segunda-feira, maio 18, 2026

Autor: Redação

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Brasil e Índia assinam parcerias na produção de alimentos e etanol



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta terça-feira (8), em Brasília, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, após reuniões do encontro dos Brics.

Durante a visita de Estado, quatro acordos comerciais foram assinados em temas que envolvem parcerias em energia renovável, combate ao terrorismo e ao crime organizado, troca de informações confidenciais e pesquisa agrícola.

No que compete ao agro, ficou estabelecido uma cooperação entre a Embrapa e o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola para estimular projetos de inovação na produção de alimentos.

“Nossa pecuária deve muito à Índia. 90% do rebanho zebuíno brasileiro é resultado de 60 anos de intensa cooperação bilateral em melhoramento genético”, disse o presidente Lula na ocasião.

Ficou decidido, também, que os dois países avançarão em parcerias que envolvam biocombustíveis. Isso porque a Índia tem a meta de ampliar para 20% a mistura de etanol na gasolina que circula em seu território e para 5% a proporção de biodiesel no óleo diesel.

Comércio bilateral

O comércio entre os dois países somou US$ 12 bilhões em 2024, mas já mostra sinais de crescimento em 2025, com 24% de alta nos primeiros cinco deste ano.

Lula e Modi disseram ver espaço para aumentar exponencialmente este volume de trocas, sendo que o presidente brasileiro disse em triplicar o valor já no curto prazo. O primeiro-ministro indiano, por outro lado, enxerga potencial para chegar em US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos.

No saldo da balança comercial, ligeira vantagem aos indianos: as exportações brasileiras chegaram a US$ 5,26 bilhões, com destaque para açúcar, petróleo bruto, óleos e aviões. Já as importações somam US$ 6,8 bilhões. Apesar de ter 1,4 bilhão de habitantes, a Índia é apenas o décimo maior parceiro comercial do Brasil.

No encontro dos chefes de Estado, Lula destacou a afinidade entre Brasil e Índia, ressaltando a importância de uma relação sólida entre nações que compartilham características semelhantes.

“É muito importante que as pessoas compreendam que um país megadiverso como o Brasil tem a obrigação de ter uma relação política, cultural, uma relação econômica e comercial com outro país megadiverso”, afirmou.

Segundo Lula, a riqueza natural, a pluralidade cultural e a diversidade social de ambos os países são bases para uma cooperação ampla.



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Brasil passará a exportar castanha de baru à União Europeia



Os países da União Europeia passarão a comprar castanhas torradas de baru do Brasil, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (8).

Considerada um “superalimento” por suas propriedades nutricionais, a exportação desse tipo de castanha tem potencial crescente nos mercados de alimentos funcionais e naturais.

“A abertura é marco importante no fortalecimento da bioeconomia brasileira e na valorização de produtos oriundos do cerrado no mercado internacional”, diz a pasta, em nota.

Com mais de 447 milhões de habitantes, a União Europeia é composta de 27 países e é o segundo maior comprador de produtos agropecuários brasileiros. Em 2024, o bloco importou mais de US$ 23 bilhões do Brasil, com destaque para soja, café e produtos florestais.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 389 aberturas de mercado desde o início de 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Evolução dos EPIs garante mais segurança aos aplicadores


Na ausência inicial de equipamentos específicos para a proteção de trabalhadores rurais, foram adotados itens inadequados, como roupas de PVC e máscaras industriais. Segundo Luiz Carlos Castanheira, engenheiro agrônomo e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), a década de 1980 marcou um avanço, quando a Shell introduziu kits de EPI fabricados em TNT, com proteção direcionada para cada tipo de Aplicação de defensivos. No entanto, materiais como TNT, TYVEK® e PVC mostraram-se pouco eficazes para o campo.

Com o tempo, surgiram vestimentas de algodão tratadas com hidro-repelente, que passaram a garantir mais proteção e conforto térmico aos trabalhadores. A legislação, vale lembrar, exige o uso de EPIs, mas Castanheira destaca que não é possível padronizar a proteção, dada a variedade de culturas e métodos de aplicação existentes.

Cada situação demanda um tipo específico de EPI. Um aplicador de isca peletizada, por exemplo, não enfrenta a mesma exposição de quem opera um pulverizador costal. Da mesma forma, quem pulveriza alface, morango ou café enfrenta riscos distintos de quem trabalha com culturas como cana-de-açúcar, abacate, citrus, abacaxi ou tomate. Além disso, o ambiente — se aberto ou fechado — e o tipo de equipamento (costal, drone, avião agrícola, autopropelido, entre outros) influenciam diretamente na escolha do equipamento de proteção.

Hoje, a indústria já oferece conjuntos específicos de EPI para diferentes culturas e situações, refletindo a evolução no cuidado com a saúde dos trabalhadores. Com produtos menos tóxicos, aplicação mais eficiente e EPIs adequados, é possível alcançar um equilíbrio entre produtividade e segurança no campo.

“Dessa maneira, hoje é possível garantir que, em função do uso de produtos menos tóxicos, o desenvolvimento de equipamentos de aplicação mais eficientes, e a evolução do conceito de proteção do trabalhador, com EPI específicos para cada situação de trabalho, os trabalhadores do campo podem hoje contar com mais segurança e conforto em suas atividades”, conclui.

 





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Produção de sorgo cresce e ganha protagonismo para mercado de biocombustíveis na Bahia


A produção de sorgo na Bahia deve crescer 39,3% na safra 2024/25, em comparação com o ciclo anterior. Segundo dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de uma colheita de 728 mil toneladas, com aumento de 5% na área plantada, que deve alcançar 206 mil hectares.

Tradicionalmente usado para cobertura do solo durante a entressafra da soja, o sorgo ganha agora novo protagonismo no campo. Além de sua função na manutenção do solo e como ingrediente para ração animal, o grão passa a ser visto como uma das principais apostas para a produção de biocombustíveis, como etanol e biodiesel na região Oeste da Bahia.

Nesse contexto, Carlos Roberto Oizimas, gerente de uma fazenda em Luís Eduardo Magalhães (BA), lembra que o sorgo inicialmente era cultivado apenas para enriquecer o solo, mas que o manejo evoluiu ao longo dos anos.

“Era mais para cobertura de solo, visando aportar matéria orgânica e melhorar a biologia do solo. Com o tempo a gente viu que ele tinha um potencial e fomos evoluindo em manejo. Fomos trazendo as ferramentas da soja também para o sorgo. Hoje ele já ajuda a pagar o custo da soja”, explica.

Plantação de sorgo no Oeste da Bahia
Plantação de sorgo no Oeste da Bahia | Imagem: Agência Script

Com a instalação de uma biorrefinaria da Inpasa em Luís Eduardo Magalhães, produtores esperam mais estabilidade no mercado, especialmente em relação aos preços da cultura.

Do mesmo modo, o produtor rural Greico Henrique destaca o novo cenário: “A expectativa é que o sorgo deixe de ser uma safrinha e passe a ter mais valor. Serve para ração, etanol e biodiesel”.

Pedro Cappelleso, produtor com áreas irrigadas e de sequeiro, também aposta no avanço da cultura. “É um produto que vai bem na ração e está recebendo novas tecnologias. No sequeiro, com menos chuva, estimamos 70 sacas por hectare. No pivô, deve chegar a 150 ou 160 sacas”, relata.

Verticalização da produção

A presença da indústria é vista como um fator estratégico. Para o engenheiro agrônomo Diego Batista Aires, o crescimento do cultivo começa a ter relação com a chegada da Inpasa.

“A gente está vendo o crescimento exponencial no Oeste da Bahia. Produtores que não plantavam sorgo hoje estão vendo a possibilidade de plantar devido a empresa passar essa credibilidade, essa segurança de travar o sorgo (preço)”, disse.

Segundo Irineo Piaia Junior, gerente de originação de grãos da Inpasa, a unidade vai processar cerca de 1 milhão de toneladas de milho e/ou sorgo, gerando em torno de 450 milhões de litros de etanol.

Refinaria da Inpasa em Sinop, Mato Grosso
Refinaria da Inpasa em Sinop (MT) | Foto: Divulgação

Além disso, de acordo com Irineo, a indústria de biocombustíveis deve gerar empregos na região.“Vemos um grande potencial de aumento de área e produtividade no Oeste da Bahia. Agora, no momento da obra, a gente chega a ter 2.000, talvez 2.500 pessoas diretas e indiretas na construção da indústria.”, destaca.

Como resultado, também pontou sobre o quantitativo de colaboradores diretos. “E posteriormente, quando a planta estiver pronta, estimamos em torno de 450 pessoas no quadro”.

Por fim, ainda durante entrevista exclusiva ao repórter Vinicius Ramos, o gerente também detalhou a diferença entre milho e o sorgo na produção do biocombustíveis.

“No processo industrial com o milho eu consigo produzir o etanol, o DDGS (sigla em inglês que significa grãos secos de destilaria com solúveis) e consigo extrair um pouco de óleo. Já com o sorgo a gente só não tem essa extração do óleo”, explica.


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Preços da arroba do boi gordo têm nova queda; confira as cotações



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com pressão baixista. O ambiente de negócios ainda sugere por tentativas de compra em patamares mais baixos de preço.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, isso acontece porque os frigoríficos desfrutam de uma frente confortável em suas escalas de abate, posicionadas entre oito e nove dias úteis na média nacional.

Tal movimento é consequência da entrada de bois terminados em regime intensivo no mercado, com boa incidência de animais de parceria (contratos a termo).

“Por outro lado, as exportações ainda são um elemento importante a ser considerado, com crescimento importante de volume embarcado e principalmente de receita arrecadada”, disse o analista.

  • São Paulo: R$ 308,25 — ontem: R$ 310,33
  • Goiás: R$ 289,64 — R$ 290,89
  • Minas Gerais: R$ 297,65 — R$ 299,12
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,34 — R$ 310,68
  • Mato Grosso: R$ 312,64 — R$ 314,73

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina. Para a segunda semana do mês, a expectativa é de maior espaço para reajustes, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Porém, as proteínas concorrentes seguem mais competitivas na comparação com a carne bovina, o que tende a direcionar o consumo para essas proteínas, em especial quando se trata das famílias de menor renda (um a dois salários-mínimos)”, disse Iglesias.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23,00 por quilo; o dianteiro ainda é cotado a R$
18,50 por quilo; e a ponta de agulha segue precificada a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,61%, sendo negociado a R$ 5,4449 para venda e a R$ 5,4429 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4354 e a máxima de R$ 5,4784.



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Panicum resistente para cavalos: qual a melhor opção além do tifton?


Escolher o pasto certo para cavalos pode fazer toda a diferença, principalmente quando o clima aperta. Quer otimizar a pastagem para seus cavalos e encarar a seca com mais preparo? Assista ao vídeo e confira as orientações.

E foi justamente essa a dúvida do criador Juarez Teixeira, de Jataí (GO), que perguntou ao quadro Giro do Boi Responde qual capim do gênero Panicum seria mais indicado para cavalos que pastam na seca, excluindo o tradicional Tifton.

A resposta veio de Josmar Almeida, zootecnista, mestre em Produção Animal e sócio da consultoria Gerente de Pasto. Segundo ele, algumas cultivares do gênero Panicum podem entregar ótimos resultados no manejo de equinos.

As melhores variedades de Panicum para cavalos

Dossel foliar de capim-Tamani (Panicum maximum cv. BRS Tamani) em pequenas parcelas. Foto: Allan Kardec Braga Ramos/Embrapa Cerrados
Dossel foliar de capim-Tamani (Panicum maximum cv. BRS Tamani) em pequenas parcelas. Foto: Allan Kardec Braga Ramos/Embrapa Cerrados

Segundo Almeida, as cultivares mais indicadas de Panicum para tropa são:

Essas três opções oferecem boa palatabilidade, qualidade nutricional e são adaptadas ao pastejo de cavalos. Elas também têm bom desempenho em diferentes regiões do país, inclusive no Centro-Oeste.

No entanto, é importante entender que mesmo essas cultivares enfrentam limitações durante a seca.

Capim milagroso para a seca? Não existe!

Cultivar Brasilisk, capim brachiaria ou braquiarinha, espécie de gramínea forrageira. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste
Cultivar Brasilisk, capim brachiaria ou braquiarinha, espécie de gramínea forrageira. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste

Josmar foi direto: não há capim milagroso que sustente bem a pastagem em pleno período de estiagem. E os motivos são conhecidos dos pecuaristas:

  • Menos chuva no período seco;
  • Temperaturas mais baixas, que reduzem o crescimento das plantas;
  • Menos luz solar (fotoperíodo), limitando a fotossíntese.

Esses três fatores reduzem drasticamente a produção de forragem. Uma área que sustenta de 2 a 3 unidades animal por hectare na época das águas pode cair para 1 ou até menos durante a seca.

Como encarar a seca sem prejudicar a tropa?

A solução, segundo o especialista, não está apenas em escolher a cultivar correta, mas em planejar o sistema de produção. Para isso, o criador deve:

  1. Reconhecer a queda na oferta de pasto no período seco;
  2. Avaliar a necessidade de suplementação, com feno ou silagem;
  3. Reduzir a lotação animal temporariamente, vendendo parte da tropa, se necessário.

Esse tipo de planejamento evita perda de escore corporal, mantém a saúde dos cavalos e garante desempenho zootécnico adequado, mesmo nos meses mais secos.

Manejo inteligente garante resultado o ano todo

Ter boas cultivares de Panicum é importante, mas o sucesso do sistema está no conjunto do manejo. Isso inclui planejamento forrageiro, suplementação adequada e controle de lotação. E quando se trata de equinos, o cuidado deve ser ainda mais apurado.

Com as orientações corretas, como as que Josmar Almeida trouxe ao Giro do Boi Responde, é possível garantir desempenho, bem-estar e produtividade da tropa — mesmo nos meses mais difíceis do ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes: mitos e verdades



Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial



Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial
Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial – Foto: Canva

Os fertilizantes são essenciais para garantir a produtividade agrícola, fornecendo ao solo os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável das culturas. No entanto, persistem dúvidas e equívocos sobre seu uso. De acordo com Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição e tecnologia de aplicação, sem fertilizantes não seria possível produzir alimentos em escala suficiente para abastecer a população mundial.

Um dos mitos mais comuns é a confusão entre fertilizantes e agroquímicos. Enquanto os primeiros nutrem as plantas, os segundos protegem as lavouras contra pragas e doenças. Outro equívoco frequente é a ideia de que fertilizantes orgânicos são sempre melhores. Segundo Schiavo, o ideal é escolher o produto que melhor atende às necessidades da lavoura — ambos os tipos têm vantagens e podem ser usados de forma complementar.

Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial, pois o acúmulo de certos nutrientes pode inibir a absorção de outros, impactando negativamente a lavoura. Já a noção de que os fertilizantes são nocivos ao meio ambiente ou à saúde humana é incorreta. O uso adequado, seguindo os princípios dos 4Cs (fonte certa, dose certa, hora certa e local certo), evita impactos ambientais e garante segurança alimentar.

Por fim, Schiavo lembra que os nutrientes fornecidos às plantas são, em grande parte, os mesmos necessários ao corpo humano, como o nitrogênio nas proteínas e o fósforo nos ossos. Por isso, o uso racional e bem orientado dos fertilizantes é uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade da produção de alimentos.

“Por exemplo: Para sintetizar proteínas, as plantas utilizam nitrogênio, que é a mesma classe de moléculas que constitui nossos músculos. O fósforo fornecido às plantas é o mesmo que compõe nossos ossos e dentes”, finaliza Schiavo.





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Preços de soja em véspera de feriado: caíram ou subiram?



O mercado brasileiro de soja apresentou preços mistos nesta terça-feira (8), com ritmo lento de negócios. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve algumas negociações pontuais nos portos, mas voltadas para entrega futura. Os melhores preços foram verificados para agosto e setembro, mas sem grande volume reportado.

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No mercado interno, as negociações seguiram travadas, com os preços no interior ainda muito acima da paridade de exportação, o que, segundo Silveira, reflete uma postura mais firme do produtor rural em relação ao basis local.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 117,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa, pressionados pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e pelas incertezas sobre a política tarifária do país.

A boa perspectiva de safra nos EUA adiciona oferta a um mercado já abastecido pelo Brasil, enquanto a possibilidade de retaliações comerciais por parte de importadores gera cautela nos negócios.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve divulgar nesta sexta-feira (11) seu novo relatório mensal, com expectativas de leve corte na produção de soja dos EUA em 2025/26. No entanto, os estoques devem ser revisados para cima.

A estimativa para a safra norte-americana deve cair de 4,340 bilhões para 4,331 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, o número para 2025/26 deve subir de 295 para 304 milhões de bushels, enquanto o número de 2024/25 pode avançar de 350 para 358 milhões.

No cenário global, o mercado aposta em estoques finais de 124,3 milhões de toneladas em 2024/25 e 125,5 milhões para 2025/26. A estimativa para a safra brasileira deve subir de 169 para 169,4 milhões de toneladas, e a da Argentina de 49 para 49,2 milhões.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 10,25 centavos (0,99%) a US$ 10,21 1/4 por bushel. A posição novembro caiu 3,25 centavos (0,31%), a US$ 10,17 1/2. No farelo, a posição agosto caiu US$ 1,50 (0,55%), a US$ 270,70 por tonelada. O óleo com vencimento em agosto subiu 0,17 centavo (0,31%), a 54,11 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,61%, cotado a R$ 5,4449 na venda e R$ 5,4429 na compra. A moeda oscilou entre R$ 5,4354 e R$ 5,4784 ao longo do dia.



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Preço da cesta básica diminui em junho, mas acumulado do ano mostra alta



A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que o custo da cesta básica diminuiu em 11 localidades e aumentou em seis capitais. O levantamento foi feito entre os meses de maio e junho.

O estudo apontou que as maiores baixas foram em:

  • Aracaju (-3,84%);
  • Belém (-2,39%);
  • Goiânia (-1,90%);
  • São Paulo (-1,49%); e
  • Natal (-1,25%)

Já as maiores altas foram registradas em Porto Alegre (1,50%) e Florianópolis (1,04%).

Apesar de ter caído o custo, a cesta básica em São Paulo continua sendo a mais cara do país, com o valor de R$ 831,37. Na sequência estão Florianópolis (R$ 867,83), Rio de Janeiro (R$ 843,27) e Porto Alegre (R$ 831,37).

As capitais com os valores da cesta básica mais baixos, porém com a composição diferente de produtos e com menores valores médios, foram Aracaju (R$ 557,28), Salvador (R$ 623,85), Joao Pessoa (R$ 636,16) e Natal (R$ 636,95).

Aumento de preços

Na comparação dos valores da cesta entre junho do ano passado e junho de 2025, quase todas as capitais tiveram aumentos de preço. Nesse caso, as variações foram de 1,73% em Salvador e 9,39% no Recife. A redução ocorreu apenas em Aracaju, com -0,83%.

No acumulado do ano, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, todas as capitais incluídas na pesquisa mostraram alta nos preços da cesta, com índices que oscilaram, por exemplo, em mais 0,58% em Aracaju e 9,10% em Fortaleza.

Preços dos produtos

Entre os produtos que tiveram baixas está a batata, que diminuiu nas capitais do centro-sul nos meses de maio e junho. Em Belo Horizonte e Porto Alegre, por exemplo, as quedas ficaram em em -12,62% e -0,51%, respectivamente.

O açúcar, por sua vez, diminuiu em 12 cidades no período, ficando estável no Recife e aumentando em quatro capitais, sendo o mais alto em Campo Grande (1,75%). As maiores reduções no preço do açúcar ocorreram em Brasília (-5,43%), Vitória (-3,61%), Goiânia (-3,27%) e Belém (-3,15%).

No mesmo período aferido pela pesquisa do Dieese, o preço do leite integral diminuiu em 11 capitais, casos de Brasília (-2,31%) e Curitiba (-0,65%). Já em cinco cidades, os valores se elevaram, como aconteceu em Aracaju (2,11%). A maior alta foi no Recife (8,93%), sendo que em outras 12 houve retração no preço médio do produto, com variações, por exemplo, em Campo Grande (-7,99%) e São Paulo (-0,71%).

O tomate aumentou em dez capitais entre maio e junho, sendo registradas variações no Rio de Janeiro (0,29%) e Porto Alegre (16,90%). Em outras sete, o preço caiu, com a maior variação em Aracaju (-21,43%).

No período de 12 meses, o tomate baixou de preço em 16 capitais, sendo que o valor médio diminuiu, por exemplo, em Aracaju (-25,29%), Salvador (-19,72%) e no Rio de Janeiro (-14,48).



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Agro baiano bate recorde de empregos com alta de 509% em maio



O setor agropecuário da Bahia alcançou em maio de 2025 o maior número de empregos formais ativos desde o início de 2024. Foram gerados 2.558 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 8.756 admissões e 6.198 desligamentos.

Os dados divulgados nesta terça-feira (8), foram extraídos do mais recente Relatório de Empregos no Agro do Sistema Faeb/Senar. De acordo com documento, a alta de 35,1% nas contratações em relação a abril e a queda de 10,9% nas demissões explicam o saldo positivo do mês.

Comparando com maio de 2024, o crescimento do saldo foi ainda mais expressivo: 509% de aumento. Com isso, os postos totais de empregos formais na agropecuária baiana chegaram a 132.414 vínculos ativos, uma alta de 3,4% em doze meses.

Crescimento de vagas em 2025

De acordo com a Faeb, os dados confirmam a tendência de recuperação e expansão no mercado de trabalho do agro baiano observada desde o início do ano.

Após fechar 2024 com queda no número de vínculos, atingindo 126,9 mil em dezembro, o setor iniciou 2025 em ritmo de alta, ultrapassando o patamar de 132 mil vínculos formais em maio, o maior da série recente.

Segundo a assessoria econômica do Sistema Faeb/Senar, o comportamento segue padrão sazonal, com picos nos meses de colheita e atividades intensificadas no campo.

A expectativa é de que os próximos meses mantenham níveis elevados de contratações, especialmente com a finalização da colheita da soja e o avanço de culturas como frutas, algodão e café – que vive momento de alta nas exportações.

Geração de empregos por cadeia produtiva

As atividades com maior saldo de emprego formal em maio foram:

  • Cultivo do café: 636 novos postos;
  • Fruticultura (exceto laranja e uva): 507 novos postos;
  • Cultivo do algodão: 345 novos postos;
  • Cana-de-açúcar: 342 novos postos;
  • Atividades de apoio à agricultura (como preparo de solo e irrigação): 314 novos postos.

Segundo o Sistema Faeb/Senar, os dados apresentados integram o relatório mensal da assessoria econômica da entidade, elaborado com base nas informações do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O levantamento acompanha de forma sistemática o comportamento do mercado de trabalho formal no setor agropecuário baiano, com recortes por município, segmento produtivo e variação histórica.


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