segunda-feira, março 16, 2026

Autor: Redação

News

STF forma maioria de votos contra marco temporal de terras indígenas


Supremo Tribunal Federal - STF, ABCZ
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quarta-feira (17) maioria de votos pela inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Até o momento, a Corte tem placar de 6 votos a 0 contra a restrição às demarcações. A maioria foi formada pelos votos dos ministros Gilmar Mendes, relator, Flavio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Faltam quatro votos.

A votação virtual começou na segunda-feira (15) e fica aberta até quinta-feira (18), às 23h59.

Entenda

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema. Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023 , na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Senado

Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou na semana passada a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

O post STF forma maioria de votos contra marco temporal de terras indígenas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

‘Se não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo’, diz Lula sobre possível adiamento do tratado UE-Mercosul


Foto: Secom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou parte da última reunião ministerial do ano, realizada nesta quarta-feira (17), para tratar das dificuldades na conclusão do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo o chefe do Executivo, o entendimento corre risco de não ser finalizado diante das recentes movimentações do presidente da França, Emmanuel Macron, e da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que atuam para adiar a assinatura do tratado.

A expectativa do governo brasileiro era de que o acordo fosse assinado no próximo sábado (20), durante a Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). No entanto, Lula afirmou aos ministros que foi informado de que a União Europeia não conseguirá concluir os trâmites internos a tempo.

“Depois eu vou fazer a reunião do Mercosul. É importante lembrar que essa reunião era para ser no dia 2 de dezembro. Eu mudei para o dia 20 de dezembro porque a União Europeia pediu, disse que só conseguiria aprovar o acordo com o Mercosul no dia 19. E agora eu estou sabendo que eles não vão conseguir aprovar”, afirmou o presidente.

Demonstrando contrariedade com o impasse nas negociações, Lula fez questão de enviar um recado direto aos líderes europeus e reforçou que o Brasil já fez concessões relevantes ao longo das tratativas, que se arrastam há mais de duas décadas.

“Eu já avisei para eles: se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente. É bom saber. Faz 26 anos que a gente espera esse acordo. Vinte e seis anos. O acordo é mais favorável para eles do que para nós”, disse.

O presidente também destacou a dimensão estratégica e geopolítica do acordo, especialmente para a Europa, em um momento de tensões no comércio internacional e de questionamentos ao multilateralismo.

“O acordo é mais favorável para eles do que para nós. O Macron não quer fazer por causa dos agricultores deles. A Itália não quer fazer, não sei por causa do quê. O dado concreto é que nós, do Brasil, e nós, do Mercosul, trabalhamos muito para aceitar esse acordo”, afirmou.

Lula ressaltou ainda que o objetivo do tratado vai além do comércio e envolve um posicionamento político global. “Nós queríamos fazer o acordo para mostrar ao mundo que uma população de 722 milhões de habitantes e um PIB de 22 trilhões estavam fazendo um acordo para defender o multilateralismo, num momento em que você tem um presidente dos Estados Unidos querendo fragilizar o multilateralismo e fortalecer o unilateralismo”, completou.

Por fim, o presidente afirmou que seguirá para Foz do Iguaçu na expectativa de um desfecho positivo, mas deixou claro que o Brasil poderá adotar uma postura mais rígida caso o acordo seja novamente adiado.

“Eu vou para Foz do Iguaçu na expectativa de que eles digam sim e não digam não. Mas, se disserem não, nós vamos ser duros daqui para frente com eles, porque nós cedemos a tudo que era possível a diplomacia ceder”, afirmou Lula.

O post ‘Se não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo’, diz Lula sobre possível adiamento do tratado UE-Mercosul apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Chuvas frequentes impulsionam o plantio da soja 25/26 em Minas Gerais


plantio soja
Divulgação

O plantio da safra 2025/26 de soja em Patos de Minas, no centro-oeste de Minas Gerais, alcançou cerca de 90% da área estimada de 33 mil hectares. As informações são da Emater local. As informações são da consultoria Safras & Mercado.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

De acordo com o engenheiro agrônomo, Fernando José da Silva, as chuvas diárias registradas na região têm contribuído para o bom desenvolvimento das lavouras, que atualmente se encontram entre as fases de germinação e crescimento vegetativo. A previsão indica a continuidade de volumes elevados de precipitação nos próximos dias, o que tende a manter condições favoráveis para a cultura.

Caso o clima siga colaborando ao longo do ciclo, a expectativa dos produtores do município é de uma produtividade média em torno de 3.900 quilos por hectare.

A soja em Minas Gerais

No cenário estadual, levantamento da consultoria aponta que a área destinada ao cultivo da soja em Minas Gerais deve atingir 2,41 milhões de hectares na temporada 2025/26, crescimento de 1,3% em relação aos 2,38 milhões de hectares semeados na safra anterior.

A produção mineira é estimada em 9,544 milhões de toneladas, avanço de 1,8% frente às 9,378 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. Já o rendimento médio esperado é de 3.980 quilos por hectare, levemente superior aos 3.960 quilos por hectare registrados na última temporada.

O post Chuvas frequentes impulsionam o plantio da soja 25/26 em Minas Gerais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Mais de 100 aves silvestres expostas em evento ilegal são resgatadas


aves, bahia, apreensão
Foto: Divulgação/Inema

Uma ação conjunta do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Polícia Militar da Bahia resultou na interrupção de um evento ilegal de canto de pássaros e no resgate de 106 aves silvestres, no extremo sul do estado. no último domingo (14).

A operação ocorreu após uma denúncia de maus-tratos a animais silvestres. Uma guarnição da 44ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foi acionada para averiguação da ocorrência.

Ao chegarem ao local, agentes ambientais e policiais encontraram dezenas de pessoas e diversas gaiolas com aves silvestres expostas, caracterizando a prática irregular.

Com a aproximação das equipes de fiscalização, parte do público deixou o Ginásio Municipal de Medeiros Neto, onde o evento clandestino acontecia, pela saída dos fundos. Porém, um grupo permaneceu no local e indicou quem seria o responsável pela organização.

Durante a vistoria, apenas três pessoas se identificaram como proprietárias de aves, apontando quatro gaiolas. Os demais presentes alegaram estar somente assistindo ao evento sendo liberados logo após averiguação.

aves, bahia, apreensão
Foto: Divulgação/Inema

No interior do ginásio, a fiscalização contabilizou 106 aves silvestres mantidas de forma irregular. Diante da gravidade da situação, os envolvidos foram conduzidos à Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas, onde foram ouvidos, qualificados e liberados posteriormente, conforme os procedimentos legais.

Gripe aviária

De acordo com a fiscal ambiental do Inema Naira Leone, os torneios de canto de aves silvestres são uma prática legal, uma vez que previamente autorizados. Contudo, com o cenário de gripe aviária, a atividade está temporariamente proibida.

A medida preventiva procura evitar riscos de contaminação e proteger tanto a fauna quanto a saúde pública. “Por isso, qualquer realização de evento desse tipo neste momento configura descumprimento das normas vigentes”, finaliza a fiscal.

Consequências do ato

As aves resgatadas foram recolhidas para adoção das medidas cabíveis previstas na legislação ambiental, e diversas gaiolas foram destruídas ainda no local.

Além disso, conforme os fiscais, alguns dos pássaros expostos no evento poderiam alcançar valores superiores a R$ 50 mil no mercado ilegal.

A ocorrência foi enquadrada como crime ambiental, com base no artigo 29 da Lei nº 9.605/98, que trata dos crimes contra o meio ambiente, especialmente aqueles relacionados à captura, manutenção e utilização de espécimes da fauna silvestre sem a devida autorização do órgão ambiental competente.

*Sob supervisão de Victor Faverin

O post Mais de 100 aves silvestres expostas em evento ilegal são resgatadas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Comissão aprova projeto que prevê reservatórios de irrigação em áreas de preservação


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a construção de reservatórios de água para irrigação em Áreas de Preservação Permanente (APPs).

O texto aprovado é a versão do relator, deputado Afonso Hamm (PP-RS), para o Projeto de Lei 1282/19, do Senado. O substitutivo retira restrições para obras de infraestrutura de irrigação, que serão classificadas como de utilidade pública.

Maior produtividade

Segundo o relator, a ideia é garantir segurança jurídica e estimular a produção de alimentos. “A irrigação é maneira adequada para se aumentar a produtividade sem que seja necessária a expansão da atividade por novas áreas”, afirmou ele.

“A proposta busca sanar uma lacuna do Código Florestal, criando uma hipótese expressa de regularidade administrativa para a construção de reservatórios de água em APP quando destinados à irrigação”, destacou ainda Afonso Hamm.

Mudanças no texto

O substitutivo aprovado altera o Código Florestal e deixa de lado limitações que haviam sido incluídas pelo Senado, como a restrição da medida apenas a propriedades de até 25 módulos fiscais.

A proposta também elimina a necessidade de comprovar déficit hídrico nos cinco anos anteriores à obra e a exigência, considerada “desproporcional” pelo relator, de recomposição de APP em área equivalente ao triplo da suprimida.

A construção dos reservatórios dependerá de autorização do órgão ambiental competente e de outorga do direito de uso dos recursos hídricos. Pelo texto, o imóvel também deverá estar inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Próximos passos

A proposta ainda será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário da Câmara e, como houve alterações, retornará para o Senado.

Para virar lei, a versão final terá de ser aprovada pelas duas Casas.





Source link

News

Farsul aponta clima, endividamento e crédito como entraves em 2025/26


serra gaúcha enchentes Rio Grande do Sul
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

A agropecuária do Rio Grande do Sul segue pressionada por perdas climáticas, alto endividamento e dificuldades no acesso ao crédito. O cenário deve continuar impactando o ciclo 2025/26.

O diagnóstico foi apresentado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), nesta terça-feira (16), em Porto Alegre. O evento trouxe dados consolidados e projeções para o setor.

Clima gera perdas históricas no estado

O clima tem sido o principal fator de pressão sobre a produção gaúcha nos últimos anos. Entre as safras de 2020 e 2025, o Rio Grande do Sul deixou de colher quase 48,6 milhões de toneladas de soja, milho, trigo e arroz.

Segundo a Farsul, esse volume equivale a quatro vezes e meia o trajeto entre o Oiapoque ao Chuí. As perdas representaram um impacto estimado de R$ 373 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

De acordo com o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, cerca de 0,5% do PIB deixou de circular na economia. Ele destacou que o impacto vai além do campo e atinge também a economia urbana.

“O Rio Grande do Sul é um estado agro. Quando o agro perde, toda a sociedade sente, mesmo que isso não seja percebido de forma imediata”, afirmou.

Safra 2025/26 já começa sob risco

O ciclo 2025/26, que está em andamento, também deve registrar perdas. A projeção da entidade é de uma redução de 6% na produção, considerando o cenário climático atual.

Além do clima, o acesso ao crédito é apontado como outro entrave relevante. Os juros elevados dificultam o financiamento da atividade, em um momento de forte endividamento dos produtores.

Em outubro, a inadimplência no setor chegou a 6,15%, o maior patamar já registrado, segundo dados apresentados pela Farsul.

Endividamento pressiona decisões no campo

O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, alertou que o nível de endividamento compromete o fluxo financeiro dos produtores nos próximos anos.

Segundo ele, mesmo com uma ou mais safras cheias, grande parte da renda deverá ser direcionada ao pagamento de dívidas. O cenário exige equilíbrio financeiro e dependência de condições climáticas favoráveis.

“Há muita dívida para ser paga. O produtor precisa de clima ajudando e de um ambiente econômico mais favorável para conseguir se reorganizar”, avaliou.

Mercado preocupa arroz e leite

Além do clima e do crédito, questões de mercado também pesaram sobre a atividade agropecuária no Estado. Setores como arroz e leite enfrentaram preços baixos ao longo do ano, com reflexos sobre a produção.

No caso do arroz, a área plantada deve recuar entre 8% e 12%. A redução é considerada necessária para diminuir os estoques e aliviar a pressão sobre os preços.

No leite, a produção no ano passado foi a menor dos últimos 14 anos. Para este ano, a expectativa é de crescimento de 8%, mas o setor segue em alerta devido à alta das importações e aos baixos preços pagos ao produtor.

Desafios para a nova gestão da Farsul

O cenário impõe desafios à próxima gestão da entidade. Domingos Velho Lopes, que assume a presidência da Farsul a partir de janeiro, destacou a necessidade de fortalecer o diálogo entre o campo e a cidade.

Segundo ele, tanto no leite quanto no arroz, o foco passa por ampliar o consumo interno, buscar novos mercados internacionais e diversificar o uso dos produtos.

“O produtor não vive de uma única atividade. Precisamos reduzir essa alavancagem financeira e avançar nas questões institucionais e de mercado”, afirmou.

O post Farsul aponta clima, endividamento e crédito como entraves em 2025/26 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Governo do Estado e BNDES iniciam estudos para desenhar novos projetos de reconstrução do Rio Grande do Sul


O governador Eduardo Leite deu início ao Projeto Rios – Resiliência, Inovação e Obras para o Futuro do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (15). Uma reunião de trabalho, no Palácio Piratini, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), marcou o começo da iniciativa.

O Rios é um projeto estruturante do Plano Rio Grande, parte do eixo Governança, e vai promover um amplo estudo da região hidrográfica do Guaíba, que engloba nove bacias hidrográficas e 252 municípios gaúchos, sugerindo novas medidas para enfrentar futuros eventos hidrometeorológicos. Esse levantamento levará em conta os mais de 180 projetos já existentes e em andamento pelo Plano Rio Grande para todo o Estado. O investimento previsto é de R$ 30 milhões, via Funrigs, e a entrega do documento final, com os novos projetos, deverá ocorrer em 525 dias. 

“Quando concebemos o Plano Rio Grande, ainda em maio, já enxergávamos a necessidade de ir além da resposta emergencial e estruturar algo que garantisse continuidade às ações de resiliência, independentemente dos governos que venham a ser eleitos. O Rios nasce como um grande projeto de governança, que organiza, qualifica e projeta para o futuro os esforços de reconstrução do Estado. Com o acompanhamento do Comitê Científico e a integração com o que já está em andamento no Plano Rio Grande, ampliamos o impacto das ações, assegurando que a agenda de prevenção, adaptação e resiliência climática permaneça como prioridade permanente para o Rio Grande do Sul”, afirmou Leite. 

O objetivo do Projeto Rios é fortalecer a resiliência urbana e rural, a redução do risco de desastres e bem-estar socioambiental, com medidas escaláveis e replicáveis, que apontem soluções de investimentos e promovam o desenvolvimento socioeconômico resiliente e sustentável da Região Hidrográfica do Guaíba.  

“Desde os eventos climáticos extremos de 2024, o BNDES esteve ao lado do Rio Grande do Sul de forma contínua, atuando com rapidez para apoiar a recomposição econômica e social do Estado, por meio de programas emergenciais de crédito às empresas gaúchas e do suporte à reconstrução imediata das áreas afetadas. O Projeto Rios marca agora a transição dessa resposta emergencial para uma agenda estruturante de médio e longo prazo, voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da resiliência do território. Ao apoiar o planejamento integrado da região hidrográfica do Guaíba, o BNDES reafirma seu papel como banco de desenvolvimento, contribuindo para preparar o Estado não apenas para reagir a crises, mas para proteger vidas, infraestrutura e a base produtiva de forma sustentável e duradoura”, disse Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES.

O projeto, que será acompanhado pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), compreende a realização da modelagem e avaliação de risco climático nas áreas que possuem exposição às ameaças provenientes de eventos de origem natural além de construir um portfólio de programas, planos e projetos viáveis e sustentáveis que consubstanciem o redesenho territorial e paisagístico em área identificadas como vulneráveis.

“O Rios é uma estratégia que pensa o Rio Grande do Sul para o futuro, mas também com entregas de curto prazo. É a comprovação que o Plano Rio Grande, de fato, é um programa de Estado, não de governo apenas, porque vai montar uma nova carteira de projetos de reconstrução que seguirá para as gestões futuras”, disse Pedro Capeluppi, secretário da Reconstrução Gaúcha.

Além do BNDES, o Rios também conta com o suporte de um consórcio, composto por Deloitte, EBP, Climatempo e Mattos Filho. “Nosso foco está na identificação e priorização de intervenções que possam fortalecer a resiliência climática da Região Hidrográfica do Guaíba, fundamentadas em evidências científicas e construídas em diálogo permanente com a sociedade, para que a implementação das medidas atenda às necessidades reais do território.”, declarou Luiz Paulo de Assis, sócio-líder de soluções de Estratégia para Governos e Serviços Públicos e de Infraestrutura da Deloitte Brasil.

Localização 

A região hidrográfica do Guaíba é composta por nove bacias e compreende 252 municípios. 

Etapas do projeto  

O Projeto Rios tem quatro fases e contempla serviços contínuos, como assessoria técnica no gerenciamento e suporte de atividades, assessoria de comunicação, assessoria jurídica, oportunidades emergentes de projetos prioritários (urbanismo tático), sala de informações, consultas públicas e workshops regionais.   





Source link

News

Lula antecipa 2026 e reorganiza o governo para a ‘hora da verdade’


Lula; G20
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A abertura da última reunião ministerial de 2025, realizada na Granja do Torto, deixou um recado claro: o governo Lula já entrou oficialmente em modo eleitoral. O discurso foi menos sobre balanço administrativo e mais sobre o futuro político do país, com 2026 ocupando o centro da narrativa.

Ao classificar 2025 como “o ano das entregas”, o presidente reconheceu avanços do governo, mas também admitiu fragilidades importantes. Lula reconheceu que a polarização política ainda atrapalha a avaliação do trabalho realizado e que a comunicação do governo poderia ter sido mais eficiente. É uma constatação relevante, sobretudo em um ambiente em que resultados concretos nem sempre se convertem em apoio político.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

O ponto central da fala, no entanto, foi a projeção para 2026. Lula chamou o próximo ano de “a hora da verdade”, deixando claro que as eleições vão forçar ministros, partidos e aliados a se posicionarem. Não haverá mais espaço para ambiguidades. Cada um terá que escolher de que lado está e que tipo de país pretende defender.

Nesse contexto, o presidente abriu explicitamente a porta para uma reorganização do governo. Ao liberar ministros que desejarem disputar eleições e afirmar que ficará “feliz” com quem precisar se afastar, Lula sinalizou que a formação do time de campanha já começou. A cobrança foi direta: quem sair, que saia para ganhar e fortalecer o projeto político do governo.

O silêncio em relação a nomes estratégicos, como o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também foi eloquente. Não houve anúncio nem desmentido, mas o cenário é conhecido. Haddad é apontado como um dos principais nomes para deixar o cargo no início de 2026, não para disputar eleições, mas para atuar na articulação política da campanha presidencial. A ausência de menções diretas indica que esse movimento está em avaliação avançada nos bastidores.

O discurso de Lula deixa claro que o governo inicia uma transição de foco. A gestão cotidiana segue, mas passa a conviver com a necessidade de coesão política, alinhamento de discurso e preparação para o embate eleitoral. A máquina pública começa a ser ajustada para um novo ciclo, em que a política passa a pesar mais do que a técnica.

Em resumo, a reunião ministerial não foi apenas um encerramento simbólico de 2025. Foi o ponto de partida de 2026. Lula deixou claro que o tempo da indefinição acabou. A partir de agora, cada movimento será lido à luz da disputa que se aproxima.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Lula antecipa 2026 e reorganiza o governo para a ‘hora da verdade’ apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Focos de ferrugem asiática já somam 26 casos no Brasil; saiba qual estado lidera ocorrências


soja ferrugem
Ilustração da ferrugem asiática da soja se propagando dentro dos tecidos das plantas e provocando a doença na soja.

A ferrugem asiática da soja já contabiliza 26 ocorrências confirmadas no Brasil, segundo dados do Consórcio Antiferrugem. O Paraná lidera os registros, com 23 casos, seguido por Mato Grosso do Sul, com 2 ocorrências, e São Paulo, com 1 caso confirmado.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Em Mato Grosso do Sul, os focos foram registrados no município de Sete Quedas, com duas ocorrências da doença.

No Paraná, além das ocorrências confirmadas, há presença de esporos do fungo e de ferrugem em soja voluntária, o que eleva o risco de avanço da doença. Entre os municípios com ocorrências confirmadas estão Cascavel (5 casos), São Miguel do Iguaçu (3), Vitorino (2), Corbélia (2), Prudentópolis (2). Também há registros em Anahy, Arapoti, Campina da Lagoa, Goioerê, Santa Helena, Santana do Itararé, Serranópolis do Iguaçu, Terra Roxa e Toledo, com um caso cada.

Outros municípios paranaenses apresentam presença de esporos, incluindo Capanema, Castro, Catanduvas, Céu Azul, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Pato Branco, Sengés, entre outros. Há ainda registros de ferrugem em soja voluntária em cidades como Imbaú, Palmeira, Pitanga e Toledo.

No Rio Grande do Sul, foram identificados focos de ferrugem em soja voluntária nos municípios de Candelária e Paim Filho.

Já em São Paulo, a única ocorrência confirmada até o momento foi registrada em Itapetininga, enquanto o município de Itaberá permanece em unidade de alerta, com monitoramento ativo.

Monitoramento e prevenção são fundamentais

Segundo a Embrapa Soja, em junho de 2024, o Ministério da Agricultura publicou a Portaria nº 1.124, que instituiu o Programa Nacional de Controle da Ferrugem-asiática da Soja (PNCFS). Entre as principais medidas estão o vazio sanitário e o calendário de semeadura, estratégias essenciais para reduzir a pressão da doença e racionalizar o uso de fungicidas.

O monitoramento deve ser contínuo desde a emergência das plantas, com atenção especial às áreas mais úmidas e às lavouras semeadas mais cedo. A recomendação é observar principalmente as folhas do terço médio e inferior, buscando pontuações escuras visíveis contra a luz, especialmente próximo ao florescimento.

A ferrugem asiática é considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja e pode causar perdas de até 90% da produção se não for controlada adequadamente, reforçando a importância da vigilância constante e da adoção de práticas preventivas no campo.

O post Focos de ferrugem asiática já somam 26 casos no Brasil; saiba qual estado lidera ocorrências apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Governo cria linha de crédito de R$ 6 bilhões para renovação da frota de caminhões


Grupo de caminhões estacionados, frota
Foto: Freepik

O governo federal lançou uma linha de crédito de R$ 6 bilhões para financiar a compra de caminhões novos ou seminovos no Brasil. A medida é voltada a caminhoneiros e empresas do transporte rodoviário de cargas. A iniciativa também amplia regras de renegociação de dívidas rurais, incluindo contratos do Plano Safra 2024/2025.

As mudanças constam na Medida Provisória nº 1.328, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (16). O texto prevê estímulo à modernização da frota e apoio a setores estratégicos da economia, como transporte e agronegócio.

Crédito para caminhoneiros e empresas de transporte

Os recursos da nova linha serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco poderá operar os financiamentos de forma direta ou por meio de instituições financeiras credenciadas.

Estão aptos a acessar o crédito transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas vinculadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário. A MP permite que os financiamentos sejam combinados com recursos próprios do BNDES.

Para caminhões novos, apenas veículos de fabricação nacional e credenciados pelo banco poderão ser financiados. A norma também estabelece critérios mínimos de conteúdo nacional e de sustentabilidade ambiental, social e econômica, que serão definidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As condições financeiras, como taxas de juros, prazos e carência, ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O texto autoriza a adoção de condições diferenciadas para quem entregar veículos antigos como contrapartida, com foco em caminhões com mais de 20 anos de uso. A proposta também estimula a aquisição de modelos mais eficientes por transportadores autônomos.

Renegociação de dívidas do Plano Safra

A Medida Provisória nº 1.328 também altera a MP nº 1.314, publicada em setembro de 2025. Com a mudança, passam a ser incluídos financiamentos contratados no Plano Safra 2024/2025 nos programas de renegociação.

A medida abrange operações firmadas entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025. Também contempla contratos que tenham sido renegociados ou prorrogados, desde que a inadimplência tenha sido registrada até 15 de dezembro de 2025.

O objetivo é atender produtores rurais afetados por problemas climáticos que comprometeram a produção da safra 2024/2025. Segundo o governo, a ampliação busca oferecer condições para reorganização financeira no campo.

Estímulo à economia produtiva

De acordo com o Executivo, a nova MP integra um conjunto de ações para estimular a economia real. A proposta é fortalecer o transporte e o agronegócio, com medidas alinhadas às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O post Governo cria linha de crédito de R$ 6 bilhões para renovação da frota de caminhões apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link