segunda-feira, março 16, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o mercado do milho



O mercado catarinense de milho segue sem reação


O mercado catarinense de milho segue sem reação
O mercado catarinense de milho segue sem reação – Foto: Divulgação

O mercado de milho no Rio Grande do Sul segue pouco dinâmico, segundo informações da TF Agroeconômica. “A demanda doméstica segue moderada e muito seletiva, e as exportações avançam de forma tímida, o custo logístico e os gargalos de armazenagem continuam limitando o escoamento.As referências variam entre R$ 58,00 e R$ 75,00/saca, enquanto a média estadual recuou para R$ 62,17 (-0,81%). A falta de estímulos mantém o spot com liquidez reduzida”, comenta.

O mercado catarinense de milho segue sem reação, ainda marcado pelo forte descompasso entre pedidas e ofertas. “Produtores mantêm indicações próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias seguem ofertando em torno de R$ 70,00/saca, o que impede avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados variam entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, mas a falta de consenso continua bloqueando a liquidez”, completa.

O mercado de milho no Paraná segue com poucas negociações. “Produtores continuam buscando cerca de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias indicam interesse próximo de R$ 70,00/saca CIF, o que sustenta o impasse e impede avanços mais consistentes nas negociações”, indica a consultoria.

Cotações desiguais no estado do Mato Grosso do Sul e bioenergia como foco. “O mercado de milho no Mato Grosso do Sul continua com liquidez limitada, mas várias regiões registraram novas altas, com cotações agora entre R$ 52,00 e R$ 57,00/saca. O setor de bioenergia segue dando sustentação às cotações, com usinas absorvendo boa parte da oferta disponível e reforço adicional do biogás e biometano na demanda estadual”, conclui.

 





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Após 17 anos, Plano Clima é aprovado e fixa caminho para cumprir Acordo de Paris


Plano Clima; floresta
Foto: Pixabay

O Plano Clima foi aprovado nesta segunda-feira (15) pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), principal instância de governança climática do país.

O documento funciona como o guia de implementação da meta climática brasileira no âmbito do Acordo de Paris, conhecida como Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). Pelo compromisso assumido, o Brasil pretende reduzir entre 59% e 67% das emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, em comparação com os níveis registrados em 2005.

A nova versão do Plano Clima preenche uma lacuna de dez anos desde a adoção do Acordo de Paris e de 17 anos em relação à primeira edição, lançada em 2008.

Resultado de mais de dois anos de intensa articulação intersetorial, o plano evidencia a transversalidade da agenda climática. Nesta segunda-feira, foram validadas as Estratégias Nacionais de Mitigação (ENM) e Adaptação (ENA), além dos planos setoriais e temáticos vinculados a cada eixo. Ao todo, são oito planos de mitigação, voltados à redução de emissões, e 16 planos de adaptação.

A resolução com a decisão do CIM será publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União. Pela primeira vez, o Brasil também encaminhará o Plano Nacional de Adaptação à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), na forma do Sumário Executivo do Plano Clima Adaptação e da Estratégia Nacional de Adaptação (ENA).

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o documento “é um plano com a cara do Brasil”. Segundo ela, o país passa a contar com um roteiro orientador que permitirá a atuação conjunta do governo federal, estados, municípios, setor privado, sociedade civil e academia em prol de um desenvolvimento sustentável, inclusivo e resiliente, capaz de inserir o Brasil de forma competitiva na nova economia, gerando oportunidades para toda a população.

Como instrumento de implementação, o plano consolida os objetivos da NDC brasileira e estabelece metas de redução de emissões para oito setores:

  • Agricultura e pecuária;
  • Mudanças do uso da terra em áreas públicas e territórios coletivos (unidades de conservação, terras indígenas, assentamentos, áreas quilombolas e vazios fundiários);
  • Mudanças do uso da terra em áreas rurais privadas;
  • Energia;
  • Indústria;
  • Transportes;
  • Cidades;
  • Resíduos sólidos e efluentes domésticos.

Meta de redução de emissões

Plano Clima
Foto: divulgação/Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

A meta do país é reduzir as emissões de 2,04 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, registradas em 2022, para 1,2 bilhão de toneladas em 2030. Para 2035, o objetivo é alcançar uma faixa entre 850 milhões de toneladas, o que representa redução de 58% em relação a 2022, e 1,05 bilhão de toneladas, equivalente a queda de 49% no mesmo período.

Elaborado com contribuições de diversos setores dentro e fora do governo e apoiado por amplos mecanismos de participação social, o Plano Clima tem como objetivo colocar o Brasil na trajetória de se tornar um país resiliente, sustentável, seguro, justo e desenvolvido, com governos, sociedade civil e comunidade científica engajados frente à emergência climática.

Assim, o objetivo geral do plano é orientar, promover e catalisar ações coordenadas para a transição a uma economia de emissões líquidas zero até 2050, além de promover a adaptação dos sistemas humanos e naturais, à luz do desenvolvimento sustentável e da justiça climática.

Segundo o governo federal, entre os principais resultados do Plano Clima está seu caráter democrático. “Ao propor soluções eficazes para a emergência climática, o documento distribui responsabilidades ambientais de forma equilibrada, rumo à neutralidade climática em 2050, ao mesmo tempo em que projeta um cenário de crescimento sustentável para todos os setores econômicos”, diz, em nota.

Soluções equitativas

O plano também reconhece que os impactos da mudança do clima atingem de forma desigual a população, penalizando especialmente os grupos socialmente mais vulnerabilizados. Por isso, busca assegurar que as soluções propostas sejam justas e equitativas, com proteção aos direitos humanos e promoção da inclusão social.

Esse compromisso coletivo com a transição para uma economia de baixo carbono no curto prazo e de emissões líquidas zero em pouco mais de duas décadas orienta toda a estrutura do Plano Clima, conduzida pelo princípio da justiça climática e pela contribuição de toda a sociedade.

Dividido em dois eixos principais — mitigação e adaptação —, e apoiado por estratégias transversais, o Plano Clima começou a ser elaborado em setembro de 2023.

As metas dos oito planos setoriais da Estratégia Nacional de Mitigação foram definidas em articulação com os ministérios responsáveis, com o objetivo de viabilizar a redução das emissões sem comprometer o ritmo de desenvolvimento econômico necessário ao bem-estar da população brasileira.

No eixo da adaptação, o plano estabelece parâmetros e ações para tornar a sociedade mais resiliente aos efeitos das mudanças climáticas. São 16 planos setoriais e temáticos, que abrangem áreas como saúde pública, turismo, agricultura familiar, gestão de riscos e desastres, combate ao racismo e valorização das culturas tradicionais:

  • Agricultura e pecuária
  • Biodiversidade
  • Cidades
  • Redução e gestão de riscos e desastres
  • Indústria e mineração
  • Energia
  • Transportes
  • Igualdade racial e combate ao racismo
  • Povos e comunidades tradicionais
  • Povos indígenas
  • Recursos hídricos
  • Saúde
  • Segurança alimentar e nutricional
  • Oceano e zona costeira
  • Turismo
  • Agricultura familiar

As medidas de adaptação seguem os princípios da justiça climática e buscam minimizar os impactos de eventos extremos sobre as populações mais vulneráveis. Ao todo, foram definidas 312 metas setoriais, que serão implementadas por meio de mais de 800 ações voltadas à redução dos impactos climáticos.

As Estratégias Transversais para Ação Climática formam o terceiro e último eixo do Plano Clima. Ainda em consulta pública, elas incorporam temas que atravessam mitigação e adaptação, como transição justa e justiça climática; meios de implementação; educação, capacitação, pesquisa, desenvolvimento e inovação; monitoramento, gestão, avaliação e transparência; e a agenda de mulheres e clima.

O objetivo é que o governo continue aprimorando o Plano Clima por meio de avaliações bianuais e revisões sistemáticas a cada quatro anos, inclusive nos critérios de alocação de emissões e remoções de carbono e em seus mecanismos de monitoramento.

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Brasil passará a exportar novos produtos do agro para 7 países


frutas desidratadas abertura de mercado
Foto: Divulgação

A União Econômica Euroasiática, o Japão e a Nicarágua são os novos alvos das exportações de produtos agropecuários brasileiros, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta segunda-feira (15).

Para o bloco, composto de Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, as autoridades fitossanitárias aprovaram o embarque de castanha de baru. A oleaginosa é nativa do Cerrado, utilizado pela população regional como fonte de renda e tem amplo potencial de uso alimentar, com polpa e amêndoa comestíveis.

As nações da União Econômica Euroasiática reunem mais de 183 milhões de habitantes. Em 2024, importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para soja, carnes e café.

Frutas para o Japão

Para o Japão, o Brasil recebeu a permissão de exportar frutas congeladas e também desidratadas. “A abertura em especial, amplia oportunidades para itens processados de maior valor agregado, em um mercado onde a demanda por frutas processadas, incluindo congeladas, vem crescendo e atende tanto ao varejo quanto à indústria de alimentos”, diz o Mapa, em nota.

O país asiático, com cerca de 124 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024.

A Nicarágua, por fim, autorizou a exportação de arroz beneficiado do Brasil. Com cerca de 6,9 milhões de habitantes, o país importou entre janeiro e novembro deste ano cerca de US$ 55 milhões em produtos agropecuários do Brasil, 8,5% a mais do que em 2024.

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Piai deixa Secretaria de Agricultura de SP com legado de 5 mil propriedades regularizadas


Guilherme Piai, Plano Safra
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governador Tarcísio de Freitas nomeou Geraldo Melo Filho como novo secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Ele substitui Guilherme Piai, que deixa o cargo após dois anos para se candidatar a deputado federal em 2026.

Em evento de despedida no Palácio do Planalto, Piai fez um balanço das conquistas da pasta, como a entrega de títulos de regularização fundiária a 5 mil propriedades desde 2023 de um total de 7 mil assentados no estado, o que equivale a cerca de 200 mil hectares.

O novo secretário é ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Economista, Mello Filho possui extensa trajetória no serviço público, com atuação nas esferas estadual e federal.

Além do comando do Incra, presidiu o Conselho Fiscal da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), foi superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e ocupou funções consideradas estratégicas na Confederação Nacional da Indústria e na Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

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Preços registram movimentos distintos dentre as regiões



As cotações do feijão seguem registrando oscilações


Foto: Canva

As cotações do feijão seguem registrando oscilações distintas dentre regiões acompanhadas pelo Cepea. Enquanto o valor do carioca de melhor qualidade vem sendo mais pressionado, os de notas 8,0 e 8,5 encontram sustentação vinda da maior demanda por lotes sem defeitos.

No campo, os baixos preços do feijão e as condições climáticas desfavoráveis em algumas regiões desestimularam os produtores a cultivar o grão de primeira safra, levando a Conab a revisar para baixo suas estimativas de área e de oferta. Agora, a oferta agregada da temporada 2025/26 (considerando primeira, segunda e terceira safras), a ser colhida em 2026, é apontada em 3 milhões de toneladas, sendo 2,3% abaixo da estimada no relatório anterior e 1,8% inferior à da temporada 2024/25. 





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STF tem dois votos contra marco temporal de terras indígenas


STF
Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta segunda-feira (15) dois votos pela inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Os votos foram proferidos pelos ministros Gilmar Mendes, relator, e Flavio Dino, durante sessão do plenário virtual da Corte que julga quatro processos sobre a questão.

Em sua manifestação, Mendes considerou o marco temporal inconstitucional. No entendimento do ministro, o Legislativo não pode reduzir direitos assegurados aos povos indígenas.

“A imposição do marco temporal implicaria restrição indevida ao princípio da vedação ao retrocesso e à proteção insuficiente dos direitos fundamentais”, afirmou.

O ministro também determinou que todas as demarcações de terras indígenas devem ser concluídas no prazo de dez anos.

Flávio Dino acompanhou o relator e disse que a proteção constitucional aos indígenas independe da existência de um marco temporal.

“Qualquer tentativa de condicionar a demarcação de terras indígenas à data da promulgação da Constituição de 1988 afronta o texto constitucional e a jurisprudência consolidada pelo Supremo Tribunal Federal”, completou.

A votação ficará aberta até quinta-feira (18), às 23h59. Faltam oito votos.

Julgamento do tema

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema. Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional.

Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023 , na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou na semana passada a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

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Federarroz orienta produtor a participar de leilões da Conab


arroz brasileiro eua
Foto: Divulgação Mapa

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) está orientando os produtores do estado a aderirem aos leilões de apoio à comercialização e ao escoamento do cereal anunciados pelo governo.

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para estimular a comercialização e garantir preço mínimo ao produtor.

Em nota, a Federarroz informa que a adesão dos produtores aos mecanismos “se apresenta como medida estratégica neste momento”. “A entidade avalia que se trata da última oportunidade de acesso a instrumentos dessa natureza antes do início da colheita da safra 2025/2026.”

Conforme a Federarroz, atualmente os produtores acumulam prejuízos médios entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por saca comercializada.

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Boi gordo hoje: veja os preços da arroba neste início de semana


preços do boi
preço do boi

O mercado físico do boi gordo volta a apresentar preços predominantemente acomodados em grande parte do país no início desta semana, enquanto muitas indústrias permanecem ausentes da compra de gado.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é que sejam realizadas algumas tentativas de compra em patamares mais baixos no decorrer dos próximos dias, quando muitas indústrias anunciam férias coletivas e realização de manutenção do parque fabril, algo normal para esse período do ano.

“Sob o prisma da demanda, o grande destaque está nas exportações, que mantém um ritmo acelerado de embarques”, disse.

Preço médio da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 321,53
  • Goiás: R$ 313,75
  • Minas Gerais: R$ 309,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 311,36
  • Mato Grosso: R$ 298,82

Mercado atacadista

O mercado atacadista abriu a semana apresentando firmeza em seus preços, ainda em um ambiente pautado por algum espaço para alta, considerando o bom momento de consumo no mercado interno pela entrada do 13º salário, festas de fim de ano e postos de trabalho temporários.

  • Quarto traseiro: precificado a R$ 26,25 por quilo;
  • Quarto dianteiro: cotado a R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: indicada a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,4193 para venda e a R$ 5,4173 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3808 e a máxima de R$ 5,4253.

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Reta final do ano: soja ‘perde fôlego’ em Chicago e desacelera nos portos brasileiros


soja mãos
Foto: Pixabay

A última semana da soja foi marcada por forte pressão sobre os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato janeiro/26 rompeu um suporte psicológico relevante ao perder o patamar de US$ 11,00 por bushel e encerrou a sexta-feira (12) cotado a US$ 10,76/bushel.

Segundo a plataforma Grão Direto, o registro de vendas diárias da soja norte-americana, os volumes divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) foram considerados insuficientes para reduzir o excedente do país, frustrando a expectativa de uma reação mais consistente da demanda.

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Relatório do USDA

O relatório mensal de oferta e demanda do USDA, divulgado na terça-feira (9), manteve a estimativa de produção brasileira em 175 milhões de toneladas e a argentina em 48,5 milhões. Os números reforçaram a percepção de uma oferta global confortável para 2026.

Com o plantio praticamente concluído no Brasil e condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, o mercado retirou o prêmio de risco climático, passando a precificar um cenário de “safra cheia”, que deve ampliar a disponibilidade do grão a partir de janeiro.

Mercado brasileiro

No mercado físico brasileiro, a queda em Chicago reduziu o ritmo de comercialização. O câmbio, operando próximo de R$ 5,40, não foi suficiente para compensar as perdas externas. Nos portos, o comportamento dos preços mostrou uma divergência regional. O Índice Soja FOB Santos, da Grão Direto, encerrou a semana com leve alta de 0,35%, cotado a R$ 147,50, sustentado por demandas pontuais.

Já o Índice Soja FOB Rio Grande sentiu de forma mais intensa a pressão internacional, recuando 1,51% e fechando a semana anterior a R$ 145,18. Diante de margens mais apertadas e da volatilidade nos portos, o produtor optou por se retrair, resultando em baixa liquidez no mercado.

Clima e demanda no centro das atenções

Para os próximos dias, o mercado entra em modo de atenção máxima ao chamado “mercado de clima”. As previsões indicam chuvas irregulares e abaixo da média no Rio Grande do Sul e no Paraná durante a segunda quinzena de dezembro. Como as lavouras dessas regiões avançam para fases reprodutivas críticas, qualquer confirmação de estresse hídrico pode devolver rapidamente o prêmio de risco às cotações, abrindo espaço para repiques tanto em Chicago quanto nos prêmios de exportação.

Outro ponto decisivo será a demanda chinesa. O mercado aguarda a continuidade dos anúncios diários de vendas pelo USDA como uma espécie de “prova real” do compromisso de compra de 12 milhões de toneladas. Caso o fluxo de vendas perca força ou surjam notícias sobre gargalos logísticos na China, a pressão baixista sobre Chicago tende a persistir, com o mercado testando novos suportes técnicos.

Além disso, a proximidade das festas de fim de ano pode reduzir a liquidez. Fundos de investimento costumam ajustar posições neste período, o que pode aumentar a volatilidade sem a necessidade de fatos novos. O produtor deve manter atenção redobrada aos prêmios de exportação para fevereiro e março, que passam a ser o principal termômetro da competitividade brasileira na entrada da safra.

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