domingo, março 15, 2026

Autor: Redação

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Semana começa com estado em alerta para temporais, chuva e ventos fortes


temporais, previsão, tempo - raios
Foto: Pixabay

Sul

A segunda-feira (22) começa com tempo instável no Sul do Brasil, onde as chuvas se concentram desde a madrugada. No Rio Grande do Sul, a chuva ocorre com moderada a forte intensidade, e há risco de temporais, acompanhados de raios e rajadas de vento que podem chegar aos 80 km/h, especialmente em áreas do interior. As regiões centro-oeste e sudoeste gaúchas devem registrar os maiores volumes de chuva.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Entre o fim da manhã e o início da tarde, as instabilidades avançam para o leste de Santa Catarina. No noroeste do Paraná, há previsão de pancadas de chuva fracas a moderadas, com possibilidade de trovoadas. Apesar da instabilidade, as temperaturas seguem elevadas em grande parte do Sul, enquanto o sul gaúcho deve ter marcas mais amenas.

Sudeste

No Sudeste, a combinação de calor e alta umidade favorece chuva fraca a moderada nas primeiras horas do dia no oeste de São Paulo, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, leste e noroeste de Minas Gerais, além de grande parte do Espírito Santo. Ao longo do dia, também pode chover no norte e nordeste mineiro, com chance de trovoadas. Já em áreas do estado de São Paulo, Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais, o tempo tende a ficar mais firme devido à atuação de um bloqueio atmosférico, mantendo o calor intenso e a sensação de abafamento.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o dia começa com instabilidades em Mato Grosso e em grande parte de Goiás. Há risco de temporais na metade norte e oeste de Mato Grosso, enquanto no norte e oeste goiano a chuva ocorre de forma moderada, intercalada por períodos de sol. A atuação de uma baixa pressão sobre o Paraguai também reforça as instabilidades em Mato Grosso do Sul, com chuva mais intensa no norte do estado e precipitações fracas a moderadas no leste e na capital. Mesmo com a chuva, o calor permanece elevado na região.

Nordeste

No Nordeste, as instabilidades atuam com mais força no Maranhão e Piauí, e ganham intensidade no Ceará, oeste de Pernambuco e Paraíba. Também há previsão de pancadas moderadas a fortes no sul da Bahia, com risco de temporais, principalmente entre o interior do Maranhão e do Piauí e em pontos do oeste baiano. No litoral da Bahia, entre Sergipe e Pernambuco, e na metade sul baiana, a chuva ocorre de forma fraca a moderada. Nas demais áreas da região, o tempo segue firme.

Norte

Já no Norte do país, a chuva é mais fraca no extremo oeste, entre Amazonas e Acre. Em contrapartida, na metade leste do Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins e em Rondônia, a previsão é de chuva moderada a forte, com risco de temporais. Mesmo com a instabilidade, as temperaturas continuam elevadas em toda a região.

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de ovos crescem apesar de tarifa dos EUA


As exportações brasileiras de ovos registraram crescimento em novembro de 2025, apesar dos impactos provocados pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques do setor, considerando ovos in natura e processados, totalizaram 1.893 toneladas no mês, volume 5,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024. Em receita, o desempenho alcançou US$ 5,247 milhões, avanço de 32,8% na comparação anual.

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária de quinta-feira (18) elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), no acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações somaram 38.637 toneladas, crescimento de 135,4% frente ao mesmo intervalo do ano passado. A receita cambial no período chegou a US$ 92,130 milhões, alta de 163,5% em relação aos onze primeiros meses de 2024. Para a ABPA, o desempenho reflete a ampliação da presença brasileira em mercados internacionais. “Os volumes exportados seguem em ritmo elevado frente aos anos anteriores, agora com novos destinos de maior valor agregado, o que vem favorecendo a rentabilidade dos embarques”, avaliou a entidaden

De acordo com o boletim, entre os principais destinos em novembro, o Japão liderou simultaneamente, com 757 toneladas, seguido por México, Chile, Emirados Árabes Unidos e Uruguai. O avanço em alguns mercados compensou a retração observada nos Estados Unidos, afetada principalmente pelo chamado “tarifaço”.

A tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros foi anunciada em 9 de julho de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com vigência a partir de 6 de agosto. A medida atingiu também a avicultura de postura, em um momento em que o país norte-americano passou a importar ovos para surpreender o mercado interno, afetado por surtos de gripe aviária desde 2015, que resultaram na eliminação de milhões de aves.

Os efeitos da sobretaxa ficaram mais evidentes a partir de setembro. Naquele mês, os Estados Unidos importaram apenas 100 toneladas de ovos do Brasil, com gasto de US$ 80.027, queda de 41,2% em volume e de 72% em valor na comparação anual. Em outubro, as compras recuaram ainda mais, somando 41 toneladas e US$ 36.535, reduções de 82,9% em volume e 90,9% em receita. Uma análise indicou que a tarifa conseguiu reduzir o volume físico exportado para o mercado norte-americano.

Mesmo diante desse cenário, a ABPA avalia que o setor mantém trajetória de crescimento. Para 2025, a entidade projeta que a produção brasileira de ovos com alcance de até 62,25 bilhões de unidades, aumento de 7,9% em relação a 2024. Em 2026, a expectativa é de nova expansão, com produção estimada em até 66,5 bilhões de unidades.

As exportações também devem avançar. A projeção é de até 40 mil toneladas embarcadas em 2025, crescimento de 116,6% frente ao volume de 2024. Para 2026, a expectativa é de até 45 mil toneladas exportadas. No mercado interno, o consumo per capita deve subir de 269 unidades por habitante em 2024 para 287 unidades em 2025 e alcançar 307 unidades em 2026.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mancha-alvo avança na soja e eleva risco de perdas



“A mancha-alvo teve aumento de 33% ao ano na área tratada no Brasil”


"A mancha-alvo teve aumento de 33% ao ano na área tratada no Brasil"
“A mancha-alvo teve aumento de 33% ao ano na área tratada no Brasil” – Foto: Alabama Extension

A mancha-alvo tem ampliado sua presença nas lavouras de soja e se consolidado como uma das principais preocupações fitossanitárias da cultura no Brasil. Causada pelo fungo Corynespora cassicola, a doença apresenta elevada severidade, histórico de resistência e crescimento contínuo da infestação a cada safra, com impactos diretos sobre o rendimento e a qualidade dos grãos.

“Nos últimos anos, a mancha-alvo teve aumento de 33% ao ano na área tratada no Brasil. Esse percentual de crescimento anual é maior que outras problemáticas na soja, como ferrugem, mofo-branco e antracnose, no mesmo período. Isso comprova que o manejo da cultura deve avaliar o complexo de doenças de cada região” destaca Fábio Lemos, engenheiro agrônomo e gerente de culturas e portfólio da FMC, empresa de ciências para agricultura.

Entre os fatores que explicam a evolução da doença estão a adoção de materiais altamente produtivos, porém mais suscetíveis, a ampla extensão de áreas cultivadas, a sucessão soja-algodão e a diversidade genética das populações do fungo, submetidas a diferentes condições ambientais e de seleção. De acordo com o especialista, quando as condições são favoráveis e não há controle preventivo, as perdas podem variar de 15% a 20% do potencial produtivo.

“Juntos, os manejos biológico e químico aumentam o controle e a eficiência dos produtos. Além de oferecerem, por meio do portfólio da FMC, uma gama diversificada de soluções sustentáveis de alto desempenho, com novos modos de ação e excelentes características de sustentabilidade”, conclui ele.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Fávaro defende indenização se STF derrubar marco temporal


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT), disse nesta 5ª feira (18.dez.2025) que caso o STF (Supremo Tribunal Federal) decida pela inconstitucionalidade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, o Estado deve indenizar os produtores rurais que receberam títulos de propriedade concedidos pelo próprio poder público.

“Acredito na capacidade dos ministros do STF de ponderar se o Estado brasileiro irá mudar a destinação das terras. Só que então dê a compensação legítima para aqueles produtores que em algum momento histórico o próprio Estado foi lá e os titulou. Titulou aquelas terras, escriturou. Eles fizeram naquilo ali um patrimônio, a dedicação e a produção de alimentos através dessas propriedades”, afirmou em entrevista a jornalistas na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Brasília (DF). 

Leia a notícia na íntegra no portal Poder360

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R$ 10 milhões para acelerar expansão industrial, agrícola e turística em 2026


Após um 2025 marcado por modernização, ampliação de vinhedos, aumento de competitividade e reconhecimento internacional, vinícola cooperativa prepara novo ciclo de aportes para avançar em produção, enoturismo e geração de renda para mais de 600 famílias cooperadas

Com mais de 600 famílias cooperadas distribuídas em 15 municípios da Serra Gaúcha e unidades industriais instaladas em Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento, a Nova Aliança encerra 2025 em ritmo de crescimento e anuncia um plano de investimentos de R$ 10 milhões para 2026. O aporte será destinado majoritariamente à modernização dos processos produtivos e operacionais, incluindo R$ 4 milhões voltados ao enoturismo em Flores da Cunha, além da atualização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha.

O novo ciclo de investimentos dá continuidade ao movimento iniciado em 2025, quando a cooperativa aportou cerca de R$ 6 milhões em melhorias, ampliando a capacidade produtiva, modernizando áreas estratégicas e fortalecendo a qualidade dos produtos. Entre as principais ações do ano está a conclusão do processo de importação das prensas contínuas, que somam R$ 3,5 milhões em investimento — pouco mais da metade já contabilizada em 2025. A modernização avançou também com melhorias no sistema de envase em embalagens Tetra Pak, garantindo mais segurança, eficiência e padronização. Na Campanha Gaúcha, na Fazenda Santa Colina, foram destinados R$ 1 milhão para aquisição de novas barricas e qualificação da estrutura destinada à elaboração de espumantes. “Esse é um ciclo que plantamos em 2023 e que agora começa a mostrar toda a sua força. Investir é garantir que a cooperativa siga crescendo com qualidade, tecnologia e sustentabilidade, sempre honrando o trabalho das nossas famílias cooperadas”, afirma o CEO Heleno Facchin.

Com três unidades industriais — Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento — a Nova Aliança Vinícola Cooperativa segue expandindo sua atuação de forma integrada. A matriz responde por 49% da produção, com foco em suco de uva (90%) e vinhos e espumantes (10%). Farroupilha concentra outros 49%, divididos igualmente entre sucos e vinho/espumantes, enquanto Santana do Livramento, onde são elaborados 100% dos vinhos finos e espumantes, representa 2% do volume total. A vinícola cooperativa mais antiga do Brasil – 96 anos – mantém, ainda, a posição de maior produtora mundial de suco de uva orgânico. Em 2025, investiu R$ 500 mil no desenvolvimento de vinhos desalcoolizados, categoria estratégica em expansão que chegará no mercado em 2026 com novos rótulos.

No campo, a Nova Aliança segue ampliando seu patrimônio vitícola e fortalecendo a base agrícola que sustenta a produção. A projeção para a safra 2026 ultrapassa 40 milhões de quilos de uvas, com destaque para 1 milhão de quilos provenientes de cultivo orgânico. Em Santana do Livramento, a área plantada alcança 60 hectares, ampliada com 5 hectares em 2024, outros 5 em 2025 e mais 10 previstos para 2026. A meta, de acordo com Heleno Facchin, é dobrar a área nos próximos 10 anos, consolidando a Campanha Gaúcha como território estratégico para vinhos finos e espumantes.

O plano de investimentos para 2026 contempla ainda o fortalecimento do enoturismo, com R$ 4 milhões destinados ao complexo de Flores da Cunha, que ganha protagonismo em um mercado impulsionado pela busca por experiências autênticas e pela valorização dos territórios de origem. Paralelamente, a modernização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha ampliará a eficiência energética, a segurança industrial e a estabilidade dos produtos.

Além dos aportes corporativos, a Nova Aliança destaca os investimentos realizados diretamente pelos cooperados em suas propriedades, que reforçam a sustentabilidade econômica e social do modelo produtivo. As conquistas de 2025 — entre elas o fortalecimento do portfólio, o avanço na produção orgânica, a ampliação da capacidade industrial e o crescimento da linha de produtos especiais — são reflexo desse conjunto de investimentos que, somados, tornam a vinícola cooperativa mais competitiva e preparada para novos desafios. Tudo isso confirma a força desse ciclo de transformação: a cooperativa encerrou o ano sendo eleita Vinícola Destaque do Ano pela ABS-RS e acumulando um conjunto expressivo de premiações nacionais e internacionais. O espumante Santa Colina Prosecco manteve o título de Melhor Prosecco das Américas no Decanter World Wine Awards (Londres) e no Vinalies (França); o NOVA Brut Champenoise recebeu um dos raros Grande Ouro no 14º Concurso do Espumante Brasileiro, acompanhado por outras seis medalhas de ouro — entre elas o NOVA 150 Anos –, enquanto a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2025 destacou o melhor Cabernet Sauvignon do Brasil, além de outras oito amostras entre os mais representativos da safra. No Catad’Or World Wine Awards 2025, no Chile, a cooperativa conquistou quatro medalhas de ouro com rótulos de diferentes linhas e estilos, além de receber do Embaixador do Brasil, em Santiago, a distinção pelo Aliança Moscatel Rosé eleito Melhor Espumante da América Latina no Catad’Or 2024.

Esses resultados, somados à presença nacional em feiras estratégicas, ao avanço da produção orgânica, à ampliação da capacidade industrial e ao desenvolvimento de novas categorias como os vinhos desalcoolizados, consolidam 2025 como um ano de forte posicionamento técnico, comercial e institucional. As premiações e reconhecimentos obtidos comprovam que os investimentos realizados estão retornando em qualidade, competitividade, valor agregado e presença de marca — preparando a Nova Aliança para um 2026 ainda mais robusto e sustentável.

Com uma base sólida, foco em inovação e compromisso com o desenvolvimento regional, a Nova Aliança entra em 2026 fortalecida e alinhada a um plano de crescimento que une eficiência produtiva, expansão agrícola e valorização da comunidade que faz a cooperativa acontecer.

Após um 2025 marcado por modernização, ampliação de vinhedos, aumento de competitividade e reconhecimento internacional, vinícola cooperativa prepara novo ciclo de aportes para avançar em produção, enoturismo e geração de renda para mais de 600 famílias cooperadas

Com mais de 600 famílias cooperadas distribuídas em 15 municípios da Serra Gaúcha e unidades industriais instaladas em Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento, a Nova Aliança encerra 2025 em ritmo de crescimento e anuncia um plano de investimentos de R$ 10 milhões para 2026. O aporte será destinado majoritariamente à modernização dos processos produtivos e operacionais, incluindo R$ 4 milhões voltados ao enoturismo em Flores da Cunha, além da atualização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha.

O novo ciclo de investimentos dá continuidade ao movimento iniciado em 2025, quando a cooperativa aportou cerca de R$ 6 milhões em melhorias, ampliando a capacidade produtiva, modernizando áreas estratégicas e fortalecendo a qualidade dos produtos. Entre as principais ações do ano está a conclusão do processo de importação das prensas contínuas, que somam R$ 3,5 milhões em investimento — pouco mais da metade já contabilizada em 2025. A modernização avançou também com melhorias no sistema de envase em embalagens Tetra Pak, garantindo mais segurança, eficiência e padronização. Na Campanha Gaúcha, na Fazenda Santa Colina, foram destinados R$ 1 milhão para aquisição de novas barricas e qualificação da estrutura destinada à elaboração de espumantes. “Esse é um ciclo que plantamos em 2023 e que agora começa a mostrar toda a sua força. Investir é garantir que a cooperativa siga crescendo com qualidade, tecnologia e sustentabilidade, sempre honrando o trabalho das nossas famílias cooperadas”, afirma o CEO Heleno Facchin.

Com três unidades industriais — Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento — a Nova Aliança Vinícola Cooperativa segue expandindo sua atuação de forma integrada. A matriz responde por 49% da produção, com foco em suco de uva (90%) e vinhos e espumantes (10%). Farroupilha concentra outros 49%, divididos igualmente entre sucos e vinho/espumantes, enquanto Santana do Livramento, onde são elaborados 100% dos vinhos finos e espumantes, representa 2% do volume total. A vinícola cooperativa mais antiga do Brasil – 96 anos – mantém, ainda, a posição de maior produtora mundial de suco de uva orgânico. Em 2025, investiu R$ 500 mil no desenvolvimento de vinhos desalcoolizados, categoria estratégica em expansão que chegará no mercado em 2026 com novos rótulos.

No campo, a Nova Aliança segue ampliando seu patrimônio vitícola e fortalecendo a base agrícola que sustenta a produção. A projeção para a safra 2026 ultrapassa 40 milhões de quilos de uvas, com destaque para 1 milhão de quilos provenientes de cultivo orgânico. Em Santana do Livramento, a área plantada alcança 60 hectares, ampliada com 5 hectares em 2024, outros 5 em 2025 e mais 10 previstos para 2026. A meta, de acordo com Heleno Facchin, é dobrar a área nos próximos 10 anos, consolidando a Campanha Gaúcha como território estratégico para vinhos finos e espumantes.

O plano de investimentos para 2026 contempla ainda o fortalecimento do enoturismo, com R$ 4 milhões destinados ao complexo de Flores da Cunha, que ganha protagonismo em um mercado impulsionado pela busca por experiências autênticas e pela valorização dos territórios de origem. Paralelamente, a modernização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha ampliará a eficiência energética, a segurança industrial e a estabilidade dos produtos.

Além dos aportes corporativos, a Nova Aliança destaca os investimentos realizados diretamente pelos cooperados em suas propriedades, que reforçam a sustentabilidade econômica e social do modelo produtivo. As conquistas de 2025 — entre elas o fortalecimento do portfólio, o avanço na produção orgânica, a ampliação da capacidade industrial e o crescimento da linha de produtos especiais — são reflexo desse conjunto de investimentos que, somados, tornam a vinícola cooperativa mais competitiva e preparada para novos desafios. Tudo isso confirma a força desse ciclo de transformação: a cooperativa encerrou o ano sendo eleita Vinícola Destaque do Ano pela ABS-RS e acumulando um conjunto expressivo de premiações nacionais e internacionais. O espumante Santa Colina Prosecco manteve o título de Melhor Prosecco das Américas no Decanter World Wine Awards (Londres) e no Vinalies (França); o NOVA Brut Champenoise recebeu um dos raros Grande Ouro no 14º Concurso do Espumante Brasileiro, acompanhado por outras seis medalhas de ouro — entre elas o NOVA 150 Anos –, enquanto a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2025 destacou o melhor Cabernet Sauvignon do Brasil, além de outras oito amostras entre os mais representativos da safra. No Catad’Or World Wine Awards 2025, no Chile, a cooperativa conquistou quatro medalhas de ouro com rótulos de diferentes linhas e estilos, além de receber do Embaixador do Brasil, em Santiago, a distinção pelo Aliança Moscatel Rosé eleito Melhor Espumante da América Latina no Catad’Or 2024.

Esses resultados, somados à presença nacional em feiras estratégicas, ao avanço da produção orgânica, à ampliação da capacidade industrial e ao desenvolvimento de novas categorias como os vinhos desalcoolizados, consolidam 2025 como um ano de forte posicionamento técnico, comercial e institucional. As premiações e reconhecimentos obtidos comprovam que os investimentos realizados estão retornando em qualidade, competitividade, valor agregado e presença de marca — preparando a Nova Aliança para um 2026 ainda mais robusto e sustentável.

Com uma base sólida, foco em inovação e compromisso com o desenvolvimento regional, a Nova Aliança entra em 2026 fortalecida e alinhada a um plano de crescimento que une eficiência produtiva, expansão agrícola e valorização da comunidade que faz a cooperativa acontecer.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

MPF exige ação após rompimento de barragem ilegal no Amapá


Em ação, MPF aponta omissão da União, da ANM, do estado e do município de Pedra Branca do Amapari na fiscalização da área

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública, com pedido de urgência, contra a União, a Agência Nacional de Mineração (ANM), o estado do Amapá e o município de Pedra Branca do Amapari em decorrência do rompimento de uma barragem de rejeitos no garimpo ilegal São Domingos, em 11 de fevereiro de 2025. O desastre ambiental no Igarapé Água Preta, afluente do Rio Cupixi, causou o carreamento de toneladas de resíduos de mineração, alterando a coloração das águas e provocando a contaminação por metais pesados nos rios Cupixi, Araguari e Amapari.

A investigação conduzida pelo MPF para apurar as causas do rompimento revelou que a área do desastre já havia sido embargada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2024, mas a ausência de fiscalização permanente colaborou para o retorno das atividades ilícitas. Análises laboratoriais do Instituto Evandro Chagas confirmaram que os níveis de alumínio, ferro e mercúrio total nas águas superam os limites legais, representando um risco grave de bioacumulação na cadeia alimentar e ameaça direta à saúde humana.

Estima-se que cerca de mil famílias (aproximadamente 4 mil pessoas) que dependem dos rios para pesca, agricultura e extrativismo tenham sido diretamente atingidas. Indiretamente, estima-se que até 17 mil moradores dos municípios de Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Ferreira Gomes e Cutias do Araguari tenham sido impactados. O MPF sustenta que houve omissão específica dos quatro entes públicos no dever de fiscalizar e desmobilizar estruturas clandestinas conhecidas.

O MPF requer que a Justiça determine, em caráter de urgência:

Que a União e o estado do Amapá elaborem, em até 90 dias, um Plano de Descontaminação, Mitigação e Recuperação Ambiental Integral da bacia do Rio Cupixi e de seus afluentes contaminados por metais pesados. Após a homologação judicial, a execução do plano deverá começar em até 60 dias, com custeio inicial pelos entes públicos;

Que a União, o estado do Amapá e o município de Pedra Branca do Amapari promovam, em até 180 dias, a descaracterização integral de seis barragens clandestinas localizadas na bacia do Rio Cupixi e nos rios Araguari e Amapari, conforme a legislação de segurança de barragens;

Que a União, a ANM e o estado do Amapá elaborem, em até 60 dias, um plano de fiscalização integrada e contínua para a região do garimpo São Domingos/Água Preta. Após a homologação judicial, a execução das ações de fiscalização deverá ter início em até 30 dias, com estrutura própria e permanente;

Que a União e o estado do Amapá iniciem, em até 10 dias, o monitoramento mensal contínuo da qualidade da água dos rios Cupixi e Araguari, com análises de metais pesados e garantia de potabilidade para as comunidades ribeirinhas afetadas;

Que a União, o estado do Amapá e o município de Pedra Branca do Amapari realizem, em até 30 dias, um levantamento completo e georreferenciado da população diretamente afetada pela contaminação por mercúrio. Ao final desse prazo, os entes deverão apresentar plano de fornecimento contínuo de água potável e alimentos, cuja execução deverá começar em até 15 dias após a homologação judicial, mantendo-se o atendimento até a completa descontaminação dos rios.

O MPF também requer, na sentença definitiva, a condenação solidária dos réus ao custeio integral da reparação e da recuperação ambiental dos rios e dos ecossistemas degradados. Além disso, pede a condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, no valor mínimo de R$51,6 milhões, em razão da extensão e da gravidade dos danos causados. Os recursos deverão ser revertidos a fundo público destinado à promoção das atividades ribeirinhas e extrativistas tradicionais, com aplicação direta na reparação socioambiental das comunidades afetadas.

 





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Aumento de quase 50% nas exportações de carne freia queda acentuada da arroba


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Foto: Governo de Mato Grosso

O mercado brasileiro de boi foi pautado por um cenário de tentativas de compra da arroba por patamares mais baixos ao longo da semana passada.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos passaram a operar com escalas de abate mais confortáveis, em um período de maior ociosidade, o que ajuda a explicar esse movimento de baixa nas cotações.

“Em São Paulo foi observado um movimento de queda nas cotações, assim como no Pará. Por outro lado, sob o prisma da demanda, as exportações seguem como grande destaque para a atividade neste ano”, destaca.

Média dos preços da arroba do boi gordo

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim nesta sexta (19) em comparação à última (12):

  • São Paulo (Capital): R$ 320,00, queda de 1,54% em relação aos R$ 325,00 da última semana;
  • Goiás (Goiânia): R$ 315,00, baixa de 1,56% frente aos R$ 320,00 registrados no encerramento da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 310,00, recuo de 3,15% frente aos R$ 320,00 praticados no fechamento da semana anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315,00, retração de 1,56% ante os R$ 320,00 verificados no final da semana passada;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00, sem alterações ante a semana anterior;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275,00, queda de 1,79% frente aos R$ 280,00 registrados na última semana

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com preços acomodados, embora o viés siga altista no curto prazo.

“É preciso considerar o bom momento de consumo no mercado interno, ainda contando com os efeitos da entrada do 13º salário na economia, somado a criação dos postos temporários de emprego, além das confraternizações tradicionais nessa época do ano”, avalia.

  • Quarto do traseiro: cotado a R$ 26,25 o quilo, inalterado ante a semana passada;
  • Quarto do dianteiro: vendido por R$ 18,50 o quilo, também sem alterações.

Exportações de carne bovina

Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 804,545 milhões em dezembro até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 80,454 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 143,577 mil toneladas, com média diária de 14,357 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.603,50.

Em relação a dezembro de 2024, houve alta de 68,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 48,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,1% no preço médio.

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Safra 2025/26 de feijão deve recuar no Paraná


O Paraná, maior produtor de feijão do país, deve registrar uma redução mínima de 100 mil toneladas no potencial produtivo do ciclo 2025/26. Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a estimativa atual é de 745 mil toneladas, considerando as três safras do estado. Após dois anos consecutivos com produção acima de 800 mil toneladas, o recuo está associado, principalmente, ao impacto dos preços sobre a área cultivada. “O principal elemento para a redução da produção são os preços, que influenciaram diretamente a decisão dos produtores”, aponta o Deral.

Na primeira safra, conhecida como safra das águas, a área plantada recuou 38%, passando de 168 mil hectares no ciclo anterior para 104 mil hectares. Inicialmente, a expectativa era de produção superior a 200 mil toneladas, porém condições climáticas adversas afetaram o desempenho das lavouras. Com isso, a projeção atual foi revisada para 191 mil toneladas. De acordo com o boletim, “fatores climáticos já interferiram nas produtividades, reduzindo o volume esperado”.

Em dezembro, o Deral divulgou as primeiras estimativas para a segunda safra, chamada de safra da seca, cuja semeadura deve começar em breve. A expectativa é de plantio em 295 mil hectares, área 15% menor em relação ao mesmo período do ciclo 2024/25. Apesar da retração, o órgão avalia que a produção pode alcançar 554 mil toneladas, caso as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento das lavouras. Já a terceira safra, a de inverno, deve ocupar cerca de 500 hectares, com plantio previsto apenas para o período mais frio do ano.

De forma agregada, a área plantada com feijão no Paraná deve cair 23%, passando de 517 mil para 399 mil hectares. A oferta estimada para 2026 é de 745 mil toneladas, abaixo das 842 mil colhidas em 2025. O Deral ressalta que, enquanto os dados do ciclo atual já estão consolidados, “apenas uma parte ínfima da safra de 2026 foi colhida, inclusive com resultados abaixo do esperado”. Como o estado lidera a produção nacional, o órgão destaca que variações no volume paranaense tendem a impactar diretamente os números do país nos próximos levantamentos da Conab e do IBGE.





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Resistência do caruru a herbicidas coloca em risco lavouras de soja, milho e algodão


caruru
Foto: Felipe Rosa/Embrapa

O avanço do caruru nas lavouras brasileiras tem acendido um alerta entre produtores de soja, milho e algodão. A planta daninha se destaca pela alta capacidade de reprodução, rápida disseminação e, principalmente, pela resistência a diferentes defensivos agrícolas, o que dificulta o controle e eleva os custos de manejo.

Em algumas regiões do país, a infestação já provoca impactos diretos na produtividade. Segundo o pesquisador Leandro Paiola, o caruru faz parte do grupo das amarantáceas e hoje é considerado uma das plantas daninhas mais desafiadoras nos sistemas produtivos, não apenas no Brasil, mas também em outros países.

“Hoje nós podemos afirmar que o caruru é a principal espécie ou o principal conjunto de espécies daninhas nos Estados Unidos”, afirma Paiola.

No Brasil, a preocupação cresce devido às resistências já diagnosticadas há anos, especialmente a herbicidas inibidores da ALS.

Segundo Paiola, recentemente, também foram confirmados casos de resistência aos inibidores da EPSP sintase, como o glifosato, o que torna o manejo ainda mais complexo, sobretudo em aplicações de pós-emergência em culturas como soja, milho e algodão.

A resistência do caruru a vários tipos de herbicidas tem agravado o problema. Segundo o pesquisador, basta uma única planta por m² para gerar perdas, principalmente no milho.

De acordo com o pesquisador, mesmo uma baixa infestação pode causar prejuízos significativos. “Pensando na cultura do milho, nós podemos ter percentuais de perdas com apenas uma planta por m² na média da área, que oscila entre 8 e 12% no rendimento do milho”, explica.

Manejo adequado

Para evitar que o caruru comprometa as culturas como soja, milho e algodão, o manejo precisa começar antes do plantio, reduzindo a pressão da planta daninha na lavoura. 

A principal orientação do pesquisador é reduzir a pressão da planta daninha logo no início do ciclo, evitando que ela se estabeleça na lavoura e produza sementes. O uso de herbicidas em pré-emergência é apontado como estratégia fundamental.

Além de controlar o caruru ainda no início do desenvolvimento, os produtos pré-emergentes ajudam a reduzir o banco de sementes no solo e dão vantagem competitiva às culturas. Isso permite que soja, milho ou algodão se desenvolvam por mais tempo em ambiente limpo, aumentando a eficiência das aplicações em pós-emergência, quando necessárias.

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AgroNewsPolítica & Agro

Pelotas conclui etapa do Terra Forte para famílias rurais



Os encontros foram realizados nesta quinta-feira (18/12)



Foto: Victor Cassol/Ascom Emater/RS-Ascar

Os encontros realizados nesta quinta-feira (18/12) com os selecionados para o Programa Operação Terra Forte nos municípios de Arroio Grande e Piratini marcaram o encerramento da série de eventos promovidos em todos os 22 municípios da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Com essa etapa concluída, a região inicia o próximo ano com foco total na fase de diagnósticos das propriedades rurais das 1.066 famílias beneficiárias do Programa.

Os encontros tiveram início no dia 10 de dezembro e foram conduzidos pelos extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar em cada município, que se dedicaram à finalização desta fase preparatória para garantir que todas as famílias selecionadas recebessem as orientações. O objetivo foi apresentar as futuras etapas do programa, responsabilidades e compromissos dos selecionados, cronograma de ações para diagnóstico e plano de ação de acordo com a fase de seleção, linhas tecnológicas e síntese das práticas conservacionistas, além de esclarecer dúvidas. De acordo com o extensionista rural da Instituição e um dos coordenadores do Terra Forte na região, Fernando Horn, os resultados foram muito positivos, pois os eventos tiveram adesão do público.

Com o encerramento dos encontros, a região está organizada para avançar para a fase de diagnósticos, que envolve visitas técnicas e caminhada nas propriedades rurais. Nessa etapa, serão realizadas coletas de amostras de solo para análise e aplicados questionários que abordam os eixos social, ambiental e produtivo, permitindo uma avaliação detalhada da realidade de cada unidade a ser atendida. O objetivo é construir projetos individualizados para aplicação do recurso de R$ 30 mil destinados à cada propriedade em ações sustentáveis, com acompanhamento técnico especializado.

O Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática da Agricultura Familiar Gaúcha, conhecido como Operação Terra Forte, é considerado a maior iniciativa de recuperação de solos já proposta pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Com recursos do Fundo de Reconstrução do RS (Funrigs) o programa tem o objetivo de promover acompanhamento e assistência técnica para adoção de práticas que fortaleçam a resiliência climática da agricultura familiar. A iniciativa é liderada pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e executada pela Emater/RS-Ascar. Com investimento previsto de R$ 903 milhões, irá beneficiar diretamente 15 mil famílias e alcançar até 150 mil unidades produtivas em 495 municípios.

 





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