segunda-feira, março 9, 2026

Autor: Redação

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Selo federal abre mercado nacional para queijos e ovos de Araçatuba


Queijos
Foto: Divulgação/Mapa

A integração do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) de Araçatuba (SP) ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), abre novos mercados para agroindústrias locais.

A portaria que oficializa a adesão foi publicada na última segunda-feira (2). Com a equivalência ao sistema federal, produtos de origem animal inspecionados pelo município passam a poder ser comercializados em todo o território nacional.

Atualmente, o SIM de Araçatuba conta com 13 empresas registradas, das quais duas já receberam autorização para vender fora dos limites do município: um laticínio e uma granja de ovos.

Segundo o superintendente do Ministério da Agricultura em São Paulo, Estanislau Steck, a integração ao Sisbi-POA tem sido incentivada junto às prefeituras por ampliar oportunidades de mercado para agroindústrias locais, além de estimular geração de emprego, renda e arrecadação municipal.

A auditora fiscal federal agropecuária, Amélia Cristina Cruz da Silva Teixeira, que acompanha os processos de adesão no estado, orientou as equipes envolvidas na estruturação do sistema em Araçatuba.

Processo de adequação

O veterinário do SIM de Araçatuba, Rafael Silva Cipriano, explica que o processo de mobilização para atender às exigências do sistema começou em 2016, com mudanças na legislação municipal.

Pouco antes da pandemia, a prefeitura identificou a possibilidade de integração ao Sisbi-POA, mas o avanço foi interrompido pelas restrições daquele período.

Os trabalhos foram retomados em 2023, com a publicação da lei que instituiu o SIM conforme as exigências do sistema nacional. Equipes do município também visitaram São José do Rio Preto (SP), que já integra o Sisbi, para conhecer o funcionamento do modelo.

A partir disso, foram realizadas as adequações necessárias na estrutura do serviço e nos estabelecimentos que buscavam a certificação.

Expansão das agroindústrias

Uma das empresas habilitadas é um laticínio familiar que produz diferentes tipos de queijos. De acordo com um dos proprietários, a estrutura da unidade passou por adaptações para atender às exigências sanitárias, incluindo a instalação de novas câmaras frias e a reorganização do fluxo de produção.

Hoje, a atividade envolve 13 pessoas, entre familiares e funcionários, desde a produção de leite até a fabricação, venda e entrega dos queijos. A expectativa inicial é ampliar a comercialização para cidades da região.

A outra empresa autorizada é uma granja de ovos. A responsável técnica, Aline Carvalho, afirma que a intenção também é expandir o mercado, embora a produção esteja limitada no momento pela falta de matrizes.

Atualmente, cinco funcionários atuam na produção de ovos, que são vendidos em loja própria e distribuídos para mercados, padarias e restaurantes da cidade. A granja foi fundada na década de 1950 por imigrantes japoneses.

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Milho segue em alta, apesar de possíveis impactos da guerra no Oriente Médio


De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.
De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

O preço do milho segue em alta nesse inicio de mês na região de Campinas. Apesar da alta demanda no mercado, alguns produtores não estão com pressa para realizarem vendas no período. Isso ocorre pois suas atenções estão voltadas para a colheita e novo plantio, visto que estamos no fim da primeira safra anual e iniciando a segunda. Indicadores de mercado mostram que valores chegam a R$ 70/saca, valor que não era registrado desde dezembro de 2025.

Pesquisadores do Cepea relatam que em outras regiões os valores também vem de crescentes, principalmente em locais onde o consumo do grão é grande. Zonas em que a produção de soja vem sendo o foco, elevação de cotações também ocorre.

No Sul, a situação é oposta

Na parte mais baixa do país, os preços seguem caindo. O motivo decorre da grande oferta de milho da região. O local ficou marcado no inicio do ano como o maior produtor dessa primeira safra. Outro fator que influencia na queda de valores é fato das colheitas estarem adiantadas no território sulista.

De olho no Oriente Médio

O conflito no Oriente Médio tem deixado agentes consultados pelo Cepea em alerta. Principal importador do milho brasileiro em 2025, o Irã consumiu 9 milhões de toneladas no ano passado. Apesar da preocupação, as exportações do cereal costumas se intensificar apenas no segundo semestre do ano, então os impacto ainda são pequenos nesse momento.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Mercado mantém previsão de inflação para 2026


dinheiro, inflação, salário-mínimo
Dinheiro, Real Moeda brasileira

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2026, a expansão da economia e o índice de inflação, ficaram estáveis na edição desta segunda-feira (9) do Boletim Focus. A pesquisa com instituições financeiras é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

A estimativa para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

Nesta edição do Boletim Focus, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,41 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ,considerada a inflação oficial do país, permaneceu em 3,91% para este ano. Para 2027, a projeção da inflação passou de 3,79% para 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5%, para ambos os anos.

A estimativa para a variação de preços em 2026 se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fez a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o IBGE, o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.

A inflação de fevereiro será divulgada na próxima quinta-feira (12) pelo instituto.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não interferiu nos juros pela quinta vez seguida, na última reunião, no fim de janeiro.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do Boletim Focus – de 12% ao ano para 12,13% ao ano, até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

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Conflito no Oriente Médio deve fazer demanda por soja brasileira crescer, avalia Cepea


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Foto: Arquivo/Agência Brasil

O mercado da soja nesse inicio de março vem sendo marcado pelo aumento das vendas. Os fatores para essa crescente são vários. Todo ano já é comum neste período a procura pelo produto ser maior, por conta da entrada de safra. Pesquisadores do Cepea afirmam que países que não tem o costume de comprar com o Brasil devem fechar negócios de importação nos próximos dias.

Influência da guerra no Oriente Médio

Os conflitos travados em outra região do mundo podem influenciar na demanda da soja brasileira. Acontecimentos da guerra devem ocasionar a aproximação de outros países ao mercado do Brasil. Segundo o United States Department of Agriculture (USDA), é previsto que 61% da soja comercializada pelo mundo nas próximas semanas devem ter origem de solos brasileiros.

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Outro fator relacionado ao Oriente Médio que pode interferir na demanda é o bloqueio que o Irã fez no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo. Esse fechamento pode gerar interferência no aumento do preço de combustíveis, ocasionando no crescimento das tarifas de frete. Diante disso, o valor recebido pelos produtores deve diminuir.

Agentes consultados já apresentam estar mais ativos em suas vendas, na intenção de acelerar o recebimento. O receio é que a valorização do transporte se mantenha nos próximos meses e que seus lucros reduzam ainda mais. Outros pontos que motivam esse adiantamento, é o vencimento de compromissos financeiros estarem próximos e a recuperação cambial recente.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Piloto automático e agricultura de precisão destacam nova Série A de tratores da Valtra


Foto: Gabriel Almeida

A Valtra, referência global na fabricação de máquinas agrícolas, apresentou ao mercado brasileiro a nova geração de tratores de média potência: a Série A5 e a A5 HiTech. Os novos modelos estarão expostos durante a Expodireto Cotrijal 2026, que ocorre de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque (RS).

O lançamento foi acompanhado pelo Canal Rural durante o evento Eu Sou + Valtra, realizado na última semana em Londrina (PR), onde a fabricante revelou em primeira mão os detalhes da nova linha.

A quinta geração representa uma evolução da consagrada Série A4 e chega com renovação no design, atualizações no conjunto de motorização e um avanço tecnológico voltado à agricultura de precisão.

Uma das principais mudanças está no visual. A nova Série A5 passa a seguir o premiado design global da marca, desenvolvido na Finlândia. No Brasil, a linha mantém a tradicional cor amarela da fabricante, mas ganha um capô redesenhado e mais moderno, alinhado a conceitos inspirados no design automobilístico.

Segundo Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto de Tratores da Valtra, a identidade visual também evoluiu nos detalhes. “Ela chega com um novo design da Valtra, trazendo conceitos automobilísticos. A gente deixou de usar adesivos e agora utiliza plaquetas de identificação próximas ao farol”, explica.

Outro avanço importante está na motorização. “A nova geração utiliza motores AGCO Power com potência entre 105 e 145 cavalos, projetados para oferecer maior eficiência térmica. Na prática, isso significa mais desempenho no campo aliado a melhor aproveitamento do combustível”, comenta o coordenador.

A linha também amplia o acesso às tecnologias da marca, com soluções de agricultura de precisão embarcadas em todos os modelos. Entre elas está o piloto automático hidráulico, que permite maior precisão nas operações e reduz a necessidade de traçados manuais por parte do operador.

Entre as ferramentas disponíveis estão o Wayline Assist, que auxilia na criação e no gerenciamento de linhas de orientação dentro da área cultivada, e o TaskDoc, sistema que registra automaticamente dados das operações agrícolas e permite o acompanhamento remoto das atividades da máquina.

Para produtores que buscam versatilidade, a versão A5 HiTech ganha destaque com a transmissão PowerShift HiTech4. Reconhecida pela robustez e facilidade de operação, a tecnologia permite trocas de marcha sem o uso da embreagem e oferece diferentes modos de trabalho para aumentar a produtividade.

“A Série A5 HiTech possui uma versatilidade que faz com que ela seja a solução ideal para operações que exigem agilidade e precisão, como preparo de solo, plantio de grãos graúdos e miúdos e diversas aplicações”, afirma Quintas.

A cabine também recebeu melhorias para ampliar o conforto do operador. O espaço interno foi projetado para oferecer mais amplitude e permitir que duas pessoas permaneçam no interior da cabine com comodidade durante as operações no campo.

Outro destaque é a integração com o sistema SmartTouch, interface que simplifica a interação entre operador e máquina. Segundo a fabricante, em apenas sete toques é possível configurar funções e colocar o trator em operação, enquanto outros sistemas podem exigir até 30 comandos. Com isso, a Valtra busca tornar a operação mais intuitiva, reduzir a complexidade no uso da tecnologia e aumentar a eficiência das atividades no campo.

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Estoques de diesel são suficientes no RS, afirma ANP após produtores relatarem falta do combustível


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que não há falta de diesel no Rio Grande do Sul, após receber relatos de produtores rurais sobre dificuldades pontuais na aquisição do combustível no estado.

Segundo a agência reguladora, ao longo do fim de semana dos dias 7 e 8 de março, foram feitos contatos com os principais fornecedores da região para verificar a situação do abastecimento.

A apuração inicial indica que os estoques de diesel no estado são suficientes para garantir o abastecimento regular, e que a produção e a entrega do combustível seguem em ritmo normal pela Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), principal fornecedora da região.

ANP cobra esclarecimentos das distribuidoras

Apesar da avaliação de que não há problema estrutural de oferta, a ANP informou que iniciou uma verificação mais detalhada das instalações e das operações relacionadas ao abastecimento.

As distribuidoras que atuam no estado serão formalmente notificadas para prestar esclarecimentos sobre: volume de diesel disponível em estoque, pedidos recebidos por parte dos consumidores e pedidos efetivamente aceitos e atendidos

De acordo com a agência, caso sejam identificadas irregularidades, medidas administrativas poderão ser adotadas para garantir a continuidade do abastecimento.

Estado produz mais diesel do que consome

A ANP destacou que o Rio Grande do Sul produz mais diesel do que consome, o que reforça a avaliação de que não há justificativa técnica ou operacional para eventuais recusas no fornecimento do combustível.

O órgão regulador também ressaltou que não foram identificados fatores logísticos ou de produção que expliquem restrições na oferta do produto.

Alta de preços também será investigada

Além da análise sobre o fornecimento, a agência informou que eventuais aumentos injustificados no preço do diesel no estado também serão investigados.

A apuração será conduzida pela ANP em conjunto com órgãos de defesa do consumidor, caso sejam identificados indícios de irregularidades na formação de preços.

Segundo a agência, o objetivo é assegurar a normalidade do mercado e evitar práticas que possam prejudicar consumidores e produtores rurais, especialmente em um período de grande demanda por combustível no campo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Massa de ar frio marca primeiro frio do outono


Uma massa de ar polar deve provocar queda de temperaturas no centro-sul do Brasil nos próximos dias, marcando o primeiro episódio de frio do outono meteorológico. As informações são do serviço de meteorologia Meteored.

De acordo com a análise da Meteored, enquanto o outono astronômico começa em 20 de março, às 11h45, o outono meteorológico compreende o período entre 1º de março e 31 de maio. Segundo a instituição, “essa divisão trimestral facilita o monitoramento, a organização e a comparação de dados históricos de temperatura, precipitação e outros elementos climáticos”.

Ainda conforme a análise, o outono é considerado uma estação de transição, reunindo características do verão e do inverno. Mapas climatológicos do Instituto Nacional de Meteorologia indicam redução gradual das temperaturas no centro-sul e diminuição das precipitações no Brasil central e no Sudeste, regiões que passam por período seco durante o inverno.

Segundo a Meteored, as condições meteorológicas devem se aproximar gradualmente das características típicas do inverno. A instituição ressalta que “ao contrário do que vem sendo veiculado em algumas mídias digitais, este frio não será extremo ou fora do comum”.

Entre sexta-feira (6) e sábado (7), uma frente fria deve se formar e provocar chuvas irregulares na Região Sul. Conforme a previsão da Meteored, em algumas áreas as precipitações podem ocorrer em forma de tempestades, enquanto em outras localidades pode não haver registro de chuva.

Nas áreas onde houver precipitação, as temperaturas máximas devem diminuir. Ainda assim, a massa de ar quente que atua entre o Paraguai e o oeste das regiões Sul e Centro-Oeste permanece até domingo (8), com possibilidade de temperaturas superiores a 40°C.

No domingo (8), a frente fria deve atuar entre Santa Catarina e o Sudeste. De acordo com a Meteored, a massa de ar frio poderá provocar mínimas em torno de 10°C nas serras gaúcha e catarinense, enquanto no restante do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e centro-leste do Paraná as temperaturas ao amanhecer devem ficar próximas de 15°C.

Durante a tarde, a sensação de frio deve ocorrer principalmente em áreas de maior altitude no leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nas demais regiões, as temperaturas voltam a subir ao longo do dia.

A partir de segunda-feira (9), a massa de ar frio deve ganhar força. Segundo a Meteored, as mínimas próximas de 10°C devem permanecer nas áreas serranas da Região Sul, enquanto valores em torno de 15°C devem abranger uma área maior entre as regiões Sul, parte do Sudeste e do Centro-Oeste durante o amanhecer.

A massa de ar quente perde intensidade e as temperaturas máximas devem ficar abaixo da média em várias áreas do país, influenciadas tanto pela atuação do ar frio quanto pela presença de chuvas. Em áreas das serras gaúcha e catarinense, as temperaturas podem registrar até 8°C abaixo da média.

Nessas regiões, a amplitude térmica deve ser reduzida, e as temperaturas máximas podem não ultrapassar 14°C ao longo do dia.

A terça-feira (10) tende a ser o dia mais frio do período. De acordo com a Meteored, as mínimas entre 10°C e 12°C devem persistir em áreas elevadas e alcançar também a faixa leste do Sudeste.

As temperaturas máximas devem variar entre 18°C e 21°C em uma área que inclui o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e a faixa leste de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Esse padrão de temperaturas mais baixas deve permanecer até quarta-feira (11). Já na quinta-feira (12), a atuação do frio deve ficar restrita às áreas mais elevadas da faixa leste entre as regiões Sul e Sudeste.





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Recuperação judicial no agro dispara e bate recorde em 2025, aponta Serasa Experian


Foto: Agrodefesa

O agronegócio brasileiro registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025, o maior volume desde o início da série histórica da Serasa Experian, iniciada em 2021. O número representa alta de 56,4% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 1.272 solicitações.

Os dados, divulgados pela datatech nesta segunda-feira (9), consideram pedidos realizados por produtores rurais pessoa física, produtores pessoa jurídica e empresas ligadas à cadeia do agronegócio.

A escalada recente chama atenção. Em 2023, por exemplo, haviam sido registrados 534 pedidos, número quase quatro vezes menor que o observado em 2025.

Segundo o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, o cenário financeiro do setor seguiu pressionado ao longo do último ano.

“O ambiente de crédito mais restritivo, combinado com custos elevados de produção e um nível maior de alavancagem, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais”, afirma.

Apesar do aumento nos pedidos, o especialista destaca que a renegociação de dívidas e o planejamento financeiro devem ser priorizados, deixando a recuperação judicial como último recurso.

Mato Grosso lidera pedidos no país

Entre os estados brasileiros, Mato Grosso liderou o número de recuperações judiciais em 2025, com 332 solicitações.

Na sequência aparecem:

  • Goiás: 296 pedidos
  • Paraná: 248 pedidos
  • Mato Grosso do Sul: 216 pedidos
  • Minas Gerais: 196 pedidos

Os números refletem, em grande parte, a concentração da produção agrícola nessas regiões e o peso do crédito rural nas operações do setor.

Produtores pessoa física lideram pedidos

Entre os perfis analisados, os produtores rurais que atuam como pessoa física concentraram o maior número de pedidos.

Foram 853 solicitações de recuperação judicial em 2025, frente a 566 em 2024, o que representa alta de 50,7%.

Já entre produtores rurais pessoa jurídica, foram registrados 753 pedidos, crescimento de 84,1% em comparação aos 409 pedidos contabilizados no ano anterior.

Empresas da cadeia do agro também avançam

As empresas ligadas ao agronegócio, como fornecedoras de insumos, serviços e logística, também registraram aumento nas solicitações.

Ao todo, foram 384 pedidos de recuperação judicial em 2025, contra 297 em 2024, avanço de 29,3%.

Ferramentas de análise podem antecipar risco de inadimplência

Segundo a Serasa Experian, modelos preditivos podem ajudar instituições financeiras e empresas a identificar sinais de deterioração financeira antes mesmo da formalização de pedidos de recuperação judicial.

A empresa destaca o Agro Score, ferramenta que analisa dados financeiros do setor para identificar riscos de inadimplência.

De acordo com levantamento da datatech, é possível identificar sinais de instabilidade até três anos antes do pedido de recuperação judicial, o que pode ajudar o mercado a reduzir riscos na concessão de crédito.

Os dados divulgados pela Serasa Experian foram elaborados a partir de processos registrados nos tribunais de Justiça de todos os estados, considerando produtores rurais de diferentes portes e empresas com atividade econômica vinculada à cadeia do agronegócio.

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