sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

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Carne de frango perde competitividade frente à bovina e suína



A carne de frango tem perdido competitividade em relação às carnes bovina e suína ao longo de março, conforme apontam pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto os preços médios do frango registram uma leve alta em comparação ao mês anterior, os valores das proteínas concorrentes vêm caindo, tornando-as mais atrativas para o consumidor.

Os aumentos pontuais nos preços do frango no início do mês sustentaram a média parcial de março. No entanto, nas últimas semanas, o mercado tem oscilado, impactado pelo enfraquecimento da demanda, fenômeno comum à medida que o fim do mês se aproxima.

Ontem (20), de acordo com o indicador Cepea/Esalq, o preço do frango congelado no estado de São Paulo foi negociado a R$ 8,44 o quilo – uma alta de 1,44% em relação ao mês passado.

Nos últimos cinco dias, o preço do boi gordo teve uma queda média de 0,27% e o índice dos suínos caiu quase 10%, ambos em comparação com o mês anterior.

Além disso, segundo agentes consultados pelo Cepea, a demanda final segue lenta, o que tem levado muitos vendedores a intensificarem as ofertas para evitar acúmulo de estoques, pressionando ainda mais as cotações da carne de frango.



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Como a soja fechou o dia em Chicago?



O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo



O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo
O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo – Foto: Nadia Borges

A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia em queda, impactada pelo ritmo acelerado da colheita no Brasil e por incertezas no comércio global. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para maio, referência para a safra brasileira, recuou 0,44%, fechando a US$ 1008,25 por bushel. O vencimento de julho caiu 0,49%, a US$ 1021,50 por bushel. O farelo de soja também registrou baixa de 0,73%, cotado a US$ 297,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,42%, fechando a US$ 42,36 por libra-peso.  

O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo, refletindo a turbulência gerada pelas novas tarifas propostas pelo governo dos EUA e potenciais retaliações dos países afetados. Há preocupações sobre taxas portuárias onerosas para navios chineses, o que poderia encarecer as exportações agrícolas americanas. Além disso, o avanço da colheita no Brasil pressiona os preços, com expectativa de produção recorde de 170 milhões de toneladas.  

A valorização do real frente ao dólar é outro fator em jogo, podendo reduzir o apetite dos produtores brasileiros por vendas no curto prazo. No entanto, a pressão sazonal típica do período continua, com novos lotes de soja entrando no mercado. Esse cenário mantém a volatilidade e a cautela entre os operadores, que acompanham de perto os desdobramentos da política comercial global.  

Com um mercado ainda incerto e influenciado por fatores externos, a tendência dos preços dependerá da evolução da demanda global e das medidas protecionistas adotadas pelos EUA. No Brasil, os próximos passos dos produtores serão decisivos para o ritmo das exportações e para o comportamento do mercado nas próximas semanas.

 





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mercado reage ao comunicado do Copom; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a correção no mercado brasileiro após seis altas seguidas.

O Ibovespa recuou e o real perdeu força, refletindo a decisão do Copom de elevar a Selic e a cautela global com a política tarifária dos EUA.

Lá fora, a moeda americana se valorizou enquanto o Fed manteve a previsão de dois cortes de juros no ano, impulsionando o ouro.

No Brasil, o mercado já ajusta projeções para uma Selic ainda mais alta, enquanto o Congresso aprovou o relatório do orçamento de 2025.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Brasil contraria maiores economias e eleva taxa de juros


O Banco Central do Brasil elevou a Selic para 14,25% e sinalizou um novo aumento, conforme relatório de David Beker, chefe de economia para o Brasil e de estratégia para a América Latina do Bank of America, divulgado nesta quarta-feira (19). O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, de forma unânime, elevar a taxa em 100 pontos-base e indicou mais um ajuste de menor magnitude na próxima reunião, sem oferecer diretrizes para os encontros subsequentes. A análise do BofA prevê duas novas altas de 50bps nas próximas reuniões, com possíveis cortes posteriormente.  

No cenário externo, o Copom destacou a incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos, o que pode afetar a desinflação global e o crescimento econômico. No Brasil, o comunicado trouxe a observação de que a atividade econômica dá sinais de “moderação incipiente”, enquanto as expectativas de inflação foram descritas como “em nível elevado”, sugerindo um processo de estabilização.  

A inflação segue acima da meta de 3,0% no horizonte relevante de seis trimestres, com projeção para o terceiro trimestre de 2026 ajustada de 4,0% para 3,9%. Para 2025, a estimativa anual caiu de 5,2% para 5,1%. Com a desaceleração da atividade econômica e a estabilização das expectativas inflacionárias, o Bank of America avalia que a Selic pode atingir 15,25% antes de uma possível reversão da trajetória de alta.

Brasil na contramão?

Enquanto grandes economias mantêm ou reduzem juros, o Brasil segue na contramão. O Federal Reserve manteve as taxas dos EUA entre 4,25% e 4,50% ao ano, sem mudanças por duas reuniões consecutivas, refletindo incertezas econômicas. O presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a necessidade de cautela antes de ajustes, mas indicou possíveis cortes em 2025.  

Na China, o Banco Central manteve as taxas de referência de empréstimo inalteradas, com a LPR de um ano em 3,1% e a de cinco anos em 3,6%. A decisão acompanha a postura do Fed, apesar das pressões externas, como tensões comerciais e defesa do yuan. Pequim foca no consumo interno para mitigar impactos da guerra comercial. Apesar de sinais de recuperação, como alta no varejo e produção industrial, a inflação negativa e a deflação industrial indicam necessidade de estímulos. Analistas preveem cortes nos juros chineses ainda em 2024, alinhados à meta de crescimento de 5%.

 





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Previsão do tempo para hoje é de temporais em várias áreas; confira



Diversas áreas do país têm chance de receber temporais neste início de outono. Por outro lado, regiões como o oeste do Rio Grande do Sul, oeste da Bahia e porções de Mato Grosso do Sul enfrentam muito calor nesta sexta-feira.

Confira como ficam as condições do tempo em todo o país, de acordo com análise da Climatempo.

Sul

Pouca chuva deve atingir a região. Apenas o litoral norte de Santa Catarina e o litoral do Paraná devem ter receber precipitações, por conta da infiltração marítima.

O tempo continua aberto e firme nas demais áreas do Sul, com temperaturas mais elevadas no oeste do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Dia de sol, poucas nuvens e tempo firme no centro-oeste de São Paulo. As demais áreas do estado têm sol e pancadas de chuva mais irregulares, aparecendo de forma isoladas no litoral e no norte paulista.

Por outro lado, o tempo fica mais carregado nos três outros estados do Sudeste, com chuva forte e temporais.

Centro-Oeste

Não chove no oeste e sul de Mato Grosso do Sul. No entanto, estão mantidas as condições de pancadas para Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso, com risco de temporais localizados.

Nordeste

A costa norte da região segue com chance para chuva forte no Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. O potencial é alto para temporais, enquanto áreas do sertão e do agreste do Nordeste continuam sem chuva.

Destaque para o calor e baixa umidade no oeste da Bahia.

Norte

Permanecem as condições para ocorrência de pancadas de chuva em toda a região, com risco maior de temporais no Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá.



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Confira como estão preços da soja


A lentidão do mercado de milho segue no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega março e pagamento abril na casa de R$ 135,50 entrega abril e pagamento final de abril bateu R$ 136,00 entrega maio e pagamento final de maio R$ 136,60. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 131,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 131,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 132,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 132,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 127,00 por saca para o produtor”, comenta.

A colheita da soja avança em Santa Catarina, com 10% colhido no Meio Oeste e lavouras em maturação nos Planaltos. A produtividade média esperada é de 3.710 kg/ha, mas estiagem no Planalto Sul afetou algumas áreas. A sanidade das lavouras é satisfatória.   Produtores ajustaram a área plantada, optando por soja safrinha devido à maior 

rentabilidade. No porto de São Francisco, a saca está cotada a R$ 134,19 para junho, refletindo incertezas climáticas.

No Paraná, o destaque é para as perdas causadas pelo clima. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 135,37. Em Ponta Grossa foi de R$ 128,70 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 123,77. Em Maringá, o preço foi de R$ 124,60 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 128,70 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, completa.

A produtividade da soja em Mato Grosso do Sul ficará abaixo da média, com 49,23 sacas/ha devido à falta de chuvas. Ainda assim, a produção crescerá 13,19%, atingindo 814,9 mil toneladas, impulsionada pelo aumento de 6,79% na área plantada.  Os preços da soja no estado variam, com cotações de R$ 117,09 em Dourados, Campo Grande e Maracaju, e R$ 108,01 em Chapadão do Sul.

No Mato Grosso, o preço da soja caiu. “O preço da soja continua em queda em Mato Grosso, onde a colheita da safra já atingiu 97% da área cultivada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Nesta quarta-feira (18/3), o valor médio do grão no estado foi de R$ 107,65 por saca de 60 kg, uma leve redução de 0,29%.

Paralelamente, o custo de produção da soja para a safra 2025/26 subiu 0,54% em fevereiro, chegando a R$ 4.073,00 por hectare, conforme análise do Imea com base no projeto CPA-MT”, conclui.

 





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Milho volta a cair na B3: Veja os motivos


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fechou em baixa com correção da sequência de alta do milho e baixa do dólar, segundo informações da TF Agroeconômica. “Dia de correção para o milho da B3. As cotações cederam à pressão do dólar, que caiu pela sétima sessão consecutiva e encerrou no menor nível desde meados de outubro”, comenta.

“O mercado também tomou lucro depois de uma boa sequência de altas do milho, que acumula alta de 4,57% em uma semana para a cotação de maio. O mercado de etanol continua ativo no país, a Anec elevou em 0,16% as exportações de março, mas a indústria de ração está buscando compras mais racionais, comprando apenas o necessário e esperando o acesso ao grão da primeira safra que está sendo colhido”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 83,08 apresentando baixa de R$ -1,36 no dia, alta de R$ 3,63 na semana; julho/25 fechou a R$ 74,58, baixa de R$ -0,48 no dia, alta de R$ 2,56 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 74,16, baixa de R$ -0,50 no dia e alta de R$ 2,71 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou de forma mista com etanol e migração de área. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,71 % ou $ 3,25 cents/bushel a $ 462,00. A cotação para maio, fechou em alta de 0,27 % ou $ 1,25 cents/bushel a $ 469,25”, informa.

“As cotações mais curtas do milho fecharam em alta, com o suporte da melhora nos dados da produção de etanol nos EUA. Depois de duas semanas de relatórios negativos, esta semana a Administração de Informação de Energia dos EUA apontou um aumento na produção e uma redução nos estoques. Já as cotações mais longas fecharam em queda com a perspectiva de migração de área de soja para o plantio de milho em 2025”, conclui.

 





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Confira como o mercado de milho encerrou o dia


A TF Agroeconômica informou que o mercado de milho apresentou aumentos pontuais no Rio Grande do Sul, enquanto os preços se mantiveram estáveis no Paraná e no porto de Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, as cotações tiveram alta significativa em diversas regiões. As indústrias gaúchas enfrentam dificuldades para garantir estoques para abril e maio, levando algumas a pagar os preços pedidos pelos vendedores. No estado, os valores variam entre R$ 75,00 e R$ 80,00, dependendo da localidade, enquanto em Panambi o preço da saca subiu para R$ 68,00. Os armazenadores realizam vendas conforme a demanda dos produtores, com mais de 50% da colheita já comercializada.  

Em Santa Catarina, cooperativas locais pagam entre R$ 69,00 e R$ 71,00 por saca, dependendo da região. No porto, os preços foram vistos entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para entrega em outubro, com prazos de pagamento em setembro e novembro, respectivamente. Já no Paraná, os preços do milho spot giram em torno de R$ 72,00/saca no interior. No porto de Paranaguá, as ofertas para a safrinha variam entre R$ 70,50 e R$ 73,30, conforme o prazo de entrega e pagamento.  

No Mato Grosso do Sul, os preços do milho registraram alta em diversas localidades. Em Campo Grande, a saca subiu 2,94% para R$ 70,00. Chapadão teve a maior valorização, com um aumento de 18,57%, alcançando R$ 77,00. Em Dourados, a cotação subiu 5,26%, atingindo R$ 75,79, enquanto em Maracaju foi registrada a marca de R$ 74,00. Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia também apresentaram aumento, chegando a R$ 75,00.

 





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Trigo segue lento nos estados do Sul



No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes



Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas
Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo segue lento no Rio Grande do Sul, com preços estáveis e moinhos enfrentando dificuldades na venda de farinhas, segundo a TF Agroeconômica. O trigo pão comum continua cotado a R$ 1.400/t FOB, com baixa demanda e pouca disponibilidade de transporte, já que os caminhões estão priorizando a soja. O preço do trigo branqueador seria R$ 1.550/t FOB, mas não há negócios fechados. O desempenho das vendas de farinha segue fraco, semelhante a fevereiro. Em Panambi, o preço da saca subiu para R$ 71,00.

Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas. Os moinhos estão com estoques elevados e pouca margem para pagar mais pelo trigo, que se mantém próximo de R$ 1.400/t FOB. Há ofertas do RS a R$ 1.300/t FOB, podendo chegar a R$ 1.600/t no leste do estado, considerando frete e ICMS. Nos preços pagos aos produtores, houve alta em São Miguel do Oeste (R$ 74,00) e estabilidade em Joaçaba (R$ 78,00), Rio do Sul (R$ 80,00), Chapecó (R$ 69,00) e Xanxerê (R$ 77,00).

No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes e trazendo informações relevantes sobre vendas de farinha no Brasil. No mercado, a oferta segue escassa e os preços em leve alta, com pedidos entre R$ 1.550 e R$ 1.570/t FOB. No norte do estado, negócios chegaram a R$ 1.600/t. Os produtores estão focados na colheita da soja e evitam vender trigo. Para a próxima safra, as indicações variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500/t, mas a área plantada deve cair 20% a 25% no Paraná. O lucro médio do triticultor no estado subiu para 11,34%, com o preço médio da saca avançando para R$ 76,47.

 





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‘É inadmissível governo passar pano para invasor de terra’



Um dia após ser escolhido presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) afirmou, em entrevista exclusiva ao Canal Rural, que pretende pressionar o governo federal por soluções para os principais desafios enfrentados pelo setor agropecuário. Entre os temas prioritários, estão a insegurança jurídica no campo, a falta de recursos para o seguro rural e o atraso na definição do orçamento do Plano Safra.

Pecuarista e agricultor, Nogueira assume o cargo em um cenário de invasões de terras, estiagem prolongada em diversas regiões e incertezas quanto ao financiamento da próxima safra. Para enfrentar esses desafios, o parlamentar destacou que vai unir forças com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e convocar os ministros da Agricultura e da Fazenda para prestarem esclarecimentos à comissão.

“Vamos fazer uma cobrança dura, implacável ao governo, tanto nas políticas públicas de financiamento quanto nas políticas públicas de segurança ao direito de propriedade. É inadmissível um governo passar pano para invasor de terra em pleno 2025”, afirmou Nogueira.

O deputado também criticou o atraso na votação da Lei Orçamentária Anual, classificando o governo como “perdido” e “sem diálogo com o Congresso”. Segundo ele, essa morosidade prejudica diretamente o agronegócio, que representa um terço da carteira de trabalho formal no Brasil e é responsável por grande parte da balança comercial do país.

Nogueira enfatizou a importância de recursos adequados para o seguro rural e sinalizou apoio à proposta apresentada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que reivindica ao menos R$ 2 bilhões para o programa ainda neste ano. Ele alerta que, sem esse apoio, produtores podem enfrentar dificuldades para fechar contratos de financiamento e custeio, que se encerram até o dia 30 de março.

“O produtor não sabe de onde vai vir o recurso para financiamentos. O seguro rural pode ser a única forma de garantir segurança financeira em um ano de tantas incertezas”, destacou.

Rodolfo Nogueira substitui Evair de Melo (PP-ES) na presidência da comissão e ficará à frente dos trabalhos por um ano, conforme determina o regimento interno da Câmara. Antes, ele já havia atuado como vice-presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária.



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