terça-feira, março 17, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Governo do Estado estabelece obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produtores rurais a partir de 5 de janeiro


O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), efetiva a implementação do processo de modernização da documentação fiscal no setor agropecuário no Rio Grande do Sul no início de 2026. A partir do dia 5 de janeiro, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais.

A mudança, que vinha sido implementada em outros Estados, atende à legislação nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Também a partir de 5 de janeiro de 2026, deixa de ser permitido o uso do modelo 4 da Nota Fiscal, o chamado “talão do produtor”.

“Entendemos que, com os adiamentos, os produtores rurais tiveram tempo para fazer uma transição do modelo, saindo do papel para o formato digital. Essa modernização torna o processo de emissão de notas mais ágil e seguro, reduzindo a burocracia e evitando o risco da perda de documentos. O sistema digital também minimiza falhas no preenchimento, já que toda a complexidade tributária fica a cargo da Receita”, explica o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira.

A emissão digital também facilitará a substituição para o novo cenário econômico e fiscal do Brasil, após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente a emissão de notas em papel.

Prazo para adaptação

A adaptação vem sendo feita de forma escalonada no Estado. A obrigatoriedade começou a valer em 2021 para produtores com faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foram abrangidos também aqueles que tiveram receita bruta de R$ 360 mil ou mais com a atividade rural, além de todas as operações interestaduais. Agora, a nova regra passa a contemplar a totalidade dos produtores gaúchos, cujo quantitativo é calculado em cerca de 800 mil.

Em diversos momentos, atendendo a pedidos do setor, a medida foi adiada pela Receita Estadual, subsecretaria vinculada à Secretaria da Fazenda (Sefaz), que coordena a implantação. A elasticidade no prazo vinha sendo tomada para que mais produtores pudessem obter informação sobre o tema e adaptar sua emissão eletrônica. A prorrogação ocorreu, inclusive, em 2024, logo após as enchentes que atingiram fortemente o setor rural.

Como emitir

Em operações interestaduais, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) já era obrigatória. Agora passam a ser exigidas também em operações dentro do Rio Grande do Sul. Caso elas não sejam emitidas, as transações ficam sem documentação fiscal, o que é considerado descumprimento da legislação tributária.

Os produtores rurais têm liberdade para escolher o emissor de nota fiscal que passarão a utilizar. Há soluções oferecidas por associações e por cooperativas, por exemplo. A Sefaz oferece duas alternativas: o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) e o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e).

Simples e gratuito

O NFF pode ser baixado no celular e acessado via login gov.br, e é recomendado pela simplicidade e gratuidade. Para realizar uma operação, basta que os produtores preencham dados como o produto, o nome do(a) cliente e a forma de transporte. A Fazenda oferece acesso ao Manual de Orientação ao Produtor Rural para aprendizado e orientação sobre a utilização da NFF.

À medida que mais usuários vão ingressando na plataforma, mudanças vão sendo incorporadas, como melhorias no layout e disponibilização de novos recursos. Os produtores também podem solicitar, por exemplo, a inclusão de um produto para transação que ainda não está disponível.

Desde 2023, servidores da Receita Estadual têm promovido capacitações para detalhar o uso do app. Em 2024, foram realizados mais de 100 encontros. A informação tem sido replicada por entidades do setor rural para seus associados. Atualmente, mais de 113 mil produtores estão cadastrados na ferramenta, o que representa um crescimento de 789,6% em relação a julho de 2024.

Outra opção para a emissão eletrônica é o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e). Ele é indicado para operações mais complexas, como as emissões relacionadas à exportação. A Receita Estadual trabalha para promover melhorias na plataforma, buscando torná-la mais prática e intuitiva.

 





Source link

News

Preocupações com a safrinha e exportações aquecidas devem elevar preço do milho


Integração lavoura-pecuária ajuda a acumular carbono no solo - milho
Foto: Maria Eugênia/Embrapa

O milho sofreu na B3, mas mostrou resiliência na Bolsa de Chicago na semana passada. As projeções sobre os estoques finais norte-americanos foram reduzidas porque o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa sobre as exportações do país para um recorde de 3,1 bilhões de bushels. Com esse contexto, os preços internacionais ficaram próximos a US$ 4,40/bushel.

Entretanto, no Brasil, o contrato de janeiro de 2026 recuou 2,7% na semana, negociado abaixo de R$ 71,90. De acordo com a plataforma Grão Direto, isso aconteceu porque o mercado futuro local foi pressionado pela percepção de que o plantio da soja dentro da janela ideal garantirá uma safrinha de milho cheia em 2026.

“Apesar da queda na bolsa, o mercado físico segue sustentado por um piso firme de demanda. O setor de etanol de milho e a indústria de proteína animal mantêm o consumo aquecido, evitando quedas bruscas no interior. As exportações brasileiras de dezembro também seguem em bom ritmo, confirmando que o milho nacional continua competitivo e demandado globalmente”, diz a empresa, em nota.

E agora, o que esperar?

A atenção se volta agora para o desenvolvimento da 1ª safra de milho no Sul do Brasil. Diferentemente da soja, o cereal pode estar em fases sensíveis em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As previsões de calor e chuvas abaixo da média para a semana acendem um alerta.

“Problemas na safra de verão podem aquecer os preços regionais e dar suporte à B3 no curto prazo. O ritmo das exportações será um indicador chave. Com o dólar sustentado acima de R$ 5,40, a janela de exportação continua atrativa”, sinaliza a Grão Direto.

De acordo com a plataforma, se os dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmarem volumes robustos, isso ajudará a enxugar a oferta doméstica antes da entrada da safrinha, criando uma barreira contra novas quedas de preço.

Agora, o planejamento da safrinha 2026 começa a influenciar. Com a colheita da soja se aproximando em Mato Grosso, o mercado monitora o ritmo de aquisição de insumos e a intenção de plantio. “Rumores sobre redução de tecnologia devido aos custos podem começar a precificar uma produtividade menor para o ciclo de inverno, fator que tende a ser altista no médio prazo”, destaca a empresa.

Novo cenário de juros

P8IfFWBr-imagem-cifrao-dinheiro-preço

O Fed cortou as taxas de juros nos Estados Unidos (para 3,50%-3,75%), enquanto no Brasil o Copom manteve a Selic em 15%, fator criticado por entidades do setor produtivo.

“Esse diferencial gigantesco de juros mantém o Brasil atrativo para o capital especulativo, segurando o dólar na faixa de R$ 5,40 apesar da força global da moeda norte-americana. Para o produtor, o sinal é de alerta máximo: com a Selic a 15%, o custo de carregar o estoque (custo de oportunidade) é altíssimo (mais de 1% ao mês). Segurar o grão esperando altas moderadas pode significar prejuízo real”, avalia a Grão Direto.

O post Preocupações com a safrinha e exportações aquecidas devem elevar preço do milho apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Fortivance: biotecnologia inédita chega ao Brasil para revolucionar o manejo de pragas


Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences.
Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences.

A GreenLight Biosciences, empresa global de biotecnologia especializada em soluções baseadas em RNA para a agricultura, anuncia a chegada ao Brasil do Fortivance, seu primeiro produto no país. 

A novidade é classificada como maximizador da ação de inseticidas, formulado com ingredientes de origem biológica que aumentam a eficiência dos defensivos e trazem ganhos diretos de produtividade e sustentabilidade para o produtor rural.

“Com muito orgulho, nossa trajetória no agronegócio brasileiro começa com uma inovação que entrega resultados concretos ao produtor rural. Fortivance otimiza cada gota dos inseticidas aplicados, não apenas melhorando suas características físicas de aplicação, mas atuando diretamente na redução da degradação da molécula química, mantendo os ativos mais estáveis e biodisponíveis para sua ação eficaz diretamente na praga. Com isso, oferecemos ao agricultor mais eficiência no controle, menos desperdício e maior retorno sobre o investimento”, afirma Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina.

Atuação do Fortivance

Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina (Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences).
Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina (Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences).

O Fortivance é composto principalmente por óleo metilado de soja e beta-glucanos, substâncias de origem natural que atuam diretamente no trato digestivo das pragas, como lagartas e percevejos.

“Ele é classificado como adjuvante porque, sozinho, não mata nenhuma praga. Ele sempre vai em parceria com um inseticida. Por isso, é um adjunto para melhorar a performance daquele inseticida. O que o diferencia é que ele não atua apenas na aplicação, espalhabilidade ou cobertura. A principal característica é potencializar e maximizar o efeito do inseticida”, explicou Zorzetto.

A executiva detalha o mecanismo de ação. “O beta-glucano adere ao trato digestivo da lagarta e interfere no pH do líquido que ela tem ali dentro. Uma das maneiras que as lagartas encontraram de sobreviver foi aumentando a alcalinidade do trato digestivo. O que a gente faz é tirar essa defesa: trazemos o pH para níveis mais neutros, entre 7,5 e 8, otimizando a ação do inseticida. Assim, a molécula química deixa de ser degradada e a praga morre com mais eficiência.”

Segundo Zorzetto, ensaios de campo indicam até 25% mais controle de pragas quando o Fortivance é aplicado junto ao inseticida. “Em todos os testes que fizemos, sempre houve ganho de performance. O mínimo que observamos foi entre 20% e 25% de eficiência adicional, e em algumas áreas, chegamos a 50%”, destacou.

Sustentabilidade e eficiência no manejo

Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences.

Além do ganho técnico, o Fortivance traz benefícios ambientais diretos, alinhados às práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP).

“O foco da GreenLight é trazer soluções sustentáveis e eficazes para o agricultor. No caso do Fortivance, ele é composto apenas por produtos naturais e biodegradáveis. Ao potencializar o efeito do inseticida, ele permite que o agricultor aplique menos vezes, use menos produto e gaste menos diesel. Isso reduz o impacto ambiental e amplia a janela de aplicação. Ele também melhora a performance de produtos biológicos, atuando bem tanto com químicos quanto com biológicos”, afirmou a diretora.

Zorzetto destaca ainda a praticidade do produto no campo. “Ele tem dois anos de validade, não precisa de refrigeração e se integra facilmente à calda de aplicação. É compatível com outros produtos e homogeneiza bem”.

Desempenho comprovado em diversas culturas

Hoje, o Fortivance já foi testado em mais de 300 áreas no Brasil, abrangendo cerca de 1 milhão de hectares em diferentes regiões e culturas, como soja, milho, algodão, café, citros, cana e tomate.

“O produto tem mostrado resultados consistentes em todas as situações. Ele se adapta muito bem a diversas culturas e pragas, tanto mastigadoras, como lagartas, quanto sugadoras, como percevejos. Ele realmente entrega o que promete”, afirmou Zorzetto.

Novas soluções à vista

A chegada do Fortivance marca o início da operação da GreenLight Biosciences no Brasil, país que a empresa considera estratégico para o avanço de suas soluções biotecnológicas.

“O produtor pode esperar um compromisso muito grande da GreenLight em trazer soluções eficazes para o campo. O Fortivance nasceu a partir de projetos de RNA desenvolvidos em nossos laboratórios. Vimos que essa formulação melhorava a performance das moléculas naturais e decidimos disponibilizá-la ao agricultor. Em breve, teremos novos produtos voltados para diferentes culturas e desafios, inclusive soluções de RNA para grandes lavouras como soja, milho e algodão”, destacou.

Zorzetto reforça que a chegada da empresa é resultado de um trabalho estruturado. “A GreenLight está há mais de 18 anos no mercado, nasceu nos Estados Unidos e está no Brasil desde 2023. É uma empresa ética, focada no agricultor e comprometida em unir ciência avançada com respeito ao meio ambiente. Acreditamos que o futuro da agricultura está nessa união”.

O post Fortivance: biotecnologia inédita chega ao Brasil para revolucionar o manejo de pragas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

AgRural: plantio da safra de soja 25/26 no Brasil alcança 97%


plantio da soja segundo usda
Foto: Pixabay

O plantio da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 97% da área estimada até quinta-feira passada (11), em comparação com 94% na semana anterior, segundo levantamento da AgRural. “O destaque da semana passada foi a regularização das chuvas no país, que favoreceu o avanço das máquinas sobre os últimos talhões e melhorou as condições de desenvolvimento das lavouras”, comentou a consultoria.

  • Confira todas as notícias mais recentes sobre a soja: faça parte da comunidade Soja Brasil! 

Com volumes expressivos de chuva alcançando praticamente todas as regiões produtoras, a umidade do solo apresentou melhora significativa tanto em áreas onde o plantio ainda está em andamento, como no Rio Grande do Sul e em partes do Matopiba, quanto em regiões onde a safra já entra em fases decisivas de definição de produtividade, como áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Paraná, avaliou a AgRural.

Além disso, a previsão de novas precipitações associadas a temperaturas favoráveis nos próximos dias traz maior tranquilidade aos produtores e reduz, ao menos no curto prazo, os riscos climáticos para o desenvolvimento das lavouras.

Milho 

Segundo a AgRural, a semeadura do milho verão 2025/26 está encerrada no Centro-Sul do Brasil, e agora as atenções estão concentradas no clima e no desenvolvimento das lavouras.

“O retorno das chuvas ao Sul do País levou alívio aos produtores na semana passada, embora o Rio Grande do Sul já tenha perdas consolidadas em algumas áreas por causa da estiagem de novembro”, concluiu a empresa.

O post AgRural: plantio da safra de soja 25/26 no Brasil alcança 97% apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

STF retoma julgamento do marco temporal; Gilmar Mendes vota pela inconstitucionalidade


gilmar mendes - bolsa família - teto de gastos
O ministro Gilmar Mendes | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento das ações que discutem a validade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. A análise ocorre em sessão extraordinária no plenário virtual, aberta nesta semana e prevista para seguir até quinta-feira.

A retomada do julgamento foi solicitada pelo ministro Gilmar Mendes, relator dos processos. Após uma semana dedicada à oitiva das partes em sessões presenciais, a expectativa inicial era de que o tema só voltasse à pauta no próximo ano. No entanto, o ministro decidiu antecipar a deliberação.

Gilmar Mendes foi o primeiro a votar e se manifestou a favor da inconstitucionalidade do trecho da lei aprovada pelo Congresso que estabelece o marco temporal como critério para demarcação das áreas indígenas. Com a abertura da sessão virtual, os demais 10 ministros poderão registrar seus votos sobre o tema.

O STF já havia considerado a tese do marco temporal inconstitucional em 2023, decisão que segue como referência no atual julgamento.

O post STF retoma julgamento do marco temporal; Gilmar Mendes vota pela inconstitucionalidade apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Prévia do PIB desacelera nos 12 meses até outubro, diz Banco Central


dinheiro moeda recurso, inflação, PIB, juros - g20 - faesp - fmi, agro
Foto: Pixabay

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 2,52% nos 12 meses encerrados em outubro, na série sem ajuste sazonal, informou a autarquia nesta segunda-feira (15). É uma desaceleração frente ao mesmo período até setembro, quando a alta era de 3,07% (revisado, de 3,0%).

O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor, cresceu 1,82% – também desacelerando frente ao mesmo intervalo de tempo até setembro, quando avançava 2,37% (revisado, de 2,34%). O indicador da agropecuária acumulou alta de 13,26% nos 12 meses até outubro contra 13,58% (revisado, de 13,54%) no mesmo período até o mês anterior.

Também em 12 meses, a taxa acumulada pelo IBC-Br da indústria passou de 1,93% (revisado, de 1,95%) para 1,44%. O índice de serviços passou de 2,53% (revisado, de 2,48%) para 2,07%.

A alta do indicador de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – passou de 2,44% (revisado, de 2,42%) para 1,43%.

Resultado no acumulado de 2025

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o IBC-Br total cresceu 2,41% na comparação com o mesmo período de 2024.

O índice ex-agropecuária avançou 1,66%, enquanto o indicador próprio do agro teve alta de 13,72%. A indústria subiu 1,48%; os serviços, 1,91%; e os impostos, 0,99%.

Desempenho do índice no trimestre

No trimestre móvel encerrado em outubro, na série com ajuste sazonal e frente aos três meses anteriores, o IBC-Br total caiu 0,21%. O índice ex-agropecuária recuou 0,22%, e o específico do agro, recuou 1,86%. A indústria caiu 0,85%; os serviços subiram 0,03%; enquanto os impostos cederam 0,71%.

Considerando o mesmo período, mas frente ao trimestre móvel de agosto a outubro de 2024 e na série sem ajuste sazonal, o IBC-Br total cresceu 0,95%. O índice ex-agropecuária teve alta de 0,81%, e o específico do agro, de 4,66%. A indústria avançou 0,37%; os serviços, 1,35%; e os impostos caíram 0,63%.

O post Prévia do PIB desacelera nos 12 meses até outubro, diz Banco Central apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Brasil fecha acordos com Japão, Eurásia e Nicarágua para ampliar exportações do agro


Apex, castanha
Foto: Agência Brasil

O governo brasileiro concluiu negociações fitossanitárias com a União Econômica Euroasiática, o Japão e a Nicarágua, ampliando o acesso de novos produtos agropecuários brasileiros a esses mercados. As autorizações envolvem desde itens nativos do Cerrado até produtos processados e grãos, reforçando a estratégia de diversificação das exportações do país.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as aberturas fortalecem a presença do Brasil em mercados relevantes e com alto potencial de consumo, além de ampliar oportunidades para produtos com maior valor agregado.

Castanha de baru entra no mercado da União Econômica Euroasiática

No caso da União Econômica Euroasiática, as autoridades fitossanitárias aprovaram a exportação da castanha de baru brasileira. A oleaginosa é nativa do Cerrado e tem papel importante na geração de renda para comunidades locais, além de amplo potencial de uso alimentar, com polpa e amêndoa comestíveis.

O bloco reúne mais de 183 milhões de habitantes e é formado por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia. Em 2024, esses países importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para soja, carnes e café, de acordo com dados oficiais citados pelo Mapa.

Japão autoriza frutas congeladas e desidratadas do Brasil

Já no Japão, as autoridades fitossanitárias confirmaram a liberação para a exportação de frutas congeladas e frutas desidratadas brasileiras. A abertura é considerada estratégica por ampliar as vendas de produtos processados, que têm maior valor agregado.

O mercado japonês apresenta crescimento da demanda por frutas processadas, tanto no varejo quanto na indústria de alimentos. O país, que possui cerca de 124 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, segundo o Ministério da Agricultura.

Nicarágua libera arroz beneficiado brasileiro

Na América Central, a Nicarágua autorizou a exportação de arroz beneficiado do Brasil. O país tem cerca de 6,9 milhões de habitantes e importou, entre janeiro e novembro deste ano, aproximadamente US$ 55 milhões em produtos agropecuários brasileiros, volume 8,5% superior ao registrado em 2024, conforme dados divulgados pelo Mapa.

Mais de 500 aberturas de mercado desde 2023

Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro chega a 507 aberturas de mercado desde o início de 2023, consolidando o avanço da diplomacia sanitária do país.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os resultados reforçam a estratégia de diversificação de destinos e de produtos, incluindo itens de maior valor agregado, e são fruto do trabalho conjunto entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O governo avalia que a ampliação do acesso a novos mercados contribui para reduzir riscos comerciais, fortalecer cadeias produtivas regionais e ampliar a competitividade do agro brasileiro no cenário internacional.

O post Brasil fecha acordos com Japão, Eurásia e Nicarágua para ampliar exportações do agro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 25/26!


soja, colheita
Soja. Foto: Embrapa

Foi dada a largada: já estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da safra de soja 2025/26 no Brasil. A cerimônia será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional (TO). Para se inscrever, basta acessar o link.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

A iniciativa celebra o início da colheita da principal cultura agrícola do país e destaca a importância econômica e social da soja para o Brasil. Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. ” O estado de Tocantins se consolidou como um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade, e o evento reconhece o trabalho dos produtores que impulsionam o desenvolvimento do país”, aponta a presidente.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também ressalta a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Na avaliação dele, a cada safra o estado se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo.

Faça parte

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.

O post Estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 25/26! apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Focus: Mercado financeiro reduz projeção para a inflação pela 5ª semana seguida


Economia, Moeda Real,Dinheiro, Calculadora
Foto: Reprodução

O mercado financeiro reduziu novamente as projeções para a inflação em 2025 e manteve um cenário de juros elevados e crescimento econômico moderado para 2026. Os dados constam no Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, com base nas expectativas de analistas do mercado.

Para 2025, a mediana das projeções do IPCA caiu para 4,36%, abaixo da estimativa de quatro semanas atrás. O movimento reforça a percepção de desaceleração gradual da inflação, ainda que o índice siga acima do centro da meta. Em 2026, a expectativa também recuou, passando para 4,10%, indicando um processo de desinflação mais consistente ao longo do próximo ano.

Selic, PIB e dólar; O que esperar?

Apesar da melhora nas projeções inflacionárias, o mercado segue cauteloso em relação à política monetária. A Selic para 2025 permanece em 15% ao ano, refletindo a avaliação de que os juros devem seguir em patamar restritivo por mais tempo. Para 2026, a taxa básica é projetada em 10,50%, sem alterações nas últimas semanas.

No campo da atividade econômica, o crescimento esperado para 2025 ficou estável em 2,25%. Já para 2026, a projeção indica uma desaceleração, com o PIB avançando 1,80%. O cenário combina juros ainda elevados, crédito mais caro e ajustes fiscais, fatores que limitam um crescimento mais forte.

No câmbio, o mercado manteve as estimativas praticamente inalteradas. A projeção é de dólar em R$ 5,40 ao fim de 2025 e em R$ 5,50 em 2026. A leitura é de um real pressionado por incertezas fiscais internas e pelo cenário internacional, mas sem expectativa de movimentos bruscos no curto prazo.

Previsão para as contas externas

As contas externas seguem com saldo comercial positivo. A balança comercial deve fechar 2025 com superávit de US$ 62,85 bilhões e avançar para US$ 66,20 bilhões em 2026. Ainda assim, o déficit em conta corrente continua elevado, refletindo o ritmo de importações e remessas ao exterior.

Já no campo fiscal, a dívida líquida do setor público deve alcançar 65,97% do PIB em 2025 e subir para 70,27% em 2026. O resultado primário permanece negativo nos dois anos, o que mantém o tema fiscal no centro das atenções do mercado.

O post Focus: Mercado financeiro reduz projeção para a inflação pela 5ª semana seguida apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Recuperação judicial no agro aumenta mais uma vez; confira dados do 3º trimestre


crédito rural, CNA, dívida, dívidas
Foto: Mapa/divulgação

O agronegócio brasileiro registrou um novo aumento nos pedidos de recuperação judicial no terceiro trimestre de 2025. Dados da Serasa Experian, divulgados nesta segunda-feira (15), mostram que o setor somou 628 requisições, o maior volume desde 2021.

Esse número é mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024, quando foram feitos 254 pedidos. O crescimento indica um cenário mais difícil no acesso ao crédito para produtores rurais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, e empresas ligadas à cadeia produtiva do agro.

Pressão no campo

Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, analisa que o aumento dos pedidos reflete a dificuldade de produtores e empresas em manter o fluxo de caixa e honrar os compromissos financeiros. Ele destaca que a falta de ajustes em custos e patrimônio, aliada a expansões mal planejadas, tem contribuído para o agravamento da situação financeira no setor.

O executivo reforça ainda a importância da análise de crédito de qualidade, com dados precisos, para evitar a inadimplência e reduzir os riscos no mercado.

Estados com maior demanda

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso liderou o número de pedidos de recuperação judicial no período, seguido por Goiás e Paraná. Esses estados, que concentram grande parte da produção agropecuária, apresentam uma elevada demanda por crédito, o que torna o setor mais vulnerável a dificuldades financeiras.

Produtores pessoas físicas em destaque

Os produtores rurais na categoria pessoa física foram responsáveis por 255 pedidos no terceiro trimestre de 2025, um aumento significativo em relação aos 106 pedidos registrados no mesmo período de 2024. A maior parte das solicitações foi feita por produtores arrendatários ou vinculados a grupos econômicos e familiares. Pequenos e médios produtores também apresentaram um número considerável de requisições.

Pessoas jurídicas e empresas do agro

No recorte de pessoas jurídicas, 242 pedidos foram feitos por produtores rurais no trimestre, principalmente por aqueles que atuam no cultivo de soja (156 pedidos) e na criação de bovinos (45 pedidos). Além disso, as empresas diretamente ligadas ao agronegócio somaram 131 solicitações, com destaque para o comércio atacadista de produtos agropecuários primários, com 31 pedidos.

O post Recuperação judicial no agro aumenta mais uma vez; confira dados do 3º trimestre apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link