terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Empresas já estão autorizadas a montar estandes ao Show Rural


Para evitar atropelos e dar ainda mais atenção à segurança dos trabalhadores, a direção do Show Rural Coopavel decidiu antecipar a autorização de início da montagem dos estandes da 38ª edição. Em vez de no começo de janeiro, como em anos anteriores, elas puderam optar por aproveitar o mês de dezembro.

“Conversamos sobre essa medida e entendemos que essa mudança seria bem-vinda, porque permite às empresas trabalhar sem tanta pressão de prazo, dando ainda mais atenção aos detalhes e à segurança”, diz o coordenador-geral Rogério Rizzardi. Algumas empresas, principalmente as que têm por responsabilidade a montagem de estandes maiores, estão aproveitando essa janela, comenta Rizzardi.

A montagem, em dezembro, seguirá até a próxima terça-feira, 23. O retorno será no dia 2 de janeiro. Todos os estandes deverão estar prontos até as 19h do dia 4 de fevereiro. Inúmeras reuniões foram realizadas com os representantes das 97 montadoras credenciadas para trabalhar no parque, e um dos pedidos mais importantes é o da utilização, por todos os colaboradores, de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).

Estandes maiores

O Show Rural acontece, desde 1989, em uma área rural de 72 hectares, a dez quilômetros do centro de Cascavel. Para atender a solicitação de alguns dos mais tradicionais de seus expositores, a direção do evento fez mudanças, como a troca de local do estacionamento de expositores e imprensa. Assim, a área desse antigo estacionamento foi toda gramada e, com ganho de metragem no parque, algumas empresas terão a chance de mostrar as suas novidades em estandes maiores.

Alguns terão, para 2026, área na casa dos 3,5 mil metros quadrados, os maiores da história do Show Rural – terão cerca de até mil metros a mais em comparação com os maiores das edições anteriores. É o caso da Jacto e da John Deere. “Nosso objetivo não é aumentar o número de expositores, e sim melhorar ainda mais o que já temos. Com isso, investimos no conforto e comodidade dos visitantes, que então terão a oportunidade de potencializar o resultado de sua jornada pelo parque”, enfatiza Rogério Rizzardi. A 38ª edição será realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026. O tema será A força que vem de dentro.





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Anvisa manda retirar panetones de empresa após identificação de fungos nos produtos


Foto divulgação redes sociais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (6), a proibição da comercialização, da distribuição e do consumo de quatro lotes de panetones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. Os produtos também deverão ser recolhidos do mercado.

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A medida se aplica aos lotes 251027 dos seguintes itens: Mini Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional 140g, Panetone Nossa Língua Trufado com Bombons “Formato de Língua de Gato” 700g, Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional 700g e Panetone com Frutas Trufado Tradicional 700g. Todos os produtos têm prazo de validade até 27 de fevereiro de 2026.

Segundo a Anvisa, o recolhimento foi comunicado de forma voluntária pela empresa fabricante após a detecção de fungos na superfície de alguns lotes, o que motivou a ação sanitária.

Além dos panetones, a Anvisa também determinou a proibição e o recolhimento de diversos produtos alimentícios da empresa Coguvita II Alimentos Ltda. A resolução impede a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo dos itens afetados.

Entre os produtos proibidos estão pastas, barras, granolas, mixes e cápsulas de café das marcas Smush Smushnuts, Smushn Go, Smush Smushnola e Smush Mushroom Espresso, todos os lotes. De acordo com a Anvisa, os alimentos foram fabricados com os cogumelos Lion’s Mane e Cordyceps, ingredientes que não são permitidos para uso em alimentos por ainda não terem a segurança avaliada.

O órgão regulador também apontou irregularidades na divulgação desses produtos, que atribuía, sem comprovação científica, benefícios relacionados à saúde mental, memória, foco e imunidade.

A resolução com as determinações foi publicada no Diário Oficial da União.

Posicionamento da empresa

No dia 16 de dezembro, a empresa se manifestou solicitando o recolhimento do lote específico dos produtos Panetone de Trufa Tradicional 700g, Panetone com Gotas de Chocolate 700g, Mini Panetone com Gotas de Chocolate 140g e Panetone Trufado Nossa Língua 800g. A medida foi preventiva, após o fabricante identificar que o lote 251027 encontrava-se impróprio para consumo.

Segundo a empresa, a identificação do lote pode ser feita no verso da embalagem, na área de fundo branco ou dourado. O consumidor que adquiriu produtos desse lote deve entrar em contato com a empresa para solicitar o recolhimento e o reembolso integral.

Em nota, a fabricante pediu desculpas aos consumidores e informou que os demais produtos da marca podem ser consumidos normalmente, por não apresentarem irregularidades.

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Line-up indica embarques de 2,274 milhões de t no Brasil em janeiro


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Foto: Porto de Itaqui/ Divulgação

Para janeiro de 2026, a programação dos portos brasileiros, o line-up, projeta embarques de 2,274 milhões de toneladas de soja pelos portos brasileiros. O volume subiu de 1,103 milhão de toneladas em janeiro de 2025 para 2,274 milhões de toneladas, o que representa um aumento de aproximadamente 106,2%, conforme levantamento da Safras & Mercado.

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Para fevereiro de 2026, a programação indica embarques mais modestos, estimados em 98,095 mil toneladas.

Acumulado janeiro a fevereiro 2026

No acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, o line-up prevê exportações de 2,372 milhões de toneladas. No mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques somaram 10,690 milhões de toneladas, o que indica uma queda de cerca de 77,8% no comparativo anual.

Dezembro de 2025

Já em dezembro, a programação de embarques aponta exportações de 2,968 milhões de toneladas de soja, volume que subiu de 1,472 milhão de toneladas em dezembro de 2024 para 2,968 milhões de toneladas, representando um crescimento de aproximadamente 101,6%

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Tensão na Venezuela tem pouco impacto na oferta global de fertilizantes


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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

A StoneX avalia que as tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Venezuela têm impacto pouco significativo na cadeia global de fertilizantes, especialmente os nitrogenados. Conforme a consultoria, a preocupação com preços e redução de oferta é menor, visto que a Venezuela tem participação limitada no comércio global de ureia.

Em nota, a consultoria destaca que, em 2024, a Venezuela ocupou a 18ª posição entre os maiores exportadores globais de ureia, com pouco mais de 560 mil toneladas embarcadas, o equivalente a cerca de 1% das exportações mundiais. A Rússia, em contrapartida, respondeu por aproximadamente 18% do comércio global do produto no mesmo período.

Embora tenha baixa relevância global, a Venezuela é exportadora de ureia para o Brasil, responsável por uma parcela pequena de 6% do produto importado pelo país. Em 2025, os principais fornecedores do insumo foram Nigéria (23%), Rússia (16%) e Catar (15%).

“Até o momento, não há indícios de impactos diretos sobre a capacidade produtiva ou exportadora de fertilizantes da Venezuela”, afirma na nota o analista de Inteligência de Mercado Tomás Pernías.

“O mercado observa, por ora, pressões pontuais nos custos logísticos, com relatos de fretes marítimos mais elevados em função do aumento das incertezas na região”, conclui.

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Mercado do café começa o ano com negociações restritas, aponta Cepea


Café
Foto: Pixabay

As negociações envolvendo café começaram o ano bastante restritas, conforme informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). São poucos os compradores ativos no mercado spot nacional e os vendedores estão praticamente ausentes.

Segundo o indicador do café arábica Cepea/Esalq, a saca de 60 kg encerrou a segunda-feira (6) cotada a R$ 2.237,54, com alta diária de 2,08%. Já a saca de 60 kg do café robusta avançou 1,27% no dia, valendo R$ 1.265,99.

Os poucos lotes que estão sendo comercializados, entretanto, tiveram como objetivo o cumprimento de despesas no curto prazo por parte dos vendedores. A expectativa é que o mercado comece a ganhar maior dinamismo somente a partir da semana que vem.

Lentidão também para o robusta

O cenário de lentidão também afeta as negociações do café robusta. Apesar disso, os pesquisadores apontam que como a safra 2025/26 da variedade foi mais volumosa, os produtores contam com uma quantidade maior de produto disponível para comercialização frente ao arábica.

Outro destaque é que dados do Cepea mostram que os preços do robusta no decorrer de 2025 tiveram queda mais intenso que os do arábica, afastando os produtores do mercado. Com isso, eles acabam negociando apenas em momentos de necessidade de caixa.

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Lavouras de soja no Paraná avançam com bom desenvolvimento


produtividade de soja
Foto: Divulgação

As lavouras de soja na região de Cornélio Procópio, no norte do Paraná, apresentam ótimo desenvolvimento e condições consideradas dentro do esperado para este período da safra. O cenário positivo é resultado da combinação entre calor e chuvas regulares, fatores essenciais para o bom desempenho da cultura.

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Em entrevista exclusiva à Safras News, o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), Gustavo Graciola, explicou que, apesar das temperaturas elevadas no final do ano, o volume de chuvas foi suficiente para manter as lavouras em bom estado. Segundo ele, até o momento não houve registro de estiagem na região, o que contribuiu para o bom desenvolvimento das plantas.

Atualmente, cerca de 80% das áreas cultivadas estão na fase de floração. Aproximadamente 10% ainda se encontram em desenvolvimento vegetativo, enquanto entre 5% e 10% das lavouras já avançaram para a fase de frutificação, conforme detalhou o técnico.

Números de soja projetados para soja no PR

Para a safra 2025/26, a estimativa é de plantio de 341,43 mil hectares de soja na regional de Cornélio Procópio, com produção projetada em 1,212 milhão de toneladas. No campo, os produtores intensificam os tratos culturais, com aplicações de fungicidas e, à medida que a cultura entra em frutificação, também de inseticidas.

Mantidas as atuais condições climáticas, a expectativa é bastante positiva. “Se o clima continuar colaborando, a perspectiva é de uma supersafra”, avaliou Graciola.

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Brasil não corre risco como a Venezuela, mas ação dos EUA gera incertezas, avalia especialista


Lula e Maduro
Brasília (DF), 29/05/2023 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, abriu um novo capítulo de incertezas geopolíticas na América do Sul, mas, segundo o cientista político Leandro Gabiati, há sinais de continuidade institucional no país vizinho e impactos econômicos imediatos limitados para o Brasil.

A operação, considerada a mais intensa intervenção militar norte-americana na região em décadas, gerou forte reação internacional e foi classificada como uma violação da soberania venezuelana por países como Brasil, China e Rússia em reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Continuidade política na Venezuela

Para Gabiati, mesmo diante de um cenário de instabilidade, a Venezuela teve um processo de transição política relativamente organizado no curto prazo.

“O que observamos nesses primeiros dias é uma certa continuidade político-institucional. A vice-presidente assumiu, parlamentares eleitos em 2025 foram empossados e os principais líderes do chavismo permanecem no poder”, afirmou o especialista, referindo-se aos movimentos institucionais após a operação americana na capital Caracas.

Segundo ele, isso indica que, apesar de choques no processo político, há forças internas que trabalham pela manutenção de alguma estabilidade imediata no país vizinho, pelo menos no curto prazo.

Impactos econômicos para o Brasil ainda são limitados

Sobre os efeitos econômicos dessa ação militar no Brasil, Gabiati avaliou que não devem ocorrer grandes mudanças de forma imediata no intercâmbio comercial bilateral ou na dinâmica de mercado entre os dois países.

“Apesar da instabilidade e da incerteza, preliminarmente no curto prazo não há grandes alterações para os produtores brasileiros”, disse o cientista político.

Soberania e nova postura dos Estados Unidos

O cientista político também chamou atenção para a questão da soberania e da atuação unilateral dos Estados Unidos na região. Ele destacou que a operação na Venezuela reflete um comportamento em que Washington age de forma independente em assuntos que tradicionalmente seriam mediadas por canais multilaterais.

“É evidente que os Estados Unidos passam a atuar na região de forma unilateral e podem tomar decisões similares em outros países, incluindo Colômbia e Cuba”, alertou o analista, sugerindo que o Brasil, apesar de ser uma grande democracia com posição diferente na região, não está imune a esse novo padrão geopolítico.

Direito internacional e instabilidade global

Gabiati criticou ainda o que chama de “letra morta” do direito internacional diante de ações unilaterais de grandes potências. Ele citou operações recentes, como a invasão russa à Ucrânia e a intervenção americana na Venezuela, além de outros episódios conflituosos, como o avanço de Israel em territórios disputados no Oriente Médio, como exemplos de um padrão geopolítico em que normas internacionais são desconsideradas.

“Esse novo padrão de atuação das grandes potências aumenta a imprevisibilidade e a incerteza, o que tende a ter efeitos negativos sobre a economia mundial”, afirma o especialista.

Cenário de incertezas

Para Gabiati, o Brasil, apesar de estar numa posição de maior estabilidade democrática e político-institucional, deve monitorar de perto os desdobramentos na Venezuela e a postura dos Estados Unidos na região, especialmente se houver novas intervenções ou expansões desse tipo de ação.

“Nesse novo cenário, aumentam tanto o nível de estabilidade quanto a incerteza”, disse.

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Eficiência na limpeza eleva valor dos grãos pós-colheita



A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis


A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis
A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis – Foto: USDA

A eficiência na etapa pós-colheita tem papel decisivo na rentabilidade das principais culturas agrícolas, ao influenciar custos, qualidade e segurança do produto armazenado. Segundo Anderson Cesar Ferreira Gonçalves, especialista em gestão de projetos, a otimização dos processos de pré-limpeza e limpeza é uma operação de engenharia essencial para preservar o valor do grão e atender às exigências do mercado.

A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis e está diretamente relacionada à redução do teor de impurezas e de matéria estranha. Esses componentes interferem no consumo energético durante a secagem, já que palhas, pó e fragmentos retêm umidade que precisa ser eliminada antes do armazenamento. Quando esse material é removido antecipadamente, há economia de combustível ou eletricidade e maior eficiência operacional. Além disso, a presença de impurezas e grãos danificados favorece o desenvolvimento de fungos, pragas e micotoxinas, comprometendo a qualidade sanitária e a durabilidade do produto estocado.

O desempenho adequado das máquinas de limpeza depende do correto domínio dos princípios de separação por aspiração e por classificação. A aspiração utiliza o controle da velocidade e do volume de ar para retirar materiais mais leves, explorando diferenças de densidade e área superficial. Ajustes imprecisos podem resultar tanto na permanência de impurezas quanto na perda de grãos sadios, o que exige uniformidade no fluxo de alimentação para que a corrente de ar atue de forma eficaz. Já a classificação por peneiras requer a escolha adequada das aberturas, com retenção dos materiais grosseiros na peneira superior e separação do material miúdo na inferior. A inclinação das peneiras e a taxa de alimentação determinam o tempo de permanência do grão e o equilíbrio entre qualidade da limpeza e capacidade operacional.





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Exportações de frango do Brasil batem recorde histórico em 2025


Carne de frango
Foto: Ari Dias/AEN

O Brasil bateu novo recorde histórico de exportações de carne de frango em 2025. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de carne de frango do país somaram 5,324 milhões de toneladas ao longo do ano. O volume exportado em 2025 superou em 0,6% o total registrado em 2024, quando os embarques alcançaram 5,294 milhões de toneladas.

Dezembro consolida resultado anual

O desempenho anual foi consolidado pelos embarques realizados em dezembro. No último mês de 2025, o Brasil exportou 510,8 mil toneladas de carne de frango, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 448,7 mil toneladas.

Em termos de receita, as exportações brasileiras de carne de frango somaram US$ 9,790 bilhões em 2025. Apesar do recorde em volume, o valor ficou 1,4% abaixo do registrado em 2024, quando o setor alcançou US$ 9,928 bilhões.

Somente em dezembro, a receita obtida com os embarques foi de US$ 947,9 milhões, resultado 10,6% superior ao observado no último mês de 2024, que havia sido de US$ 856,9 milhões.

Setor destaca resiliência após Influenza Aviária

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho de 2025 reflete a capacidade de reação do setor diante de adversidades sanitárias enfrentadas ao longo do ano.

“O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026”, avalia Santin.

De acordo com a entidade, a expectativa é de ampliação da presença brasileira no mercado global ao longo de 2026, em linha com o crescimento projetado da produção nacional.

Emirados Árabes lideram destinos das exportações

Os Emirados Árabes Unidos mantiveram a liderança como principal destino da carne de frango brasileira em 2025, com importações de 479,9 mil toneladas, volume 5,5% superior ao registrado em 2024.

Na sequência aparecem o Japão, com 402,9 mil toneladas (-9,1%), a Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas (+7,1%), a África do Sul, com 336 mil toneladas (+3,3%), e as Filipinas, com 264,2 mil toneladas (+12,5%).

Retomada de mercados sinaliza 2026 positivo

Segundo Santin, o restabelecimento dos embarques após os impactos da Influenza Aviária já se reflete em mercados estratégicos. Um dos destaques foi a União Europeia, que registrou crescimento de 52% nos volumes exportados em dezembro.

Outro movimento relevante foi a retomada das compras pela China, que importou 21,2 mil toneladas de carne de frango brasileira em curto período após a normalização dos embarques.

“São indicadores que projetam a manutenção do cenário positivo para o ano de 2026”, afirmou o presidente da ABPA.

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‘Nós estamos otimistas’, diz Alckmin sobre assinatura do acordo entre o Mercosul e UE


Geraldo Alckmin
Foto: Cadu Pinotti/ Agência Brasil

‘O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está bem encaminhado, disse nesta terça-feira (6) o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Segundo ele, o governo brasileiro mantém uma postura otimista sobre a conclusão das negociações.

“O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul–UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo”, disse Alckmin em entrevista para anunciar o resultado da balança comercial brasileira de 2025.

Adiamento

A assinatura do tratado estava prevista para dezembro, durante a cúpula do Mercosul, mas acabou adiada diante da falta de consenso entre os países europeus. As principais resistências partiram de uma ala conservadora da Itália e, sobretudo, de agricultores da França, que pressionaram seus governos contra o avanço do acordo.

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou recentemente que a França não apoiará o tratado sem a inclusão de novas salvaguardas para proteger os produtores rurais do país. Atualmente, a França é o principal foco de oposição ao acordo dentro da União Europeia.

Apesar das dificuldades, a Comissão Europeia informou na segunda-feira (5) que houve avanço nas negociações para viabilizar a aprovação do tratado. Mesmo assim, não há confirmação oficial para a assinatura.

Mesmo após a eventual assinatura, o acordo precisará cumprir uma série de etapas formais. No Brasil, o texto deverá passar pelos trâmites internos do Executivo e do Legislativo, incluindo análise e votação no Congresso Nacional. Na Europa, será necessário o aval do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu, além da ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros da União Europeia.

Importância estratégica

Em entrevista após a divulgação dos dados da balança comercial de 2025, Alckmin reforçou a importância estratégica do acordo em um cenário internacional marcado por conflitos, instabilidade geopolítica e avanço do protecionismo. Segundo ele, o tratado Mercosul–UE tende a se tornar o maior acordo comercial do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.

O vice-presidente destacou ainda que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação. Além do acordo com a União Europeia, o governo trabalha para avançar em novas parcerias em 2026, como o tratado entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos e a ampliação de preferências tarifárias com Índia, México e Canadá.

Ao comentar o desempenho do comércio exterior, Alckmin ressaltou que as exportações brasileiras cresceram 5,7% em 2025, mais que o dobro da projeção de crescimento do comércio global, estimada em 2,4% pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele também destacou a Argentina como o país com maior expansão nas compras de produtos brasileiros no ano passado, com alta de 31,4%, impulsionada principalmente pelo setor automotivo.

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