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A cultura do tomate apresenta desenvolvimento dentro do esperado no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25). Na região administrativa de Lajeado, no município de Vale Real, as lavouras conduzidas a campo seguem com bom desempenho ao longo do ciclo produtivo.
Nos cultivos realizados em ambiente protegido, técnicos observam a presença de mosca-branca, que tem provocado prejuízos pontuais em algumas propriedades. Ainda assim, a sanidade das plantas, de modo geral, permanece adequada.
Segundo a Emater/RS-Ascar, a cultura encontra-se majoritariamente nas fases de frutificação e colheita. O estado fitossanitário das lavouras tem permitido a obtenção de frutos com padrão de qualidade compatível com o mercado, refletindo o manejo adotado pelos produtores da região.
Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com 21 vacas afetadas por mastite mostrou que as perdas diretas, incluindo leite jogado fora, queda de produção, tratamento, descarte de vaca crônica, totalizaram R$ 25.535,21 – média superior a R$ 1.200,00 por animal.
A doença causa inflamação da glândula mamária, geralmente devido as infecções bacterianas, embora fatores ambientais e o manejo inadequado também contribuam para o problema.
O gerente comercial de grandes animais da Syntec, Renato Coser, detalha que entre os diversos fatores de risco, as práticas de ordenha desempenham papel importante tanto na prevenção quanto na ocorrência da enfermidade.
“A forma como a ordenha é realizada influencia diretamente a saúde das vacas. Técnicas inadequadas, como coleta brusca, excesso de pressão ou descuido na higiene dos tetos e equipamentos, podem causar microlesões nos canais da glândula mamária, facilitando a entrada de patógenos”, detalha.
Além disso, a ordenha de animais doentes sem cuidados específicos podem propagar bactérias pelo rebanho, aumentando a incidência de mastite contagiosa.
Segundo Coser, a adoção de boas práticas de ordenha é eficaz na prevenção da doença. Entre elas, destacam-se: higienização correta dos tetos antes e após a ordenha; uso de luvas descartáveis ou higienizadas pelos tratadores; manutenção adequada dos equipamentos; ordenha em ambiente limpo e seco; e atenção à rotina dos animais, evitando estresse e desconforto.
“É recomendável também priorizar a ordenha de vacas saudáveis e deixar aquelas com histórico de mastite para o final ou ordenhá-las de forma segregada, reduzindo o risco de contaminação”, completa o gerente.
Estudos confirmam a importância dessas práticas. Pesquisa conduzida pela Embrapa Gado de Leite envolvendo 91 fazendas no sudeste do Pará mostrou que a adoção sistemática de manejo adequado da ordenha – como limpeza regular das linhas, lavagem dos tetos antes da ordenha e testes de detecção de mastite – resultou em redução da contagem de células somáticas (CCS) no leite, indicando menor prevalência da doença.
Outro levantamento da Universidade Estadual de Londrina (ILCT), realizado em 49 propriedades de Ivaiporã, no Paraná, apontou que a implementação de boas práticas de higiene na ordenha reduziu a contagem bacteriana total em 88,05% e fez com que 83,57% das fazendas produzissem leite segundo os padrões normativos de CCS.
“Investir em higiene, treinamento das equipes e ordenha cuidadosa protege a saúde das vacas e garante leite de qualidade, melhor produtividade e maior sustentabilidade econômica. Esse cuidado faz diferença tanto para o bem-estar animal quanto para a rentabilidade do produtor”, reforça Coser.
O algodão em pluma registrou, em 2025, um ano marcado por preços mais fracos no mercado internacional.
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, tomando como referência o contrato março de 2026, as cotações iniciaram o ano próximas de 70 centavos de dólar por libra-peso e recuaram para a faixa de 63 centavos em meados de dezembro, acumulando queda em torno de 10% na Bolsa de Nova York.
Segundo o analista Gil Barabach, o mercado não ofereceu oportunidade para o produtor ao longo do ano. Assim, o pico ocorreu nos primeiros meses do ano, seguido por uma trajetória gradualmente decrescente ao longo de 2025.
Com isso, as janelas de fixação contra a bolsa (operações on call) e de venda física foram sendo realizadas em níveis cada vez mais baixos. “Esse cenário contrasta com 2024, quando o algodão superou os 80 centavos nos primeiros meses, oferecendo uma janela ampla e bem aproveitada pelos produtores”, apontou o consultor.
Influência do câmbio
O câmbio também deixou de ser um aliado para o algodão. O dólar encerrou 2024 cotado a R$ 6,16 e fecha dezembro de 2025 em torno de R$ 5,51, tendo, inclusive, passado parte do ano abaixo de R$ 5,30.
Segundo Barabach, a apreciação do real acabou reduzindo a competitividade das exportações, resultando em menos reais recebidos por dólar vendido, o que pressionou os preços da fibra no mercado interno.
Além disso, a safra recorde colhida no Brasil em 2025, projetada por Safras & Mercado em 4,24 milhões de toneladas, exigiu maior agressividade comercial na entrada da colheita, após um ciclo anterior de preços elevados.
“Esse movimento pesou sobre os prêmios de exportação e refletiu diretamente nos preços pagos ao produtor. A pluma, que iniciou o ano de 2025 cotada a cerca de R$ 131,83 por arroba em Rondonópolis, em Mato Grosso, atingiu máxima próxima de R$ 140/arroba em junho, em função do atraso da colheita, encerra o ano ao redor de R$ 109/arroba, acumulando perdas de 17%”, detalha.
O que esperar de 2026?
Em síntese, 2025 foi um ano em que o algodão perdeu valor e ofereceu poucas oportunidades de fixação em níveis atrativos. Barabach destaca que as margens do produtor ficaram significativamente mais estreitas, o que acabou também refletindo na cadência mais lenta das vendas.
De acordo com ele, o resultado de todo este panorama é a menor atratividade da cultura para o próximo ciclo, com produtores sinalizando corte na área de 2,9% para a safra 2025/26, o que deve se refletir em queda de 8% na produção, interrompendo, assim, uma sequência de crescimento contínuo de área e produção de algodão no Brasil.
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Mesmo após enfrentar dois episódios sanitários relevantes em menos de dois anos — a Doença de Newcastle em 2024 e a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em 2025 —, o setor avícola brasileiro demonstrou resiliência e encerrou o ano com resultados positivos, segundo dados divulgados pelo Cepea.
O caso de IAAP foi identificado em maio de 2025, em uma granja comercial de matrizes de ovos férteis no município de Montenegro (RS). A ocorrência levou diversos países a suspender temporariamente as importações da carne de frango do Brasil, exigindo rápidas ações de contenção e redirecionamento dos volumes previstos para exportação ao mercado interno.
Apesar desse revés, o frango inteiro resfriado iniciou 2025 em trajetória de valorização no atacado da Grande São Paulo, contrariando o padrão sazonal típico de queda no início do ano. O movimento positivo foi reflexo direto do controle da oferta, da demanda interna aquecida e do ritmo intenso das exportações iniciado ainda em agosto de 2024.
Com a suspensão dos embarques após o foco da gripe aviária, os preços da proteína sofreram recuos expressivos por três meses consecutivos, especialmente em São Paulo. De acordo com o Cepea, isso ocorreu devido à necessidade de realocar parte da produção direcionada ao mercado externo, ampliando a oferta interna em curto prazo.
No entanto, as medidas de biossegurança adotadas de forma eficaz permitiram que o Brasil contivesse rapidamente o foco da doença e negociasse a flexibilização das restrições comerciais com seus principais parceiros. Nos meses seguintes, o fluxo de exportações foi retomado de forma gradual.
Mesmo com esse período de queda, as médias anuais de preços do frango inteiro congelado ficaram acima das registradas em 2024. O frango vivo em São Paulo também apresentou recuperação e fechou 2025 com a maior média anual desde 2022, conforme apontam os dados do Cepea.
Outro fator que favoreceu o setor foi o custo dos insumos. A média anual do farelo de soja — principal componente da ração — foi a terceira mais baixa da série histórica do Cepea (iniciada em 2004) e a menor desde 2011. Isso aumentou significativamente o poder de compra do avicultor paulista frente ao insumo.
Pesquisadores brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova espécie de ave no Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre. O Sururina-da-serra, um inhambu cientificamente nomeado Tinamus resonans, foi descrito oficialmente na revista Zootaxa, em 2025.
A espécie ocorre exclusivamente nas montanhas da unidade de conservação federal, entre 310 e 435 metros de altitude, e apresenta características de canto, coloração e comportamento que a diferenciam de outros tinamídeos conhecidos, como o inhambu-preto (Tinamus tao).
A descoberta começou com o registro de sons incomuns na região. O canto, com notas longas e variação de frequência, era ouvido em vários pontos da serra, mas a acústica dificultava localizar os indivíduos. Após várias expedições, os pesquisadores conseguiram registrar os primeiros exemplares em 2024.
Os indivíduos identificados chamaram atenção pelo padrão de coloração e pelo comportamento pouco reservado, aproximando-se de observadores com facilidade.
Esse comportamento foi mencionado em uma matéria do The New York Times, que comparou a espécie ao dodô, não por relação evolutiva, mas pelo fato de não reagir intensamente à presença humana.
O Sururina-da-serra vive em áreas de solo raso, com muitas raízes expostas e vegetação adaptada às encostas. A estimativa inicial aponta para cerca de 2 mil indivíduos distribuídos em um conjunto de elevações dentro do parque. A distribuição restrita indica a necessidade de ampliar estudos sobre a espécie e seu ambiente.
Avaliação e monitoramento
Por se tratar de uma espécie recém-descrita, o sururina-da-serra ainda não possui categoria de ameaça definida. As informações científicas disponíveis estão em fase de compilação, e a avaliação oficial será feita na Oficina de Risco de Extinção das Aves da Amazônia, prevista para este mês, quando especialistas aplicarão os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Embora o parque apresente baixa pressão de desmatamento e receba ações de fiscalização e monitoramento contínuas, mudanças no clima e eventuais projetos de infraestrutura na região podem afetar a espécie.
Importância do Parque Nacional
O Parque Nacional da Serra do Divisor (AC) reúne diferentes tipos de ambiente que não são comuns na Amazônia brasileira, incluindo áreas montanhosas que sustentam espécies dependentes desse tipo de habitat. A unidade possui mais de 800 mil hectares de florestas, rios e formações elevadas que abrigam mais de mil espécies, entre fauna e flora.
O Brasil alcançou em 2025 o maior número de registros de insumos agrícolas da série histórica, somando produtos biológicos e defensivos químicos. O avanço reflete maior oferta de soluções ao produtor rural, segundo dados do CropData, plataforma da CropLife Brasil, associação que representa a indústria de tecnologias para a agricultura no país.
Ao todo, foram registrados 139 novos bioinsumos e 560 defensivos químicos, considerando produtos técnicos e formulados. O levantamento também mostra crescimento no comércio exterior, com destaque para as exportações de sementes, que atingiram o maior valor dos últimos cinco anos.
Entre os bioinsumos aprovados em 2025, os agentes microbiológicos lideraram com 121 registros, o equivalente a 87% do total. Esses produtos utilizam microrganismos, como bactérias, fungos e vírus, no controle de pragas e doenças agrícolas.
De acordo com o CropData, o crescimento está associado à entrada de novas empresas no segmento e à ampliação das áreas dedicadas a biológicos dentro de grandes indústrias multinacionais. O movimento indica maior diversificação da oferta, ainda que concentrada em tecnologias já conhecidas.
No caso dos defensivos químicos, o detalhamento dos registros mostra que cerca de 95% correspondem a produtos já existentes no mercado. São, principalmente, aprovações de defensivos genéricos, com moléculas previamente validadas pelos órgãos reguladores. Em 2025, foram contabilizados seis novos registros de produto técnico e 22 de produtos formulados com moléculas novas.
Avaliação da indústria e desafios
Para o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, o volume de registros sinaliza um ambiente regulatório mais dinâmico. Segundo ele, o aumento da oferta amplia as alternativas disponíveis ao produtor rural e fortalece a competitividade do mercado de insumos.
Ao mesmo tempo, Gomides avalia que a entrada de tecnologias efetivamente inovadoras ainda foi limitada. “Os dados mostram avanço maior em registros de produtos genéricos do que em inovação disruptiva, tanto nos químicos quanto nos biológicos”, afirma.
Segundo o executivo, o principal desafio é criar condições para consolidar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Esses recursos são considerados essenciais para enfrentar a resistência de pragas e doenças, além de elevar a produtividade e a sustentabilidade da agricultura brasileira.
Comércio exterior e desempenho das sementes
No comércio exterior, as exportações de sementes agrícolas somaram US$ 233 milhões entre janeiro e novembro de 2025, valor recorde da série histórica recente. O resultado representa cerca de US$ 10 milhões a mais do que o registrado em 2023 e 2024, indicando maior presença de tecnologia brasileira em mercados, principalmente da América do Sul.
Já as importações de produtos químicos totalizaram US$ 12,9 bilhões no mesmo período, alta de 16% em receita. Em volume, o crescimento foi de 24%, alcançando 1.621.095 toneladas. O monitoramento inclui defensivos formulados, produtos técnicos e matérias-primas destinadas à formulação local.
O ano de 2025 foi marcante para a bovinocultura de corte brasileira. O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias reforça que o setor foi pautado pelo maior abate da história.
O volume superou a marca de 441,044 milhões de cabeças, o que contribuiu para a maior produção de carne bovina de todos os tempos, de 11,392 milhões de toneladas.
“Tiveram destaque para esse resultado os abates nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Goiás. Também é preciso mencionar a evolução da Região Norte como um relevante polo de produção de carne bovina”, avalia.
Para ele, a resiliência do valor da arroba do boi gordo também marcou o ano de 2025. Além disso, o setor conseguiu superar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, atingindo exportações também em níveis históricos, de 4,984 milhões de toneladas, com avanço de 19,04% ante 2024.
Exportações de carne em 2025
Iglesias ressalta que os embarques de proteína boniva não cresceram apenas em volume, mas também em receita de forma bastante significativa. Entre os maiores mercados compradores do Brasil ao longo de 2025, destacam-se: China, México, União Europeia, Rússia e, antes do tarifaço, os Estados Unidos.
“Grande parte dos abates neste ano foram absorvidos pela demanda externa, o que ajudou a manter os preços do boi em bons patamares”, sinaliza.
De acordo com o analista, a demanda interna, por outro lado, seguiu problemática, uma vez que o brasileiro tem sérios problemas em relação ao baixo poder de compra.
“Isso fez com que a disponibilidade interna de carne bovina caísse 1,96% em 2025, ficando em 6,445 milhões de toneladas. O nível de endividamento das famílias segue elevado, boa parte dos recursos de programas sociais do governo foram utilizados pela população para a realização de apostas em jogos de azar e não para a compra de alimentos, o que contribuiu para fazer com que a demanda por carne bovina ficasse reprimida”, afirma.
Desafios enfrentados por concorrentes
Concorrentes históricos do Brasil na exportação de carne bovina enfrentaram momentos delicados ao longo de 2025. Iglesias sinaliza que Estados Unidos e União Europeia vem apresentando recuos rotineiros em seus rebanhos no decorrer da década.
“A Argentina também enfrentou dificuldades, contando com encolhimento do abate, produção e exportação na atual temporada”, detalha.
Conforme Iglesias, o Brasil tem muitos predicados quando se trata de atender a demanda global, com condições de se adequar às especificações dos mercados mais exigentes.
“Precocidade e biosseguridade são os grandes diferenciais brasileiros neste momento. Além disso, o país trabalha de maneira firme pela rastreabilidade integral do rebanho de bovinos, diferencial que ampliaria a capacidade brasileira em fornecer produto para mercados que contam com maior grau de exigência.”
Ano encerra-se com apreensão
Exportadores globais de carne bovina encerram 2025 na expectativa sobre o resultado da investigação chinesa.
“Se por um lado o desempenho brasileiro se mostrou muito favorável ao longo de 2025, o setor encerra o ano com uma certa apreensão. O motivo é o resultado da investigação chinesa iniciada no final de 2024 que avalia os impactos da importação de carne bovina sobre a produção local”, especifica Iglesias.
O resultado das apurações chinesas estava marcado para ser divulgado ainda em novembro deste ano, mas a nova data limite para o anúncio de eventuais salvaguardas foi adiada para 26 de janeiro de 2026.
“Este é, sem dúvida, um dos fatores de maior preocupação para os exportadores de carne bovina do Brasil neste final de ano, dada a relevância da China nas compras da proteína”, finaliza o analista de Safras & Mercado.
A última semana do ano será marcada por uma mudança no padrão do tempo em grande parte do Brasil, após dias de calor intenso e tempo mais aberto registrados durante o período do Natal. O enfraquecimento do bloqueio atmosférico que atuava sobre o país permite o avanço das instabilidades, favorecendo o retorno das chuvas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte, além da manutenção dos temporais no Sul.
Durante a semana do Natal, a presença do bloqueio atmosférico manteve as temperaturas elevadas e contribuiu para a ocorrência de recordes de calor, como os registrados na cidade de São Paulo. Nesse período, a chuva ficou mais concentrada sobre a região Sul.
Bloqueio atmosférico perde força e instabilidades avançam
Com a perda de intensidade do bloqueio atmosférico, as áreas de instabilidade passam a se organizar melhor e a se espalhar com mais facilidade pelo interior do país. Esse cenário representa uma transição importante em relação à semana anterior, quando o calor extremo limitou o avanço das chuvas para diversas regiões.
A tendência é de que a chuva se torne mais abrangente, especialmente no Sudeste, Centro-Oeste e Norte, enquanto o Sul segue com registro de temporais.
Frente fria e ventos aumentam a umidade
O deslocamento de uma frente fria pelo litoral e a circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera reforçam o transporte de umidade sobre o Brasil. Esse cenário cria condições favoráveis para a formação de pancadas de chuva mais intensas, que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.
No Sul, os temporais continuam frequentes. Já no Sudeste, a chuva ganha força principalmente entre as tardes e noites. No Centro-Oeste e no Norte, as instabilidades seguem características do verão, mas com maior organização e potencial para volumes elevados em alguns pontos.
Calor persiste, mas sem extremos
Apesar do aumento da nebulosidade e da chuva, o calor segue presente nesta última semana do ano. As temperaturas, no entanto, não devem atingir os extremos observados na semana do Natal.
A sensação de abafamento permanece elevada, sobretudo nas áreas com maior umidade do ar. A combinação entre calor e umidade mantém o risco de chuvas rápidas e intensas, especialmente no período da tarde, exigindo atenção para possíveis transtornos causados por temporais.
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A carne suína perdeu competitividade frente à carne de frango em novembro, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), analisados na edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). No período, a carcaça especial suína foi comercializada a R$ 12,63 por quilo, com alta de 0,7% em relação a outubro. Já o frango resfriado apresentou média mensal de R$ 8,09 por quilo, queda de 0,9% na mesma base de comparação, resultando em uma diferença de R$ 4,54 por quilo entre as duas proteínas.
Apesar da perda de competitividade no comparativo mensal, a análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa indica perspectiva de valorização adicional da carne suína no encerramento do ano, em função do aumento da demanda associado às festividades de fim de ano, tradicionalmente mais aquecida nesse período.
O informativo aponta ainda que a suinocultura brasileira retomou o crescimento do Valor Bruto da Produção (VBP) entre 2023 e 2025, após dois anos consecutivos de retração. Goiás acompanhou esse movimento, com destaque para 2024, quando registrou avanço de 25,1% em relação a 2023. O desempenho reflete a valorização da carne suína observada nos últimos três anos e estimulou a produção no estado, que alcançou recorde no número de carcaças abatidas em 2024.
O setor segue impulsionado, principalmente, pelo mercado externo. Em outubro, as exportações goianas de carne suína cresceram 60,3% em valor e 39,5% em volume na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O avanço foi influenciado pelo aumento das compras de Singapura, principal parceiro comercial do estado, responsável por 51,1% do valor exportado no período, com embarques concentrados em carne suína in natura.
Esse desempenho reforça a expectativa positiva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para as exportações brasileiras de carne suína, projetadas para alcançar 1,4 milhão de toneladas em 2025.
A produção de carne bovina pela União Europeia em 2026 deve chegar a 6,425 milhões de toneladas, em equivalente carcaça, conforme estimativa da consultoria Safras & Mercado.
A projeção toma como base os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e do Departamento de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) e mostra que o volume deve ficar 0,77% abaixo do estimado para 2025, de 6,475 milhões de toneladas.
Quanto às exportações dos países membros do bloco, deverá recuar 2,44% no ano que vem e atingir 600 mil toneladas de proteína bovina, em equivalente carcaça. Em 2025, os embarques foram indicados em 615 mil toneladas.
Da mesma forma, as importações de carne bovina da União Europeia no próximo ano deverão somar 405 mil toneladas, em equivalente carcaça, 4,71% aquém das 425 mil toneladas previstas para serem adquiridas em 2025.
Os dados ainda mostram que devem ser consumidas 6,230 milhões de toneladas de carne bovina em 2026 pelo bloco, volume 0,88% inferior ao esperado para este ano, de 6,285 milhões de toneladas.
Quanto ao Brasil, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que foram produzidas 12,3 milhões de toneladas da proteína, recorde histórico. Para 2026, a entidade aponta que a tendência é de retração global, visto que em 2025 o ritmo de abate foi acelerado entre as principais nações produtoras.
Segundo o USDA, o país deve atingir 11,7 milhões de toneladas e ficar em pé de igualdade com os Estados Unidos, sendo que, em 2025, o Brasil superou os norte-americanos em produção pela primeira vez, com cerca de 500 mil toneladas a mais.