sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Silo secador é solução acessível para produtores de grãos


A área de secagem e armazenagem de grãos da Emater/RS-Ascar na 26ª Expodireto Cotrijal apresenta alternativas técnicas voltadas à autonomia e à redução de custos nas propriedades rurais. A feira ocorre até sexta-feira (13/03), em Não-Me-Toque, com visitação das 9h às 18h.

A principal solução preconizada pela Emater/RS-Ascar para os produtores de grãos é o silo secador. De acordo com o extensionista rural Idanir Bianchetti, o equipamento recebe essa denominação por realizar, no mesmo local, os processos de secagem e armazenagem, dispensando a necessidade de movimentação do produto entre estruturas distintas.

“A secagem no silo secador é realizada com ar natural e em temperatura ambiente, caracterizando um sistema ecologicamente correto, por utilizar energias renováveis e limpas e eliminar o uso de lenha ou outras fontes de calor. A secagem em temperatura ambiente também contribui para a preservação da qualidade dos grãos”, explica Bianchetti.

No espaço, são apresentadas alternativas que abrangem desde a elaboração do projeto até os modelos construtivos e o manejo do sistema. Entre as principais vantagens estão o baixo custo de instalação, em função da disponibilidade de materiais no mercado; o rápido retorno do investimento; a possibilidade de melhores preços na comercialização; a redução de custos com transporte, secagem e armazenagem; e a maior autonomia do agricultor, tanto para comercialização futura quanto para uso dos grãos na alimentação animal na propriedade.

“Na região de Passo Fundo tem municípios que se destacam na utilização dessa tecnologia, principalmente para armazenamento de milho, mas muitos agricultores já estão utilizando para armazenamento de soja, feijão, ou mesmo outras culturas”, afirma Bianchetti.

Também é apresentado um sistema de automação elétrica e um sistema de aquecimento do ar por meio de resistências elétricas, com o objetivo de proporcionar maior agilidade na secagem, além de equipamentos utilizados na movimentação e limpeza dos grãos.

Segundo Bianchetti, a proposta é contribuir para a melhoria da renda e da qualidade de vida do agricultor, ampliando alternativas de gestão da produção na propriedade.

O agricultor que tiver interesse deve procurar um escritório da Emater/RS-Ascar e levar algumas informações, como o tipo de energia que possui na propriedade e a quantidade que deseja armazenar.





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Produção brasileira de grãos pode renovar recorde, aponta Conab


soja - grãos
Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 353,4 milhões de toneladas, segundo o 6º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmada, a colheita representará crescimento de 0,3% em relação ao ciclo anterior e marcará novo recorde na série histórica da estatal.

O avanço ocorre mesmo com desafios climáticos em parte das regiões produtoras. A área plantada deve crescer 1,7%, alcançando 83,2 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional está projetada em 4.250 quilos por hectare.

Soja pode renovar recorde

A colheita da soja avança pelo país e já alcança 50,6% da área semeada. Fevereiro foi considerado um mês desafiador para os produtores, com excesso de chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, especialmente em Goiás e Minas Gerais, além de irregularidade climática no Rio Grande do Sul.

No início de março, o excesso de precipitações também passou a prejudicar os trabalhos de campo nas regiões Norte e Nordeste.

Apesar das dificuldades, as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram o desenvolvimento da cultura. A estimativa da Conab é de produção recorde de 177,8 milhões de toneladas.

Milho tem plantio da segunda safra mais tardio

As chuvas que atrasaram a colheita da soja também impactaram o plantio do milho segunda safra, que ocorre logo após a retirada da oleaginosa. Em alguns estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, já há indicação de redução na área destinada ao cereal.

A segunda safra de milho deve ocupar 17,7 milhões de hectares, com produção estimada em 108,4 milhões de toneladas.

Já o milho de primeira safra apresenta crescimento de área e produção, com cultivo estimado em 4,1 milhões de hectares e colheita projetada em 27,4 milhões de toneladas.

Somando as três safras cultivadas ao longo da temporada, a produção total de milho no país pode chegar a 138,3 milhões de toneladas.

Arroz e feijão têm queda na produção

A colheita do arroz atinge 19,1% da área semeada, percentual acima da média dos últimos cinco anos. Ainda assim, a produção deve cair para 11,2 milhões de toneladas, 12,4% abaixo da safra passada, refletindo a redução da área plantada.

No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, os dias com maior radiação solar favoreceram o desenvolvimento e a sanidade das lavouras.

Para o feijão, considerando as três safras cultivadas no país, a produção total está estimada em 2,9 milhões de toneladas, queda de 4,7% frente ao ciclo anterior. A primeira safra registra redução de 11,2% na área, totalizando 807,2 mil hectares, com produção projetada em 954 mil toneladas.

Mesmo com a retração, o volume previsto é considerado suficiente para garantir o abastecimento interno.

Algodão tem leve redução de área

O plantio do algodão já foi concluído e a maior parte das lavouras está em fase de desenvolvimento vegetativo.

A área cultivada deve alcançar cerca de 2 milhões de hectares, queda de 3,5% em relação à safra anterior. A produção de pluma está estimada em 3,8 milhões de toneladas.

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Como práticas conservacionistas transformam lavouras e podem dobrar a produtividade da soja?


Reprodução Canal Rural

Em Santa Catarina, produtores de soja têm mostrado que é possível unir produtividade e cuidado com o meio ambiente. No oeste do estado, um grupo de agricultores aposta há quase 30 anos em práticas conservacionistas de manejo do solo, e os resultados já aparecem nas lavouras.

A Expedição Soja Brasil chegou a Chapecó, no extremo oeste catarinense, onde a soja vem ganhando cada vez mais espaço. A região, conhecida pela forte produção de proteínas animais, demanda grandes volumes da oleaginosa para a fabricação de ração.

Entre os produtores está o agricultor Francisco Sedovski, que cultiva cerca de 50 hectares e sempre manteve um olhar atento à qualidade do solo. Ele lembra que o início da adoção das práticas foi desafiador. “Começamos devagar, com bastante dificuldade. Regular a plantadeira, fazer a semeadura dos mixes e até conseguir as sementes era complicado. No começo não vamos dizer que perdemos safras, mas colhemos menos porque ainda não sabíamos o manejo correto”, relata.

Junto com outros 14 produtores, ele criou o grupo Amigos do Solo. Após visitas técnicas em outros estados, os agricultores trouxeram para a região o sistema de plantio direto, que com o tempo se expandiu entre as propriedades.

Os ganhos foram expressivos ao longo dos anos. “Na época em que começamos, a produtividade ficava na faixa de 30 a 50 sacas por hectare. Hoje já dobramos esse número. Temos áreas com 75, 80 e até mais de 90 sacas por hectare por causa do manejo e da cobertura do solo feita há 30 anos”, afirma.

O trabalho do grupo vai além do plantio direto. Os produtores também investem em coberturas verdes no inverno e adotam o chamado plantio direto no verde, prática que mantém o solo protegido e melhora sua estrutura.

Para especialistas, esse tipo de manejo é essencial para aumentar a resiliência das lavouras. “Muitas vezes é preciso fazer o básico, como melhorar a qualidade do solo, que é o substrato onde a planta vai se desenvolver. Quando se prioriza o manejo e a saúde do solo, ele se torna mais resiliente às intempéries climáticas e a safra tende a oscilar menos de um ano para outro”, explica o especialista em solo da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Júlio Ramos.

Depois de décadas cuidando da terra, o desafio agora é transmitir esse conhecimento para as próximas gerações no campo. “Hoje a sucessão tem um olhar diferente. O sucessor muitas vezes pensa mais no curto prazo. Mas estamos trabalhando para mostrar que esse cuidado com o solo precisa continuar”, diz Sedovski.

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‘Safra só termina quando o grão está no armazém’, alerta pesquisador do Cepea


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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Quando o plantio de soja começou, em meados de setembro do ano passado, secas prolongadas e precipitações abaixo da média desafiaram os agricultores do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, onde a semeadura ocorreu mais tarde, a estiagem vem consolidando perdas reais na safra mês a mês.

“O final da lavoura é só quando o grão está no armazém. Enquanto está no campo não quer dizer nada, só está indicando que pode ter uma boa produção”, afirma Mauro Osaki, pesquisador do Cepea.

Até o momento, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que 50,6% da área de soja 2025/26 em todo o Brasil já foi colhida. Segundo Osaki, a falta de estrutura de armazenagem no país também aumenta a vulnerabilidade da produção, especialmente em períodos de clima instável.

“O Brasil cresce muito no campo, mas não consegue crescer na parte estrutural. Falta armazém, e muitas vezes a produção fica exposta”, diz.

Tendências para o mercado de soja se mantêm

No mercado agrícola, os números caminham próximos das projeções feitas anteriormente pelo Cepea. Para Osaki, o comportamento dos preços e da produtividade indica um cenário semelhante ao esperado no estudo divulgado no ano passado.

“A gente projetava, por exemplo, um preço médio para março em torno de R$ 101 a saca em Sorriso. Hoje estamos falando [de um valor] muito próximo disso”, pontua.

De acordo com ele, mesmo com preços abaixo do esperado em alguns momentos, a produtividade um pouco maior pode ajudar a compensar parte das perdas. “Então, em termos de receita bruta, uma coisa acaba compensando a outra”, observa Osaki.

Em termos de rentabilidade, o pesquisador destaca que a tendência é que os produtores consigam saldar os custos operacionais efetivos.

Guerra no Irã pode mexer com o cenário

Além dos fatores internos, o cenário internacional também adiciona incerteza ao mercado agrícola.

No fim de fevereiro, um ataque coordenado de Israel e Estados Unidos contra o Irã escalou para intensos bombardeios no Oriente Médio. Um dos impactos mais fortes inclui o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo do mundo.

Segundo Osaki, conflitos geopolíticos podem afetar diretamente custos logísticos, energia e o comportamento dos compradores no comércio global de grãos.

“Cada dia aparece uma notícia diferente sobre o conflito. Isso significa menor oferta de petróleo e de gás natural, o que pode levar a uma energia mais cara”, afirma.

Na avaliação do pesquisador, essa alta tende a se refletir no custo dos combustíveis e do transporte, pressionando toda a cadeia. A preocupação mais latente se concentra no potencial aumento do diesel, que é amplamente utilizado na produção agrícola.

Contudo, segundo Osaki, os impactos não devem aparecer na safra que está sendo colhida neste momento. Além disso, a incerteza também pode afetar o ritmo de compras no mercado internacional.

“Para essa soja que está sendo colhida agora, o impacto ainda é pequeno. A maior parte do combustível já estava planejada”, diz.

Alerta segue para o Rio Grande do Sul

Apesar de a safra brasileira caminhar para bons volumes em várias regiões, o cenário segue preocupante no Rio Grande do Sul. Na avaliação de Osaki, a estiagem recorrente tem pressionado a rentabilidade dos produtores.

“São vários anos seguidos de problemas climáticos, e isso vai deteriorando a situação financeira do produtor”, aponta.

Segundo o pesquisador, a sequência de perdas tende a acelerar um processo de reorganização no setor, com maior concentração da produção nas mãos de produtores que conseguem sustentar os investimentos.

Pequenos e médios agricultores, por outro lado, podem não conseguir se manter na atividade.

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Trump avalia afrouxar regras para conter alta do preço do combustível


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia suspender temporariamente as exigências da centenária lei sobre transporte marítimo, conhecida como Jones Act, para garantir que as remessas de energia e agrícolas possam circular livremente entre os portos dos EUA, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quinta-feira.

A medida seria uma tentativa de combater as interrupções de fornecimento relacionadas à guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

“No interesse da defesa nacional, a Casa Branca está considerando suspender a Jones Act por um período limitado de tempo para garantir que produtos vitais de energia e produtos agrícolas essenciais fluam livremente para os portos dos EUA”, disse Leavitt em um comunicado.

“Essa ação ainda não foi finalizada”, acrescentou.

O anúncio de uma isenção de 30 dias poderia ser feito já nesta quinta-feira, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com a iniciativa, e teria como objetivo combater a alta dos preços dos combustíveis e outras interrupções desde o início da guerra.

Os altos preços da gasolina acarretam riscos políticos significativos para Trump e seus pares republicanos, que há muito argumentam que suas políticas de energia manteriam o combustível acessível para os consumidores norte-americanos.

Um aumento sustentado nos preços nas bombas poderia minar essa mensagem e alimentar as críticas dos democratas de que o governo não conseguiu proteger as famílias dos custos mais altos, principalmente porque os eleitores continuam sensíveis à inflação antes das eleições legislativas de meio de mandato em novembro.

Os preços médios nacionais de varejo da gasolina nos EUA atingiram US$ 3,60 o galão nesta quinta-feira, pela primeira vez desde maio de 2024, enquanto os preços do diesel atingiram US$ 4,89 o galão, o mais alto desde dezembro de 2022, segundo dados da associação de motoristas AAA.

Trump tem analisado ideias para domar os preços da energia, mas analistas e especialistas em energia dizem que ele tem poucas opções significativas enquanto o Irã continuar a atacar navios petroleiros no Estreito de Ormuz, a estreita via navegável na costa do Irã pela qual cerca de um quinto do petróleo do mundo normalmente flui.

De acordo com a Jones Act, as mercadorias transportadas entre portos dos EUA devem ser levadas por embarcações construídas e com bandeira dos EUA e, em sua maioria, de propriedade dos EUA. Essa exigência limita drasticamente o número de navios-tanque disponíveis para remessas domésticas.

A isenção temporária da regra permitiria que navios estrangeiros transportassem combustível entre os portos dos EUA, o que poderia reduzir os custos de transporte e acelerar as entregas.

A isenção da Jones Act não terá um grande impacto sobre os preços da gasolina, mas poderá ajudar a desacelerar os aumentos em regiões que dependem de importações, como a Costa Oeste e o Nordeste, de acordo com Patrick De Haan, analista da GasBuddy, empresa de monitoramento de preços de combustíveis.

* Reportagem adicional de Shariq Khan





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Petrobras anuncia aumento do preço do diesel para distribuidoras


diesel Petrobras
Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

A Petrobras informou nesta sexta-feira (13) que vai reajustar o preço de venda do diesel A para as distribuidoras a partir deste sábado (14). O aumento será de R$ 0,38 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o reajuste corresponde a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B vendido nos postos.

Após o ajuste, o preço médio do diesel A comercializado pela companhia para as distribuidoras passará a R$ 3,65 por litro. A participação da Petrobras no valor do diesel B vendido ao consumidor final será, em média, de R$ 3,10 por litro.

Histórico de reajustes

Segundo a empresa, o último ajuste no preço do diesel para as distribuidoras ocorreu há 311 dias, em 6 de maio de 2025, quando houve redução.

O último aumento havia sido registrado em 1º de fevereiro de 2025.

Mesmo com a atualização anunciada, a Petrobras afirma que, no acumulado desde dezembro de 2022, o preço do diesel A vendido às distribuidoras apresenta redução de R$ 0,84 por litro. O recuo corresponde a 29,6%, considerando a inflação do período.

Tributos federais

De acordo com a companhia, o impacto do reajuste para o consumidor é atenuado pela desoneração de tributos federais.

O Governo Federal do Brasil zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre a comercialização de diesel.

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Exportações de ovos registra queda de 5%, apesar de mercado aquecido


classificação de ovos
Foto: Divulgação Anffa Sindical

A exportação de ovos brasileiros em fevereiro teve uma pequena queda em relação ao mês anterior, segundo o Cepea, o recuo foi de 5%. Apesar disso, o segundo mês de 2026 registrou volumes superiores aos do mesmo período de 2025. Os números indicam crescimento de 16% em relação ao ano anterior e representam o maior volume para esse intervalo desde 2013.

A queda de um mês para o outro neste início de ano não chega a preocupar o mercado, já que o desempenho das exportações é considerado acima da média para o período. Os volumes registrados nos últimos dois meses são considerados históricos, com resultados que não eram observados há mais de uma década.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Mesmo com incertezas globais, exportações brasileiras de frango seguem em bom ritmo


abate de frangos em frigorífico, aves, produtos avícolas
Foto: Lucas Scherer/Embrapa Suínos e Aves

O mercado avícola brasileiro acompanha com atenção os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Segundo agentes do setor, o Brasil, atualmente o maior exportador mundial de carne de frango, demonstra preocupação com o cenário de guerra na região, sobretudo pelo risco de bloqueios em rotas marítimas que possam dificultar as negociações internacionais.

Apesar das incertezas, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) referentes à primeira quinzena de março indicam que, até o momento, não houve impacto nos volumes exportados.

Ainda segundo os números deste início de ano, fevereiro de 2026 registrou recorde de exportações para o período, com 493,2 mil toneladas embarcadas, de acordo com a Secex. Trata-se do terceiro mês do ano com volumes históricos, o que indica que, pelo menos por enquanto, a preocupação do mercado permanece mais relacionada a possíveis efeitos de longo prazo.

No mercado interno, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a liquidez segue baixa neste início de março. As cotações permanecem estáveis e a expectativa é de que esse cenário se mantenha no curto prazo.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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China libera estoques de fertilizantes para conter impacto do conflito no Oriente Médio


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A China informou nesta sexta-feira que irá liberar fertilizantes de suas reservas comerciais nacionais antes do início do plantio de primavera, em uma tentativa de garantir o abastecimento interno. A decisão ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de energia e insumos agrícolas, o que vem afetando o fornecimento global.

Segundo comunicado da Associação Chinesa de Meios de Produção Agrícola, as empresas responsáveis pelos estoques estratégicos foram orientadas a colocar parte das reservas no mercado para assegurar oferta adequada durante o pico da demanda agrícola e ajudar a estabilizar os preços.

A entidade informou que a liberação inclui fertilizantes nitrogenados, fosfatados e compostos, produtos essenciais para a produção agrícola. Tradicionalmente, a China libera esses estoques uma vez por ano antes do início da temporada de plantio da primavera.

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a decisão foi antecipada em pelo menos 15 dias em relação aos ciclos anteriores. Agricultores nas províncias de Henan e Shandong relataram nos últimos dias dificuldades para encontrar fertilizantes fosfatados no mercado local.

Impactos para o mercado global

A medida ocorre em um momento de crescente preocupação com o abastecimento global de fertilizantes. O fechamento do Estreito de Hormuz, decorrente da escalada do conflito no Oriente Médio, ameaça interromper rotas importantes para o comércio internacional de insumos agrícolas.

O estreito é uma das principais vias de transporte marítimo de energia e fertilizantes, conectando produtores do Oriente Médio a mercados da Ásia, Europa e América Latina.

Dependência brasileira

O movimento também é acompanhado com atenção pelo mercado agrícola brasileiro, que depende fortemente de fertilizantes importados. Em 2025, o Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes, volume recorde da série histórica, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A China tem ampliado sua participação nesse mercado e se tornou recentemente um dos principais fornecedores do insumo ao Brasil. Entre janeiro e outubro de 2025, o país asiático exportou cerca de 9,76 milhões de toneladas de fertilizantes para o Brasil, o equivalente a aproximadamente 25% das importações brasileiras no período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

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Comissão Jurídica da Farsul promove seminário na Expodireto 2026



Seminário debate impactos da reforma tributária para o produtor rural na Expodireto



Foto: Fernando Teixeira

A Comissão de Assuntos Jurídicos da Farsul realizou, na quarta-feira (11), durante a Expodireto, um semiinário para discutir os impactos e mudanças que a reforma tributária traz para o produtor rural.

O Vice-Presidente da Farsul, Elmar Konrad, abriu o evento destacando a importância de debater o assunto antes que a reforma entre completamente em vigor, a partir de 2032. “São muitas alterações, é um sistema novo muito complexo e é essencial termos um treinamento desde já”.

Em seguida, Hugo Monteiro da Cunha Cardoso, contador e autor de livros de gestão no setor rural, iniciou a apresentação das mudanças tributárias que iniciaram a primeira fase em janeiro deste ano.

O Governo Federal planeja extinguir uma série de tributos como o ICMS, PIS, COFINS e ISS e criar dois em seus lugares: O CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Cardoso destacou que hoje o produtor é isento da maioria dos tributos antigos, mas deverá contribuir com os novos, e que a relação com o contador precisa se tornar mais estreita, visto que as novas declarações passam a ser feitas mensalmente, ao contrário de hoje, que são feitas anualmente. O palestrante também informou que muitas definições ainda não estão estabelecidas, e que o processo será feito de maneira gradual a partir de 2027.

Após a palestra, aconteceu uma mesa redonda para discussão onde estiveram presentes o Economista-Chefe da Farsul, Antonio da Luz, e a Gerente Jurídica da Cotrijal, Gabriela Kirst. O evento foi uma parceria da Farsul com a UBAU (União Brasileira dos Agraristas Universitários).





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