domingo, março 15, 2026

Autor: Redação

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Nova frente fria e baixa pressão do Paraguai devem causar temporais


tempo - nuvens carregadas - inmet frente fria - chuva
Foto: Inmet/Reprodução

Terça-feira de instabilidades na maior parte do país. Frente fria sobre o Sul e fenômeno climático vindo do Paraguai são os destaques do dia. Confira a previsão feita pelos meteorologistas da Climatempo:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

As instabilidades associadas a uma nova frente fria seguem bloqueadas na Região Sul do país, e as pancadas de chuva devem ocorrer desde o começo do dia no Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, as precipitações se espalham mais pelo estado, provocando chance de temporais. Também chove em áreas da metade leste de Santa Catarina e do Paraná, além do leste catarinense, de maneira fraca a moderada.

Sudeste

A atuação de um bloqueio atmosférico na Região segue garantindo um tempo mais firme em grande parte da Região. Com a atmosfera mais aquecida, há chance de chuva em algumas áreas, além da influência marítima. No noroeste e leste de Minas Gerais, além de grande parte do Espírito Santo, chove de maneira fraca a moderada intensidade ao longo do dia. As temperaturas seguem elevadas nos quatro estados.

Centro-Oeste

As instabilidades seguem ocorrendo desde o início do dia pelos estados, e à tarde as pancadas de chuva ganham força. A presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai deve favorecer as instabilidades em algumas áreas. Chove de maneira moderada a forte intensidade pelo Mato Grosso, grande parte de Goiás e metade oeste de Mato Grosso do Sul, e há chance de temporais em alguns pontos.

Nordeste

As instabilidades devem diminuir significativamente no Maranhão e no Piauí, e a chuva deve ocorrer de maneira mais fraca a moderada intensidade, além do oeste da Bahia. No Ceará, também há chance de chuva em grande parte do estado, além do oeste de Pernambuco e da Paraíba. No sul do território baiano e ao longo da faixa litorânea, chove de maneira mais fraca, enquanto no restante da Região o tempo segue mais firme.

Norte

O tempo volta a ficar mais instável pela Região. No Amazonas e no Acre, as pancadas de chuva devem aumentar em relação ao dia anterior, além de Rondônia e da metade oeste do Pará, onde pode chover de maneira moderada a forte intensidade. No Amapá e no Tocantins, as instabilidades seguem ocorrendo, e em Roraima o dia deve seguir com tempo mais aberto na maior parte da Região.

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Produção de leite ganha diretrizes da Embrapa para reduzir emissões e ampliar sequestro de carbono


Novos protocolos da Embrapa estabelecem práticas de baixo carbono na pecuária de leite
Foto: Gisele Rosso/Embrapa

A produção de leite no Brasil acaba de ganhar um conjunto de ferramentas estratégicas para enfrentar um dos maiores desafios do agro contemporâneo: a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). A Embrapa desenvolveu três protocolos técnicos que atuam diretamente nos principais pontos de geração de emissões da atividade leiteira, ao mesmo tempo em que estimulam o sequestro de carbono no solo.

Os protocolos tratam de boas práticas para a mitigação da emissão de metano dos bovinos; para a redução da emissão de amônia e óxido nitroso no solo; e de manejo de solos para acúmulo de carbono.

Eles integram a publicação lançada pela Embrapa Pecuária Sudeste e são resultado de anos de pesquisa científica aplicada. As diretrizes abordam desde o manejo dos animais até a gestão do solo e do uso de fertilizantes, com foco em eficiência produtiva, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica para o produtor rural.

Segundo estimativas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com base em dados de 2022, o setor agropecuário responde por 30,5% das emissões brasileiras de GEE. Do total, 19% são emissões de metano, gás com elevado potencial de aquecimento global. Desse volume, 97% têm origem nos bovinos, sendo 86% do rebanho de corte e 11% da pecuária leiteira.

Diante desse cenário, a pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste, destaca que a atividade leiteira já enfrenta desafios produtivos e econômicos relevantes. A agenda climática, segundo ela, passa a integrar a tomada de decisão nas propriedades, especialmente diante de consumidores e mercados cada vez mais atentos à origem dos alimentos e ao impacto ambiental da produção.

Mitigação do metano começa no manejo do rebanho

O primeiro protocolo reúne boas práticas para reduzir a emissão de metano pelos bovinos. Esse gás é liberado majoritariamente durante a digestão dos ruminantes, por meio da eructação, e está diretamente relacionado à eficiência produtiva do animal.

Entre as estratégias recomendadas estão a melhoria dos índices zootécnicos, o ajuste nutricional das dietas, o uso de aditivos, o avanço no manejo das pastagens, a oferta de água de qualidade, o cuidado com a sanidade e a promoção do bem-estar animal. Animais saudáveis e produtivos diluem melhor a emissão de metano por litro de leite produzido.

Estudos conduzidos pela Embrapa mostram, por exemplo, diferenças significativas entre raças. Vacas holandesas puras em pastagens de alta qualidade emitem cerca de 18,4 gramas de metano por litro de leite, enquanto girolandas chegam a 25,3 gramas por litro. A maior produtividade explica essa diferença.

Simulações realizadas com uma calculadora em desenvolvimento pela Embrapa indicaram que a adoção de índices reprodutivos inadequados pode elevar as emissões em até 22% por quilo de leite corrigido para gordura e proteína, reforçando a importância da gestão técnica do rebanho.

Foto: Juliana Sussai/Embrapa

Solo bem manejado reduz perdas e emissões

O segundo protocolo foca na redução das emissões de amônia e óxido nitroso no solo, gases associados ao uso de fertilizantes nitrogenados e dejetos animais. O óxido nitroso tem potencial de aquecimento global quase 300 vezes superior ao dióxido de carbono e pode permanecer na atmosfera por mais de um século.

Entre as práticas recomendadas estão o uso de leguminosas consorciadas com gramíneas, que fixam nitrogênio biologicamente e reduzem a necessidade de fertilizantes químicos. A Embrapa estima que, para cada quilo de fertilizante evitado, deixam de ser emitidos 5,42 quilos de CO₂ apenas no processo de fabricação.

Outras medidas incluem a distribuição mais uniforme dos dejetos animais, a adoção de sistemas de lotação rotativa, o uso de fertilizantes de eficiência aumentada e técnicas que diminuem a volatilização da ureia, como incorporação ao solo e aplicação antes de chuvas ou irrigação.

Sequestro de carbono fortalece a sustentabilidade

O terceiro protocolo trata do manejo do solo para o acúmulo de carbono, elemento central na estratégia de mitigação das mudanças climáticas. Práticas conservacionistas, como plantio direto, adubação verde, recuperação de pastagens, sistemas integrados e uso de bioinsumos, ampliam o estoque de carbono no solo por longos períodos.

Pastagens tropicais bem manejadas têm elevado potencial de sequestro, com acúmulo de carbono em profundidades superiores a um metro. Em sistemas integrados com árvores, o efeito é ainda maior. De acordo com a Embrapa, o crescimento de 52 eucaliptos pode compensar, em um ano, a emissão de uma vaca produzindo 26 quilos de leite por dia.

Para o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, o principal entrave para a adoção dessas práticas ainda é o investimento inicial. No entanto, ele ressalta que o aumento da eficiência produtiva e da rentabilidade ao longo do tempo permite novos aportes tecnológicos.

Políticas públicas como o Plano ABC+, além de arranjos locais envolvendo cooperativas e indústrias de laticínios, são apontadas como fundamentais para acelerar a transição para uma pecuária leiteira mais sustentável.

Livro sistematiza conhecimento para o produtor

As diretrizes estão reunidas no livro Protocolos de boas práticas para a mitigação de gases do efeito estufa em sistemas de produção de bovinos, lançado em novembro de 2025. A obra apresenta protocolos voltados especialmente a produtores de leite interessados em descarbonizar suas propriedades em condições tropicais.

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Pragas pressionam produtividade da cana-de-açúcar



Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha


Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha
Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha – Foto: Pixabay

A cana-de-açúcar é uma das bases da economia agrícola brasileira, com papel relevante na produção de açúcar, etanol e energia renovável. Para a safra 2025/2026, a produção nacional é estimada em 663,4 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Apesar desse desempenho, a cultura segue exposta a desafios fitossanitários que comprometem produtividade e rentabilidade, especialmente o ataque de insetos-praga.

Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha, capazes de causar perdas expressivas. O bicudo ataca o sistema radicular e o rizoma, reduzindo o vigor das plantas e a brotação da soqueira, o que limita o número de cortes ao longo do ciclo. Seu controle é dificultado pelo ciclo longo e pela proteção oferecida pela palha, além da disseminação por mudas e máquinas. Dados da Embrapa indicam prejuízos de até 30 toneladas por hectare ao ano, o equivalente a quase 40% de uma produtividade média.

Nesse contexto, é possível afirmar que a cigarrinha também afeta o desempenho do canavial em diferentes fases. As ninfas comprometem as raízes, enquanto os adultos reduzem a fotossíntese ao sugar a seiva das folhas, provocando queda de vigor, redução de sacarose e favorecendo o surgimento de fungos. “O Sphenophorus é uma das pragas mais agressivas da cana. Suas larvas atacam o sistema radicular e o rizoma, interrompendo o fluxo de seiva e reduzindo o vigor da planta. Além disso, esse inseto dificulta a brotação da soqueira, diminuindo o número de cortes viáveis do cultivo”, segundo Leandro Valerim, gerente de inseticidas da UPL Brasil.

 





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Mercado de feijão mantém preços apesar de oferta restrita



No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade


No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade
No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade – Foto: Canva

O mercado de feijão encerra a semana mantendo preços estáveis nas principais praças produtoras, apesar de sinais claros de restrição de oferta e de um volume reduzido de negócios. Dados do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses mostram que, mesmo com pouca disponibilidade de lotes, as cotações seguem nos mesmos patamares recentes, mascarando um aperto que tende a se tornar mais evidente nos próximos dias.

Na variedade carioca nota 9 a 10, os preços permaneceram praticamente inalterados em regiões como Curitiba, Leste Goiano e São Paulo, enquanto algumas praças registraram leves ajustes semanais e mensais, tanto positivos quanto negativos. No Noroeste de Minas e em Sorriso, as variações semanais foram de alta, refletindo a escassez pontual de produto, ainda que o mercado não reaja de forma mais contundente. Para o carioca nota 8 a 8,5, o comportamento foi semelhante, com pequenas oscilações diárias e semanais e destaque para ganhos mensais em regiões do Centro-Oeste, indicando um equilíbrio frágil entre oferta e demanda.

No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade, com leves avanços em algumas regiões do Paraná, mas sem sinalizar mudança estrutural no mercado. Esse cenário ocorre em um momento em que empacotadoras se aproximam do encerramento das atividades, com o último dia de funcionamento das máquinas confirmado por mais empresas, o que reduz ainda mais a liquidez. No interior de São Paulo e em Minas Gerais, a percepção é de que o mercado “anda” sem expor totalmente a falta de produto.

A situação é sentida de forma direta por empacotadores que perderam o momento ideal de compra e agora operam com estoques abaixo do desejado. Em Prudentópolis, região que sozinha produz feijão suficiente para alimentar cerca de 3,3 milhões de consumidores por um ano, discute-se a valorização dessa origem, destacando identidade e história como forma de agregar valor em um contexto de oferta limitada e mercado aparentemente estável.

 





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Entregas de fertilizantes avançam no mercado brasileiro


O mercado brasileiro de fertilizantes apresentou crescimento consistente ao longo de 2025, refletindo maior demanda do setor agropecuário e avanço no volume de entregas ao produtor. Dados divulgados pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) indicam que o desempenho positivo foi observado tanto no resultado mensal quanto no acumulado do ano.

Em setembro de 2025, as entregas ao mercado somaram 5,38 milhões de toneladas, volume 11,3% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a setembro, o total entregue chegou a 35,86 milhões de toneladas, alta de 9,3% em comparação com igual período de 2024, quando foram contabilizadas 32,80 milhões de toneladas.

Mato Grosso manteve a liderança no consumo nacional de fertilizantes, concentrando 22,5% do total entregue no país, o equivalente a 8,08 milhões de toneladas. Na sequência apareceram Paraná, com 4,51 milhões de toneladas, São Paulo, com 3,74 milhões, Rio Grande do Sul, com 3,54 milhões, Goiás, com 3,53 milhões, Minas Gerais, com 3,22 milhões, e Bahia, com 2,43 milhões de toneladas.

A produção nacional de fertilizantes intermediários também apresentou avanço. Em setembro de 2025, o volume produzido alcançou 713 mil toneladas, crescimento de 6,3% frente ao mesmo mês de 2024. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a produção totalizou 5,57 milhões de toneladas, aumento de 6,6% em relação às 5,23 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano anterior.

As importações somaram 3,91 milhões de toneladas em setembro de 2025, redução de 7,4% na comparação anual. De janeiro a setembro, porém, o volume importado atingiu 31,49 milhões de toneladas, expansão de 8,4% frente às 29,05 milhões de toneladas de 2024. O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal porta de entrada do insumo, com oito milhões de toneladas importadas no período, o que representou 25,5% do total desembarcado nos portos brasileiros.

 





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Destaques do Agro 2025 celebra a força das instituições do Oeste baiano


Destaques do Agro 2025 - Especial Faeb/Senar Sindicatos dos produtores rurais de Barra, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães
Imagem: Canal Rural Bahia

Em mais um fim de ano no Canal Rural, a afiliada Bahia reuniu duas grandes instituições da região Oeste do estado no Destaques do Agro 2025. O programa especial destacou as ações e a atuação da Cooperfarms e dos Sindicatos dos Produtores Rurais de Barra, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, entidades vinculadas ao Sistema Faeb/Senar.

Na última sexta-feira (19), a emissora exibiu para todo o Brasil o especial da Cooperfarms. O programa, ancorado pelo jornalista Vinicius Ramos, mostrou a trajetória da cooperativa que surgiu em 2008, a partir do esforço de 22 produtores rurais de Luís Eduardo Magalhães (BA).

Participou da edição o presidente da cooperativa, Marcelino Kuhnen, que além de comentar como foi o ano da cooperativa, celebrou a marca de mais de R$ 1,5 bilhão em faturamento no ano de 2025.

“Viemos pequenos para a Bahia, crescemos com a Bahia, sempre com essa paixão e dedicação ao nosso negócio, e a Cooperfarms é a tradução disso. Crescemos junto com esse espírito de família e de união. Espero que nossa história sirva de inspiração para o nosso agricultor, para o nosso homem do campo”, afirmou Marcelino Kuhnen.

Assista ao programa completo:

Especial Faeb/Senar Sindicatos

Nesta segunda-feira (22), foi a vez de a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) e seus parceiros — os Sindicatos dos Produtores Rurais de Barra (SPRBARRA), Barreiras (SPRB) e Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM) — apresentarem as ações e o potencial agropecuário da região.

Cursos de capacitação e formação profissional, ações sociais e grandes eventos, como o Barra Agroshow, o Fórum das Mulheres Agroparceiras e o Homens do Campo, foram alguns dos destaques.

Participaram desta edição os presidentes Marco Caviola (SPRBARRA), Rosi Cerrato (SPRB) e Greice Kelli Fontana Klein (SPRLEM), além dos vices Davi Schmidt (SPRB) e Jolcinei Marchezan (SPRLEM).

O presidente do Sistema Faeb/Senar, Humberto Miranda, também ressaltou a importância das organizações de classe do estado e a contribuição delas para o agronegócio e para a economia baiana. Humberto Miranda, também falou sobre a importância das organizações de classe do estado e a contribuição delas para o agronegócio e economia baiana.

“Além de muitas ações, os três sindicatos tem feito uma função específica: defesa e representação do produtor, principalmente por estarem numa das regiões mais importantes da Bahia e do Brasil. Por isso a importância da filiação sindical. O setor não pode parar, o agro não pode parar e a todos nós, temos uma visão de que o futuro será ainda melhor que nós estamos fazendo hoje.”, Humberto Miranda, presidente do Sistema Faeb/Senar.

Assista ao programa completo:


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Ibama determina proteção de ninhos de harpia em área de mineração no Pará


harpia
Foto: Projeto Harpia

O Ibama determinou a proteção dos ninhos da harpia (Harpia harpyja) e o monitoramento de adultos e filhotes em áreas impactadas por empreendimentos de mineração da Vale S.A., em Carajás, no Pará.

A medida foi definida no âmbito do Licenciamento Ambiental Federal (LAF) e se aplica à Área Diretamente Afetada (ADA), inserida nos mosaicos de Unidades de Conservação da região.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), a harpia está classificada como vulnerável, a espécie está em alto risco de extinção na natureza (tanto no Brasil quanto no restante do mundo).

Principais ameaças

As principais ameaças identificadas incluem a perda de habitat devido à supressão de vegetação, caça e captura, rodovias, hidrelétricas e redes de transmissão. Na Amazônia de terras baixas (parte mais plana e baixa da região amazônica), último reduto das harpias, encontra-se mais de 90% da distribuição da espécie.

macho de harpia adulto
Foto: Projeto Harpia

Proteção e monitoramento

Devido a identificação de filhotes em locais previstos para supressão vegetal, o Ibama considerou urgente o estabelecimento de um protocolo de proteção e monitoramento destes filhotes e ninhos. O monitoramento de espécimes na região fornecerá o embasamento técnico-científico para as tomadas de decisão do Instituto.

Atualmente, ainda existem lacunas no conhecimento sobre o modo de vida da harpia e suas preferências por locais de nidificação no contexto das Unidades de Conservação. Também são escassas as referências sobre os impactos específicos da atividade de mineração e de estruturas associadas, como linhas de transmissão, sobre a espécie.

Sobre a harpia

A harpia, conhecida popularmente como gavião-real, uiraçu ou gavião-pega-nenê, é considerada a maior águia das Américas e a maior ave de rapina do Brasil. Os adultos podem atingir 1,05 metro de comprimento, 2,1 metros de envergadura e pesar até 7 kg (fêmeas).

A espécie exerce papel fundamental no equilíbrio ecológico da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica, uma vez que previne a superpopulação de suas presas, mamíferos arborícolas, como preguiças e macacos, além de outras aves. Além disso, é um indicador da integridade do ecossistema, visto que necessita de grandes áreas de floresta preservada para sobreviver.

Harpia harpyja está presente do sul do México ao extremo nordeste da Argentina e Brasil, com estimativa de 18.311 indivíduos em território nacional.

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Portos do Sul aumentam movimentação em 7,4% com destaque para soja e fertilizantes


portos do Sul
Foto: Vosmar Rosa/Mpor

A movimentação portuária na Região Sul alcançou 108,4 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2025, de acordo com o Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O volume representa crescimento de 7,41% em relação ao mesmo período de 2024. Esse desempenho regional foi impulsionado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 65,3 milhões de toneladas (alta de 1,65%).

A movimentação de cargas conteinerizadas também teve forte evolução, atingindo 25,9 milhões de toneladas, crescimento de 23,48%. Já o granel líquido movimentou 6,2 milhões de toneladas, expansão de 10,18%, enquanto a carga geral totalizou 11,0 milhões de toneladas, com aumento de 9,13% na comparação anual.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o avanço reflete o esforço conjunto de gestão e modernização da infraestrutura na região. “Os portos do Sul vêm apresentando um desempenho consistente, combinando aumento de demanda, diversificação de cargas e investimentos estruturantes”, afirmou.

Portos mais movimentados

Entre os terminais sulistas que lideraram a movimentação de cargas na região, aparecem:

  1. Porto de Paranaguá (PR): 55,2 milhões de toneladas, representando 50,9% do total movimentado, com crescimento de 7,61%;
  2. Porto do Rio Grande (RS): 26,3 milhões de toneladas, participação de 24,3% e alta de 9,32%;
  3. Porto de São Francisco do Sul (SC): 14,9 milhões de toneladas (13,7% do total), registrando alta de 1,48%;
  4. Porto de Imbituba (SC): somou 6,2 milhões de toneladas (5,7%), com retração de 14,7%;
  5. Porto de Itajaí (SC): 3,4 milhões de toneladas, representando 3,1% da carga da região, mas com crescimento expressivo de 461% em relação a 2024;

Perfil das mercadorias

O Sul apresentou perfil diversificado de cargas, com destaque para produtos do agronegócio e insumos industriais. As cargas conteinerizadas lideraram o ranking, com 25,9 milhões de toneladas (23,9%) e alta de 23,48%.

A soja movimentou 23 milhões de toneladas (21,3%), registrando retração de 8,0%. Os fertilizantes somaram 16,2 milhões de toneladas (15,0%), com alta de 7,09%. O milho totalizou 6,5 milhões de toneladas, participação de 6,0% e crescimento de 165,56%, enquanto o açúcar movimentou 6,1 milhões de toneladas (5,6%), com queda de 9,7%.

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Sementes certificadas evitam problema no algodão



A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda


A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda
A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda – Foto: India Water Portal

O início do ciclo do algodoeiro exige atenção redobrada do produtor, especialmente nas primeiras semanas após a emergência das plantas. Segundo Gisele de Souza Borges, engenheira agrônoma, um dos principais desafios nessa fase é o tombamento ou mela, doença comum no período vegetativo inicial e que pode comprometer a formação da lavoura. O problema é causado por fungos de solo, com destaque para o Rhizoctonia solani Kunchn, que encontra condições favoráveis em ambientes úmidos e mal drenados.

A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda, muitas vezes com tonalidades avermelhadas, que surgem no colo das plântulas. Com a evolução do ataque, ocorre o enfraquecimento do tecido vegetal, levando ao tombamento das plantas e, em muitos casos, à morte precoce. Esse processo reduz de forma significativa a população de plantas no campo, afetando a uniformidade da lavoura e o potencial produtivo da cultura.

A perda de plantas logo no início do ciclo pode obrigar o produtor a realizar o replantio, elevando os custos de produção e atrasando o desenvolvimento da área. Além do impacto financeiro direto, a necessidade de replantar compromete o planejamento da safra e pode resultar em menor rentabilidade ao final do ciclo. Por isso, a prevenção é apontada como a principal estratégia para reduzir os riscos associados ao tombamento.

Entre os cuidados recomendados está o uso de sementes certificadas, que apresentam maior qualidade sanitária e vigor, contribuindo para uma emergência mais uniforme. Também é indicado evitar o plantio em períodos chuvosos e manter atenção às condições do solo, especialmente em relação à drenagem, fator determinante para reduzir a incidência de fungos causadores da doença.

 





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Preços do boi gordo: confira as cotações da arroba neste início de semana


preços do boi
preço do boi

O mercado físico do boi gordo segue apresentando um cenário de predominante acomodação dos preços no início da semana.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere por um mercado menos fluído no decorrer dos próximos cinco dias, em função das festividades de final de ano.

“Tanto frigoríficos quanto pecuaristas atuam de maneira comedida neste momento, e o mais provável é que o mercado volte a apresentar melhor fluidez na retomada das negociações em janeiro. As exportações seguem em altíssimo nível no decorrer de dezembro”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 318,50
  • Goiás: R$ 313,11 —
  • Minas Gerais: R$ 308,53 —
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,68 —
  • Mato Grosso: R$ 299,26 —

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços acomodados no início da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere uma semana ainda interessante do ponto de vista de consumo, considerando as festas natalinas no decorrer desta semana.

  • Quarto traseiro: segue precificado a R$ 25,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: ainda é cotado a R$ 18,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se sustenta a R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,97%, sendo negociado a R$ 5,5835 para venda e a R$ 5,5815 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5180 e a máxima de R$ 5,6065.

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