domingo, março 15, 2026

Autor: Redação

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Marco temporal cai no STF: decisão abandona indígenas e amplia insegurança no campo


STF
Foto: STF/divulgação

A decisão do Supremo Tribunal Federal de concluir a votação e derrubar o marco temporal na questão indígena revela muito mais um posicionamento político do que uma solução técnica ou verdadeiramente eficaz para os povos originários. Ao permitir a ampliação indefinida de demarcações, independentemente do marco constitucional de 1988, o STF não resolve o problema central dos indígenas, apenas muda o discurso.

Hoje, cerca de 14% do território brasileiro já está destinado a terras indígenas. Ainda assim, a realidade nessas áreas é dura e amplamente conhecida: crianças passando fome, doenças sem atendimento adequado, ausência do Estado, avanço do crime organizado, invasões por garimpeiros, desmatadores e pescadores ilegais. A expansão territorial, por si só, não gerou cidadania, dignidade ou integração social.

Ao contrário, essa lógica acaba transformando a questão indígena em instrumento de interesses externos, especialmente de ONGs que operam politicamente o tema, utilizam comunidades como massa de manobra e captam recursos internacionais em nome de uma causa que, na prática, pouco melhora a vida de quem vive nas reservas. Quanto mais terra, menos Estado. Quanto menos Estado, mais dependência.

É preciso dizer com clareza: o Brasil não tem hoje capacidade financeira nem administrativa para manter essas áreas com dignidade. O país enfrenta graves restrições fiscais, não consegue garantir serviços básicos em grande parte do território e tampouco dispõe de recursos para indenizar, de forma justa e célere, produtores rurais que eventualmente tenham suas terras desapropriadas. Decisões desconectadas da realidade fiscal apenas ampliam conflitos e frustrações.

Mesmo partindo de boas intenções, preservar culturas, respeitar direitos históricos e proteger povos originários, a decisão do STF caminha no sentido oposto. Ao privilegiar uma leitura política da Constituição, ignora a necessidade de políticas públicas concretas: educação, saúde, segurança, integração produtiva e presença efetiva do Estado dentro das terras já existentes.

O efeito colateral é imediato. A insegurança jurídica aumenta, investimentos no campo tendem a ser adiados ou cancelados, e o agronegócio, principal motor da economia brasileira, responsável por emprego, renda, exportações e superávit comercial, passa a operar sob um risco adicional. Não se trata de conflito entre produtores e indígenas, mas de ausência de uma política séria e responsável.

O Senado tenta agora construir uma alternativa legislativa que reequilibre essa equação. Resta saber se esse embate institucional conseguirá produzir uma lei que dê segurança jurídica, respeito aos indígenas e viabilidade econômica. O que está claro é que decisões políticas travestidas de soluções jurídicas não resolvem o problema indígena e ainda criam novos passivos para o Brasil.

No fim, ao derrubar o marco temporal, o Supremo não fortaleceu os povos originários. Pelo contrário: afastou ainda mais o Estado, ampliou a dependência e fragilizou tanto os indígenas quanto o campo brasileiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Soja e biodiesel impulsionam PIB e reforçam peso da cadeia na economia em 2025


soja lavoura
Foto: Abiove

O crescimento do PIB da cadeia da soja e do biodiesel em 2025 passou por nova revisão positiva após o avanço da agroindústria no terceiro trimestre. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela melhora no segmento de esmagamento de soja e pela aceleração da produção de biodiesel, associada à entrada do B15 a partir de 1º de agosto.

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Estudos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove, indicam que o PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode crescer expressivos 11,66% em 2025. A estimativa representa uma elevação de 0,37 ponto percentual em relação ao relatório anterior, refletindo o avanço da agroindústria e seus efeitos positivos sobre os agrosserviços.

De modo geral, a colheita de uma safra recorde de soja em 2024/25 e o maior processamento do grão pela indústria sustentam a projeção de forte expansão da cadeia em 2025. Com esse desempenho, o PIB da cadeia da soja e do biodiesel deve representar cerca de 23% do PIB do agronegócio brasileiro e 5,7% do PIB nacional.

Apesar do crescimento, pesquisadores do Cepea/Abiove alertam que a variação dos preços relativos da cadeia tornou-se negativa após novas quedas registradas no terceiro trimestre. Entre janeiro e setembro de 2024 e o mesmo período de 2025, os preços da cadeia produtiva recuaram 7,27%, pior resultado frente à estimativa anterior, que indicava estabilidade. Esse movimento foi influenciado pelo efeito de base de comparação, já que no terceiro trimestre de 2024 houve forte elevação de preços.

Esse cenário levou a uma revisão para baixo da estimativa de crescimento da renda da cadeia da soja e do biodiesel. Ainda assim, a expansão dos volumes produzidos garante avanço, com previsão de alta de 3,54% na renda em 2025, interrompendo uma sequência de três anos consecutivos de queda.

Os dados também reforçam a importância do processamento industrial da soja. Segundo o Cepea/Abiove, o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada pode ser 4,2 vezes maior do que aquele obtido com a soja exportada diretamente em grão.

Mercado de trabalho

No terceiro trimestre de 2025, o número de pessoas ocupadas na cadeia da soja e do biodiesel cresceu 7,15% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 2,39 milhões de trabalhadores. A cadeia passou a responder por 2,34% da economia brasileira e 10,35% do emprego no agronegócio.

O aumento das ocupações foi puxado, principalmente, pelos segmentos antes da porteira e pelos agrosserviços. O setor de insumos registrou crescimento de 7,09% no número de trabalhadores, impulsionado pela ampliação da área de soja e pelo maior uso de tecnologia. Nos agrosserviços, a alta foi ainda mais expressiva, de 12,08%, refletindo o aumento da produção física e do processamento do grão.

Por outro lado, houve redução das ocupações dentro da porteira e nas agroindústrias. Na produção de soja, a queda foi de 6,98%, com destaque para o Rio Grande do Sul, que perdeu mais de 26 mil postos de trabalho em razão da quebra de safra causada por problemas climáticos. Na agroindústria, as reduções nos segmentos de rações e de esmagamento e refino não foram compensadas pelo leve crescimento observado na indústria de biodiesel.

Comércio exterior

As exportações brasileiras da cadeia da soja e do biodiesel somaram 35,54 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2025, aumento de 11,78% em relação ao mesmo período de 2024. A receita alcançou US$ 14,5 bilhões, alta de 4,47% na comparação anual, avanço mais moderado devido aos menores preços internacionais da soja em grão e do farelo.

A pressão sobre os preços decorreu da ampla oferta global, apesar da demanda firme. Para a safra 2025/26, no entanto, as projeções indicam mudança na tendência de disponibilidade mundial, com expectativa de queda na produção.

No caso da soja em grão, os embarques cresceram principalmente para a China e o Sudeste Asiático. Já o farelo teve aumento das exportações para a União Europeia e o Leste Asiático. Em contrapartida, o óleo de soja registrou redução dos volumes exportados, influenciado pela forte demanda doméstica.

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AgroNewsPolítica & Agro

MP libera R$ 59 mi para socorro a famílias atingidas por tornado e chuvas no Paraná



Paraná recebe R$ 59,3 mi para famílias afetadas por clima extremo


Foto: Canva

A Presidência da República liberou R$ 59,3 milhões extras para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome enfrentar danos causados por desastres climáticos no Paraná. Para isso, publicou nesta sexta-feira (19) a Medida Provisória (MP) 1.329/2025, que disponibiliza o crédito extraordinário.

O estado registrou na primavera deste ano 224 ocorrências climáticas, mais que o dobro em relação ao ano passado. A conta inclui o tornado que atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu em novembro, além de vendavais, granizo e chuvas intensas.

A maior parte dos recursos é destinada para segurança alimentar, com R$ 23 milhões para apoiar a produção rural de povos indígenas e agricultores familiares, por exemplo. Cerca de 5 mil famílias poderão ser atendidas. Outros R$ 22,5 milhões serão destinados à compra e distribuição de alimentos para 1,5 mil famílias.

O restante do valor poderá ser transferido aos fundos de assistência social dos municípios paranaenses. A medida provisória autoriza a transferência de R$ 8 milhões para os municípios realizarem ações de proteção social. Além disso, R$ 5,7 milhões estarão disponíveis para fortalecer o Sistema Único de Assistência Social no estado.

Os créditos extraordinários são liberados em situações de urgência e permitem o uso dos recursos de imediato. Ainda assim, o Congresso Nacional deve analisar a MP no máximo em 120 dias. Se aprovada, a medida se converte em lei, o que mantém o valor disponível ao Poder Executivo durante o ano. Caso contrário, o governo federal dispõe do valor apenas durante o tempo de vigência da medida provisória.

 





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CMN amplia crédito rural e apoio a produtores afetados por eventos climáticos


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Dinheiro, Real Moeda brasileira

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (18), um conjunto de quatro medidas voltadas ao setor agropecuário, apresentadas pelo Ministério da Fazenda, com impacto direto sobre o crédito rural, o Pronaf, os preços de garantia da agricultura familiar e o apoio a produtores afetados por eventos climáticos extremos.

As decisões, segundo o governo, buscam ampliar o acesso ao financiamento, alinhar o crédito às exigências socioambientais e oferecer instrumentos para a renegociação de dívidas de produtores que sofreram perdas recentes na produção.

Crédito rural passa por ajustes ambientais e climáticos

Entre as medidas aprovadas, o CMN atualizou as regras relacionadas a impedimentos sociais, ambientais e climáticos para a concessão de crédito rural. As mudanças visam integrar o financiamento agropecuário às políticas de conservação ambiental, sem restringir o acesso ao crédito de forma imediata.

Uma das principais alterações permite que, até 30 de junho de 2028, agricultores familiares beneficiários do Pronaf e pertencentes a povos e comunidades tradicionais possam acessar crédito mesmo na ausência de plano de manejo publicado em Unidades de Conservação, desde que haja anuência do órgão gestor.

O conselho também definiu exceções para imóveis rurais privados localizados em áreas classificadas como Florestas Públicas Não Destinadas, ajustando critérios fundiários e padronizando a análise técnica.

Já a exigência de verificação de desmatamento ilegal após julho de 2019 foi adiada. Para imóveis acima de quatro módulos fiscais, a regra passa a valer em abril de 2026. Para agricultores familiares e propriedades menores, a exigência será aplicada a partir de janeiro de 2027, dando prazo para adaptação de produtores e instituições financeiras.

Preços de garantia do PGPAF são reajustados

O CMN também aprovou o reajuste dos preços de garantia do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), válido entre janeiro de 2026 e janeiro de 2027. O programa assegura cobertura dos custos variáveis de produção para agricultores familiares que acessam crédito pelo Pronaf.

Quando o preço de mercado fica abaixo do valor de garantia, o produtor adimplente tem direito a desconto nas parcelas do financiamento, limitado a R$ 5 mil por ano agrícola em operações de custeio e R$ 2 mil em investimentos.

Pronaf tem mudanças para ampliar acesso ao crédito

Outra decisão envolve ajustes nas regras do Pronaf, com foco nos beneficiários do Microcrédito Produtivo Rural (Grupo B). Entre as mudanças, está a autorização para que o pagamento de serviços de assistência técnica seja feito diretamente pelas instituições financeiras, desde que previsto no projeto de crédito.

O CMN também reabriu, até 30 de julho de 2027, o prazo para contratação de crédito de custeio agrícola que havia se encerrado em junho deste ano. Além disso, foi ampliado, até 30 de junho de 2026, o limite de financiamento para construção ou reforma de instalações sanitárias, que passa de R$ 3 mil para R$ 5 mil.

Crédito é ampliado para produtores afetados por eventos climáticos

O colegiado ainda ampliou a linha de crédito destinada a produtores rurais prejudicados por eventos climáticos adversos, como secas e enchentes. A medida permite a liquidação ou amortização de dívidas relacionadas a operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPR) contratadas entre julho de 2024 e junho de 2025.

A mudança contempla tanto operações inadimplentes quanto aquelas que já passaram por renegociação, desde que a situação da dívida tenha sido registrada até 15 de dezembro de 2025. O objetivo é oferecer fôlego financeiro aos produtores que enfrentaram perdas significativas na safra recente.

Composição do CMN

O Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

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Brasil conquista quatro novos mercados para a exportação de feijão


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Foto: Ibrafe

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que autorizam a exportação de feijão comum e feijão fradinho para Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão. A medida amplia o acesso do produto nacional a mercados da União Econômica Euroasiática.

A abertura foi confirmada nesta quinta-feira (18) em nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com o avanço, o Brasil soma 519 novas oportunidades comerciais desde o início de 2023.

Os quatro países concentram cerca de 36 milhões de habitantes e já mantêm fluxo comercial com o Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras para esses destinos totalizaram aproximadamente US$ 38 milhões.

Requisitos sanitários viabilizam exportações

As negociações envolveram a definição de exigências fitossanitárias, que são regras sanitárias voltadas à prevenção de pragas e doenças agrícolas. Esses critérios são obrigatórios para o comércio internacional de produtos vegetais.

Com a conclusão do processo, exportadores brasileiros passam a ter segurança jurídica para atender os mercados da Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão. A Armênia aparece como principal destino atual das vendas brasileiras ao grupo, com compras superiores a US$ 26 milhões no último ano.

Segundo o Mapa, a habilitação reforça a estratégia de diversificação de mercados e reduz a dependência de destinos tradicionais. O trabalho técnico envolveu análises documentais, trocas de informações sanitárias e alinhamento de protocolos entre as autoridades.

Potencial do feijão brasileiro no mercado externo

O feijão comum é um dos alimentos mais tradicionais da produção agrícola brasileira. Além do consumo interno, o produto apresenta ampla aceitação em diferentes regiões, atendendo tanto o varejo quanto a indústria de alimentos.

Já o feijão fradinho tem peso relevante nas regiões Norte e Nordeste do país. A cultura é associada à geração de renda para pequenos produtores e à valorização de sistemas produtivos regionais.

Para o governo, a ampliação de mercados cria novas possibilidades comerciais para produtos com oferta consolidada no Brasil. A expectativa é que a abertura estimule o escoamento da produção e gere oportunidades ao longo da cadeia.

Atuação conjunta do governo

O avanço é resultado da atuação coordenada entre o Mapa, responsável pelas negociações sanitárias, e o MRE, que conduz o diálogo diplomático. A estratégia busca alinhar interesses comerciais e técnicos.

Segundo a nota oficial, a agenda de abertura de mercados segue como prioridade. O objetivo é ampliar a presença do agronegócio brasileiro em diferentes regiões, com foco em previsibilidade, regras claras e acesso sustentável ao comércio internacional.

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Presidente da Comissão Europeia está ‘confiante’ sobre acordo com o Mercosul em janeiro


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Foto:
European Parliament

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que trabalha para viabilizar a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul em janeiro. A declaração ocorre após o adiamento da decisão, motivado por protestos de agricultores em países do bloco europeu.

O tratado, negociado há mais de duas décadas, enfrenta resistência interna, especialmente na França e na Itália. Ainda assim, a cúpula da União Europeia avalia que há espaço para avançar na busca por apoio político suficiente.

Apoio político dentro da União Europeia

Segundo Ursula von der Leyen, a expectativa é alcançar a chamada maioria qualificada necessária para a aprovação do acordo. Esse mecanismo exige o voto favorável de pelo menos 15 países, que representem 65% da população da União Europeia.

Para barrar o tratado, seria necessário reunir países que somem ao menos 35% da população do bloco. A presidente da Comissão Europeia afirmou, em entrevista coletiva, que acredita ser possível formar essa maioria nos próximos meses, mesmo diante das pressões contrárias.

A decisão estava prevista para ser formalizada nesta semana, mas acabou adiada após manifestações de produtores rurais. Eles alegam que o acordo pode afetar a competitividade do setor agrícola europeu.

Resistência francesa e pressão do setor agrícola

Na França, o presidente Emmanuel Macron reconheceu que ainda é cedo para afirmar se o país apoiará o acordo em janeiro. A oposição envolve tanto agricultores quanto grupos políticos, que cobram mudanças no texto negociado.

Macron indicou que a França espera avanços concretos antes de assumir uma posição definitiva. Para o governo francês, eventuais ajustes são necessários para alterar o que chamou de “natureza” do acordo.

Produtores europeus demonstram preocupação com a entrada de produtos agrícolas do Mercosul, considerados mais competitivos. Entre os itens citados estão carne, arroz, mel e soja, que poderiam ganhar espaço no mercado europeu.

Impactos previstos do acordo UE-Mercosul

Se aprovado, o tratado criaria a maior área de livre comércio do mundo. O acordo prevê a ampliação das exportações europeias de veículos e máquinas para os países do Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Em contrapartida, o mercado europeu seria mais aberto a produtos agropecuários sul-americanos. Esse ponto concentra boa parte das críticas de agricultores europeus, que temem impactos sobre renda e produção local.

Apesar das resistências, a Comissão Europeia segue defendendo o acordo como estratégico. A expectativa agora é que as negociações políticas avancem nas próximas semanas, com uma nova tentativa de decisão em janeiro.

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Tocantins dará largada à colheita da soja no Brasil; inscreva-se para o evento!


soja - grãos
Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

O estado de Tocantins será palco da Abertura Nacional da Colheita da Soja safra 2025/26, evento que marca oficialmente o início dos trabalhos de colheita no país. A cerimônia será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional. As inscrições já estão abertas e para participar é fácil: basta acessar o link, preencher as informações e pronto!

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Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. Segundo ela, o Tocantins se consolidou como referência em produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade, e o evento reconhece o trabalho dos produtores que impulsionam o desenvolvimento do país.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também ressalta a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Na avaliação dele, a cada safra o estado se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo.

Programação da abertura da colheita

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Entre os convidados confirmados está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participará de um dos painéis, além de autoridades políticas que irão debater políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do estado.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra estratégica para o agro brasileiro.

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Queda de arroz, leite, carne bovina e açúcar ajuda a conter custo da cesta básica em novembro


Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

A redução nos preços de arroz, leite, carne bovina e açúcar em novembro foi decisiva para conter o avanço do custo da cesta básica em diversas capitais brasileiras. Levantamento da Cesta de Consumo Básica Neogrid & FGV IBRE aponta que a deflação desses itens essenciais compensou, em parte, a pressão exercida por produtos processados, resultando em quedas relevantes em cidades como São Paulo e Curitiba.

Apesar do alívio proporcionado pelos alimentos básicos, o comportamento da cesta foi desigual entre as oito capitais analisadas. Quatro cidades registraram alta no mês, três apresentaram queda e uma permaneceu praticamente estável, refletindo a volatilidade recente nos preços de alimentos.

São Paulo e Curitiba puxam recuos com alívio em alimentos básicos

Em São Paulo, a cesta básica caiu 1,72% em novembro, passando para R$ 924,53. O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços do arroz (-2,26%), da carne bovina (-3,05%) e do leite (-1,53%). No acumulado de seis meses, a capital paulista registra a maior retração entre todas as cidades monitoradas, com queda de 4,32%.

Curitiba teve o recuo mais intenso do mês (-1,87%), com a cesta custando R$ 773,49. A redução foi impulsionada, sobretudo, pela queda da carne bovina (-2,86%), do leite (-2,03%) e dos ovos (-2,28%). Ainda assim, no acumulado semestral, a capital paranaense apresenta leve alta de 0,83%.

Em Belo Horizonte, a retração foi mais discreta (-0,24%), com destaque para a queda do açúcar (-4,48%), da carne bovina (-3,67%) e do leite UHT (-1,00%).

Altas pontuais persistem em outras capitais

Mesmo com o alívio nos itens básicos, algumas capitais registraram aumento no custo da cesta em novembro. O Rio de Janeiro manteve a posição de capital com a cesta mais cara do país, com alta de 1,37%, alcançando R$ 995,76. No acumulado de seis meses, a alta chega a 2,72%, puxada principalmente por produtos processados, como margarina, óleo e molho de tomate.

Brasília teve a maior alta do mês (1,94%), com a cesta passando para R$ 817,74. Apesar disso, a capital federal ainda acumula queda de 1,82% no semestre, indicando arrefecimento após picos anteriores.

Em Salvador, o avanço mensal foi de 0,83%, mas o acumulado de seis meses segue negativo (-2,19%), reforçando a tendência de acomodação dos preços. Fortaleza apresentou variação leve (+0,39%) e praticamente não teve alteração no semestre.

Manaus segue mais pressionada no acumulado do ano

Manaus registrou estabilidade em novembro, com leve retração de 0,08%. No entanto, a capital amazonense segue como a mais pressionada no horizonte mais longo. No acumulado de seis meses, a cesta básica subiu 11,15%, refletindo custos mais elevados com alimentos processados, proteínas e desafios logísticos.

Mesmo em Manaus, itens como arroz (-1,38%) e leite (-0,10%) ajudaram a conter uma alta maior no mês.

Produtos processados continuam como principal fator de pressão

No balanço do semestre, os produtos processados e derivados de grãos seguem como os principais responsáveis pelas altas da cesta básica. A margarina aparece como o item de maior impacto em praticamente todas as capitais, refletindo o encarecimento de insumos, energia e embalagens.

Óleos, massas secas e itens industrializados à base de grãos também apresentaram elevações em novembro, especialmente no Sul e Sudeste, limitando um recuo mais amplo do custo da cesta.

Cesta ampliada sobe com higiene e industrializados

A cesta de consumo ampliada, que inclui alimentos, produtos de higiene e limpeza, apresentou alta na maioria das capitais em novembro. O Rio de Janeiro liderou novamente, com valor médio de R$ 2.273,86, após avanço de 3,81% no mês.

Mesmo onde os alimentos básicos ficaram mais baratos, produtos como desodorantes, xampus, snacks e chocolates continuaram pressionando os preços, indicando que a inflação dos industrializados ainda é um fator de atenção para o orçamento das famílias.

Alívio parcial, mas cenário ainda exige atenção

O levantamento mostra que a queda nos preços de arroz, leite, carne bovina e açúcar foi fundamental para evitar um avanço mais forte da cesta básica em novembro. Ainda assim, a pressão persistente de produtos processados e de higiene sugere que o cenário segue instável no curto prazo, especialmente em capitais mais dependentes de cadeias logísticas longas.

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STF concluí julgamento e decide pela derrubada do marco temporal


Após recesso, Supremo retoma sessões nesta quinta-feira
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 9 votos a 1, na noite quinta-feira (18), reconhecer a inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. André Mendonça foi o único ministro da Corte a não acompanhar o voto do relator Gilmar Mendes.

Com o resultado da votação, foi invalidado o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Contudo, não houve consenso em relação a diversos pontos apresentados pelo relator, ministro Gilmar Mendes, como regras para indenizações a produtores rurais que ocupam propriedades que forem reconhecidas como terras indígenas, entre outros pontos. Os detalhes serão conhecidos quando a Corte publicar a decisão do julgamento virtual

Entenda

Dois anos após o STF declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023, na qual o Congresso Nacional validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Após a votação do veto presidencial, os partidos PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Em paralelo ao julgamento no Supremo, o Senado Federal aprovou, na semana passada, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

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Estação das águas: plantas daninhas exigem ação rápida do pecuarista; saiba mais


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

Na pecuária, a estação das águas é um período crítico, pois, além de ser o momento de máxima produção, também é quando as plantas daninhas se proliferam.

No último episódio da série “Dicas do Scoton”, o zootecnista Maurício Scoton alerta que a ação rápida contra essas invasoras é fundamental para garantir que o investimento em adubação e a umidade do solo sejam aproveitados exclusivamente pelo capim, resultando em maior lucro.

O surgimento das plantas daninhas ocorre pela quebra de dormência. Ao preparar o solo ou com o início das chuvas, sementes enterradas são expostas ao sol e germinam rapidamente. Elas competem agressivamente por espaço, luz e, principalmente, por nutrientes, já que suas raízes costumam ser mais profundas e eficientes que as do capim recém-formado.

Confira:

Importância do controle efetivo

O erro mais comum cometido pelo pecuarista é esperar o tempo passar. Para um controle efetivo, o produtor deve seguir uma regra clara: nunca deixar a planta daninha sementear. O controle deve ser realizado preferencialmente entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Se as plantas conseguirem soltar sementes, a infestação no solo aumentará drasticamente, gerando problemas e custos elevados nos anos seguintes.

Existem duas formas principais de lidar com as invasoras, mas com níveis de eficácia distintos. Para otimizar o custo-benefício, o uso de tecnologias modernas, como drones para aplicação de herbicidas, tem transformado o manejo nas fazendas. Essa ferramenta de alta precisão facilita o trabalho em condições de terreno difíceis, garantindo que o produto atinja o alvo com exatidão.

Consulta a técnicos especializados

Scoton reforça a necessidade de consultar um técnico especializado. Somente um profissional pode identificar as espécies invasoras e recomendar o princípio ativo correto, evitando desperdício de dinheiro e garantindo um pasto limpo e vigoroso para o gado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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