados nem metas adicionais de expansão para essa agenda.

Fonte: gov.br

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Pesquisa revela que arroz irrigado pode reduzir gases do efeito estufa


Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) revela que o cultivo de arroz irrigado pode desempenhar um papel significativo na mitigação dos gases do efeito estufa, especialmente o metano, em meio às mudanças climáticas.

Produção de arroz no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz, com uma expectativa de produção de 7,5 milhões de toneladas. O sistema de cultivo adotado na região é predominantemente irrigado, o que, por sua vez, está associado à emissão de metano devido ao solo alagado que bloqueia a entrada de oxigênio.

Práticas para redução de emissões

O estudo do IRGA destaca que, embora o arroz em si não produza metano, as práticas de cultivo podem ser ajustadas para reduzir as emissões desse gás. Entre as principais estratégias adotadas estão:

  • Plantio direto
  • Uso de cultivares com alto potencial produtivo
  • Manejo eficiente de água
  • Rotação de culturas

Resultados e benefícios

Pesquisas realizadas na estação experimental do IRGA em Cachoeira do Sul indicam que a rotação de culturas, especialmente com soja, pode reduzir em mais de 50% as emissões de gases do efeito estufa em áreas tradicionalmente dedicadas ao cultivo de arroz. Além dos benefícios ambientais, os produtores que adotam essas práticas podem acessar o mercado de créditos de carbono, valorizando ainda mais seus produtos.

O arroz é considerado uma ‘moeda verde do futuro’, e a adoção de práticas sustentáveis não apenas contribui para a preservação ambiental, mas também agrega valor ao produto, oferecendo qualidade e preço diferencial no mercado.

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Previsão do tempo: chuvas intensas no norte e seca no centro-sul


Nos próximos dias, a região norte do Brasil concentrará os maiores volumes de chuva, enquanto o centro-sul do país passará por uma transição para o período mais seco do ano. A previsão foi apresentada por João Nogueira, especialista em meteorologia.

Condições climáticas no norte

A previsão indica que a zona de convergência intertropical influenciará a região norte, resultando em pancadas de chuva ao longo do dia. Os estados mais afetados incluem:

  • Pará
  • Amazonas
  • Ceará
  • Piauí
  • Maranhão

Impacto nas culturas agrícolas

A chuva no norte é benéfica para diversas culturas, como:

  • Soja
  • Milho (segunda safra)
  • Cacau

Previsão para o centro-sul

Enquanto isso, o centro-sul do Brasil experimentará um tempo mais firme, com chuvas escassas. A previsão para os próximos dias é de:

  • 28 de maio a 1 de junho: chuvas concentradas no norte
  • 2 a 6 de junho: retorno das chuvas na faixa central
  • 7 a 11 de junho: chuvas restritas, especialmente na Bahia

As temperaturas também variam, com máximas de 19ºC no Rio Grande do Sul e 31ºC em Mato Grosso. A previsão é que as temperaturas não apresentem quedas drásticas, beneficiando as lavouras.

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Durigan cita subvenção ao diesel e alternativa para evitar liquidação do BRB


Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (27), em entrevista ao jornal Valor Econômico, que uma eventual liquidação do Banco de Brasília (BRB) geraria déficit de R$ 17 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No mesmo dia, ele disse trabalhar com a possibilidade de manter uma subvenção ao diesel em R$ 0,35, medida que ainda depende da variação do petróleo Brent e de avaliação fiscal.

Segundo Durigan, a proposta em discussão para o BRB prevê um empréstimo de R$ 5 bilhões do FGC ao Governo do Distrito Federal (GDF) para capitalizar o banco distrital. A operação teria garantia de um sindicato de instituições financeiras públicas e privadas, com participação esperada de bancos classificados como S1, entre eles Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

De acordo com o ministro, o valor do empréstimo corresponde a 16% da receita corrente líquida do Distrito Federal. Ele afirmou que, segundo informações levadas pelo Banco Central, a liquidação do BRB resultaria em um déficit de R$ 17 bilhões no FGC, montante que teria de ser absorvido pelos bancos associados ao fundo.

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Durigan também voltou a mencionar o uso de receitas do Fundo de Participação dos Estados (FPE), do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e de parte do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) como contragarantia. A definição sobre a composição final dessas garantias, segundo ele, ainda estava em avaliação e poderia avançar nesta quinta-feira (28).

No tema combustíveis, o ministro declarou que trabalha com a manutenção da subvenção ao diesel em R$ 0,35. A calibragem, afirmou, dependerá do comportamento do barril de petróleo Brent nos próximos dias e da necessidade de preservação fiscal. Para o agronegócio, o diesel é um insumo relevante no transporte de grãos, proteínas e insumos, além do uso em operações mecanizadas no campo.

O conteúdo disponível não informa o número do projeto de lei complementar citado por Durigan nem detalha o prazo operacional de eventual novo subsídio.

No curto prazo, o avanço das negociações sobre o BRB e a definição sobre o diesel tendem a ser acompanhados pelo mercado financeiro e pelos setores dependentes de transporte rodoviário. Sem a publicação dos instrumentos formais e das condições finais das medidas, ainda não há base técnica suficiente para estimar o alcance operacional das decisões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ministra cumpre agenda no Paraná com foco em armazenagem e abastecimento


Ministra cumpre agenda no Paraná com foco em armazenagem e abastecimento

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, tem agendas previstas no Paraná nesta sexta-feira (29), com compromissos em Ponta Grossa e Curitiba. A programação informada pelo ministério inclui a entrega da primeira fase das obras de reforma e modernização de uma unidade armazenadora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a participação em um evento sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e cozinhas solidárias.

O primeiro compromisso está marcado para 9h, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, onde a ministra deve participar da cerimônia de entrega da 1ª fase das obras na unidade armazenadora da Conab, localizada na BR-376, km 510, no Distrito Industrial. Segundo o aviso de pauta divulgado nesta terça-feira (27), a agenda está vinculada ao fortalecimento de políticas públicas de abastecimento.

A estrutura de armazenagem é um ponto relevante para a operação da Conab, estatal responsável por ações de abastecimento, formação de estoques e apoio a programas públicos. No setor agropecuário, obras de reforma e modernização desse tipo podem afetar a capacidade operacional de recebimento, conservação e movimentação de produtos, embora o material divulgado não detalhe investimento, capacidade estática da unidade, cronograma completo ou impacto logístico da intervenção.

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Às 15h, em Curitiba, Fernanda Machiaveli deve participar do evento "PAA e Cozinhas Solidárias – Combate à Fome e Geração de Renda no Paraná", no Auditório do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O PAA é uma política pública voltada à compra de alimentos, com participação de agricultores familiares, para atendimento de ações de segurança alimentar.

Pelo desenho do programa, o tema interessa ao setor por envolver comercialização institucional, renda para produtores da agricultura familiar e destinação de alimentos a redes públicas e iniciativas sociais. O aviso de pauta, no entanto, não informa anúncios de novos recursos, metas de atendimento, volume de compras ou medidas adicionais para o estado.

Até o momento, a programação divulgada tem caráter de agenda oficial. Eventuais efeitos práticos para produtores, cooperativas, armazenagem pública e execução do PAA no Paraná dependem de informações adicionais sobre investimentos, capacidade operacional e alcance das ações a serem detalhadas durante os compromissos.

Fonte: gov.br

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Manejo adequado na produção de soja é tema de curso promovido pela Embrapa


Foto: Antonio Neto | Embrapa Soja

A Embrapa Soja realizará, entre os dias 22 e 26 de junho de 2025, o Curso de Produção de Soja, na sede da empresa, em Londrina. A programação dará destaque ao módulo de Manejo do Solo e da Cultura e Manejo de Plantas Daninhas, com foco nas principais estratégias de produção da cultura.

O objetivo do módulo é compartilhar conhecimentos voltados ao adequado manejo do sistema produtivo, visando melhores resultados no campo, além de apresentar práticas eficientes para o manejo de plantas daninhas.

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As aulas teóricas e práticas serão ministradas por pesquisadores da Embrapa e de instituições parceiras. Entre os temas abordados estão instalação da lavoura e integração lavoura-pecuária; manejo e conservação do solo e da água; fertilidade do solo e nutrição de plantas; manejo pós-colheita; manejo integrado de plantas daninhas; e dessecação pré-colheita.

Dividido em dois módulos independentes, o Curso de Produção de Soja contará ainda com um segundo módulo, previsto para 2026, voltado ao Manejo Fitossanitário.

SERVIÇO

Curso de Produção de Soja

Data: 22 a 26 de junho

Local: Embrapa Soja | Londrina (PR)

Programação e inscrições: http://www.embrapa.br//soja/curso-de-producao.

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AgroNewsPolítica & Agro

SP apresenta nova resolução contra greening na Expocitros


Durante o evento, Secretaria de Agricultura apresentou nova resolução de combate ao greening e reforçou ações integradas de pesquisa, inovação, sanidade e apoio à citricultura paulista

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, participou nesta terça-feira (26), em Cordeirópolis, da cerimônia de abertura da 51ª Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura, promovidas pelo Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, do Instituto Agronômico (IAC-APTA). O evento reuniu pesquisadores, produtores, lideranças do setor e empresas para discutir os principais desafios e inovações da citricultura paulista, com foco em automação, inteligência artificial, sensoriamento, rastreabilidade e sustentabilidade da produção.  

Durante a abertura, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento apresentou os principais pontos da nova Resolução SAA nº 32/2026, que será publicada nesta semana no Diário Oficial do Estado e atualiza as regras de prevenção e combate ao greening (HLB) em São Paulo. A norma estabelece um novo modelo de enfrentamento da doença, com classificação dos municípios conforme o nível de incidência do HLB e reforço do monitoramento obrigatório do psilídeo Diaphorina citri, principal vetor da doença, com fiscalização quinzenal nos pomares. A resolução também flexibiliza a erradicação de plantas adultas contaminadas em regiões de alta incidência, desde que haja manejo fitossanitário adequado, mantendo a erradicação obrigatória para plantas de até três anos e para municípios classificados com baixa incidência. Além disso, cria novas exigências para o trânsito interestadual de frutas, com medidas voltadas à redução do risco fitossanitário. A atualização busca equilibrar rigor sanitário, sustentabilidade econômica e proteção da competitividade da citricultura paulista.  

“O enfrentamento ao greening em São Paulo já começa a apresentar sinais importantes de desaceleração da doença, resultado de um trabalho técnico permanente de monitoramento, fiscalização e orientação aos produtores. A nova resolução atualiza a estratégia do Estado para garantir mais eficiência no controle do HLB, com equilíbrio entre proteção sanitária, sustentabilidade para o produtor e competitividade da citricultura paulista”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

O secretário também ressaltou a relevância econômica da citricultura para São Paulo e para o Brasil. Segundo dados apresentados durante o evento, o grupo de sucos ocupa atualmente a posição de quinto maior exportador do agro paulista, com US$671,8 milhões em exportações e participação de 7,9% na balança comercial do setor. São Paulo responde por 77% da produção nacional de citros, concentra mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja e lidera a produção nacional de frutas para exportação.  

“A citricultura paulista é uma potência econômica e tecnológica. O trabalho técnico realizado pela Secretaria de Agricultura, integrando pesquisa, defesa agropecuária e assistência ao produtor, é fundamental para manter São Paulo como referência mundial no setor”, afirmou o secretário.

Outro ponto ressaltado foi a atuação integrada da Secretaria de Agricultura no fortalecimento da citricultura paulista, reunindo pesquisa, defesa agropecuária, assistência técnica e inovação tecnológica. O Instituto Agronômico (IAC), que completa 139 anos em 2026, foi destacado como uma das grandes instituições científicas do agro brasileiro, atuando diretamente na busca por soluções para os desafios enfrentados pelos produtores rurais. O Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, referência internacional no setor, mantém o maior banco de germoplasma de citros do mundo e desenvolve pesquisas em parceria com universidades, empresas e instituições nacionais e internacionais, alinhadas às demandas do setor produtivo.  

Para diretor do Centro de Citricultura do IAC, Dirceu Mattos Jr., destacou o papel da integração entre ciência, setor produtivo e inovação para ampliar a sustentabilidade e a competitividade da citricultura brasileira. 

Durante a semana, a programação técnica do evento contará com apresentarão apresentação das equipes da Pasta, com estudos ligados ao controle biológico, microbioma, manejo fitossanitário, proteção de plantas, novas variedades e estratégias biotecnológicas de enfrentamento ao HLB, reforçando o papel da pesquisa paulista na construção de soluções práticas para o produtor rural.  

Homenageados

A cerimônia contou ainda com homenagens a personalidades de destaque da citricultura brasileira. O ex-ministro da Agricultura e ex-secretário estadual Roberto Rodrigues recebeu a Medalha “Mérito Científico D. Pedro II” do Instituto Agronômico, reconhecimento concedido a personalidades que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento científico, institucional e do agro paulista.  

Também foram homenageados o pesquisador do IAC, Hamilton Humberto Ramos, agraciado com o Prêmio Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura 2026, em reconhecimento à sua trajetória ligada à segurança do trabalhador rural, tecnologia de aplicação e inovação no campo, além do pesquisador Walter dos Santos Soares Filho, homenageado no Hall da Fama da Citricultura Brasileira, e o produtor José de Alencar Matta, reconhecido com o Prêmio Centro de Citricultura.  

A programação da 51ª Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura segue até o dia 29 de maio, com palestras técnicas, debates e apresentações voltadas à transferência de conhecimento, inovação e tecnologias para produtores rurais, pesquisadores e empresas do setor citrícola.





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