sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Armazenamento correto de insumos evita perdas e protege a produtividade na pecuária


Armazenamento, insumos agrícolas, pecuária
Foto: Divulgação/Connan

O armazenamento adequado de insumos usados na pecuária é um fator direto na produtividade da fazenda. Falhas nesse processo podem gerar perdas financeiras e comprometer a saúde do rebanho. Rações, suplementos, medicamentos e produtos químicos exigem cuidados específicos, que passam por higiene, controle de temperatura e organização do espaço físico.

Além do manejo nutricional e sanitário dos animais, o produtor precisa garantir que os produtos utilizados no dia a dia estejam protegidos contra contaminações, umidade e pragas. As boas práticas reduzem riscos e ajudam a manter a eficiência da atividade pecuária.

Cuidados variam conforme o tipo de produto

Cada insumo demanda condições próprias de armazenamento. Rações e suplementos devem ficar em ambientes secos, ventilados e protegidos da umidade. O ideal é manter os produtos em suas embalagens originais ou em recipientes bem vedados, sempre sobre paletes e afastados das paredes.

Segundo Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan, essas medidas evitam perdas e reduzem riscos sanitários. “Esses cuidados preservam a qualidade dos produtos e diminuem a chance de contaminação e de problemas de saúde no rebanho”, explica.

Medicamentos e vacinas veterinárias exigem atenção ainda maior. Muitos desses produtos precisam de refrigeração e devem seguir, de forma rigorosa, as orientações do fabricante. Além disso, precisam ficar em locais seguros e separados de outros insumos. “O controle de temperatura é decisivo para garantir a eficácia desses produtos”, destaca Marson.

Já defensivos agrícolas e produtos químicos devem ser armazenados em áreas isoladas, com ventilação adequada, piso impermeável e sinalização de risco, conforme determina a legislação brasileira.

Higiene, organização e controle são fundamentais

A limpeza constante das instalações é um dos pilares das boas práticas. Ambientes sujos ou desorganizados favorecem a presença de pragas e aumentam o risco de contaminação cruzada. Equipamentos, utensílios e áreas de estocagem precisam passar por rotinas regulares de higienização.

O controle de pragas também deve fazer parte da rotina da fazenda, especialmente em locais que armazenam grãos e rações a granel. Barreiras físicas, iscas e inspeções frequentes ajudam a reduzir danos aos produtos.

Outro ponto importante é a organização do estoque. A adoção do sistema PEPS, em que o primeiro produto a entrar é o primeiro a sair, evita o vencimento de insumos e facilita o controle do uso. “A disposição correta dos produtos facilita a inspeção e contribui para a segurança do armazenamento”, orienta Marson.

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preços do preto caem e carioca sobe em 2025


O mercado de feijão no Brasil em 2025 foi marcado por movimentos opostos entre os principais tipos comercializados. De acordo com dados do Cepea, enquanto o feijão preto registrou forte desvalorização ao longo do ano, o feijão carioca apresentou estabilidade e até leve alta nos preços, especialmente nas variedades de melhor qualidade.

A média anual dos preços pagos ao produtor de feijão preto caiu 36,4% em relação a 2024, pressionada pelo aumento da oferta. Em contrapartida, o feijão carioca com notas 8,0 e 8,5 teve valorização de 8,3%, sustentada pela menor disponibilidade interna. As variações refletem o equilíbrio entre produção, consumo e estoque de cada variedade.

Segundo a Conab, a produção total de feijão em 2025 foi de 3,06 milhões de toneladas, uma queda de 4,3% em relação ao ano anterior. Considerando os estoques iniciais, as importações e o volume produzido, a oferta interna ficou estimada em 3,37 milhões de toneladas — 4,8% a menos do que em 2024.

Dessa oferta, 2,8 milhões de toneladas estão previstas para consumo doméstico e 464,2 mil toneladas foram destinadas à exportação. Com isso, o estoque final projetado para dezembro de 2025 é de apenas 106,8 mil toneladas, volume suficiente para cerca de duas semanas de abastecimento no país, o que pode influenciar os preços já no início de 2026.

A queda na produção foi puxada principalmente pelas reduções nas lavouras de feijão carioca e feijão caupi. A colheita do carioca recuou 10,3%, somando 1,65 milhão de toneladas, e a do caupi caiu 7,2%, para 600,2 mil toneladas. Por outro lado, o feijão preto teve crescimento de 14%, totalizando 811,3 mil toneladas, o que ajudou a pressionar os preços dessa variedade.

No comércio exterior, o Brasil bateu recorde histórico de exportações. De janeiro a novembro de 2025, foram embarcadas 501,2 mil toneladas de feijão, conforme dados da Secex. A Índia manteve a liderança entre os destinos, absorvendo 60,7% do volume exportado.

Enquanto as exportações avançaram, as importações permaneceram em níveis baixos. Até novembro, o Brasil importou apenas 12,3 mil toneladas de feijão, o que reforça a dependência da produção nacional para o abastecimento interno.





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Festa da Uva 2026 começa em 15 de janeiro; veja datas e horários


uva
Foto: divulgação/prefeitura de Jundiaí

A partir de 15 de janeiro de 2026, a cidade de Jundiaí, em São Paulo, abre a 41ª edição da Festa da Uva e 12ª Expo Vinhos, evento que celebra a identidade agrícola do município e reconhece o trabalho contínuo dos produtores locais, com destaque para a uva niágara rosada.

Atualmente, a cidade conta com mais de 500 produtores rurais e cerca de 10 milhões de pés de uva, números que reforçam a importância econômica, cultural e social da viticultura para o município. Ao longo de todo o ano, os agricultores se preparam para apresentar ao público o resultado de meses de trabalho, planejamento e superação de desafios no campo.

A safra 2025/2026 foi marcada por condições climáticas desafiadoras. O frio intenso no inverno, seguido por um longo período de estiagem, e a chegada tardia e em alguns momentos intensa das chuvas, exigiram atenção redobrada dos produtores. Ainda assim, o esforço trouxe bons resultados.

No bairro do Caxambu, o produtor Ademir Minjoni avalia a safra com otimismo. “Apesar das chuvas terem começado mais tarde, o clima acabou sendo favorável. As frutas estão muito bonitas, doces, e quando o tempo ajuda conseguimos usar menos defensivos. Se o ano passado foi bom, acredito que este será ainda melhor”.

Já no bairro do Traviú, o produtor Fabrício Gallo destaca a recuperação da lavoura com as chuvas recentes. “Faltou um pouco de chuva no início, na fase de brotação, mas com as precipitações dos últimos dias a uva amadureceu muito bem. O público pode esperar uma uva cheirosa, bonita e muito doce”, conta.

A secretária de Agronegócio, Abastecimento e Turismo, Marcela Moro, destaca que a safra da uva simboliza a dedicação diária dos produtores, que enfrentam desafios, se adaptam às mudanças e mantêm viva uma tradição que é identidade do município.

“A Festa da Uva é o momento de celebrar esse esforço coletivo, valorizar a agricultura local e aproximar a população do campo, fortalecendo nossa economia, o turismo e a cultura rural de Jundiaí”, afirma.

Expectativa

A avaliação geral dos produtores é de que a safra deste ano será de boa qualidade, com frutos mais doces, saudáveis e atrativos para o consumo in natura e para os produtos derivados, como sucos, geleias e vinhos artesanais.

A expectativa é de ótimos resultados tanto nas vendas diretas quanto durante a festa, que tradicionalmente movimenta a economia local e atrai milhares de visitantes.

Programação

A edição de 2026 acontece ao longo de quatro finais de semana no Parque Comendador Antônio Carbonari (Parque da Uva), a programação conta com entrada gratuita nos dias 15, 16, 17, 18, 23, 24, 25, 30 e 31 de janeiro, além de 1º, 6, 7 e 8 de fevereiro.

  • Sextas-feira: das 18h às 22h
  • Sábado: das 10h às 22h
  • Domingo: das 10h às 21h

Para mais informações da Uva e Expo Vinhos 2026 acesse o site oficial da Festa.

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Alta nos embarques de soja é puxada por China e Sudeste Asiático



Avanço no volume embarcado gerou uma receita de US$ 14,5 bilhões



Foto: Divulgação

As exportações da cadeia da soja e do biodiesel cresceram 11,78% no terceiro trimestre de 2025, somando 35,54 milhões de toneladas. Segundo dados do Cepea, o avanço no volume embarcado gerou uma receita de US$ 14,5 bilhões, alta de 4,47% em relação ao mesmo período de 2024.

Apesar do crescimento físico das exportações, a receita aumentou em ritmo mais lento devido à queda nos preços internacionais da soja em grão e do farelo. A oferta global elevada pressionou os preços, mesmo diante de uma demanda externa aquecida.

A China e o Sudeste Asiático foram os principais motores da expansão nas vendas externas de soja em grão, enquanto o farelo brasileiro ganhou espaço na União Europeia e no Leste Asiático.

Por outro lado, o óleo de soja teve desempenho mais fraco no comércio exterior. A forte demanda interna limitou a disponibilidade para exportação, reduzindo os embarques especialmente para a China e demais destinos secundários.

As perspectivas para a safra 2025/26 indicam possível reversão desse quadro de oferta abundante, com expectativa de redução na produção global. Essa mudança pode reequilibrar o mercado e sustentar os preços nos próximos trimestres.

 

 





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Safra de grãos cresce 20,7% em Santa Catarina


A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Sape) encerra 2025 com a execução de mais de R$ 503,5 milhões em ações, programas e convênios voltados ao fortalecimento do setor agropecuário catarinense. Os dados, atualizados até 12 de dezembro, indicam a formalização de mais de 87,2 mil contratos para apoio aos produtores rurais em todo o estado.

O desempenho da produção agrícola marcou o ano. Santa Catarina registrou safra recorde de grãos em 2024/25, com crescimento de 20,7% em relação ao ciclo anterior, segundo o Observatório do Agro Catarinense. As exportações de carnes também alcançaram resultados inéditos. Entre janeiro e novembro, o estado exportou 1,83 milhão de toneladas, com receita de US$ 4,07 bilhões, o melhor desempenho da série histórica iniciada em 1997.

Entre os projetos estruturantes, avançou o SC Rural 2, em fase final de tramitação, com investimento previsto de US$ 150 milhões, sendo US$ 120 milhões financiados pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento e US$ 30 milhões de contrapartida estadual. A iniciativa busca ampliar renda, competitividade e resiliência frente a eventos climáticos extremos. Outro destaque foi a aprovação do Programa Coopera Agro SC, que prevê até R$ 1 bilhão em linhas de crédito para cooperativas, agroindústrias e produtores integrados.

Na defesa agropecuária, a Sape publicou a Portaria nº 50/2025, que estabelece diretrizes de biosseguridade para a suinocultura tecnificada, e lançou o Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade, com financiamentos de até R$ 70 mil por produtor. Também foi publicada a Portaria nº 63/2025, que define condições para a autorização excepcional do plantio de soja no estado.

O setor florestal foi contemplado com o lançamento do Inventário e Mapeamento de Florestas Plantadas, desenvolvido em parceria com a Udesc, que identificou mais de 950 mil hectares de Pinus e Eucalyptus. Já na sanidade animal, a Sape e a Cidasc intensificaram ações preventivas após o foco de Influenza Aviária no Rio Grande do Sul, mantendo Santa Catarina sem registros da doença na produção comercial.

A fruticultura também recebeu apoio emergencial. Em São Joaquim, produtores de maçã afetados por granizo foram atendidos por programas que autorizam financiamentos de até R$ 100 mil, sem juros, para reposição de mudas e reconstrução de estruturas. O Sistema Antigranizo foi ampliado e está presente em 13 municípios.

Na área de conectividade, seguem em tramitação projetos como o Sinal Bom, que prevê a instalação de 688 novas estações de rádio base 4G ou superior, e o Endereço Certo Rural SC, voltado ao georreferenciamento de matrículas e estradas rurais.

Ao longo de 2025, o Fundo de Desenvolvimento Rural aplicou R$ 256,8 milhões em programas que beneficiaram mais de 23 mil produtores. O programa Terra Boa recebeu R$ 114 milhões, atendendo mais de 63 mil agricultores. O Fundesa destinou R$ 17,5 milhões em indenizações por abate sanitário, enquanto os programas de crédito fundiário aplicaram mais de R$ 16 milhões. Convênios estaduais somaram R$ 84,8 milhões, além da entrega de 320 equipamentos agrícolas a 120 municípios.





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Clima favorece implantação do arroz no Rio Grande do Sul


A semeadura do arroz está próxima da conclusão no Rio Grande do Sul, com cerca de 4% da área ainda pendente, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. A instituição alerta, no entanto, que parte dessas áreas pode não ser efetivamente cultivada, em razão do plantio fora do período ideal e dos baixos preços praticados no mercado.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, beneficiadas pelas condições climáticas recentes. “O predomínio de tempo ensolarado e as precipitações espaçadas favoreceram o estabelecimento inicial”, permitindo a condução adequada da irrigação, da adubação e do controle de plantas invasoras.

Nas áreas com restrição hídrica superficial, a irrigação tem sido decisiva para assegurar a germinação e a emergência uniformes, especialmente em lavouras implantadas mais tardiamente. A entidade avalia que, de modo geral, “o desenvolvimento das plantas é compatível com a época”, com estande e crescimento inicial considerados satisfatórios.

O manejo da lâmina d’água está em andamento na maior parte das áreas, assim como a aplicação de herbicidas pré-emergentes e de glifosato no estádio de ponto de agulha. Segundo o boletim, essas práticas têm garantido o adequado estabelecimento da cultura, com baixo nível de infestação. Em lavouras semeadas no início do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), observa-se a proximidade da transição para a fase reprodutiva, enquanto seguem os tratos culturais, com destaque para a adubação nitrogenada em cobertura e o monitoramento fitossanitário.

A área total estimada para o cultivo do arroz no estado é de 920.081 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A produtividade média é projetada em 8.752 kg por hectare, segundo a Emater/RS-Ascar.

Nas regionais, o cenário apresenta variações. Em Bagé, as lavouras foram favorecidas pelo tempo predominantemente ensolarado. A chuva registrada em 15 de dezembro ocorreu de forma isolada e contribuiu para o início da irrigação em algumas áreas. Nova precipitação em 21 de dezembro melhorou a umidade do solo e aumentou a eficiência dos herbicidas. Em São Borja, a semeadura está praticamente concluída, mas os baixos volumes de chuva exigiram o uso da irrigação para garantir a emergência das plantas. Já em São Gabriel, as temperaturas elevadas e o reduzido acumulado de chuvas desde novembro geram atenção quanto aos níveis de água em alguns reservatórios.

Na região de Santa Rosa, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo dentro do esperado, embora tenha sido necessária a irrigação em parte das áreas para viabilizar a germinação. A Emater/RS-Ascar observa pequeno atraso na semeadura, mas destaca que “mais de 85% da área foi implantada até 15 de dezembro”, considerado o limite preferencial para a região. Em Soledade, o estabelecimento e o crescimento inicial são avaliados como adequados, com manejo da água já em curso e lavouras semeadas no início do ZARC próximas da fase reprodutiva.

No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta recuo nos preços. O valor médio da saca de 60 quilos caiu 0,81% em relação à semana anterior, passando de R$ 52,96 para R$ 52,53.





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Altas temperaturas afetam lavouras de feijão-de-vagem



Produção de feijão-de-vagem recua em Vale Real



Foto: Canva

A produção de feijão-de-vagem no Vale do Taquari registrou impactos negativos em função das altas temperaturas recentes, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25). Na região administrativa de Lajeado, em especial no município de Vale Real, o calor excessivo comprometeu o florescimento e a fecundação das plantas, resultando em perdas de produtividade estimadas em cerca de 10%.

Apesar da redução no potencial produtivo, a Emater/RS-Ascar informa que a cultura apresenta bom estado fitossanitário. Ainda assim, foi necessário o controle da antracnose para evitar o avanço da doença nas lavouras. O aumento da oferta no mercado refletiu diretamente nos preços pagos ao produtor, com queda de R$ 6,00 para R$ 4,00 por quilo em relação ao mês anterior.

No município de Feliz, também acompanhado pela regional de Lajeado, a colheita ocorre normalmente. Os preços praticados na comercialização variam entre R$ 5,50 e R$ 6,50 por quilo, conforme a qualidade e o volume ofertado.





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Goiás acelera semeadura do milho com melhora climática



Exportações de milho devem crescer 16,3% em 2025/26



Foto: Pixabay

O ritmo de plantio do milho em Goiás avançou ao longo de novembro, impulsionado pela maior previsibilidade das chuvas no período. Segundo a edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), até o dia 8 do mês apenas 8% da área estimada para a primeira safra havia sido semeada no estado.

O avanço ganhou intensidade a partir da terceira semana de novembro, quando o percentual plantado saltou para 39%, aproximando-se da média registrada nos últimos cinco anos, de 40,8%. O documento atribui o desempenho à regularização das precipitações, que trouxe maior segurança aos produtores para acelerar a semeadura. Entre os dias 23 e 29 de novembro, o plantio manteve ritmo elevado e alcançou 55% da área prevista. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nas regiões Leste e Norte de Goiás, o plantio já se encontrava praticamente concluído nesse período.

Além do desempenho no campo, o milho segue ocupando posição de destaque no comércio exterior goiano. No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o grão foi o terceiro produto com maior valor exportado pelo estado, atrás apenas da soja e da carne bovina. A participação do milho no valor total exportado pelo agronegócio goiano cresceu de 5,8% para 7,1% em comparação ao ano anterior, refletindo o fortalecimento da demanda internacional.

A perspectiva para a safra brasileira 2025/26 é de continuidade desse movimento. A Conab projeta crescimento de 16,3% nas exportações de milho em relação ao ciclo anterior, sinalizando a manutenção de um cenário externo favorável. O aumento dos estoques ao final da safra 2024/25 resultou em um volume inicial mais robusto para o novo ciclo, ampliando a oferta disponível no mercado e sustentando expectativas positivas tanto para o consumo interno quanto para as vendas externas.

Segundo a Conab, o consumo doméstico de milho mantém trajetória de crescimento desde a safra 2020/21 e deve atingir 94,6 milhões de toneladas em 2025/26. Esse avanço é atribuído, principalmente, à expansão dos plantéis de aves e suínos e ao aumento da produção de etanol de milho, fatores que seguem elevando de forma consistente a demanda pelo grão no país.





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Clima afeta desenvolvimento da mandioca no RS



Temperaturas baixas impactam lavouras de mandioca



Foto: Canva

A cultura da mandioca permanece em fase de desenvolvimento vegetativo no Rio Grande do Sul, com desempenho abaixo do observado em anos anteriores. A avaliação consta no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o levantamento, na região administrativa de Soledade, o desenvolvimento fenológico da mandioca está reduzido, situação atribuída principalmente às condições climáticas registradas ao longo do período. Segundo a Emater/RS-Ascar, o comportamento da cultura reflete “as condições climáticas, especialmente de temperaturas mais baixas durante a noite”, que podem ter limitado o crescimento das plantas.

Apesar desse cenário, a comercialização segue em andamento. A mandioca continua sendo vendida “no pé”, com estimativa de remuneração em torno de R$ 1,70 por planta, conforme informado no boletim técnico da instituição.





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Embate entre China e EUA definiu mercado da soja em 2025 e deve ditar ritmo de 2026


mercado da soja mundo preço
Foto: Pixabay/Montagem: Canal Rural

O ano de 2025 foi difícil para o mercado de soja, especialmente pelo lado da geopolítica global. A consultoria Safras & Mercado avalia que, doo ponto de vista produtivo, tratou-se de um ano bastante positivo, com volumes elevados nas produções dos principais paises.

Nos Estados Unidos, a safra 2024/25 (safra velha) foi regular, com produção próxima de 119 milhões de toneladas. No Brasil, um recorde histórico foi atingido, encerrando a temporada em aproximadamente 171,8 milhões de toneladas, sustentada por altos níveis de produtividade na maior parte dos estados.

“A exceção foi o Rio Grande do Sul, que enfrentou uma quebra histórica de cerca de 40% do potencial produtivo, em função de seca severa e temperaturas elevadas. Caso esse evento climático não tivesse ocorrido, o Brasil poderia ter encerrado o ciclo com uma produção próxima de 180 milhões de toneladas”, destaca o analista e consultor de Safras Rafael Silveira.

Na Argentina, a produção foi considerada muito boa, estimada em torno de 50,5 milhões de toneladas. “Embora não tenha sido um recorde histórico, foi uma safra robusta e consistente, o que permitiu à América do Sul exercer forte pressão de oferta no mercado global”, acrescenta.

Preços da soja surpreenderam

Diante desse cenário de oferta abundante, o mercado brasileiro esperava quedas significativas de preços ao longo de 2025. No entanto, uma série de fatores alterou substancialmente essa expectativa.

“Inicialmente, houve atrasos na colheita, o que prejudicou a logística no mês de fevereiro e reduziu temporariamente o fluxo de oferta. Na sequência, ganhou força o principal vetor de sustentação do mercado ao longo do ano: a guerra comercial entre Estados Unidos e China,
que se intensificou e se estendeu por praticamente todo o ano de 2025″, aponta o analista.

Os entraves tarifários redirecionaram os fluxos globais de comércio e o Brasil consolidou-se como principal fornecedor de soja ao mercado chinês. Silveira lembra que a China já vinha reduzindo suas compras de soja norte-americana e, a partir de maio de 2025, praticamente interrompeu as aquisições do grão dos EUA.

“Ao mesmo tempo em que não mais comprava dos norte-americanos, o gigante asiático se aproveitou da grande oferta brasileira, adquirindo volumes extremamente elevados”, frisa.

Exportações, prêmios e mercado interno

A comercialização da soja brasileira foi amplamente favorecida. Os volumes exportados foram muito expressivos, o que sustentou os prêmios de exportação, que quase não recuaram no primeiro semestre e dispararam a partir de maio, quando a China cessou as compras de soja norte-americana.

“Como reflexo, os preços internos permaneceram sustentados, tanto no canal de exportação quanto na indústria doméstica. A indústria, por sua vez, enfrentou margens extremamente apertadas durante grande parte do ano, uma vez que o preço físico da soja subiu, enquanto o farelo negociado em bolsa apresentou retração consistente ao longo de 2025”, coloca o consultor.

Silveira destaca que, em diversos momentos, os preços no mercado físico ficaram acima da paridade de exportação, invertendo completamente as expectativas iniciais para o ciclo. “Assim, o ano de 2025 foi caracterizado por oferta abundante, porém com preços sustentados no físico”, completa.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o comportamento foi distinto: o mercado operou de forma lateralizada, em um intervalo aproximado entre US$ 9,50 e US$ 11,50 por bushel, refletindo principalmente a queda da demanda chinesa pela soja norte-americana.

“Esse movimento contribuiu para uma redução da área plantada com soja nos EUA, com parte significativa sendo migrada para o milho na safra 2025/26.”

As exportações brasileiras de soja devem encerrar 2025 entre 108 e 109 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde absoluto. A China foi o principal destino, devendo alcançar importações totais de 83 a 84 milhões de toneladas ao longo do ano.

Do total exportado pelo Brasil no ano anterior, aproximadamente 72,5 milhões de toneladas tiveram como destino a China (considerando todo o ano de 2024) , evidenciando que o país absorveu praticamente toda a janela tradicional de exportação dos EUA, especialmente entre outubro e parte de novembro.

Acordo entre China e EUA

Donald Trump e Xi Jinping apertam as mãos
Xi Jinping e Donald Trump. Foto: Xihua

Ao final de outubro e início de novembro, surgiram acordos entre China e Estados Unidos, nos quais os asiáticos teriam se comprometido a comprar cerca de 12 milhões de toneladas de soja até o final de dezembro.

Com o passar do tempo, ficou claro que esse volume não seria totalmente concretizado, o que levou o Secretário do Tesouro dos EUA a postergar o prazo para o final de fevereiro.

Além disso, o acordo previa compras de aproximadamente 25 milhões de toneladas por ano durante os próximos três anos. “Esse volume, embora relevante politicamente, representa uma demanda relativamente normal dentro do histórico de comércio entre os dois países”, ressalta Silveira.

Caso esses acordos de fato se materializem, pode ocorrer uma redução na agressividade das exportações brasileiras na safra nova, impactando diretamente o nível de preços no mercado doméstico. “Diferentemente de 2025, o Brasil pode não contar com uma pressão tão forte de demanda externa”, alerta o analista.

Para ele, esse cenário é o principal risco para o produtor brasileiro em 2026, especialmente diante da expectativa de novo aumento de produção, atualmente estimada em cerca de 178,7 milhões de toneladas.

“Com oferta crescente e possível recomposição do fluxo comercial entre EUA e China, o ambiente de preços tende a exigir maior disciplina comercial e estratégias de hedge mais ativas”, conclui Silveira.

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