segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Resistência pede soluções múltiplas no campo



O MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas



O MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas
O MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas – Foto: Nadia Borges

A resistência de plantas daninhas aos herbicidas é um desafio crescente para a agricultura moderna, comprometendo a produtividade e elevando custos de produção. De acordo com o Comitê de Ação e Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), a adoção do Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD) é uma das principais ferramentas para enfrentar essa realidade.

Nesse contexto, o MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas, reduzindo a pressão de seleção sobre as populações de plantas daninhas e prolongando a vida útil dos herbicidas. Entre as práticas recomendadas estão a rotação de culturas, o uso de diferentes mecanismos de ação, o plantio direto e a utilização de coberturas vegetais. Essas medidas diversificam o manejo e dificultam a adaptação das plantas daninhas, garantindo maior eficiência no controle e, consequentemente, torna a planta mais produtiva.

Além de preservar as tecnologias disponíveis, o MIPD contribui para a estabilidade produtiva no longo prazo. A combinação de diferentes métodos não apenas melhora os resultados imediatos, como também assegura sustentabilidade e equilíbrio no sistema agrícola. Isso é fundamental para manter a competitividade do setor diante de um cenário de crescente pressão sobre os sistemas de produção.

De acordo com as informações, o combate à resistência não se resolve com soluções únicas, mas sim com planejamento, diversidade e responsabilidade. Ao diversificar as práticas de manejo, o produtor não apenas garante maior eficiência no presente, como também preserva o futuro da agricultura. 

 





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Frente fria derrubará temperaturas em três capitais neste fim de semana


A chegada de uma frente fria em São Paulo deve provocar queda brusca de temperatura sobre o estado neste fim de semana, com possibilidade de chuva de baixa intensidade.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a mínima será de 15°C e a máxima não deve ultrapassar os 20ºC no sábado (6) e no domingo (7), Dia da Independência.

Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, também terá os próximos dois dias diferentes, porém, ainda mais frios e com chance de geada. Os termômetros na capital gaúcha ficarão entre 9ºC e 14ºC neste sábado, enquanto no domingo devem variar entre 10ºC e 15ºC.

Já no Rio de Janeiro, que registrou temperaturas acima de 30°C nesta sexta-feira (5), a frente fria também atua a partir de amanhã, levando ventos de até 50 km/h em algumas áreas. A previsão é de céu nublado a encoberto, com chuva fraca, a partir do final da manhã. A temperatura em solo fluminense não deve ultrapassar os 23°C.

Centro-norte do país

onda de calor, altas temperaturas
Foto: Motion Array

No Norte do país, a meteorologia prevê um final de semana com céu com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada nas cidades de Belém (PA) e Manaus (AM).

Segundo o Inmet, a capital paraense terá um sábado de temperatura máxima chegando aos 33°C, enquanto na amazonense será mais elevada, atingindo os 35°C.

Já em Brasília, no final de semana, a temperatura ficará mais amena, com a máxima chegando aos 29°C no sábado, com umidade relativa do ar em torno dos 25%, índice que configura estado de alerta. No domingo, a temperatura máxima chega aos 28°C, mas a umidade relativa do ar ficará ainda mais baixa, em torno de 20%.



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Série especial destaca desafios do combate ao fogo no Cerrado


O Cerrado brasileiro, segundo maior bioma do país, enfrenta todos os anos a devastação provocada pelas queimadas. O fogo transforma a biodiversidade em fumaça e cinzas, impactando fauna, flora, nascentes e a vida das pessoas.

O projeto especial “Cerrado Sem Fogo”, produzido pelo Canal Rural Bahia, mostra, no primeiro episódio, o trabalho árduo dos Bombeiros Militares para manter vivo um dos biomas mais incríveis do país.

Outros três episódios abordarão os impactos no meio ambiente, na saúde humana e na produção agrícola.

Na linha de frente desse combate estão as brigadas do Corpo de Bombeiros da Bahia. De acordo com dados da Operação Florestal 2024, foram 212 dias de atividades, com atendimento em 114 municípios e o combate a 1.099 incêndios.

Além disso, os bombeiros realizaram mais de 2.061 ações preventivas em todo o estado.

Em 2025, até o dia 27 de agosto, a operação já havia registrado 1.730 incêndios em 21 municípios, além de 49 ações de prevenção.

Segundo o comandante da operação, major Erick, os incêndios florestais apresentam desafios que vão além do fogo:

“Eles têm uma característica peculiar de difícil acesso, por causa do terreno, da vegetação e dos fatores meteorológicos. A Bahia tem dimensões comparáveis a um país, com diferentes biomas, o que exige uma atuação capilar e combatentes preparados para diversas realidades.”

Cerrado Sem Fogo, Corpo de Bombeiros, Combate, prevenção, bombeiros, Bahia, matopibaCerrado Sem Fogo, Corpo de Bombeiros, Combate, prevenção, bombeiros, Bahia, matopiba
Repórter Vinicius Ramos durante gravações com o Corpo de Bombeiros na Base Oeste em Barreiras (BA)

O trabalho dos bombeiros é intenso. Durante o combate, cada militar carrega mochilas que podem ultrapassar 20 quilos, enfrentando altas temperaturas durante o dia e baixas à noite, além de condições adversas no campo.

Em 2024, o município de Barreiras registrou o maior número de ocorrências, com 123 casos, seguido de Juazeiro e Lençóis. Atualmente, cerca de 80 bombeiros militares estão em atividade nas bases florestais do Oeste baiano.

Prejuízos

Além do risco à saúde e ao meio ambiente, os incêndios geram prejuízos econômicos. Para o gerente de sustentabilidade da Aiba, Eneas Porto, é preciso repensar práticas antigas:

“O fogo traz riscos não só para a atividade rural, mas também para a população. Hoje já temos tecnologia suficiente para substituir o uso do fogo e reduzir os danos ambientais.”

As autoridades reforçam que a consciência e a colaboração da sociedade são fundamentais para manter o Cerrado vivo.

“A orientação é que não se utilize o fogo. Em qualquer necessidade, o número 193 do Corpo de Bombeiros deve ser acionado”, destacou o major Erick.

O Cerrado Sem Fogo, é exibido toda sexta-feira, antes do Rural Notícias e tem apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Sindicatos dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) e Luis Eduardo Eduardo Magalhães (SPRLEM).


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Tarifas dos EUA desafiam carne brasileira


A decisão do governo Trump de impor tarifas de até 50% sobre produtos importados, incluindo a carne bovina brasileira, reacendeu o alerta para o agro nacional. Segundo análise da JPA Agro, maior marketplace agro do Brasil, o “tarifaço” pode alterar a dinâmica do comércio internacional e pressionar a competitividade brasileira.

“Tarifa é imposto, e imposto é preço alto. Não existe almoço grátis na economia. Quando se cria uma barreira como essa, cedo ou tarde ela se reflete no preço final”, afirma Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, maior marketplace agro do Brasil e referência em inteligência de mercado no setor.

O impacto direto ao consumidor americano tende a ser limitado, já que a carne bovina representa apenas 0,5% do CPI. Nos últimos 12 meses, o preço subiu 7,2% nos EUA e especialistas projetam alta de até 20% até 2026. No Brasil, porém, a carne bovina tem peso de 3,5% no IPCA e compromete mais de 5% da renda mensal das famílias, o que mostra como o efeito inflacionário é sentido de forma mais intensa.

Para o Brasil, maior exportador global de carne bovina, a sobretaxa pode significar perda de participação de mercado frente a concorrentes como Austrália e Argentina. Além do risco comercial, especialistas ressaltam a importância da diplomacia e da separação entre disputas políticas e pauta econômica, já que os EUA são o segundo maior cliente do país.

A JPA Agro defende ainda que o Brasil precisa atacar gargalos internos – como carga tributária, legislação trabalhista e logística – para ampliar sua competitividade. Enquanto isso, pequenas e médias exportadoras, que dependem fortemente do mercado americano, podem sentir os efeitos mais imediatos.

“Se o aumento de preços não cair no inconsciente popular americano, dificilmente haverá pressão política para mudar. Ao contrário, se a carne passar a ser vista como ‘cara demais’ e esse discurso ganhar corpo, a tarifa pode entrar no centro do debate e abrir caminho para negociações. Até lá, o Brasil precisa se preparar e reforçar sua competitividade”, conclui o CEO da JPA Agro.





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Empresa portuguesa vence leilão e vai construir o túnel Santos-Guarujá


A empresa Mota-Engil Latam Portugal se sagrou, nesta sexta-feira (5), vencedora do leilão para construir o túnel imerso Santos-Guarujá. A obra, que é uma iniciativa do governo federal, por meio da Autoridade Portuária de Santos (APS), em parceria com o governo de São Paulo, está orçada em R$ 6,8 bilhões.

No leilão, realizado na sede da B3, em São Paulo, a Mota-Engil venceu a disputa propondo desconto de 0,5% sobre a contraprestação que será paga pelo poder público durante a concessão. A outra participante do leilão era a espanhola Acciona Concesiones, que acabou derrotada.

O presidente da APS, Anderson Pomini, afirmou que a escolha da empresa torna mais próxima a realização de um sonho de 100 anos.

“Esse é um momento histórico para a população da Baixada Santista e para o porto de Santos”, disse Pomini, que assumiu a diretoria da APS há mais de dois anos tendo como um de seus objetivos concretizar o túnel.

Já pensado desde o início do século 20, o projeto de ligação seca entre as duas margens do Porto de Santos foi elaborado há 15 anos, durante a gestão do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O projeto recebeu a primeira licença ambiental, o que permitiu a celeridade da atual retomada do processo.

A concessão será na modalidade Parceria Público-Privada (PPP). A Mota-Engil terá a concessão por 30 anos, havendo o retorno do ativo à União/APS após esse prazo. O aporte financeiro da APS viabilizará a obra de natureza infraviária, reforçando a governança do empreendimento.

A APS atua como interveniente e articuladora da comunidade local, aprovando previamente e mitigando impactos regionais e operacionais.

Integração de 9 municípios

Projeto para construção do Túnel Santos-Guarujá
Trajeto do Túnel Santos-Guarujá terá 1,5 km de extensão Foto: Agência de Notícias do Governo de São Paulo

O túnel permitirá maior integração entre os nove municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista, beneficiando cerca de dois milhões de pessoas por dia.

Diretamente, hoje, são cerca de 80 mil pessoas que cruzam diariamente o canal por balsa. A travessia é considerada a mais movimentada do mundo, com uma média de 27 mil veículos por dia.

De acordo com o projeto, os veículos de carga, que precisam rodar mais de 40 quilômetros para fazer o percurso, terão o deslocamento reduzido de 40 minutos para pouco mais de 1 minuto.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, a obra também traz benefícios ambientais, com a redução de 70 mil toneladas de CO₂/ano, ao encurtar o percurso de 45 km (5 mil caminhões/dia) para apenas 960 metros.

A construção do túnel também chega em um momento estratégico, com a implantação do maior terminal de contêineres do complexo, o Tecon Santos 10, com capacidade de 3,5 milhões de TEUs, obra que colocará Santos entre os 20 maiores portos do mundo.



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BRF e Marfrig têm fusão aprovada pelo Cade sem restrições



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta sexta-feira (5), sem restrições, a incorporação da BRF pela Marfrig, confirmando a decisão previamente adotada pela Superintendência-Geral (SG/Cade).

A operação foi submetida à autarquia em maio deste ano. Segundo o formulário de notificação, o negócio resultará na incorporação, pela Marfrig, de todas as ações da BRF que ainda não estavam sob seu controle. Em contrapartida, os acionistas da companhia incorporada receberão papéis da Marfrig.

A Marfrig é uma multinacional brasileira dedicada à produção de alimentos de alto valor agregado à base de proteína animal, sobretudo bovina, como hambúrgueres e outros produtos prontos para consumo.

Já a BRF, que passará a integrar o grupo, atua na criação, produção e abate de aves e suínos, além da industrialização, comercialização e distribuição de carnes in natura, produtos processados, massas, margarinas, pet food e outros.

Sem preocupações concorrenciais

Em seu parecer, a SG/Cade manifestou-se pela aprovação da operação sem restrições, ao entender que o negócio não traz preocupações concorrenciais.

O documento aponta que a participação conjunta das empresas nos mercados com sobreposição horizontal, em que ambas ofertam produtos semelhantes e concorrentes, é inferior a 20%, percentual abaixo do patamar presumido como posição dominante.

Também verificou que, nos mercados verticalmente integrados, quando uma companhia atua em uma etapa da cadeia produtiva e a outra em estágio subsequente ou anterior, a fatia de cada parte é inferior a 30%, reduzindo a possibilidade de fechamento de mercado.

O caso voltou a ser analisado pela autarquia após a Minerva Foods solicitar habilitação como terceira interessada, alegando riscos concorrenciais. A empresa destacou a participação acionária da Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (Salic), por meio de sua subsidiária Salic International Investment Company (SIIC).

A Salic é acionista da Marfrig e também detém participação na própria Minerva, o que, em sua avaliação, poderia gerar riscos adicionais de efeitos coordenados.

Esses riscos decorreriam de potenciais alinhamentos de incentivos entre concorrentes e da possibilidade de ocorrência de interlocking directorates, situação em que uma mesma pessoa ou grupo participa dos conselhos de administração de empresas rivais, além da troca de informações sensíveis capazes de influenciar decisões estratégicas e reduzir a rivalidade nos mercados afetados.

Em seu voto, o presidente do Cade e relator do caso, Gustavo Augusto, conheceu o recurso apresentado pela terceira interessada e deu-lhe parcial provimento, destacando que a participação da Salic e da SIIC no capital da MBRF não faz parte do objeto analisado nesta operação.

Já o conselheiro Victor Fernandes divergiu, entendendo que o recurso não deveria ser conhecido. Para ele, o suposto risco de interlocking directorates não representa preocupações relevantes no mercado de carne bovina in natura.

O voto ressaltou a existência de mecanismos que impedem a troca de informações sensíveis, o caráter financeiro do investimento da Salic e as regras estatutárias da BRF que vedam a participação em decisões em caso de conflito de interesses.

O Tribunal, por maioria, seguiu o voto do conselheiro Victor Fernandes e não reconheceu o recurso. No mérito, o colegiado, por unanimidade, manteve a decisão da SG/Cade e aprovou a operação, de acordo com o voto do presidente Gustavo Augusto.



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Renegociação atenderá plenamente 100% dos produtores endividados, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, avalia que a Medida Provisória (MP) que autoriza a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por intempéries climáticas atenderá a plenamente os produtores endividados.

“100% dos produtores rurais terão oportunidade de renegociar suas dívidas. Serão R$ 12 bilhões do Tesouro para equalização dos juros e estímulo dentro da MP para bancos renegociarem com recursos próprios da ordem de R$ 20 bilhões. Portanto, serão R$ 32 bilhões para a renegociação das dívidas”, afirmou Fávaro a jornalistas nos bastidores da Expointer, feira agropecuária realizada em Esteio, no Rio Grande do Sul, onde ministros anunciaram a medida.

O ministro explicou que os valores que superarem os limites de enquadramento dos produtores previstos na MP para renegociação das dívidas com juros controlados poderão ser alongados com juros livres.

Isso ocorrerá, segundo Fávaro, dentre um incentivo que a MP trará para bancos renegociarem dívidas com recursos próprios.

“Serão R$ 12 bilhões destinados pelo Tesouro à repactuação das dívidas com limite de até R$ 3 milhões por produtor e um incentivo ao sistema financeiro que pode agregar mais R$ 20 bilhões para as renegociações. Isso vai permitir que todos produtores tenham alternativa nova para repactuação das dívidas. Ao valor que exceder os R$ 12 bilhões, produtores terão alternativa de negociar com taxas pré-fixadas ou pós-fixadas”, detalhou o ministro.

Fávaro defendeu ainda “coerência com o orçamento” público. “Os estudos apresentados tecnicamente pelo Banco Central mostram que 96% dos produtores rurais serão atendidos dentro das próprias faixas de limite de enquadramento, podendo migrar para a faixa de cima e para o crédito com recursos próprios do banco”, observou o ministro.

Recursos para a renegociação

A MP foi assinada nesta sexta-feira (5), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve ser publicada ainda nesta sexta em edição extra do Diário Oficial. Serão R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro para renegociação de dívidas com juros controlados.

A medida será válida para pequenos, médios e grandes produtores, com expectativa de alcançar até 100 mil produtores rurais. Poderão acessar o crédito, produtores com perdas em duas safras nos últimos cinco anos em municípios que decretaram duas vezes calamidades nesse período. A MP terá abrangência nacional.

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Fávaro destacou que os financiamentos com recursos controlados terão nove anos de prazo de pagamento com uma ano de carência e começo das parcelas em 2027. “Os juros serão altamente subsidiados com taxas de 6% a 10% ao ano conforme os portes de produtores ante uma Selic desproporcional de 15%”, afirmou o ministro.

Pequenos produtores

Pequenos produtores, enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), poderão acessar até R$ 250 mil em recursos com juros de 6% ao ano.

Médios produtores, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), terão acesso a crédito de até R$ 1,5 milhão com juros de até 8% ao ano e demais produtores poderão acessar R$ 3 milhões com juros de 10% ao ano.

A renegociação das dívidas dos agricultores é um pleito sobretudo de produtores do Rio Grande do Sul, que tiveram a produção afetada nas últimas seis safras por secas e enchentes consecutivas e pediam a securitização dos empréstimos.

“Tenho certeza que as medidas atenderão plenamente os produtores endividados e vai permitir que os bancos retomem o Plano Safra 2025/26, que estava prejudicado por essa inadimplência dos produtores. A partir de agora, ele deve ganhar volume e rapidez”, apontou o ministro.



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Soja em leve alta em Chicago


A soja negociada em Chicago encerrou a quinta-feira (05) em leve alta, sustentada pela deterioração das lavouras nos Estados Unidos e por compras de oportunidade. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa conseguiram reverter as perdas iniciais e fecharam o dia em terreno positivo, refletindo preocupações sobre a produtividade americana diante do avanço da seca no Centro-Oeste.

No fechamento, o contrato de soja para novembro subiu 0,15% ou US$ 1,50 cents/bushel, a US$ 1.033,00, enquanto janeiro avançou 0,14% ou US$ 1,50 cents/bushel, a US$ 1.051,50. No farelo, outubro registrou alta de 0,90% ou US$ 2,50/ton curta, a US$ 280,10. Já o óleo de soja, também para outubro, encerrou com valorização de 0,14% ou US$ 0,07/libra-peso, cotado a US$ 51,51.

Apesar do suporte climático, o mercado segue pressionado pela ausência contínua de compras chinesas, que impede altas mais expressivas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a proporção de lavouras em boas ou excelentes condições, reforçando expectativas de menor produtividade. A consultoria americana Allendale também revisou suas estimativas, prevendo safra de 116,16 milhões de toneladas, abaixo dos 116,82 milhões projetados pelo USDA em agosto, com produtividade média de 3.583 quilos por hectare, frente aos 3.605 quilos anteriormente calculados.

O mapa semanal de monitoramento da seca mostrou aumento significativo das áreas afetadas: a seca moderada no Centro-Oeste cresceu de 4,51% para 14,18%, e a área de soja sob algum grau de seca passou de 11% para 16%. Apesar do avanço, os números ainda permanecem abaixo dos 19% registrados no mesmo período de 2024, o que traz algum alívio, mas não afasta o viés de cautela no mercado.

 





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veja como as cotações encerraram a semana



O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando predominante acomodação dos preços, com manutenção do padrão dos negócios em grande parte do país.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, Mato Grosso pode ser apontado como uma exceção, com tentativas de compra em patamares mais baixos.

“Os frigoríficos de maior porte ainda dispõem de boa incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamentos próprios”, diz.

De acordo com ele, as exportações seguem como o grande destaque da atual temporada, com forte ritmo de embarques nas últimas semanas. O destaque segue para as vendas com destino ao México e a China.

  • São Paulo: R$ 311,42 — ontem: R$ 312,17
  • Goiás: R$ 303,57 — inalterado
  • Minas Gerais: R$ 298,24 — R$ 299,12
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,89 — R$ 319,66
  • Mato Grosso: R$ 309,66 — R$ 311,69

Mercado atacadista

O mercado atacadista encerra a semana apresentando firmeza dos preços em grande parte do país. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela alta das cotações no curto prazo, considerando o efeito da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Vale o destaque de a carne de frango ainda dispor de maior competitividade frente às demais proteínas de origem animal, em especial se comparado com a carne bovina”, ressalta.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24 por quilo, o dianteiro a R$ 18,10 e a ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,10 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,58%, sendo negociado a R$ 5,4150 para venda e a R$ 5,4130 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3825 e a máxima de R$ 5,4395. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.



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Confira os preços da soja na primeira semana de setembro



Nesta sexta-feira (5), o mercado brasileiro de soja teve uma sessão moderada, com negócios pouco expressivos. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os prêmios registraram alta consistente, mas a desvalorização do dólar e as perdas em Chicago limitaram a reação das cotações.

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O cenário é voltado às vendas semanais de soja nos EUA, para as expectativas em torno da colheita americana e para o aguardado relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, do mês de setembro.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 134,50 para 134,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 141,00 para 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em 136,00
  • Paranaguá (PR): caiu de 141,00 para 140,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em 127,00
  • Dourados (MS): subiu de 126,00 para 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em 125,00

A soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias (CBOT) fecharam a sexta-feira (5) com preços mais baixos, ampliando as perdas acumuladas na semana. O mercado tentou reação com cobertura de posições vendidas, mas o cenário fundamental voltou a pressionar as cotações. Na semana, o contrato novembro, o mais negociado, recuou 2,6%.

O mercado ainda se mostra cético sobre um acordo comercial entre China e Estados Unidos e não vê indício de recuperação da demanda chinesa pela soja americana. Além disso, a safra americana se desenvolve bem e o próximo relatório do USDA deve confirmar uma boa produção. No Brasil, a sinalização é de mais uma safra cheia em 2025/26, rompendo a casa de 180 milhões de toneladas.

Exportações norte-americanas

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 23.800 toneladas na semana encerrada em 28 de agosto. Para a temporada 2025/26, ficaram em 818.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 300 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 123.000 toneladas de soja para destinos desconhecidos, para entrega na temporada 2025/26. Também informaram uma operação envolvendo 204.650 toneladas de soja recebidas no período coberto pelo relatório para destinos desconhecidos na temporada comercial 2025/26.

Produção brasileira de soja 25/26

A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 180,92 milhões de toneladas, com elevação de 5,3% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 171,84 milhões de toneladas, de acordo com Safras & Mercado. Em 11 de julho, data da estimativa anterior, a projeção era de 179,88 milhões de toneladas.

Safras indica aumento de 1,2% na área, estimada em 48,21 milhões de hectares. Em 2024/25, o plantio ocupou 47,64 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.625 quilos por hectare para 3.771 quilos.

Contratos futuros de soja

Nos contratos da soja em grão com entrega em novembro, houve baixa de 6,00 centavos de dólar, ou 0,60%, a US$ 10,27 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,45 1/2 por bushel, com baixa de 6,00 centavos ou 0,59%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou inalterada, a US$ 284,00 por tonelada.

No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,23 centavos de dólar, com perda de 0,73 centavo ou 1,40%.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,58%, sendo negociado a R$ 5,4150 para venda e a R$ 5,4130 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3825 e a máxima de R$ 5,4395. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.



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