O cooperativismo no estado da Bahia segue em crescimento. Em 2024, foram mais de R$ 9,3 bilhões (R$ 9.328.659.967,00) em movimentações, um aumento aumento de 20% em relação a 2023, de acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025.
Segundo o levantamento, foram 422.905 cooperados e 3.346 empregos gerados em 2024. As pessoas jurídicas constituem 14,2% do quadro social do cooperativismo, frente aos 85,8% de pessoas físicas.
Indicadores financeiros do cooperativismo na Bahia | Gráfico: Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025
De acordo com os dados, a Bahia conta com 58 cooperativas com mais de 20 anos de atuação no mercado.
Além disso, o anuário também destaca a distribuição por sexo do quadro social. No ano passado, houve aumento de 2,2% no número de homens em relação a 2023, representando 55% dos mais de 422 mil cooperados. Para essa esse resultado, a pesquisa utilizou como amostragem 200 cooperativas.
Os principais ramos do cooperativismo com presença de homens são Crédito, Saúde, Trabalho, Produção de Bens e Serviços e Agropecuário.
O setor Agropecuário é o que possui a maior representatividade no cooperativismo baiano, com 9.948 cooperados e 35 cooperativas que juntas possuíam R$ 2.9 bilhões em ativos.
Cooperativismo no Brasil
Presente em 64% do território nacional, o cooperativismo é o diferencial que permite ao produtor atravessar momentos de instabilidade com mais segurança e competitividade, afirma Moacir Oliveira, coordenador comercial da Frísia Cooperativa Agroindustrial no Tocantins.
“Nos últimos anos, o mercado agropecuário tem enfrentado fortes oscilações. Nossa forma de trabalhar ajuda o produtor a superar esse cenário vendendo lotes maiores de soja em conjunto, buscando melhores condições comerciais e também comprando insumos coletivamente. Isso amplia o poder de negociação e traz mais previsibilidade para todos”, explica.
Para o presidesente da Organização das Cooperativas do Brasil (Sistema OCB), os resultados de 2024 são prova da força, da resiliência e relevância modelo de negócio.
Chegamos a 25,8 milhões de cooperados — um crescimento de 66% desde 2019, e geramos mais de 578 mil empregos diretos, com destaque para o aumento da participação feminina, que hoje representa 52% dos trabalhadores no setor.”, disse Márcio Lopes de Freitas, o presidente do Sistema OCB.
Lopes destacou ainda, a importância das cooperativas para a economia do Brasil: “Com R$ 757,9 bilhões em ingressos e um crescimento de 9,5% em relação ao ano anterior, o cooperativismo demonstra vigor e protagonismo no cenário econômico, contribuindo para o fortalecimento das economias locais em todo o país”.
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O mês de novembro marca o tão esperado início da bonança para a pecuária e a agricultura, com as chuvas retornando em bom volume para as áreas de pastagem do Brasil Central e Sudeste.
Em entrevista ao programa Giro do Boi, o meteorologista Artur Müller afirmou que a tendência é de que as condições climáticas melhorem significativamente, aliviando o calor intenso e ajudando na crucial recuperação do solo e no avanço do plantio da safra 2025/2026.
O panorama de novembro, impulsionado pelo La Niña, indica chuva acima da média em grande parte do país. O mapa de anomalia de chuva aponta um cenário favorável para o Centro-Oeste, Sudeste, Paraná, sul da Bahia e Pará.
Embora a umidade do solo ainda esteja baixa (abaixo de 40%) em partes do norte de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, a chuva deve ganhar força e reverter o quadro nos próximos dias.
Confira a previsão:
La Niña e ZCAS: risco de temporais exige cautela no campo
A volta das chuvas é impulsionada pela atuação do fenômeno La Niña, que, mesmo em fraca intensidade, contribuirá para um novembro, dezembro e janeiro mais chuvosos no Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
No entanto, o produtor deve estar atento ao risco de temporais de grande intensidade. Nos próximos 5 dias, a previsão aponta a formação de um ciclone extratropical entre sexta e sábado, trazendo chuva volumosa para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina (acumulados de mais de 150 milímetros) e o risco real de granizo.
O produtor do Sul deve ter cautela ao realizar os trabalhos no campo, pois o gradiente de temperatura pode gerar ventos intensos e pedras de gelo.
Consolidação das chuvas no Centro-Oeste e Matopiba
Por região, a previsão se consolida para a segunda quinzena de novembro em várias regiões produtoras, garantindo o alívio hídrico necessário.
Centro-Oeste e Sudeste: entre 11 e 15 de novembro, a chuva se mantém, com volumes acima de 50 milímetros em 5 dias, totalizando quase 100 milímetros em 10 dias.
Norte de Minas e sul da Bahia: a situação é favorável, com mais de $100$ milímetros esperados a partir da segunda quinzena, beneficiando a pecuária e as culturas da região.
Matopiba e Pará: regiões como Marabá, que têm enfrentado escassez, devem se beneficiar do aumento da atividade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) a partir de dezembro. A previsão é de volumes expressivos, que podem chegar a 200 ou 300 milímetros, consolidando a janela de plantio.
Na manhã desta quarta-feira (5), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a Polícia Militar Ambiental (PMA) deflagraram operação contra 16 suspeitos que divulgavam a prática de caça ilegal deanimais silvestres em Santa Catarina.
Durante o cumprimento dos mandados foram realizadas seis prisões em flagrante, pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.
Os investigados atuavam expressivamente em grupos de redes sociais, especialmente em aplicativos de mensagem.
Eles disseminavam informações sobre técnicas de abate, organização de expedições de caça e orientações sobre formas de burlar a fiscalização. Também ocorria a venda de carne silvestre, comercialização de cães de caça, além do comércio e negociações de armamento.
Além disso, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em nove cidades catarinenses de forma simultânea: Blumenau, Pomerode, Indaial, Rio dos Cedros, Corupá, Ibirama, Rio Negrinho, Lontras e Laurentino.
Operação “Digitale Jagd”
Foto: Gaeco/ Divulgação
A investigação começou quando a PMA desenvolveu um relatório que identificou a atuação dos criminosos, inicialmente com ações de inteligência e atuação em áreas de mata por meios e patrulhamento.
A ação resultou na apreensão de armas de fogo, resgate de cães submetidos a maus tratos e desativação de estruturas destinadas a caça ilegal.
A Operação “Digitale Jagd” (expressão alemã traduzida como caçada virtual) visa apreender materiais relacionados ao crime e confirmar autoria dos delitos. As investigações tramitam sob sigilo, sendo assim, as organizações ainda poderão divulgar novas informações.
As usinas do setor sucroenergético estão em melhor posição financeira e mais preparadas para enfrentar este momento em comparação à última crise do setor, há dez anos.
A avaliação faz parte de estudo do Itaú BBA, que analisa 48 grupos responsáveis por cerca de 53% da moagem do Centro-Sul. Entretanto, a instituição reconhece que o cenário da safra 2025/26 é desafiador e tende a continuar pressionando os resultados ao longo da temporada 2026/27.
O banco ressalta que o mercado passa por um período de virada que exige atenção, ainda que as condições financeiras sejam mais saudáveis.
De acordo com o levantamento, o setor deve iniciar a safra 2026/27 com índice médio de liquidez de 2,7x, o dobro do observado na safra 2015/16 (1,3x). A alavancagem (Dívida Líquida/EBITDA) é hoje 51% menor, atingindo 1,8x.
Acesso a linhas de crédito
Foto: Canal Rural
O estudo do Itaú BBA considera que a melhoria em governança, gestão de riscos e rentabilidade tem ampliado o acesso do produtor a linhas de crédito de longo prazo, a custos mais competitivos, o que reforça a liquidez do setor.
Assim, a relação entre caixa e dívida de curto prazo também evoluiu. Cerca de 54% dos grupos analisados mantêm reservas superiores a 1,5x a dívida de curto prazo, patamar associado a menores custos financeiros e maior geração de EBITDA.
“Esses indicadores mostram que o setor entendeu a importância de manter um índice de liquidez confortável e uma dívida mais baixa em um mercado volátil. […] O foco em governança tem sido um diferencial, permitindo custos financeiros menores mesmo com o cenário macroeconômico desafiador”, avalia o diretor de Agronegócio do Itaú BBA, Pedro Fernandes.
De acordo com o relatório, as companhias têm buscado linhas de crédito mais estruturadas para investimentos em canaviais, ativos imobilizados e novas aquisições de áreas e usinas.
A participação do mercado de capitais na dívida das empresas passou de 13% em 2019 para 27% em 2025, refletindo a melhora na qualidade da carteira de crédito em relação ao período pré-pandemia. No mesmo intervalo, a participação do banco na dívida total do setor cresceu de 14% para 20%.
Grupos de usinas
O estudo considera um recorte da carteira do banco, com avaliações financeiras e qualitativas que classificam as usinas em quatro grupos – A, B, C e D.
As empresas do Grupo A apresentam melhor saúde financeira e governança, enquanto as do Grupo D são as que ainda enfrentam maiores desafios ou têm espaço para aprimorar a gestão.
Segundo a instituição, nos últimos seis ciclos, há uma migração gradual das usinas para grupos mais bem posicionados, impulsionada por avanços em gestão e governança, além de preços favoráveis de açúcar e etanol.
Apenas uma das 12 usinas do Grupo D permaneceu nessa categoria. Outras três deixaram o portfólio do banco e, portanto, não foram consideradas no levantamento mais recente.
No relatório divulgado em outubro de 2024, o Itaú BBA apontava tendência de redução do endividamento, em um contexto de preços ainda favoráveis. Desde então, o cenário se alterou, resultando em aumento do endividamento bancário para R$ 161 por tonelada na safra 2025/26 (que se encerra em 31/03/2026).
O movimento é explicado por quatro fatores:
Queda no preço do açúcar;
Custo mais alto da dívida;
Operações de fusões e aquisições; e
Investimentos em expansão, como irrigação, biogás e maquinário agrícola.
Os investimentos realizados foram superiores ao inicialmente projetado, o que levou a um pico de alavancagem na safra atual. Contudo, conforme o banco, os aportes foram feitos com linhas de longo prazo, o que dá maior previsibilidade financeira. “Normalmente, as aquisições de canaviais próximos às usinas geram ganhos de escala e redução de custos logísticos”, diz o estudo.
Para concluir, o banco avalia que diferentemente do estudo anterior, quando os preços mais altos favoreciam a desalavancagem, o setor entra agora em um período que exige cautela para novos investimentos em expansão, considerando a pressão sobre preços e custos financeiros. Ainda assim, observa-se maior uso de instrumentos de hedge, o que pode proteger margens e contribuir para reduzir a alavancagem na safra 2026/27 caso haja recuperação no preço do açúcar.
O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) medido em reais caiu 0,26% em outubro na comparação com setembro, informou a autarquia. A queda ocorreu em commodities agropecuárias (-2,20%) e de energia (-0,16%), enquanto houve aumento em metálicas (7,15%).
O IC-Br representa a média mensal dos preços de um conjunto de commodities consideradas relevantes para a dinâmica da inflação no Brasil. O setor agropecuário tem peso aproximado de 67% no índice, seguido pelos segmentos de energia (em torno de 17%) e de metais (com cerca de 16%).
Em dólares, o índice agregado recuou 0,59% em outubro, com quedas em agropecuárias (-2,52%) e energia (-0,48%), contra aumento em metálicas (6,78%).
O IC-Br medido em reais acumula baixa de 10,50% de janeiro a outubro deste ano e de 0,74% em 12 meses. Os preços das commodities agropecuárias caem 13,41% no ano e 1,09% em 12 meses; os de metais sobem 7,88% no ano e 10,76% em 12 meses; e os de energia têm baixa de 16,86% no ano e de 11,79% em 12 meses.
No campo, pequenas pragas podem causar sérios prejuízos. É nesse contexto que entra o ZEUS, inseticida da IHARA, que oferece solução para lavouras de grãos, cana-de-açúcar e pastagens ao combater insetos sugadores como percevejos e cigarrinhas, que comprometem a produtividade e elevam os custos. Apresentado no episódio de estreia do Programa Técnica Rural, esse inseticida se tornou um aliado essencial do produtor, contribuindo para o controle de pragas e para a melhoria da eficiência das lavouras e pastagens em todo o Brasil.
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Formulado com base no princípio ativo Dinotefuran, criado no Japão nos anos 1990 e introduzido no campo na década de 2000, o inseticida reúne ação de choque e efeito residual prolongado, garantindo proteção rápida e duradoura contra pragas como percevejos, cigarrinhas e outras espécies que ameaçam as principais culturas brasileiras.
Estudos da Universidade Federal de Santa Maria mostram que percevejos podem reduzir em até 30% o potencial produtivo da soja e do milho, enquanto a cigarrinha enfraquece o capim das pastagens, diminui a capacidade nutricional dos animais e eleva os custos de manejo.
Resultados comprovados em campo
Em Jaciara (MT), a produtora Ondina Botton viu o desempenho de ZEUS transformar o manejo de percevejos em suas lavouras de soja e milho. Cada hectare estava em risco. “Os custos são muito altos, então precisamos garantir uma excelente produção. Quando entra praga, a gente fica apreensivo. Com o ZEUS, tivemos um controle muito mais eficiente”, relata.
Na pecuária, o pecuarista Hugo Barth enfrentava a cigarrinha em um sistema semi-intensivo de recria e engorda de fêmeas. “Perdemos capim e o gado ficou sem alimento porque o ataque é severo. Diante desses desafios, recorremos ao ZEUS”, conta.
Depois de adotar o produto, Hugo começou a perceber resultados concretos: melhor controle, intervalos maiores entre aplicações e redução nos custos operacionais. “ Após a aplicação, o ZEUS controla a cigarrinha e o pasto recupera o poder de rebrota. A pastagem mantém a qualidade e o gado permanece bem alimentado. Uma coisa leva à outra: nutrição e sanidade dos animais caminham juntas”, explica.
ZEUS protege a pastagem de forma rápida e residual, reduzindo perdas de massa verde e garantindo maior produtividade do rebanho. Sua ação mantém a pastagem saudável por mais tempo, favorecendo a nutrição e a sanidade dos animais.
Em três anos de avaliações, o produto manteve eficiência de até 90% de controle, o que significa que, a cada dez cigarrinhas, nove são eliminadas. “No período de maior pressão da praga, os intervalos entre aplicações se alongaram. Entramos menos vezes e gastamos menos, reduzindo custos operacionais tanto na pecuária quanto no canavial”, destaca Hugo.
Eficiência e confiança no campo
Segundo o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da IHARA, Andrey Boiko, o diferencial do ZEUS está em sua tecnologia reconhecida mundialmente. “O ZEUS derruba rapidamente o percevejo e mantém um período de controle prolongado, evitando reaplicações em poucos dias. É uma ferramenta segura e eficiente para o produtor”, ressalta.
Na Fazenda Planalto, onde Ondina cultiva 1.264 hectares de soja e milho, o -inseticida também se mostrou decisivo. As soluções anteriores não proporcionavam o controle esperado. “Foi com a chegada do ZEUS que tudo mudou. A equipe apresentou as melhorias e buscamos o produto. O manejo ficou mais eficiente e os prejuízos – diminuíram”, afirma.
O pesquisador Fernando Grigolli explica que o sucesso depende do tipo de ação. “Quando aplicamos um produto químico, há três formas de mortalidade da praga: contato direto, ingestão e contato residual. O inseto caminha pela área tratada, se contamina e morre. Por isso, usar um produto sistêmico é essencial. Ele garante que a praga ingira o inseticida e que a planta distribua o ingrediente ativo por completo.”
Como o inseticida age
De acordo com o gerente de inseticidas da IHARA, Michel Tomazela, o ZEUS combina poder de choque e efeito residual. “Essa tecnologia faz com que o inseto pare rapidamente de se alimentar, provocando uma excitação que leva à morte. É comum observar nas lavouras percevejos caídos, com as patas para cima, o que mostra seu alto poder de choque”, explica.
Além disso, ZEUS tem forte efeito sistêmico: é redistribuído pela planta, garantindo controle prolongado. Em laboratório, um experimento comparou o inseticida com um concorrente. Após aplicar a dose recomendada em bula do ZEUS, à base da molécula Dinotefuran com vazão de 150 litros por hectare, em poucos minutos os percevejos começaram a cair. Em dez minutos, já estavam praticamente imóveis. No outro recipiente, os insetos permaneciam ativos.
Boiko complementa: “Na soja, por exemplo, o percevejo-marrom causa danos severos ao grão e à semente. ZEUS oferece de 85% a 90% de eficácia, impedindo que a praga continue provocando prejuízos, o que é essencial para áreas de produção de grãos e sementes.”
O agrônomo Jonei Geraldo Martins, também da Fazenda Planalto, reforça: “É um produto premium, com custo inferior a outros e segurança no controle. No fim, o que manda na lavoura é a rentabilidade. Quanto maior o controle e menor o custo, melhor o resultado.”
ZEUS, ao atingir a folha da pastagem, forma uma barreira protetora e é absorvido até a base da planta, alcançando o alvo onde a cigarrinha costuma se abrigar, próxima ao solo. Estudos também demonstraram um benefício adicional: controle eficaz de carrapatos.
Três anos de resultados consistentes
Segundo o pesquisador da Fundação MT, Thiago Trento, os resultados de campo vêm se mantendo consistentes há três anos. “ZEUS entrega eficiência próxima a 90%. A cada dez cigarrinhas, nove são controladas. Além da alta eficiência, o produto mantém desempenho estável até 42 dias após a aplicação”, afirma.
O inseticida pode ser aplicado por via tratorizada e aérea, por aviões ou drones, oferecendo praticidade e flexibilidade no manejo. Ao atingir a folha, forma uma camada protetora que se estende até a base da planta, atingindo os insetos onde quer que estejam.
Controle nas pastagens e benefício adicional contra carrapatos
Nas pastagens, ZEUS se destaca no controle da cigarrinha, protegendo o capim e reduzindo perdas de massa verde. O produto também demonstrou efeito complementar contra carrapatos, tanto em laboratório quanto em campo. Ao controlar os carrapatos na pastagem, ZEUS reduz o banco de reinfestação do sistema, reforçando o tratamento realizado nos animais.
Na cana-de-açúcar, combate eficaz ao bicudo
Na cultura da cana-de-açúcar, ZEUS também demonstra alta eficiência contra o bicudo (Sphenophorus levis), uma das pragas mais destrutivas, capaz de reduzir a produtividade em até 30 toneladas por hectare ao ano, segundo o SENAR. O inseto ataca principalmente a soqueira, encurtando a vida útil do canavial e ampliando os prejuízos ao produtor.
ZEUS é absorvido pela planta e atua diretamente no controle do inseto, reduzindo danos e garantindo produtividade. O inseticida apresenta grande flexibilidade de uso e pode ser aplicado no corte de soqueira, operação feita após a colheita da cana, quando o produto é incorporado ao solo.
Pesquisa, inovação e confiança
Com mais de 60 anos de atuação no Brasil, a IHARA é referência em pesquisa, inovação e desenvolvimento de defensivos agrícolas. “Nada vai para o campo sem um extenso processo de pesquisa. Desde a criação da molécula no Japão até os testes em diferentes regiões do país, cada etapa garante que o produto seja eficaz, seguro e sustentável”, reforça Boiko.
O compromisso da empresa é oferecer produtos de alta performance e baixo impacto ambiental, ajudando o agricultor a produzir mais com menos. “ZEUS é um exemplo disso: custo competitivo, eficiência comprovada e segurança no controle. No fim das contas, o que importa é a rentabilidade do produtor”, conclui.
Técnica Rural
No próximo episódio do Técnica Rural, mais um desafio no campo: as plantas daninhas. Produtores de diferentes regiões do Brasil mostram como venceram esses inimigos com YAMATO, tecnologia japonesa à base de piroxasulfona, que está revolucionando o manejo e garantindo lavouras mais limpas e produtivas.
O SUGOY, fungicida premium com formulação de alta tecnologia que já vem com protetor agregado e dispensa a necessidade de misturar com outros produtos, será o destaque no terceiro episódio. Essa ferramenta é efetiva no manejo de resistência, combatendo com performance avassaladora a ferrugem, mancha-alvo, oídio, antracnose e anomalia da soja em um só produto.
Já no quarto e último programa, o destaque será o SEIV, o novo fungicida da IHARA que impede o desenvolvimento da mancha-alvo na soja, com ação estendida também contra a ferrugem-asiática. O produto é absorvido pelas estruturas foliares (ação sistêmica) e rapidamente translocado para a superfície inferior da folha, circulando pela planta também na forma de vapor (ação mesosistêmica). Isso garante proteção duradoura e elevada resistência à remoção pela água das chuvas ou irrigação.
A Polícia Militar de Corumbá apreendeu cerca de 650 litros de diesel transportados ilegalmente na Estrada do Taquaral, zona rural de Mato Grosso do Sul. A ação fez parte da Operação Fronteiras Seguras, que atua no combate a crimes na região.
Durante o patrulhamento, a equipe da Força Tática abordou um carro que estava em alta velocidade. Ao verificar o veículo, os policiais encontraram 13 galões de 50 litros, somando aproximadamente 650 litros de diesel.
O motorista não apresentou nenhum documento que comprovasse a origem do combustível nem permissão para o transporte, o que caracteriza contrabando. O material apreendido e o veículo foram encaminhados para a delegacia.
Fronteiras Seguras
A Operação Fronteiras Seguras tem como objetivo aumentar a fiscalização em áreas próximas à fronteira, combatendo crimes como contrabando, tráfico e transporte irregular de mercadorias.
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O impacto econômico é promissor – Foto: Pixabay
As mesmas técnicas de Inteligência Artificial (IA) e Visão Computacional utilizadas no monitoramento de reservatórios, rios e florestas no setor elétrico começam a ser aplicadas no agronegócio brasileiro. Segundo William Cesar Farias, pesquisador do Lactec, centro de pesquisa e inovação, essas ferramentas podem revolucionar o campo, permitindo detectar pragas, avaliar a saúde das lavouras e gerenciar recursos hídricos com maior precisão e rapidez.
A Visão Computacional, que “ensina” máquinas a enxergar e interpretar imagens, automatiza tarefas e reduz o tempo de resposta em tomadas de decisão. “Os mesmos sistemas usados para identificar troncos flutuantes e espécies nativas podem ser direcionados para monitorar lavouras”, explica Farias. Por meio de algoritmos de deep learning, as máquinas aprendem a reconhecer padrões visuais e transformar imagens brutas em informações estratégicas, detectando folhas doentes, pragas ou áreas com deficiência de água.
O pesquisador destaca que, com o avanço de sistemas mais leves, será possível processar dados diretamente no campo, em tempo real, usando câmeras em tratores ou drones, sem depender da nuvem. O impacto econômico é promissor: estudo global da PwC aponta que a IA pode acrescentar até 13 pontos percentuais ao PIB do Brasil até 2035. No entanto, o relatório alerta que esse potencial depende da adoção responsável e da confiança social na tecnologia, que deve movimentar cerca de US$ 130 bilhões no país até 2025.
“Esses sistemas automatizam tarefas como a identificação de troncos flutuantes e espécies nativas. A mesma tecnologia pode ser direcionada para o monitoramento de lavouras”, afirma. “A tecnologia converte dados visuais brutos em informação prática e estratégica”, explica.
O Japão figura como um dos mercados mais cobiçados para a carne bovina. Isso porque o país costuma pagar um valor alto pela tonelada da proteína e está entre os cinco principais compradores do mundo. Atualmente, os japoneses pagam US$ 7 mil por tonelada de carne bovina, enquanto a média brasileira está torno de US$ 5,5 mil por tonelada.
Para o Brasil, além da melhor remuneração, uma eventual abertura do mercado japonês pode significar mais oportunidades para a carne brasileira. “É um país que remunera melhor a indústria frigorífica e toda a cadeia produtiva”, avalia Felipe Fabbri, coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria.
O analista explica que o Japão geralmente compra carne bovina dos Estados Unidos e da Austrália, mas diante dos preços altos da arroba nesses países, o Brasil deve sair na frente.
“Hoje, a arroba norte-americana está próxima de US$ 100, enquanto na Austrália gira entre US$ 65 e US$ 70. Esse custo mais alto tem encarecido a carne para o mercado japonês nas últimas duas temporadas, especialmente nas compras dos Estados Unidos”, reforça.
Potencial de mercado
Sobre o potencial do mercado japonês, Fabbri afirma que o país não deve se tornar uma “nova China”, importando grandes volumes do Brasil. Entretanto, pode ajudar a suprir a lacuna deixada pelos norte-americanos, após as tarifas do governo de Donald Trump.
“Se o acordo se concretizar até o fim do ano, o Japão pode ajudar a compensar a menor participação dos Estados Unidos nas compras de carne bovina brasileira no fim de 2025 ou início de 2026, caso o ‘tarifaço’ não seja derrubado”, diz.
Para 2025, a estimativa é que o país compre cerca de 730 mil toneladas da proteína, praticamente o mesmo volume adquirido no ano passado. Neste sentido, o analista avalia que esse estímulo à cadeia exportadora pode trazer firmeza aos preços do boi gordo. Os impactos no mercado interno, por outro lado, devem se traduzir em um cenário de oferta mais contida.
Acordo, sai ou não sai?
Durante conversa com jornalistas esta semana, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que o Brasil deve conquistar o mercado japonês até o fim de 2025. Segundo ele, autoridades do país asiático realizarão uma auditoria em frigoríficos brasileiros ainda em novembro, o que sinaliza uma finalização nos protocolos sanitários.
O Japão é conhecido por ser um mercado bastante exigente. Segundo Fabbri, o Brasil tem plena condição de cumprir o requisito, uma vez que o país conquistou o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, que é a principal exigência dos japoneses. A mudança, oficializada em maio deste ano, acelerou as negociações entre os dois países.
No geral, o analista da Scot Consultoria vê a possibilidade de abertura de mercado com bons olhos. “Em volume, o Japão não deve se tornar um grande comprador imediatamente, mas sua entrada como parceiro comercial agrega valor e reforça a imagem de qualidade da carne brasileira no mercado internacional, abrindo portas para novas oportunidades”, completa.