sábado, março 14, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Governo anuncia apoio à cadeia do pêssego no Sul gaúcho


O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (22), um investimento de R$ 4 milhões para a aquisição de suco integral de pêssego por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A operação prevê a compra de 890 mil litros da bebida, volume equivalente a 1,16 mil toneladas de pêssego in natura, com foco na região Sul do Rio Grande do Sul, principal polo produtor da fruta no país e que enfrenta dificuldades na comercialização da safra.

O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante reunião realizada no Paço Municipal de Pelotas. Segundo ele, a medida busca responder aos desafios enfrentados pelos produtores locais. “Essa é uma ação concreta para apoiar a cadeia do pêssego, garantindo renda aos agricultores e destinando alimentos de qualidade para políticas públicas”, afirmou. O encontro contou com a presença de autoridades municipais, dirigentes da Conab e representantes do setor produtivo, que discutiram medidas emergenciais e estruturantes voltadas ao fortalecimento da atividade.

A negociação em andamento indica a aquisição de até 4.450 tonéis de 200 litros de suco, que deverão ser fracionados e envasados em embalagens menores no próximo ano. Esses produtos serão destinados a escolas, cozinhas solidárias e restaurantes comunitários, principalmente da região, como parte das ações de enfrentamento à insegurança alimentar. De acordo com a Conab, o formato final da operação ainda está sendo definido em diálogo com organizações da agricultura familiar interessadas em participar. A expectativa é atender pelo menos 270 famílias produtoras e quatro organizações, a partir da mobilização das entidades fornecedoras da fruta em Pelotas e municípios vizinhos.

Atualmente, o preço de referência do pêssego no Rio Grande do Sul, para aquisição via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), varia entre R$ 1,85 e R$ 2,10 por quilo. A Conab informou que irá pagar o valor máximo aos produtores gaúchos, com recursos destinados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. “Vamos assegurar o melhor preço possível dentro das regras do programa, garantindo apoio direto ao produtor”, destacou a estatal.

A compra será realizada por meio da modalidade Compra Direta do PAA. Para participar, as organizações produtoras deverão se cadastrar no Sistema Nacional de Cadastro de Produtores Rurais e Demais Agentes, o Sican, e apresentar propostas com os volumes ofertados. O limite individual de comercialização por produtor será de até R$ 15 mil. Segundo a Conab, os detalhes operacionais da iniciativa serão divulgados nos próximos dias em conjunto com o ministério responsável.





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Milho safrinha pode bater novo recorde no Paraná


O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (18) as primeiras estimativas de plantio para a segunda safra de milho 2025/26 no Paraná. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, os números iniciais apontam para uma área ligeiramente superior à do ciclo anterior, o que, em um primeiro momento, sinaliza a possibilidade de novo recorde histórico para a cultura no Estado.

Apesar da perspectiva de expansão, o Deral destaca que o cenário ainda apresenta elevado grau de incerteza, especialmente na região Oeste paranaense. Os efeitos das condições climáticas sobre a safra de soja podem ter prolongado o ciclo da oleaginosa, gerando dúvidas quanto ao cumprimento do calendário de colheita e, consequentemente, à janela ideal para o plantio do milho segunda safra. Esse fator é considerado determinante e pode influenciar diretamente o desempenho final da cultura.

Pelas estimativas preliminares, a área destinada ao milho safrinha deve alcançar 2,84 milhões de hectares. Em condições consideradas normais, a produção pode chegar a 17,4 milhões de toneladas. No entanto, o Deral ressalta que esse cenário deverá ser melhor definido na próxima revisão, prevista para janeiro, quando haverá maior clareza sobre o ritmo e o período de colheita da soja.

Outro ponto de atenção destacado no boletim é o aumento dos custos de produção. Levantamento realizado em novembro de 2025 indica que o custo variável por saca de 60 quilos atingiu R$ 38,74, ante R$ 37,16 registrados no mesmo período de 2024, o que representa um aumento aproximado de 4%.

Em sentido oposto, os preços pagos ao produtor apresentaram retração. Em novembro de 2025, a saca de milho foi cotada, em média, a R$ 53,44, valor cerca de 11% inferior ao praticado no mesmo período do ano anterior. A combinação entre custos mais elevados e preços em queda resulta em estreitamento das margens, o que acende um alerta quanto à rentabilidade do produtor para a safra 2025/26.





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Feijão 1ª safra tem recuperação parcial no Rio Grande do Sul



Safra de feijão enfrenta impacto climático no RS



Foto: Pixabay

As chuvas registradas em 8 de dezembro permitiram a retomada do plantio do feijão de primeira safra no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18). Apesar disso, a operação segue incipiente nos Campos de Cima da Serra, principal região produtora da primeira safra no Estado. Em outras regiões, a recomposição da umidade no solo favoreceu a recuperação das lavouras, embora parte delas já registre perdas irreversíveis de produtividade e qualidade dos grãos em função do período prolongado sem precipitações.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as adversidades climáticas provocaram abortamento de flores e queda de vagens em formação, sobretudo em lavouras que ingressavam na fase reprodutiva. A situação fitossanitária é considerada satisfatória, porém o tempo seco favoreceu o aumento da incidência de ácaros em alguns cultivos, exigindo controle químico. Ainda assim, há risco de perdas significativas. Para a safra, a entidade projeta área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg por hectare.

Na região administrativa de Pelotas, os plantios escalonados destinados ao autoconsumo foram retomados, com lavouras apresentando distribuição heterogênea dos estádios fenológicos. Já na região de Santa Maria, cerca de 80% da cultura está em fase reprodutiva, com aproximadamente 15% da área já colhida. O rendimento médio estimado é de 1.414 kg por hectare.

Em Soledade, as chuvas recentes restabeleceram parcialmente as condições edafoclimáticas, mas não foram suficientes para reverter as perdas causadas por cerca de três semanas de estiagem associada a temperaturas elevadas. Segundo a Emater/RS-Ascar, as perdas ainda não foram quantificadas, mas se concentram em áreas de solos rasos e compactados, com lavouras distribuídas entre estádios vegetativo, florescimento, enchimento de grãos e maturação.

No mercado, o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar aponta valorização do feijão. O valor médio da saca de 60 quilos no Estado subiu 1,30% em relação à semana anterior, passando de R$ 113,82 para R$ 115,30.





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Leilão da Conab proporcionou até R$ 14,41 a mais por saca, comemora Federarroz


Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) considerou um sucesso os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (23).

Os certames foram anunciados pelo governo federal em apoio à comercialização e ao escoamento do cereal da safra 2024/2025.

O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, afirma que o sucesso se deve especialmente ao levar em consideração o curto período disponível para a organização dos leilões. Segundo ele, os produtores responderam positivamente e compreenderam a importância de escoar a produção.

“Sugerimos que permaneçam atentos ao próximo leilão, agendado para esta quarta-feira, dia 24. É uma oportunidade de remuneração com o enxugamento de estoques”, salienta.

No total, foram negociados 35,85% nos leilões de Pepro e próximo a 40% no Rio Grande do Sul dos prêmios ofertados. De acordo com a Federarroz, isso significa de R$ 7,86 a R$ 14,41 a mais por saca dependendo da região do estado.

As quantidades que não foram negociadas nos leilões desta terça serão reofertadas na quarta-feira. “A participação nos leilões pode colaborar para a redução dos estoques de passagem nos próximos meses e contribuir para a recomposição do mercado”, aponta a Federação.

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Vai preparar a ceia? Atenção aos cuidados essenciais com os alimentos


Ceia de Natal
Foto: Pixabay

Com a chegada das festas de fim de ano, aumenta também a atenção com o preparo das ceias que reúnem famílias e amigos.

Para evitar riscos à saúde e garantir a segurança sanitária dos alimentos, a Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anvisa) reúne orientações que vão desde a escolha e a manipulação dos produtos até o armazenamento correto das sobras.

É fake!

O uso de vinagre para higienizar frutas, legumes e verduras não é eficaz, já que ele não atua como desinfetante ou sanitizante. Apesar de conter ácido acético, a substância é muito diluída e não elimina microrganismos.

Para a higienização correta, frutas e verduras devem ser lavadas em água corrente para retirar sujeiras visíveis, como terra e insetos, e depois deixadas de molho em solução própria para sanitização, seguida de enxágue.

Faça da lupa sua conselheira

A lupa nas embalagens dos alimentos alerta sobre os altos teores de açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. O símbolo aparece na parte frontal das embalagens, com o objetivo de chamar a atenção do consumidor para o fato de que o respectivo produto deve ser consumido com moderação.

Descongelamento correto

Não descongele alimentos em temperatura ambiente. O descongelamento deve ser realizado em condições de refrigeração, em temperatura inferior a 5º C, ou em forno de micro-ondas, quando o alimento for submetido imediatamente ao cozimento. 

Não se deve tirar um alimento do freezer e colocar sobre a bancada da pia para degelar até a hora do preparo porque os micróbios se multiplicam muito rapidamente. Mantendo a temperatura abaixo dos 5º C e acima dos 60º C, sua multiplicação é retardada e até evitada. 

Lavar carnes? Jamais!

Lavar carnes com água não elimina microrganismos e ainda aumenta o risco de contaminação cruzada, ao espalhar bactérias para superfícies, utensílios e outros alimentos. No caso do frango, por exemplo, o jato da torneira pode espalhar germes por bancadas, esponjas e louças, e mesmo o uso de uma tigela não impede essa disseminação.

Por isso, lavar carnes, sejam aves, carnes vermelhas ou peixes, é um erro; a forma segura de eliminar bactérias é o cozimento em temperatura adequada, já que o calor intenso é eficaz contra a maioria dos microrganismos.

Cozimento das carnes

Recomenda-se cozinhar bem as carnes. Para ter certeza do completo cozimento, verifique a mudança na cor e a textura na parte interna do alimento. No caso de carnes bovinas e de aves, tome cuidado para que as partes internas não fiquem cruas (vermelhas). Os sucos dessas carnes devem ser claros e não rosados

Hora do rango

Alimentos quentes devem ser mantidos, até a hora de servir, em temperatura alta (acima de 60º C) e alimentos frios, em temperaturas mais baixas (abaixo de 5º C). Procure diminuir ao máximo o tempo entre o preparo e o consumo dos alimentos. Não dê chance para que os micróbios acabem com sua festa! 

As sobras

Para evitar riscos à saúde, as sobras da ceia não devem permanecer em temperatura ambiente por mais de duas horas e precisam ser armazenadas em recipientes bem vedados e refrigeradas.

O ideal é retirar ossos de carnes grandes, como peru e pernil, para facilitar a refrigeração e a circulação do ar na geladeira. Mantidos abaixo de 4 °C, os alimentos podem ser consumidos em até três dias, com atenção especial aos preparos que levam maionese ou ovos crus, que exigem cuidados redobrados.

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Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro


conta de luz, energia elétrica, Aneel
Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que o ano de 2026 começará sem custo extra na conta de energia para a população. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.

A agência reguladora destacou que apesar de o período chuvoso ter iniciado com chuvas abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, a manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas.

“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, destacou a Aneel.

Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela. A medida reduziu em R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passou a R$ 1,885.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo de usinas termelétricas. Essas unidades, além de apresentarem custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

“Apesar da crescente participação de fontes renováveis como solar e eólica na matriz energética brasileira, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas que incide sobre as principais bacias hidrográficas”, lembra a pasta.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

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Preços do boi gordo hoje: veja as cotações às vésperas do Natal


boi gordo natal
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com manutenção do padrão das negociações em uma semana em que a comercialização flui de maneira bastante lenta.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, tanto frigoríficos quanto pecuaristas se mostram menos participativos no mercado, o que é bastante compreensível nesta época do ano.

“Após o feriado de Natal o ritmo seguirá lento, com melhora da fluidez das negociações durante a primeira quinzena de janeiro. Por outro lado, as exportações de carne bovina seguem como grande destaque.”

Média de preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 318,75 — ontem: R$ 318,50
  • Goiás: R$ 311,39 — R$ 313,11
  • Minas Gerais: R$ 309,71 — R$ 308,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 311,02 — R$ 310,68
  • Mato Grosso: R$ 299,45 — R$ 299,26

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados no decorrer da semana, com expectativa de manutenção dos preços no curtíssimo prazo.

“É importante destacar que o perfil de consumo durante o primeiro trimestre do ano é muito mais comedido, com a população às voltas com despesas tradicionais, a exemplo da compra de material escolar, IPTU e IPVA, priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis”, assinalou Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 18,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 17,50 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,5312 para venda e a R$ 5,5292 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5293 e a máxima de R$ 5,5968.

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Chuva recupera lavouras de feijão no RS e preço aumenta 3,9%, aponta Emater


Feijão-vagem
Foto: Agristar do Brasil

No Rio Grande do Sul, as chuvas ocorridas entre 8 e 21 de dezembro favoreceram a recuperação fisiológica e o desenvolvimento do feijão, aponta o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta terça-feira (23).

Entretanto, as lavouras afetadas pela restrição hídrica durante as fases de formação e enchimento de grãos mantêm potencial produtivo reduzido, com menor emissão de vagens e número de grãos.

“Já as áreas em fase de colheita não foram impactadas pela diminuição das chuvas e apresentam boa qualidade, com grãos de maior calibre”, destaca o documento.

Segundo a Emater-RS, a situação fitossanitária da cultura no estado é considerada satisfatória, com monitoramento constante de doenças e pragas e aplicações de controle sempre que necessário.

A área projetada é de 26.096 hectares, com produtividade média estimada em 1.779 kg/ha. O preço (saca de 60 quilos) aumentou 3,89%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 115,30 para R$ 119,78.

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Mercado do boi abre a semana com pouca movimentação



Festividades mantêm ritmo lento no mercado pecuário



Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade em São Paulo, segundo dados divulgados pela Scot Consultoria. A abertura dos negócios foi marcada por baixo volume de negociações, com a cotação mantendo-se firme e o preço de referência repetindo os níveis praticados na semana anterior.

Em Mato Grosso do Sul, o ritmo de comercialização também foi lento. De acordo com a análise, a segunda-feira seguiu o comportamento típico de períodos com datas festivas próximas, o que contribuiu para a menor movimentação e para a manutenção das cotações estáveis em todo o estado.

No atacado da carne com osso, o volume de negócios apresentou bom ritmo, mesmo com o avanço da segunda quinzena do mês. O cenário foi sustentado pela demanda do varejo para reposição de estoques. Ainda assim, para a concretização de alguns negócios, foram observados recuos pontuais nos preços.

A cotação da carcaça casada do boi capão permaneceu estável, negociada a R$ 22,00 por quilo. Já a carcaça do boi inteiro registrou queda de 1,4%, equivalente a R$ 0,30 por quilo, com preço médio de R$ 21,10/kg.





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Como ficaram os preços de soja na véspera do Natal? Confira!


Foto: Julio César García por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a sessão desta terça-feira (23) com baixa liquidez e praticamente sem ofertas, em um típico movimento de final de ano. Produtores ficaram fora das negociações e compradores também não apresentaram referências firmes, o que resultou em um dia essencialmente nominal para os preços.

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No ambiente externo, a Bolsa de Chicago registrou alguma volatilidade ao longo do pregão, enquanto o dólar apresentou recuo frente ao real. Segundo a Safras & Mercado, no entanto, esses fatores não trouxeram mudanças relevantes para a formação dos preços domésticos. No segmento da safra nova, o ritmo também permaneceu lento, sem registro de grandes negócios, refletindo a postura cautelosa dos agentes às vésperas do Natal.

Preços de soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 124,00 para R$ 123,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 144,00

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam próximos da estabilidade, em uma sessão marcada por baixo volume de negócios e ajustes de posições típicos do período de fim de ano. O tradicional movimento de alta sazonal encontra dificuldade para se consolidar, diante de um cenário ainda pressionado pelas incertezas sobre o ritmo das compras chinesas e pelo bom desenvolvimento da safra sul-americana.

Dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam embarques consistentes, mas sem força suficiente para alterar o viés do mercado. Na América do Sul, as estimativas apontam leve crescimento da produção argentina, mesmo com redução da área plantada, sustentada por boas condições hídricas nas lavouras já implantadas.

Dólar

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda frente ao real, movimento que também contribuiu para limitar qualquer reação mais firme nos preços internos da soja.

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