segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Expointer supera trauma de 2024 e indica futuro do agro gaúcho


Ao se aproximar da Expointer os visitantes têm uma breve ideia do que vão vivenciar durante a feira: a fila de carros já da um ótimo indicativo da quantidade de pessoas envolvidas no evento, sejam profissionais atuando, representantes setoriais, políticos e, logicamente, visitantes. São 70 mil metros quadrados no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

Ao entrar na feira para quem já viveu a Expointer as sensações são bastante familiares: os cheiros, sabores, o vai e vem da organização, dos expositores. Os animais são um capítulo à parte. Refino genético ao extremo, apenas o melhor do melhor, touros premiados, matrizes de primeira categoria, entre outros animais que mostram a capacidade do desenvolvimento genético no Brasil, aumentando significativamente os índices de produtividade da pecuária brasileira.

Para pessoas que são visitantes a diversão é garantida, com muito entretenimento, música, boa comida e boa bebida. Mas a Expointer vai muito além disso, visto que as negociações acontecem o tempo todo, com cifras representativas.

Após a tragédia de 2024 é ótimo ver um evento que deixa evidente a resiliência do agronegócio gaúcho, de fato uma potência.

Desafios do produtor gaúcho

Os desafios vivenciados pelo produtor gaúcho são muitos ao longo da década, considerando que o clima não foi necessariamente gentil com o mercado local. Quebras de safra causadas por estiagem prolongada durante os anos de La Niña, que também afetaram a pecuária gaúcha, e impactaram nos níveis de produtividade.

No Setor Carnes a tragédia de 2024 também produziu vulnerabilidades na blindagem sanitária dentro das granjas, com registro de um foco de Newcastle e o inédito foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP – gripe aviária) em aves comerciais registrado no primeiro semestre de 2025.

A crise de crédito que afeta o agronegócio brasileiro é mais incisiva no Rio Grande do Sul, que precisa de mais linhas para conseguir sustentar uma produção agrícola de alto padrão, uma marca histórica do estado.

Os juros são altos e muitas vezes estrangulam as margens do produtor local. A contratação do seguro agrícola é outro desafio, algo que se tornou bastante complicado após anos problemáticos.

A Expointer é a prova da grandeza do agronegócio gaúcho, com a capacidade singular de se reinventar diante de tantos desafios e de anos complicados. Apesar dos desafios e dos problemas recorrentes, algo é certo no restante da década: o agronegócio gaúcho tende a se fortalecer, gerando emprego e renda para o estado.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


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Chuvas estão chegando, mas quando? Saiba como fica o tempo até o início de outubro



O vazio sanitário da soja termina neste domingo (7) em Mato Grosso, o que libera oficialmente o início do plantio da safra 2025/26, que pode se estender até 7 de janeiro. No entanto, as condições climáticas atuais preocupam os produtores. Afinal, quando as chuvas chegam a Mato Grosso e outras regiões do Brasil?

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De acordo com previsões meteorológicas, o Centro-Oeste, o Sudeste e o Matopiba apresentam níveis de umidade do solo abaixo de 20%, o que caracteriza um cenário de forte estiagem. Nos próximos cinco dias, praticamente não há previsão de chuvas significativas para o Centro-Oeste, dificultando o início do plantio.

Apenas áreas do oeste de Mato Grosso, como Juína, devem registrar pancadas de chuva entre 15 e 20 milímetros, o suficiente para favorecer os primeiros trabalhos no campo. Já o centro-leste do estado só deve receber precipitações mais regulares na virada do mês, entre a última semana de setembro e a primeira de outubro.

Chuvas se espalharão a partir do dia 16

Entre 16 e 20 de setembro, a expectativa é de que as chuvas se espalhem também por Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, mas ainda de forma irregular e pouco volumosa. Em regiões produtoras como Diamantino, por exemplo, a previsão indica retorno mais consistente das precipitações apenas a partir da segunda quinzena de setembro, quando chega a primavera.

Até lá…

O alerta segue ligado: além da escassez de chuvas, as temperaturas máximas devem atingir até 40 °C em várias localidades, aumentando a preocupação do produtor quanto às condições de plantio e desenvolvimento inicial das lavouras.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o mercado da soja


O estado do Rio Grande do Sul projeta recuperação recorde e mercado apresenta queda regional de preços para a soja, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 140,00 nos portos. No interior, as cotações marcaram perda em torno de R$ 134,00 por saca em Cruz Alta. Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz ficaram em R$ 134,00 variando conforme a data de pagamento, enquanto em Panambi o preço de pedra foi registrado em R$ 122,00 por saca ao produtor”, comenta.

Santa Catarina define regras para a nova safra e mantém estabilidade nas cotações. “O mercado de soja em Santa Catarina acompanha a estabilidade nacional, com negociações em ritmo lento e cotações sem variação entre as principais praças. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,84”, completa.

Enquanto isso, o Paraná inicia transição para nova safra com mercado de soja em ritmo moderado. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,50 (+0,35%). Em Cascavel, o preço foi 130,29 (+1,45%). Em Maringá, o preço foi de R$ 133,32 (+2,59%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,45 (+1,34%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 124,00 (+0,81%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, a soja amplia crédito rural e mercado de soja registra mercado dividido. “Esse comportamento reflete a dinâmica interna da comercialização e reforça a necessidade de avanços em capacidade de armazenagem para sustentar o ritmo de crescimento do polo agrícola sul-mato-grossense. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 121,00 (-2,035), Campo Grande em R$ 121,00 (-1,87%),Maracaju em R$ 122,00 (-1,05%), Chapadão do Sul a R$ 122,45 (+0,54%), Sidrolândia a em R$ 123,30”, informa.

Mato Grosso mantém valorização da soja apesar da queda em Chicago. “A insuficiência de silos obriga os produtores a venderem parte expressiva da safra logo após a colheita, momento em que a pressão sobre os preços é maior. Campo Verde: R$ 123,50 (+2,70%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,16, Nova Mutum: R$ 119,16. Primavera do Leste: R$ 123,50 (+2,18%). Rondonópolis: R$ 130,00 (+8,11%). Sorriso: R$ 119,30 (+0,21%)”, conclui.





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Exportações de ovos aumentam 72% em agosto, com receitas quase dobradas ante 2024



As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, totalizaram 2.129 toneladas em agosto de 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O volume é 71,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 1.239 toneladas.

A receita gerada com os embarques de ovos em agosto chegou a US$ 5,729 milhões, desempenho 90,8% superior em relação ao mesmo período de 2024, com US$ 3,003 milhões.

Acumulado do ano

Com este resultado, as exportações acumuladas entre janeiro e agosto alcançaram 32.303 toneladas, número 192,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (11.057 toneladas).

A receita no acumulado do ano atingiu US$ 75,295 milhões, incremento de 214,5% em relação aos US$ 23,943 milhões obtidos no mesmo intervalo de 2024.

Destino dos ovos brasileiros

Em agosto, os principais destinos de exportação dos ovos foram:

  • Japão: 578 toneladas (+328,5% em relação a agosto de 2024);
  • Estados Unidos: 439 toneladas (+628,9%);
  • México: 304 toneladas sem comparativos com o ano anterior;
  • Emirados Árabes Unidos: 182 toneladas (sem embarques no mesmo mês do ano anterior);
  • Chile: 172 toneladas (-79,6%)

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os embarques para os Estados Unidos sofreram os efeitos do tarifaço, com diminuição no fluxo embarcado no mês.

“Ao mesmo tempo, vemos a retomada de destinos, como os Emirados Árabes Unidos e o fortalecimento para novos importadores, como o México. De qualquer forma, não são esperados efeitos significativos à oferta interna de ovos, já que exportamos menos de 2% de nossa produção”, avalia.



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Consultoria eleva estimativa da produção 2025/26 de soja no Brasil



A produção brasileira de soja em 2025/26 deve alcançar 180,92 milhões de toneladas, segundo nova projeção da consultoria Safras & Mercado. O volume representa alta de 5,3% em relação à temporada anterior, de 171,84 milhões de toneladas. Em julho, a estimativa era de 179,88 milhões de toneladas.

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O levantamento aponta crescimento de 1,2% na área plantada, passando de 47,64 milhões para 48,21 milhões de hectares. A produtividade média projetada é de 3.771 quilos por hectare, acima dos 3.625 quilos registrados em 2024/25.

“As revisões foram pequenas e, claro, só o plantio e a colheita vão confirmar de fato a área e a produtividade. Ainda assim, a expectativa segue de aumento de área, mas nada muito agressivo como já vimos em outros anos, até porque os custos estão mais altos e as dificuldades de financiamento podem limitar o uso de tecnologia”, afirma Rafael Silveira, analista e consultor de Safras & Mercado.

Regiões produtoras de soja

No Rio Grande do Sul, a projeção é de recuperação e safra cheia, desde que o clima seja regular, sem avanço de área. Em estados do Centro-Oeste, a tendência é de manutenção de área, mas com boas perspectivas de produção. O Mato Grosso do Sul deve se recuperar das perdas de 2025, enquanto em Mato Grosso há previsão de expansão de área, mas com menor uso de tecnologia, o que pode impactar a produtividade.

No Nordeste, a expectativa é de avanço de área acompanhado de boas produtividades.

Oferta e demanda de soja

A Safras estima exportações brasileiras de soja em 108 milhões de toneladas em 2026, contra 105 milhões em 2025, o que representa alta de 3%. Não houve alteração em relação à projeção anterior para 2026, divulgada em julho. Já para 2025, a consultoria elevou a previsão em 1 milhão de toneladas.

O esmagamento deve alcançar 59,5 milhões de toneladas em 2026, ante 59 milhões na projeção anterior. Para 2025, a previsão foi ajustada de 57 milhões para 58 milhões de toneladas. A consultoria não prevê importações em 2026, e para 2025 o volume segue estimado em 150 mil toneladas.

Com isso, a oferta total de soja em 2026 deve chegar a 188,29 milhões de toneladas, crescimento de 8%. A demanda é estimada em 170,9 milhões de toneladas, aumento de 3% em relação ao ano anterior. Os estoques finais podem subir 136%, passando de 7,37 milhões para 17,39 milhões de toneladas.

“Além das revisões na safra 2025 e na expectativa para 2026, os principais movimentos foram no esmagamento e nas exportações. Como ainda não há definição clara sobre a relação China x EUA e os chineses seguem sem grandes compras de soja americana, enquanto os line-ups brasileiros continuam fortes, aumentamos as projeções de exportação para 105 milhões de toneladas. O esmagamento deve ficar perto de 58 milhões de toneladas em 2025”, explica Silveira.

Segundo ele, esse movimento reduz o balanço em cerca de 2 milhões de toneladas, mas ainda assim o Brasil deve carregar um estoque de passagem elevado entre 2025 e 2026, muito superior ao do ciclo anterior.

Derivados

A produção de farelo de soja deve atingir 46,708 milhões de toneladas em 2026, aumento de 3%. As exportações devem crescer 4% para 24 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 20,7 milhões, alta de 8%. Os estoques tendem a subir 38%, chegando a 7,295 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de soja deve crescer 3%, alcançando 11,603 milhões de toneladas. As exportações devem recuar 17%, para 1 milhão de toneladas, enquanto o consumo interno deve subir 6%, chegando a 10,8 milhões de toneladas. O uso destinado a biodiesel também deve aumentar 6%, para 6,2 milhões de toneladas. Os estoques finais devem cair 17%, para 229 mil toneladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho mantém preços estáveis na B3


O mercado de milho manteve a tendência de estabilidade na B3, com contratos futuros encerrando o dia em variações pontuais e sem mudanças significativas de tendência. Segundo a TF Agroeconômica, os preços continuam operando de forma lateral, refletindo o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda.

No cenário externo, o Brasil registrou crescimento expressivo nas exportações de milho em agosto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram embarcadas 6.848.668,3 toneladas do grão, um aumento de 12,95% em relação ao mesmo mês de 2024. A média diária também avançou 13%, atingindo 326.127,1 toneladas, frente às 275.598 toneladas/dia do ano anterior. Esse desempenho reforça o peso do cereal brasileiro no mercado global, mesmo diante de uma safra internacional considerada recorde.

Na B3, os fechamentos mostraram leve oscilação: o contrato de setembro/25 encerrou em R$ 65,39, com alta semanal de R$ 0,27; novembro/25 fechou a R$ 68,62, em queda de R$ 0,45 na semana; e janeiro/26 terminou a R$ 71,64, com alta acumulada de R$ 0,16 na semana. Já em Chicago, o milho subiu levemente, apoiado por relatos de áreas mais secas e problemas iniciais na colheita norte-americana.

Na bolsa norte-americana, o contrato de dezembro fechou em US$ 419,75/bushel, alta de 0,42%, enquanto março ficou em US$ 437,50/bushel, ganho de 0,34%. Analistas ainda projetam safra recorde nos Estados Unidos, mas começam a rever os números para abaixo das 425 milhões de toneladas estimadas pelo USDA, diante de possíveis perdas de produtividade e aumento de doenças nas lavouras.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Nada parece movimentar o mercado do milho


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, o plantio de verão cresce enquanto os preços continuam parados, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As indicações permanecem em R$ 66,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau, Gaurama e Seberi, R$ 69,00 em Arroio do Meio e Lajeado, e R$ 70,00 em Montenegro. Para setembro, os pedidos no interior variam de R$ 68,00 a R$ 70,00/saca, e no porto a referência futura para fevereiro/2026 está em R$ 69,00/saca”, comenta.

A safra histórica contrasta com mercado travado e expectativas para 2026 em Santa Catarina. “O comércio de milho em Santa Catarina segue travado, sem consenso entre produtores e compradores. Em Campos Novos, os pedidos permanecem em R$ 80,00/saca, frente a ofertas de R$ 70,00. No Planalto Norte, produtores pedem R$ 75,00, enquanto as ofertas giram em R$ 71,00. Esse cenário de impasse já leva parte dos agricultores a reduzir investimentos para o próximo ciclo”, completa.

No Paraná, a produção recorde pressiona, mas os negócios seguem estagnados. “O mercado de milho no Paraná segue com liquidez baixa, marcado pelo impasse entre pedidas e ofertas. Produtores pedem valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que trava os negócios”, indica.

Comercialização ganha ritmo, mas mercado segue resistente no Mato Grosso do Sul. “As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 53,00/saca, com destaque para a boa alta em Sidrolândia, enquanto Dourados mantém o melhor valor do estado. Apesar dos ajustes, os preços ainda não alcançam níveis capazes de estimular novos contratos, mantendo o impasse entre compradores e vendedores”, conclui.

 





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Governo anuncia R$ 12 bi para renegociação de dívidas de produtores rurais



Em um vídeo publicado nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que assinou medida provisória que autoriza a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por desastres climáticos. De acordo com Lula, serão R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro para renegociação de dívidas. “Autorizei a renegociação das dívidas de produtores rurais em condições especiais. Serão R$ 12 bilhões do Tesouro para serem operados pelos bancos”, afirmou Lula no vídeo.

A medida será válida para pequenos, médios e grandes produtores, com expectativa de alcançar até 100 mil produtores rurais. A estimativa é que a renegociação alcance 96% dos pequenos e médios produtores inadimplentes ou com dívidas prorrogadas, diz o presidente.

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“Nos últimos anos, secas prolongadas e fortes enchentes causaram grandes perdas aos nossos agricultores, gerando dívidas e travando crédito para a preparação da nova safra. Por isso, tomei a decisão de darmos mais uma garantia ao setor. A medida vale para pequenos, médios e grandes produtores com perdas em duas safras em cinco anos em municípios que decretaram duas vezes calamidades nesse período”, disse Lula.

Os produtores terão até nove anos de prazo de pagamento das parcelas com um ano de carência. “Não é perdão. É renegociação responsável para os produtores se reorganizarem e seguirem plantando”, disse Lula.

Ainda de acordo com o presidente, o governo criou estímulos para os bancos renegociarem dívidas de produtores rurais com recursos próprios. “Com essa medida, o produtor recupera crédito e volta a plantar com segurança. O consumidor ganha mais oferta de alimentos e preços mais estáveis. E o Brasil fortalece a agricultura, preserva empregos na cadeia produtiva do campo e aumenta a resiliência do país diante dos eventos climáticos”, concluiu o presidente no vídeo.

O anúncio da assinatura da MP acontece no dia que o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participa da da abertura oficial da 48ª Expointer, em Esteio (RS). A renegociação de dívidas é uma reivindicação de produtores rurais do Rio Grande do Sul, que tiveram suas últimas safras afetadas por períodos prolongados de secas e enchentes consecutivas.



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Anec prevê aumento das exportações de soja do Brasil em setembro



As exportações de soja do Brasil devem atingir 6,75 milhões de toneladas em setembro, um aumento em relação ao número de 5,16 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

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De acordo com a Anec, entre outubro e dezembro, a expectativa é embarcar cerca de 16 milhões de toneladas, consolidando a projeção de um volume recorde de 110 milhões de toneladas para 2025.

Farelo de soja

Além da soja em grão, a entidade projeta crescimento das exportações brasileiras de farelo de soja, que devem alcançar 1,94 milhão de toneladas em setembro, ante 1,62 milhão de toneladas em igual mês de 2024.

Milho

No caso do milho, os embarques do Brasil foram estimados em 6,37 milhões de toneladas em setembro, ligeiramente abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado, que somou 6,56 milhões de toneladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo mantém cautela no RS, SC e PR


O mercado de trigo segue em compasso de espera no Sul do Brasil, com negociações pontuais e pouca disposição de compradores e vendedores. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul o ritmo permanece calmo, já que os moinhos estão abastecidos até outubro e aguardam a entrada da safra nova, prevista para iniciar no próximo mês. 

No mercado disponível, o trigo pão comum foi negociado a R$ 1.330 FOB, mas a demanda segue fraca e concentrada em operações imediatas. Os estoques da safra velha estão se esgotando, restando praticamente apenas nos moinhos, enquanto cerca de 90 mil toneladas da safra nova já foram contratadas, sobretudo para exportação.

Em Santa Catarina, a expectativa de queda de 16% na produção provocou maior movimento de compradores locais, que tentam garantir volumes adicionais de matéria-prima. No entanto, os preços pagos aos produtores continuam recuando: a saca foi cotada a R$ 75 em Canoinhas, R$ 72 em Chapecó e Rio do Sul, R$ 74,50 em Joaçaba, R$ 76 em São Miguel do Oeste e R$ 75 em Xanxerê. Mesmo com essa movimentação, os moinhos seguem oferecendo abaixo das pedidas dos vendedores, entre R$ 1.280 e R$ 1.300 CIF, contra lotes de R$ 1.330 a R$ 1.350 FOB.

No Paraná, a oscilação do câmbio voltou a interferir no mercado, pressionando os preços do trigo importado. A colheita já começou no norte do estado, com ofertas de trigo novo entre R$ 1.380 e R$ 1.400 FOB, mas os custos de frete encarecem a chegada do produto ao centro do estado. O trigo paraguaio foi cotado a US$ 240/t no Oeste, ou R$ 1.312,80, enquanto o argentino ficou em torno de US$ 270/t para embarque em setembro. Já os preços pagos aos agricultores recuaram 3,17% na semana, caindo para R$ 73,05/saca, abaixo do custo de produção estimado em R$ 74,63 pelo Deral, o que coloca os triticultores em prejuízo imediato.





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