sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Boi gordo: confira o preço da arroba em dia de tensões com a China


boi gordo China
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo deve terminar o ano com um fluxo praticamente inexistente de negócios.

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias conta que há pouquíssimos negócios relatados, comportamento previsível para o período do ano.

Entretanto, ressalta que o último dia útil do ano foi longe de ser tranquilo para o mercado pecuário brasileiro. “Uma série de informações foram divulgadas ao longo do dia, dando a entender que a cota de exportação brasileira seria de 1,1 milhão de toneladas para fornecer carne bovina para a China“, destaca.

Este seria o resultado das investigações conduzidas pelo governo chinês que analisaram os impactos da importação de carne bovina sobre a produção local.

Média de preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 318,77
  • Goiás: R$ 310,86
  • Minas Gerais: R$ 313,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,93
  • Mato Grosso: R$ 299,91

Mercado atacadista

O mercado atacadista, por sua vez, abriu a semana apresentando manutenção do padrão de negócios, com preços acomodados.

Iglesias pontua que o padrão de consumo traçado para o primeiro trimestre sinaliza para o consumo amplo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos, algo compreensível diante de despesas tradicionais presentes neste período.

  • Quarto dianteiro: R$ 17,85 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 17,50 por quilo;
  • Quarto traseiro: R$ 25,40 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,50%, sendo negociado a R$ 5,4879 para venda e a R$ 5,4859 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4859 e a máxima de R$ 5,5680.

No mês, trimestre e semestre, a moeda teve valorização de 2,87%, 2,92% e 1,00%, respectivamente. No ano, a divisa estadunidense recuou 11,38%.

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USDA reporta vendas de soja dos EUA para China e destinos não revelados


China importação soja
Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, nesta terça-feira (30), que exportadores privados norte-americanos reportaram a venda de volumes relevantes de soja no mercado internacional, com destaque para a China e para destinos não revelados, ambos com embarque previsto para a temporada 2025/26. Os dados são da Safras & Mercado.

Segundo o órgão, foram comercializadas 136.000 toneladas de soja para a China. A operação foi registrada dentro das regras do sistema de reporte diário do USDA, que exige comunicação oficial de vendas individuais iguais ou superiores a 100.000 toneladas do grão para o mesmo destino e no mesmo dia.

Além disso, o USDA anunciou uma segunda operação envolvendo 231.000 toneladas de soja vendidas para destinos não revelados, também com entrega prevista para a safra 2025/26. O volume foi informado por exportadores privados no período coberto pelo relatório diário.

O conjunto das operações totaliza 367.000 toneladas de soja e sinaliza demanda consistente pelo grão norte-americano no início da nova temporada comercial, em um momento de atenção do mercado aos fluxos globais de exportação e ao comportamento dos principais compradores.

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AgroNewsPolítica & Agro

Integração amplia eficiência no agro



A gestão começa no relacionamento com fornecedores


A gestão começa no relacionamento com fornecedores
A gestão começa no relacionamento com fornecedores – Foto: USDA

A organização da cadeia de suprimentos e da logística tem papel central no desempenho do agronegócio, ao conectar planejamento, custos e eficiência operacional em um ambiente cada vez mais competitivo. Segundo Antonio JVO, especialista em Gestão Estratégica de Compras, a cadeia de suprimentos no agro deve ser tratada de forma integrada, com foco na redução de custos totais, garantia de abastecimento e aumento da competitividade ao longo de toda a operação.

Nesse contexto, a gestão começa no relacionamento com fornecedores de insumos como sementes, fertilizantes, defensivos, peças e combustíveis, passa pelo planejamento da produção agrícola e pelo desenho das compras e contratos, e avança para a administração de estoques estratégicos, tanto de insumos críticos quanto de safras. A previsão de demanda e de safra também se torna essencial para alinhar volumes, prazos e capacidade, reduzindo riscos associados a clima, preços, câmbio e cumprimento de prazos. A integração logística entre campo, indústria e mercado, aliada ao relacionamento com clientes e cooperativas, contribui para maior fluidez da operação, enquanto práticas de sustentabilidade e rastreabilidade ganham espaço como parte do processo.

A logística, por sua vez, é apresentada como o braço operacional da cadeia de suprimentos, responsável pela execução física das estratégias definidas. Suas atividades incluem o transporte de insumos e grãos entre fazendas, armazéns, indústrias e portos, a armazenagem em silos e armazéns graneleiros, a gestão de estoques operacionais e a distribuição da produção para o mercado interno e externo. Também fazem parte desse escopo o controle de embalagens, a gestão de frota e o acompanhamento de fretes e custos logísticos, com o objetivo de cumprir prazos, reduzir perdas e evitar avarias.

 





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Cerca elétrica: qual a importância do tamanho ideal dos piquetes e distância do bebedouro?


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

Em mais um episódio da série “Mitos & Verdades: Cerca Elétrica”, no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Ernesto Coser, um dos maiores estudiosos da ferramenta no Brasil, discute a importância do dimensionamento adequado dos piquetes e a distância ideal entre o pasto e o bebedouro. Coser afirma que a eficiência do pastejo está diretamente relacionada ao posicionamento da aguada.

Segundo o especialista, quando a distância entre o bebedouro e o fundo do piquete ultrapassa 250 a 300 metros, o gado tende a permanecer próximo da água, resultando em um pastejo desuniforme e em desperdício do capim mais distante. Ele explica que piquetes muito grandes comprometem a eficiência da colheita do capim.

“Quanto menor o piquete, menor o tempo de ocupação e maior a pressão de pastejo. Isso significa menos perda por pisoteio, por esterco e por urina”.

Confira:

A cerca elétrica como solução

A cerca elétrica é apresentada como uma solução flexível e econômica, permitindo dividir os pastos em áreas mais estratégicas e adaptáveis ao manejo rotacionado. Coser compartilhou dois exemplos práticos para ilustrar a eficácia dessa abordagem.

Em uma fazenda no Pará, um produtor havia dividido sua área em piquetes fixos de nove hectares com cerca convencional, mas mesmo com capim adubado, o gado não pastejava o fundo do piquete, gerando desperdício.

Em outro caso, em uma propriedade com pivô central, o gado pastejava a parte da frente do pasto pela manhã, enquanto o fundo permanecia subutilizado. A solução foi simples: utilizar uma cerca elétrica móvel para dividir o pasto em duas metades, reposicionando o bebedouro conforme o gado se deslocava, resultando em um pastejo mais uniforme e melhor aproveitamento do capim.

Benefícios da gestão adequada

Além da cerca elétrica, o uso de bebedouros móveis contribui para uma melhor distribuição de esterco e urina, promovendo a fertilização uniforme da área. Coser alerta que “a parte mais rica da fazenda é onde tem praça de alimentação. Se você não distribuir bem isso, você concentra a fertilidade em poucos metros”. Ele resume que “se você controla o gado, você controla o corte do capim. E se controla o corte, você ganha em perfilhamento, enraizamento e produção de arroba por hectare”.

A cerca elétrica, em conjunto com piquetes bem dimensionados e a distância ideal da aguada, se torna uma ferramenta indispensável para quem busca produtividade com baixo custo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Brasil cria 85,8 mil empregos formais em novembro, aponta novo Caged


Empregos Carteira de trabalho, Reforma da Previdência
Foto: Governo Federal

O Brasil gerou 85.864 postos de trabalho no mês de novembro, resultado de um total de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos. 

Os dados fazem parte do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Acumulado

Os números mostram que, no acumulado de janeiro a novembro de 2025, foi verificado um saldo positivo de 1.895.130 postos de trabalho, decorrentes de 25.055.514 admissões e 24.160.384 desligamentos.

Desse total de 1,895 milhão, 1,462 milhão eram postos de trabalho típicos e 434 mil eram não típicos.

São considerados não típicos os trabalhadores aprendizes, intermitentes, temporários, contratados por CAEPF e com carga horária até 30 horas.

Ainda de acordo com o novo Caged, no acumulado dos últimos 12 meses (dezembro de 2024 a novembro de 2025), o saldo positivo é de 1.339.878 postos de trabalho, montante menor que o saldo observado no período de dezembro de 2023 a novembro de 2024 (1.781.293 postos).

Setores

De acordo com o balanço apresentado pelo titular da pasta, Luiz Marinho, apenas dois dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos: o comércio (+78.249 ou +0,7%) e o setor de serviços (+75.131 ou +0,3%).

Registraram saldos negativos a agropecuária (-16.566 ou -0,8%), a construção (-23.804 ou -0,7%) e a indústria (-27.135, ou -0,2%).

Em novembro, foram registrados saldos positivos em 20 unidades federativas, com maiores saldos absolutos em São Paulo (+31.104), Rio de Janeiro (+19.961) e Pernambuco (+8.996).

Os estados com menores saldos absolutos de geração de empregos no mês passado foram Minas Gerais: (-8.740 postos ou -0,1%), Goiás (-8.413 ou -0,5%) e Mato Grosso: (-5.802 postos ou -0,5%).

Salário médio

O salário médio real de admissão em novembro de 2025 foi de R$ 2.310,78, praticamente estável em relação ao mês anterior (R$ 2.305,00). Houve variação positiva de R$ 5,78 (+0,3%). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o aumento foi de R$ 67,95 (+3,03%). 

Para os trabalhadores considerados típicos o salário real de admissão foi de R$ 2.355,56 (1,9% mais elevado que o valor médio), enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 1.991,42 (13,8% menor que o valor médio).

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Bahia registra sete casos suspeitos de intoxicação por metanol


intoxicação metanol
Foto: Agência SP

A Secretaria da Saúde da Bahia informou que sete pessoas foram internadas no Hospital Geral Santa Tereza, no município de Ribeira do Pombal, com suspeita de intoxicação por ingestão acidental de metanol.

Em nota, a secretaria destacou que os sete pacientes permanecem acolhidos e em observação, com assistência médica em andamento. “Os protocolos assistenciais foram acionados”, completou. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos pacientes.

Ainda segundo o comunicado, a apuração das causas foi iniciada, com participação do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs-BA), do Centro de Informações Toxicológicas da Bahia (Ceatox-BA), da vigilância sanitária estadual e municipal, da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica.

“Serão realizados exames laboratoriais. Caso necessário, será administrado antídoto específico”, concluiu a secretaria.

Outros casos

Entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025, foram registradas 890 notificações relacionadas à intoxicação por metanol no Brasil. Do total de casos, pelo menos 73 foram confirmados e 29 permaneciam como suspeitos até o início de dezembro.

Os estados mais afetados foram:

  • São Paulo: 578 casos notificados; 50 confirmados;
  • Pernambuco: 109 notificados; oito confirmados;
  • Paraná: seis confirmados;
  • Mato Grosso: seis confirmados;
  • Bahia: dois confirmados; e
  • Rio Grande do Sul: um confirmado.

Foram confirmados, ao todo, 22 óbitos por intoxicação por metanol, sendo 10 em São Paulo; três no Paraná; cinco em Pernambuco; um na Bahia e três em Mato Grosso. Outros nove óbitos seguiam em investigação até o início do mês (cinco em São Paulo, três em Pernambuco e um em Alagoas).

Sala de situação

No último dia 8, o Ministério da Saúde anunciou o encerramento da sala de situação, criada em outubro, para monitorar casos de intoxicação por metanol no país. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União.

Em nota, a pasta informou que o último caso confirmado foi registrado em 26 de novembro de 2025 e era relativo a uma pessoa que apresentou os primeiros sintomas no dia 23 do mesmo mês.

“Com a redução expressiva de novos casos e óbitos, o ministério considera que um cenário de estabilidade epidemiológica está consolidado”, destacou o comunicado.

Ainda de acordo com a pasta, todos os estados contam atualmente com estoque garantido de antídotos e maior capacidade de realizar diagnósticos.

“Agora, a assistência e o acompanhamento voltam ao fluxo rotineiro da vigilância de intoxicações exógenas, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan)”.

A sala de situação foi instalada no dia 1º outubro, poucos dias após o surgimento dos casos iniciais de intoxicação por metanol, e reuniu representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), entre outros.

Também participaram os ministérios da Agricultura e Pecuária e da Justiça e Segurança Pública, responsáveis por ações de controle e investigação.

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BNDES financia R$ 622 milhões para ampliar segurança hídrica no Ceará; saiba mais


Foto: Secretaria de Recursos Hídricos/Governo do Estado do Ceará.
Foto: Secretaria de Recursos Hídricos/Governo do Estado do Ceará.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou, nesta terça-feira (30), um contrato de financiamento no valor de R$ 622,6 milhões com o Governo do Ceará para dar continuidade às obras de duplicação do Eixão das Águas. O projeto integra a política de investimentos em infraestrutura hídrica e abastecimento no estado.

Os recursos fazem parte da operação Invest Impacto 2, aprovada pelo banco em novembro de 2024, que prevê R$ 823 milhões em investimentos voltados a projetos de recursos hídricos no Ceará. Do valor contratado nesta etapa, R$ 250 milhões são provenientes do Programa Novo Fundo Clima e R$ 573 milhões do BNDES Invest Impacto – Projetos Priorizados.

Ampliação da capacidade de transporte de água

A duplicação do Eixão das Águas vai ampliar a capacidade de transporte de água bruta entre o Açude Castanhão, no Vale do Jaguaribe, e a Região Metropolitana de Fortaleza. Com as intervenções, a vazão do trecho I deve passar de 11 metros cúbicos por segundo para 22 metros cúbicos por segundo. Nos trechos II, III e IV, a capacidade deve aumentar de 9,5 metros cúbicos por segundo para 19 metros cúbicos por segundo.

Segundo o BNDES, a obra busca reforçar o abastecimento humano, ampliar a oferta de água para atividades produtivas e fortalecer a segurança hídrica do estado em períodos de estiagem.

“O BNDES, como banco de desenvolvimento do governo federal, segue apoiando projetos que garantem água, segurança hídrica e desenvolvimento sustentável. A duplicação do Eixão das Águas é um projeto estratégico de adaptação climática”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em comunicado.

Impacto no abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza

Com cerca de 255 quilômetros de extensão, o Eixão das Águas é composto por estações de bombeamento, canais, adutoras, sifões e túneis. O sistema leva água do Açude Castanhão até a Região Metropolitana de Fortaleza e atende aproximadamente 4 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 47% da população cearense.

Parte das obras tem previsão de entrega em setembro de 2026, com conclusão total estimada para o fim do mesmo ano.

“Esse investimento é fundamental para garantir segurança hídrica ao Ceará, especialmente para a Região Metropolitana de Fortaleza. A duplicação do Eixão das Águas fortalece nossa capacidade de abastecimento e assegura água para a população, para a indústria e para o desenvolvimento econômico”, disse o governador do Ceará, Elmano de Freitas, também em comunicado.

Histórico de parceria entre BNDES e Ceará

A contratação integra uma sequência de operações firmadas entre o BNDES e o Governo do Ceará. O estado é o que possui o maior número de contratos celebrados com o banco, totalizando 23 operações, voltadas a áreas como saneamento, mobilidade urbana, infraestrutura e recursos hídricos.

Após um intervalo de quase dez anos sem novas contratações, o banco aprovou três operações entre 2023 e 2024 — Invest Impacto 1, Invest Impacto 2 e Sertão Vivo — retomando a agenda de financiamento a projetos estruturantes no estado.

No caso do Eixão das Águas, o empreendimento já contou com financiamentos do BNDES em 2002, 2006 e 2013. A duplicação também recebeu apoio da operação Invest Impacto 1, com R$ 497 milhões.

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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do leite ao produtor cai mais de 20% em 2025


O setor leiteiro brasileiro enfrentou um cenário desafiador em 2025. De acordo com dados divulgados pelo Cepea, o preço pago ao produtor caiu mais de 20% no acumulado do ano até novembro, refletindo os impactos de uma oferta elevada e do desequilíbrio entre produção, consumo e comércio exterior.

A produção de leite cru aumentou significativamente, impulsionada pelos investimentos realizados ao longo de 2024 e pelas condições climáticas mais favoráveis ao longo de 2025. O avanço foi especialmente notável nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde o clima contribuiu para elevar a produtividade, ao mesmo tempo em que limitou a queda sazonal no Sul do País.

Segundo o Cepea, a captação industrial de leite deve encerrar 2025 com alta de 7% na média anual, alcançando um recorde de 27,14 bilhões de litros. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L), termômetro do ritmo de coleta pelas indústrias, acumulou crescimento de 15,9% até novembro, confirmando a forte oferta.

Além da produção doméstica, o mercado nacional também foi pressionado pelas importações. Na parcial do ano, o Brasil internalizou quase 2,05 bilhões de litros em equivalente leite (Eql), volume apenas 4,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2024 — ano em que o País bateu recorde histórico de importações.

Por outro lado, as exportações recuaram de forma expressiva. Ainda segundo o Cepea, os embarques de lácteos somaram 62,4 milhões de litros Eql até novembro, queda de 33% na comparação anual. Esse desequilíbrio no comércio internacional agravou o excesso de oferta no mercado interno.

Com o abastecimento elevado, tanto nas indústrias quanto nos canais de distribuição, os estoques cresceram ao longo do ano. O aumento da disponibilidade de derivados resultou em negociações mais lentas e pressionadas, comprimindo as margens das empresas do setor.

Essa pressão foi repassada ao produtor, com recuos sucessivos no preço do leite cru ao longo dos meses. Ao mesmo tempo, os custos de produção mantiveram trajetória de alta durante boa parte do ano, o que ampliou o desafio de rentabilidade no campo e gerou alerta entre os produtores.

O desempenho do mercado em 2025 confirma um ambiente de baixa lucratividade e incerteza. Diante das margens estreitas e do excesso de oferta, cresce a tendência de retração nos investimentos e desaceleração gradual da produção para os próximos meses, o que poderá reequilibrar a oferta em 2026.

 

 





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China aponta ameaça à indústria doméstica em investigação sobre importação de carne bovina


carne bovina
Foto: Divulgação Mapa

Um alerta de mercado divulgado pela consultoria Safras & Mercado chama a atenção para os desdobramentos da notificação enviada pela China à Organização Mundial do Comércio (OMC) envolvendo a investigação de salvaguardas sobre as importações de carne bovina. O documento apresentado pelo governo chinês sustenta que o crescimento expressivo das compras externas teria provocado prejuízo grave ou ameaça de prejuízo à indústria doméstica, reacendendo preocupações sobre possíveis restrições ao comércio internacional do produto.

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A investigação foi iniciada oficialmente em 27 de dezembro de 2024, com comunicação ao Comitê de Salvaguardas da OMC, em conformidade com o Artigo 12.1(b) do Acordo sobre Salvaguardas. Na notificação, a China informa que chegou a uma conclusão preliminar de prejuízo grave ou ameaça de prejuízo, mantendo em aberto a decisão sobre a eventual aplicação de medidas restritivas.

Segundo o documento, o período investigado abrange os anos de 2019 até o primeiro semestre de 2024. A China define a indústria doméstica como o conjunto de produtores do produto similar e do produto diretamente concorrente, avaliando de forma ampla o desempenho da cadeia produtiva local diante do avanço das importações.

Ao longo desse intervalo, o governo chinês afirma que houve deterioração generalizada dos principais indicadores econômicos e operacionais da indústria doméstica, incluindo participação de mercado, níveis de estoque, preços, receitas, lucros, produtividade, emprego e utilização da capacidade produtiva.

Crescimento da demanda doméstica chinesa

Os dados apresentados mostram que a demanda doméstica chinesa por carne bovina cresceu de forma consistente no período analisado. O consumo passou de 807,49 mil toneladas métricas em 2019 para 987,89 mil toneladas métricas em 2023. No primeiro semestre de 2024, a demanda somou 465,59 mil toneladas métricas, superando o volume registrado no mesmo período do ano anterior, o que indica continuidade do crescimento do consumo interno.

Paralelamente à expansão da demanda, as importações avançaram em ritmo ainda mais intenso. O volume importado saltou de 165,94 mil toneladas métricas em 2019 para 273,69 mil toneladas métricas em 2023, alcançando 143,86 mil toneladas métricas apenas no primeiro semestre de 2024.

De acordo com a China, esse movimento caracteriza um aumento absoluto, recente, súbito e significativo das importações durante o período investigado, reforçando a tese de impacto negativo sobre a indústria doméstica.

Importações no mercado interno

Como consequência desse crescimento, a participação das importações no mercado chinês subiu de 20,55% em 2019 para 30,90% no primeiro semestre de 2024. Já a parcela da produção doméstica representada pelo produto importado avançou de 24,87% para 43,86% no mesmo intervalo.

Segundo o documento, esses números indicam que o crescimento das importações ocorreu de forma desproporcional em relação à expansão da produção doméstica, ampliando a pressão competitiva sobre os produtores locais.

O documento também detalha a evolução dos preços médios das importações de carne bovina. Em 2019, o preço foi de 37,35 yuans por quilo, recuou levemente em 2020, subiu para 39,16 yuans por quilo em 2021 e atingiu 49,86 yuans por quilo em 2022. Em 2023, o valor médio caiu para 41,26 yuans por quilo, recuando novamente para 38,24 yuans por quilo no primeiro semestre de 2024.

Situação da indústria doméstica

No segmento do produto similar, a China aponta deterioração significativa dos indicadores. A participação de mercado dos produtores locais caiu de 79,45% em 2019 para 69,10% no primeiro semestre de 2024. Os estoques aumentaram de 81,98 mil toneladas métricas para 158,08 mil toneladas métricas.

A produção recuou de 667,28 mil toneladas métricas em 2019 para 328 mil toneladas métricas no primeiro semestre de 2024. Apesar de o preço de venda ter alcançado 66,63 yuans por quilo no primeiro semestre de 2024, a receita de vendas caiu de 4.093,09 centenas de milhões de yuans em 2019 para 2.143,55 centenas de milhões de yuans no primeiro semestre de 2024.

A produtividade caiu de 140 para 95 cabeças por pessoa ao ano, enquanto os lucros recuaram de 168,34 para 22,55 centenas de milhões de yuans. O emprego também diminuiu, passando de 84 para 51 pessoas por produtor. A utilização de capacidade permaneceu praticamente estável, próxima de 25% ao longo do período analisado.

Produto diretamente concorrente

No caso do produto diretamente concorrente, o documento indica aumento do estoque de gado de 8.094 para 9.015 unidades de dez mil cabeças entre 2019 e o primeiro semestre de 2024. A produção caiu de 4.533,87 para 2.140 unidades de dez mil cabeças no mesmo intervalo.

O preço de venda recuou de 31,27 para 29,09 yuans por quilo, enquanto a receita de vendas caiu de 3.390,98 para 1.564,87 centenas de milhões de yuans. A produtividade apresentou leve redução, de 9,74 para 9,16 cabeças por pessoa ao ano, e a utilização de confinamentos caiu de 74,38% para 66%.

Os resultados financeiros tornaram-se negativos a partir de 2023, com prejuízo de 140,89 centenas de milhões de yuans, aprofundando-se para 183,73 centenas de milhões de yuans no primeiro semestre de 2024. O emprego também recuou, passando de 1.296 para 1.218 unidades de dez mil pessoas.

A notificação descreve com precisão o produto objeto da investigação, que inclui carne de animais bovinos fresca, refrigerada ou congelada, em carcaças, meias-carcaças e cortes com ou sem osso. Os produtos estão classificados nos códigos do Sistema Harmonizado 02011000, 02012000, 02013000, 02021000, 02022000 e 02023000.

Medidas de salvaguarda ainda indefinidas

Até o momento, a China não informou qual medida de salvaguarda poderá ser adotada, nem a data de início, a duração ou eventual cronograma de liberalização. O país limitou-se a comunicar à OMC a conclusão preliminar de que houve prejuízo grave ou ameaça de prejuízo à indústria doméstica, mantendo em aberto a decisão sobre a aplicação de restrições às importações de carne bovina.

O documento esclarece que, caso uma salvaguarda venha a ser implementada, países em desenvolvimento com participação individual reduzida nas exportações estarão isentos, conforme o Artigo 9.1 do Acordo sobre Salvaguardas. A participação coletiva desses países foi estimada em 6%, incluindo, entre outros, Chile (0,7%), Bolívia (2,5%), Costa Rica (0,5%), Panamá (0,1%), Rússia (0,7%) e Ucrânia (0,4%), além de diversos países com participação individual de 0,0%, como Índia, Paraguai, Peru, Vietnã e África do Sul.

A China informou ainda que enviou cópias da notificação às missões permanentes de importantes países exportadores junto à OMC, entre eles Brasil, Argentina, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos, reforçando a relevância do tema para o comércio internacional e a necessidade de acompanhamento atento por parte dos agentes do setor.

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Governo já devolveu R$ 2,8 bilhões a vítimas de descontos indevidos no INSS


INSS Previdência Social
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo federal já restituiu R$ 2,8 bilhões a aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos não autorizados em seus benefícios. Os valores se referem a cobranças feitas por associações, sindicatos e entidades de classe.

O balanço foi divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social nesta segunda-feira (29) e considera os dados registrados até 26 de dezembro. Segundo o órgão, os ressarcimentos fazem parte de um acordo administrativo criado para evitar ações judiciais.

Ao todo, mais de 4,1 milhões de beneficiários tiveram os pedidos de contestação analisados e atendidos, com devolução direta dos valores descontados de forma irregular.

Contestações e ressarcimentos

De acordo com o INSS, foram abertas 6.362.898 solicitações para contestar descontos associativos. A maioria, 6.231.376 pedidos, partiu de aposentados e pensionistas que afirmaram não reconhecer as cobranças realizadas.

Em apenas 131.522 casos, os beneficiários confirmaram que autorizaram os descontos em seus benefícios previdenciários.

O instituto informou ainda que 44 entidades foram formalmente questionadas para apresentar documentos que comprovassem a autorização dos descontos. Dessas, houve resposta em 1.592.421 solicitações de apuração.

Canais mais utilizados

O principal canal usado pelos beneficiários para registrar as contestações foi o aplicativo e o site Meu INSS. Esse meio concentrou 3.440.069 pedidos, o equivalente a 54,1% do total.

Em seguida aparecem os atendimentos realizados nas agências dos Correios, com 2.259.424 solicitações, ou 35,5%. A central telefônica 135 recebeu 419.924 pedidos, representando 6,6%.

Além disso, o INSS abriu 243.239 contestações de ofício, quando o próprio sistema identificou indícios de desconto irregular.

Prazo e período abrangido

O prazo para contestar os descontos foi prorrogado pelo governo federal até 14 de fevereiro de 2026. A adesão ao acordo administrativo vale para cobranças feitas entre março de 2020 e março de 2025.

Ao optar pelo acordo, o beneficiário recebe o valor de volta sem necessidade de ingressar com ação judicial.

Como registrar a contestação

A contestação pode ser feita pelo Meu INSS, pela central 135 ou em agências dos Correios. No aplicativo, é necessário acessar a conta Gov.br e selecionar a opção de consulta de descontos associativos.

Após o registro, a entidade tem até 15 dias úteis para apresentar resposta. Caso isso não ocorra, o sistema libera automaticamente a adesão ao ressarcimento.

Entenda o caso

Os descontos associativos foram suspensos em abril, após operação da Polícia Federal e da CGU revelar um esquema de fraudes contra beneficiários do INSS. O caso também é investigado por uma CPMI no Congresso Nacional.

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