domingo, março 15, 2026

Autor: Redação

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Consórcio de cacau com árvores nativas gera renda e combate vassoura-de-bruxa


cacau consórcio árvores nativas
Foto: Divulgação

Produtores de cacau estão adotando no sul da Bahia um modelo de cultivo que integra o fruto a árvores nativas, fortalecendo a bioeconomia da região.

Segundo o engenheiro florestal e gerente de viveiro da Symbiosis, Mickael Mello, empresa responsável pelo consórcio, a prática gera serviços ambientais, estimula a biodiversidade e ainda garante bons rendimentos para o produtor.

De acordo com ele, o modelo contradiz os antigos conceitos de que a monocultura é mais produtiva e de que a silvicultura seria uma atividade de alto custo e longo prazo.

Cabruca tecnológica

cacau consórcio árvores nativas
Foto: Divulgação

Inspirado no sistema Cabruca, no qual o cacau é plantado sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica, o modelo prioriza espécies desse bioma, mas que tenham valor comercial, além de proporcionar benefícios ambientais.

Conforme Mello, entre outras vantagens ambientais e econômicas está a proteção de extremos climáticos, o enriquecimento do solo, a menor necessidade de insumos químicos e o combate a pragas, como a vassoura-de-bruxa, que no passado dizimou boa parte da produção cacaueira da Bahia.

A Cabruca tecnológica do século 21, porém, começa com a seleção das matrizes, passando pelo melhoramento genético até a produção de sementes e das mudas de alta produtividade.

Segundo o engenheiro, além da melhor qualidade da produção, o processo estimula o reflorestamento e a manutenção da biodiversidade local.

O sul da Bahia é uma área remanescente da Mata Atlântica, com um expressivo número de plantas e animais, que compõem um corredor importante para o bioma e é prioritário para a conservação.

“As mudas cultivadas enriquecem o microclima, atraem polinizadores, melhoram a qualidade e a quantidade de água, além de contribuírem para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Estudos indicam que o cultivo consorciado atrai mais abelhas e aumenta a produção”, revela Mello.

Alternativa sustentável e de baixo carbono, o consórcio torna o sistema produtivo mais resistente e o cacau mais interessante para os compradores. Mello destaca que, além disso, gera retorno no longo prazo, amplia a oferta de madeira tropical de origem sustentável e contribui para reduzir a pressão sobre o desmatamento ilegal, promovendo benefícios econômicos, sociais e ecológicos.

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França não conseguirá barrar acordo Mercosul-UE, afirma Lula


Mercosul-UE, união europeia e mercosul, acordo
Foto: Camex

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (20) que a França não tem força suficiente, sozinha, para impedir a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A declaração ocorreu após o adiamento da assinatura do tratado, que era aguardada para este sábado.

Após participar da cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), Lula disse ter conversado com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que, segundo ele, manifestou disposição para assinar o acordo já no início de janeiro.

De acordo com o presidente, tanto von der Leyen quanto o presidente do Conselho Europeu, António Costa, indicaram que a resistência francesa, isoladamente, não seria suficiente para barrar o pacto. “Se ela estiver pronta para assinar e faltar apenas a França, não haverá possibilidade de o país impedir o acordo”, afirmou Lula.

O presidente acrescentou que espera que o tratado seja formalmente assinado ainda no primeiro mês da presidência paraguaia do Mercosul, sob o comando do presidente Santiago Peña.

A Comissão Europeia pretendia selar o acordo neste sábado, o que resultaria na criação da maior zona de livre comércio do mundo. No entanto, o cronograma foi alterado após a Itália se alinhar à França e pedir mais tempo para negociar salvaguardas ao setor agrícola.

De forma geral, o acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além da harmonização de regras para o comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

As negociações, que se arrastam há cerca de 25 anos, ganharam novo impulso nesta semana durante a reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, encerrada na sexta-feira (19), na véspera da cúpula do Mercosul.

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue com baixo dinamismo nos estados


O mercado de milho no Rio Grande do Sul segue com baixo dinamismo, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam amplas, variando entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual avançou para R$ 62,61/saca, com alta semanal de 0,71%, refletindo ajustes localizados e a liquidez ainda restrita no mercado spot”, comenta.

Enquanto isso, o mercado de milho em Santa Catarina permanece sem reação, ainda marcado por ampla distância entre pedidas e ofertas. “Os produtores continuam indicando valores próximos de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias trabalham ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que segue impedindo avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados variam entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, mas a falta de convergência mantém a liquidez bastante limitada”, completa.

O mercado de milho no Paraná continua com ritmo lento, ainda marcado pela ampla distância entre pedidas e ofertas. “Os produtores seguem indicando valores próximos de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias mantêm interesse ao redor de R$ 70,00/saca CIF, mantendo o impasse que limita a liquidez no mercado spot. As negociações seguem pontuais e sem força para alterar o quadro atual”, indica.

O mercado de milho no Mato Grosso do Sul continua com liquidez limitada, mas mantém viés firme em várias regiões. As cotações avançaram e passaram a oscilar entre R$ 52,00 e R$ 57,00/saca, com Chapadão do Sul concentrando as altas mais consistentes e Maracaju sustentando níveis elevados. Em Sidrolândia e Campo Grande, os preços permanecem estáveis, sem acompanhar os movimentos de valorização observados em outras praças, evidenciando um cenário regional ainda desigual”, conclui.

 





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Beef on Dairy: entenda a estratégia que aumenta a rentabilidade na pecuária brasileira


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A estratégia Beef on Dairy, que consiste no cruzamento de gado de corte em matrizes leiteiras, tem se mostrado uma ferramenta eficaz para aumentar a rentabilidade das fazendas de leite no Brasil.

Segundo o zootecnista Alexandre Zadra, o custo estimado para produzir um bezerro desmamado sob este sistema gira em torno de R$ 1.000.

Para otimizar os resultados, muitos produtores adotam o creep-feeding, que pode adicionar entre R$ 400 e R$ 600 ao investimento inicial, mas resulta em um animal mais pesado e pronto para uma recria acelerada. Nos Estados Unidos, esse custo é significativamente mais alto devido aos gastos com mão de obra especializada e custos fixos da operação.

Confira:

Divisão do rebanho e manejo

Uma dúvida comum entre estudantes e produtores é como manter o plantel de leite enquanto se produz gado de corte. A estratégia moderna divide o rebanho em dois grupos, permitindo que os pecuaristas gerenciem melhor a produção e a eficiência.

Para o sucesso do Beef on Dairy, a escolha da raça do sêmen deve respeitar o clima e o tipo de matriz, garantindo o “pelo zero” e a resistência necessária. Essa diferenciação é fundamental para que o animal produzido tenha eficiência biológica e consiga expressar seu potencial de ganho de peso em cada ambiente brasileiro.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Chá verde: estudos apontam potencial no controle de obesidade e diabetes


chá verde
Foto: Pixabay

O chá verde, bebida milenar, se tornou conhecido por suas propriedades medicinais e antioxidantes. Suas propriedades vem sendo amplamente estudadas pelos efeitos benéficos em doenças metabólicas, como obesidade e diabetes tipo 2.

Estudos financiados pela Fapesp constataram que o tratamento com chá verde reduziu o peso e melhorou a sensibilidade à glicose e resistência à insulina de camundongos obesos. Os achados reforçam a relevância da bebida como potencial coadjuvante no tratamento da obesidade em humanos.

À frente dos estudos está Rosemari Otton, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul. Com mais de 15 anos de dedicação à pesquisa sobre chá verde, a cientista conta que a motivação veio da curiosidade sobre a crença popular de que a bebida ajuda a emagrecer. Os resultados do trabalho mais recente foram publicados em junho na revista Cell Biochemistry & Function.

Para comprovar os efeitos do chá verde na obesidade, a equipe submeteu camundongos a dietas hipercalóricas por quatro semanas, tanto com gordura quanto com o que chamam de “dieta de cafeteria”, que imita a alimentação ocidental. “A gente dá chocolate, bolacha recheada, doce de leite, leite condensado. Ou seja, o mesmo tipo de alimento que muita gente consome no dia a dia”, conta Otton.

Após essa primeira fase, os animais foram submetidos ao experimento com chá verde por mais 12 semanas. Nesse período, eles continuaram com a dieta hipercalórica, mas parte deles passou a receber extrato padronizado de chá verde, na dose de 500 mg por quilo de peso corporal, por via intragástrica (gavagem).

“É um método que garante que todos recebam a dose exata que queremos estudar. Se colocássemos na água, por exemplo, não teríamos como saber quanto o animal realmente ingeriu”, diz a pesquisadora. Essa quantidade, para humanos, seria o equivalente a consumir cerca de 3 gramas de chá verde por dia, ou três xícaras.

No entanto, segundo a pesquisadora, nem todo chá verde comercial atende à qualidade necessária. “Os sachês prontos nem sempre garantem a quantidade nem a qualidade dos compostos. O ideal para consumo seria usar o extrato de chá verde padronizado, como os que encontramos em farmácias de manipulação. Essa é uma forma concentrada de utilizar a planta, com garantia da presença dos flavonoides, que são os compostos benéficos à saúde presentes na planta do chá verde”, ressalta Otton.

Um dos diferenciais metodológicos do estudo foi a temperatura ambiente controlada. Os pesquisadores mantiveram os animas em ambiente de termoneutralidade (28 °C) durante todo o experimento. Em geral, os biotérios mantêm temperatura média de 22 °C, o que, para os camundongos, representa um frio crônico.

“O frio excessivo ativa mecanismos compensatórios de regulação no organismo dos animais, fazendo com que gastem mais energia para se aquecer. Isso pode mascarar os efeitos reais de qualquer substância”, explica a pesquisadora. “Se os animais estiverem num ambiente mais frio, o efeito do chá é potencializado pela ativação do gasto energético pelo frio. Mas, ao manter na termoneutralidade, conseguimos ver os efeitos do chá verde de forma ‘limpa’, sem interferência ambiental”, explica.

Em estudo anterior, publicado em agosto de 2022 pelo European Journal of Nutrition, camundongos obesos tratados com chá verde tiveram redução de até 30% do peso corporal. “Se uma pessoa perde de 5% a 10% do peso corporal já é muito. Então esse resultado nos animais é bem significativo”, afirma a professora.

Efeito muscular

Um outro destaque do trabalho mais recente foi a preservação da morfologia muscular. A obesidade geralmente reduz o diâmetro das fibras musculares, mas o chá verde impediu essa atrofia nos músculos. “Uma das formas de avaliar a função muscular é olhar o diâmetro da fibra. Se ela aumenta, temos mais componentes musculares ativos. O chá verde conseguiu manter esse diâmetro, o que mostra que ele protege o músculo contra os efeitos deletérios da obesidade”, explica Otton.

Além dos dados morfológicos, os pesquisadores também avaliaram a expressão de genes relacionados ao metabolismo da glicose. O tratamento com chá verde aumentou a expressão de Insr, Irs1, Glut4, Hk1, Pi3k, genes importantes para a captação e uso da glicose nos músculos. Também foi restaurada a atividade da enzima lactato desidrogenase (LDH), essencial para o metabolismo da glicose.

Segundo Otton, há também evidências de que o chá verde não afeta o peso de animais magros, o que indica uma ação seletiva frente ao excesso de gordura corporal. “Ele faz o animal obeso emagrecer, mas mantém equilibrado o peso do animal magro. Isso mostra que o chá parece precisar de um ambiente com excesso de nutrientes para atuar, o que reforça a hipótese de que age diretamente sobre as células adiposas.”

Outro aspecto investigado pela equipe foi a ação dos compostos isoladamente. “O chá verde é uma matriz complexa, com dezenas de compostos bioativos. A gente já tentou separar esses compostos e estudar seus efeitos individualmente, mas o extrato integral é sempre mais efetivo. Há uma sinergia entre os compostos que não conseguimos reproduzir quando estão isolados”, afirma.

Segundo a cientista, uma hipótese para explicar o mecanismo de ação do chá verde na obesidade é o envolvimento da adiponectina. Esta é uma proteína produzida pelos adipócitos com função anti-inflamatória e reguladora do metabolismo. “Fizemos um estudo com camundongos nocauteados para adiponectina, ou seja, que não a produzem. E nesses animais o chá verde não teve efeito. Isso sugere que a adiponectina é uma peça-chave no mecanismo de ação do chá”, comenta.

Efeitos na vida real

Apesar dos resultados animadores no estudo com camundongos, Otton ressalta que ainda não é possível determinar uma dose segura e eficaz de chá verde para humanos. Isso se dá por conta da variabilidade dos extratos e do comportamento individual de cada pessoa. “O ideal é um consumo crônico, como vemos em países asiáticos. No Japão, por exemplo, as pessoas consomem chá verde todos os dias, a vida inteira, e os índices de obesidade são baixos. Mas isso é diferente de tomar chá por cinco meses esperando um efeito milagroso no emagrecimento”, pondera.

A pesquisadora defende que os tratamentos naturais ganhem espaço no combate à obesidade, especialmente como alternativas aos medicamentos caros e com efeitos colaterais. “A ideia é termos compostos seguros, naturais, eficazes e com qualidade. A planta Camellia sinensis oferece isso. Ainda estamos estudando todos os compostos envolvidos, mas não há dúvida de que o chá verde, como matriz vegetal rica em flavonoides, tem um potencial terapêutico importante.”

Dessa forma, a pesquisadora ressalta que a ciência sempre busca construir soluções reais. “O que a gente vê no animal nem sempre se reproduz em humanos. Mas se queremos fazer essa translação para a vida real, precisamos pensar em todos os detalhes, como a temperatura ambiente. São esses cuidados que aumentam a validade dos nossos dados. Estamos longe de ter todas as respostas, mas estamos chegando cada vez mais perto.”

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo segue lento no Sul do País



No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas


No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas
No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo nos estados do Sul do país apresenta ritmo lento e baixa fluidez nas negociações, influenciado por fatores sazonais, câmbio e pelo nível confortável de abastecimento da indústria. Segundo a TF Agroeconômica, o período de final de ano contribui para a redução das operações, com expectativa de paralisações temporárias em moinhos e menor urgência de compras.

No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas, em um cenário marcado pela proximidade das festas e pela programação de limpeza e férias coletivas em unidades industriais. A estimativa é de que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, o equivalente a 42% a 44% da produção. Os preços referenciais do trigo para moagem variam entre R$ 1.100 e R$ 1.150 por tonelada posto em moinhos locais, enquanto no porto os valores chegam a R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. O trigo destinado à ração é indicado a R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço da pedra em R$ 54,00 por saca em Panambi. A leitura é de um mercado confortável do lado da indústria, sem pressa para novas aquisições.

Em Santa Catarina, o mercado segue estável e equilibrado, com maior movimentação concentrada no balcão e acompanhando o fim da colheita. As pedidas giram em torno de R$ 1.200 FOB, enquanto os moinhos indicam valores entre R$ 1.150 e R$ 1.200 CIF. Negócios pontuais foram registrados a R$ 1.200 no diferido, e os preços da pedra permanecem estáveis na maioria das regiões, variando de R$ 60,00 a R$ 66,00 por saca.

No Paraná, o mercado local também permanece travado, com moinhos bem abastecidos e indicações entre R$ 1.170 e R$ 1.250 CIF, conforme distância e prazo. As compras estão concentradas para janeiro e fevereiro. A valorização do dólar, que alcançou R$ 5,52, eleva o custo do trigo importado e dá sustentação aos preços, embora sem gerar maior fluidez nos negócios. O preço médio ao produtor é de R$ 63,97 por saca, com alta semanal de 0,51%.

 





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Natal: aves puxam alta e encarecem ceia em 2025, segundo estudo


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Com a aproximação das festas de fim de ano, os itens tradicionais da ceia voltam a ganhar espaço nos supermercados. Em 2025, no entanto, o custo da celebração será maior para o consumidor.

Um estudo da Neogrid, empresa de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo, aponta altas de até 65,3% nos preços de produtos típicos em relação ao ano anterior, com destaque para as aves natalinas.

Os dados consideram os itens mais buscados pelos brasileiros e comparam preços médios de outubro de 2024 e outubro de 2025.

Aves e bacalhau lideram reajustes

Segundo o levantamento, as aves natalinas registraram aumento médio de 42,8%, passando de R$ 44,01 para R$ 62,88. O peru apresentou a maior variação, com alta de 65,3%, ao sair de R$ 22,52 para R$ 37,23. O pernil também ficou mais caro, com elevação de 10%, de R$ 34,50 para R$ 37,96.

O bacalhau seguiu a mesma tendência. O tipo dessalgado e congelado subiu 17,8%, alcançando R$ 149,26. Já o bacalhau salgado e seco teve alta de 22,2%, passando de R$ 72,44 para R$ 88,57.

Proteínas e azeites têm queda

Em sentido oposto, algumas proteínas apresentaram recuo de preços. O lombo suíno registrou queda de 12,6%, com o preço médio passando de R$ 32,94 para R$ 28,76.

Os azeites também ficaram mais baratos. O azeite de oliva virgem teve redução de 20,5%, enquanto o extra virgem recuou 17,4%, segundo o estudo.

“Percebemos que as cadeias produtivas estão respondendo de maneira muito diferente às pressões do mercado. Enquanto algumas proteínas lidam com custos de reposição mais altos e uma oferta que não acompanha a demanda, o que naturalmente puxa a alta dos preços, outras, como o lombo suíno, demonstram maior capacidade de estabilização ao longo do ciclo”, disse Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid.

Oleaginosas mantêm pressão na ceia

As oleaginosas aparecem entre os itens que mais pesam no orçamento. As amêndoas tiveram alta de 20,1%, passando de R$ 161,33 para R$ 193,74. As castanhas subiram 19,7%, enquanto o mix de castanhas (opção comum em aperitivos e sobremesas) avançou 13,4%. As nozes registraram aumento de 6,7%.

O pistache foi a exceção, com leve queda de 0,5%, de R$ 244,49 para R$ 243,31, mantendo-se como o produto mais caro da categoria.

Entre os ingredientes usados em panetones e sobremesas, as frutas cristalizadas subiram 11,3%, e a uva-passa teve alta de 8,7%, chegando a R$ 75,18 o quilo.

Bebidas têm comportamento misto

O estudo também identificou variações distintas nas bebidas. O espumante sem álcool apresentou alta de 13,6%, enquanto a sidra subiu 4,7%.

Por outro lado, os espumantes tradicionais ficaram mais acessíveis. O nacional recuou 9%, com preço médio de R$ 77,54, e o importado caiu 6,3%, para R$ 145,11.

Entre os vinhos, o fino nacional subiu 9,9%, o importado avançou 4,1% e o vinho de mesa teve aumento de 5,1%. Nas cervejas, a clara subiu 4,7%, enquanto as versões escura e sem álcool apresentaram variações inferiores a 2%.

“Essa assimetria traduz por que não estamos diante apenas de um Natal mais caro, mas de um período em que o consumidor encontrará comportamentos de preço muito distintos dentro da mesma cesta”, acrescenta Fercher.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Em meio a ritmo lento de vendas, B3 fecha quinta-feira com desvalorização do…


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A quinta-feira (18) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

A análise da Agrinvest destaca que os futuros do milho subiram em Chicago com alta sustentada pelo forte ritmo de exportações dos Estados Unidos. 

Na semana encerrada em 27 de novembro, as vendas somaram 1,79 milhões de toneladas e os embarques superaram 1,89 milhões de toneladas. Na temporada 2025/26, o volume comprometido já alcança 44,4 milhões, bem acima das 34,2 milhões do mesmo período do ano passado e do recorde de 2021/22. 

“A elevada competitividade do milho americano, aliada a menor oferta da Ucrânia e a um Brasil mais caro, mantém a demanda aquecida, especialmente na Ásia com rumores de compras chinesas”, apontam os analistas da consultoria. 

“No mercado doméstico norte-americano, a produção de etanol nos Estados Unidos atingiu novo recorde na última semana, com média de 1,131 milhões de barris por dia, reforçando o viés altista”, acrescenta a Agrinvest. 

O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,44 com elevação de 4 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,52 com valorização de 4,50 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,58 com ganho de 4,50 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,51 com alta de 2,50 pontos. 

Mercado Interno 

Já na Bolsa Brasileira (B3), a quinta-feira chegou ao fim com os preços futuros do milho contabilizando movimentações negativas. 

Os analistas da Agrinvest destacam que o milho da B3 não acompanhou as altas registradas de Chicago.  

“Desde a segunda quinzena de novembro, o ritmo de vendas perdeu força, após meses com volumes semanais acima de 1 milhão de toneladas. Enquanto isso, o mercado segue atento ao andamento da safra de verão e as primeiras estimativas para a safrinha”, aponta a consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 71,17 com desvalorização de 1,02%, o março/26 valeu R$ 75,58 com perda de 0,43%, o maio/26 foi negociado por R$ 74,83 com baixa de 0,37% e o julho/26 teve valor de R$ 70,48 com queda de 0,27%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente em Sorriso/MT. 





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AgroNewsPolítica & Agro

França e Itália travam avanço do acordo UE-Mercosul



A agricultura é o principal eixo do impasse


A agricultura é o principal eixo do impasse
A agricultura é o principal eixo do impasse – Foto: Arquivo Agrolink

A resistência de França e Itália voltou a colocar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul em um dos seus momentos mais delicados. Às vésperas de decisões no Conselho Europeu, o presidente francês Emmanuel Macron reafirmou que o tratado não pode ser assinado nas condições atuais, alegando riscos à agricultura europeia e falta de garantias efetivas para assegurar concorrência leal. A posição francesa reacende incertezas sobre um acordo negociado há décadas e considerado estratégico para ambos os blocos.

A agricultura é o principal eixo do impasse. Produtores europeus, especialmente na França, afirmam que produtos do Mercosul entram no mercado com custos menores e sob regras ambientais e sociais diferentes das exigidas na União Europeia. Mesmo após o Parlamento Europeu aprovar cláusulas de salvaguarda, como a possibilidade de reintrodução de tarifas e monitoramento de mercado, o setor agrícola avalia que as medidas ainda são insuficientes para evitar desequilíbrios.

A França estabeleceu três condições para apoiar o acordo: salvaguardas sólidas e operacionais, regras equivalentes para produtos importados e europeus, e controles rigorosos de importação. Sem a implementação clara desses pontos, Paris promete se opor a qualquer tentativa de acelerar a ratificação, usando seu peso político no Conselho Europeu, onde o acordo depende de maioria qualificada.

A Itália adotou uma postura mais cautelosa, mas também crítica. A primeira-ministra Giorgia Meloni considera a assinatura prematura e defende aguardar a finalização de um pacote de medidas adicionais, incluindo fundo de compensação e reforço dos controles fitossanitários. Roma afirma não querer bloquear o acordo, mas condiciona seu apoio a garantias de reciprocidade e proteção efetiva ao setor agrícola.

O impasse ganhou força com protestos de agricultores em Bruxelas, que ampliaram a pressão política sobre os governos europeus. Do lado sul-americano, o presidente brasileiro Lula da Silva tenta destravar as negociações, argumentando que a agricultura brasileira não competirá com a europeia. Ainda assim, o adiamento da assinatura e a falta de consenso indicam que o acordo UE-Mercosul segue em compasso de espera, sem solução imediata.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Uso de sementes não certificadas pode reduzir safra de soja



O mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de alerta



Foto: Pixabay

O mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de alerta com a disseminação do uso de sementes não certificadas, o que pode afetar diretamente a produtividade da safra 2025/26 e impactar as exportações.

Segundo dados divulgados pela CEEMA, o uso de sementes de soja não certificadas — incluindo sementes piratas e salvas comercializadas irregularmente — já atinge 27% da área cultivada no Brasil, equivalente a 13 milhões de hectares.

O impacto dessa prática é severo: estima-se uma perda de quatro sacas por hectare na produtividade média, o que resultaria em um recuo de 2,8 milhões de toneladas na colheita. Destas, 1,9 milhão deixariam de ser exportadas e outras 900 mil toneladas afetariam o consumo interno.

Além disso, o mercado de sementes perde cerca de R$ 8 bilhões com a redução de vendas, e o prejuízo em royalties de genética chega a R$ 590 milhões. A prática compromete investimentos em pesquisa e pode gerar a perda de até 4.500 empregos diretos.

No mercado físico, os preços se mantiveram entre R$ 124,00 e R$ 125,00/saca no Rio Grande do Sul, sustentados por câmbio elevado e prêmios mais firmes. A colheita da nova safra deve iniciar no final de janeiro no Norte do país.





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