segunda-feira, maio 18, 2026

Autor: Redação

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Chuvas extremas e doenças no rebanho: ameaça crescente à pecuária


Chuvas extremas e doenças no rebanho
Foto: Divulgação l Fazenda Pantanal

Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.539 desastres relacionados a chuvas intensas, como enxurradas, inundações e deslizamentos, segundo o relatório Temporadas das Águas, da Unifesp. O número representa um aumento de 223% em relação à década de 1990 e deve seguir crescendo, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se projeta aumento de até 30% no volume de chuvas até 2100.

Esse novo cenário climático não afeta apenas estradas, lavouras e estruturas. Ele representa também uma ameaça silenciosa à sanidade dos rebanhos, com impactos diretos na produtividade, bem-estar e rentabilidade das fazendas.

A combinação entre solo encharcado, barro acumulado e matéria orgânica em decomposição forma o ambiente ideal para a proliferação de bactérias, fungos e vermes. Conheça as principais doenças que tendem a crescer com as chuvas intensas:

Mastite

O contato constante dos tetos com lama e sujeira eleva o risco de infecção nas vacas leiteiras. A doença compromete a qualidade e o volume do leite, além de demandar tratamentos prolongados e custo adicional com medicamentos.

Pododermatite

Áreas alagadas favorecem lesões nos cascos, causando dor, claudicação e perda de desempenho. O animal reduz o consumo de alimentos e o ganho de peso, afetando diretamente os índices zootécnicos.

Verminoses gastrointestinais

A umidade constante nas pastagens acelera o ciclo de vida de parasitas internos. Os bovinos infectados apresentam perda de apetite, fraqueza e maior suscetibilidade a outras doenças.

Além da saúde, o estresse provocado por ambientes úmidos e insalubres também afeta a imunidade dos animais, dificultando a recuperação e aumentando os riscos de novos surtos.

A ameaça invisível das doenças no rebanho
Foto: Divulgação l Fazenda Pantanal

Impactos econômicos vão além da sanidade animal

As consequências das doenças causadas por chuvas extremas não param nos diagnósticos clínicos. Há elevação nos custos com tratamento veterinário, perdas de produção, aumento da mortalidade em rebanhos jovens e queda na fertilidade de matrizes.

Em propriedades com produção intensiva ou genética de alto valor, qualquer prejuízo sanitário representa perdas expressivas. O manejo diário também se torna mais difícil em áreas com lama excessiva, atrasando manejos como apartação, vacinação e alimentação.

Boas práticas ajudam a prevenir prejuízos sanitários

Diante do aumento da frequência de eventos extremos, o pecuarista deve adotar estratégias estruturais e sanitárias adaptadas ao novo clima. Confira as principais recomendações:

1. Reavalie áreas de manejo

  • Evite deixar os animais em locais alagadiços.
  • Mapeie áreas de drenagem deficiente.

2. Melhore a infraestrutura

  • Use pisos drenantes em currais e áreas de ordenha.
  • Proteja cochos e bebedouros com coberturas.
  • Mantenha locais de descanso secos e limpos.

3. Refine o controle sanitário

  • Faça vermifugação estratégica com base em exames.
  • Atualize o calendário vacinal.
  • Reforce a limpeza de piquetes e descarte de matéria orgânica.

4. Conte com assistência técnica

  • A atuação de um médico-veterinário é essencial para prevenir surtos, adaptar protocolos e responder com agilidade a qualquer sinal clínico.

O avanço das chuvas intensas como padrão climático exige uma mudança de mentalidade na pecuária nacional. A adoção de medidas preventivas, o fortalecimento da estrutura sanitária das fazendas e a atenção constante ao bem-estar animal são caminhos sem volta para garantir produtividade com sustentabilidade.



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Lula cresce com os pobres e reage a Trump para unir o país


O Brasil caminha para integrar a metade mais pobre do mundo em renda per capita, uma estatística que, em tese, deveria gerar indignação nacional. No entanto, em um ambiente de alta polarização, esse dado ganha contornos estratégicos para o governo Lula, que tem nas camadas mais pobres da população seu principal reduto eleitoral. O que é ruim para a nação pode ser funcional para o projeto de poder.

Segundo estimativas recentes, a renda per capita brasileira está estagnada e o país perde posições no ranking global, apesar de ainda figurar entre as maiores economias em termos absolutos de PIB. Na prática, isso significa que o brasileiro médio está mais pobre que a média mundial, mesmo em um país com potencial agrícola, industrial e energético expressivo. Essa distorção é o reflexo de uma economia desequilibrada, concentrada e dependente de políticas de transferência.

É nesse cenário que Lula prepara seu discurso de reeleição: o de protetor dos pobres frente a uma elite vista como insensível e contrária às conquistas sociais. Programas como o Bolsa Família, que hoje atende mais de 21 milhões de famílias com benefícios de no mínimo R$ 600 mensais, serão o eixo central da narrativa governista. O recado é direto: “se Lula cair, os benefícios caem juntos”.

Essa estratégia tem precedente. Em 2006, 2010 e 2014, o PT conseguiu ampliar sua base política nas regiões mais pobres do país, associando sua permanência no poder à continuidade dos programas sociais. Agora, com a volta de Lula, esse modelo ganha nova roupagem, mais agressiva: com um discurso polarizado que confronta diretamente “ricos contra pobres” e responsabiliza a oposição por tentar impedir que o governo “cuidasse dos mais necessitados”.

A retórica é simples, porém potente: “eles querem cortar, nós queremos cuidar”. E ganha força em um contexto de impasse fiscal, onde qualquer proposta de contenção de gastos é facilmente interpretada como ataque aos mais vulneráveis.

Contudo, a oposição também contribui, mesmo que involuntariamente, para esse quadro. Sem apresentar um projeto claro de superação da pobreza, desenvolvimento produtivo e mobilidade social, seus parlamentares — muitas vezes divididos — acabam cedendo à pressão popular e votando a favor da ampliação de benefícios sociais, com receio do custo político de se opor. O resultado é um ciclo em que, na prática, a oposição alimenta o mesmo cenário que fortalece eleitoralmente Lula no Congresso Nacional.

Além disso, Lula encontrou uma nova oportunidade de agregar o povo em torno de si diante das críticas recentes de Donald Trump ao Brasil e aos Brics, uma postura que desperta o sentimento de união patriótica e reforça sua liderança diante de ataques externos.

Enquanto isso, o Brasil empobrece. A dívida pública se aproxima de 80% do PIB, os juros continuam altos para conter a inflação alimentada pelo gasto público, e a produtividade segue em baixa. Benefícios como o Bolsa Família aliviam a miséria, mas não resolvem suas causas. Pior: sua expansão contínua sem contrapartida produtiva gera dependência estrutural.

A verdade incômoda é que o país está diante de um dilema: transformar a proteção social em ponte para a autonomia produtiva ou manter-se preso ao ciclo da pobreza financiada pelo Estado. Lula escolheu a segunda via, ao menos enquanto durar sua aposta eleitoral.

Se vencer, terá capital político para seguir nesse modelo. Mas, se perder, deixará ao próximo governo uma bomba fiscal e social de efeitos imprevisíveis, e uma população ainda mais cética em relação a qualquer promessa de futuro que não passe pela dependência do Estado.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Do campo às gôndolas: o caminho sustentável do mel amapaense


Edicleuma Santana é apicultora e empresária em Macapá (AP). À frente da ‘Colmeiamazon’, ela encontrou na apicultura uma forma de gerar renda enquanto preserva o meio ambiente.

“Na apicultura, você trabalha em cima da preservação, é obrigatória a preservação do ambiente para você tirar o néctar do mel”, explica Santana, que também valoriza o potencial funcional do produto.

“A gente trabalha com produtos naturais, eficientes e funcionais, que entram no organismo, promovem saúde, fortalecem o corpo e reduzem a necessidade de remédios artificiais.”

Com isso, todos os produtos são sem conservantes. O portfólio inclui o tradicional mel com própolis, um antepasto de mel com mostarda e condimentos, além de versões com pimenta e uma compota de abacaxi com gengibre, cúrcuma e mel. Assim, valoriza ingredientes regionais e os sabores amapaenses.

Além disso, Santana estuda fortalecer a cadeia produtiva no estado. “A apicultura pode se integrar em várias culturas como na produção do açaí, na produção das frutas e junto com a agricultura familiar também ela entra para fortalecer.”

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Edicleuma Santana, apicultora e empresária amapaense. Foto: Divulgação | Canal Rural

Superando desafios

Com o crescimento da produção, veio a dificuldade de escoar o mel.

“Trabalha comigo meu marido e o meu irmão. Quando a nossa produção aumentou, nós tivemos dificuldade em escoar. Foi então que procuramos o Sebrae/AP, que por meio do conhecimento, conseguimos avançar na evolução dos produtos, nas embalagens e na questão organizacional e empresarial”, conta.

Atualmente, Santana participa de feiras e eventos, muitas vezes, com o apoio do Sebrae/AP para apresentar seus produtos, e o retorno, tem sido positivo.

Mais do que oferecer um alimento saudável, Santana mostra que é possível empreender com propósito, cuidando das pessoas e do meio ambiente ao mesmo tempo.



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Frio, geadas e chuvas afetam rebanhos bovinos


As condições climáticas adversas registradas nas últimas semanas no Rio Grande do Sul, com frio intenso, geadas e excesso de chuvas, têm provocado prejuízos à bovinocultura. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), os impactos incluem perda de peso dos animais, piora na condição corporal e até óbitos por desnutrição em regiões mais afetadas.

“Nas áreas mais críticas, os produtores relatam mortes de animais e dificuldades no manejo, o que exigiu a adoção de medidas emergenciais, como suplementação alimentar e adaptação dos sistemas produtivos”, informou a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, especialmente em São Gabriel, observou-se grande número de vacas e terneiros com baixa condição corporal. Em alguns casos, já há registros de mortes por desnutrição. Em Itaqui, mesmo nas áreas com pastagens cultivadas de inverno, os produtores não conseguem concluir a terminação dos lotes. Em Manoel Viana, os prejuízos foram ampliados pela destruição de cercas em decorrência das enchentes, comprometendo o manejo dos animais.

Em Caxias do Sul, os rebanhos criados em sistema extensivo sofreram perdas de peso. Já os animais que recebem suplementação mantiveram a condição corporal. A região também enfrenta dificuldades para monitorar vacas gestantes devido ao excesso de chuva. Em Erechim, embora o estado nutricional dos animais esteja, em geral, dentro dos parâmetros técnicos, há perda de peso em sistemas com alta lotação e limitação de pasto. Terneiros desmamados estão sendo direcionados para recria, enquanto novilhas e vacas vazias seguem para terminação.

Em Frederico Westphalen, o frio e a umidade têm comprometido o conforto térmico dos rebanhos, com reflexos no ganho de peso. Em Passo Fundo, a redistribuição dos animais para áreas de campo nativo não foi suficiente para evitar a perda de escore corporal. A baixa disponibilidade de forragem e o manejo dificultado pelas chuvas intensas são apontados como causas principais.

A situação em Pelotas é mais controlada. Apesar do desconforto gerado pelo clima, os animais mantêm boas condições corporais e sanitárias. A suplementação com sal mineral proteinado está sendo usada para preservação nutricional, e as gestações seguem em andamento. O mercado de exportação de terneiros está aquecido, e os remates em Canguçu foram adiados devido ao clima.

Em Santa Rosa, os produtores iniciaram as terminações em confinamento. Nos sistemas a pasto, o peso dos bovinos caiu, embora o escore corporal ainda esteja considerado adequado. Já em Soledade, a escassez de forragem tem levado os animais a se deslocarem mais, intensificando o pisoteio, a compactação do solo e a formação de barro, o que compromete o desenvolvimento do campo.





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AgroNewsPolítica & Agro

Laranja precoce movimenta mercados locais



Colheita de laranjas avança em Passo Fundo com boas perspectivas




Foto: Pixabay

As atividades de colheita das variedades precoces de laranja Rubi e Salustiana seguem em andamento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo. Já as variedades tardias, como Valência e Folha Murcha, entraram em fase inicial de maturação. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (3).

Segundo o boletim, os citricultores mantêm o manejo fitossanitário com aplicações preventivas contra doenças como pinta-preta e cancro-cítrico, além do controle de pragas como mosca-branca e mosca-das-frutas. Também são realizadas adubações com cloreto de potássio e o plantio de cobertura vegetal no solo. Nos pomares em formação, as práticas incluem poda de formação e remoção de ramos malformados ou doentes.

“A expectativa é de produtividade satisfatória”, informou a Emater/RS-Ascar. A colheita das laranjas precoces é direcionada ao consumo in natura, com comercialização em mercados locais e regionais. A maior parte da produção, no entanto, é destinada à indústria.

Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 1,00 e R$ 1,40 por quilo, o que tem estimulado a perspectiva de ampliação da área plantada, impulsionada pelo bom desempenho comercial registrado na safra anterior.





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Frente fria se afasta e deixa rastro de pancadas de chuva



Frente fria se afasta do Sul, mas frio não abandona os estados da Região. No Nordeste, tempo segue instável em toda a costa leste, trazendo pancadas de chuva de moderada intensidade. Confira a previsão para o Brasil inteiro:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A frente fria se afasta do Sul do país, mas o transporte de umidade do oceano para o continente favorece a chuva no litoral do Paraná. As demais áreas da Região têm tempo firme com predomínio de sol. Contudo, as temperaturas ficam baixas, especialmente ao amanhecer, devido à influência do ar frio. Os termômetros seguem em patamares amenos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, enquanto no norte do Paraná se elevam um pouco mais.

Sudeste

Na quarta-feira, uma frente fria de fraca intensidade atua no oceano, favorecendo chuva fraca e isolada no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. No norte do Espírito Santo a infiltração marítima pode provocar pancadas moderadas, enquanto as demais áreas do estado, bem como Minas Gerais, interior de São Paulo e Rio de Janeiro, tem predomínio de tempo firme. As temperaturas permanecem mais baixas ao amanhecer e esquentam um pouco mais pelo oeste e norte paulista.

Centro-Oeste

Predomínio de tempo firme e sem chuva em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso. O sol vai aparecer desde as primeiras horas do dia, contribuindo para a elevação das temperaturas durante a tarde. Amanhece com temperaturas mais baixas no sul e sudoeste do território sul-mato-grossense. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% nos três estados.

Nordeste

O tempo segue instável e com pancadas de chuva em toda a costa leste do Nordeste. Pode chover entre moderada a forte intensidade no sul e litoral norte da Bahia, e entre Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Na Paraíba e no Rio Grande do Norte a chuva é mais isolada, e no norte do Maranhão e litoral do Piauí pode ocorrer precipitações moderadas. Já no interior, tempo seco e quente com baixa umidade relativa do ar nos horários de maior aquecimento.

Norte

O calor e a alta umidade continuam estimulando a formação de nuvens carregadas e as pancadas de chuva sobre a metade norte do Amazonas, em Roraima, Amapá e norte do Pará, onde pode chover com até forte intensidade. Por outro lado, o ar seco predomina em Rondônia, sul do Pará e no Tocantins, onde a umidade do ar pode atingir níveis de atenção nos horários de maior aquecimento.



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São Paulo amplia produção de biogás com resíduos da cana-de-açúcar


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo informou sobre iniciativas voltadas à transição energética e ao fortalecimento do setor sucroenergético. Dentre os destaques está a instalação do primeiro gasoduto destinado exclusivamente ao transporte de biometano, em Presidente Prudente. O projeto, conduzido pela empresa Nécta Gás Natural, envolve investimento de R$ 12 milhões e prevê a implantação de uma rede de 40 quilômetros, com expectativa de atender 5 mil pessoas e 58 estabelecimentos. O fornecimento do gás será feito pela Usina Cocal, localizada no município de Narandiba, próximo à região.

A iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas à transição energética no estado de São Paulo. Entre elas, está o licenciamento ambiental das plantas de produção de biocombustíveis do setor sucroenergético, apresentado em 2024 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, por meio da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

O estado conta com cerca de 5,5 milhões de hectares cultivados com cana-de-açúcar e mantém-se como principal produtor nacional. Resíduos da cultura, como bagaço, vinhaça, palha e torta de filtro, são utilizados na geração de biogás. Após purificação, esse biogás se transforma em biometano, combustível com composição semelhante à do gás natural.

Parte desse avanço se deve ao trabalho desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O Programa Cana IAC, que completa 30 anos em 2024, promoveu o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes, além de tecnologias de manejo e ações em melhoramento genético, impulsionando o setor sucroenergético paulista.

Estudo conjunto da Fiesp e do Governo do Estado aponta que a produção de biometano pode alcançar 6,4 milhões de metros cúbicos por dia, frente aos atuais 0,4 milhão, o que representa o potencial de suprir até 40% da demanda de gás natural em São Paulo. O estudo estima ainda a criação de até 20 mil empregos diretos e indiretos, com redução de 16% nas emissões previstas nas metas climáticas estaduais.





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Dia do Chocolate reforça valor da produção artesanal



Gramado tem chocolate com Indicação Geográfica




Foto: Pixabay

Nesta segunda-feira (7), data em que se celebra o Dia Mundial do Chocolate, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou a importância do reconhecimento da origem geográfica do produto como forma de valorização da cadeia produtiva cacaueira no Brasil. A pasta tem incentivado o registro de Indicação Geográfica (IG) para produções de chocolate que se destacam por suas características específicas de solo, clima, relevo e práticas culturais.

Segundo a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), o registro de IG pode assumir duas modalidades: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). A IP refere-se a regiões que se tornaram conhecidas por determinada produção ou extração. Já a DO exige que as qualidades do produto estejam diretamente ligadas ao meio geográfico e aos fatores naturais e humanos locais.

O Brasil já conta com reconhecimentos relevantes no setor. A Associação de Indústria e Comércio de Chocolates Caseiros de Gramado, no Rio Grande do Sul, obteve o selo de IP em 2021, por sua tradição na produção artesanal. No segmento de cacau, duas associações receberam o reconhecimento: a Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia e a Associação dos Cacauicultores de Linhares, no Espírito Santo, ambas pela produção de amêndoas com potencial de transformação em chocolate.

Para conquistar o selo, é necessário que a região comprove uma origem geográfica específica, características distintas do produto, métodos de produção tradicionais e um sistema de controle e registro. A certificação é concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), com o Mapa atuando como fomentador dos processos e da qualificação das cadeias produtivas.

O Mapa avalia que o reconhecimento fortalece a produção rural, valoriza o produto artesanal e promove o desenvolvimento das economias locais. Além disso, o selo assegura autenticidade e reforça a confiança do consumidor em relação à procedência e qualidade do chocolate brasileiro.





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Frio e férias influenciam preços de frutas em Minas Gerais


A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) divulgou, com apoio da Emater-MG, Epamig e IMA, a mais recente análise dos preços das frutas comercializadas na unidade da Ceasa Minas em Contagem. O levantamento, referente ao período de 23 de junho a 4 de julho de 2025, aponta variações nos preços influenciadas principalmente por fatores climáticos e pela demanda atípica durante o recesso escolar.

Segundo a análise, entre as dez frutas mais comercializadas no entreposto — como banana, limão, mamão, maçã, manga, melancia e uva — apenas algumas mantiveram os preços estáveis, como o abacaxi, o coco verde, a laranja pera, a melancia e a uva Itália. Já produtos como banana, limão Tahiti e mamão apresentaram elevação nas cotações.

O mamão, por exemplo, teve alta mesmo com a demanda moderada. A Seapa destacou que as temperaturas mais baixas reduziram a oferta nacional, resultando em frutos menores e menos maduros. “A menor disponibilidade nas lavouras e nos centros de distribuição sustenta os preços em patamar elevado”, avaliou a pasta.

No sentido oposto, maçã e manga registraram queda de preços. A redução no valor da maçã foi atribuída ao impacto das ondas de frio e ao recesso escolar, que retraíram o consumo. A manga Tommy também apresentou leve recuo, refletindo a menor procura durante o inverno nas regiões Sul e Sudeste, além da redução na demanda provocada pelas férias.

O levantamento, realizado semanalmente pela Seapa, integra uma estratégia de monitoramento do abastecimento e formação de preços baseada em custos, concorrência, oferta e demanda. O objetivo é antecipar impactos no mercado hortifrutigranjeiro e orientar os agentes da cadeia produtiva sobre os movimentos comerciais.

 





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Safra global de arroz 2025/26 deve atingir recorde



No Brasil, a conjuntura é desafiadora



No Brasil, a conjuntura é desafiadora
No Brasil, a conjuntura é desafiadora – Foto: Pixabay

A produção mundial de arroz na safra 2025/26 deve atingir um volume recorde de 542 milhões de toneladas, superando em 1% a colheita de 2024/25. Os estoques finais globais também devem alcançar patamar histórico, com 185,1 milhões de toneladas. As informações são da analista Marina Marangon Moreira, do Itaú BBA.

A Índia se destaca ao projetar sua décima safra recorde consecutiva, estimada em 151 milhões de toneladas, impulsionada pela ampliação da área plantada e pelo início precoce das monções. Com estoques iniciais elevados e a retomada das exportações após restrições na temporada 2023/24, os preços do arroz indiano devem se manter bastante competitivos no cenário internacional.

Nos Estados Unidos, as áreas de arroz estão em fase de desenvolvimento, com a maioria das lavouras em boas condições, contribuindo para o cenário global de ampla oferta. Esse ambiente de abundância tende a exercer pressão sobre os preços no mercado internacional.

No Brasil, a conjuntura é desafiadora. A forte oferta, aliada à competitividade externa, continua restringindo a liquidez do mercado interno. A tendência é de que esse quadro persista, a menos que haja ajustes na demanda ou redução dos estoques. Além disso, os preços deprimidos devem dificultar os investimentos na safra 2025/26. O USDA já projeta uma queda na produção brasileira para 7,6 milhões de toneladas, inferior à registrada em 2024/25.

“Do lado do varejo, uma retomada nos estoques deve ocorrer apenas quando os preços do arroz se estabilizarem. Porém, as aquisições vêm mostrando níveis fracos por um longo período, o que significa que o reabastecimento não deve demorar muito a acontecer”, conclui.

 





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