sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Trump avalia afrouxar regras para conter alta do preço do combustível


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia suspender temporariamente as exigências da centenária lei sobre transporte marítimo, conhecida como Jones Act, para garantir que as remessas de energia e agrícolas possam circular livremente entre os portos dos EUA, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quinta-feira.

A medida seria uma tentativa de combater as interrupções de fornecimento relacionadas à guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

“No interesse da defesa nacional, a Casa Branca está considerando suspender a Jones Act por um período limitado de tempo para garantir que produtos vitais de energia e produtos agrícolas essenciais fluam livremente para os portos dos EUA”, disse Leavitt em um comunicado.

“Essa ação ainda não foi finalizada”, acrescentou.

O anúncio de uma isenção de 30 dias poderia ser feito já nesta quinta-feira, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com a iniciativa, e teria como objetivo combater a alta dos preços dos combustíveis e outras interrupções desde o início da guerra.

Os altos preços da gasolina acarretam riscos políticos significativos para Trump e seus pares republicanos, que há muito argumentam que suas políticas de energia manteriam o combustível acessível para os consumidores norte-americanos.

Um aumento sustentado nos preços nas bombas poderia minar essa mensagem e alimentar as críticas dos democratas de que o governo não conseguiu proteger as famílias dos custos mais altos, principalmente porque os eleitores continuam sensíveis à inflação antes das eleições legislativas de meio de mandato em novembro.

Os preços médios nacionais de varejo da gasolina nos EUA atingiram US$ 3,60 o galão nesta quinta-feira, pela primeira vez desde maio de 2024, enquanto os preços do diesel atingiram US$ 4,89 o galão, o mais alto desde dezembro de 2022, segundo dados da associação de motoristas AAA.

Trump tem analisado ideias para domar os preços da energia, mas analistas e especialistas em energia dizem que ele tem poucas opções significativas enquanto o Irã continuar a atacar navios petroleiros no Estreito de Ormuz, a estreita via navegável na costa do Irã pela qual cerca de um quinto do petróleo do mundo normalmente flui.

De acordo com a Jones Act, as mercadorias transportadas entre portos dos EUA devem ser levadas por embarcações construídas e com bandeira dos EUA e, em sua maioria, de propriedade dos EUA. Essa exigência limita drasticamente o número de navios-tanque disponíveis para remessas domésticas.

A isenção temporária da regra permitiria que navios estrangeiros transportassem combustível entre os portos dos EUA, o que poderia reduzir os custos de transporte e acelerar as entregas.

A isenção da Jones Act não terá um grande impacto sobre os preços da gasolina, mas poderá ajudar a desacelerar os aumentos em regiões que dependem de importações, como a Costa Oeste e o Nordeste, de acordo com Patrick De Haan, analista da GasBuddy, empresa de monitoramento de preços de combustíveis.

* Reportagem adicional de Shariq Khan





Source link

News

Petrobras anuncia aumento do preço do diesel para distribuidoras


diesel Petrobras
Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

A Petrobras informou nesta sexta-feira (13) que vai reajustar o preço de venda do diesel A para as distribuidoras a partir deste sábado (14). O aumento será de R$ 0,38 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o reajuste corresponde a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B vendido nos postos.

Após o ajuste, o preço médio do diesel A comercializado pela companhia para as distribuidoras passará a R$ 3,65 por litro. A participação da Petrobras no valor do diesel B vendido ao consumidor final será, em média, de R$ 3,10 por litro.

Histórico de reajustes

Segundo a empresa, o último ajuste no preço do diesel para as distribuidoras ocorreu há 311 dias, em 6 de maio de 2025, quando houve redução.

O último aumento havia sido registrado em 1º de fevereiro de 2025.

Mesmo com a atualização anunciada, a Petrobras afirma que, no acumulado desde dezembro de 2022, o preço do diesel A vendido às distribuidoras apresenta redução de R$ 0,84 por litro. O recuo corresponde a 29,6%, considerando a inflação do período.

Tributos federais

De acordo com a companhia, o impacto do reajuste para o consumidor é atenuado pela desoneração de tributos federais.

O Governo Federal do Brasil zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre a comercialização de diesel.

O post Petrobras anuncia aumento do preço do diesel para distribuidoras apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Exportações de ovos registra queda de 5%, apesar de mercado aquecido


classificação de ovos
Foto: Divulgação Anffa Sindical

A exportação de ovos brasileiros em fevereiro teve uma pequena queda em relação ao mês anterior, segundo o Cepea, o recuo foi de 5%. Apesar disso, o segundo mês de 2026 registrou volumes superiores aos do mesmo período de 2025. Os números indicam crescimento de 16% em relação ao ano anterior e representam o maior volume para esse intervalo desde 2013.

A queda de um mês para o outro neste início de ano não chega a preocupar o mercado, já que o desempenho das exportações é considerado acima da média para o período. Os volumes registrados nos últimos dois meses são considerados históricos, com resultados que não eram observados há mais de uma década.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Exportações de ovos registra queda de 5%, apesar de mercado aquecido apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Mesmo com incertezas globais, exportações brasileiras de frango seguem em bom ritmo


abate de frangos em frigorífico, aves, produtos avícolas
Foto: Lucas Scherer/Embrapa Suínos e Aves

O mercado avícola brasileiro acompanha com atenção os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Segundo agentes do setor, o Brasil, atualmente o maior exportador mundial de carne de frango, demonstra preocupação com o cenário de guerra na região, sobretudo pelo risco de bloqueios em rotas marítimas que possam dificultar as negociações internacionais.

Apesar das incertezas, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) referentes à primeira quinzena de março indicam que, até o momento, não houve impacto nos volumes exportados.

Ainda segundo os números deste início de ano, fevereiro de 2026 registrou recorde de exportações para o período, com 493,2 mil toneladas embarcadas, de acordo com a Secex. Trata-se do terceiro mês do ano com volumes históricos, o que indica que, pelo menos por enquanto, a preocupação do mercado permanece mais relacionada a possíveis efeitos de longo prazo.

No mercado interno, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a liquidez segue baixa neste início de março. As cotações permanecem estáveis e a expectativa é de que esse cenário se mantenha no curto prazo.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Mesmo com incertezas globais, exportações brasileiras de frango seguem em bom ritmo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

China libera estoques de fertilizantes para conter impacto do conflito no Oriente Médio


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A China informou nesta sexta-feira que irá liberar fertilizantes de suas reservas comerciais nacionais antes do início do plantio de primavera, em uma tentativa de garantir o abastecimento interno. A decisão ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de energia e insumos agrícolas, o que vem afetando o fornecimento global.

Segundo comunicado da Associação Chinesa de Meios de Produção Agrícola, as empresas responsáveis pelos estoques estratégicos foram orientadas a colocar parte das reservas no mercado para assegurar oferta adequada durante o pico da demanda agrícola e ajudar a estabilizar os preços.

A entidade informou que a liberação inclui fertilizantes nitrogenados, fosfatados e compostos, produtos essenciais para a produção agrícola. Tradicionalmente, a China libera esses estoques uma vez por ano antes do início da temporada de plantio da primavera.

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a decisão foi antecipada em pelo menos 15 dias em relação aos ciclos anteriores. Agricultores nas províncias de Henan e Shandong relataram nos últimos dias dificuldades para encontrar fertilizantes fosfatados no mercado local.

Impactos para o mercado global

A medida ocorre em um momento de crescente preocupação com o abastecimento global de fertilizantes. O fechamento do Estreito de Hormuz, decorrente da escalada do conflito no Oriente Médio, ameaça interromper rotas importantes para o comércio internacional de insumos agrícolas.

O estreito é uma das principais vias de transporte marítimo de energia e fertilizantes, conectando produtores do Oriente Médio a mercados da Ásia, Europa e América Latina.

Dependência brasileira

O movimento também é acompanhado com atenção pelo mercado agrícola brasileiro, que depende fortemente de fertilizantes importados. Em 2025, o Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes, volume recorde da série histórica, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A China tem ampliado sua participação nesse mercado e se tornou recentemente um dos principais fornecedores do insumo ao Brasil. Entre janeiro e outubro de 2025, o país asiático exportou cerca de 9,76 milhões de toneladas de fertilizantes para o Brasil, o equivalente a aproximadamente 25% das importações brasileiras no período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

O post China libera estoques de fertilizantes para conter impacto do conflito no Oriente Médio apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Comissão Jurídica da Farsul promove seminário na Expodireto 2026



Seminário debate impactos da reforma tributária para o produtor rural na Expodireto



Foto: Fernando Teixeira

A Comissão de Assuntos Jurídicos da Farsul realizou, na quarta-feira (11), durante a Expodireto, um semiinário para discutir os impactos e mudanças que a reforma tributária traz para o produtor rural.

O Vice-Presidente da Farsul, Elmar Konrad, abriu o evento destacando a importância de debater o assunto antes que a reforma entre completamente em vigor, a partir de 2032. “São muitas alterações, é um sistema novo muito complexo e é essencial termos um treinamento desde já”.

Em seguida, Hugo Monteiro da Cunha Cardoso, contador e autor de livros de gestão no setor rural, iniciou a apresentação das mudanças tributárias que iniciaram a primeira fase em janeiro deste ano.

O Governo Federal planeja extinguir uma série de tributos como o ICMS, PIS, COFINS e ISS e criar dois em seus lugares: O CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Cardoso destacou que hoje o produtor é isento da maioria dos tributos antigos, mas deverá contribuir com os novos, e que a relação com o contador precisa se tornar mais estreita, visto que as novas declarações passam a ser feitas mensalmente, ao contrário de hoje, que são feitas anualmente. O palestrante também informou que muitas definições ainda não estão estabelecidas, e que o processo será feito de maneira gradual a partir de 2027.

Após a palestra, aconteceu uma mesa redonda para discussão onde estiveram presentes o Economista-Chefe da Farsul, Antonio da Luz, e a Gerente Jurídica da Cotrijal, Gabriela Kirst. O evento foi uma parceria da Farsul com a UBAU (União Brasileira dos Agraristas Universitários).





Source link

News

IBGE: projeção de soja deve crescer mais de 4% na safra 2025/26


Reprodução Canal Rural/Soja Brasil

A produção de soja no Brasil deve alcançar um recorde na safra 2025/26, com estimativa de 173,3 milhões de toneladas, em comparação 166,1 milhões de toneladas em 2025. A projeção de fevereiro ajustou a estimativa em 0,4% em relação ao levantamento de janeiro, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

O estudo indica alta de 4,3% no volume esperado em comparação ao ano anterior. A área cultivada de soja deve crescer 0,8%, chegando a 48,2 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio por hectare deve subir 3,5%, alcançando 3.600 kg/ha. O gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, destacou que a recuperação da produção está relacionada à melhora em estados prejudicados por condições climáticas adversas em 2025, como Rio Grande do Sul, norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.

Entre os estados produtores, o Paraná deve colher 22,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,3% em relação a 2025. O Mato Grosso do Sul deve atingir 15,0 milhões de toneladas, alta de 14,0%, enquanto o Rio Grande do Sul projeta 20,8 milhões de toneladas. O Mato Grosso, maior produtor nacional, estima produção de 48,5 milhões de toneladas, queda de 3,3% sobre 2025, mas com aumento de 1,9% na área plantada; o rendimento médio no estado deve cair 5,0%.

Cereais, leguminosas e oleaginosa

A estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 é de 344,1 milhões de toneladas, volume 0,6% menor que o de 2025, com aumento de 1,3 milhão de hectares na área cultivada, totalizando 82,9 milhões de hectares. Arroz, milho e soja concentram 92,8% da produção estimada e 87,5% da área cultivada.

Em relação à produção e área por produto, a soja apresenta crescimento de 4,3% na produção e 0,8% na área; o milho registra queda de 5,3% na produção total, com aumento de 12,2% na 1ª safra e redução de 9,1% na 2ª, e crescimento de 2,4% na área; já o arroz em casca apresenta redução de 8,0% na produção e 6,3% na área. O milho deve alcançar 134,3 milhões de toneladas, enquanto a produção de arroz em casca é estimada em 11,6 milhões de toneladas.

Por região, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas terá a seguinte distribuição em 2026: Centro-Oeste 167,9 milhões de toneladas (48,8%), Sul 95,2 milhões de toneladas (27,7%), Sudeste 30,5 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste 28,9 milhões de toneladas (8,4%) e Norte 21,5 milhões de toneladas (6,2%).

A variação anual positiva é observada no Sul (+10,3%) e Nordeste (+4,2%), enquanto Centro-Oeste (-6,0%), Sudeste (-1,9%) e Norte (-3,5%) registram queda. Quanto à variação mensal, Norte (+0,2%), Centro-Oeste (+0,3%), Sudeste (+1,1%), Nordeste (+2,3%) e Sul (-0,1%).

Entre os estados, o Mato Grosso lidera a produção nacional com participação de 30,2%, seguido por Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, esses seis estados respondem por 79,6% da produção nacional.

O post IBGE: projeção de soja deve crescer mais de 4% na safra 2025/26 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

EUA iniciam investigação comercial contra 60 países; Brasil está entre os analisados


tarifas donald trump
Foto: Reprodução

Os Estados Unidos iniciaram investigações comerciais contra cerca de 60 países por possíveis práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado. A apuração é conduzida pelo escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e inclui o Brasil entre os países analisados.

Segundo o representante comercial Jamieson Greer, trabalhadores e empresas americanas podem estar competindo com produtores estrangeiros que teriam uma “vantagem de custo artificial” obtida por meio dessas práticas.

A investigação buscará avaliar se os governos estrangeiros adotaram medidas suficientes para impedir a produção e a importação de bens associados ao trabalho forçado. Caso seja constatado que essas práticas prejudicam empresas e trabalhadores americanos, o governo dos EUA poderá adotar medidas comerciais contra os países envolvidos.

Entre as possíveis ações estão a imposição de tarifas adicionais, restrições às importações, suspensão de concessões em acordos comerciais ou a negociação de compromissos formais para que os governos investigados eliminem essas práticas.

O processo inclui consultas com os países analisados e, se necessário, poderá evoluir para disputas formais no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O post EUA iniciam investigação comercial contra 60 países; Brasil está entre os analisados apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Preço do diesel tem alta de 7% em março, aponta levantamento


diesel combustivel - icms
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que tem pressionado o preço do petróleo no mercado internacional, os valores médios do diesel registraram alta relevante nos primeiros dias de março nos postos brasileiros. Os dados são do IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações realizadas em postos de combustível em todo o país.

Na comparação entre os preços médios da última semana de fevereiro e os da primeira semana de março, o diesel S-10 subiu 7,72%, passando de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro, enquanto o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,23 para R$ 6,61. No mesmo período, a gasolina registrou variação mais moderada, mas também relevante, de 1,24%, passando de R$ 6,44 para R$ 6,52.

De acordo com Vinicios Fernandes, diretor de Frete da Edenred Mobilidade, o diesel costuma ser o combustível que reage primeiro a movimentos mais bruscos no mercado internacional de petróleo, principalmente por sua forte relação com o transporte de cargas no país.

Além disso, o Brasil ainda não é autossuficiente na produção do combustível e importa entre 20% e 30% do diesel consumido internamente, o que torna o mercado mais sensível às oscilações internacionais, especialmente em momentos de tensão geopolítica que afetam rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz.

“Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros sinais apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer pressão de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado”, explica Fernandes.

Segundo ele, em cenários de maior volatilidade internacional, reajustes começam a aparecer ao longo da cadeia de abastecimento, movimento que já começa a ser percebido nos últimos dias, mesmo sem anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras nas refinarias.

Nos últimos dias, o preço do barril de petróleo chegou a se aproximar de US$ 120, diante do temor de impactos na oferta global de energia e na economia mundial. O executivo alerta que já há sinais de maior pressão na oferta em alguns pontos da cadeia de abastecimento.

“Graças à nossa rede de postos credenciados da Edenred Mobilidade e ao relacionamento próximo com esses parceiros, conseguimos acompanhar de perto o que está acontecendo na ponta da distribuição. Nos últimos dias, alguns postos já têm relatado dificuldade de reposição em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar um cenário de oferta mais apertada caso as restrições logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem”, afirma.

Ele ressalta, porém, que ainda é cedo para afirmar que haverá falta de combustível.

“A própria Petrobras ainda não anunciou reajustes e costuma avaliar o comportamento do mercado antes de qualquer movimento. De toda forma, seguimos monitorando a situação de perto e, se houver algum impacto mais relevante, temos tecnologia para apoiar nossos clientes e até mesmo o público em geral, indicando pontos com disponibilidade de combustível para abastecimento, como já fizemos em momentos críticos do setor, como durante a greve dos caminhoneiros de 2018”, completa.

Altas regionais

Regionalmente, as maiores altas do diesel foram registradas no Nordeste, onde o diesel comum subiu 13,17% e o diesel S-10 avançou 8,79% no período.

A região também registrou a maior média do país para o diesel comum, chegando a R$ 7,22 por litro.

O Centro-Oeste também apresentou variações relevantes, com alta de 7,45% no diesel comum e 7,11% no S-10, movimento observado em uma região estratégica para o escoamento da produção agrícola do país.

Nas demais regiões, os aumentos do diesel comum foram mais moderados, embora também relevantes: 5,13% no Sul, 3,55% no Norte e 3,40% no Sudeste.

No caso do diesel S-10, a maior média foi registrada no Norte, com R$ 7,00 por litro.

Entre as gasolinas, o Norte também liderou em preço, com média de R$ 6,93, enquanto a maior alta foi observada no Nordeste, de 3,21%.

Nos recortes estaduais, os dados também mostram diferenças relevantes.

No diesel comum, o maior preço médio foi registrado em Roraima, com R$ 7,84 por litro, enquanto o menor foi observado em Pernambuco, com R$ 6,23. O maior aumento foi registrado no Piauí, de 17,45%, com o combustível chegando a R$ 7,74.

Já no diesel S-10, o maior preço médio foi observado no Acre, também com R$ 7,84 por litro, enquanto o menor foi registrado no Rio Grande do Sul, com R$ 6,26. A Bahia apresentou o maior aumento, de 11,46%.

No caso da gasolina, o maior preço médio foi registrado em Rondônia, com R$ 7,90 por litro, estado que também apresentou a maior alta no período, de 13,18%. Já o menor preço médio foi observado na Paraíba, com R$ 6,26.

O post Preço do diesel tem alta de 7% em março, aponta levantamento apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Custos sobem, mas preços ao produtor recuam no Rio Grande do Sul


O Sistema Farsul divulgou os resultados de janeiro de 2026 do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) e do Índice de Inflação dos Preços Recebidos (IIPR), indicadores que acompanham a evolução dos custos de produção e dos preços recebidos pelos produtores rurais no Rio Grande do Sul.

Segundo a entidade, “o IICP iniciou o ano de 2026 com nova elevação de 0,51% em janeiro”. De acordo com o relatório, os principais fatores para a alta foram o custo da mão de obra, com aumento de 7%, e dos fertilizantes, com avanço de 2%. O documento aponta que o aumento dos fertilizantes está relacionado à elevação do preço do petróleo no mercado internacional e destaca que o indicador pode registrar novas altas diante da intensificação de conflitos em regiões produtoras da matéria-prima.

No acumulado de 12 meses, o índice apresentou resultado negativo. Conforme o Sistema Farsul, “o IICP registrou deflação de 2,95%, resultado que configura a quarta queda consecutiva”. O relatório aponta que herbicidas, fertilizantes e inseticidas foram os itens que mais contribuíram para o movimento, influenciados pela queda de 11% no dólar e de 7% no preço do petróleo.

Já os preços recebidos pelos produtores iniciaram o ano em retração. De acordo com a entidade, “os preços iniciaram o ano com recuo significativo de 1,73% frente ao mês anterior”. Entre os fatores citados estão a queda no preço do leite, associada ao aumento da oferta, e a redução da cotação da soja, acompanhando o movimento de baixa registrado em Chicago Board of Trade (CBOT), que reflete projeções de maior oferta global e a colheita em andamento no Centro-Oeste do Brasil.

No acumulado de 12 meses, o IIPR apresentou recuo expressivo. Segundo o relatório, “o índice apresentou queda de 14,04%”, influenciado principalmente pela retração de 46% no preço da saca de arroz e pela redução de 24% no preço do litro do leite, reflexo da maior oferta desses produtos.

Apesar da queda no índice de preços recebidos pelos produtores, o relatório ressalta que os alimentos continuam registrando inflação ao consumidor. De acordo com o Sistema Farsul, o cenário indica que as altas observadas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para alimentos decorrem de pressões ao longo da cadeia produtiva e não do preço recebido pelo produtor rural.





Source link