terça-feira, março 31, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Legumes e óleo de soja lideram altas no Sul


O levantamento “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, aponta que legumes e óleo de soja lideraram as altas de preço no Sul do país em setembro. O óleo de soja, essencial na cozinha dos brasileiros, passou de R$ 8,75 em agosto para R$ 9,28, alta de 6%. No Sul, o aumento foi ainda maior: 7%, impulsionado por custos agrícolas e oscilações climáticas.

A pesquisa revela que outros produtos agrícolas também registraram avanço. O café subiu 4,4% no mês, enquanto legumes e cerveja tiveram altas de 4,2% e 3,9%, respectivamente. As condições adversas de clima e o avanço desigual do plantio da safra 2025/26, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste, contribuíram para a pressão sobre os preços.

Por outro lado, itens básicos apresentaram recuos moderados, sinalizando um possível alívio ao consumidor. Queijos caíram 2,6%, carnes suínas 1,6%, e produtos como leite UHT, leite em pó e pão registraram quedas inferiores a 1%. No acumulado de 2025, o café segue como o campeão de altas, com valorização de 43,7%, seguido por margarina, creme dental e refrigerantes.

“A expectativa para os próximos meses é de uma desaceleração mais consistente nos preços de alimentos e bebidas, impulsionada pela recomposição de estoques e uma tendência de estabilização climática”, analisa Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid. “No entanto, o café deve seguir sem trégua, já que o setor deve continuar sentindo os efeitos da quebra de safra e da volatilidade internacional – aspectos que mantêm os preços pressionados no curto prazo”, conclui.

 





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Suprema Corte dos EUA analisa legalidade das tarifas impostas por Trump



A Suprema Corte dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira (5) o julgamento que definirá se o presidente Donald Trump agiu dentro da lei ao impor tarifas comerciais com base em uma norma de 1977. A decisão, esperada até o fim do ano, pode redefinir os limites da autoridade presidencial sobre a política de comércio exterior.

Disputa sobre os poderes presidenciais

O caso gira em torno da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), que permite ao presidente adotar medidas econômicas em situações excepcionais. Em 2018, Trump utilizou a legislação para impor tarifas sobre diversos produtos importados, alegando risco à segurança nacional.

Uma corte federal de comércio considerou que ele ultrapassou suas atribuições ao recorrer à lei. A decisão, contestada pelo governo, agora será reavaliada pela Suprema Corte. Segundo o banco ING, a revisão poderá determinar até onde o presidente pode ir em decisões unilaterais de política comercial.

Mais de 40 entidades e empresas apresentaram pareceres ao tribunal, afirmando que a incerteza em torno das tarifas atrasou investimentos e reduziu o consumo.

Impactos econômicos e fiscais

O Deutsche Bank calcula que mais da metade da arrecadação extra de tarifas neste ano, cerca de US$ 140 bilhões, tem origem nas medidas adotadas sob a IEEPA. Uma decisão contrária a Trump poderia obrigar o governo a devolver parte desses recursos, afetando as contas públicas.

Já o Rabobank avalia que o resultado é imprevisível e que a chance de vitória ou derrota é praticamente igual. Se a Suprema Corte confirmar a legalidade das tarifas, Trump terá uma importante validação política e econômica. Caso contrário, o poder do Executivo para intervir em questões comerciais seria significativamente limitado.

Mesmo em caso de derrota, analistas do ING apontam que a postura protecionista dos Estados Unidos deve continuar. O banco prevê que novas tarifas poderiam surgir em setores como fármacos, produtos químicos e automóveis, com impacto direto sobre a economia europeia.

Na véspera do julgamento, Trump classificou o processo como “de vida ou morte” para os Estados Unidos, afirmando que uma decisão favorável garantiria “segurança financeira e nacional” ao país.



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Koppert aposta na educação para impulsionar agro sustentável



A revolução dos bioinsumos está transformando o campo brasileiro — e a educação tem sido o motor dessa mudança. A avaliação é de Jaqueline Antônio, gerente de Comunicação e Marketing da Koppert, uma das líderes globais em controle biológico, que participou de entrevista ao programa A Protagonista Especial, durante o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), em São Paulo.

Segundo Jaqueline, o mercado de produtos biológicos no Brasil vive um salto histórico. “Há 14 anos, o setor não era visto como tecnificado. Hoje, cerca de 30% dos agricultores já utilizam o controle biológico, e as grandes marcas estão apostando nessa tecnologia”, destacou.

Do marketing à sustentabilidade

A trajetória da executiva no agro começou de forma pouco convencional. Formada em comunicação e com experiência no marketing educacional, Jaqueline atuou como empreendedora por uma década antes de ingressar na Koppert. “Quando a empresa chegou ao Brasil, vi a chance de unir meu propósito pessoal com o profissional. Sempre fui ligada à alimentação saudável e aos orgânicos. O controle biológico foi um encantamento imediato”, contou.

A Koppert, empresa familiar fundada em 1967 na Holanda, nasceu do trabalho de um agricultor de pepinos e hoje é referência mundial em soluções sustentáveis. “Quando entrei, eu tinha um pen drive com um logo e um sonho: transformar a comunicação e ajudar a contar essa nova agricultura”, lembrou.

Educação como base da transformação

Para Jaqueline, o avanço dos biológicos só é possível com capacitação. “A gente não muda nada sem educação. Nosso maior desafio foi ensinar o agricultor e o distribuidor a integrar o biológico ao manejo químico, sem oposição entre as tecnologias”, disse.

A Koppert Academy, projeto educacional da empresa, já capacitou mais de 7 mil pessoas, entre produtores, estudantes, distribuidores e equipes internas. “Nosso objetivo é formar influenciadores regionais, capazes de multiplicar conhecimento técnico e boas práticas”, disse.

Segundo ela, essa educação passa também pela comunicação. “Criamos materiais didáticos e conteúdos digitais que explicam como funcionam fungos, insetos e outros organismos benéficos. É um trabalho de ensino contínuo e técnico”, afirmou.

Da natureza para a natureza

Jaqueline reforçou que o trabalho da Koppert é guiado por um princípio simples: “da natureza para a natureza”. Os produtos desenvolvidos são baseados em microrganismos e inimigos naturais de pragas e doenças. “Pesquisamos esses organismos, estudamos sua viabilidade e devolvemos para a natureza em maior escala. É uma forma de cuidar do solo e da biodiversidade”, explicou.

Ela acrescentou que o Brasil está pronto para dar o próximo passo: exportar conhecimento e tecnologia. “Já temos unidades de produção de micro e macrobiológicos no país e estamos registrando nossos produtos em outros mercados da América do Sul. O Brasil virou referência e está pronto para ser exportador de biotecnologia agrícola”, afirmou.

Um caminho sem volta

Para Jaqueline, o futuro do agro passa pela integração entre ciência, sustentabilidade e propósito. “O controle biológico é um caminho sem volta. Estamos cuidando da terra e do mundo que queremos deixar para os nossos filhos”, disse.

A executiva convidou os interessados a conhecer o portal www.tecnologiaviva.com.br, projeto desenvolvido em parceria com o Canal Rural, que reúne episódios educativos sobre regulamentação, manejo e tecnologias biológicas. “Educar é o que move tudo”, concluiu.



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Mais da metade dos empresários considera bioeconomia importante, diz pesquisa



Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Instituto Nexus, aponta que 57% dos empresários consideram importante o tema da bioeconomia para o futuro da indústria – sendo que 20% o consideram de “total importância” e 37% dizem que “se importam muito”. Outros 20% consideram o tema “mais ou menos importante”, enquanto cerca de 4% dizem não se importar com o assunto.

Levando em consideração o recorte regional, a maior concentração de empresários que atribuem total importância da bioeconomia ao futuro da indústria está no Sudeste (22%) e no Sul (22%), seguidos do Nordeste (20%). Nas regiões Norte e Centro-Oeste, 8% do empresariado disse dar total importância ao tema.

Segundo o levantamento da CNI, 89% dos empresários apoiam a utilização econômica e responsável dos recursos naturais – sendo que 32% afirmam que a biodiversidade deve ser conservada, garantindo seu uso sustentável; 29% defendem que ela deve fazer parte dos negócios, sempre de forma sustentável; e 28% consideram que a biodiversidade deve fazer parte das políticas de responsabilidade socioambiental das empresas.

Cerca de 5% acreditam que a biodiversidade deve ser preservada totalmente e não deve ter uso econômico-comercial. Já outros 3% defendem que ela faça parte dos negócios sem haver preocupação com a sustentabilidade.

“Os dados da pesquisa confirmam a visão que a indústria brasileira já coloca a sustentabilidade como um vetor de competitividade e inovação. A bioeconomia e o uso inteligente de nossa biodiversidade são grandes diferenciais no cenário global. Na COP30, vamos mostrar ao mundo que o Brasil tem as soluções para uma nova economia de baixo carbono, e a indústria é protagonista dessa transformação”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Principais investimentos em sustentabilidade ambiental

Quando questionadas sobre qual deve ser o principal foco de investimento em sustentabilidade ambiental nas indústrias nos próximos dois anos, cerca de 33% dos empresários disseram priorizar o uso de fontes renováveis de energia; 28%, a modernização de máquinas para melhoria de aspectos ambientais.

Já 23% citaram o foco em ações para reduzir a geração de resíduos sólidos, enquanto 18% querem ter como prioridade ações para a otimização do consumo de energia.

Barreiras para implementação de ações

A pesquisa mostra ainda que 42% dos empresários mencionaram que a falta de incentivos do governo é a principal barreira para a implementação de ações de sustentabilidade no setor industrial. Em seguida, 35% apontaram a falta de uma cultura de sustentabilidade do mercado consumidor como um empecilho. Já 29% acreditam que a principal barreira esteja relacionada com os custos adicionais.

De acordo com o estudo, os empresários também encontram barreiras legais para o uso da biodiversidade em suas empresas. Para 35%, o principal entrave jurídico está na ausência de leis e normas sobre o acesso e o uso da biodiversidade, seguido da falta de fiscalização adequada para evitar o uso ilegal de recursos genéticos e conhecimentos tradicionais (33%) e dos obstáculos na implementação de mecanismos justos e equitativos para compartilhar os benefícios derivados do uso da biodiversidade (33%).

Custo competitivo

Quando questionados de forma espontânea pelo estudo sobre o que mais incentiva uma empresa a aumentar o uso de fontes renováveis, o custo mais competitivo (55%) aparece como o principal fator. Ele é seguido por incentivos fiscais (10%) e pela redução na emissão de poluentes (8%).

Segundo o levantamento, as indústrias adotam, em média, seis ações de sustentabilidade em suas linhas de produção. Entre as práticas mais comuns estão as ações para reduzir a produção de resíduos sólidos (90%), a otimização do consumo de energia (84%) e a modernização de máquinas para melhoria de aspectos ambientais (78%).

Para realizar a amostra, a Nexus entrevistou, por telefone, executivos de 1004 empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, sendo 503 sócios/proprietários/executivos de indústrias pequenas e 501 sócios/proprietários/executivos de indústrias de médio e grande porte, em todas as regiões do país.

Dentro de cada região, a amostra foi controlada por porte das empresas (pequenas, médias e grandes) e setor de atividade (CNAE).

As entrevistas foram realizadas entre 13 de agosto e 9 de setembro de 2025.



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Média do arroz cai 51,4% no comparativo anual



O Indicador do arroz em casca Cepea/Irga-RS teve média de R$ 58,00/saca de 50 kg em outubro, 6,2% inferior à do mês anterior e 51,4% abaixo da do mesmo período do ano passado (outubro/24), em termos nominais. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No acumulado de 2025, a queda nominal é de 43,2%. Segundo o instituto, os agentes seguem cautelosos em meio a incertezas quanto às medidas anunciadas pela Conab.

Nesse cenário, indústrias consultadas pelo Cepea relataram forte diminuição no volume de vendas de setembro para outubro. Este fator também reduziu o interesse na aquisição de matéria-prima. A estratégia predominante continua sendo a compra apenas para reposição pontual dos estoques de arroz.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Indicador do algodão em outubro é o menor em 16 anos



Em outubro, o preço médio do algodão em pluma no Brasil foi o menor desde outubro de 2009, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O Indicador Cepea/Esalq (pagamento em oito dias) teve média mensal de R$ 3,5176/lp, quedas de 5,16% em relação a setembro/25 e de 12,7% sobre outubro/24. Segundo o instituto, a desvalorização da pluma é resultado da oferta nacional recorde, dos consumos doméstico e internacional contidos e dos menores patamares das cotações externas e do dólar.

Nesse cenário, as negociações no spot nacional ocorrem de forma pontual. Pesquisadores explicam que parte dos agentes permanece concentrada no cumprimento de contratos a termo.

Produtores também têm voltado a atenção às atividades de campo relacionadas ao plantio da nova temporada de grãos. Ainda assim, o Cepea observou, ao longo de outubro, boa movimentação de negócios envolvendo ao algodão pluma da safra 2024/25 e também da temporada seguinte, a 2025/26.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Com plano de US$ 125 bilhões, Brasil quer transformar floresta em ativo global


O Brasil pretende chegar à COP30, em Belém, com um plano ambicioso de US$ 125 bilhões para valorizar economicamente as florestas tropicais e transformar a conservação em ativo global. O mecanismo, chamado Tropical Forests Forever Facility (TFFF), busca recompensar países tropicais por manterem suas florestas em pé, em vez de apoiar apenas projetos pontuais de carbono.

A proposta foi apresentada oficialmente na COP28, em Dubai, no fim de 2023, e será lançada em grande escala durante a conferência do clima de 2025. O plano prevê US$ 25 bilhões em recursos públicos ou filantrópicos e cerca de US$ 100 bilhões do setor privado. O Brasil já anunciou um aporte inicial de US$ 1 bilhão e trabalha para atrair novos parceiros, estimando até US$ 10 bilhões no primeiro ano de operação.

Quanto dinheiro está na mesa

O TFFF deve pagar cerca de US$ 4 por hectare ao ano de floresta efetivamente conservada, com monitoramento por satélite. Países que desmatarem podem sofrer penalidades severas, que chegam a US$ 400 por hectare destruído. Além disso, 20% dos recursos deverão ir diretamente a povos indígenas e comunidades locais que vivem nas áreas protegidas.

A COP30 será a vitrine global para consolidar o fundo e testar se o Brasil conseguirá liderar um novo modelo de financiamento climático permanente. A proposta representa uma mudança de mentalidade: não se trata de doação, mas de investimento com retorno ambiental e social.

Segundo a Conservação Internacional, o TFFF pode triplicar os recursos anuais destinados à Amazônia, que hoje variam entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões, chegando a até US$ 2 bilhões. O dinheiro poderá financiar proteção florestal, renda local, infraestrutura sustentável e tecnologias de monitoramento ambiental.

O que muda para o agro brasileiro

Para o agronegócio brasileiro, o programa pode abrir oportunidades em regiões de fronteira agrícola, onde produtores poderão integrar-se a arranjos de conservação e serviços ambientais, criando novas fontes de renda e fortalecendo a imagem internacional do setor. Por outro lado, a valorização da terra e o endurecimento das regras ambientais podem exigir maior eficiência e gestão produtiva.

Especialistas destacam que o sucesso do TFFF dependerá de governança transparente, monitoramento eficiente e critérios justos de distribuição dos recursos. Também há dúvidas sobre se o valor de US$ 4 por hectare será suficiente para compensar as pressões econômicas sobre o desmatamento.

Em resumo, a ideia é simples, mas de escala inédita: pagar anualmente por quem preserva a floresta. O plano soma US$ 125 bilhões, com US$ 1 bilhão já garantido pelo Brasil, e promete impacto social direto, ao destinar parte dos recursos a comunidades locais, e impacto econômico, ao abrir espaço para renda verde, novos investimentos e maior pressão por sustentabilidade no agro.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Preços do café oscilam em meio a cenário indefinido



Os preços do café (arábica e robusta) oscilaram com força ao longo de outubro. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Agentes consultados pelo instituto estiveram atentos à possível exclusão do grão da lista de produtos brasileiros com tarifação extra imposta pelos Estados Unidos, às condições climáticas no Brasil e no Vietnã e ao cenário de oferta ajustada.

Diante da volatilidade, pesquisadores explicam que a liquidez no mercado spot nacional esteve limitada, com produtores pouco interessados em negociar.

No campo, as chuvas registradas com a chegada da primavera favoreceram o desenvolvimento das lavouras de café arábica e melhoraram as condições das plantações de robusta no Espírito Santo.

As floradas da safra 2026/27 agora dependem de novas precipitações para se desenvolver adequadamente e garantir um bom pegamento. Estes fatores são essenciais para o início da produção.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago após forte valorização



As compras chinesas seguem lentas


As compras chinesas seguem lentas
As compras chinesas seguem lentas – Foto: Leonardo Gottems

A soja encerrou a terça-feira em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), após registrar fortes ganhos nos últimos dias. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado passou por um movimento de correção natural, após as cotações atingirem o maior nível dos últimos 16 meses e acumularem a maior alta mensal em quase cinco anos. O ajuste foi impulsionado por realizações de lucro e pela perda momentânea de competitividade da soja norte-americana no cenário exportador.

Nesse cenário, o contrato de soja para novembro fechou em baixa de 1,03%, a US$ 1108,25 por bushel, enquanto o de janeiro caiu 1,12%, cotado a US$ 1121,50. Entre os derivados, o farelo de soja para dezembro recuou 1,06%, a US$ 317,4 por tonelada curta, e o óleo de soja encerrou em baixa de 0,62%, a US$ 49,53 por libra-peso. As quedas refletem o equilíbrio delicado entre o preço elevado, que estimula o produtor americano a vender no mercado físico, e o enfraquecimento da demanda externa, especialmente por parte da China.

As compras chinesas seguem lentas, sem confirmação de novos acordos comerciais entre Pequim e Washington. A ausência de declarações oficiais do governo chinês sobre compromissos de importação mantém os traders cautelosos, contribuindo para a volatilidade dos preços. Ainda assim, analistas avaliam que a tendência de curto prazo é de acomodação, após semanas de valorização expressiva, enquanto o mercado monitora a evolução da demanda asiática e as condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos e da América do Sul. As informações foram divulgadas nesta manhã de quarta-feira.

 





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Fendt: tecnologia alemã apoia produtor em cada etapa da safra, do plantio à colheita



Cada decisão no campo, do preparo do solo ao manejo da lavoura de soja, define o sucesso da safra. Nesse cenário, as máquinas Fendt, tecnologia alemã do Grupo AGCO, se tornam verdadeiras aliadas do produtor, oferecendo eficiência, conforto, economia e máximo aproveitamento de energia e insumos. Essa combinação de inovação e desempenho ganha ainda mais relevância em uma temporada que promete ser histórica: segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de soja 2025/26 deve chegar a 177,6 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de um novo recorde nacional.

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Há mais de 90 anos, a Fendt leva a paixão pela agricultura a cada inovação, em cada trator e em toda a tecnologia que desenvolve. A marca é movida pelas pessoas que alcançam alto desempenho com seus produtos. Além de tratores, o portfólio da Fendt inclui colheitadeiras, soluções para colheita de forragem e tecnologia para agricultura inteligente.

Fendt na abertura do plantio de soja no Brasil 

Em um momento simbólico que marcou o início da temporada 25/26, a Fendt esteve presente na Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, realizada na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). Durante o evento, a marca apresentou soluções de alta tecnologia, mostrando na prática como a engenharia alemã aplicada ao agro brasileiro contribui para produtividade, economia e sustentabilidade.

A Fendt levou equipamentos de alta performance, como a plantadeira Fendt Momentum e o trator Fendt 942 Vario. Rafael Pereira, coordenador comercial da Fendt, destacou: “Estivemos com tecnologia de ponta no evento, incluindo os tratores e as plantadeiras Momentum de 38 linhas. Todos os equipamentos são embarcados com sistemas que permitem ao produtor operar com máxima precisão e produtividade.” 

As demonstrações reforçaram como a engenharia alemã aplicada ao campo brasileiro ajuda a reduzir o consumo de combustível, aumentar a eficiência e proporcionar maior conforto ao operador.

A Fazenda Recanto, anfitriã do evento, é referência em produtividade e sustentabilidade. O proprietário Lúcio Basso comentou: “Você não vê fumaça saindo do escape, mesmo com o trator operando em plena carga. Isso mostra o quanto a Fendt se preocupa em unir potência, economia de combustível e respeito ao meio ambiente.” Para Rafael Antônio Costa, diretor comercial da Fendt, a presença da marca em um momento simbólico como o início da safra demonstra o alinhamento com as necessidades do produtor. “Nossa missão é levar tecnologia que gere resultados concretos, combinando produtividade, eficiência e sustentabilidade.”

Máquinas aliadas do sojicultor brasileiro 

Com um portfólio completo, a empresa se destaca por suas principais soluções para o campo brasileiro. As colheitadeiras Fendt IDEAL 9T se diferenciam pelo sistema de processamento eficiente, separação helicoidal e rotor de 4,84 metros, além de tanque graneleiro com capacidade de 17.100 litros e conectividade em tempo real, permitindo monitoramento constante da operação. Os tratores Fendt 1050 Vario Gen3, com 517 cv, motor MAN e transmissão VarioDrive, oferecem suspensão independente, alta tecnologia de agricultura de precisão via plataforma FendtONE e gestão de frota com Fendt Connect. 

Além disso, as plantadeiras Fendt Momentum 38 linhas garantem plantio uniforme em qualquer terreno, com tecnologia Precision Planting e Fendt Smart Frame, que mantém a pressão dos pentes e permite transporte rápido e eficiente. 

Já os pulverizadores Fendt Rogator R934 proporcionam aplicação precisa de insumos com sistema LiquidLogic, régua eletrônica de nível, modulação por largura de pulso e alto vão livre, assegurando economia de combustível e maior eficiência operacional.



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