segunda-feira, junho 15, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Bacia do Paraná pode sentir efeitos do El Niño


O estudo elaborado pelo IRB(Re), por meio da área de pesquisa e desenvolvimento IRB(P&D), aponta que o avanço do fenômeno El Niño pode ampliar os riscos climáticos para a agricultura brasileira e impactar diretamente o mercado de seguro rural, especialmente em regiões estratégicas da Bacia Hidrográfica do Paraná. O levantamento analisa a relação entre as fases do fenômeno climático, os eventos de seca e os indicadores de sinistralidade do seguro rural em estados como São Paulo e Paraná, importantes produtores de soja no país.

Segundo o relatório, o prognóstico oficial da NOAA divulgado em maio indica 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho, com chance de 96% de consolidação até dezembro de 2026. O cenário mais provável, conforme o documento, é de neutralidade climática no curto prazo e transição gradual para El Niño ao longo do ano, com persistência até o fim de 2026.

O estudo explica que o fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Quando as temperaturas ficam acima da média, ocorre o El Niño; quando ficam abaixo, configura-se a La Niña. Essas alterações influenciam a circulação atmosférica e modificam os padrões de chuva em diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil.

De acordo com o IRB(P&D), as variações climáticas têm impacto direto sobre a disponibilidade hídrica, a produção agrícola e os índices de perdas do seguro rural. O relatório propõe um conjunto de indicadores capazes de conectar condições climáticas globais, sinais regionais de seca e métricas de sinistralidade. “Essa integração permite avaliar o risco climático de forma mais ampla, conectando sinais de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, afirmou Reinaldo Marques, superintendente atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D).

A análise destaca a relevância econômica da Bacia Hidrográfica do Paraná, que concentra forte atividade agrícola, produção de energia e ampla participação no agronegócio nacional. Segundo o levantamento, somente São Paulo e Paraná responderam, em 2023, por mais de R$ 1,3 trilhão do Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira, grande parte gerada em municípios inseridos na bacia.

O relatório ressalta que a dinâmica agrícola predominante na região depende fortemente da disponibilidade de água, principalmente em períodos críticos do ciclo das culturas. “Compreender a relação entre o El Niño e a seca na região é decisivo para qualificar o diagnóstico climático e aprimorar a antecipação de impactos sobre a produção agrícola e a gestão de recursos hídricos”, afirmou Reinaldo Marques.

Os resultados apontam que o El Niño pode influenciar de forma significativa as condições hidrológicas regionais, com reflexos sobre a produção agrícola e sobre o comportamento das perdas no seguro rural. O estudo também conclui que esses impactos não ocorrem de forma uniforme, variando conforme a região analisada, o que reforça a necessidade de abordagens regionalizadas para avaliação de risco.

Apesar da elevação das probabilidades para o fenômeno, o IRB(P&D) alerta que as previsões ainda devem ser interpretadas com cautela devido às incertezas inerentes ao horizonte sazonal e às diferentes intensidades possíveis do evento climático. O relatório aponta que o sinal mais consistente aparece nas regiões Norte e parte do Nordeste, onde aumenta o risco de redução de chuvas, estiagem e estresse hídrico. Já no Sul do país, o padrão mais recorrente é de aumento das chuvas, ocorrência de eventos extremos e maior risco de cheias. “O sinal existe, é monitorável e deve entrar na avaliação de risco, especialmente para seca no Norte e Nordeste e cheias no Sul. Porém, é essencial evitar falsas dicotomias. O fato de o El Niño aumentar o risco de determinados impactos não significa que ele, sozinho, determine o que ocorrerá em cada estado, bacia hidrográfica, cidade ou carteira de ativos”, reforçou Reinaldo Marques.





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IPCA-15 acima da meta muda o humor do mercado? Ouça os destaques econômicos do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o IPCA-15 de maio veio acima do esperado, com acumulado de 12 meses ultrapassando o teto da meta em 4,64%.

O petróleo caiu mais de 4% com rumores de acordo no Oriente Médio, levando Wall Street a máximas históricas. No Brasil, Ibovespa cedeu 0,48% a 175 mil pontos e dólar subiu a R$ 5,06. Hoje, atenção ao Caged, resultado fiscal e PCE nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Brasil abre mercado de miúdos de frango para o Vietnã


O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que permitirão a exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para aquele mercado.

A abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal.

O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão.

Esse resultado decorre da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de algodão pode bater recorde



Produção de algodão mantém perspectiva positiva



Foto: Canva

De acordo com levantamento divulgado pela StoneX, as estimativas para a produção brasileira de algodão na safra 2025/26 foram mantidas sem alterações. Segundo a consultoria, o desenvolvimento das lavouras segue favorável nas principais regiões produtoras do país, com destaque para Mato Grosso, onde as chuvas registradas até os estágios finais do desenvolvimento vegetativo continuam contribuindo para as expectativas de rendimento.

Apesar do cenário positivo, a empresa pondera que ainda é necessário cautela em relação à produtividade e à qualidade das fibras nas próximas semanas, já que, com a abertura dos capulhos, o algodão passa a ficar mais suscetível às condições climáticas. “Ainda assim, o caminho para um excelente nível produtivo desta safra caminha bem até o momento”, destacou a análise.

A StoneX também revisou para cima a projeção das exportações brasileiras de algodão. A estimativa de maio passou para 3,3 milhões de toneladas, acima das 3,1 milhões previstas em abril. Conforme a consultoria, a mudança reflete o desempenho dos embarques no primeiro semestre, que superaram as expectativas iniciais. Se o volume for confirmado, o Brasil deverá consolidar um novo recorde nas exportações da fibra e reforçar sua posição de liderança no comércio internacional de algodão.





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AgroNewsPolítica & Agro

El Niño aumenta risco operacional nas lavouras


A possível formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026 pode reduzir as margens para decisões operacionais no campo e aumentar os desafios para os produtores rurais brasileiros durante a próxima safra. A avaliação é da ADAMA, que alerta para o impacto da maior instabilidade climática sobre atividades como plantio, pulverização e manejo fitossanitário. Segundo a empresa, operações agrícolas tendem a depender de janelas mais curtas, elevando o risco de atrasos e perdas ao longo do ciclo produtivo.

De acordo com Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o principal desafio poderá estar na capacidade operacional das fazendas diante de condições climáticas mais instáveis. “O desafio não será apenas entender a previsão climática. Será conseguir operar dentro das janelas corretas”, afirma. Segundo ele, atividades consideradas rotineiras passam a ganhar caráter estratégico em cenários de maior variabilidade do clima.

A empresa destaca que, em regiões com volumes mais elevados de chuva, a redução das janelas de trabalho pode dificultar a entrada de máquinas nas áreas cultivadas, atrasar pulverizações e comprometer a qualidade das aplicações. “Em muitos casos, o produtor até sabe o que precisa ser feito, mas encontra dificuldade para executar no momento correto. E, em um cenário mais instável, alguns dias e a escolha correta do produto podem fazer diferença importante no resultado final”, explica Mancini.

Ainda segundo o executivo, o El Niño tende a pressionar diferentes etapas do manejo agrícola de forma simultânea. Entre os pontos afetados estão a plantabilidade, a emergência das lavouras, o desempenho de herbicidas pré-emergentes, o desenvolvimento radicular, a compactação do solo, a qualidade das aplicações e até a janela de colheita.

O cenário climático também pode alterar o comportamento fitossanitário das lavouras. Em culturas como soja e milho, ambientes com maior umidade e períodos prolongados de molhamento foliar favorecem doenças como ferrugem asiática, antracnose, cercosporiose, doenças de final de ciclo e podridões. Já em regiões mais secas, o estresse hídrico tende a reduzir o fechamento das linhas de plantio, diminuir a competitividade das plantas e aumentar a vulnerabilidade a plantas daninhas e pragas favorecidas pelo calor.

O avanço de cenários climáticos mais imprevisíveis pode ampliar a diferença entre produtores mais preparados e aqueles que dependem de ações corretivas ao longo da safra. “Anos assim normalmente ampliam a diferença entre quem consegue antecipar decisões e quem depende de correções ao longo do ciclo”, reforça Mancini.

Segundo ele, o planejamento passa por decisões tomadas antes mesmo do plantio, incluindo a escolha de cultivares mais estáveis, o posicionamento de pré-emergentes, o manejo da palhada, a definição da população de plantas, a logística de aplicação e o monitoramento mais frequente das lavouras. “O clima continua sendo determinante, mas a forma como o produtor se prepara e reage ao longo do ciclo passa a ter impacto ainda maior sobre o resultado da safra”, conclui.





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PEC que reduz jornada para 40 horas avança em 1º turno na Câmara


Relator da PEC da jornada prevê cálculo mensal para 40 horas e duas folgas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extingue a escala 6×1. O placar foi de 472 votos favoráveis e 22 contrários. O texto mantém os salários, prevê dois dias de folga, não necessariamente consecutivos, e ainda precisa passar por segundo turno e pela análise do Senado.

Pela proposta, a nova jornada semanal máxima passa a ser de 40 horas, sem redução salarial. O texto também estabelece uma transição gradual de 14 meses após a promulgação da emenda, caso a PEC conclua a tramitação no Congresso Nacional.

A votação em primeiro turno mostrou apoio amplo no plenário. Segundo as informações disponíveis, apenas os partidos Novo e Missão orientaram voto contrário. O Partido Liberal (PL), maior bancada da oposição, recomendou apoio à redução da jornada, assim como legendas de centro e partidos da base governista.

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Como se trata de uma emenda à Constituição, a proposta ainda depende de aprovação em segundo turno na própria Câmara. Depois disso, seguirá para análise do Senado, onde também precisará cumprir o rito constitucional.

Para o público do Canal Rural, a medida tem relevância por poder alterar a organização do trabalho formal em segmentos que operam com escalas contínuas, como agroindústrias, frigoríficos, cooperativas, logística de alimentos e outras atividades com mão de obra contratada em regime celetista. O efeito prático sobre custos operacionais, turnos e contratações, no entanto, dependerá da redação final da PEC, da regulamentação posterior e do enquadramento aplicável às diferentes categorias de trabalhadores.

Até o momento, o conteúdo disponível não detalha eventuais regras específicas para atividades rurais ou setores com operação ininterrupta, ponto que pode ser decisivo para avaliar os desdobramentos sobre as cadeias produtivas.

No estágio atual, a PEC ainda está em tramitação e não produz efeitos imediatos. A dimensão do impacto para empregadores do campo e da agroindústria dependerá da conclusão da votação em segundo turno, da análise do Senado e de esclarecimentos sobre a aplicação prática da nova jornada.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do café reage após fortes quedas


A última semana foi marcada por recuperação nos preços do café nas bolsas internacionais, em meio à redução dos estoques certificados, atraso na colheita brasileira e divulgação das primeiras estimativas globais para a safra 2026/27. A avaliação foi feita por Leonardo Rossetti, da StoneX, ao comentar os principais movimentos do mercado global da commodity.

Segundo Rossetti, os contratos futuros encerraram a semana em alta nas principais bolsas internacionais. “Os futuros de café encerraram a última semana em alta, com avanço de cerca de 2% na Bolsa de Nova York e de 2,7% na Bolsa de Londres. O movimento foi influenciado principalmente por uma correção técnica, após as fortes quedas registradas na semana anterior, quando os preços em Nova York atingiram os menores níveis em aproximadamente um ano e meio”, afirmou.

O analista destacou ainda que a redução dos estoques certificados ajudou a sustentar as cotações no curto prazo. “Além disso, o mercado encontrou suporte na redução dos estoques certificados, que recuaram de cerca de 650 mil para 600 mil sacas — um patamar historicamente baixo e que contribui para sustentar os preços no curto prazo”, explicou.

Outro fator acompanhado pelo mercado é o ritmo da colheita brasileira. De acordo com a StoneX, os trabalhos no campo seguem abaixo da média histórica. “Outro fator relevante é o atraso da colheita brasileira. Segundo estimativas da StoneX, a colheita de café no Brasil alcançou cerca de 14% até o momento, abaixo da média histórica de 21% para este período. Esse cenário mantém o mercado, especialmente o de arábica, ainda relativamente apertado”, disse Rossetti.

As atenções do setor também se voltaram para as primeiras projeções da safra 2026/27 divulgadas pelo USDA. “O principal destaque da semana, porém, foi a divulgação das primeiras estimativas do USDA para a safra 2026/27 em importantes países produtores. Entre os destaques, o USDA projetou produção de 32,5 milhões de sacas no Vietnã, alta de 2,5%, enquanto a Colômbia deve atingir 13,4 milhões de sacas, crescimento de 7% frente à temporada anterior”, relatou.

Por outro lado, a Indonésia teve revisão negativa nas estimativas de produção devido ao excesso de chuvas. “Por outro lado, a Indonésia teve estimativa revisada para baixo, em 11,3 milhões de sacas, refletindo impactos climáticos associados ao excesso de chuvas”, observou o analista.

No balanço parcial divulgado até agora pelo USDA, a produção global de café deverá crescer 1,7% na comparação anual. “No consolidado parcial divulgado até agora pelo USDA, a produção global de café apresenta crescimento de 1,7% na comparação anual, em linha com as projeções da StoneX, que também apontam recuperação da produção global e um superávit de aproximadamente 10 milhões de sacas na temporada 2026/27”, afirmou Rossetti.

O mercado, porém, ainda aguarda os números oficiais para a produção brasileira, que devem ter impacto relevante sobre as próximas movimentações de preços. “O mercado agora volta as atenções para os números do Brasil, que ainda não foram divulgados pelo USDA e devem ter influência importante sobre os preços nas próximas semanas”, destacou.

Mesmo com perspectiva de aumento da produção mundial, a expectativa para os estoques finais segue apertada. “Um ponto que chamou atenção nas divulgações do USDA foi a perspectiva para os estoques finais. Mesmo com aumento da produção em diversos países, o acumulado parcial aponta queda de 11% nos estoques finais globais para a próxima temporada”, comentou.

Segundo Rossetti, a recomposição dos estoques deve ocorrer de forma desigual entre os países produtores. “Essa visão reforça uma percepção que já temos destacado na StoneX: embora o mercado caminhe para uma recomposição dos estoques globais, essa recuperação deve ocorrer de forma desigual, com o Brasil concentrando parcela maior desses estoques em relação aos anos anteriores”, explicou.

Na avaliação do analista, esse cenário pode manter a volatilidade elevada nos próximos meses. “Isso pode gerar distorções regionais e períodos pontuais de aperto na oferta, mantendo um ambiente de maior volatilidade para o mercado. Também chama atenção o fato de o USDA apontar estoques finais mais baixos em grandes produtores como Vietnã, Colômbia, Etiópia, Uganda e Índia, o que sugere uma demanda global ainda resiliente”, afirmou.

Apesar da expectativa de superávit global e de preços médios mais baixos em relação ao ano anterior, Rossetti avalia que os estoques reduzidos ainda oferecem sustentação ao mercado. “Apesar da expectativa de superávit global e de preços médios mais baixos em relação ao ano passado, esse cenário de estoques mais apertados pode continuar oferecendo suporte ao mercado, especialmente dependendo das próximas estimativas para o Brasil”, concluiu.





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PEC da jornada de 40 horas avança na Câmara


PEC da jornada prevê transição de um ano para reduzir carga semanal a 40 horas

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta terça-feira (27) que a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada semanal para 40 horas, extingue a escala 6×1 e mantém os salários representa uma mudança estrutural nas relações de trabalho. Segundo ele, a medida foi defendida com base em argumentos ligados à saúde, ao tempo de descanso e à produtividade. O conteúdo disponível não detalha estimativas de impacto por setor, incluindo agroindústria e trabalho formal no campo.

De acordo com Motta, a proposta se apoia em três pontos centrais: jornada semanal de 40 horas, dois dias de descanso e preservação da remuneração dos trabalhadores. Ao justificar a medida, o parlamentar citou gastos de quase R$ 1 bilhão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com afastamentos e licenças, além de mais de 3.200 pessoas ouvidas no programa Câmara pelo Brasil.

O presidente da Câmara também afirmou que o Brasil mantém carga horária elevada e, ao mesmo tempo, enfrenta estagnação da produtividade. A argumentação apresentada pelos defensores da PEC é de que a redução da jornada pode reorganizar o tempo de trabalho sem perda salarial e com potencial reflexo sobre saúde ocupacional e desempenho.

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O autor da proposta, deputado Reginaldo Lopes, e a deputada Erika Hilton, que teve texto analisado em conjunto, associaram a mudança à ampliação do descanso remunerado e à revisão do modelo de escala 6×1. Já o presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana, relacionou a medida ao papel da força de trabalho no funcionamento da economia.

Para o público do Canal Rural, a tramitação exige acompanhamento porque mudanças constitucionais na jornada podem atingir cadeias com emprego formal, como agroindústria, frigoríficos, laticínios, armazenagem, logística e atividades administrativas ligadas ao agronegócio. No material disponível, porém, não há recorte específico sobre impactos em safras, manejo, trabalho temporário, custos operacionais ou adaptação de turnos no setor agropecuário.

A dimensão prática da proposta para o agro dependerá do texto final, das etapas seguintes de tramitação e de eventual regulamentação sobre escalas, exceções e organização da jornada em diferentes atividades. Sem esse detalhamento, ainda não é possível medir com precisão os efeitos econômicos e operacionais para produtores, agroindústrias e empregadores rurais.

Fonte: camara.leg.br

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PEC que reduz jornada para 40 horas avança ao Senado após aprovação na Câmara


PEC da jornada prevê transição de um ano para reduzir carga semanal a 40 horas

A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, na quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixa jornada máxima de 40 horas semanais em cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado. O texto, que segue para o Senado Federal, estabelece uma transição: após dois meses da promulgação, a carga cai para 42 horas e, 14 meses depois, passa a 40 horas, sem redução de salários.

No segundo turno, a proposta recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. No primeiro, foram 472 votos a favor e 22 contra. O texto aprovado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) à PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e incorpora pontos debatidos em outra proposta sobre redução da jornada.

Pela redação aprovada, contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passam a contar, depois de dois meses da futura emenda, com dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um preferencialmente aos domingos. No mesmo prazo, a jornada semanal será reduzida para 42 horas. Um ano depois dessa etapa, o limite cairá para 40 horas semanais.

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A PEC mantém a jornada diária de 8 horas e veda redução salarial, inclusive sobre pisos. O texto também prevê exceções e regimes diferenciados a serem detalhados em lei ordinária, com menção a escalas como 12×36 e a atividades essenciais. Para terceirizados vinculados à administração pública, a transição dependerá de aditamento contratual, com prazo de até um ano.

No caso de microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, a proposta remete a uma lei complementar as regras transitórias. O texto menciona a necessidade de mitigar o impacto da mudança, mas os parâmetros dessa adaptação ainda não foram definidos.

Para o setor agropecuário, os efeitos práticos dependem da tramitação no Senado e de eventual regulamentação posterior. A mudança pode alcançar frigoríficos, agroindústrias, armazenagem, transporte, limpeza, segurança patrimonial e outros segmentos com operação contínua ou terceirizada. Até o momento, o texto aprovado não apresenta estimativas específicas de custo, emprego ou produtividade para cadeias do agro.

A análise no Senado e a futura regulamentação serão determinantes para definir como a nova jornada será aplicada em atividades com turnos, sazonalidade e operação ininterrupta. Sem esses detalhamentos, ainda não há base técnica suficiente para quantificar o impacto econômico sobre produtores, agroindústrias e prestadores de serviço ligados ao campo.

Fonte: camara.leg.br

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Câmara aprova em 1º turno PEC que reduz jornada semanal para 40 horas


Relator da PEC da jornada prevê cálculo mensal para 40 horas e duas folgas

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira (27), o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e substitui a escala 6×1 por cinco dias de trabalho e dois de descanso. O placar do primeiro turno foi de 472 votos favoráveis e 22 contrários. A proposta ainda seria analisada em segundo turno.

O substitutivo relatado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) mantém a redução da jornada sem corte salarial e prevê transição para a adaptação ao novo limite. Pelo texto, dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional passariam a valer os dois dias de descanso remunerado por semana, com um deles preferencialmente aos domingos.

A proposta original é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e previa jornada de 36 horas. Ela tramita em conjunto com a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), também voltada à redução da carga semanal.

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O debate em plenário foi marcado por divergências sobre os efeitos econômicos e trabalhistas da medida. Parlamentares favoráveis defenderam a mudança como reorganização da jornada formal. Já deputados contrários argumentaram que a redução pode elevar custos de contratação e restringir a escala de trabalho formal em alguns segmentos.

Para o público do Canal Rural, a relevância da proposta está no alcance nacional da regra trabalhista. Caso seja promulgada, a mudança poderá exigir revisão de escalas, turnos, contratos e custos operacionais em cadeias com uso intensivo de mão de obra formal, como agroindústrias, armazenagem, processamento de alimentos e atividades rurais permanentes. O texto, porém, informa que leis específicas deverão tratar de algumas carreiras, sem detalhar, até o momento, quais segmentos terão tratamento diferenciado.

A fonte legislativa também não apresentou estimativas setoriais sobre impacto financeiro, produtividade ou número de trabalhadores do agro potencialmente alcançados pela mudança.

O avanço da PEC indica mudança relevante na legislação trabalhista, mas os efeitos práticos para o setor agropecuário dependerão da aprovação em segundo turno, da promulgação e da regulamentação posterior para atividades com jornadas específicas. Sem esses detalhamentos, ainda não há base técnica suficiente para dimensionar o impacto operacional no campo.

Fonte: camara.leg.br

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