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Foto: Divulgação
O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com preços estáveis, mas inferiores aos registrados no mesmo período de 2024, sinalizando menor atratividade ao produtor.
Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), as principais praças gaúchas mantiveram os preços entre R$ 54,00 e R$ 55,00/saca, enquanto no Paraná os valores variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00.
Há um ano, os preços no Rio Grande do Sul estavam entre R$ 65,00 e R$ 66,00/saca, enquanto no Paraná o trigo valia R$ 72,00, confirmando uma desvalorização nas principais regiões produtoras.
A tendência de ampla oferta nacional e importações baratas pressiona o mercado, mantendo a margem do produtor sob pressão. A estabilidade internacional também colabora com o cenário doméstico sem grandes movimentações, dificultando novas valorizações até o fechamento do ciclo.
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Foto: Leonardo Gottems
Mesmo com queda nas cotações em Chicago, a soja ainda apresenta valorização frente ao mesmo período de 2024, sustentada pelo elevado esmagamento nos Estados Unidos.
A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) informa que a cotação da soja em Chicago fechou a semana em US$ 10,52/bushel, acumulando queda nas últimas duas semanas, mas permanecendo acima dos US$ 9,51 registrados um ano antes.
O destaque é o esmagamento recorde nos EUA, que atingiu 5,88 milhões de toneladas em novembro — aumento de 11,8% em relação a 2024. Os estoques de óleo de soja subiram 40%, alcançando o maior volume em sete meses.
Apesar da pressão nas cotações, o mercado spot se aqueceu com aumento na demanda nos portos brasileiros, o que ajudou a segurar os preços locais. A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente com a entrada da nova safra sul-americana a partir de janeiro.
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Esse cenário ganha relevância prática – Foto: USDA
O mercado de milho em Mato Grosso atravessa um momento de expectativa, influenciado por movimentos recentes de preços e por decisões estratégicas que começam a ser tomadas para o próximo ciclo. Segundo análise de Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries, a comparação com o comportamento observado no fim do ano passado ainda pesa na percepção do produtor, mas ignora mudanças relevantes no cenário atual.
Em dezembro do ano passado, o milho no estado era negociado cerca de R$ 9 por saca acima dos níveis atuais, período que marcou o início de uma trajetória de valorização que levou as cotações a quase R$ 75 por saca, considerado o teto de 2025. Essa memória recente sustenta a expectativa de uma nova reação dos preços, especialmente diante da visão de que a demanda da indústria de etanol de milho segue estruturalmente firme.
No entanto, a avaliação aponta que o contexto mudou de forma significativa. A safra de 2025 foi recorde tanto em Mato Grosso quanto no Brasil, enquanto as exportações ficaram abaixo do potencial esperado. Além disso, houve uma recomposição relevante dos estoques, alterando o equilíbrio entre oferta e demanda observado anteriormente.
Na análise apresentada, os estoques de passagem no estado devem se mostrar significativamente mais confortáveis em 2026 do que no primeiro semestre deste ano. Esse fator tende a modificar de maneira importante a dinâmica de formação de preços ao longo do ciclo, reduzindo a probabilidade de movimentos semelhantes aos registrados no período anterior.
Esse cenário ganha relevância prática porque dezembro e janeiro concentram decisões críticas relacionadas ao plantio da safrinha. É nesse momento que são definidas áreas adicionais e feitos ajustes no nível de tecnologia empregado, variáveis diretamente influenciadas pelos sinais de preço emitidos pelo mercado agora. A leitura desses sinais, portanto, pode ser determinante para o planejamento do produtor e para o comportamento da oferta no próximo ciclo.
Queda histórica nos preços dos ovos em dezembro devido ao excesso de oferta
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Foto: Pixabay
Os preços dos ovos atravessam dezembro com quedas em torno de 5% em relação ao mês anterior e de expressivos 20% no comparativo anual, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, em algumas regiões, a média atual está no menor patamar real (deflacionamento pelo IGP-DI de nov/25) para um mês de dezembro desde 2022. Pesquisadores explicam que a pressão vem sobretudo da oferta acima da demanda.
Além disso, o ritmo de vendas, que já é menor neste período de fim de ano, está ainda mais lento. Na tentativa de limitar os recuos nos preços, agentes do setor consultados pelo Cepea relatam a intensificação do descarte de poedeiras mais velhas, como estratégia para reduzir a oferta interna de ovos. Ainda assim, segundo colaboradores, não há espaço no curto prazo para reações positivas nos valores, diante do mercado enfraquecido.
As exportações brasileiras de carne bovina registraram forte avanço em novembro de 2025, com crescimento de 50% na receita em relação ao mesmo mês do ano anterior. No período, os embarques de carne bovina in natura e industrializada, miudezas comestíveis e outros subprodutos totalizaram US$ 1,874 bilhão, terceiro melhor resultado mensal do ano, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).
Em volume, as exportações alcançaram 361.885 toneladas, alta de 30% na comparação anual. Os números foram compilados a partir das estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Com apenas o mês de dezembro ainda a ser contabilizado, o setor caminha para um novo recorde histórico em 2025, com receitas que devem superar US$ 18 bilhões e embarques próximos de 4 milhões de toneladas. De janeiro a novembro, as exportações já somam US$ 16,53 bilhões, avanço de 37,5%, com volume de 3,51 milhões de toneladas, alta de 19%.
China amplia participação e eleva preços médios
A China segue como o principal destino da carne bovina brasileira. Até novembro, as vendas para o mercado chinês cresceram 48% em valor, alcançando US$ 8,03 bilhões, com embarques de 1,499 milhão de toneladas, alta de 23,65%.
Com isso, a participação da carne bovina in natura destinada à China subiu para 54% do total exportado, ante 51% no mesmo período do ano passado. Os preços médios também avançaram de forma significativa, com alta de 19,5%, passando de US$ 4.482 por tonelada, em 2024, para US$ 5.355 por tonelada em 2025.
Segundo a Abrafrigo, a valorização reflete o movimento de alta do boi gordo no mercado interno, influenciado por mudanças no ciclo pecuário, que indicam oferta mais restrita de matéria-prima e preços mais elevados nos próximos meses. O cenário, no entanto, é acompanhado com atenção devido à investigação de salvaguardas conduzida pelo governo chinês, cujo resultado está previsto para 26 de janeiro de 2026.
Estados Unidos ainda sentem impacto das tarifas
Os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, ainda não retomaram plenamente o ritmo de compras após as tarifas adicionais aplicadas entre agosto e novembro deste ano. Em novembro, as exportações de carne bovina in natura para o país recuaram 58,6%, somando US$ 62 milhões.
Também houve queda nas vendas de carne bovina industrializada (-48%, para US$ 22,2 milhões) e de sebo industrializado (-56,8%, para US$ 8,09 milhões). Apesar disso, no acumulado de janeiro a novembro, as vendas totais para os Estados Unidos cresceram 26,65%, atingindo US$ 1,889 bilhão.
A expectativa do setor é de retomada das exportações a partir de dezembro, com a retirada total das tarifas adicionais pelo governo norte-americano.
União Europeia mantém crescimento, mas com desafios regulatórios
Considerada como um único mercado, a União Europeia ocupa a terceira posição entre os maiores compradores da carne bovina brasileira. No acumulado até novembro, as exportações para o bloco cresceram 70,9% em receita e 52% em volume, totalizando US$ 946,9 milhões e 116,3 mil toneladas.
Os preços médios de exportação para o mercado europeu atingiram US$ 8.380 por tonelada, um dos maiores entre os destinos. O bloco respondeu por 3,3% do volume e 5,7% da receita total das exportações brasileiras de carne bovina no período.
Apesar das expectativas positivas com a possível assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, prevista para janeiro de 2026, o setor acompanha com cautela as discussões sobre regras de salvaguarda e novas exigências ambientais, como a Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), que impõe critérios rigorosos de rastreabilidade.
México, Chile e Rússia ampliam compras
Entre os principais mercados individuais, o Chile aparece na terceira posição, com crescimento de 41,9% na receita em 2025, somando US$ 654,6 milhões, e alta de 22,1% no volume. O México teve o avanço mais expressivo, com crescimento de 207% em valor e 162,7% em volume, alcançando US$ 619 milhões.
A Rússia também ampliou significativamente suas compras, com alta de 77,8% na receita, totalizando US$ 500 milhões. Outro destaque foi a Indonésia, que quase quadruplicou o volume importado e mais que triplicou a receita em relação a 2024.
Ao todo, 179 países importaram carne bovina brasileira em 2025. Desse total, 137 mercados aumentaram suas compras, enquanto 42 reduziram os volumes, reforçando a ampla diversificação dos destinos e o forte desempenho do setor ao longo do ano.
O Conselho Monetário Nacional regulamentou a nova linha de financiamento voltada à compra de caminhões para renovação da frota nacional. A medida autoriza operações de crédito de até seis bilhões de reais, com recursos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A linha foi criada por medida provisória publicada nesta semana e teve as regras detalhadas em reunião extraordinária do CMN, nesta sexta-feira (19). O objetivo é estimular a substituição de veículos mais antigos por modelos mais eficientes.
Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa não gera impacto fiscal primário. Os financiamentos são reembolsáveis, sem garantia da União, e o risco de crédito fica com as instituições financeiras que concederem os empréstimos.
Como vai funcionar o financiamento
A linha será operada exclusivamente de forma indireta pelo BNDES, por meio de bancos e agentes financeiros credenciados. Os recursos combinam o limite autorizado pela medida provisória com capital próprio do banco de fomento.
As operações poderão ser contratadas até trinta de junho de dois mil e vinte e seis. Cada mutuário poderá acessar financiamentos de até cinquenta milhões de reais, respeitando as condições estabelecidas na resolução.
O prazo máximo para pagamento é de sessenta meses, com possibilidade de até seis meses de carência. Durante esse período inicial, não será permitida a capitalização de juros, regra que limita o crescimento do saldo devedor.
Objetivos econômicos e logísticos
De acordo com a equipe econômica, a principal motivação da linha é a idade elevada da frota de caminhões em circulação no país. Veículos mais antigos tendem a gerar maiores custos de manutenção e consumo de combustível.
A renovação da frota é vista como um fator relevante para aumentar a eficiência logística, melhorar a segurança nas estradas e reduzir emissões de poluentes. Esses pontos têm impacto direto no custo do transporte de cargas.
O Ministério da Fazenda também destaca que a medida responde ao enfraquecimento recente do setor de caminhões. Ao longo de dois mil e vinte e cinco, a produção e as vendas registraram queda, refletindo o cenário econômico mais restritivo.
Especialistas do setor avaliam que o acesso a crédito com prazos mais longos pode ajudar empresas de transporte e produtores rurais a reorganizar investimentos. A expectativa é que a linha contribua para reativar parte da demanda, sem comprometer o equilíbrio fiscal.
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou no início da tarde desta sexta-feira (19) o parecer do relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2026. O texto agora deve ser analisado em sessão do Congresso Nacional marcada para esta tarde.
O relatório preliminar prevê despesas totais de R$ 6,5 trilhões e meta de superávit de R$ 34,2 bilhões, que será cumprida se o déficit for zero ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.
Do total de despesas, R$ 6,3 trilhões são direcionados aos orçamentos fiscal e da seguridade social (OFSS) e R$ 197,9 bilhões, ao orçamento de investimento das estatais. O limite de gastos para os ministérios e os demais Poderes passou a ser de R$ 2,4 trilhões.
O texto destaca ainda que 28% do OFSS serão destinados exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública, o que equivale a R$ 1,82 trilhões. Esse montante envolve a amortização do principal da dívida contratual ou mobiliária com recursos obtidos por novas operações de crédito (emissão de títulos).
Segundo o parecer, descontado o refinanciamento da dívida, a receita estimada para o próximo ano é de R$ 4,5 trilhões, sendo R$ 3,27 trilhões (72,6%) provenientes de receitas correntes e R$ 1,238 trilhão (27,4%), de receitas de capital.
O salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, R$ 10 abaixo da estimativa inicial do governo. Para 2026, também haverá uma despesa extra com o fundo eleitoral, programado em cerca de R$ 5 bilhões.
Emendas
O relatório prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse total, cerca de R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas, de pagamento obrigatório.
As emendas individuais, dos deputados e senadores, somam R$ 26,6 bilhões; as de bancada, destinadas às bancadas estaduais, ficaram com R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, somam R$ 12,1 bilhões.
Um montante de R$ 11,1 bilhões está previsto no parecer como parcelas adicionais, para despesas discricionárias e para projetos selecionados no Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC).
Pauta
Além do Orçamento para o próximo ano, a pauta da sessão do Congresso inclui 20 projetos de lei que abrem créditos adicionais no Orçamento de 2025.
Entre eles estão o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 6/2025, que destina R$ 8,3 bilhões para a constituição do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais, previsto na reforma tributária; e o PLN 18/2025, que abre crédito suplementar de R$ 3 milhões para a Companhia Docas do Ceará. Os recursos, resultantes de cancelamento de outras dotações, serão usados para aquisição de equipamentos e para estudos náuticos de manobrabilidade e navegabilidade necessários para o recebimento de navios porta-contêiner.
Fiscais de receitas estaduais apreenderam, na quinta-feira (18), 50 cabeças de gado avaliadas em R$ 300 mil, na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi, da Secretaria da Fazenda (Sefa), em Cachoeira do Piriá, no nordeste do estado. A carga saiu de Cedro, em Pernambuco, e tinha como destino o município de São Félix do Xingu, no Pará.
Durante a análise da documentação fiscal, os fiscais constataram que a nota apresentada indicava como responsável uma pessoa física, com inscrição estadual registrada como “isento”. No entanto, segundo o coordenador Gustavo Bozola, a quantidade e o valor da operação caracterizavam intuito comercial, além da ausência de destaque do imposto na documentação.
O fiscal explicou ainda que a consulta aos sistemas da Secretaria da Fazenda do Estado do Pará apontou que o comprador possui inscrição estadual ativa, situação incompatível com a informação declarada no documento fiscal.
No Conhecimento de Transporte (CTe) emitido para respaldar a operação de transporte consta a inscrição estadual do adquirente. Foi lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD), com lançamento de imposto e multa no valor total de R$ 37.800,00, nos termos da legislação tributária vigente.
A votação do orçamento de 2026 ocorreria ao meio dia desta sexta-feira (19), mas foi adiada para a tarde, sem horário divulgado. No entanto, o senador Efraim Filho antecipou que o agronegócio foi preservado no texto, com reforços nas ações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a derrubada da proposta de aumento na taxação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), uma das principais fontes de financiamento do setor.
“O orçamento brasileiro para 2026 teve muita atenção a todos os setores produtivos brasileiros, indústria, comércio e, logicamente, o agro, que é o motor da economia brasileira, com os melhores saldos de nossa balança comercial. Então, dentro do orçamento do Ministério da Agricultura, nós conseguimos incrementar as ações que são voltadas a esse setor produtivo”, conta.
De acordo com o parlamentar, outra conquista foi o não contingenciamento de recursos como o seguro-safra e o seguro-rural. “São temas que merecem ser sempre preservados para dar planejamento, estabilidade e previsibilidade para quem é produtor.”
Segundo Efraim Filho, essas medidas impedem qualquer acréscimo de carga tributária da porteira para dentro. “Nossa preocupação é da porteira para fora. Às vezes a burocracia é excessiva, a carga tributária complexa e nisso nós podemos contribuir na presidência da CMO [Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização] para evitar qualquer prejuízo na relação junto ao agro”, destaca.
O governo federal avançou nas discussões para retomar as exportações de pescado do Brasil para a União Europeia, mercado fechado desde 2017. O tema foi tratado em reunião técnica entre os ministérios da Agricultura e Pecuária e da Pesca e Aquicultura, nesta quinta-feira (18). O foco está no atendimento às exigências sanitárias e na preparação do setor para uma futura auditoria europeia.
Participaram do encontro os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura, e André de Paula, da Pesca. Segundo eles, a reabertura é estratégica para ampliar mercados e dar previsibilidade ao setor produtivo.
De acordo com o Ministério da Agricultura, a retomada das vendas para a União Europeia depende da validação dos controles sanitários aplicados ao pescado brasileiro. A expectativa do governo é receber, no primeiro semestre de 2026, uma auditoria europeia em plantas frigoríficas do setor.
Carlos Fávaro afirmou que a reabertura do mercado europeu está entre as prioridades da pasta. Segundo ele, a auditoria será uma etapa decisiva para demonstrar que o Brasil atende aos critérios exigidos pelo bloco.
Desde 2023, técnicos dos dois ministérios mantêm diálogo contínuo com a autoridade sanitária europeia. Nesse período, foram adotadas medidas para adequar embarcações pesqueiras às normas higiênico-sanitárias exigidas para exportação à União Europeia e ao Reino Unido.
Grupo de trabalho e participação do setor
Como encaminhamento da reunião, os ministérios decidiram criar um grupo de trabalho interministerial. A proposta é reunir governo e setor produtivo para organizar ações e preparar o país para a retomada das exportações.
O grupo contará com apoio da Câmara Setorial da Produção e Indústria dos Pescados. A ideia é alinhar procedimentos, identificar pontos de ajuste e estruturar a missão técnica necessária para a reabertura do mercado.
Para o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, o trabalho conjunto é essencial para garantir organização e planejamento. Segundo ele, o esforço será coletivo, com participação direta da cadeia produtiva.
Mercado europeu segue suspenso
As exportações brasileiras de pescado para a União Europeia estão suspensas há mais de sete anos. A interrupção ocorreu após questionamentos do bloco sobre controles sanitários e rastreabilidade da produção.
Desde então, o acesso ao mercado europeu tem sido tratado como um dos principais desafios do setor pesqueiro nacional. A avaliação do governo é que o avanço nas adequações técnicas pode abrir caminho para a retomada das vendas externas, sem estabelecer prazos definitivos.