sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Milho fecha semana com oscilações e cautela



Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia


Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia
Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia – Foto: Agrolink

O mercado de milho apresentou comportamento misto nas principais bolsas na retomada dos negócios após o feriado, refletindo um ambiente de baixa liquidez e cautela entre os agentes. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário é típico de final de ano, com negociações limitadas e pouca disposição para novas posições.

Na B3, os contratos futuros encerraram o dia e a semana com variações entre leves altas e baixas. A demanda reduzida mantém as cotações pressionadas e o mercado praticamente travado para grandes volumes, com produtores concentrados apenas na entrega de contratos já firmados. Compradores e vendedores aguardam o início do próximo ano para retomar negociações mais consistentes. O clima ajudou a aliviar parte das preocupações com o desenvolvimento do milho da primeira safra e com o plantio da segunda, embora ainda sejam necessárias mais chuvas para garantir um avanço mais tranquilo das lavouras.

Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia. O contrato janeiro de 2026 fechou a R$ 70,09, com recuo diário de R$ 0,74 e baixa semanal de R$ 1,08. O vencimento março de 2026 terminou cotado a R$ 74,63, com queda de R$ 0,21 no dia e de R$ 0,95 na semana. Já o contrato maio de 2026 encerrou a R$ 73,84, acumulando baixa diária de R$ 0,36 e semanal de R$ 0,99.

Na Bolsa de Chicago, o milho teve fechamento misto no dia, mas acumulou alta na semana. Os contratos mais curtos passaram por realização de lucros, enquanto os prazos mais longos mantiveram leve sustentação, em um ambiente próximo da estabilidade. O contrato março fechou a US$ 4,50 por bushel, com leve baixa, e o maio encerrou a US$ 4,5825. No acumulado semanal, o mercado avançou 1,24%, sustentado pela combinação de grande oferta e demanda firme ao longo do ano.

 





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Cerca elétrica ajuda a proteger propriedades rurais; entenda por quê


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

O uso estratégico da cerca elétrica nas propriedades rurais tem crescido devido aos benefícios na proteção do gado, das lavouras e dos trabalhadores rurais contra ataques de animais selvagens.

Recentemente, um caso trágico chamou a atenção: um trabalhador rural morreu após ser atacado por uma onça no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Embora esse tipo de incidente seja raro, já que os felinos geralmente preferem presas silvestres ou gado, a cerca elétrica tem sido indicada como uma solução eficaz para evitar tais situações.

“O choque leve fornecido pela cerca impede que as onças entrem nas fazendas, protegendo não apenas os animais, mas também os trabalhadores que vivem no campo”, disse Ernesto Coser, médico-veterinário e especialista em tecnologia.

Confira:

Cerca elétrica como solução contra invasores

O especialista destacou que a cerca elétrica é eficiente não apenas contra onças, mas também contra a invasão de javalis e porcos nativos que causam destruição em lavouras em várias regiões do Brasil.

Um exemplo emblemático ocorreu no entorno do Parque Nacional das Emas, em Goiás, onde produtores enfrentavam grandes prejuízos devido à ação desses animais. “Através da instalação estratégica de cercas elétricas, conseguimos eliminar completamente esses ataques”, relatou Coser.

Para garantir o sucesso, Coser ressaltou a importância de dimensionar corretamente a cerca elétrica, adaptando altura, espaçamento e voltagem para cada tipo de animal. Ele explicou: “É preciso conhecer profundamente os hábitos dos animais invasores para definir a altura dos fios, a voltagem mínima eficaz e se é necessário intercalar fios com e sem choque.”

Estudos comprovam eficácia da tecnologia

No caso das onças, um estudo do Instituto Homem Pantaneiro, em parceria com a Pantera Foundation, revelou que a instalação correta das cercas elétricas conseguiu evitar a perda anual de até mil bezerros em uma propriedade do Pantanal Sul-Mato-Grossense. “Descobrimos exatamente a altura e a voltagem ideais, garantindo a proteção do rebanho e uma redução drástica dos prejuízos”, declarou Coser.

Segundo ele, a cerca elétrica é uma solução prática, acessível e eficaz para fazendas em todas as regiões do país. Há exemplos de sucesso em estados como Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Pará. Coser reforçou: “Isso prova que a ferramenta é eficaz tanto na proteção contra ataques de animais silvestres quanto contra espécies invasoras como os javalis.”

Coexistência entre produção e fauna

Coser enfatiza que a cerca elétrica, além de proteger animais e lavouras, contribui para a coexistência harmoniosa entre a produção agropecuária e a fauna silvestre. “O Brasil pode se destacar mundialmente ao demonstrar que é possível produzir respeitando a fauna local”, pontuou. Apesar dos custos iniciais para instalação, o especialista afirma que o retorno econômico e a segurança proporcionados compensam rapidamente o investimento.

Ele concluiu: “Imagina o impacto financeiro de perder mil bezerros por ano ou ter suas lavouras devastadas por javalis. O custo da cerca elétrica é pequeno diante do prejuízo evitado. Sem dúvida, é uma ferramenta indispensável para quem quer produzir com segurança e eficiência.”

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Porto de Santana registra alta de 64,2% no escoamento de soja em 2025


Divulgação Governo Santana/AP

A movimentação de soja no Porto de Santana apresentou crescimento expressivo ao longo deste ano, consolidando o terminal como um dos principais corredores logísticos para o escoamento da produção agrícola nacional. O porto é administrado pela Companhia Docas de Santana (CDSA), empresa responsável pela gestão e operação da infraestrutura portuária do estado.

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Na comparação com o ano anterior, a movimentação total de soja avançou 64,2%, considerando tanto a navegação de longo curso, com navios, quanto a navegação interior, realizada por meio de barcaças. O desempenho evidencia o fortalecimento da infraestrutura portuária e a maior eficiência das operações logísticas.

No recorte específico do descarregamento de soja em grãos, carga que apenas transitou pelo porto sob gestão da Companhia Docas de Santana (CDSA), os resultados também foram positivos. Ao longo do ano, o Porto de Santana recebeu 553 mil toneladas do produto, volume 66,8% superior ao registrado em 2024.

Os números refletem a ampliação da capacidade operacional do terminal, aliada ao aprimoramento contínuo dos processos logísticos. O resultado reforça o papel estratégico do Porto de Santana e da CDSA no apoio ao desenvolvimento econômico, além de consolidar o protagonismo dos portos da região amazônica na integração do estado aos mercados nacionais e internacionais.

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Fake news do Pix: Receita volta a desmentir cobrança de imposto e suposta multa de 150%


fake news sobre o Pix
Foto: Pixabay

A Receita Federal divulgou um comunicado nesta segunda-feira (29) em que volta a desmentir a existência de cobrança de imposto sobre transações financeiras acima de R$ 5 mil e uma suposta multa de 150% para quem não pagar o falso imposto. Notícias falsas similares já haviam sidos desmentidas pelo órgão no início de 2025, quando viralizou vídeo especulando que o Pix poderia ser taxado.

“A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, disse a Receita Federal. “Não existe nenhuma tributação de 27,5% em transações, é completamente falso; também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, continuou o órgão.

As notícias falsas que voltaram a circular nos últimos dias relacionam duas medidas completamente distintas: o monitoramento mais rígido de transações suspeitas via Pix e a isenção do pagamento de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aprovada pelo Congresso Nacional.

É o caso de um vídeo gravado no início do ano pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente pré-candidato a presidente. Na gravação, que reapareceu nas redes sociais recentemente, ele afirma que um decreto de Lula determinou que quem recebesse mais de R$ 5 mil em transferências via Pix em um único mês teria que pagar imposto de renda. Caso contrário, poderia ser multado.

“A única verdade que mensagens falsas não querem contar é que: a partir de janeiro quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do imposto de renda e quem ganha até R$ 7.350 terá desconto. Isso é o que os autores dessas mensagens falsas não querem que a população saiba. Não caia em fake news!”, reforçou a Receita.

A normativa da Receita Federal que serviu como base para a criação das notícias falsas tornou mais rígidas as regras para fintechs de monitorar transações suspeitas e aumentou o piso da movimentação monitorada de R$ 2 mil para R$ 5 mil para pessoas físicas, e de R$ 6 mil para R$ 15 mil para pessoa jurídica.

Após a repercussão negativa, o governo Lula recuou da medida, mas voltou a estabelecer regras mais rígidas em agosto, após a Operação Carbono Oculto revelar que facções criminosas utilizaram contas em fintechs para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e outros crimes.

A nova instrução normativa da Receita deixou claro que o intuito da medida é combater o crime e apenas equiparou as regras das fintechs àquelas exigidas das instituições financeiras tradicionais, como os bancos.

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Campanha de vacinação contra a brucelose termina nesta quarta-feira


Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja
Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja

A Defesa Agropecuária, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), alerta que a campanha de vacinação contra a brucelose referente ao segundo semestre termina nesta quarta-feira (31). Já a etapa do primeiro semestre de 2026 terá início na quinta-feira (1º), com prazo para imunização até 30 de junho.

Devem ser vacinadas bezerras bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses, conforme determina o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

Por se tratar de uma vacina viva, que oferece risco de infecção a quem a manipula, a vacinação deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário cadastrado na Defesa Agropecuária. Além de aplicar corretamente o imunizante, o profissional é responsável pela emissão do atestado de vacinação ao produtor.

A lista de médicos-veterinários habilitados para realizar a vacinação nos municípios paulistas está disponível nos canais oficiais da Defesa Agropecuária.

Declaração no sistema

Após a vacinação, o médico-veterinário responsável deve registrar o atestado no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (Gedave) em até quatro dias, contados a partir da data da imunização e dentro do período oficial da campanha. Esse procedimento é essencial para a validação da vacinação dos animais.

Caso haja divergência entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema, o médico-veterinário e o proprietário serão notificados por e-mail. Nesses casos, a pendência deverá ser regularizada para que a declaração seja efetivada.

Identificação alternativa

A Defesa Agropecuária também reforça que o estado de São Paulo conta com um modelo alternativo de identificação de animais vacinados contra a brucelose, o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O método, de adesão opcional, substitui a marcação a fogo e contribui para o bem-estar animal, a segurança do produtor e do médico-veterinário, além de melhorar a produtividade e a qualidade do manejo.

Nesse sistema, o botton amarelo identifica os animais vacinados com a vacina B19, enquanto o botton azul indica fêmeas imunizadas com a vacina RB51. Anteriormente, a identificação era feita por marcação a fogo, com o algarismo do ano ou a marca em “V”, conforme o tipo de vacina utilizada.

Em caso de perda, dano ou qualquer alteração que comprometa a identificação do animal, deverá ser solicitada uma nova aplicação ao médico-veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária. Caso não seja possível a aquisição do botton, a identificação deverá seguir as normas vigentes do PNCEBT.

A Defesa Agropecuária ressalta ainda que o uso do botton é válido apenas dentro do estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados por esse modelo alternativo para outros estados da federação.

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Produção de carne suína deve bater novo recorde em 2026, aponta consultoria


carne suína
Foto: Pixabay

A suinocultura brasileira deve manter a trajetória de crescimento em 2026, sustentada pela demanda internacional aquecida, margens ainda positivas ao produtor e pela menor oferta de carne bovina em função da virada do ciclo pecuário, projeta a consultoria Agrifatto, em nota.

Segundo as estimativas, a produção nacional de carne suína pode alcançar 5,72 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 1,3% em relação a 2025, configurando um novo recorde. A empresa avalia que o Brasil seguirá com participação relevante no comércio global da proteína, com destaque para a consolidação do mercado asiático.

As Filipinas, que assumiram em 2025 a liderança entre os principais destinos da carne suína brasileira, devem ampliar ainda mais as compras, reforçando o protagonismo do país nas exportações. Para 2026, a projeção da Agrifatto é de embarques de 1,51 milhão de toneladas, avanço de 3,8% na comparação anual.

Apesar do viés positivo para produção e exportações, os preços do suíno vivo tendem a encontrar um teto ao longo de 2026. A consultoria projeta um recuo leve, sobretudo no primeiro semestre, movimento considerado sazonal. Para janeiro de 2026, a média esperada é de R$ 8,11 por quilo, queda de 3,3% frente à parcial de dezembro de 2025.

Esse ajuste também deve atingir o mercado de leitões, pressionado pela maior oferta e pela intensificação da competitividade com a carne bovina. Em relação a 2025, a Agrifatto comenta que 2025 deve “entrar para a história da suinocultura brasileira como um ano de novos recordes”.

Dados oficiais mostram que a produção entre janeiro e setembro já superou em 4,9% o volume registrado em todo o mesmo período de 2024. No comércio exterior, as exportações de carne suína entre janeiro e novembro avançaram 2,3% sobre o recorde anual anterior, com presença em 127 destinos – número muito próximo do maior patamar histórico, registrado em 2019, com 128 mercados atendidos.

Crescimento no abate

suínos, circovirose, reprodução suína
Foto: Seara

De acordo com as estimativas da empresa, o ano deve se encerrar com o abate de 60,62 milhões de cabeças, crescimento de 4,2% frente a 2024, e produção total de 5,65 milhões de toneladas, alta anual de 5,4%.

As exportações devem somar 1,45 milhão de toneladas, novo recorde e avanço de 9,5% na comparação anual, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento dos embarques da proteína. As Filipinas foram o principal destaque da demanda externa em 2025. Entre janeiro e novembro, o país importou 310,11 mil toneladas de carne suína brasileira, volume 42,9% superior ao total enviado em todo o ano de 2024.

O mercado filipino respondeu por 25,1% das exportações totais do setor no ano. No mercado interno, a Região Sul – principal polo produtor do Brasil – registrou valorização anual de 5,4% no preço do suíno vivo, com a parcial de dezembro cotada a R$ 8,36 por quilo. Os custos de produção, por sua vez, recuaram 0,5% no acumulado do ano, contribuindo para uma margem média de 31,7% ao suinocultor, 7,5 pontos porcentuais acima da registrada em 2024.

“O leitão também apresentou valorização, ainda que mais moderada, com alta anual de 4,8% e preço parcial de R$ 16,50 por quilo em dezembro. Com esse desempenho, a suinocultura fecha 2025 fortalecida e entra em 2026 com bases sólidas para manter o crescimento, ainda que em um ambiente de preços mais ajustados”, finaliza a nota da Agrifatto.

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Governo do RS firma convênio de R$ 105,2 milhões para recuperar estradas vicinais


caminhão em estrada de terra
Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O governo do Rio Grande do Sul concluiu a assinatura dos convênios do programa de recuperação de estradas vicinais rurais, beneficiando 356 municípios e totalizando cerca de R$ 105,2 milhões em investimentos em 2025. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (29), em nota, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS (Seapi).

Executada pela própria pasta, a iniciativa destinou até R$ 300 mil por prefeitura, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), criado após os eventos climáticos extremos de 2024, acrescenta a nota.

O programa, segundo a Seapi, é voltado a municípios que decretaram situação de emergência e busca garantir a trafegabilidade nas áreas rurais, fundamentais para o escoamento da produção, o transporte escolar e o acesso a serviços básicos.

Os recursos podem ser usados na contratação de máquinas, serviços e aquisição de insumos, como brita e cascalho.

Desde 2019, o estado já soma cerca de R$ 290 milhões investidos em infraestrutura rural, no que o governo classifica como o maior esforço estadual já realizado para fortalecer o campo e a economia local.

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Após ano difícil com tarifaço, Abrafrutas projeta novo recorde de exportações


frutas
Fotos: Ari Dias/AEN

O setor de frutas brasileiro começou 2025 em ritmo positivo, mas enfrentou um impacto inesperado com o tarifaço, imposto pelo governo dos Estados Unidos, em julho. Mesmo assim, o segmento reagiu e manteve o crescimento das exportações. A avaliação é da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Para Guilherme Coelho, presidente da entidade, a medida não era esperada e atingiu um momento sensível do calendário produtivo. “2025 foi um ano que começou bem, tudo tranquilo. Quando chegou no dia 9 ou 10 de julho, chegou o tarifaço. E, efetivamente, nós fomos pegos de surpresa”, afirmou.

Porém, a reação do setor passou por uma articulação rápida com o governo federal e com o mercado internacional. Nesse sentido, Coelho destacou o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin na condução do diálogo.

Setor resiliente e expectativa de novo recorde

O presidente da Abrafrutas afirmou também que o impacto foi maior porque coincidiu com a safra da manga, uma das principais frutas exportadas pelo Brasil. Segundo ele, houve negociação direta com importadores e redes varejistas dos Estados Unidos. “O bom senso e o equilíbrio prevaleceram. Dividimos a tarifa e conseguimos seguir”, disse.

Mesmo diante do tarifaço, o setor manteve crescimento no terceiro trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período de 2024. Segundo Coelho, as exportações aumentaram 30% em volume e 16% em receita.

Diante disso, o presidente da Abrafrutas avalia que os números sustentam a expectativa de um novo recorde anual. “Eu estou muito convicto de que, por volta do dia 10 ou 15 de janeiro, vamos sentar e dizer: batemos um novo recorde de exportação de frutas”, afirmou.

Estratégia internacional e abertura de mercados

Coelho explicou que a ampliação das exportações passa por uma estratégia focada em promoção comercial e diversificação de destinos. “O que a gente tem priorizado, em primeiro lugar, é a presença nas feiras internacionais”, disse.

Nesse contexto, ele destacou a parceria com a ApexBrasil como parte desse esforço. “Essa parceria muito importante, porque ter um estande que chama a atenção do mundo faz diferença”, afirmou.

Além disso, a abertura de novos mercados tem sido decisiva para o crescimento do setor. Para o presidente da Abrafrutas, esse movimento ampliou o horizonte das exportações brasileiras. “Eu creio que 2026 vai ser um ano muito positivo”, concluiu.

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Confira a retrospectiva do mercado do milho



Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo


Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo
Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo – Foto: Nadia Borges

Em relação ao milho do estado do Rio Grande do Sul, a produção cresce em 2025 e o mercado encerra o ano travado, segundo informações da TF Agroeconômica. “O mercado de milho no Rio Grande do Sul ao longo de 2025 foi marcado por liquidez baixa e negociações pontuais, com preços sustentados regionalmente, mas sem ganho consistente de volume”, comenta.

O mercado catarinense de milho ao longo de 2025 foi marcado por forte desalinhamento entre pedidas e ofertas. “A liquidez permaneceu baixa durante praticamente todo o ano e, no encerramento de dezembro, as vendas se tornaram ainda mais escassas com o avanço das festas de fim de ano, mantendo o mercado spot praticamente parado”, completa.

Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo comercial. “A demanda interna sustentou os preços, mas não foi suficiente para garantir liquidez elevada, especialmente no segundo semestre. No fechamento do ano, as vendas praticamente cessaram com as festas de fim de ano, mantendo o mercado spot travado”, indica a consultoria.

O mercado sul-mato-grossense de milho foi marcado por forte volatilidade ao longo do ano. “Os preços atingiram o pico em março, com médias próximas de R$ 75,00/saca, impulsionados pela demanda aquecida das usinas e pela menor oferta pontual. No meio do ano, porém, o avanço da colheita pressionou as cotações, levando o milho a mínimos ao redor de R$ 48,00/saca em junho”, informa.

O mercado goiano de milho foi marcado por grande volatilidade ao longo do ano. “Os

preços atingiram o pico em março, com negócios próximos de R$ 80,00/saca, sustentados pela demanda aquecida e pelo ritmo ainda lento da colheita”, conclui.

 





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Alerta vermelho: Inmet destaca calor extremo e tempestades nos últimos dias de 2025


previsão do tempo - alerta para tempestade e ventania - temporais - chuva - tempestades
Foto: Freepik/divulgação

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) destaca para os últimos dias do ano um cenário de calor extremo (alerta vermelho) e pancadas de chuva sobretudo para as regiões Sudeste e Sul do país.

O Sistema de Avisos de Meteorologia do Inmet emite alertas por cores (amarelo, laranja e vermelho), conforme o potencial de risco.

Ondas de calor

Para os últimos dias de 2025, o Inmet mantém um alerta vermelho, ou seja, de grande perigo à saúde, devido à onda de calor ativo até as 18 horas desta terça-feira (30), para seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Nessas localidades, as ondas de calor são caracterizadas por temperaturas até 5 graus Celsius (°C) acima da média histórica por um período maior do que cinco dias.

A cidade de São Paulo registrou neste domingo (28) 37,2°C, a maior temperatura para dezembro desde 1961. Algumas cidades do interior paulista ultrapassaram os 42°C.

Nos últimos dias, a região Sudeste tem enfrentado uma onda de calor devido a uma massa de ar quente estacionada em toda a região, que abrange também partes de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e impede a chegada de frentes frias.

Na Região Centro-Oeste, o calor intenso continua com máximas próximas de 39°C no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, acompanhadas de pancadas isoladas de chuva.

Nas porções do sertão e do agreste de diversos estados da Região Nordeste, o risco à saúde é provocado pela baixa umidade relativa do ar que, de acordo com Inmet, pode variar entre 30% e 20%.

Tempestades

Para os últimos dias do ano, a tendência é de que o calor perca um pouco a intensidade com a chegada de uma frente fria com fortes chuvas, o que deve provocar instabilidades em diversas partes do país.

Todo o estado de São Paulo, o Sul do Rio de Janeiro e Sul/Sudoeste de Minas Gerais estão sob alerta amarelo de tempestades até às 10h desta terça-feira (30).

O volume de chuvas pode variar até 50 milímetros por dia (mm/dia), acompanhadas de ventos intensos (40-60 km/h) e de queda de granizo.

O risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos é baixo.

As chuvas intensas ainda vão atingir grandes partes do Norte, desde o Norte do Amapá, abrangendo o Amazonas, Pará, Maranhão e todo o estado de Tocantins. A área chuvosa engloba a região Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás), e desce até a região Sudoeste do país.

As tempestades devem ser mais críticas nos três estados da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além do litoral Sul paulista e do Sudoeste de Mato Grosso do Sul. Para estes estados, o Inmet também emitiu alerta laranja para tempestades até 23h59 desta terça-feira.

Nestas localidades, as chuvas podem chegar a 100 mm/dia, com ventos intensos (60-100 km/h), e queda de granizo. O Inmet avisa que há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

Réveillon

Na Região Sudeste, o dia da virada deve ser abafado, com previsão de pancadas de chuva típicas de verão entre o fim da tarde e o horário da virada. Há risco de temporais isolados com raios e rajadas de vento nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No Sul, a instabilidade persiste, especialmente na metade Norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde o ano deve terminar com chuvas e risco de temporais. No Sul gaúcho, o tempo tende a ficar mais firme.

No Norte e Nordeste, permanece o padrão de verão, com sol e calor. O litoral nordestino é a região com menor risco de chuva para o horário da queima de fogos.

Instruções

Em caso de rajadas de vento, o Inmet orienta o cidadão a não se abrigar embaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Se possível, desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

Mais informações podem ser obtidas na Defesa Civil local (telefone 199) e no Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Nos casos de ondas de calor e de baixa umidade relativa do ar, o Inmet orienta a ingestão de bastante líquido e evitar desgaste físico nas horas mais secas e não se expor ao sol nas horas mais quentes do dia.

Inmet

Para ver a temperatura máxima e mínima prevista para os próximos dias em todo país, é possível acessar a página do Inmet na internet. Também é possível verificar alertas para cidades específicas, no Sistema de Avisos de Meteorologia do Inmet.

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