sábado, março 14, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

colheita e secagem ganham ritmo no RS



Produtores intensificam colheita de tabaco no estado



Foto: Pixabay

A colheita do tabaco avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento indica intensificação das atividades de campo, com foco na colheita, secagem das folhas e condução dos tratos culturais.

Na região administrativa de Pelotas, a colheita ocorre em todos os municípios, acompanhada da secagem das folhas nas estufas. Os produtores realizam capação, aplicação de produtos antibrotantes e adubações de cobertura. No cultivo do tabaco tradicional, as operações concentram-se nas etapas de colheita e secagem.

Em Santa Rosa, teve início a colheita da variedade Burley, conhecida como fumo de galpão. As lavouras encontram-se em fase final de desenvolvimento, com expectativa de produtividade estimada em 2.200 kg por hectare. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a cultura apresenta condição fitossanitária satisfatória.

Já na região administrativa de Soledade, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo, a colheita segue em ritmo intenso. Áreas implantadas mais cedo estão sendo liberadas para o plantio de soja ou milho. Os produtores mantêm os tratos culturais, com controle de plantas invasoras e finalização da salitragem em áreas mais altas, além da realização de desbrota química e colheita. A área cultivada com tabaco no estado está estimada em 67 mil hectares, conforme a Emater/RS-Ascar.





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Gramíneas consorciadas com leguminosas em ILP elevam ganho de peso dos bois e reduzem metano


consórcio entre gramíneas e leguminosas em ILP
Foto: Thais Rodrigues de Sousa/UnB

Sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) que combinam gramíneas forrageiras de alto potencial produtivo com leguminosas promovem ganhos expressivos de produtividade e reduzem a intensidade das emissões de metano entérico na pecuária. Além disso, essas estratégias aumentam o acúmulo de carbono no solo, reforçando o papel da atividade pecuária na mitigação das mudanças climáticas.

Essa é a principal conclusão de um estudo conduzido pela Embrapa Cerrados, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). O trabalho científico ganhou destaque em um simpósio internacional coordenado pelo Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon), da Universidade de São Paulo.

Avaliação de diferentes sistemas produtivos

A pesquisa integra a tese de doutorado da bolsista Thais de Sousa, desenvolvida com apoio de pesquisadores da Embrapa Cerrados e orientação acadêmica da UnB. O estudo avaliou como distintas estratégias de intensificação da pecuária, com bovinos da nelore BRGN, influenciam o desempenho animal, as emissões de metano entérico e o estoque de carbono no solo.

Foram analisados três sistemas de produção. O primeiro consistiu em pastagem contínua solteira de capim BRS Piatã. O segundo avaliou o consórcio do mesmo capim com a leguminosa feijão-guandu Iapar 43. Já o terceiro sistema envolveu a integração lavoura-pecuária, com rotação entre lavoura e pastagem de capim BRS Zuri.

Ganho de peso cresce com intensificação

Os resultados mostram uma relação direta entre intensificação produtiva e desempenho animal. No sistema de pastagem solteira, o ganho médio diário foi de 0,44 kg por animal. No consórcio com leguminosa, esse valor subiu para 0,69 kg. Já no sistema ILP em rotação com lavoura, o ganho médio diário alcançou 0,76 kg.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da qualidade e da disponibilidade da forragem explica parte desse desempenho. Pastagens mais equilibradas nutricionalmente favorecem o consumo e a eficiência alimentar dos bovinos, refletindo em maior produção de carne por área.

Menor intensidade de emissão de metano

Além do ganho de peso, o estudo revelou redução significativa na intensidade de emissão de metano, indicador que relaciona a quantidade de gás emitida com o ganho de peso vivo por hectare. A pastagem solteira apresentou intensidade de 450 g de CH₄ por quilo de ganho de peso vivo por hectare.

No consórcio com leguminosa, esse índice caiu para 269 g de CH₄ por quilo. No sistema ILP com capim Zuri em rotação, a intensidade foi ainda menor, de 224 g de CH₄ por quilo de ganho de peso vivo por hectare. Os dados indicam que sistemas mais produtivos diluem as emissões, tornando a atividade mais eficiente do ponto de vista climático.

Solo mais rico em carbono

O acúmulo de carbono no solo acompanhou a mesma tendência observada para produtividade e emissões. Na camada de 0 a 30 centímetros, o estoque de carbono foi significativamente maior nos sistemas integrados.

O destaque ficou para o consórcio do capim Piatã com o feijão-guandu, que alcançou 83,17 toneladas de carbono por hectare. Na pastagem solteira, o estoque foi de 62,20 toneladas por hectare, o que representa um incremento superior a 20 toneladas de carbono no sistema consorciado.

Esse resultado reforça o papel das leguminosas na melhoria da fertilidade do solo e na ciclagem de nutrientes, além do efeito positivo sobre a captura de carbono atmosférico.

Intensificação com menor emissão de GEE

O estudo também demonstrou que intensificar a produção pecuária não significa, necessariamente, aumentar as emissões de gases de efeito estufa. Sistemas bem manejados, seja com a inclusão de leguminosas ou com a rotação lavoura-pecuária, possibilitam maior produção de carne com menor impacto ambiental.

Pesquisas anteriores realizadas na mesma área experimental já indicavam que os sistemas integrados reduzem as emissões de óxido nitroso em até 59%, outro gás de efeito estufa relevante no setor agropecuário.

Metano no centro do debate climático

O Brasil figura entre os maiores produtores de carne bovina do mundo, com mais de 90% da produção realizada em sistemas a pasto. Esse cenário oferece grande potencial de intensificação sustentável. A emissão de metano entérico, gerada no processo digestivo dos ruminantes, possui potencial de aquecimento global cerca de 27 vezes superior ao do dióxido de carbono em um horizonte de 100 anos.

O tema ganhou destaque nos debates sobre o papel da agropecuária brasileira na mitigação das mudanças climáticas durante a COP30, realizada em Belém (PA). Para a pesquisadora Arminda de Carvalho, da Embrapa Cerrados, reduzir emissões sem comprometer o desempenho animal é um dos principais desafios do setor.

“A integração lavoura-pecuária, o consórcio de pastagens e os sistemas intensivos bem manejados têm se mostrado alternativas viáveis para a descarbonização da pecuária”, afirma.

Os dados analisados foram coletados no experimento com sistemas ILP mais antigo do Brasil, implantado em 1991 na área experimental da Embrapa Cerrados. As avaliações ocorreram em maio, agosto e dezembro de 2024.

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O agro não agrava o calor extremo, ele mitiga a seca


onda de calor, altas temperaturas
Foto: Motion Array

Ondas de calor cada vez mais intensas voltam a colocar o agro no centro das críticas ambientais. Mas, mais uma vez, o debate escorrega para a narrativa fácil e ignora os fatos. O campo não compete com a população por água. Pelo contrário: o agro brasileiro ajuda a regular o ciclo hídrico e a reduzir os impactos da estiagem.

Calor extremo aumenta a evaporação e o risco de seca

Temperaturas elevadas aceleram a perda de umidade do solo e pressionam rios e reservatórios. O problema não é apenas quanto chove, mas como a água é absorvida, armazenada e devolvida ao ambiente.

O agro sequestra a água da chuva no solo 

Mais de 90% da água utilizada pela agropecuária brasileira vem da chuva. Essa água infiltra no solo, é retida pela matéria orgânica, pelas raízes e pela cobertura vegetal, reduzindo o escoamento superficial e ajudando a manter a umidade por mais tempo. Solo vivo funciona como esponja; solo exposto vira deserto.

A produção rural não concorre com o uso humano da água 

A legislação brasileira é clara: em situações de escassez, a prioridade é o consumo humano e o abastecimento de animais. A agricultura vem depois e depende de outorga. A ideia de que o agro “rouba” água das cidades não resiste à lei nem aos dados.

Vegetação produtiva ajuda a resfriar o ambiente 

Lavouras, pastagens bem manejadas e sistemas integrados aumentam a evapotranspiração equilibrada, reduzem ilhas de calor e melhoram o microclima. Áreas agrícolas bem conduzidas podem ser mais eficientes na regulação térmica do que solos degradados ou áreas urbanas impermeabilizadas.

O produtor é a primeira vítima da seca 

Quando falta chuva, não há produção, não há renda e não há alimento. Não faz sentido imaginar que o produtor destruiria o próprio recurso do qual depende para sobreviver.

O verdadeiro colapso hídrico começa fora do campo 

Enquanto o agro usa majoritariamente água da chuva, mais de um terço da água tratada nas cidades se perde em vazamentos. Água captada, tratada, bombeada e desperdiçada, sem debate, sem indignação e sem manchete.

Demonizar o agro em meio ao calor extremo não ajuda a enfrentar a seca. Preservar água exige solo protegido, vegetação viva, manejo correto e investimento em infraestrutura. O agro brasileiro não agrava o problema climático: ele é parte essencial da solução.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Inclusão do peixe na cesta básica deve impulsionar consumo no Brasil, aposta setor do pescado


Peixes; Semana Santa
Foto: Divulgação/Emater-MG

Após um ano marcado por excesso de oferta, queda brusca nos preços e desafios regulatórios, a piscicultura brasileira encerra 2025 mais resiliente e otimista em relação ao futuro. A avaliação é de Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, que projeta um cenário mais favorável para o setor em 2026, impulsionado pela recuperação do consumo, avanços na reforma tributária e maior competitividade do pescado nacional.

Segundo Medeiros, o ano foi de “águas turbulentas”, mas também de aprendizado. “O que tinha de acontecer em 2025 aconteceu. Passamos por muitas tormentas, mas chegamos ao fim do ano confiantes e com uma expectativa muito positiva para 2026”, afirmou em entrevista ao programa Planeta Campo.

Preços baixos ampliaram consumo

O dirigente reconhece que o primeiro semestre foi especialmente difícil, com preços pressionados pela alta oferta. No entanto, o cenário acabou contribuindo para ampliar a base de consumidores. “Esse período de preços mais baixos ajudou a fidelizar novos consumidores, o que é estratégico para o setor”, destacou.

A recuperação observada no segundo semestre reforça, segundo ele, a perspectiva de crescimento sustentado da piscicultura no país.

Reforma tributária deve impulsionar o pescado

Um dos principais pontos de otimismo para os próximos anos é a inclusão do peixe de cultivo na cesta básica, prevista na reforma tributária. Embora a implementação total da reforma esteja prevista apenas até 2033, Medeiros avalia que a decisão já representa uma conquista histórica para o setor.

“A entrada na cesta básica traz isonomia com outras proteínas. Hoje, algumas cadeias, como aves, não têm impostos sobre insumos como a ração, enquanto a piscicultura tem. Isso nos dá mais competitividade e permite oferecer melhores preços ao consumidor”, explicou.

Com isso, a escolha do pescado tende a deixar de ser pautada pelo preço e passar a considerar fatores como hábitos alimentares, qualidade e valor nutricional. “É algo pelo qual lutamos por muitos anos e que deve contribuir de forma significativa para o aumento do consumo de pescado no Brasil”, completou.

Baixo consumo per capita ainda é desafio

Apesar dos avanços, o presidente da Peixe BR lembra que o Brasil ainda tem um dos menores consumos per capita de pescado do mundo. “O continente africano, por exemplo, consome mais pescado por pessoa do que o Brasil”, afirmou, ressaltando que a competitividade tributária é um passo importante para mudar esse cenário.

Debate sobre espécies invasoras preocupa o setor

Outro tema sensível em 2025 foi a discussão sobre a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras, tema que segue em debate e teve decisões adiadas para 2026. Medeiros criticou a abordagem adotada pelo Ministério do Meio Ambiente e alertou para possíveis impactos negativos sobre o consumo.

“O conceito de espécie invasora é questionado inclusive dentro da academia. Um grupo muito pequeno de pesquisadores não representa a realidade da piscicultura brasileira”, argumentou. Segundo ele, a classificação pode gerar estigmatização do produto, especialmente entre consumidores mais jovens, atentos às pautas ambientais.

“Não é preciso proibir para causar impacto. Quando o governo classifica um alimento como invasor, isso afeta diretamente a percepção do consumidor”, alertou.

Olhar para 2026

Apesar dos desafios regulatórios e do debate ambiental, Medeiros reforçou que o setor segue focado em produzir alimento de qualidade e contribuir para a segurança alimentar. “Invasora é a fome. Quem trabalha para combatê-la deveria ser valorizado, não criminalizado”, afirmou.

Para 2026, a expectativa é de mais trabalho, consolidação do consumo e fortalecimento da piscicultura nacional. “O consumidor pode confiar na tilápia, no tambaqui e nos peixes de cultivo brasileiros. Hoje eles estão presentes em todo o país e, no próximo ano, estarão ainda melhores”.

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Citricultura enfrenta queda de preços e alívio nos EUA


A safra 2025 da laranja pera para indústria começou com preços elevados, sustentados por uma combinação entre oferta limitada e demanda firme por frutas de boa qualidade. No entanto, ao longo do ano, esse cenário sofreu mudanças importantes, impactando diretamente a rentabilidade do citricultor e o ritmo da indústria.

Segundo dados divulgados pelo Cepea, o segundo trimestre foi marcado por uma reversão nas cotações. Estoques de suco com padrão inferior de qualidade e o menor interesse da indústria por novos lotes pressionaram os valores pagos ao produtor. Esse movimento se intensificou com a divulgação, em maio, da estimativa do Fundecitrus, que projetava uma safra 2025/26 com 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg, sugerindo um volume mais expressivo.

Na avaliação do setor industrial, a expectativa era de que a produção se concentrasse na segunda florada, com colheita intensificada entre agosto e setembro. Do lado dos produtores, entretanto, houve frustração com os preços propostos, em um cenário ainda marcado por elevada queda de frutos — reflexo do avanço de doenças como o greening e o cancro cítrico, além das condições climáticas adversas.

Esses fatores levaram o Fundecitrus a revisar a projeção inicial. Em novo relatório, a estimativa da safra 2025/26 foi reduzida para 294,81 milhões de caixas, revelando perdas relevantes e reabrindo o debate sobre os desafios fitossanitários da citricultura.

Outro fator que trouxe instabilidade ao mercado foi o risco de uma tarifa adicional de 40% por parte dos Estados Unidos sobre o suco brasileiro. A possibilidade de um tarifaço elevou a tensão entre exportadores durante boa parte do primeiro semestre. Contudo, em julho, veio o alívio: o governo norte-americano optou por isentar o suco de laranja do Brasil da medida, uma decisão considerada estratégica para manter o abastecimento no país.

Mesmo com a isenção, os embarques realizados entre julho e novembro de 2025 ficaram abaixo do volume exportado no mesmo período da safra anterior. Uma das mudanças observadas foi a nova composição dos destinos: Estados Unidos e União Europeia dividiram a liderança nas importações, com participações semelhantes — cerca de 48% cada.

A safra, que já se mostrava atrasada, também apresentou uma nova dinâmica contratual. A formalização de contratos ocorreu mais tardiamente e em volumes menores, o que reforçou a pressão sobre os preços no último trimestre do ano.

Com cenário ainda indefinido, a citricultura brasileira encerra 2025 entre a expectativa de recuperação produtiva, os desafios fitossanitários persistentes e a necessidade de reequilibrar as relações comerciais com a indústria.





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Plantas daninhas: manejo na cultura do sorgo é estratégico para o país; entenda


Plantação de sorgo no Oeste da Bahia
Plantação de sorgo no Oeste da Bahia | Imagem: Agência Script

A expansão da cultura do sorgo granífero no Brasil é um fenômeno agronômico e econômico robusto, diretamente ligado à otimização na rotação de culturas e à demanda industrial.

Para discutir esse assunto e as oportunidades do mercado de bioetanol, a Embrapa e a Inpasa Brasil realizaram dois eventos nas regiões do Oeste da Bahia e de Balsas, no Maranhão.

O “Simpósio do Sorgo”, em parceria com a Círculo Verde, ocorreu em Luís Eduardo Magalhães no início do mês, reunindo profissionais do agronegócio da região. Também no começo de dezembro, foi realizado o “Seminário da Cultura do Sorgo – a escolha certa para sua safrinha”, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Balsas (Sindibalsas).

Oportunidades e desafios na produção de sorgo

As iniciativas fazem parte do acordo de cooperação técnica entre a Embrapa e a Inpasa no projeto “Transferência de tecnologia para o desenvolvimento sustentável da produção de sorgo”. O engenheiro agrônomo Frederico Botelho, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Milho e Sorgo, coordena o trabalho.

Nos últimos anos, a cultura do sorgo apresentou um crescimento significativo, com um incremento de mais de 400% na produção nacional, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) citados por Botelho. “O sorgo é impulsionado por suas características complementares às culturas agrícolas atuais, especialmente em um cenário de mudanças climáticas”, declarou.

Importância do manejo de plantas daninhas

Durante o simpósio, o pesquisador Alexandre Ferreira da Silva abordou a importância do manejo de plantas daninhas na cultura do sorgo. Ele ressaltou que as boas práticas agrícolas são essenciais para a redução da pressão das plantas daninhas na lavoura. “O controle químico deve ser visto como um método complementar”, informou Silva.

Ele destacou o controle preventivo como a principal estratégia, buscando evitar a introdução de plantas daninhas nas áreas cultivadas. Silva recomendou o controle das plantas daninhas em áreas adjacentes, já que a ausência de controle pode levar à dispersão de sementes indesejadas nas lavouras.

Crescimento do cultivo de sorgo no brasil

O gerente comercial da Inpasa, Irineu Piaia Junior, destacou a relevância da produção de sorgo na segunda safra nas regiões de Balsas e Luís Eduardo Magalhães. “O simpósio traz debates técnicos fundamentais para o crescimento sustentável da cultura”, afirmou.

Com uma programação cuidadosamente elaborada, os eventos reforçaram o compromisso dos organizadores em fortalecer o conhecimento técnico e a inovação no agronegócio. As ações visam não apenas a transferência de tecnologia, mas também o fomento a práticas que fortaleçam o potencial produtivo da cultura do sorgo no Brasil.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Bovinocultura goiana mantém crescimento


De acordo com a edição de dezembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a bovinocultura em Goiás segue amplamente distribuída pelo território, mas com concentração em polos consolidados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em 2024, Nova Crixás manteve a liderança do efetivo estadual, com 772,8 mil cabeças de gado. Em seguida aparecem São Miguel do Araguaia, com 595,7 mil, e Porangatu, com 470,4 mil.

Embora a configuração geral se mantenha estável, alguns municípios apresentaram crescimento expressivo no rebanho entre 2023 e 2024. Divinópolis registrou aumento de 29,7%, seguida por Uirapuru (18,4%), Monte Alegre de Goiás (12,1%) e Aruanã (11,6%). Segundo a Seapa, “esse movimento reforça a presença de núcleos tradicionais fortemente estruturados, ao mesmo tempo em que evidencia a expansão gradual da atividade em outros municípios”.

A série histórica de 2019 a 2024 mostra avanço contínuo da bovinocultura de corte. De acordo com o IBGE, o rebanho brasileiro cresceu 10,9%, passando de 214,6 para 238,1 milhões de cabeças. Em Goiás, o número atingiu 23,2 milhões de cabeças, alta de 1,7% no período. No país, a produção de carne aumentou 26,0%, totalizando 10,3 milhões de toneladas de carcaça em 2024. Em Goiás, os abates chegaram a 1,0 milhão de toneladas, representando crescimento de 36,0%.

A Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa destacou que “diante desse cenário, as exportações brasileiras e goianas de carne bovina podem alcançar um novo recorde em 2025”.

No comércio internacional, o setor de carnes mantém posição de destaque, ocupando o segundo lugar nas exportações do agronegócio goiano, atrás apenas do complexo soja. Entre 2019 e 2024, as exportações de carne bovina aumentaram 59,5% em valor e 50,2% em volume.

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, a carne bovina respondeu por 57,9% do volume total de carnes exportadas por Goiás. O desempenho contribuiu para um saldo positivo superior a US$ 1,7 bilhão na balança comercial, superando todo o resultado de 2024. A Seapa avalia que “o estado consolida-se como o terceiro maior exportador nacional da proteína, sustentado pela evolução e robustez do segmento”.





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Safra de uva avança com atenção a doenças



Produtores intensificam controle fitossanitário da uva



Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25), o desenvolvimento da uva apresenta evolução distinta entre as regiões acompanhadas. Na área administrativa de Erechim, o crescimento das bagas segue dentro do esperado, com a realização de tratamentos preventivos para o controle de doenças. O informativo registra que “a previsão é de que a safra seja muito boa com alta qualidade, se as condições climáticas continuarem propícias”.

Na região de Santa Rosa, a Emater/RS-Ascar informa que a carga de cachos e de bagas bem formadas está em nível elevado. No entanto, há registro de incidência de doenças, com destaque para antracnose e míldio, “que está se manifestando em muitas plantas, principalmente na Niágara Branca”.

Segundo o relatório, produtores com maior experiência adotaram estratégias de controle preventivo, utilizando calda sulfocálcica no inverno, Fungicidas na floração e tratamentos periódicos com produtos cúpricos. Algumas variedades já apresentam sinais iniciais de maturação, como Núbia, Vênus e Niágara Rosa.

O informativo também aponta a presença de vespas nas lavouras, que perfuram as bagas e acabam atraindo abelhas, fator que tem exigido atenção adicional dos produtores durante o período de desenvolvimento da cultura.





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Milho tem preços firmes em 2025 apesar de safra recorde


Mesmo com a maior produção da história, o mercado brasileiro de milho apresentou recuperação de preços durante boa parte de 2025, operando em níveis superiores aos registrados no ano anterior. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o comportamento surpreendeu o setor, já que o volume colhido foi expressivamente elevado.

Somando as três safras de 2024/25, a produção brasileira alcançou 141 milhões de toneladas, aumento de 22% em relação ao ciclo anterior. O principal impulso veio da segunda safra, cuja produtividade foi beneficiada por condições climáticas favoráveis.

No contexto internacional, a oferta global de milho manteve relativa estabilidade entre os ciclos 2023/24 e 2024/25. Quedas na produção em países como EUA, Rússia e Ucrânia foram compensadas por crescimentos relevantes no Brasil, na China e na Índia, o que reduziu a pressão internacional sobre os preços.

No início de 2025, apesar das projeções de uma colheita robusta, o mercado interno foi influenciado por um fator-chave: o estoque de passagem historicamente baixo, estimado em apenas 1,8 milhão de toneladas em janeiro. Isso, somado à demanda firme, valores mais altos pedidos pelos vendedores e problemas logísticos, impulsionou as cotações no primeiro trimestre.

Com o avanço da colheita da safra de verão e o bom desenvolvimento da segunda safra, as expectativas de oferta abundante passaram a pressionar os preços a partir de abril. A produção recorde se confirmou, e o mercado começou a responder com quedas nas cotações em diversas regiões.

Durante o segundo semestre, a tendência de baixa se intensificou, refletindo o recuo da demanda. Muitos consumidores optaram por aguardar novas desvalorizações, diante da colheita em andamento e da maior disponibilidade do grão. A lentidão das exportações e a maior flexibilidade de negociação por parte dos vendedores contribuíram para esse cenário.

Já nos últimos meses do ano, especialmente a partir de outubro, a oferta começou a se restringir. Produtores, diante da queda nos preços e da dificuldade de recompor estoques, reduziram a disponibilidade do cereal no mercado spot. Esse movimento sustentou os valores até meados de dezembro.





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Produção recorde e cenário internacional derrubam preços da soja


O mercado global da soja enfrentou um ano marcado por elevada volatilidade e pressão sobre os preços em 2025. Mesmo com demanda firme em alguns mercados e exportações brasileiras recordes, o excesso de oferta internacional e o cenário geopolítico adverso limitaram as cotações ao longo do ano.

De acordo com dados divulgados pelo Cepea, os preços médios no Brasil foram os mais baixos desde 2019, considerando valores reais. Tanto o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná quanto o CEPEA/ESALQ – Paranaguá (PR) refletiram a pressão negativa dos fundamentos globais. No mercado externo, o contrato com vencimento mais próximo na CME Group registrou sua menor média anual desde 2020.

No Brasil, mesmo com o menor estoque de passagem dos últimos quatro ciclos, a colheita acelerada da safra 2024/25 garantiu um volume recorde de 171,48 milhões de toneladas. A quebra no Rio Grande do Sul foi compensada pela produtividade elevada em outras regiões, ampliando a oferta doméstica e dinamizando o mercado spot.

Com esse desempenho, o Brasil respondeu por aproximadamente 40% da produção mundial de soja em 2024/25, estimada em 427,15 milhões de toneladas, segundo o USDA. O cenário internacional também contribuiu para o excesso de oferta: os Estados Unidos colheram 119,04 milhões de toneladas, com avanço de 5%, e a Argentina, 51,1 milhões de toneladas, crescimento de 6% frente ao ciclo anterior.

A política de “retenciones” (impostos de exportação) na Argentina e as disputas comerciais entre China e Estados Unidos adicionaram incertezas ao mercado, influenciando os fluxos de comércio e as decisões de venda. Ainda assim, o comércio global de soja atingiu 184,8 milhões de toneladas em 2024/25, alta de 3,9% em relação ao ciclo anterior.

A China continuou sendo o principal destino da soja brasileira, embora tenha reduzido suas compras totais em 3,5%. O Brasil compensou essa retração com crescimento nas vendas para outros mercados, mantendo a liderança global. Ao todo, o País respondeu por 55,8% das exportações mundiais, segundo dados consolidados até novembro.

Entre os destaques do ano, chamou atenção o crescimento expressivo das importações brasileiras pela Argentina, que ampliou suas compras em 73,5% no período. Esse movimento atípico refletiu a necessidade da indústria argentina diante da recomposição de estoques e mudanças internas.





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