terça-feira, março 31, 2026

Autor: Redação

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como diferenciar receitas e fluxo de caixa da fazenda para gerar lucro



A gestão financeira na pecuária exige que o produtor rural adote métodos que vão além da simples anotação de despesas. É fundamental saber exatamente como diferenciar receitas e fluxo de caixa da fazenda.

Em mais um episódio da série “A Conta do Boi”, no programa Giro do Boi, o zootecnista Gustavo Sartorello explica que o erro mais comum é a falta de clareza sobre o valor real que entrou de receita, o que impede o gestor de enxergar a verdade sobre a rentabilidade da atividade.

Na pecuária de corte, a maior parte das receitas advém dos próprios animais. Para transformar o dado bruto em informação estratégica, o especialista sugere que o produtor classifique as receitas de forma separada. É crucial identificar as fases do gado (machos e fêmeas) e o tipo de receita gerada: desmame, recria, reprodução e abate.

Confira:

Receitas: a verdade sobre o motor do seu negócio

A separação detalhada das receitas permite ao produtor entender a essência do negócio: se é a cria que sustenta a operação ou se é a venda das vacas de descarte que, de fato, coloca dinheiro no caixa.

A categorização correta deve seguir os seguintes critérios:

  • Receita operacional: a receita do gado deve ser separada por fêmeas e machos, abrangendo todas as etapas produtivas (desmame, recria, abate, etc.). Essa é a receita que define o lucro da atividade.
  • Outras receitas: receitas como venda de máquina, arrendamento de terra ou reembolso de seguro devem ser classificadas como não operacionais. Embora mexam no saldo bancário, elas não são o coração da atividade e não devem ser misturadas com o lucro da pecuária.

O pecuarista precisa saber responder: “Quanto do dinheiro que entrou no último ano realmente veio do gado?” Se a resposta não é clara, o gestor está enganado sobre o resultado da sua fazenda.

Fluxo de caixa: o filme financeiro que evita o prejuízo

O grande desafio da pecuária é que as receitas se concentram em épocas específicas do ano, gerando uma sazonalidade de caixa. Por isso, a gestão deve focar no fluxo de caixa real (o filme financeiro) e não apenas no saldo positivo de um único mês (a fotografia).

O cálculo do fluxo de caixa é simples, mas essencial para o planejamento:

  • Receitas – Despesas = Saldo do Mês
  • Saldo do Mês + Saldo da Conta Bancária = Fluxo de Caixa Real

A ausência de um fluxo de caixa claro leva produtores a “patinar no caixa”, vendendo bezerro antes da hora ou recorrendo a juros altos. No lado oposto, produtores com caixa sobrando perdem competitividade ao não aproveitar oportunidades de comprar insumos com desconto.

O fluxo de caixa é a ferramenta que permite planejar a compra de insumos, negociar a venda de gado e antecipar a necessidade de crédito antes que o caixa acabe.



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Uma região tem forte alta nas cotações de soja nesta quarta-feira; saiba qual



O mercado brasileiro de soja encerrou esta quarta-feira (5) com negócios pontuais e variações discretas nos preços. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ritmo foi menor que o da véspera, mas os ganhos em Chicago abriram algumas oportunidades ao longo do dia.

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De modo geral, as cotações apresentaram comportamento misto, com destaque para Goiás, onde os preços se fortaleceram. A queda do dólar reduziu parte da sustentação vinda da CBOT, enquanto os prêmios seguem negativos na curva da safra nova. “Ainda assim, tivemos preços melhores para a nova temporada”, observou Silveira. No mercado disponível, a soja registrou pequenas oscilações entre as principais praças do país.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,00 pra R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,00 pra R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 125,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,00 pra R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 124,00 pra R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 141,00 pra R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,00 pra R$ 142,00

Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em alta, influenciados pelo avanço nas negociações entre Estados Unidos e China. Pequim confirmou a redução das tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, o que deu suporte ao mercado, embora a soja americana ainda enfrente uma taxa de 13% nas importações.

Contratos futuros de soja

O contrato para janeiro de 2026 subiu 12,75 centavos (1,13%), a US$ 11,34¼ por bushel. Já a posição março avançou 14,25 centavos (1,26%), a US$ 11,42 por bushel. No farelo, o vencimento dezembro teve alta de US$ 7,40 (2,33%), a US$ 324,80 por tonelada. O óleo de soja para dezembro fechou a 49,69 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,16 centavo (0,32%).

Câmbio

O dólar comercial recuou 0,70%, negociado a R$ 5,3608 para venda e R$ 5,3967 para compra.



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Boi gordo em alta que não acaba mais: veja as cotações de hoje


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, principalmente os de menor porte, ainda operam com escalas de abate encurtadas, o que sugere um comportamento mais agressivo na compra de gado nos próximos dias.

“A demanda segue aquecida, considerando o auge do consumo no mercado doméstico, somado ao forte ritmo de embarques. Como ponto de atenção, é necessário acompanhar com proximidade os movimentos da China, que ao longo do mês deve divulgar o resultado da investigação que analisa o impacto da importação de carne bovina na produção local, reinvindicação do setor produtivo chinês”, disse.

Cotações médias da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 325,17 — ontem: R$ 324,75
  • Goiás: R$ 315,89 — R$ 315,54
  • Minas Gerais: R$ 310,88 — R$ 310,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 331,36 — R$ 331,14
  • Mato Grosso: R$ 306,23 — R$ 305,88

Mercado atacadista

O mercado atacadista confirma a tendência e se depara com preços mais altos no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere a continuidade deste movimento, considerando o ápice do consumo no mercado doméstico.

“A entrada do décimo terceiro salário, as confraternizações de final de ano e a criação de postos temporários de emprego são elementos importantes a serem considerados.”

  • Quarto dianteiro: R$ 18,75 por quilo, alta de R$ 0,25
  • Ponta de agulha: R$ 17,75 por quilo, crescimento de R$ 0,25
  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 5,3608 para venda e a R$ 5,3967 para compra.

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Presidências da COP anunciam plano para mobilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático



As presidências da COP29, no Azerbaijão, e da COP30, no Brasil, anunciaram, nesta quarta-feira (5), um plano estratégico para mobilizar, até 2035, pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento. O acordo é assinado por Mukhtar Babayev e André Corrêa do Lago, que afirmam ser uma meta viável, mas dependente de novos mecanismos e do esforço conjunto da comunidade internacional.

Na COP29, países mais ricos prometeram US$ 300 bilhões anuais às nações em desenvolvimento, mas estimativas indicam que o volume ideal seria de ao menos US$ 1,3 trilhão por ano para atender à demanda mundial em adaptação, mitigação e perdas e danos.

O plano, batizado de Mapa do Caminho de Baku a Belém, define cinco frentes prioritárias:

  • Reabastecimento de subsídios, financiamento concessional e capital de baixo custo
  • Reequilíbrio fiscal e sustentabilidade da dívida
  • Redirecionamento de financiamento privado e redução do custo de capital
  • Reforço da capacidade de execução de portfólios climáticos em larga escala
  • Reformulação de estruturas para fluxos de capital mais justos

A proposta é garantir que países em desenvolvimento tenham mais acesso ao dinheiro necessário para acelerar projetos de adaptação, energia limpa, proteção da natureza, sistemas alimentares sustentáveis e ações relacionadas a perdas e danos.

Ontem (4), durante agenda no Pará, o presidente Lula voltou a defender que populações que vivem da economia da floresta recebam pagamento por atividades sustentáveis. Ele reforçou que a preservação da Amazônia só será possível com financiamento contínuo.

“Não adianta falar que ela é o coração do mundo e achar que isso basta. Aqui vivem quase 30 milhões de pessoas, muitas dependem da floresta para sobreviver. É preciso financiamento para que sejam motivadas a não derrubar árvores e possam garantir seu sustento com o trabalho que realizam”, afirmou.

Babayev destacou que os compromissos climáticos de 2030 e 2035 podem transformar promessas em desenvolvimento real, com empregos e prosperidade sustentável. Segundo Corrêa do Lago, o plano inaugura uma fase de mais transparência no financiamento climático, conectando a urgência científica a medidas econômicas viáveis.



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Plano Clima desconsidera ações sustentáveis do agro, diz Tirso Meirelles



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o governo federal seguem incorrendo em erro no Plano Clima há quatro dias do início da COP30, em Belém, no Pará. A declaração é do presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles.

Para ele, o documento joga a responsabilidade da redução nacional das emissões de gases de efeito estufa apenas no agronegócio, impelindo o setor a reduzir sua pegada ambiental em 54%, desconsiderando, assim, todas as benesses empenhadas pelo setor nas últimas décadas.

“[O Plano] não computa nenhum processo de reestruturação, praticamente a parte organizacional das propriedades rurais, da conservação do meio ambiente, como é o caso do plantio direto, do plantio de floresta, da agricultura e pecuária regenerativas, das nossas APPs [Áreas de Preservação Permamente], as nossas reservas legais”, enumera.

Meirelles também acredita que o governo federal coloca a culpa do desmatamento no agro porque não tem condições de analisar a prática em suas terras devolutas.

“A agricultura é sustentável. Nós mantemos 66% das matas em nosso país. E desses 66%, 30% são o produtor que preserva com as suas APPs e reservas legais. Se nós monetizássemos isso, daria um trilhão de dólares”, afirma.

Segundo ele, o setor está fazendo a sua parte com a conservação de áreas e a produção com sustentabilidade e o governo culpabilizar o produtor rural pelos impactos ambientais é inconcebível.



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Belém entra na reta final dos preparativos para a COP30



Belém, no Pará, vive dias intensos de organização para receber a Cúpula dos Líderes, que começa nesta quinta-feira (6) e marca o início simbólico da COP30. O evento reunirá chefes de Estado e delegações de várias partes do mundo e será presidido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante dois dias, a capital será palco de discussões sobre temas centrais da agenda climática global. Os debates envolverão assuntos como clima e natureza, florestas e oceanos, transição energética, os 10 anos do Acordo de Paris, Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e financiamento climático considerado um dos maiores problemas no enfrentamento às mudanças do clima.

As NDCs representam os compromissos assumidos periodicamente pelos países para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Passada uma década desde o Acordo de Paris, a cúpula pretende revisar essas metas e avaliar o cumprimento das promessas ambientais.

Programação

A programação inclui uma plenária geral com discursos e sessões temáticas lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos principais anúncios esperados é o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFF), iniciativa considerada inovadora na preservação ambiental.

O fundo busca garantir a manutenção das florestas e, ao mesmo tempo, incentivar a participação da iniciativa privada. Empresas que investirem no fundo poderão obter retorno financeiro futuro, promovendo uma relação direta entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável.

Marco preparatório

Na véspera do evento, o presidente Lula destacou, em conversa com correspondentes internacionais, que a cúpula é um marco preparatório para a COP30, mas com objetivos distintos. Ele classificou a conferência de 2025 como “a COP da verdade”, reforçando a intenção de dar mais efetividade às decisões tomadas nas negociações.

“Não queremos que a COP continue sendo uma feira de produtos ideológicos climáticos, onde cada um vende, compra o que quer e ninguém cumpre o que foi decidido. Queremos que ela seja muito séria e que as coisas decidirmos possam ser implementadas”, afirmou Lula.

Realização da COP30

A Cúpula dos Líderes abre oficialmente o ciclo de discussões que culminará com a realização da COP30, prevista para iniciar no dia 10 novembro de 2025, também em Belém, primeira cidade da Amazônia a sediar uma Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.



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Ciclone extratropical ameaça Centro-Sul do Brasil com ventania e temporais



A formação de um forte ciclone extratropical no Sul do Brasil, entre sexta-feira (7) e sábado (8), deve trazer tempestades severas, ventania e grandes transtornos. O fenômeno virá acompanhado por uma frente fria e deixa estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta.

Segundo Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo, o sistema pode provocar rajadas de vento da ordem de 100 km/h, especialmente em áreas litorâneas e serranas.

Trajetória prevista

A especialista explica que a baixa pressão atmosférica sobre a Argentina e o Paraguai ganha força a partir da tarde desta quinta-feira (6), iniciando a organização do ciclone, que se intensifica no dia seguinte. O ciclone extratropical deve se consolidar entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Na madrugada e ao longo de sábado, o centro do sistema avança para o litoral catarinense e se desloca sobre o mar em direção à costa paulista e fluminense. No domingo, o ciclone estará sobre o oceano entre o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, ainda provocando impactos no Sudeste.

Regiões em alerta

No Sul do país, os ventos mais intensos devem ocorrer entre sexta e sábado. Rajadas entre 60 km/h e 85 km/h são esperadas na maior parte da região, mas podem ultrapassar 100 km/h nas serras. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul alerta inclusive para risco de tornados em áreas do Noroeste e do Norte do estado.

No Sudeste, o risco maior será no sábado (8), com ventania atingindo o sul e o leste de São Paulo, o litoral paulista, o Vale do Paraíba, o Rio de Janeiro e o Sul de Minas.

Já no Centro-Oeste, os efeitos serão sentidos principalmente em Mato Grosso do Sul, com rajadas que podem chegar a 85 km/h. Em Goiás e no Distrito Federal, o impacto será menor, mas ainda com ventos de até 60 km/h e pancadas de chuva isoladas.

Pegorim alerta para cenários perigosos: ventania intensa mesmo sem chuva, com nuvens cumulonimbus que podem gerar microexplosões, tornados e ventos destrutivos. Diante desses riscos, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul já emitiu alerta para risco de tornados nas regiões Noroeste e Norte do estado na sexta-feira (7).

Consequências para o litoral e o mar

No litoral sul, a ventania pode danificar coberturas de quiosques, edificações leves e até embarcações de pequeno a médio porte. Marinas e portos devem se preparar: no sábado (8), o risco de ventos severos é maior, com impactos previstos para balsas na Baixada Santista e no canal de São Sebastião (SP), assim como portos no Litoral do Rio de Janeiro.

No Espírito Santo, a previsão é de rajadas entre 50 km/h e 70 km/h no sábado (direção norte/nordeste), e ventos de 70 km/h vindos do sul/sudoeste no domingo (9). A ventania prevista para a Serra do Mar, no Paraná, São Paulo e sul do Rio de Janeiro, pode ultrapassar 100 km/h, gerando risco de queda de árvores e transtornos para motoristas em rodovias serranas.

Tempestades, raios e granizo

Segundo a meteorologista, a formação massiva de nuvens cumulonimbus entre os dias 7 e 9 de novembro pode desencadear temporais com chuva forte, descargas elétricas (raios) e até granizo. No Sul, a precipitação mais volumosa deve ocorrer na sexta-feira, especialmente no interior, enquanto no sábado, as áreas litorâneas continuarão a receber chuvas intensas.

No Sudeste, os temporais começam já na sexta à noite em São Paulo, seguem no sábado para Minas Gerais e Rio de Janeiro, e intensificam no domingo, especialmente no leste de Minas e no Espírito Santo.

Em Mato Grosso do Sul, há maior risco de granizo, com chuva intensa em curto período, podendo causar alagamentos repentinos.

Segurança e recomendações

Com muitos raios previstos, a meteorologista reforça as medidas de segurança. Caso esteja em local aberto, agache-se, fique de cócoras com as mãos na cabeça e, se possível, proteja-se dentro de veículos, evitando tocar em partes metálicas, para minimizar riscos.

A Climatempo, em parceria com a Defesa Civil, fará o monitoramento contínuo do sistema. A orientação é acompanhar as atualizações nos próximos dias, especialmente para quem vive ou trabalha em regiões costeiras e de serra.

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AgroNewsPolítica & Agro

Consórcio de máquinas agrícolas dispara 47%


O modelo de autofinanciamento ganhou protagonismo no agronegócio brasileiro em 2025. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor de máquinas agrícolas registrou crescimento de 47% nos créditos concedidos, somando R$ 9,13 bilhões de janeiro a setembro, que é o melhor resultado da série histórica. O movimento mostra que produtores estão recorrendo cada vez mais ao consórcio para adquirir tratores, colheitadeiras e implementos, aproveitando a ausência de juros e os prazos mais longos para pagamento.

Mesmo com queda de 16,8% nas adesões, o volume total de negócios avançou 15,2%, atingindo R$ 19,7 bilhões, impulsionado pelo aumento de 46,9% no tíquete médio, que chegou a R$ 257,19 mil. Para Fernando Lamounier, sócio da Multimarcas Consórcios, o modelo tornou-se uma alternativa viável diante dos altos juros do crédito tradicional. O número de cotas contempladas cresceu 7,5%, totalizando 36,4 mil, e o de participantes ativos subiu 9,3%, alcançando 465,8 mil.

A pesquisa da ABAC também aponta expansão do consórcio em outros segmentos de veículos pesados, como caminhões, embarcações e aeronaves. Nos caminhões, os créditos somaram R$ 7,34 bilhões, alta de 47,1%, com 29,3 mil consorciados contemplados, o equivalente a um em cada quatro caminhões vendidos no país, segundo a Fenabrave. 

“Embora existam opções de financiamento, os altos juros tornam-nas as opções muitas vezes inviáveis. Já o consórcio se ajusta perfeitamente às necessidades do setor, conquistando uma crescente credibilidade. Por isso, cada vez mais, os produtores, ao planejar suas compras, optam por essa modalidade como uma solução econômica para alcançar seus objetivos”, afirma Fernando Lamounier, sócio da Multimarcas Consórcios.

 





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Cooperativas baianas movimentaram mais de R$ 9 bi em 2024


O cooperativismo no estado da Bahia segue em crescimento. Em 2024, foram mais de R$ 9,3 bilhões (R$ 9.328.659.967,00) em movimentações, um aumento aumento de 20% em relação a 2023, de acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025.

Segundo o levantamento, foram 422.905 cooperados e 3.346 empregos gerados em 2024. As pessoas jurídicas constituem 14,2% do quadro social do cooperativismo, frente aos 85,8% de pessoas físicas.

cooperativismo na Bahia, anuário 2025
Indicadores financeiros do cooperativismo na Bahia | Gráfico: Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025

De acordo com os dados, a Bahia conta com 58 cooperativas com mais de 20 anos de atuação no mercado.

Além disso, o anuário também destaca a distribuição por sexo do quadro social. No ano passado, houve aumento de 2,2% no número de homens em relação a 2023, representando 55% dos mais de 422 mil cooperados. Para essa esse resultado, a pesquisa utilizou como amostragem 200 cooperativas.

Os principais ramos do cooperativismo com presença de homens são Crédito, Saúde, Trabalho, Produção de Bens e Serviços e Agropecuário.

O setor Agropecuário é o que possui a maior representatividade no cooperativismo baiano, com 9.948 cooperados e 35 cooperativas que juntas possuíam R$ 2.9 bilhões em ativos.

Cooperativismo no Brasil

Presente em 64% do território nacional, o cooperativismo é o diferencial que permite ao produtor atravessar momentos de instabilidade com mais segurança e competitividade, afirma Moacir Oliveira, coordenador comercial da Frísia Cooperativa Agroindustrial no Tocantins.

“Nos últimos anos, o mercado agropecuário tem enfrentado fortes oscilações. Nossa forma de trabalhar ajuda o produtor a superar esse cenário vendendo lotes maiores de soja em conjunto, buscando melhores condições comerciais e também comprando insumos coletivamente. Isso amplia o poder de negociação e traz mais previsibilidade para todos”, explica.

Para o presidesente da Organização das Cooperativas do Brasil (Sistema OCB), os resultados de 2024 são prova da força, da resiliência e relevância modelo de negócio.

Chegamos a 25,8 milhões de cooperados — um crescimento de 66% desde 2019,  e geramos mais de 578 mil empregos diretos, com destaque para o aumento da participação feminina, que hoje representa 52% dos trabalhadores no setor.”, disse Márcio Lopes de Freitas, o presidente do Sistema OCB.

Lopes destacou ainda, a importância das cooperativas para a economia do Brasil: “Com R$ 757,9 bilhões em ingressos e um crescimento de 9,5% em relação ao ano anterior, o cooperativismo demonstra vigor e protagonismo no cenário econômico, contribuindo para o fortalecimento das economias locais em todo o país”.


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