sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Exportações de carne bovina registram melhor fevereiro da história, diz Cepea


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O mercado do boi gordo segue com valores mais elevados neste início de ano. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a sustentação dos preços tem influência direta das exportações. Em fevereiro deste ano, o volume comercializado para o exterior bateu recorde, registrando o maior resultado da história para o período. A média diária de embarques no segundo mês do ano foi de 13,105 mil toneladas, 37,6% acima da registrada em 2025.

A China, principal compradora da carne bovina brasileira, liderou o ranking de fevereiro, sendo destino de mais da metade da carne exportada pelo país. Os Estados Unidos se mantiveram na segunda posição da lista.

Mercado interno cauteloso

O mercado interno, em contrapartida, seguiu lento no último mês. Há preocupação em relação aos acontecimentos no Oriente Médio, pois, embora o Brasil não seja um grande importador da commodity, eventuais dificuldades logísticas provocadas por bloqueios de rotas e aumento nos custos de frete têm mantido os exportadores em alerta.

Segundo pesquisadores, os compradores têm adotado cautela nas aquisições e buscado novas estratégias de compra. Já boa parte dos vendedores não tem se mostrado satisfeita com as ofertas recebidas e tem preferido segurar as vendas.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Soja puxa exportações do agro, que somam US$ 12 bilhões em fevereiro


soja para exportação
Fonte: Ivan Bueno/APPA

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o maior valor da série histórica para o mês. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), representou 45,8% de todas as vendas externas do Brasil no período.

Entre os principais setores, o complexo soja liderou os embarques, com US$ 3,78 bilhões, o equivalente a 31,4% do total exportado pelo agro no mês. Em relação a fevereiro de 2025, houve alta de 16,4%.

No geral, as exportações do agronegócio cresceram 7,4% na comparação anual, impulsionadas principalmente pelo aumento de 9% no volume embarcado. Apesar disso, o preço médio internacional recuou 1,5%, acompanhando a tendência de queda observada em índices globais de alimentos.

Superávit passa de US$ 10 bilhões

Enquanto as vendas externas avançaram, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% frente a fevereiro do ano passado.

Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões, crescimento de 10,3% no período.

China segue como principal destino

A China manteve a liderança entre os destinos das exportações do agro brasileiro em fevereiro, com US$ 3,6 bilhões, o equivalente a 30,5% do total.

Na sequência aparecem:

  • União Europeia: US$ 1,8 bilhão (15,2%)
  • Estados Unidos: US$ 802,9 milhões (7%)

Outros países asiáticos também ampliaram as compras. O Vietnã importou US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro, alta de 22,9%, enquanto a Índia registrou forte avanço, com US$ 357,3 milhões em embarques, crescimento de 171,1%.

Outros setores do agro

Depois do complexo soja, outros segmentos também tiveram participação relevante nas exportações do mês:

  • Proteínas animais: US$ 2,7 bilhões (22,5% do total), alta de 22,5%
  • Produtos florestais: US$ 1,27 bilhão (10,5%), queda de 1%
  • Café: US$ 1,12 bilhão (9,3%), recuo de 0,2%
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 861,3 milhões (7,1%), baixa de 4,2%

Produtos registram recordes

Alguns produtos também registraram recorde de exportações em fevereiro, entre eles óleo essencial de laranja, DDG de milho, farinhas de carne, extratos e miudezas, manteiga, gordura e óleo de cacau e óleo de milho.

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o desempenho reflete o aumento da produção e da oferta exportável do país.

“O Brasil caminha para colher safra recorde nos produtos vegetais e produção crescente nas proteínas animais. Esse aumento da produção amplia o excedente exportável do país e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado internacional”, afirmou.

De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luís Rua, o resultado também está ligado ao avanço na abertura de mercados.

“Foram nove novas aberturas de mercado apenas em fevereiro e 544 desde o início de 2023”, destacou.

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Programa da JBS transforma 50 milhões de litros de óleo de cozinha usado em biodiesel


programa óleo amigo JBS
Foto: Divulgação JBS

O programa Óleo Amigo, da JBS, comemorou uma importante marca: a coleta de 50 milhões de litros de óleo de cozinha usado ao longo de uma década. O volume, que deixou de ser descartado de forma inadequada, foi convertido em biodiesel pela Biopower, empresa da JBS Novos Negócios e uma das maiores produtoras do biocombustível no país.

De acordo com os cálculos da empresa, ao evitar que o resíduo fosse despejado na rede de esgoto ou no meio ambiente, o programa contribuiu para a preservação de mais de 1 trilhão de litros de água — o equivalente a 400 mil piscinas olímpicas.

Apenas em 2025, foram coletados 11,3 milhões de litros, o maior volume anual já registrado pela iniciativa. O resultado foi impulsionado pela expansão das operações para Campo Verde, em Mato Grosso, onde, somente no primeiro ano de atuação, a coleta atingiu 2 milhões de litros.

Para o diretor comercial da Biopower, Alexandre Pereira, dar dimensão concreta aos números é essencial para ampliar a conscientização. “Muita gente não sabe, mas apenas um litro de óleo descartado na pia pode contaminar até 25 mil litros de água. O que fazemos com o programa é interromper esse ciclo de poluição e transformar o problema em solução energética. A cada litro coletado, o impacto é triplo: evita contaminação hídrica, substitui combustível fóssil e estimula a adesão a uma atitude ambientalmente correta.”

Alcance da iniciativa

Embora a coleta direta com frota própria esteja concentrada atualmente em Lins (SP), Curitiba (PR) e Campo Verde (MT), a rede do Óleo Amigo alcança quase 115 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina.

Atualmente, a Biopower é uma das cinco maiores produtoras de biodiesel do Brasil e líder na fabricação do biocombustível a partir do processamento de resíduos orgânicos.

A capacidade produtiva anual nas três usinas, localizadas em Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC), supera 900 milhões de litros. Segundo Pereira, com entregas em mais de 22 estados, a empresa já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂.

Óleo de fritura usado

A empresa atua como garantidora de óleo de fritura usado no mercado, adquirindo volumes de coletores independentes e cooperativas em todo o país para a produção de biodiesel.

Desde 2015, já foram comprados mais de 430 milhões de litros do resíduo. O diretor comercial salienta que essa demanda estruturada há mais de 10 anos viabiliza economicamente cooperativas, gera renda e fortalece a cadeia de suprimentos ao transformar um descarte em insumo com valor de mercado.

O programa integra o pilar da estratégia de economia circular da JBS. Atualmente, a Companhia aproveita cerca de 99% de cada bovino processado. Assim, o que antes poderia ser resíduo, transforma-se em couro, colágeno, gelatinas e biodiesel.

Como participar da coleta

O programa conta com frota própria para retirada de óleo em bares, restaurantes, escolas, condomínios, empresas e outros locais geradores de óleo. Para agendar, basta entrar em contato:

Curitiba e região:

  • WhatsApp: (41) 99228-9748
    E-mail: oleoamigo.curitiba@jbs.com.br

Lins (SP) e Campo Verde (MT):

  • WhatsApp: (14) 9 9117-1660
    E-mail: oleoamigo.lins@jbs.com.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Gigante do setor agroenergético, Raízen pede recuperação extrajudicial


Maior produtora mundial de etanol e biomassa de cana-de-açúcar e uma das gigantes do setor de agroenergia, a Raízen apresentou pedido de recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (11). Segundo a companhia, a proposta de renegociação de suas dívidas, que superam os R$ 65,1 bilhões, foi acordada com seus principais credores.

Em um comunicado divulgado esta manhã, a companhia afirma que o objetivo do pedido é “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”.

Dívidas quirografárias são os créditos a receber não cobertos por uma chamada garantia real, como uma hipoteca, e que não gozam de preferência na ordem de pagamento. Assim, em caso de falência ou recuperação via judicial, os credores quirografários são os últimos a receber os valores que lhes são devidos.

De acordo com a Raízen, o Plano de Recuperação Extrajudicial apresentado junto ao pedido distribuído à Comarca da Capital de São Paulo conta com a adesão de seus principais credores, titulares de mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias – percentual superior ao quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados e suficiente para o ajuizamento do pedido de Recuperação Extrajudicial.

“O Grupo Raízen dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da Recuperação Extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no Plano”, explica a companhia em seu comunicado.

Ainda segundo a companhia, a iniciativa tem escopo limitado, não abrangendo as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem vigentes, sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.

O plano de Recuperação Extrajudicial poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen por seus acionistas; a conversão de parte dos Créditos Sujeitos em participação acionária na Companhia; a substituição de parte dos Créditos Sujeitos por novas dívidas; reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen e a venda de ativos do grupo.

Com mais de 45 mil colaboradores e 15 mil parceiros de negócios espalhados por todo o Brasil, o Grupo Raízen controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia, tendo anunciado uma receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025.

“As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema”, destacou a companhia, procurando tranquilizar seus acionistas e parceiros comerciais.





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Após perseguição, homem abandona carro com 600 kg de defensivos e foge a pé


Defensivos
Foto: divulgação/DOF

Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, na noite do último domingo (8), um veículo GM Celta carregado com 600 quilos de defensivos agrícolas de origem estrangeira. A ação ocorreu na rodovia MS-384, próximo ao trevo de Antônio João, no município de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.

A equipe realizava patrulhamento quando visualizou o veículo. Ao notar a aproximação da viatura policial, o condutor abandonou o automóvel às margens da rodovia e fugiu a pé para uma área de vegetação. Apesar das buscas realizadas no local, o suspeito não foi encontrado.

Durante a vistoria no interior do veículo, os policiais encontraram volumes de defensivos agrícolas de procedência estrangeira.

A carga e o veículo foram encaminhados à Receita Federal de Ponta Porã, gerando um prejuízo estimado de R$ 620 mil.

A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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‘Não tem botão na plantação’: norma sobre padrão do morango gera dúvidas entre produtores


morangos em cestos
Foto: arquivo pessoal | Diego Amaral

Produtores de morango estão preocupados com mudanças recentes sobre padrões de identidade e qualidade da fruta in natura. Os temores decorrem de uma nova norma que estabelece critérios para produção, classificação, embalagem e rotulagem do morango comercializado no país.

A Portaria nº 886 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi publicada no fim de fevereiro e internaliza um regulamento técnico estabelecido pelo Mercosul. A definição ocorre em meio ao acordo do bloco com a União Europeia, que deve ser oficializado em breve.

Segundo a pasta, o objetivo do regulamento é padronizar a classificação do morango, facilitar a comercialização no Mercosul e garantir mais transparência na identificação do produto ao consumidor.

Nas redes sociais, uma agricultora do município de Curitibanos (SC) questionou a aplicação prática das novas regras. Segundo Karine Duarte Rosa França, a plantação “não tem botão” para definir o tamanho e aparência ideais dos morangos. Ela também fez um alerta sobre o futuro da atividade diante da portaria.

“Se continuar desse jeito, muitos produtores vão ter que parar de plantar morango. Não tem como cumprir e continuar no mercado”, diz. O vídeo do desabafo soma mais de 137 mil visualizações no Instagram.

O que diz a portaria

Pela norma, o morango passa a ter critérios específicos de classificação por tamanho e qualidade. Os frutos devem ser separados em três calibres, de acordo com o diâmetro: menor que 20 milímetros, entre 20 e 30 milímetros e acima de 30 milímetros.

Além disso, a regulamentação estabelece limites de tolerância para defeitos nas frutas. Entre os considerados graves estão podridão, fruta passada ou imatura. Já defeitos leves incluem ausência do cálice, falta do pedúnculo ou deformações no formato.

A regra também determina padrões para embalagem, acondicionamento e rotulagem, com identificação do lote, categoria, calibre e origem do produto.

Parlamentares pleiteiam suspensão das normas

O deputado federal Pezenti (MDB-SC) apresentou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para suspender os efeitos da portaria do Mapa. Na avaliação do parlamentar, a medida pode inviabilizar a atividade para pequenos produtores, principalmente da agricultura familiar.

Na mesma linha, a deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC) também protocolou um PDL na Câmara dos Deputados.

Santa Catarina é o sexto maior produtor de morangos do país e se destaca pelo uso de tecnologia, uma vez que a maior parte do cultivo é semi-hidropônico. Além de reduzir pragas, o sistema facilita o manejo e garante frutos de qualidade.

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Paraná se consolida como terceiro maior produtor nacional de pera


Pera
Foto: Freepik

Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), após quase dez anos de retração na área cultivada de pera, o Paraná registrou o plantio de 20 novos hectares entre 2023 e 2024 e se consolidou como o terceiro maior produtor nacional da fruta.

Atualmente, a região metropolitana de Curitiba concentra 70% da produção e do Valor Bruto da Produção (VBP) da fruta no estado, tendo o município de Araucária como principal polo difusor. No entanto, há produção em 73 municípios.

O Rio Grande do Sul (47,6%), Santa Catarina (31,2%), Paraná (10,7%), Minas Gerais (7,0%) e São Paulo (3,4%) concentram a totalidade das colheitas do país.

Informações levantadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024 indicam que a pera foi cultivada em 996 hectares e foi a 22ª fruta em volumes colhidos, 14,5 mil de toneladas, e a 23ª em Valor Bruto da Produção (VBP) da fruticultura nacional, com R$ 60,9 milhões.

Considerando a variação de preços da fruta apontada pelo Deral no mercado atacadista, a pera nacional comum está cotada em R$ 3,50/kg, enquanto a variedade Yari chega a R$ 7,00/kg. Na região da capital, a pera esteve mais valorizada. No ano passado, na Ceasa de Curitiba, foram transacionadas 5,4 mil t de peras a um preço médio de R$ 8,10/kg.

“No momento, com os pomares em plena colheita, os preços tendem a se manter equilibrados, com oferta dos pomares paranaenses e catarinenses. Somente as peras importadas é que destoam. As da Argentina, por exemplo, estão precificadas a R$ 10 o quilo”, explica o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade.

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Ao zerar impostos sobre o diesel, governo tenta segurar a inflação


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A decisão anunciada pelo governo federal, nesta quinta-feira (12), na prática, uma tentativa de proteger o Brasil dos efeitos da guerra no mercado internacional de energia. Ao editar uma Medida Provisória que zera o PIS/Cofins do diesel, o objetivo é direto: impedir que a disparada do petróleo lá fora vire inflação aqui dentro.

E isso tem uma razão simples. No Brasil, o diesel move praticamente tudo. Move caminhão, move trator, move a comida que sai do campo e chega à mesa. Se o diesel disparar, o frete sobe, e quando o frete sobe, o preço da comida sobe junto. Por isso, segurar o diesel virou prioridade.

Quando o diesel sobe, o frete dispara, e o primeiro lugar onde isso aparece é no preço da comida.

Mas é importante entender um ponto que preocupa quem está no campo: essa medida ajuda no frete interno, mas não resolve todos os impactos da alta do petróleo. O petróleo mais caro também encarece fertilizantes, defensivos e o frete marítimo que traz esses insumos ao Brasil. Ou seja, mesmo com o diesel protegido aqui dentro, parte do aumento de custos continua chegando à porteira do produtor. No entanto, vale ressaltar: não existe almoço grátis.

A renúncia fiscal com essa isenção pode chegar perto de R$ 30 bilhões. Para cobrir esse buraco, o governo decidiu buscar recursos onde o ganho está maior neste momento: nas exportações de petróleo bruto. A ideia é tributar parte do lucro extraordinário das petroleiras, que estão se beneficiando da alta internacional do barril.

Na prática, trata-se de transferir uma parte desse ganho para aliviar o custo de quem depende do diesel no Brasil.

O governo tenta transformar o lucro extraordinário do petróleo em proteção contra a inflação.

O ponto mais importante da medida é que ela não foi pensada como política permanente. Funciona mais como um amortecedor temporário, criado para atravessar um período de turbulência internacional.

Além disso, o governo tentou evitar um problema clássico desse tipo de medida: o desconto desaparecer no meio do caminho. A subvenção só será liberada se as empresas comprovarem que a redução chegou de fato ao preço final do combustível.

Agora começa a parte mais difícil: fiscalizar.

De nada adianta o governo abrir mão de receita se o desconto ficar retido entre distribuidoras e postos. O sucesso da medida vai depender de duas coisas: quanto tempo essa crise internacional vai durar e da capacidade do Estado de garantir que o alívio chegue à bomba.

Se o desconto não chegar à bomba, o subsídio vira apenas mais um custo para o contribuinte.

Se funcionar, o impacto pode ser relevante: menos pressão sobre o frete, menos pressão sobre os alimentos e um respiro para a inflação.

Se não funcionar, será apenas mais um subsídio caro, pago pelo contribuinte, que não chegou a quem realmente precisava.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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‘Não são chuvas de 10 mm, mas precipitações de até 180 mm’, diz sojicultor de MT que enfrenta dificuldades na colheita


Reprodução Canal Rural

O excesso de chuvas no norte de Mato Grosso tem preocupado produtores em plena colheita da soja. Em Matupá, o acumulado de precipitação já ultrapassa 1.900 milímetros apenas nos meses de janeiro e fevereiro, segundo relatos de agricultores da região. Com mais um mês historicamente chuvoso pela frente, o cenário já se traduz em perdas nas lavouras, atraso na colheita e dificuldades logísticas.

Segundo Fernando Bortolin, presidente do Sindicato Rural de Matupá (MT), parte da soja que ainda permanece no campo já apresenta problemas de qualidade, com registro de grãos avariados e queda no potencial produtivo.

“Já estamos acumulando perdas na região. Temos acompanhado produtores com muitas cargas apresentando grãos avariados. A estimativa é de perdas entre 5% e 10% em média, mas há propriedades específicas onde os prejuízos já chegam a 30% ou 40%”, afirma.

De acordo com ele, a safra atual foi marcada por extremos climáticos desde o início do ciclo. A falta de chuvas no período de plantio atrasou os trabalhos no campo e, agora, o excesso de precipitações compromete a colheita.

“Essa safra foi uma safra com características diferentes. Tivemos seca no começo, não choveu na região nos meses de setembro e outubro, e agora acumulou muita chuva justamente na colheita. O plantio foi muito devagar por conta da seca e agora a colheita também está sendo prejudicada”, explica.

Em apenas um dia, o município chegou a registrar cerca de 240 milímetros de chuva, volume considerado histórico para a região. O excesso de água também elevou o nível dos rios, aumentando a preocupação com a infraestrutura e o escoamento da produção.

“O rio que divide Matupá e Peixoto de Azevedo está praticamente transbordando por cima da BR-163, que é o único corredor que leva aos portos do Arco Norte, principalmente Miritituba”, relata.

Nas últimas semanas, a intensidade das chuvas tem sido ainda maior. Em muitos casos, os volumes registrados em poucas horas chegam a ultrapassar 100 milímetros, o que impede o trabalho das máquinas nas lavouras.

“Não é chuva de 10 ou 15 milímetros. São chuvas de 100, 150, 180 milímetros. A máquina não entra na lavoura, começam a passar os dias e a soja vai variando. Tem área pronta que já está variada e a gente tenta antecipar outras para não perder mais”, diz o produtor Richelli Cotrim.

O cenário também eleva os custos da colheita. Máquinas frequentemente atolam nas áreas encharcadas e, para removê-las, muitas vezes é necessário o uso de escavadeiras.

“Hoje as máquinas são muito grandes. Quando atolam, só uma escavadeira para desatolar. É um cenário que tira o sono do agricultor, porque as contas chegam e está difícil fechar com esse preço da soja, frete subindo e impostos”, afirma o produtor Nelson Lorena Júnior.

A expectativa inicial era colher entre 75 e 80 sacas por hectare, mas as perdas já reduziram esse potencial. “Perdemos aí de 8 a 10 sacas por hectare no montante. Já frustrou a expectativa de produtividade”, lamenta.

Além dos problemas no campo, os produtores enfrentam dificuldades para escoar a produção devido às condições das estradas. Um dos pontos mais críticos é a MT-322, que apresenta buracos profundos na seca e se transforma em atoleiro durante o período chuvoso.

“Os armazéns estão cheios e as transportadoras não querem vir buscar o produto porque a estrada está intransitável. Isso encarece o frete e trava o escoamento”, relata.

Em alguns trechos, o deslocamento chega a levar mais do que o dobro do tempo normal. “Uma viagem que poderia levar quatro ou cinco horas acaba sendo feita a 10 ou 15 quilômetros por hora. Não tem como passar disso”, afirma.

Os produtores também reclamam da falta de manutenção adequada da rodovia, mesmo após obras recentes. “Esse asfalto que foi feito tem dois anos, dois anos e meio, e já está cheio de problema. O que foi feito também não foi bem feito”, critica.

Diante das dificuldades, agricultores dizem que acabam tendo que dividir o tempo entre a lavoura e a tentativa de manter as estradas trafegáveis. “A gente já tem que cuidar da lavoura, de ponte que rodou, máquina atolando, e ainda precisa ir arrumar estrada para conseguir passar com a produção. Onde já se viu isso?”, questiona.

Para os produtores da região, a situação exige atenção urgente do poder público, principalmente em um dos principais corredores logísticos que ligam o norte de Mato Grosso aos portos do Arco Norte. “Geramos emprego, geramos riqueza, mas estamos esquecidos. Precisamos comover alguém para olhar por essa região”, conclui.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra 26/27 de algodão começa com atraso no Mato Grosso



A comercialização do algodão em Mato Grosso apresentou avanço nos últimos meses, segu



Foto: Canva

A comercialização do algodão em Mato Grosso apresentou avanço nos últimos meses, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O instituto informou que publicou novo relatório sobre o andamento das vendas da fibra no estado.

De acordo com o levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a intensificação das vendas aproximou o ritmo de comercialização das médias históricas. Segundo a análise, “as negociações da safra 25/26 avançaram 3,74 pontos percentuais em relação a jan/26, atingindo 58,55% até fev/26”, índice que permanece 0,50 ponto percentual abaixo da média das últimas cinco safras. O relatório destaca que “essa diferença chegou a ser de 13,56 pontos percentuais em nov/25”.

O instituto explica que o movimento está relacionado à maior definição sobre a área cultivada, após a conclusão da semeadura. Conforme o relatório, “o cenário está ligado à maior segurança em relação ao que de fato será cultivado no ciclo”. A análise acrescenta que os produtores têm aproveitado momentos específicos do mercado para fechar contratos, buscando cotações consideradas mais atrativas.

Para a safra 2026/27, o relatório aponta avanço mensal de 2,08 pontos percentuais, com a comercialização atingindo 7,43%. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o volume ainda representa atraso de 2,66 pontos percentuais em relação à média dos últimos cinco anos, “mesmo com a comercialização iniciando cinco meses após o período de início da safra 22/23, que foi a mais adiantada no comparativo”.

O levantamento conclui que os cotonicultores devem continuar avançando nas vendas de forma gradual, acompanhando as condições do mercado. Conforme a análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “os produtores tendem a avançar de forma pontual, conforme as condições de mercado”.





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