segunda-feira, junho 15, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Balança comercial soma superávit de US$ 1,5 bilhões


A balança comercial brasileira encerrou a terceira semana de maio de 2026 com superávit de US$ 1,5 bilhão e corrente de comércio de US$ 13,5 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No acumulado de maio, as exportações somaram US$ 23,5 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 17,8 bilhões. O saldo positivo chegou a US$ 5,7 bilhões, com corrente de comércio de US$ 41,3 bilhões. Já no acumulado do ano, o país exportou US$ 140 bilhões e importou US$ 109,6 bilhões, resultando em superávit de US$ 30,4 bilhões e movimentação total de US$ 249,6 bilhões.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, a média diária das exportações até a terceira semana de maio foi de US$ 1,565 bilhão, alta de 9,9% em relação ao mesmo período de maio de 2025, quando o valor médio ficou em US$ 1,424 bilhão. As importações também cresceram, avançando 9,2% na comparação anual, passando de US$ 1,088 bilhão para US$ 1,188 bilhão por dia.

A corrente de comércio apresentou média diária de US$ 2,754 bilhões até a terceira semana do mês, enquanto o saldo comercial médio diário ficou em US$ 376,79 milhões. Na comparação com maio do ano passado, o crescimento da corrente de comércio foi de 9,6%.

O desempenho das exportações foi puxado principalmente pelos setores agropecuário e da indústria de transformação. Na média diária, a agropecuária avançou 18,5%, com incremento de US$ 65,17 milhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 15,4%, adicionando US$ 111,89 milhões. Já a indústria extrativa registrou queda de 11,1%, com retração de US$ 37,56 milhões.

Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações estão milho não moído, com alta de 314,1%, soja, com crescimento de 22,5%, e algodão em bruto, que avançou 60,7% na agropecuária. Na indústria de transformação, destacaram-se as vendas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com aumento de 63,1%, além de óleos combustíveis derivados de petróleo, que cresceram 100,6%, e ouro não monetário, com alta de 64,2%.

Apesar do avanço geral, alguns produtos tiveram retração nas exportações. café não torrado recuou 16,2%, tabaco em bruto caiu 76,8% e açúcar e melaços registraram baixa de 22,8%. Também houve redução nas vendas de minério de Ferro e de veículos automóveis de passageiros.

Nas importações, o principal avanço veio da indústria de transformação, que cresceu 9,8% e movimentou US$ 16,67 bilhões. A indústria extrativa também avançou, com alta de 3%, enquanto a agropecuária apresentou queda de 5,5%.

As compras externas cresceram principalmente por causa do aumento das importações de fertilizantes brutos, que avançaram 50,4%, carvão mineral, com alta de 40,9%, e gás natural, que subiu 16%. Também tiveram destaque as importações de veículos automóveis de passageiros, com crescimento de 56,1%, além de componentes eletrônicos e combustíveis derivados de petróleo.

Por outro lado, houve retração nas importações de trigo e centeio não moídos, com queda de 14,1%, cevada não moída, que recuou 37,3%, e produtos laminados planos de ligas de aço, que apresentaram baixa de 66,3%.





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Fim da escala 6×1 é aprovada na Câmara e projeto segue para votação no Senado


Plenário da Câmara dos Deputados
Foto: Agência Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, colocando fim à escala 6×1. O texto recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários no segundo turno de votação.

A proposta aprovada é um substitutivo apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) às PECs dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Érika Hilton (Psol-SP). O texto prevê uma transição gradual até a implementação definitiva da nova jornada.

Pelas regras aprovadas, dois meses após a promulgação da emenda constitucional os trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Nesse mesmo prazo, a jornada semanal cairá de 44 para 42 horas.

A redução para 40 horas semanais será concluída 14 meses após a promulgação da PEC. Durante o período de transição, acordos e convenções coletivas poderão ampliar a jornada diária acima de oito horas para viabilizar a adaptação das empresas ao novo modelo.

O texto também determina que não poderá haver redução salarial durante a mudança. A garantia vale para salários e pisos salariais já existentes.

A proposta prevê exceções para trabalhadores com diploma de nível superior que recebam acima de 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente equivalente a R$ 21,1 mil, além de contratos terceirizados ligados à administração pública.

A PEC ainda autoriza leis específicas para regulamentar jornadas diferenciadas em setores considerados essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Nesses casos, acordos coletivos poderão prever modelos de compensação para assegurar dois dias de descanso semanal dentro do mês-calendário.

Durante as negociações, o relator incorporou medidas voltadas a microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. O texto prevê que uma lei complementar estabelecerá regras de transição para reduzir os impactos da mudança sobre esses segmentos.

Outro ponto incluído na proposta busca evitar a chamada “pejotização”. Pela regra aprovada, profissionais de nível superior com salários mais elevados poderão ficar fora dos limites constitucionais de jornada, desde que haja acordo coletivo ou decisão do empregador.

No caso de contratos terceirizados da administração pública, a redução da jornada dependerá de aditamento contratual para garantir o equilíbrio econômico-financeiro dos acordos já firmados.

Após a aprovação na Câmara dos Deputados, a PEC segue agora para análise e votação no Senado Federal.

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PEC da jornada de 40 horas avança e segue para o Senado


PEC que reduz jornada para 40 horas semanais avança na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, nesta terça-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com trabalho em cinco dias e dois de descanso remunerado. O texto aprovado segue agora para o Senado Federal. A proposta estabelece uma transição de 14 meses e veda redução salarial nos contratos atingidos pela mudança.

No segundo turno, a proposta recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. No primeiro, foram 472 votos a favor e 22 contra. O texto que seguirá ao Senado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP).

Pela redação aprovada, dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional já passarão a valer os dois dias de descanso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos, e a carga semanal cairá para 42 horas. Depois de mais um ano, a jornada será reduzida para 40 horas semanais, mantendo o limite de 8 horas diárias e sem redução nominal ou proporcional de salários, inclusive pisos salariais.

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A PEC também prevê exceções e regimes diferenciados. Entre eles, estão trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto da Previdência, hoje equivalente a R$ 21.188,87, além de regras específicas para terceirizados em contratos com a administração pública. Para atividades com escalas especiais, como 12×36 e serviços essenciais, acordos e convenções coletivas poderão disciplinar compensações, desde que preservado o repouso semanal médio previsto.

O relator incluiu ainda dispositivo para que lei complementar trate da transição para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. O texto aprovado condiciona essas medidas à manutenção dos níveis de emprego. A proposta não detalha, até o momento, efeitos específicos para cadeias agropecuárias, agroindústria ou trabalho rural organizado por regimes próprios.

Como a proposta ainda depende de análise do Senado, os efeitos práticos sobre contratos de trabalho e negociações setoriais permanecerão condicionados ao texto final da emenda e à regulamentação posterior. Para segmentos com operação contínua, uso intensivo de mão de obra ou serviços terceirizados, a adaptação dependerá da redação definitiva e de eventuais acordos coletivos.

Fonte: camara.leg.br

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Bolsas da Europa caem com tensão entre Estados Unidos e Irã e alta do petróleo


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

As bolsas europeias operavam majoritariamente em queda na manhã desta quinta-feira (28), após novos ataques entre Estados Unidos e Irã ampliarem a aversão ao risco nos mercados e sustentarem a recuperação do petróleo. Por volta das 6h45, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,56%, aos 624,64 pontos. O Brent avançava quase 2% no início da manhã, depois de ter caído mais de 4,5% na sessão anterior.

O movimento ocorreu após autoridades dos Estados Unidos informarem que forças do Comando Central derrubaram quatro drones iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz e atingiram uma estação de controle em Bandar Abbas. Em resposta, o Irã atacou uma base americana no Kuwait, dando continuidade à escalada registrada no início da semana.

No mercado acionário, os principais índices da Europa registravam perdas às 6h57, no horário de Brasília. Londres caía 0,75%, Paris recuava 0,34% e Frankfurt perdia 0,20%. Madri e Lisboa tinham baixas de 0,41% e 0,21%, respectivamente. Milão era exceção, com alta de 0,20%.

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Entre os setores, empresas aéreas apareciam entre as mais pressionadas, refletindo a sensibilidade ao custo dos combustíveis. Air France-KLM caía 2,2% em Paris, enquanto Ryanair recuava 1,5% em Dublin. No sentido oposto, papéis do setor de defesa avançavam após relatos de ratificação, pelo Parlamento da Ucrânia, de um acordo de empréstimo de 90 bilhões de euros com a União Europeia. Em Frankfurt, Renk subia 6,8% e Rheinmetall avançava 4,4%.

Apesar do quadro geopolítico, o índice de sentimento econômico da zona do euro subiu para 93,5 pontos em maio, segundo a Comissão Europeia.

Para o público do agronegócio, o ponto central está no petróleo. Uma valorização prolongada da commodity pode pressionar diesel, frete e custos logísticos, além de influenciar cadeias dependentes de energia e transporte. O conteúdo disponível, porém, não traz estimativas específicas para combustíveis no Brasil nem efeitos mensurados sobre o setor agropecuário.

No curto prazo, a direção dos mercados segue condicionada à evolução do conflito no Oriente Médio e ao comportamento do petróleo. Sem novos dados sobre combustíveis, câmbio ou repasses de preços, ainda não há base técnica suficiente para dimensionar o efeito direto sobre os custos do agro brasileiro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Ásia caem após novos ataques entre Estados Unidos e Irã


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira (28), após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. O movimento aumentou a aversão ao risco nos mercados e voltou a impulsionar os preços do petróleo. No fim da madrugada, o Brent subia cerca de 2,5%, depois de ter recuado mais de 4,5% na sessão anterior.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,47%, aos 64.693,12 pontos, pressionado por ações dos setores de chips e metais. Em Seul, o Kospi recuou 0,53%, aos 8.185,29 pontos, encerrando uma sequência de quatro altas. Segundo o banco central sul-coreano, mantido o juro básico em 2,5%, a trajetória da inflação segue sob atenção diante da alta do petróleo.

Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 1,27%, aos 25.006,16 pontos. Em Taiwan, o Taiex caiu 1,40%, aos 43.636,44 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200 recuou 1,43% em Sydney, aos 8.592,90 pontos. Na China continental, o desempenho foi distinto: o Xangai Composto avançou 0,12%, aos 4.098,64 pontos, e o Shenzhen Composto subiu 0,88%, aos 2.859,88 pontos.

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Segundo autoridades dos Estados Unidos, forças do Comando Central derrubaram quatro drones iranianos próximos ao Estreito de Ormuz e atingiram uma estação de controle em terra, em Bandar Abbas. Em retaliação, o Irã atacou uma base americana no Kuwait. As ações sucedem ofensivas registradas no início da semana e indicam fragilidade no cessar-fogo, mesmo com negociações de paz em andamento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está “negociando no limite” e disse que as eleições legislativas de novembro não acelerarão um acordo. Para o mercado, o ponto central continua sendo o risco à navegação e ao fluxo de petróleo na região do Golfo.

Embora o texto de origem não apresente efeitos diretos sobre cadeias agropecuárias, a alta do petróleo é um indicador relevante para o setor por sua relação com diesel, frete, armazenagem, energia e custos operacionais no campo.

O desdobramento sobre preços de energia e custos logísticos dependerá da evolução do conflito e do comportamento do petróleo nas próximas sessões. Até o momento, não há no conteúdo disponível estimativas específicas para impactos sobre combustíveis ou insumos do agro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Bacia do Paraná pode sentir efeitos do El Niño


O estudo elaborado pelo IRB(Re), por meio da área de pesquisa e desenvolvimento IRB(P&D), aponta que o avanço do fenômeno El Niño pode ampliar os riscos climáticos para a agricultura brasileira e impactar diretamente o mercado de seguro rural, especialmente em regiões estratégicas da Bacia Hidrográfica do Paraná. O levantamento analisa a relação entre as fases do fenômeno climático, os eventos de seca e os indicadores de sinistralidade do seguro rural em estados como São Paulo e Paraná, importantes produtores de soja no país.

Segundo o relatório, o prognóstico oficial da NOAA divulgado em maio indica 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho, com chance de 96% de consolidação até dezembro de 2026. O cenário mais provável, conforme o documento, é de neutralidade climática no curto prazo e transição gradual para El Niño ao longo do ano, com persistência até o fim de 2026.

O estudo explica que o fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Quando as temperaturas ficam acima da média, ocorre o El Niño; quando ficam abaixo, configura-se a La Niña. Essas alterações influenciam a circulação atmosférica e modificam os padrões de chuva em diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil.

De acordo com o IRB(P&D), as variações climáticas têm impacto direto sobre a disponibilidade hídrica, a produção agrícola e os índices de perdas do seguro rural. O relatório propõe um conjunto de indicadores capazes de conectar condições climáticas globais, sinais regionais de seca e métricas de sinistralidade. “Essa integração permite avaliar o risco climático de forma mais ampla, conectando sinais de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, afirmou Reinaldo Marques, superintendente atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D).

A análise destaca a relevância econômica da Bacia Hidrográfica do Paraná, que concentra forte atividade agrícola, produção de energia e ampla participação no agronegócio nacional. Segundo o levantamento, somente São Paulo e Paraná responderam, em 2023, por mais de R$ 1,3 trilhão do Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira, grande parte gerada em municípios inseridos na bacia.

O relatório ressalta que a dinâmica agrícola predominante na região depende fortemente da disponibilidade de água, principalmente em períodos críticos do ciclo das culturas. “Compreender a relação entre o El Niño e a seca na região é decisivo para qualificar o diagnóstico climático e aprimorar a antecipação de impactos sobre a produção agrícola e a gestão de recursos hídricos”, afirmou Reinaldo Marques.

Os resultados apontam que o El Niño pode influenciar de forma significativa as condições hidrológicas regionais, com reflexos sobre a produção agrícola e sobre o comportamento das perdas no seguro rural. O estudo também conclui que esses impactos não ocorrem de forma uniforme, variando conforme a região analisada, o que reforça a necessidade de abordagens regionalizadas para avaliação de risco.

Apesar da elevação das probabilidades para o fenômeno, o IRB(P&D) alerta que as previsões ainda devem ser interpretadas com cautela devido às incertezas inerentes ao horizonte sazonal e às diferentes intensidades possíveis do evento climático. O relatório aponta que o sinal mais consistente aparece nas regiões Norte e parte do Nordeste, onde aumenta o risco de redução de chuvas, estiagem e estresse hídrico. Já no Sul do país, o padrão mais recorrente é de aumento das chuvas, ocorrência de eventos extremos e maior risco de cheias. “O sinal existe, é monitorável e deve entrar na avaliação de risco, especialmente para seca no Norte e Nordeste e cheias no Sul. Porém, é essencial evitar falsas dicotomias. O fato de o El Niño aumentar o risco de determinados impactos não significa que ele, sozinho, determine o que ocorrerá em cada estado, bacia hidrográfica, cidade ou carteira de ativos”, reforçou Reinaldo Marques.





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IPCA-15 acima da meta muda o humor do mercado? Ouça os destaques econômicos do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o IPCA-15 de maio veio acima do esperado, com acumulado de 12 meses ultrapassando o teto da meta em 4,64%.

O petróleo caiu mais de 4% com rumores de acordo no Oriente Médio, levando Wall Street a máximas históricas. No Brasil, Ibovespa cedeu 0,48% a 175 mil pontos e dólar subiu a R$ 5,06. Hoje, atenção ao Caged, resultado fiscal e PCE nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Brasil abre mercado de miúdos de frango para o Vietnã


O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que permitirão a exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para aquele mercado.

A abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal.

O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão.

Esse resultado decorre da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de algodão pode bater recorde



Produção de algodão mantém perspectiva positiva



Foto: Canva

De acordo com levantamento divulgado pela StoneX, as estimativas para a produção brasileira de algodão na safra 2025/26 foram mantidas sem alterações. Segundo a consultoria, o desenvolvimento das lavouras segue favorável nas principais regiões produtoras do país, com destaque para Mato Grosso, onde as chuvas registradas até os estágios finais do desenvolvimento vegetativo continuam contribuindo para as expectativas de rendimento.

Apesar do cenário positivo, a empresa pondera que ainda é necessário cautela em relação à produtividade e à qualidade das fibras nas próximas semanas, já que, com a abertura dos capulhos, o algodão passa a ficar mais suscetível às condições climáticas. “Ainda assim, o caminho para um excelente nível produtivo desta safra caminha bem até o momento”, destacou a análise.

A StoneX também revisou para cima a projeção das exportações brasileiras de algodão. A estimativa de maio passou para 3,3 milhões de toneladas, acima das 3,1 milhões previstas em abril. Conforme a consultoria, a mudança reflete o desempenho dos embarques no primeiro semestre, que superaram as expectativas iniciais. Se o volume for confirmado, o Brasil deverá consolidar um novo recorde nas exportações da fibra e reforçar sua posição de liderança no comércio internacional de algodão.





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AgroNewsPolítica & Agro

El Niño aumenta risco operacional nas lavouras


A possível formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026 pode reduzir as margens para decisões operacionais no campo e aumentar os desafios para os produtores rurais brasileiros durante a próxima safra. A avaliação é da ADAMA, que alerta para o impacto da maior instabilidade climática sobre atividades como plantio, pulverização e manejo fitossanitário. Segundo a empresa, operações agrícolas tendem a depender de janelas mais curtas, elevando o risco de atrasos e perdas ao longo do ciclo produtivo.

De acordo com Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o principal desafio poderá estar na capacidade operacional das fazendas diante de condições climáticas mais instáveis. “O desafio não será apenas entender a previsão climática. Será conseguir operar dentro das janelas corretas”, afirma. Segundo ele, atividades consideradas rotineiras passam a ganhar caráter estratégico em cenários de maior variabilidade do clima.

A empresa destaca que, em regiões com volumes mais elevados de chuva, a redução das janelas de trabalho pode dificultar a entrada de máquinas nas áreas cultivadas, atrasar pulverizações e comprometer a qualidade das aplicações. “Em muitos casos, o produtor até sabe o que precisa ser feito, mas encontra dificuldade para executar no momento correto. E, em um cenário mais instável, alguns dias e a escolha correta do produto podem fazer diferença importante no resultado final”, explica Mancini.

Ainda segundo o executivo, o El Niño tende a pressionar diferentes etapas do manejo agrícola de forma simultânea. Entre os pontos afetados estão a plantabilidade, a emergência das lavouras, o desempenho de herbicidas pré-emergentes, o desenvolvimento radicular, a compactação do solo, a qualidade das aplicações e até a janela de colheita.

O cenário climático também pode alterar o comportamento fitossanitário das lavouras. Em culturas como soja e milho, ambientes com maior umidade e períodos prolongados de molhamento foliar favorecem doenças como ferrugem asiática, antracnose, cercosporiose, doenças de final de ciclo e podridões. Já em regiões mais secas, o estresse hídrico tende a reduzir o fechamento das linhas de plantio, diminuir a competitividade das plantas e aumentar a vulnerabilidade a plantas daninhas e pragas favorecidas pelo calor.

O avanço de cenários climáticos mais imprevisíveis pode ampliar a diferença entre produtores mais preparados e aqueles que dependem de ações corretivas ao longo da safra. “Anos assim normalmente ampliam a diferença entre quem consegue antecipar decisões e quem depende de correções ao longo do ciclo”, reforça Mancini.

Segundo ele, o planejamento passa por decisões tomadas antes mesmo do plantio, incluindo a escolha de cultivares mais estáveis, o posicionamento de pré-emergentes, o manejo da palhada, a definição da população de plantas, a logística de aplicação e o monitoramento mais frequente das lavouras. “O clima continua sendo determinante, mas a forma como o produtor se prepara e reage ao longo do ciclo passa a ter impacto ainda maior sobre o resultado da safra”, conclui.





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